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Prévia do material em texto

*
Isolamento e identificação dos Estafilococos
Profa. Paula Gonçalves
*
Importância Clínica dos Estafilococos
Staphylococcus aureus (1º)
Foliculite e hordéolo
Furúnculos
carbúnculo
Impetigo não bolhoso e bolhoso
Síndrome da pele escaldada
Intoxicação alimentar (produção de enterotoxinas) Síndrome do choque tóxico (toxina) Infecções hospitalares Osteomielite Endocardite Bacteremia
MRSA (Staphylococcus aureus resistente à meticilina) VRSA (Staphylococcus aureus resistente à vancomicina) VISA (Staphylococcus aureus com resistencia intermediária à vancomicina)
*
Staphylococcus epidermidis (2º)
90% da microbiota normal da pele
patogênico quando a barreita da pele é rompida ou invadida por procedimentos médicos (inserção ou remoção de cateteres venosos, por exemplo.
 Staphylococcus saprophyticus (3º)
Importância Clínica dos Estafilococos
*
Staphylococcus aureus
Uma das espécies patogênicas mais comuns, sendo a mais virulenta espécie do seu gênero.
Cresce bem em ambientes salinos.
Cerca de 15% dos individuos são portadores de S.aureus, na pele ou nasofaringe. A infecção é frequentemente causada por pequenos cortes na pele.
As toxinas são proteínas produzidas e secretadas ou expostas à superficie pela bactéria cuja atividade é destrutiva para as células humanas. 
*
Enzimas estafilocócicas:
Coagulase: Ligada a parede celular do S.aureus, converte o fibrinogênio em fibrina insolúvel.
Catalase; transforma o peróxido de hidrogênio em oxigênio e água.
Hialuronidade: hidrolisa o ac. hialurônico, os mucopolissacarídeos presentes no tecido conjuntivo, facilitando a disseminação do staphilo.
Lipases: hidrolisam lipídeos para garantir a sobrevivência nas áreas sebáceas do corpo. Invadem o tecido cutâneo e subcutâneo
*
Staphylococcus aureus
Leucocidinas: substância que potencialmente destrói os leucócitos.
Estafiloquinases: substância que inibe a coagulação do sangue ativando o sistema fibrinolítico.
Penicilase: (beta-lactamase): a disseminação dessa enzima foi garantida pela sua presença em plasmídeos transmissíveis.
*
Foliculite
*
Hordéolo
*
Furúnculo - abcesso
*
Abcessos
*
Carbúnculo
*
Impetigo
*
Impetigo
Dermatose superficial, muito comum em crianças pequenas
Pode afetar qualquer segmento da pele, sendo a face e as mãos os locais mais comuns. 
Um ferimento mal higienizado favorece o desenvolvimento de infeções bacterianas em geral, incluindo o impetigo.
*
Impetigo bolhoso 
*
Pemphygus neonatorum – Impetigo do neonato
*
Síndrome da pele escaldada
Toxina: Esfoliatina
Síndrome da pele escaldada
Doença epidermolítica, mediada por exotoxinas que
se caracteriza por eritema, desprendimento
generalizado das camadas superficiais da epiderme,
envolvendo, principalmente, crianças até os 5 anos
de idade
*
Síndrome do choque tóxico
*fibras sintéticas e produtos químicos que ampliavam sua absorção;
** voltaram a utilizar fibras de algodão e cessaram com o acréscimo desses produtos químicos
*
**
Toxina: Toxina da Síndrome do Choque tóxico (TSCT-1)
*
Síndrome do Choque Tóxico
está mais associada a cirurgias nasais e bandagens absorventes pós incisões cirúrgicas
*
Choque tóxico
Intoxicação multissistêmica carcterizada por febre, hipotensão e erupção eritematosa e difusa
Apresenta alta mortalidade quando não tratada.
*
Osteomielite
*
Intoxicação alimentar
*
Staphylococcus epidermidis
Pertence a flora normal da pele e mucosas.
Não produz toxinas.
É considerado espécie de estafilococus coagulase negativo e catalase positiva de maior prevalência e persistência na pele humana. 
É identificado como agente de bacteremia de origem hospitalar e infecções associadas a implantações de próteses (válvulas) cardíacas, articulares e de catéteres intravenosos e peritonias. 
*
Staphylococcus epidermidis
Possui uma capacidade de formar biofilmes, dificultando a chegada de drogas antibacterianas e células fagocíticas no foco de infecção.
Mais comum a ocorrência de infecção no local da sutura.
Identificação da espécie pode ser feito após prova de Catalase e Coagulase com um antibiograma evidenciando a sua sensibilidade a Novobiocina.
*
Staphylococcus saprophyticus
Causam infecções nas vias urinárias em mulheres jovens sexualmente ativas. 
As mulheres infectadas apresentam disúria (dor ao urinar), piúria (pus na urina) e numerosos microorganismos na urina.
Respondem rapidamente a antibióticos e é rara a ocorrência de re-infecção.
*
Staphylococcus saprophyticus
Disposta em cachos, tétrades ou duplas. Apresenta-se como coagulase negativa e catalase positiva. 
É resistente à novobiocina (ß-lactâmicos) sendo fator de pesquisa para identificação da espécie.
*
Isolamento dos Estafilococos
*
Identificação de Estafilococos
1) Prova da Catalase
2) Prova da Coagulase
3) Resistência à Novobiocina
4) Crescimento em ágar Manitol
5) Prova da DNAse
*
Prova da Catalase
OBS: Cuidado para não coletar ágar sangue junto com a colônia usada no teste  falso positivo porque o sangue do agar contém catalase.
*
Prova da Catalase
Staphylococcus spp
Streptococcus spp
*
Prova da Coagulase
Inocular colônia de bactéria em plasma de coelho  incubar 37 ºC por 1-4 horas e observar formação de fibrina
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Prova da coagulase em tubo
*
Staphy test
*o teste se baseia na capacidade do Staphylococcus aureus aglutinar hemácias de carneiro 
previamente sensibilizadas com hemolisina e fibrinogênio;
*
Fermentação em ágar manitol (7,5 de NaCl)
O ágar manitol é um meio de cultura seletivo.
Possui grande concentração de NaCl (6,5 a 7,5%) e indicador de pH vermelho de fenol - vermelho em pH alcalino e neutro; amarelo em pH ácido.
A fermentação do manitol pelas bactérias, leva a produção de ácidos, o que determina a mudança de cor do vermelho para o amarelo.
Positivo para Staphyloccus aureus. Algumas amostras podem positivar para S.saprophyticcus.
*
Ágar Manitol (7,5% NaCl)
Manitol salgado
Crescimento e fermentação (amarelo)
Sem Crescimento ou sem fermentação (rosa ou vermelho)
S. aureus
S. epidermidis S. saprophyticus
*
Ágar Manitol (7,5% NaCl)
*
Prova da DNAse
Semear uma colônia em ágar DNAse e incubar a 35 graus por 24 horas. 
No momento da leitura adicionar HCl 1N sobre a placa, aguardar 30 segundos e observar a formação de um halo claro ao redor da colônia.
*
PROVA DA DNAse
*
Prova de sensibilidade à Novobiocina
Ágar Mueller-Hinton com disco de Novobiocina (5 microgramas)
Sensível ( - )
Resistente (+)
S. aureus
S. epidermidis
S. saprophyticus
*
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Tabela para identificação de cocos
Gram + Catalase +
(Staphylococcus spp.)
Todos são Catalase +
*
*
Ocorre uma alteração do sítio de ação dos beta-lactâmicos
*
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Identificação de MRSA
Teste de sensibilidade à oxacilina;
Teste de sensibilidade à cefoxitina;
PCR para o gene mecA;
Detecção de PBP2a por aglutinação.
*
Teste de sensibilidade à oxacilina e cefoxitina
*
PCR para mecA
*
Aglutinação – Slidex (Biomerieux)
Detecção de PBP2a
*
Meio cromogênico destinado ao isolamento e diferenciação de Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA). 
*
Com o surgimento e a disseminação da resistência à meticilina, a opção para o tratamento desse patógeno foram os glicopeptídeos.
*
O primeiro caso de VRSA- Staphylococcus aureus resistente à vancomicina (cepas que apresentam CIM de > ou = 32mcg/ml) foi reportado nos EUA, Michigan, em um paciente de 40 anos, com diabetes e insuficiência renal crônica, e portador de VRE - Enterococo resistente à vancomicina. A presença do gene vanA, nesse VRSA - Staphylococcus aureus resistente à vancomicina, sugere que a resistência pode ter sido adquirida com a troca do material genético do VRE- Enterococo resistente à vancomicina, isolado da mesma amostra.
Curiosidade
*
Vancomicina - 2002 – transferência de resistência (VRE) para estafilococos (por conjugação).
 No Brasil, o primeiro caso de VRSA ( S. aureus resistente à vancomicina) foi descrito em abril de 2014.
gene vanA proveniente do  Enterococcus faecalis, resistente aos glicopeptídeos.
 
Além do VRSA, há outro fenótipo, o VISA, que está relacionado com o espessamento da parede bacteriana, impossibilitando a ação do glicopeptídeo 
VRSA e VISA são eventos raros. 
Teixobactina, uma nova molécula descoberta que poderá originar nova classe de antibióticos e tratar as infecções por S. aureus multirresistentes.
Resistência à glicopeptídeos
Staphile – cachos de uvas, cocos gram positivos
Podem possuir capsula
*
Aureus – latim- dourado, pigmentação amarela das suas colônias
Mais importante patógeno é o aureus, porque crescem bem em pressão osmótica elevada, baixa umidade e crescem e vivem nas secreções nasais e pele. 
Residente das passagens nasais
Em superfícies pode sobreviver por meses
Forma colônias amarelo douradas – protetor contra os efeitos antimicrobianos da luz solar, possui mais de 300.000 pares de base a mais que o S epidermidis que conferem a ela fatores de virulência e meios de evadir as defesas do hospedeiro.
Quase todas são coagulase positiva – onde sua função é aumentar a produção de toxinas, e a coaguçaõ facilitam a disseminação do microorganismo pelos tecidos, causam danos teciduais, toxinas letais para a desfesa do hospedeiro, podem causar sepse, produção de enterotoxina que afetam o trato gastrointestinal. 
Infecta a pele – induz resposta imune rigorosa – macrófagos e neutrófilos atraídos para o sítio da infecção – bactéria escapa das defesas normais – produz prote[ina que bloqueia a quimiotaxia dos neutrófilos – pode produzir toxinas capazes de matar a célula fagocitica.
Resistentes a opsonização – se fagocitada pode sobreviver dentro do fagossomo
Produz prot. Que neutralizam a ação de defensinas (peptídeos antimicrobianos da pele)
Possui parede reistente a lisozima
Evade o SI adaptativo – mesmo que a maioria das pessoas possua anticorpos contra ela – infecções reincidentes
Infecção na comunidade e em hospitais
Crescem bem em alimentos com alta pressão osmótica como presento e outras carnes curtidas.
Produzem muitas toxinas: invasão do corpo e danificam os tecidos
Em hospitais são importantes contaminantes de feridas cirúrgica se possuem capacidade de desenvolver rapidamente resistência a antibióticos, como a penicilina por exemplo sendo um perigo para pacientes hospitalizados. 
Toxina - síndrome do choque tóxco: febre alta, vômito e morte
Enterotoxinas – quando ingeridas causam vômitos e náuseas, causa comum de intoxicação alimentar
Eupções e lesão dapele nem sempre são doença
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S epidermidis – coagulase negativo, é patogênico quando a barreita da pele é rompida ou invadida por procedimentos médicos (inserção ou remoção de cateteres venosos, Possuem capsula – camada viscosa que protege contra desinfetantes e ressecamento
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Espinhas ou pelo encravado – infecção nos folículos pilosos
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Infecção dos folículos pilosos dos cílios
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Foliculite mais séria – abcesso(região de pus localizada circundada por tecido inflamatório.
Os atb não penetram bem em abcessos – difícil tratamento 
Drenagem primeiro
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Quandoo tecido não consegue conter o furúnculo e espalha para otros tecidos vizinhos –massa ebdurecida e profundamente inflamada – sintomas de doença generalizada como febre
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Infecção de pele altamente infecciosa
Acemete crianças de 2 a 5 anos – disseminação por contato direto
Pode ser causada tambe´m por S pyogenes – sendo menos frequente ou ambos podem estar envolvidos
Mais comum é o não bolhoso – patógeno entra na pele por pequenas rupturas ou ferimentos – lesões se rompem formando crostas de coloração clara
Pode usar Atb de uso tópico – lesão se cura sem tratamento e sem cicatrizes
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Causado por toxina estafilocococa
Forma localizada da síndrome da pele escaldada estafilocócica
Toxina A – forma localizada – impetigo bolhoso
Toxina B – que circula para sítios distantes e causa a síndrome da pele escaldad – esfoliação
Frequente em berçários de hospitais = problema frequente
*
*
Estagio tardio da síndrome do choque tóxico ( SCT)
Potencialmente fatal
Febre, vômitos e erupções semelhantes a queimaduras solares seguidas de choque – falência de órgãos – rins!
a
*
Associada a tampões altamente absorventes por muito tempo e infecção estafilocócica -0 poucos casos hoje estão associados a menstruaçao
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liberação toxina da síndrome do choque tóxico (TSCT-1) – produzida no local do crescimento bacteriano e se espalha pela corrente sanguínea – propriedade superantigênicas da toxina – está mais associada a cirurgias nasais e bandagens absorventes pós incisões cirurgicas
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Manitol: açúcar e também um fármaco diurético antiglaucomatoso de administração intravenosa. Ele atua impedindo a reabsorção de água, aumentando a excreção de sódio e cloreto.
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Os antimicrobianos beta-lactâmicos se ligam a proteínas que participam da síntese da parede celular, chamadas PBPs (proteínas ligadoras de penicilina), impedindo a formação da parede celular e resultando em lise bacteriana. O mecanismo de resistência à meticilina está relacionado ao desenvolvimento de uma PBP adicional, a PBP2a, que é plenamente funcional, mas não tem afinidade por antimicrobianos beta-lactâmicos. A codificação dessas novas PBPs, tornando esses patógenos resistentes à oxacilina, está relacionada à aquisição do gene mecA, o qual faz parte de um elemento genético móvel detectado em isolados de MRSA. Esse gene é parte integrante de um elemento genômico denominado “cassete cromossômico estafilocócico mec” (SCCMec).
http://www.uff.br/microbiologia/images/CA-MRSA.revisao.pdf
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http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/rede_rm/cursos/rm_controle/opas_web/modulo3/gramp_staphylo4.htm
O mecanismo de resistência nessas cepas se dá pela existência de um espessamento importante da parede celular bacteriana do S. aureus, que dificulta a penetração dos glicopeptídeos.
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