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DIREITO EMPRESARIAL
Prof. Esdras Lovo
DIREITO SOCIETÁRIO
Aspectos Gerais
DIREITO EMPRESARIAL
RETOMADA DE ALGUNS CONCEITOS … 
A produção e circulação de bens e serviços passaram por várias etapas no processo de desenvolvimento humano.
A atividade economica sempre foi e é a matriz de relações fundamentais de infraestrutura determinantes da superestrutura política e juridical.
HISTÓRIA DA EVOLUÇÃO DO COMERCIO
O homem vivia numa época da bruteza ( os homens viviam em extrema falta de tudo)
Idade Moderna: Monarquia
TEORIA DOS ATOS DE COMÉRCIO (intermediação,habitualidade e lucro)
Intervenção do Estado (o estado queria mais comércio)
Codificação Napoleônica (inspirado no código napoleônico)
Caráter objetivo: deveria praticar atos de comércio (refere se ao objeto)
A intermediação na troca de bens é o estágio preambular do Direito Comercial, em que já se pode identificar uma atividade profissional organizada para a circulação de bens, visando lucro. 
Surge o embrião das primeiras trocas (Escambo)
Surgem as primeiras Moedas, gado, sal, feiras, transportes...
 Teoria dos atos do Comércio: (para ser comerciante é preciso praticar o ato de comercio)
Intermediação (compra e Venda)
Habitualidade
Lucro 
Surge aqui a intervenção Estatal
Só os matriculados nas corporações eram considerados comerciantes com acesso aos tribunais consulares e aptidão para a falência e a concordata.
O Jus mercatorum diferenciado, de raiz medieval, foi substituído pelo direito igualitário, abstrato e unitário calcado na pratica de determinados atos definidos pelo ordenamento positivo como mercantis.
Ocorre a Evolução da Legislação
Com a Globalização , basta o clicar de um mouse compra e vende-se o mundo inteiro.
O ATO DE COMERCIO, não confere a quem o pratica a qualidade de comerciante. 
É a pratica reiterada de atos negociais, de modo organizado e unificado, por um mesmo sujeito, visando a uma finalidade econômica e permanente,para a produção ou circulação de bens e serviços.
A EVOLUÇÃO DO DIREITO COMERCIAL NO BRASIL
Código Francês
Sistema Italiano
O exercício da atividade econômica na Itália era regulado sob o prisma privatístico, encontra sua síntese na teoria da empresa (consagração da tese da unificação do direito privado), deslocando a fronteira entre civil e comercial, mas principalmente um novo sistema de disciplina privada de atividade econômica.
Regulamento 737
O decreto que o regulamentou, 737 de novembro de 1850, também chamado Regulamento 737, cuja intenção inicial era estabelecer o trâmite das causas comerciais, acabou sendo utilizado no intuito de dar aplicabilidade à lei material advinda com o Código Comercial de 1850. O Regulamento 737 era dividido em três partes: a primeira era destinada ao processo comercial; a segunda sobre a execução e a terceira sobre recursos e nulidades. Parte da doutrina[1] defende que o regulamento marcou uma fase de progresso em nosso direito processual, constituindo-se como o mais alto e notável monumento legislativo do Brasil naquela época.
Teoria da Empresa (atual) 
Art. 966,CC = Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.
§ único: Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual de natureza científica, artística ou literária ainda com concurso de auxiliares e colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa.
FONTES DO DIREITO COMERCIAL:
PRIMÁRIA OU IMEDIATA : LEI
SECUNDÁRIAS OU MEDIATAS: usos, analogias e princípios gerais de direito
OBS: Jurisprudência e doutrina não são fontes do Direito Comercial.
É quem pratica os atos de comércio
H
abitualidad
e
e
Gera Riqueza
Capital,
Trabalho,Matéria prima e Tecnologia
Que possa ter um valor
Art. 966,CC = Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.
CC, 966,§ único: Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual de natureza científica, artística ou literária ainda com concurso de auxiliares e colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa.
Empresário Unipessoal
1) tem que ter capacidade jurídica
2) Não pode ter impedimento legal para o exercício da empresa
3) Tem que ter um efetivo exercício profissional da empresa.
4) demonstrar regime jurídico peculiar regulador da insolvência e
5) registro.
CAPACIDADE JURÍDICA
Quem tem capacidade civil pode ser empresário (art. 972,CC).
Art. 972. Podem exercer a atividade de empresário os que estiverem em pleno gozo da capacidade civil e não forem legalmente impedidos.
Em regra as pessoas absolutamente incapazes não autorizadas judicialmente não podem ser empresárias. Assim são os menores de 16 anos
Art. 3o  São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos.    
Os Relativamente Incapazes, sem autorização Judicial para a continuação da Empresa também não podem ser empresários.
Art. 4o  São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer:              
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos;
 II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico;      
 III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade;           
IV - os pródigos.
EMANCIPADOS
Podem exercer a empresa, pois tem sua incapacidade civil cessada antes dos 18 anos. (declaração Irrevogável de maioridade).
Art. 5o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil.
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade:
I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos;
II - pelo casamento;
III - pelo exercício de emprego público efetivo;
IV - pela colação de grau em curso de ensino superior;
V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.
O INCAPAZ
Só pode ser empresário para continuara empresa anteriormente exercida por ele enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor da herança.
Art. 974. Poderá o incapaz, por meio de representante ou devidamente assistido, continuar a empresa antes exercida por ele enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor de herança.
§ 1o Nos casos deste artigo, precederá autorização judicial, após exame das circunstâncias e dos riscos da empresa, bem como da conveniência em continuá-la, podendo a autorização ser revogada pelo juiz, ouvidos os pais, tutores ou representantes legais do menor ou do interdito, sem prejuízo dos direitos adquiridos por terceiros.
§ 2o Não ficam sujeitos ao resultado da empresa os bens que o incapaz já possuía, ao tempo da sucessão ou da interdição, desde que estranhos ao acervo daquela, devendo tais fatos constar do alvará que conceder a autorização.
§ 3o  O Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais deverá registrar contratos ou alterações contratuais de sociedade que envolva sócio incapaz, desde que atendidos, de forma conjunta, os seguintes pressupostos:         
I – o sócio incapaz não pode exercer a administração da sociedade;        
II – o capital social deve ser totalmente integralizado;    
III – o sócio relativamente incapaz deve ser assistido e o absolutamente incapaz deve ser representado por seus representantes legais.    
 
Art. 975. Se o representante ou assistente do incapaz for pessoa que, por disposição de lei, não puder exercer atividade de empresário, nomeará, com a aprovação do juiz, um ou mais gerentes.
§ 1o Do mesmo modo será nomeado gerente em todos os casos em que o juiz entenderser conveniente.
§ 2o A aprovação do juiz não exime o representante ou assistente do menor ou do interdito da responsabilidade pelos atos dos gerentes nomeados.
Art. 976. A prova da emancipação e da autorização do incapaz, nos casos do art. 974, e a de eventual revogação desta, serão inscritas ou averbadas no Registro Público de Empresas Mercantis.
Parágrafo único. O uso da nova firma caberá, conforme o caso, ao gerente; ou ao representante do incapaz; ou a este, quando puder ser autorizado.
O sócio Incapaz não poderá exercer a administração social, e o capital deverá ser totalmente integralizado. O sócio relativamente incapaz será assistido e o absolutamente Incapaz será representado.
EMPRESÁRIO CASADO
Art. 978. O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer que seja o regime de bens, alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de ônus real.
Se existir pacto antenupcial, este deverá ser registrado também no registro publico de empresas mercantis, não só no registro civil.
O casado em Regime de comunhão de bens pode comprometer o patrimônio do casal em decorrência da atividade empresarial.
Há presunção relativa de que o rendimento do trabalho de qualquer um dos cônjuges ingressa no patrimônio da sociedade conjugal, e se Isso não acontecer o cônjuge prejudicado poderá ,executar, e pedir sua meação, por embargos de terceiro, fazendo prova, é claro, da circunstancia.
AUSÊNCIA DE IMPEDIMENTO LEGAL
Regra: toda pessoa com capacidade civil poderá ser empresário, porém existem algumas pessoas plenamente capazes e que a lei veda a pratica profissional da empresa. A vedação decorre da função que exercem, a inobservância dessa vedação gera sanções a essas pessoas.
Art. 973. A pessoa legalmente impedida de exercer atividade própria de empresário, se a exercer, responderá pelas obrigações contraídas.
SÃO ELAS: Não podem exercer atividade empresarial:
Magistrados e membros do ministério públicos
Agentes Públicos
Militares
Falidos
Deputados e Senadores
Estrangeiros com vistos provisórios
Leiloeiros
Despachantes Aduaneiros
Corretores de Seguros
Prepostos
Médicos
EXERCÍCIO PROFISSIONAL DA EMPRESA
Mesmo capas, não impedida e regularmente matriculada no Registro Publico de Empresa, a pessoa natural só será considerada empresária se exercer profissionalmente a empresa em nome próprio, com intuito de lucro.
O Exercício da atividade empresarial não precisa ser a única profissão do empresário.
A MAIOR E PRIMEIRA RESPONSABILIDADE AO CRIAR UMA EMPRESA, É QUANTO A RESPONSABILIDADE JURÍDICA.
ESPÉCIES DE EMPRESÁRIOS:
EI - Empresário individual,
 anteriormente conhecido como firma individual, é um tipo de empreendedor que atua como o único titular de seu negócio, sendo este uma pessoa física e sem a presença de outros sócios.
O empresário individual não possui personalidade jurídica como as empresas de sociedades, e se registra com o próprio nome na razão social, formalizado na junta comercial da cidade onde fica a empresa.
As responsabilidades do empresário individual comum (EI) não são limitadas, ou seja, o patrimônio e dívidas, pessoais ou da organização, são os mesmos. Caso queira essa separação jurídica dos bens da empresa deve requerer a categoria EIRELI.
EIRELI - Empresário Individual de Responsabilidade Limitada 
O empresário individual tem como opção limitar as suas responsabilidades, sem a necessidade de adicionar um sócio somente para a constituição de uma sociedade que seja limitada, o que era muito comum.
A categoria Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI), permite ao empresário individual ter o capital da empresa separado do seu pessoal. Porém, para isso é preciso investir inicialmente uma valor equivalente a 100 salários mínimos.
No caso do Empresário Individual e de responsabilidade ilimitada, não existe um capital mínimo para a constituição da empresa e a tributação pode ser através do Simples Nacional, com a seguinte classificação:
MICRO EMPRESÁRIO INDIVIDUAL (ME): com faturamento anual máximo de R$ 360 mil;
EMPRESA DE PEQUENO PORTE (EPP) : com faturamento anual até R$ 3,6 milhões.
A partir destes valores, e até R$ 78 milhões, existe também a possibilidade de optar pelo regime do Lucro Presumido. Os dois regimes servem como opção de base para a tributação disponíveis para o empresário.
Você pode saber mais sobre as bases de tributação através do SIMPLES Nacional e Lucro Presumido.
EMPRESÁRIO INDIVIDUAL E MEI
O empresário individual e o Micro Empreendedor Individual (MEI), ambos são proprietários únicos de suas empresas, porém, existem diferenças entre as duas categorias.
Para ser reconhecida como MEI, o empresário não pode ultrapassar o faturamento anual de R$ 81 mil, nem contratar mais de um funcionário. Seu enquadramento quanto à tributação é diferenciada, através do SIMPLES.
O empresário individual (ME ou EPP), não possui limite máximo de funcionários ou de faturamento, e tem a opção de limitar suas responsabilidades quando se enquadra como EIRELI.
Caso a empresa MEI exceder o valor anual, passa a ser considerada como microempresa. O contrário também é possível, no caso do faturamento se reduzir para menos do limite exigido.
EMPRESÁRIO RURAL 
A atividade rural geralmente é exercida no meio rural.Para exercer a atividade econômica regularmente, os empresários devem se atentar em estarem devidamente inscritos na Junta Comercial, ou seja, se fazer regular o registro da atividade empresarial. 
Art. 971. O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal profissão, pode, observadas as formalidades de que tratam o art. 968 e seus parágrafos, requerer inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede, caso em que, depois de inscrito, ficará equiparado, para todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro
Para o empresário rural, o registro é facultativo, mas se o fizer receberá tratamento idêntico àquele dispensado ao empresário sujeito a registro.
Art. 970. A lei assegurará tratamento favorecido, diferenciado e simplificado ao empresário rural e ao pequeno empresário, quanto à inscrição e aos efeitos daí decorrentes.
SOCIEDADES EMPRESÁRIA.
A Sociedade Empresária se caracteriza pela reunião de duas ou mais pessoas para exercer uma atividade econômica. Estas pessoas podem ser tanto Física quanto Jurídica.
“Sociedade empresária é a pessoa jurídica que explora uma empresa.
Art. 982. Salvo as exceções expressas, considera-se empresária a sociedade que tem por objeto o exercício de atividade própria de empresário sujeito a registro (art. 967); e, simples, as demais."
"Parágrafo único. Independentemente de seu objeto, considera-se empresária a sociedade por ações; e, simples, a cooperativa."
	OBS: A RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS: Alem se subsidiária pode ser: LIMITADA E ILIMITADA.
LIMITADA: é quando os sócios respondem pelas obrigações dentro de um limite, de acordo com sua quota.
ILIMITADA: é quando todos os sócios respondem integralmente pelas obrigações sociais. Inclusive com o patrimônio Pessoal.
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA
  
A responsabilidade será solidária quando em uma mesma obrigação houver mais de um responsável pelo seu cumprimento.
 
Assim, estando diante de uma situação na qual a responsabilidade é solidária, poderá o credor exigir o cumprimento da responsabilidade de ambos os devedores ou de apenas um deles, cabendo àquele que cumprir a obrigação o direito de regresso contra o devedor solidário.
 RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA
 
Diferentemente da responsabilidade solidária, na responsabilidade subsidiária a obrigação não é compartilhada entre dois ou mais devedores. Há apenas um devedor principal; contudo, na hipótese do não cumprimento da obrigação por parte deste, outro sujeito responderá subsidiariamente pela obrigação. Como bom exemplo de responsabilidade subsidiária temos, no campo do Direito Civil, a figura do FIADOR.
 
Ex 2 : - A responsabilidade solidária, no Direitodo Trabalho é comum na terceirização da mão-de-obra, situação em que a sociedade empresária que contrata o serviço terceirizado responde subsidiariamente pelas obrigações não cumpridas pela empresa responsável pela contratação do empregado. Essa responsabilidade se justifica, pois apesar de não ser o contratante direto do empregado, a empresa que utiliza da terceirização se beneficia da mão-de-obra do trabalhador terceirizado, devendo então arcar com os riscos de sua atividade.
SOCIEDADE DE RESPONSABILIDADE MISTA
 É uma sociedade que reúne sócios de responsabilidade limitada e sócios de responsabilidade ilimitada, por exemplo: reúne sócios de responsabilidade limitada (comanditários), que contribuem com o capital, e sócios de responsabilidade ilimitada (comanditados), que contribuem com bens ou serviços, assumindo a gestão e a direção efetiva da sociedade. 
REGISTRO OBRIGATÓRIO.
O primeiro passo e um dos primeiros deveres do Empresário é oficializar sua condição, mediante a inscrição no registro público de empresas Mercantis (RPEM). É obrigatória a inscrição:
Art. 967. É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede, antes do início de sua atividade.
No requerimento da solicitação de Inscrição o empresário deve declarar:
Art. 968. A inscrição do empresário far-se-á mediante requerimento que contenha:
I - o seu nome, nacionalidade, domicílio, estado civil e, se casado, o regime de bens;
II - a firma, com a respectiva assinatura autógrafa que poderá ser substituída pela assinatura autenticada com certificação digital ou meio equivalente que comprove a sua autenticidade, ressalvado o disposto no  
III - o capital;
IV - o objeto e a sede da empresa.
PERDA DA QUALIDADE EMPRESARIAL
Além da morte, perde-se a condição jurídica de empresário individual.
Pela Interdição;
Pela falência;
Pela desistência;
Pela revogação da autorização para o menor.
ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL
Art. 1.142. Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado, para exercício da empresa, por empresário, ou por sociedade empresária.
BENS CORPÓREOS :
São os bens que tem um corpo; uma existência física; material; tangível. Temos que tocar, ver, sentir, etc.
Ex: Mercadorias, Instalações, Equipamentos, Veículos, etc.
BENS INCORPÓREOS
São os bens que não tem existência material, física, tangível, mas possuem um valor econômico. São bens que tem existência apenas jurídica.
Exemplos: direitos autorais, direitos de crédito, direito de usufruto, direito de utilização de uma marca,Patentes, Ponto Empresarial.
ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL NÃO É O MESMO QUE EMPRESA OU QUE PONTO EMPRESARIAL:
ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL
Art. 1.142. Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado, para exercício da empresa, por empresário, ou por sociedade empresária.
PONTO EMPRESARIAL
É um dos elementos essenciais do estabelecimento empresarial.
É o local onde a atividade empresária é exercida.
TRESPASSE
É a cessão do estabelecimento empresarial em suas diversas modalidades:
A alienação do estabelecimento empresarial é doutrinariamente conhecida como TRESPASSE.
São partes do trespasse o trespassante (o que aliena) e o trespassatário (aquele que adquire).
Art. 1.143. Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza.
Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas Mercantis, e de publicado na imprensa oficial.
Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua notificação.
Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento.
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subseqüentes à transferência.
Parágrafo único. No caso de arrendamento ou usufruto do estabelecimento, a proibição prevista neste artigo persistirá durante o prazo do contrato.
A proibição de concorrência no trespasse é uma das formas de proteção do ponto empresarial dada pelo legislador
A CLIENTELA, considerada como "conjunto de pessoas que, de fato, mantém com o estabelecimento relações continuadas de procura de bens e de serviços".
AVIAMENTO: é a aptidão de gerar lucros.
é um atributo do estabelecimento empresarial, enquanto instrumento do exercício da empresa
Aviamento Real ou Objetivo
O aviamento real é quando o resultado alcançado pela empresa é proveniente da marca ou serviço de um estabelecimento empresarial e esta pode ser transmissível (até por meio de franquia). 
Aviamento Subjetivo ou Pessoal
O aviamento é pessoal ou subjetivo quando a capacidade de gerar lucros resulta substancialmente de qualidades do titular da empresa, por esse motivo se torna intransferível.
PERFIS DA EMPRESA:
1.Perfil Subjetivo. A empresa é o EMPRESÁRIO, pois empresário é quem exercita a atividade econômica organizada, de forma continuada. Nesse sentido, a empresa pode ser uma pessoa física ou uma pessoa jurídica, pois ela é titular de direitos e obrigações. Quando alguém diz "arrumei um emprego em uma empresa", temos a palavra empresa empregada com esse significado.
2. Perfil Objetivo. (patrimonial). A empresa é um conjunto de bens. A palavra empresa é sinônima da expressão ESTABELECIMENTO COMERCIAL. Os bens estão unidos para uma atividade específica, que é o exercício da atividade econômica. Como exemplo desse significado, podemos dizer "a mercadoria saiu ontem da empresa".
3. Perfil Funcional. A empresa é uma ATIVIDADE EMPRESARIAL, que realiza produção e circulação de bens e serviços, mediante organização de fatores de produção (capital, trabalho, matéria prima etc). Quando se diz "a empresa de estudar será proveitosa", temos a palavra empresa empregada com esse significado.
4. Perfil Corporativo. A empresa é UMA INSTITUIÇÃO, uma organização pessoal, formada pelo empresário e pelos colaboradores (empregados e prestadores de serviços), todos voltados para uma finalidade comum.
EMPRESA, atividade econômica organizada de produção e circulação de bens e serviços para o mercado, exercida pelo empresário, em caráter profissional, por meio de um complexo de bens.
REGISTRO DE EMPRESA
O registro tem por finalidade dar PUBLICIDADE causando o efeito ERGA OMNES (para conhecimento de todos).
O registro é OBRIGATÓRIO, com ele nasce a personalidade jurídica da empresa. A existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo (Art.45).
SOMENTE A UNIÃO, pode legislar sobre o direito comercial e registros Públicos.
Constituição Federal: ,Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:
I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho;
XXV - registros públicos;
ORGÃOS:
No Brasil, os serviços do registro publico de empresas mercantins e atividades afins, são exercidos pelo:
 SISTEMA NACIONAL DE REGISTRO DE EMPRESAS MERCANTINS (SINREM).
NORMAS DO DEPARTAMENTO NACIONAL DO REGISTRO DO COMÉRCIO (DNRC) - ATUALMENTE DEPARTAMENTO DE REGISTRO EMPRESARIAL E INTEGRAÇÃO– DREI
(Tem a função tecnica de supervisão, orientação,coordenação e normação, além de assistência supletiva no plano administrativo).
JUNTAS COMERCIAIS, Orgãos Estaduais, com função de execução e administração dos serviços de registro, subordinadas administrativamente ao governo do Estado-Membro e, tecnicamente ao DREI.
REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS JURÍDICAS - (RCPJ)
É uma das espécies de Registros Públicos. 
OAB
Oficializa o registro de Advogados e Advocacias.
FINALIDADE DO REGISTRO:
Dar garantia, publicidade,autenticidade,segurança e eficácia aos atos jurídicos das empresas;
Cadastrar as empresas nacionais e estrangeiras em funcionamento no país e manter atualizadas as informações pertinentes;
Proceder matrícula dos agentes auxiliares das empresas,bem como o seu cancelamento.
ATOS DE REGISTRO:
ARQUIVAMENTO:nome dado à inscrição do empresário individual, bem como à constituição, dissolução e alteração contratual das sociedades comerciais.
MATRÍCULA: nome dado ao ato de inscrição dos tradutores públicos, intérpretes comerciais, leiloeiros, trapicheiros e administradores de armazéns-gerais.
AUTENTICAÇÃO: nome dado ao ato de declarar veracidade e regularidade aos documentos comerciais. Ex: livros comerciais.
NOME EMPRESARIAL
O nome empresarial faz a ligação entre a empresa e o empresário em si. É o elemento de identificação do empresário ou da sociedade empresaria, Essa designação serve para indicar o nome do empresário e também o seu ramo de atuação, podendo ser ele um empresário individual (pessoa física ou natural) ou uma firma social quando tratar-se de uma sociedade empresária, é a maneira como a empresa se apresenta em as suas relações negociais, antes da lei 8934/94 o nome empresarial era chamado de nome comercial.
O artigo 1.155 do Código Civil dispõe:
Considera-se nome empresarial a firma ou a denominação adotada, de conformidade com este Capítulo, para o exercício de empresa.
Parágrafo único. Equipara-se ao nome empresarial, para os efeitos da proteção da lei, a denominação das sociedades simples, associações e fundações.
Existem duas Espécies de nome empresarial são elas: a firma e a denominação.
Que podem ser diferenciadas sob dois aspectos, quanto à estrutura do nome, e quanto a função. Firma pode ser dividida em firma individual e firma social
FIRMA INDIVIDUAL OU EMPRESÁRIO INDIVIDUAL
Art. 1.156 - O empresário opera sob firma constituída por seu nome, completo ou abreviado, aditando-lhe, se quiser, designação mais precisa da sua pessoa ou do gênero de atividade.
 A firma individual somente poderá operar tendo por base o nome civil do EMPRESÁRIO INDIVIDUAL, podendo utilizar esse nome de forma completa ou mesmo abreviada. O empresário não é obrigado a colocar no nome empresarial o ramo de atividade exercido por sua empresa, sendo assim a designação do objeto facultativa.
O empresário individual (anteriormente chamado de firma individual) é aquele que exerce em nome próprio uma atividade empresarial. É a pessoa física (natural) titular da empresa. O patrimônio da pessoa natural e o do empresário individual são os mesmos, logo o titular responderá de forma ilimitada pelas dívidas.
USO DE APELIDOS: 
É possível quando o empresário possuir um nome muito comum. Ex: João da Silva, ele poderá utilizar-se de um apelido pelo qual já é conhecido, por exemplo: “alemão” para haver uma distinção maior de seu nome empresarial. 
Art. 1.163. O nome de empresário deve distinguir-se de qualquer outro já inscrito no mesmo registro.
Parágrafo único. Se o empresário tiver nome idêntico ao de outros já inscritos, deverá acrescentar designação que o distinga.
FIRMA SOCIAL
Também é chamada a razão social, na composição da firma social somente os nomes dos sócios que compõe a sociedade poderão constar, de forma total ou abreviada.
Ex: Os sócios de uma empresa se chamam Michael Jackson e Elvis Presley, a firma social poderia ser a junção desses dois nomes, ficando “Michael Jackson e Elvis Presley Ltda” se a responsabilidade desses sócios for limitada, ou formada pelas abreviaturas dos nomes “Jackson & Presley Ltda.”
PODERÁ TAMBÉM a possibilidade de utilização do nome de apenas um dos sócios ou mesmo dois, seguido da expressão “Companhia ou Cia”, é o caso da Sociedade de responsabilidade ILIMITADA.
Art. 1.157. A sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada operará sob firma, na qual somente os nomes daqueles poderão figurar, bastando para formá-la aditar ao nome de um deles a expressão “e companhia” ou sua abreviatura.
Parágrafo único. Ficam solidária e ilimitadamente responsáveis pelas obrigações contraídas sob a firma social aqueles que, por seus nomes, figurarem na firma da sociedade de que trata este artigo.
Sociedade Limitada
Pode a Sociedade Limitada adotar firma ou denominação, integrada pela palavra final “limitada” ou a sua abreviatura.
Nos casos de sociedade limitada poderá operar a firma social sob uma denominação, não sendo necessária a utilização dos nomes dos sócios, denominação é o nome empresarial de fantasia (o famoso nome fantasia) ou tirado do objeto social da sociedade empresarial.
A firma será composta com o nome de um ou mais sócios, desde que pessoas físicas, de modo indicativo da relação social.
A omissão da palavra "limitada" determina a responsabilidade solidária e ilimitada dos administradores que assim empregarem a firma ou a denominação da sociedade.
Art. 1.158. Pode a sociedade limitada adotar firma ou denominação, integradas pela palavra final "limitada" ou a sua abreviatura.
§ 1o A firma será composta com o nome de um ou mais sócios, desde que pessoas físicas, de modo indicativo da relação social.
§ 2o A denominação deve designar o objeto da sociedade, sendo permitido nela figurar o nome de um ou mais sócios.
§ 3o A omissão da palavra "limitada" determina a responsabilidade solidária e ilimitada dos administradores que assim empregarem a firma ou a denominação da sociedade.
SOCIEDADE EM NOME COLETIVO
Somente pessoas físicas podem tomar parte na sociedade em nome coletivo, respondendo todos os sócios, solidária e ilimitadamente, pelas obrigações sociais. No nome empresarial (firma), poderá ter o nome de todos os sócios, ou conter o nome de apenas um deles acrescido do aditivo e Companhia, ou expressões equivalentes, como p.ex: filhos ou irmãos. Ex: Rosy Perez & irmãs.
SOCIEDADE EM COMANDITA SIMPLES
É a caracterizada pela existência de dois tipos de sócios: os sócios comanditários e os comanditados. O nome empresarial deve ostentar o nome de pelo menos um dos sódios comanditados, com o aditivo e companhia por extenso ou abreviado.
DENOMINAÇÃO
SOCIEDADE COOPERATIVA
Necessariamente deverá constituir o seu nome empresarial sob denominação social, acrescido da expressão “cooperativa”. Exemplo: Cooperativa de Reciclagem de São Paulo.
Art. 1.159. A sociedade cooperativa funciona sob denominação integrada pelo vocábulo "cooperativa".
SOCIEDADE ANÔNIMA
A Sociedade Anônima opera sob denominação designativa do objeto social, integrada pelas expressões "sociedade anônima" ou "companhia", por extenso ou abreviadamente, no inicio,meio ou no final.
EX: indústrias Perez S.A.
Companhia Nacional de Estamparia.
Pode constar da denominação o nome do fundador, acionista, ou pessoa que haja concorrido para o bom êxito da formação da empresa.
SOCIEDADE EM COMANDITA POR AÇÕES
Só terão nome empresarial contendo o nome de um ou mais sócios diretores ou gerentes, com o aditivo e “companhia ou comandita por ações” por extenso ou abreviado, 
Art. 1.161. A sociedade em comandita por ações pode, em lugar de firma, adotar denominação designativa do objeto social, aditada da expressão "comandita por ações".
SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO
Não pode ter firma ou denominação.
REGRAS GERAIS :
CINCO PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA FORMAÇÃO DO NOME EMPRESARIAL SÃO ELES:
1. Veracidade
Deve ser verdadeiro o nome do sócio, tanto na firma, como na denominação social, e sincera a indicação da atividade quevenha a incorporar o nome (deve estar explicitada no objeto social). 
O nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar, não pode ser conservado na firma social.
Art. 1.165. O nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar, não pode ser conservado na firma social.
2. Novidade
O nome adotado deve ser único, diferente dos já existentes dentro do Estado, a fim de evitar erros e confusões nas identificações das empresas. 
O uso previsto estender-se-á a todo o território nacional, se registrado na forma da lei especial.
Cabe ao prejudicado, a qualquer tempo, ação para anular a inscrição do nome empresarial feita com violação da lei ou do contrato.
Art. 1.163. O nome de empresário deve distinguir-se de qualquer outro já inscrito no mesmo registro.
Parágrafo único. Se o empresário tiver nome idêntico ao de outros já inscritos, deverá acrescentar designação que o distinga.
3. Identificação do tipo
Deve o nome empresarial identificar o tipo jurídico da EIRELI ou da sociedade.
4. Proteção à moral
É vedado o uso de palavras ou expressões atentatórias à moral e aos bons costumes na composição do nome empresarial.
5. Vedação a siglas e denominações de órgãos públicos
É Vedado o uso de siglas ou denominações de órgãos públicos da administração direta ou indireta e de organismos internacionais e aquelas consagradas na lei e atos regulamentares emanados do Poder Público. Ex. SUS.
PROTEÇÃO DO NOME EMPRESARIAL
Art. 1.166. A inscrição do empresário, ou dos atos constitutivos das pessoas jurídicas, ou as respectivas averbações, no registro próprio, asseguram o uso exclusivo do nome nos limites do respectivo Estado.
Parágrafo único. O uso previsto neste artigo estender-se-á a todo o território nacional, se registrado na forma da lei especial
VEDAÇÃO À ALIENAÇÃO
O nome empresarial não pode ser objeto de alienação.
O adquirente de estabelecimento, por ato entre vivos, pode, se o contrato o permitir, usar o nome do alienante, precedido do seu próprio, com a qualificação de sucessor.
CANCELAMENTO
A inscrição do nome empresarial será cancelada, a requerimento de qualquer interessado, quando cessar o exercício da atividade para que foi adotado, ou quando ultimar-se a liquidação da sociedade que o inscreveu.
Extingue-se o nome empresarial pela cessação do comércio (por qualquer causa), pela liquidação (no caso da sociedade empresária) ou pela transformação societária.
	
DIFERENÇAS:
NOME EMPRESARIAL: IDENTIFICA O EMPRESÁRIO que pode ser uma PESSOA NATURAL (Empresário Individual) Ex: Alessandro Rodrigo Lanchonete - ME ou uma PESSOA JURÍDICA como exemplo, CIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO. 
TÍTULO DO ESTABELECIMENTO: IDENTIFICA A EMPRESA, geralmente formado por um elemento fantasia, utilizado na fachada da sede ou filial da empresa.
MARCA: IDENTIFICA PRODUTOS E SERVIÇOS, diferenciando-os no mercado, identificando-os por sinais distintivos nominativos - palavras escritas ou pronunciadas ou figurativas - sinais ou logos e tem proteção a partir de seu registro no INPI .
“Art. 124. Não são registráveis como marca:
V - reprodução ou imitação de elemento característico ou diferenciador de título de estabelecimento ou nome de empresa de terceiros, suscetível de causar confusão ou associação com estes sinais distintivos; ”
INSÍGNIA : de estabelecimento é qualquer sinal externo composto de figuras ou desenhos, simples ou combinados com nomes ou denominações; pode também consistir na ornamentação de fachadas e da parte das lojas, armazéns ou fábrica expostas ao público, bem como as cores de uma bandeira desde individualize perfeitamente o respectivo estabelecimento.
Propriedade industrial é o conjunto de direitos sobre as patentes de invenção, os modelo de utilidade, os desenho ou modelo industrial, as marcas de fábrica ou de comércio, as marcas de serviço, o nome comercial e as indicações de proveniência ou denominações de origem, bem como a repressão da concorrência desleal e às falsas indicações geográficas.
PATENTE
A patente tem finalidade de proteção ao desenvolvimento tecnológico e funciona como incentivo à pesquisa, já que garante ao inventor e ao criador a exploração exclusiva e o usufruto dos lucros decorrentes da novidade. A exclusividade decorrente da patente é limitada a 20 (vinte) anos no caso de Invenção e a 15 (quinze) anos no caso de modelo de utilidade. O prazo é improrrogável, e é contado da data do depósito do pedido de patente junto ao INPI. Após o prazo a patente cai em domínio público e a invenção pode ser explorada por terceiros.
INVENÇÃO
INVENÇÃO é tudo aquilo que se inventa, que se cria, que pode ser explorado economicamente. Mas para que seja reconhecido como invenção, o bem deve atender a quatro requisitos previstos na lei: a novidade, a atividade inventiva, a aplicação industrial e o não impedimento.
MODELO DE UTILIDADE –aperfeiçoamento utilitário
O modelo de utilidade pode ser considerado como uma pequena invenção, algo que foi criado para trazer uma utilidade maior para um invento já existente. Ele traz uma melhoria funcional para um ato inventivo, para algo que já é considerado invenção. A palavra-chave para o caso é melhoria funcional.
EX: a invenção de um cabo anatômico de uma vassoura criado para amenizar dores na coluna daquele que a utiliza.a churrasqueira sem fumaça, segundo o STJ, é modelo de utilidade porque o mecanismo que impede a fumaça é algo criado para trazer uma melhoria para o invento já existente, que é a churrasqueira.
REGISTRO
Para garantir exclusividade no uso da marca e do desenho industrial, é preciso registrá-los também no INPI. O Desenho industrial e a marca não são patenteáveis, mas sim registráveis. 
DESENHO INDUSTRIAL  - aperfeiçoamento ornamental.
É a forma plástica ornamental de um objeto ou o conjunto ornamental de linhas e cores que possa ser aplicado a um produto, proporcionando resultado visual novo e original na sua configuração externa e que possa servir de tipo de fabricação industrial. 
A lei permite a prorrogação do desenho industrial por até 03 (três) vezes, garantidos 05 (cinco) anos de prorrogação a cada vez. Acabada a terceira prorrogação, o bem cai em domínio público.
MARCA –
É o sinal distintivo, visualmente perceptível, não compreendido nas proibições legais. É o meio pelo qual se procura identificar um produto ou serviço, ou seja, ela é o elemento de identificação, de distinção. 
O pedido de prorrogação de uso da marca é ilimitado, sendo concedida sempre por igual período. Ou seja, a cada 10 (dez) anos.
ESPÉCIES DE MARCA:
Art. 123. Para os efeitos desta Lei, considera-se:
I - MARCA DE PRODUTO OU SERVIÇO: aquela usada para distinguir produto ou serviço de outro idêntico, semelhante ou afim, de origem diversa;
II - MARCA DE CERTIFICAÇÃO: aquela usada para atestar a conformidade de um produto ou serviço com determinadas normas ou especificações técnicas, notadamente quanto à qualidade, natureza, material utilizado e metodologia empregada; e
III - MARCA COLETIVA: aquela usada para identificar produtos ou serviços provindos de membros de uma determinada entidade.
Marca de produto ou serviço, portanto, é que distingue um produto ou serviço de outro igual, semelhante ou afim de origem diferente.
Marca de certificação,  atesta que determinado produto está dentro das normas técnicas ou das certificações legais. São exemplos o ISO e o INMETRO.
Marca coletiva  usada para identificar produtos ou serviços que advêm de membros de uma determinada associação, instituição ou entidade. Exemplo: marca existente em todos os pacotes de café vinculados à Associação Brasileira dos Produtores de Café. Essa é uma marca coletiva, significando que o produtor daquele café integra uma coletividade, faz parte de uma entidade, visando trazer maior credibilidade ao produto.
FORMAS DE APRESENTAÇÃO
- Nominativa: é aquela formada por palavras, neologismos e combinações de letras e números.  
- Figurativa: constituída por desenho, imagem, ideograma, forma fantasiosa ou figurativade letra ou algarismo, e palavras compostas por letras de alfabetos como hebraico, cirílico, árabe, etc.
- Mista: combina imagem e palavra.
- Tridimensional: pode ser considerada marca tridimensional a forma de um produto, quando é capaz de distingui-lo de outros produtos semelhantes. 
PESSOAS JURÍDICA
Art. 40. As pessoas jurídicas são de direito público, interno ou externo, e de direito privado.
Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos Direitos da Personalidade.
PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO
PJ DE DIREITO PÚBLICO INTERNO
Art. 41. São pessoas jurídicas de direito público interno:
I - a União;
II - os Estados, o Distrito Federal e os Territórios;
III - os Municípios;
IV - as autarquias, inclusive as associações públicas;      
V - as demais entidades de caráter público criadas por lei.
Parágrafo único. Salvo disposição em contrário, as pessoas jurídicas de direito público, a que se tenha dado estrutura de direito privado, regem-se, no que couber, quanto ao seu funcionamento, pelas normas deste Código Civil.
Art. 43. As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo.
PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO
PJ DE DIREITO PÚBLICO EXTERNO
Art. 42. São pessoas jurídicas de direito público externo os Estados estrangeiros e todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público.
	
PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO
Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo.
Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro.
Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:
I - as associações; (consistem em uma união de pessoas que se organizam para fins não econômicos);
II - as sociedades; (são formadas por conjunto de pessoas que se reúnem visando fins lucrativos);
III - as fundações. (são formadas por um acervo de bens que recebe personalidade jurídica para a realização de fins determinados visando o interesse da sociedade, sem fins lucrativos);
IV - as organizações religiosas;   (se assemelham às associações quanto ato tratamento jurídico);       
 V - os partidos políticos. (possui natureza própria, seus fins são políticos, não se caracterizando pelo fim econômico ou não)         
 VI - as empresas individuais de responsabilidade limitada. (devem-se observar os parágrafos do artigo 44 e 45 do Código Civil Brasileiro de 2002 no que rege a criação destas pessoas jurídicas, sendo seu órgão responsável pela sua aprovação e registro o Poder Executivo e quando necessário também à autorização.)
SOCIEDADE: (contrato entre duas ou mais pessoas,pode ser verbal, ou escrito).
Art. 981. Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir, com bens ou serviços, para o exercício de atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados.
Parágrafo único. A atividade pode restringir-se à realização de um ou mais negócios determinados.
PERSONALIDADE JURÍDICA
A personalidade jurídica da sociedade começa com o registro de seus atos constitutivos
SOCIEDADES NÃO PERSONIFICADAS
Não apresentam personalidade jurídica, pois não possuem registros. São espécies de sociedades não personificadas: as sociedades em conta de participação e a sociedade comum, também conhecida como irregular ou de fato.
A SOCIEDADE EM COMUM é aquela que não promoveu ao registro de seus atos constitutivos no órgão competente. Nesse tipo de sociedade, os sócios respondem de modo solidário e ilimitado pelas dívidas sociais.
 
Art. 990. Todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais, excluído do benefício de ordem, previsto no art. 1.024, aquele que contratou pela sociedade.
 
Art. 1.024. Os bens particulares dos sócios não podem ser executados por dívidas da sociedade, senão DEPOIS de executados os bens sociais.
A EXECUÇÃO DOS BENS DOS SÓCIOS SÓ PODE SER FEITA DEPOIS DE ESGOTADO O PATRIMÔNIO SOCIAL E APENAS EM DETERMINADOS CASOS.
SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO
Art. 991. Na sociedade em conta de participação, a atividade constitutiva do objeto social é exercida unicamente pelo sócio ostensivo, em seu nome individual e sob sua própria e exclusiva responsabilidade, participando os demais dos resultados correspondentes 
A sociedade em conta de participação não tem registro por conta de interesse dos próprios sócios, que costumam firmar apenas um contrato de uso interno. Nesse tipo de sociedade, reconhece-se a existência de duas espécies de sócios: o ostensivo e o participante (oculto). Os negócios são realizados apenas em nome do primeiro, que atua empresário individual ou sociedade empresária, e, sobre o qual recai a responsabilidade ilimitada pelas obrigações assumidas. O sócio oculto ou participante não aparece perante terceiros, respondendo, apenas, perante o sócio ostensivo, conforme previsto em contrato. 
SOCIEDADES PERSONIFICADAS
São as sociedades que possuem personalidade jurídica, sendo as pessoas jurídicas
Registradas nos órgãos competentes.
Por possuírem personalidade jurídica, gozam de:
a) Titularidade obrigacional: é sujeito de direitos e obrigações; pode contratar
com terceiros.
b) Titularidade processual: pode demandar e ser demandada em juízo.
c) Titularidade patrimonial: possui patrimônio distinto dos bens pessoais que
integram o patrimônio dos sócios.
SOCIEDADE SIMPLES
Aquelas que exercem atividade intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores e que não constituam elemento de empresa no exercício da profissão
As não empresárias
Art. 966. Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa.
Faz parte da Sociedade Simples:
Sociedade simples
Sociedade em nome coletivo
Sociedade em Comandita Simples
Sociedade Limitada
Sociedade Cooperativa.
SOCIEDADE EMPRESÁRIA
Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.
Sociedade Anônima – Sociedade de Capital
QUANTO A RESPONSABILIDADE:
CONCEITO: 
Art. 981. Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir, com bens ou serviços, para o exercício de atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados.
Parágrafo único. A atividade pode restringir-se à realização de um ou mais negócios determinados.
ELEMENTOS: 
O contrato de sociedade é celebrado entre pessoas quando elas desejarem obrigar-se reciprocamente para contribuir, com bens e serviços, para o exercício de atividade econômica, bem como partilharem, entre si, dos resultados (artigo 981).
O CONTRATO DE SOCIEDADE ,NÃO HÁ FORMA PRESCRITA OU DEFESA EM LEI.

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