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UNIVERSIDADE VEIDA DE ALMEIDA Procedimentos Especiais Prof. Dr. Francisco de Assis Oliveira REGULAÇÃO DE AVARIA GROSSA 1- Disposição legal: CPC, arts. 707 a 711 (Questões envolvendo o Direito Marítimo. A Ação de avaria grossa complementa as regras já existentes no Direito Comercial e Internacional). 2- Conceito de avaria: dano causado a cargas de embarcações, ou na realização de despesas extraordinárias, com objetivo de minimizar os riscos ou as consequências causadas pelo dano. 3- Modalidades de avarias: · Simples, também denominadas de particulares: suportadas exclusivamente pelo navio (ex: o armador) ou pela coisa que sofreu o dano ou deu causa à despesa (ex: o importador). · Grossas, também denominadas de comuns: as despesas são repartidas proporcionalmente entre o navio, seu frete e a carga (C. Com, art. 963). 4- Regulação: no sentido empregado pelo Direito Marítimo e agora pelo CPC/2015, significa o ato de estabelecer um regulamento, um ato que vai reger o caso concreto. Em outras palavras, a regulação é o ato que define os valores dos reparos, as indenizações, os rateios e as despesas decorrentes da avaria grossa. 5- Peculiaridades: · A regulação, repartição ou rateio das avarias grossas serão feitas por árbitros, nomeados por ambas as partes, as instâncias do capitão. · Quando não existir consenso acerca da nomeação de um regulador de avarias, o juiz de direito da comarca do primeiro porto onde o navio houver chegado, provocado por qualquer parte interessada, nomeará um de notório conhecimento (CPC, art. 707). · Havendo necessidade de intervenção do Judiciário, a regulação, uma vez homologada pelo juiz, constituirá título executivo judicial. 6- Deliberação de questões pelo regulador: · Havendo aquiescência das partes: o que se definiu na regulação, uma vez homologada pelo juiz, possa ter caráter definitivo. · No caso de discordância: a palavra final caberá ao juiz. 7- Garantia: · O próprio regulador fixará a garantia a ser prestada pelos envolvidos na aventura marítima. · Não se prestando a garantia, o regulador fixará desde logo o valor provisório do rateio e requererá ao juiz a alienação judicial de bens suficientes para o pagamento da contribuição (CPC, art. 708, § 3º).