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APS   ONG Banco de Alimentos COMPLETA 2º semestre

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200, 300 cestas básicas, eu vou buscar. Mas se você me falar “Puxa, juntamos no escritório dez cestas básicas”, ai eu peço a gentileza que venham trazer.
Kadyje: De que forma é feita a divulgação da ONG? Vocês acham que ela poderia ter uma maior visibilidade na mídia?
Daniela: Mídia. O que a gente faz hoje em dia? A gente tem dois canais muito importantes de mídia, o Facebook e o Google. Por que o Google? Porque temos uma campanha fixa lá de links patrocinados, quando alguém coloca “aproveitamento integral de alimentos” ou “Banco de Alimentos”, sempre aparecemos, porque entendemos que é informação. No Google, a busca orgânica dele é fundamental. Então a gente tem o canal internet de busca básico do Google. Na nossa página do Facebook é feita a divulgação dos nossos parceiros e de todos os nossos trabalhos. Então, temos a rede social a nosso favor. Além de tudo a gente criou uma série de parcerias com empresas e clubes de assinatura de todo tipo, como por exemplo essas caixas que vão por correio pra sua casa mensalmente. Temos essa parceria, uma série de assinantes com clubes que divulgam a nossa iniciativa através dos seus associados. Fora isso, tudo que a gente tem é mídia ganha ou não em determinados lugares, revistas e etc., mas é muito de vez em quando.”
Giovanna: A participação da ONG no Globo Repórter ajudou de alguma forma essa questão da mídia? 
Daniela: A participação que a ONG teve no Globo Repórter, foi a convite do Globo Repórter, e ajudou muito em relação a questão de visibilidade e de alguns empresários que quiseram saber como eles podiam nos ajudar, porque as pessoas não chegam aqui perguntando como que elas podem doar comida, de jeito nenhum, mas eles ligam perguntando como que eles podem participar, e a gente eventualmente cria mesmo formas de fazer parcerias entre a ONG e as empresas para que a gente possa receber uma malha de doadores de pessoas físicas.
Kadyje: De que forma o Banco de Alimentos se dispõe a conscientizar as pessoas a economizar e evitar o desperdício? 
Daniela: Falamos muito sobre o aproveitamento integral dos alimentos. A gente tem um conteúdo no nosso site, já editamos dois livros, falamos uma vez por ano no Simpósio Mundial do dia da Alimentação que, por sinal, será dia 13 de Outubro no Senac Campus Santo Amaro, com entrada gratuita. Terão doze palestrantes falando sobre conteúdo de gastronomia e alimentação saudável numa timeline, falando como que ela era ontem, como é hoje, e como será no amanhã.
Giovanna: E os projetos futuros? Existe algum outro lugar em que o Banco de Alimentos pretenda atuar, além da região metropolitana de São Paulo?
Daniela: Não, só dentro da região metropolitana de São Paulo. Adoraríamos, mas para que isso ocorra precisamos deixar, de novo, a ONG autossustentada, ter doações constantes para poder pensar em novos doadores. Aumentar a malha logística para chegar em outras cidades é complexo, não é fácil. Em 18 anos ficamos por aqui, ainda não conseguimos tudo isso, imagina o tamanho do aporte que precisamos para manter e para aumentar.
Kadyje: Alguma dica para que, em nossas residências, haja menos desperdício de comida?
Daniela: Que as pessoas atentem muito àquilo que elas compram, no prazo de validade, porque a gente é muito desatento com a validade, e pior, com a quantidade que a gente compra. Então, eu brinco sempre com o exemplo da farinha amarela. Farinha de milho não é uma coisa que a gente compra sempre. Mas a gente compra para fazer um cuscuz que fica melhor, uma farofa diferente, ai a gente vai lá, compra um saquinho de 500 gramas e usa metade. Aí você coloca um clips e deixa no armário vinte dias, um mês. Depois você vai olhar no armário, e aí? Lixo. Quando a gente faz isso e tem contato com a quantidade de comida que a gente joga fora, a gente fica pensando se a gente sabe cozinhar, se a gente sabe aproveitar tudo, se a gente liga para isso ou não. Para vocês terem uma ideia, o terceiro maior consumidor de gás carbônico no planeta é a decomposição de comida, então, ao mesmo tempo que a gente não consome e não deixa os outros que estão com fome consumir, a gente estraga o nosso próprio planeta só com a comida que a gente joga no lixo. Não precisamos entrar nas indústrias, carro, nada. Só com a comida que vai para o lixo é praticamente um terço de todo o gás carbônico. Então, se prestarmos atenção, respondendo, a tudo que a gente tem na geladeira, consumir, ser mais criativo nas receitas, entender que o alimento tem um potencial enorme de aproveitamento. Segundo as nutricionistas, tem uma casca só que não podemos comer que é a do ovo. De resto, podemos comer todas. A gente tem receita de cocada feita com a parte branca da Melânica, e as pessoas dizem que aquilo é para jogar fora. Quando você conhece um pouco mais da disciplina de aproveitamento integral, você percebe, inclusive, que tem alimentos que você só come 10% dos nutrientes, o resto é tudo da parte que eu estou jogando fora. O melão é um exemplo deles, 70% das características nutricionais dele são da parte branca, da parte mais perto da casca que é a que jogamos fora. Então, a gente precisa entender um pouco mais, precisamos ser um pouco mais criteriosos. Eu acho que com mais critério a gente come melhor e gasta menos, inclusive. Mas precisamos ser mais criativos e prestar mais atenção. Então, já se programa para usar as duas coisas, faz duas receitas e congela, já fica de olho como é que você vai fazer, porque inevitavelmente a gente vai jogar fora. E aí, a gente tem que prestar mais atenção nisso e, logicamente, políticas públicas. Quando alguma fábrica fizer alguma embalagem menor, elogiem, façam com que ela fique sabendo que isso é bom. Investir em locais que vendem a granel, que você não precisa comprar um quilo fechado, também é interessante. E divulgar, de alguma forma, toda vez que tiver contato com esse desperdício, divulgar para quem tá querendo doar comida, enfim, a gente pede todo esse tipo de ajuda.
Pauta da entrevista com o Arsenal da Esperança
	Pauteiro (a): Aline Cunha
	Arsenal da Esperança
	São Paulo, 4 de novembro de 2016
Tema: ONG é beneficiada pelo Banco de Alimentos.
Palavras-chaves: Alimentos; frequência da distribuição; perecível; orgânico; histórias emblemáticas; projetos; rotina; local.
Objetivo: Entrevistar o Administrador da ONG Arsenal da Esperança e saber qual a relação deles com a ONG Banco de Alimentos, a frequência com que é feita a distribuição de alimentos e sua classificação se são perecíveis ou não, além da diferença que a contribuição do Banco de Alimentos faz na vida dos beneficiados do Arsenal da Esperança.
Histórico: O Arsenal da Esperança é uma ONG de origem Italiana, foi fundada no Brasil há 20 anos pelo italiano Ernesto Olivero e sua esposa Maria Cerrato. Eles enviaram o Sr. Gianfranco Mellino para abrir a ONG no Brasil, por ele já estar envolvido em muitos trabalhos voluntários em boa parte do país. O Arsenal da Esperança é uma casa de acolhida para homens que estão em situação de rua, porém que ainda não desistiram da vida e nem deixaram de ter esperança.
Fontes: Gianfranco Mellino	 
 Telefone para contato- fixo (11) 2292-0977
 Email: arsenaldaesperanca@sermig.org.br / gianfrancomellino@gmail.com 
Sugestões de perguntas: 
O Arsenal da Esperança é uma ONG de origem Italiana. Porque o Brasil foi escolhido para ser agraciado pelo SERMING (Arsenal da Esperança)?
Qual o perfil dos necessitados que são acolhidos pelo Arsenal da Esperança?
O Arsenal retira muitas pessoas das ruas. Existe alguma história emblemática que se tornou referência para os que são acolhidos recentemente e chegam a vocês sem esperança?
Entre essas pessoas que foram acolhidas e reintegradas à sociedade pelo Arsenal, algumas delas trabalham ou exercem alguma atividade voluntária em prol da ONG?
Li um trecho em que vocês afirmam que “só é possível a caminhada graças a confiança do Governo do Estado de S. Paulo e a Prefeitura de S. Paulo”. Eles contribuem com o que exatamente para o Arsenal