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CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 1 de 105 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I - CCE0044 Semana Aula: 1 Apresentação. Conceituação de Derivadas. Derivadas de Ordem Superior. Regra da Cadeia Objetivos Ao final da aula o aluno deverá: Conhecer o Plano de Ensino e o Mapa Conceitual, reconhecendo a importância da disciplina; Identificar as Regras Básicas de Derivação; Aprender a Derivação de Ordem Superior; Compreender as aplicações práticas da Derivada como Taxa de Variação, dentre outras Estrutura de Conteúdo Apresentação do docente, do Plano de Ensino e do Plano de Aula, os Critérios de Avaliação, a Bibliografia Básica e Complementar. Revisão das Regras Básicas de Derivação Derivada de uma Constante, de Potência, de Soma, da Diferença, do Produto e do Quociente Derivadas de Ordem Superior. Regra da Cadeia. As derivadas de funções são o objeto fundamental no estudo do cálculo. Vários são os tipos de funções que podem ser usadas para modelar relações observadas no mundo real e o conceito da derivada nos explica como podemos calcular uma taxa média de variação, a velocidade de um móvel, sua aceleração além de outros fenômenos físicos. Unidade I. DERIVADAS 1.1 Conceituação de Derivadas 1.2 Regras Básicas de Derivação 1.3 Derivadas de ordem superior DERIVADA: CONCEITUAÇÃO Inúmeros são os exemplos nos quais observamos a necessidade do cálculo de taxas de variação: taxa de velocidade de um corpo em movimento, taxa de crescimento de certa população, taxa de crescimento econômico de um país, taxa de mortalidade infantil, taxa de variação de temperatura, dentre outros. O conceito de derivada está relacionado à taxa de variação instantânea de uma função. TAXAS DE VARIAÇÃO Podemos citar vários tipos de taxas de variação em diversas áreas de interesse CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 2 de 105 (i) física - A velocidade de uma partícula é a taxa de variação do deslocamento em relação ao tempo. Potência é a taxa de variação do trabalho em relação ao tempo. (ii) química – Taxa de reação é a taxa de variação da concentração de um reagente em relação ao tempo. (iii) siderurgia – Custo marginal é a taxa de variação do custo de produção de x toneladas de aço por dia em relação a x. (iv) biologia – Taxa de variação populacional de uma colônia de bactérias no tempo VELOCIDADE DE UM AUTOMÓVEL Suponha um objeto se movendo sobre uma linha reta de acordo com a equação s=f(t), onde s é o deslocamento do objeto a partir da origem no instante t. Dessa forma, a função f, chamada função posição, descreve o movimento do objeto. A velocidade média no intervalo de tempo entre t e t+h é calculada: h tfhtf tempo todeslocamen mediavelocidadevmedia )()( Suponha agora que a velocidade média seja calculada em intervalos cada vez menores, em outras palavras, façamos com que h tenda a zero. Este raciocínio os fornecerá a velocidade instantânea do objeto. TAXA DE VARIAÇÃO INSTANTÂNEA GERAL Suponha que y é uma quantidade que depende de outra quantidade. Dizemos, portanto que y é uma função de x e escrevemos y=f(x). Se x varia de x1 para x2 , a variação de x (incremento de x ) é ∆𝑥 = 𝑥2 − 𝑥1. A variação correspondente de y é ∆𝑦 = 𝑦2 − 𝑦1 = 𝑓(𝑥2) − 𝑓(𝑥1) A razão ∆𝑦 ∆𝑥 = 𝑦2−𝑦1 𝑥2−𝑥1 = 𝑓(𝑥2)−𝑓(𝑥1) 𝑥2−𝑥1 É chamada de taxa de variação média de y em relação a x quando x varia de x1 para x2 . CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 3 de 105 Já que ∆𝑥 = 𝑥2 − 𝑥1 ⇒ 𝑥2 = 𝑥1 + ∆𝑥 podemos escrever: ∆𝑦 ∆𝑥 = 𝑓(𝑥1 + ∆𝑥) − 𝑓(𝑥1) ∆𝑥 Se y=f(x) definiremos de taxa de variação instantânea de y em relação a x no instante em que x=x1 como: lim ∆𝑥→0 ∆𝑦 ∆𝑥 = lim ∆𝑥→0 𝑓(𝑥1 + ∆𝑥) − 𝑓(𝑥1) ∆𝑥 Observação: Para calcular a taxa de variação média, nesse caso, você poderia simplesmente substituir os valores na função volume. ∆𝑦 ∆𝑥 = 𝑓(𝑥1 + ∆𝑥) − 𝑓(𝑥1) ∆𝑥 = 𝑓(2,01) − 𝑓(2) 0,01 = 2,013 − 23 0,01 = 12 PONTO DE VISTA GEOMÉTRICO DA DERIVADA O conceito de derivada está relacionado também com o conceito de tangência. Do ponto de vista geométrico, a derivada é a reta tangente à uma curva em um ponto dado desta curva, enquanto que do ponto de vista trigonométrico, a derivada é igual à tangente do ângulo que essa reta faz com o eixo dos x. COEFICIENTE ANGULAR DA RETA TANGENTE A UM GRÁFICO EM UM PONTO Suponha que queremos calcular a reta tangente ao gráfico de uma função f em ),( 11 yxP com )( 11 xfy . Observe que a reta tangente é a linha reta que contém P e “melhor aproxima” o gráfico de f nas vizinhanças de P. Para determinarmos a equação da reta tangente necessitamos de um ponto (já temos P) e do coeficiente angular da reta. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 4 de 105 Consideremos um ponto vizinho a P, também pertencente a f, 𝑄 = (𝑥1 + ∆𝑥, 𝑦1 + ∆𝑦) = (𝑥1 + ∆𝑥, 𝑓(𝑥1 + ∆𝑥)). O coeficiente angular da reta secante PQ será ∆𝑦 ∆𝑥 = 𝑓(𝑥1+∆𝑥)−𝑓(𝑥1) ∆𝑥 Fazemos então Q se aproximar de P cada vez mais. Note que se 0x o ponto Q coincide com o ponto P, e, portanto, a reta secante tenderá a reta tangente. Em outras palavras, a reta tangente é a posição limite da reta secante PQ quando Q tende a P. A inclinação da tangente será, portanto, 𝑚 = lim ∆𝑥→0 ∆𝑦 ∆𝑥 = lim ∆𝑥→0 𝑓(𝑥1 + ∆𝑥) − 𝑓(𝑥1) ∆𝑥 Seja f função definida pelo menos em algum intervalo contendo o número x1 e seja𝑦1 = 𝑓(𝑥1) . Se o limite 𝑚 = lim ∆𝑥→0 ∆𝑦 ∆𝑥 = lim ∆𝑥→0 𝑓(𝑥1+∆𝑥)−𝑓(𝑥1) ∆𝑥 existe, diremos que a linha reta no plano xy contendo o ponto 1 1( , )x y e tendo coeficiente angular m é a reta tangente ao gráfico de f em (𝑥1, 𝑦1) . A DERIVADA DE UMA FUNÇÃO A derivada de uma função em um número x1 , denotado por f’(x1) é 𝑓´(𝑥1) = lim ∆𝑥→0 ∆𝑦 ∆𝑥 = lim ∆𝑥→0 𝑓(𝑥1 + ∆𝑥) − 𝑓(𝑥1) ∆𝑥 se o limite existe. Observação: A reta tangente a y=f(x) em (x1,f(x1)) é a reta que passa por (x1,f(x1)) e tem inclinação igual a f’(x1) , que é a derivada de f em x1. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 5 de 105 Dada uma função f, a função f’ definida por 1 1 0 0 ( ) ( ) ( ) lim lim x x f x x f xy f x x x é chamada a derivada de f. Notações: )()()()( xfDxDfxf dx d dx df dx dy yxf x DIFERENCIAÇÃO Diferenciação é o processo de cálculo de uma derivada. Observação: Os símbolos D e d/dx são ditos operadores diferenciais, uma vez que indicam a operação de diferenciação. Uma função f é diferenciável em a se f’(a) existir. É diferenciável em um intervalo aberto (a,b) ( ou (a,) ou (-,a) ou (-,)) se for diferenciável em cada número do intervalo. Derivada à esquerda e à direita Derivada à esquerda: x xfxxf xf x )()( lim)( 0 Derivada à direita: x xfxxf xf x )()( lim)( 0 Teorema: Se f for diferenciável em a, então f é continua em a. A recíproca do teorema não é verdadeira. Existem funções que são contínuas, mas não são diferenciáveis. Exemplo: xxf )( é uma função contínua em 0, mas não é diferenciável. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 6 de 105 De fato, 0 0 )( xsex xsex xf Temos então que determinar 1 1 0 0 ( ) ( ) ( ) lim lim x x f x x f xy f x x x . Calculando o limite a esquerda e a direita: 11limlim )()( lim )()( lim)( 0000 xxxx x x x xxx x xfxxf xf 11limlim )()( lim )()( lim)( 0000 xxxx x x x xxx x xfxxf xf O limite, portanto, não existe, já que o limite à direita é diferente do limite à esquerda. Assim, a função não é diferenciável. Como uma função pode não ser diferenciável? (i) Em geral se o gráfico de uma função tiver uma “quina” ou uma “dobra”, este gráfico não terá tangente neste ponto e, portanto, f não será diferenciável ali. O que ocorre é que ao calcularmos f’(a) descobriremos que o limite à direita será diferente do limite à esquerda. (ii) Pelo teorema acima, se f for descontínua em a, f não será diferenciável em a. (iii) Quando a curva tem uma reta tangente vertical em x=a. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 7 de 105 (i) (ii) (iii) REGRAS BÁSICAS 1) Regra da constante A derivada da função constante é zero, ou seja, Se 𝑓(𝑥) = 𝑐, ∀𝑥, onde c é uma constante, então, 𝑓´(𝑥) = 0 Outras notações: 0xD c ou 0 d c dx Exemplo: f(x)= 5 . f´(x) = 0 2) Regra da identidade Se 𝑓(𝑥) = 𝑥 , então, 𝑓´(𝑥) = 1 Outras notações: 1xD x ou 1 d x dx 3) Regra da potência Se 𝑓(𝑥) = 𝑥𝑛, com n inteiro positivo, então, 𝑓´(𝑥) = 𝑛𝑥𝑛−1 Outras notações: 1n n xD x nx ou 1n nd x nx dx Exemplo: 𝑓(𝑥) = 𝑥21 𝑓´(𝑥) = 21𝑥20 4) Regra da Homogeneidade Se temos uma função f, uma constante c e uma função 𝑔(𝑥) = 𝑐 ∙ 𝑓(𝑥) , então, se 𝑓´(𝑥) existe, temos que 𝑔´(𝑥) = 𝑐 ∙ 𝑓´(𝑥). Outras notações: x xD cu cD u ou d du cu c dx dx Exemplo: 𝑓(𝑥) = 10𝑥5 𝑓´(𝑥) = 10 ∙ (𝑥5)´ 𝑓´(𝑥) = 10 ∙ 5(𝑥4) 𝑓´(𝑥) = 50𝑥4 5) Regra da soma Se temos duas funções f e g e outra função h definida por ℎ(𝑥) = 𝑓(𝑥) + 𝑔(𝑥), então se f´(x) e g´(x) existirem, temos que ℎ´(𝑥) = 𝑓´(𝑥) + 𝑔´(𝑥) CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 8 de 105 Outras notações: ( )x x xD u v D u D v ou ( ) d du dv u v dx dx dx Exemplo: 𝑓(𝑥) = 3𝑥5 + 2𝑥7 𝑓´(𝑥) = 3 ∙ 5𝑥4 + 2 ∙ 7𝑥6 𝑓´(𝑥) = 15𝑥4 + 14𝑥6 5) Regra do Produto ( Leibnitz ) Se temos duas funções f e g e uma outra função definida por por ℎ(𝑥) = 𝑓(𝑥) ∙ 𝑔(𝑥), então se f´(x) e g´(x) existirem, temos que ℎ´(𝑥) = 𝑓´(𝑥) ∙ 𝑔(𝑥) + 𝑓(𝑥) ∙ 𝑔´(𝑥) Outras notações: ( )x x xD uv D u v u D v ou ( ) d du dv u v v u dx dx dx Exemplo: 𝑓(𝑥) = (2𝑥7 + 3𝑥2 + 30)(5𝑥3 + 4𝑥2 + 10𝑥 + 37) 𝑓´(𝑥) = (2𝑥7 + 3𝑥2 + 30)´(5𝑥3 + 4𝑥2 + 10𝑥 + 37) + (2𝑥7 + 3𝑥2 + 30)(5𝑥3 + 4𝑥2 + 10𝑥 + 37)´ 𝑓´(𝑥) = (14𝑥6 + 6𝑥)(5𝑥3 + 4𝑥2 + 10𝑥 + 37) + (2𝑥7 + 3𝑥2 + 30)(15𝑥2 + 8𝑥 + 10) A partir daí você pode efetuar as multiplicações e reduzir os termos semelhantes. 6) Regra do Quociente Se temos duas funções f e g, 𝑔(𝑥) ≠ 0 e uma outra função definida por por ℎ(𝑥) = 𝑓(𝑥) 𝑔(𝑥) , então se f´(x) e g´(x) existirem, temos que ℎ´(𝑥) = 𝑓´(𝑥) ∙ 𝑔(𝑥) − 𝑓(𝑥) ∙ 𝑔´(𝑥) [𝑔(𝑥)]2 Outras notações: 2 ( ) x xx D u v u D vu D v v ou 2 ( ) du dv v u d dx dxu v dx v Exemplo: 𝑓(𝑥) = 𝑥5 + 3𝑥 2𝑥3 + 10 𝑓´(𝑥) = (𝑥5 + 3𝑥)´(2𝑥3 + 10) − (𝑥5 + 3𝑥)(2𝑥3 + 10)´ (2𝑥3 + 10)2 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 9 de 105 𝑓´(𝑥) = (5𝑥4 + 3)(2𝑥3 + 10) − (𝑥5 + 3𝑥)(6𝑥2) (2𝑥3 + 10)2 A partir daí você pode efetuar as multiplicações e reduzir os termos semelhantes. REGRA DA CADEIA Suponha que queiramos diferenciar a função 𝑦 = (𝑥2 + 5𝑥)3. Ou seja, queremos determinar 𝑑𝑦 𝑑𝑥 . Podemos expandir, ou seja, elevar a terceira potência utilizando produtos notáveis e diferenciar. Mas observe que, em muitos casos, isso será impraticável, dependendo do expoente. Isso acontece porque estamos lidando com uma função composta. A regra da cadeia é uma regra de derivação que nos permite calcular a derivada de uma composição de funções. (𝑓𝑜𝑔)´(𝑥) = 𝑓´(𝑔(𝑥)) ∙ 𝑔´(𝑥) Utilizando a notação de Leibniz, esse resultado pode ser escrito como: Se y é uma função de u e se u é uma função diferenciável de x então y é uma função diferenciável de x e 𝑑𝑦 𝑑𝑥 = 𝑑𝑦 𝑑𝑢 ∙ 𝑑𝑢 𝑑𝑥 Exemplo: Determine a derivada de 𝑦 = (2𝑥3 + 5𝑥2 + 𝑥 + 10)3 Primeiramente, derivamos a “função potência de 3”, a seguir, derivamos o que está dentro do parêntesis. 𝑦´ = 3(2𝑥3 + 5𝑥2 + 𝑥 + 10)2(6𝑥2 + 10𝑥 + 1) DERIVADAS DE ORDEM SUPERIOR Exemplo: Encontre todas as derivadas de ordem superior da função polinomial. 𝑓(𝑥) = 10𝑥5 − 2𝑥4 + 5𝑥3 − 𝑥2 + 2𝑥 + 50 𝑓´(𝑥) = 50𝑥4 − 8𝑥3 + 15𝑥2 − 2𝑥 + 2 𝑓´´(𝑥) = 200𝑥3 − 24𝑥2 + 30𝑥 − 2 𝑓´´´(𝑥) = 600𝑥2 − 48𝑥 + 30 𝑓𝑖𝑣(𝑥) = 1.200𝑥 − 48 𝑓𝑣(𝑥) = 1.200 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 10 de 105 𝑓𝑣𝑖(𝑥) = 0 Notações: Derivada primeira: 𝑦´ = 𝑓´(𝑥) Notação de Leibniz: 𝑑𝑦 𝑑𝑥 = 𝑑 𝑑𝑥 𝑓(𝑥) Segunda derivada: (𝑦´)´ = 𝑦´´ = 𝑓´´ (𝑥) Notação de Leibniz: 𝑑2𝑦 𝑑𝑥2 = 𝑑2 𝑑𝑥2 𝑓(𝑥) N-ésima derivada: (𝑦(𝑛−1))´ = 𝑦(𝑛) = 𝑓(𝑛)(𝑥) Notação de Leibniz: 𝑑𝑛𝑦 𝑑𝑥𝑛 = 𝑑𝑛 𝑑𝑥𝑛 𝑓(𝑥) Aplicação: articulação teoria e prática 1. Determine a derivada da função 2. Determine a derivada da função xx xf 255 )( 5 15 5 255 255 )( xx xx xf 26 26 25252525)´( xx xxxf 23 12 )( 2 2 xx xx xf 22 2222 )23( )´23(12)23´(12 )´( xx xxxxxxxx xf 22 22 )23( )32(12)23(14 )´( xx xxxxxx xf 22 223223 )23( )323264()238124( )´( xx xxxxxxxxxx xf 22 2 )23( 567 )´( xx xx xf CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 11 de 105 3. Suponha 𝑓(𝑥) = 𝑥2 + 𝑥 + 1 . Calculando ataxa de variação média de y em relação a x quando se varia de x1=3 para x2 =3,5 e a taxa de variação instantânea de y em relação a x no instante em que x=x1=3, obtemos respectivamente: (a) 7 e 7,5 (b) 4 e 4,5 (c) 9 e 9,5 (d) 5 e 5,5 (e) 8 e 8,5 Gabarito: 7 e 7,5 4. Determinando a derivada da função 𝑓(𝑥) = 𝑥2, utilizando a definição por limite, obtemos: (a) 2x+1 (b) 2x (c) x (d) x2 (e) 2x2 Resposta: (b) 2x 5. Determinando a derivada da função 𝑓(𝑥) = (𝑥2 + 10𝑥)(3𝑥4 − 10), obtemos: (a) 24𝑥4 + 120𝑥3 (b) 2𝑥2 + 10𝑥 + 3𝑥5 (c) 2𝑥 + 10 + 12𝑥3 (d) 18𝑥5 + 150𝑥4 − 10𝑥2 − 110𝑥 − 100 (e) 3𝑥5 + 15𝑥4 − 10𝑥2 − 110𝑥 Gabarito (d) 18𝑥5 + 150𝑥4 − 20𝑥 − 100 6. Determinando a derivada da função 𝑓(𝑥) = 3𝑥+10 𝑥−5 , obtemos (a) 3 (b) 3𝑥2 + 10𝑥 + 2𝑥2 − 𝑥 (c) 5𝑥 + 5 (d) 10𝑥+5 𝑥2−10𝑥+25 (e) 10𝑥+5 𝑥2−10 Gabarito: (d) −25 𝑥2−10𝑥+25 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 12 de 105 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I - CCE0044 Semana Aula: 2 Derivadas de Funções Trigonométricas, de Funções Trigonométricas Inversas, de Funções Exponenciais e de Funções Logarítmicas Objetivos Ao final da aula o aluno deverá: saber calcular, através das fórmulas, as derivadas das Funções Trigonométricas, de Funções Trigonométricas Inversas, de Funções Exponenciais e de Funções Logarítmicas; reconhecer as funções algébricas e as funções transcendentes. Estrutura de Conteúdo Unidade I DERIVADAS 1.5. Derivadas de Funções Trigonométricas 1.6 Derivadas de Funções Trigonométricas Inversas 1.7 Derivadas de Funções Exponenciais e Logarítmicas FUNÇÕES EXPONENCIAIS E LOGARÍTMICAS 𝑑 𝑑𝑥 𝑙𝑛𝑥 = 1 𝑥 𝑑 𝑑𝑥 𝑙𝑜𝑔𝑎𝑥 = 1 𝑥𝑙𝑛𝑎 𝑑 𝑑𝑥 𝑒𝑥 = 𝑒𝑥 𝑑 𝑑𝑥 𝑎𝑥 = 𝑎𝑥𝑙𝑛𝑎 Exemplo: Derive a função 𝑦 = ln (3𝑥2 + 𝑥) Derivamos a função log neperiano e depois derivamos a função polinomial. 𝑦´ = 1 3𝑥2 + 𝑥 (6𝑥 + 1) FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS 𝑑 𝑑𝑥 𝑠𝑒𝑛𝑥 = 𝑐𝑜𝑠𝑥 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 13 de 105 𝑑 𝑑𝑥 𝑐𝑜𝑠𝑥 = −𝑠𝑒𝑛𝑥 𝑑 𝑑𝑥 𝑡𝑔𝑥 = 𝑠𝑒𝑐2𝑥 𝑑 𝑑𝑥 𝑐𝑜𝑡𝑔𝑥 = −𝑐𝑜𝑠𝑠𝑒𝑐2𝑥 𝑑 𝑑𝑥 𝑠𝑒𝑐𝑥 = 𝑠𝑒𝑐𝑥 ∙ 𝑡𝑔𝑥 𝑑 𝑑𝑥 𝑐𝑜𝑠𝑠𝑒𝑐𝑥 = −𝑐𝑜𝑠𝑠𝑒𝑐𝑥 ∙ 𝑐𝑜𝑡𝑔𝑥 Aplicação: articulação teoria e prática 1. Determine a derivada da função 𝑦 = 𝑠𝑒𝑛(5𝑥3) Precisamos derivar a função seno e depois derivar a função que está no argumento do seno. Observe que o argumento não se modifica!!! 𝑦´ = cos (5𝑥3) ∙ (15𝑥2) 2. Determine a derivada da função 𝑓´(𝑥) = 1 2 (𝑥2 + 𝑥 + 1)− 1 2(2𝑥 + 1) = 2𝑥 + 1 2√𝑥2 + 𝑥 + 1 3. Determine a derivada da função 𝑓´(𝑥) = 𝑒𝑠𝑒𝑛𝑥 ∙ (𝑐𝑜𝑠𝑥) 4. Determine a derivada da função 𝑓´(𝑥) = 2𝑥 ∙ 𝑠𝑒𝑛𝑥3 + 𝑥2(𝑐𝑜𝑠𝑥3)3𝑥2 = 2𝑥𝑠𝑒𝑛𝑥3 + 3𝑥4(𝑐𝑜𝑠𝑥3) 5. Determine a derivada da função 𝑓(𝑥) = 5𝑥𝑒𝑠𝑒𝑛𝑥 (a)𝑓´(𝑥) = (𝑙𝑛5)5𝑥𝑒𝑠𝑒𝑛𝑥 + 5𝑥𝑒𝑠𝑒𝑛𝑥𝑐𝑜𝑠𝑥 (b) 𝑓´(𝑥) = (𝑙𝑛5)5𝑥𝑒𝑠𝑒𝑛𝑥𝑐𝑜𝑠𝑥 (c) 𝑓´(𝑥) = 5𝑥𝑒𝑠𝑒𝑛𝑥 + 5𝑥𝑒𝑠𝑒𝑛𝑥𝑐𝑜𝑠𝑥 (d) 𝑓´(𝑥) = (𝑙𝑛5)5𝑥𝑒𝑐𝑜𝑠𝑥 ( ) senxf x e 1)( 2 xxxf 32)( senxxxf 2 1 22 11)( xxxxxf CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 14 de 105 Gabarito: (a)𝑓´(𝑥) = (𝑙𝑛5)5𝑥𝑒𝑠𝑒𝑛𝑥 + 5𝑥𝑒𝑠𝑒𝑛𝑥𝑐𝑜𝑠𝑥 6. Determine a derivada da função (a) 𝑓´(𝑥) = (𝑐𝑜𝑠𝑥)−(𝑠𝑒𝑛5𝑥) 𝑐𝑜𝑠25𝑥 (b) 𝑓´(𝑥) = (𝑐𝑜𝑠𝑥)+(𝑠𝑒𝑛5𝑥) 𝑐𝑜𝑠25𝑥 (c)𝑓´(𝑥) = (𝑐𝑜𝑠𝑥)(𝑐𝑜𝑠5𝑥)+(𝑠𝑒𝑛𝑥)(𝑠𝑒𝑛5𝑥) 𝑐𝑜𝑠25𝑥 (d) 𝑓´(𝑥) = (𝑐𝑜𝑠𝑥)(𝑐𝑜𝑠5𝑥)−5(𝑠𝑒𝑛𝑥)(𝑠𝑒𝑛5𝑥) 𝑐𝑜𝑠25𝑥 Gabarito: (d) 𝑓´(𝑥) = (𝑐𝑜𝑠𝑥)(𝑐𝑜𝑠5𝑥)−5(𝑠𝑒𝑛𝑥)(𝑠𝑒𝑛5𝑥) 𝑐𝑜𝑠25𝑥 Exercícios de Aprofundamento 1. Calcular as derivadas das expressões abaixo, usando as fórmulas de derivação: 2. Nos exercícios abaixo encontrar a derivada das funções dadas. x senx xf 5cos )( CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 15 de 105 3. Nos exercícios abaixo calcular as derivadas sucessivas até a ordem n indicada. a) y = 3x4 – 2x; n = 5 b) y = 1/ex; n = 4 4. Para cada função f(x), determine a derivada f’(x) no ponto x0 indicado: 643)() 5 5 935 )() 2 1 )() 04965)() 04)() 23)() 13)() 332)() 4)() 0 2 02 2 0 0 234 0 2 0 2 0 0 0 2 xparaxxxfi xpara x xx xfh xpara x xfg xparaxxxxxff xparaxxfe xparaxxxfd xparaxxfc xparaxxfb xparaxxfa 5. Determine a derivada das funções dadas 6. Determine a derivada das funções dadas CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 16 de 105 7. Determine a derivada das funções dadas CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 17 de 105 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I - CCE0044 Semana Aula: 3 Derivação Implícita, Equação da Reta Tangente e Normal Objetivos Ao final da aula o aluno deverá estar apto a Realizar derivação implícita e determinar, através do uso da derivada, as equações das retas tangentes e normal à uma curva, em determinado ponto de interesse. Estrutura de Conteúdo Unidade I. DERIVADAS 1.8 Derivação Implícita 1.9 Equação de reta tangente e normal DIFERENCIAÇÃO IMPLICITA FUNÇÕES IMPLÍCITAS Considere y como uma função de x definida pela equação 𝑦 = 2𝑥3 + 7𝑥 − 5 Dizemos que, nesse caso, y é definida explicitamente em termos de x e escrevemos 𝑦 = 𝑓(𝑥) onde 𝑓(𝑥) = 2𝑥3 + 7𝑥 − 5 . Sempre que temos uma função escrita na forma y = f(x), dizemos que y é uma função explícita de x, porque podemos isolar a variável dependente de um lado e a expressão da função do outro. No entanto, nem todas as funções estão definidas de forma explicita. Na verdade, nem sempre isso é possível ou mesmo conveniente. Observe o exemplo: 𝑥𝑦 + 3 = 3𝑥 − 4𝑦. Note que y não está expresso em função de x. Neste caso dizemos que y é definida implicitamente pela equação. Em alguns casos é possível expressar o valor de y de forma explicita em função de x, e, a partir daí, podemos diferenciá-la utilizando as regras de derivação já nossas conhecidas. Nem sempre é fácil resolver uma equação para y explicitamente como uma função de x. Como então derivar uma função que é difícil de ser explicitada? Podemos usar o Método da Diferenciação Implícita. Este método consiste em diferenciar ambos os lados da equação em relação a x e então resolver a equação resultante. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 18 de 105 PROCESSO PARA DIFERENCIAÇÃO IMPLÍCITA Considere uma equação na qual y está definido de forma implícita. Podemos determinar 𝑑𝑦 𝑑𝑥 por intermédio do seguinte processo: 1. Diferenciamos ambos os membros da equação em relação a x. Lembre-se que y deve encarado como uma função de x e, por isso, devemos usar a regra da cadeia quando for necessário paradiferenciar as expressões nas quais aparecem y. 2. Obteremos então uma equação onde aparecem, não somente x e y, mas também 𝑑𝑦 𝑑𝑥 . Isolamos então a derivada 𝑑𝑦 𝑑𝑥 . Exemplo: Dado 𝑥2 + 𝑦2 = 36. Encontre 𝑑𝑦 𝑑𝑥 𝑑 𝑑𝑥 (𝑥2 + 𝑦2) = 𝑑 𝑑𝑥 (36) 𝑑 𝑑𝑥 (𝑥2) + 𝑑 𝑑𝑥 (𝑦2) = 0 2𝑥 + 𝑑 𝑑𝑥 (𝑦2) = 0 2𝑥 + 2𝑦 𝑑𝑦 𝑑𝑥 = 0 2𝑦 𝑑𝑦 𝑑𝑥 = −2𝑥 𝑑𝑦 𝑑𝑥 = − 2𝑥 2𝑦 𝑑𝑦 𝑑𝑥 = − 𝑥 𝑦 INTERPRETAÇÃO GEOMÉTRICA DA DERIVADA A derivada de uma função f em um ponto a nos fornece a inclinação da reta tangente ao gráfico de f no ponto (a, f(a)). Essa interpretação geométrica da derivada é muito importante no que diz respeito à aproximação de funções, que veremos nas próximas aulas. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 19 de 105 COEFICIENTE ANGULAR DA RETA TANGENTE A UM GRÁFICO EM UM PONTO. Queremos determinar a reta tangente ao gráfico de uma função f em ),( 11 yxP com )( 11 xfy Observe que a reta tangente é a linha reta que contém P e “melhor aproxima” o gráfico de f nas vizinhanças de P. Para determinarmos a equação da reta tangente necessitamos de um ponto e do coeficiente angular da reta. OBS: Equação da reta que passa por P(x0,y0) e tem coeficiente angular m: (y-y0)=m(x-x0) Já temos o ponto P pertencente à reta, nos falta agora determinar o coeficiente angular. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 20 de 105 Consideremos um ponto vizinho a P, também pertencente a f, ))(,(),( 1111 xxfxxyyxxQ . O coeficiente angular da reta secante PQ será 1 1( ) ( )f x x f xy x x Fazemos então Q se aproximar de P cada vez mais. Note que se 0x o ponto Q coincide com o ponto P, e, portanto, a reta secante tenderá a reta tangente. Em outras palavras, a reta tangente é a posição limite da reta secante PQ quando Q tende a P. A inclinação da tangente será, portanto, 1 1 0 0 ( ) ( ) lim lim x x f x x f xy m x x RETA TANGENTE AO GRÁFICO Seja f função definida pelo menos em algum intervalo contendo o número x1 e seja 1 1( )y f x . Se o limite 1 1 0 0 ( ) ( ) lim lim x x f x x f xy m x x existe, diremos que a linha CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 21 de 105 reta no plano xy contendo o ponto 1 1( , )x y e tendo coeficiente angular m é a reta tangente ao gráfico de f em 1 1( , )x y . Bem, agora que conhecemos o ponto pertencente a reta, e o seu coeficiente angular, podemos determinar a equação da reta tangente EQUAÇÃO DA RETA TANGENTE Suponha f diferenciável em x1, f’(x1) coeficiente angular da tangente ao gráfico f no ponto 1 1( , )x y ou ainda 1 1( , ( ))x f x A equação da tangente na forma ponto- coeficiente angular é 1 1 1( )( )y y f x x x EQUAÇÃO DA RETA NORMAL A reta normal ao gráfico de f no ponto 1 1( , )x y é definida como sendo a linha reta através de 1 1( , )x y que é perpendicular à reta tangente em 1 1( , )x y . Coeficiente angular da reta normal: 1 1 ( )f x Equação da reta normal: 1 1 1 1 ( ) ( ) y y x x f x Exemplo: Determinar a equação da reta tangente ao gráfico de f(x)=x2 no ponto P(2,4). CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 22 de 105 Sabemos que a reta tangente ao gráfico de f(x)=x2 no ponto P(2,4) passa P(2,4). O que nos resta é determinar a inclinação desta reta. Precisamos encontrar o coeficiente angular da reta. Basta que encontremos a derivada no ponto P(2,4). f´(x) = 2x f´(2) = 4 Assim, o coeficiente angular da reta tangente no ponto P(2,4) é m= 4. A reta que passa por P(2,4) e tem coeficiente angular m=4 é: 𝑦 − 𝑦0 = 𝑚(𝑥 − 𝑥0) 𝑦 − 4 = 4(𝑥 − 2) 𝑦 = 4𝑥 − 8 + 4 𝑦 = 4𝑥 − 4 Exemplo: Determinar a equação da reta normal ao gráfico de f(x)=x2 no ponto P(2,4). A reta normal ao gráfico é perpendicular a reta tangente. Assim, o produto dos coeficientes angulares dessas duas retas perpendiculares é -1. mr . ms = -1 ou ainda, mr=-1/ms Como o coeficiente angular da reta tangente é 4, temos que o coeficiente angular da reta normal será -1/4. A reta normal também passará pelo ponto P(2,4). 𝑦 − 𝑦0 = 𝑚(𝑥 − 𝑥0) 𝑦 − 4 = − 1 4 (𝑥 − 2) 𝑦 = − 𝑥 4 + 1 2 + 4 𝑦 = − 𝑥 4 + 9 2 Aplicação: articulação teoria e prática 1. Determine a derivada 𝑑𝑦 𝑑𝑥 da função 𝑥2 + 𝑥𝑦 + 𝑦 = 30, utilizando o processo de diferenciação implícita. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 23 de 105 𝑑 𝑑𝑥 (𝑥2 + 𝑥𝑦 + 𝑦2) = 𝑑 𝑑𝑥 (30) 𝑑 𝑑𝑥 (𝑥2) + 𝑑 𝑑𝑥 (𝑥𝑦) + 𝑑 𝑑𝑥 (𝑦2) = 𝑑 𝑑𝑥 (30) 2𝑥 + 𝑑 𝑑𝑥 (𝑥𝑦) + 2𝑦 𝑑𝑦 𝑑𝑥 = 0 𝑑 𝑑𝑥 (𝑥𝑦) + 2𝑦 𝑑𝑦 𝑑𝑥 = −2𝑥 𝑑𝑥 𝑑𝑥 𝑦 + 𝑥 𝑑𝑦 𝑑𝑥 + 2𝑦 𝑑𝑦 𝑑𝑥 = −2𝑥 𝑦 + 𝑥 𝑑𝑦 𝑑𝑥 + 2𝑦 𝑑𝑦 𝑑𝑥 = −2𝑥 𝑥 𝑑𝑦 𝑑𝑥 + 2𝑦 𝑑𝑦 𝑑𝑥 = −2𝑥 − 𝑦 (𝑥 + 2𝑦) 𝑑𝑦 𝑑𝑥 = −2𝑥 − 𝑦 𝑑𝑦 𝑑𝑥 = −2𝑥 − 𝑦 𝑥 + 2𝑦 2. Determine a derivada 𝑑𝑦 𝑑𝑥 da função 𝑥2 − 3𝑥𝑦 + 𝑦 = 50, utilizando o processo de diferenciação implícita. (a) 𝑑𝑦 𝑑𝑥 = 3𝑦−2𝑥 1−3𝑥 (b) 𝑑𝑦 𝑑𝑥 = 1−3𝑥 3𝑦−2𝑥 (c) 𝑑𝑦 𝑑𝑥 = 2𝑥 − 3 + 1 (d) 𝑑𝑦 𝑑𝑥 = 2𝑥 − 3𝑦 Gabarito (a) 𝑑𝑦 𝑑𝑥 = 3𝑦−2𝑥 1−3𝑥 3. Determine a equação da reta tangente ao gráfico de 𝑦 = √𝑥 3 , no ponto P(8,2). CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 24 de 105 (a) y=(1/12)(x+16) (b) y=x+16 (c) y=(1/12)(x+8) (d) y=x+16/3 (e) y=12x+16 Gabarito: (a) y=(1/12)(x+16) Exercícios de Aprofundamento 1. Encontre as equações das retas tangente e normal ao gráfico da função dada no ponto indicado. (a) )1,2(72)( 2 emxxf (b) )3,1(1)( 2 emxxxf (c) )2,8()( 3 emxxf 2. Uma partícula está se movendo ao longo de um eixo de acordo com a lei de movimento s=f(t). Ache dt ds v e dt dv a (a) 23 2tts (b) 12 1 ts (c) 345 2 tts (d) 42 tts (e) s= 2 3 2 5 3 2 2 5 tt (f) 00 2 2 1 stvgts onde g, v0 e s0 são constantes CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 25 de 105 3. Determine a primeira e a segunda derivadas das funções: (a) 245)( 5 xxxf (b) 7)( 22 xxxf (c) 9237)( 25 xxxxf (d) 23 2)( xxxf 4. Nos problemas a seguir determine dx dy com o emprego da diferenciação implícita. 1- 3649 22 yx 2- 23422 yxxy 3- 7222 xxyyx 4- 5332 yxxy 5- 33 22 yxyx 6- 2233 42 yxyxy 7- 13 2 3 2 yx 8- 02 yxyx 9- 54 xyyx 10- 9 yx 11- 16 xyyx 12- 2514 33 yx 5. Suponha que x e y satisfaçam a equação dada. a) Determine dx dy b) Diferencie ambos os lados no resultado da equação acima e determine 2 2 dx yd c) Utilize (a) e (b) de forma a determinar 2 2 dx yd independente de dx dy . 1- 422 yx 2- 1633 yx 3- 6444 yx CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 26 de 105 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I - CCE0044 Semana Aula: 4 Aplicação de Derivadas, Taxas Relacionadas, Máximos e Mínimos Objetivos Ao final da aula o aluno deverá: Calcular a taxa segundo a qual certa quantidade está variando em relação a outras cujas taxas são conhecidas. Utilizar o Cálculo como ferramenta para analisar o comportamento de uma função Estrutura de Conteúdo Unidade II APLICAÇÕES DE DERIVADAS 2.1 Taxas Relacionadas 2.2 Máximos e Mínimos, traçado de curvas TAXAS RELACIONADAS Já vimos que se uma variável u é função da variável x, a taxa de variação instantânea de u, em relação a x, é a derivada 𝑑𝑢 𝑑𝑥 . Existem problemas que envolvem taxas de variação de variáveis que são relacionadas. Estes problemas são conhecidos como problema de taxas relacionadas. Assim, se uma variável x é função do tempo t , x(t), a taxa de variação de x em relação ao tempo é dada por 𝑑𝑥 𝑑𝑡 . Quando duas ou mais variáveis, todas expressas em função de t, são relacionadas por uma equação, podemos obter a relação entre suas taxas de variação diferenciando a equação toda em relação a t. Exemplo: Um homem tem 1,80m de altura e está a 12 m da base de um poste de luz com 20m de altura. Sabendo que o homem caminha em direção ao poste a uma velocidade de 4,0metros por segundo, a que taxa o comprimento de sua sombra está variando? CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 27 de 105 Considere x como o comprimento da sombra do homem em t segundos. Utilizando a noção de triângulos semelhantes, sabemos que: 20 𝑥 + 𝑦 = 1,80 𝑥 20𝑥 = 1,80𝑥 + 1,80𝑦 20𝑥 − 1,80𝑥 = 1,80𝑦 18,2𝑥 = 1,80𝑦 Derivando membro a membro, em função de t: 18,2 𝑑𝑥 𝑑𝑡 = 1,80 𝑑𝑦 𝑑𝑡 𝑑𝑥 𝑑𝑡 = 1,80 18,2 ∙ 𝑑𝑦 𝑑𝑡 𝑑𝑥 𝑑𝑡 ≅ 1 10 ∙ 4 𝑑𝑥 𝑑𝑡 ≅ 1 10 ∙ 4 𝑑𝑥 𝑑𝑡 ≅ 0,4𝑚/𝑠 Exemplo: Calculo volume 1 Anton. Suponhamos que o óleo derramado através da ruptura de um navio tanque se espalhe em uma forma circular cujo raio cresce a uma taxa constante de 2 pés/s. Com que velocidade a área do derramamento está crescendo quando seu raio for de 60 pés? Considere : t= segundos decorridos a partir do instante do derramamento r=raio do derramamento em pés, depois de t segundos. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 28 de 105 S= área do derramamento em pés quadrados, depois de t segundos. Sabemos que 𝑑𝑟 𝑑𝑡 = 2 𝑝é𝑠/𝑠. 𝑆 = 𝜋𝑟2 𝑑𝑆 𝑑𝑡 = 2𝜋𝑟 𝑑𝑟 𝑑𝑡 Fazendo r=60 𝑑𝑆 𝑑𝑡 = 2𝜋(60)2 𝑑𝑆 𝑑𝑡 = 240𝜋 𝑑𝑆 𝑑𝑡 ≅ 754 𝑝é𝑠2/𝑠 Exemplo: Um tanque, inicialmente vazio, de altura H tem a forma de um cone invertido com raio do topo circular igual a R. Começamos a encher de água o tanque a uma vazão constante de k litros por minuto. Determine a velocidade com que sobe o nível da água 𝑑ℎ 𝑑𝑡 , em função da profundidade h. Sabemos que o volume da água quando esta tem profundidade h é dado por 𝑉 = 1 3 á𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑎 𝑏𝑎𝑠𝑒 𝑥 𝑎𝑙𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑉 = 1 3 𝜋𝑟2ℎ CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 29 de 105 Por semelhança de triângulos, temos 𝑟 𝑅 = ℎ 𝐻 Ou ainda, 𝑟 = 𝑅ℎ 𝐻 . Substituindo r na formula do volume, 𝑉 = 1 3 𝜋𝑟2ℎ 𝑉 = 1 3 𝜋 ( 𝑅ℎ 𝐻 ) 2 ℎ 𝑉 = 1 3 𝜋 𝑅2 𝐻2 ℎ3 Sabemos que a taxa de variação do volume de água em função do tempo (vazão) 𝑑𝑉 𝑑𝑡 é constante e igual a k litros por minuto 𝑑𝑉 𝑑𝑡 = 𝑑𝑉 𝑑ℎ ∙ 𝑑ℎ 𝑑𝑡 = 𝑘 Podemos determinar 𝑑𝑉 𝑑ℎ , conhecendo 𝑉 = 1 3 𝜋 𝑅2 𝐻2 ℎ3. 𝑑𝑉 𝑑ℎ = 1 3 𝜋 𝑅2 𝐻2 3ℎ2 𝑑𝑉 𝑑ℎ = 𝜋 𝑅2 𝐻2 ℎ2 Então, 𝜋 𝑅2 𝐻2 ℎ2 ∙ 𝑑ℎ 𝑑𝑡 = 𝑘 𝑑ℎ 𝑑𝑡 = 𝑘𝐻2 𝜋𝑅2ℎ2 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 30 de 105 Observe que a velocidade de elevação do nível da água é inversamente proporcional ao quadrado de sua profundidade. TEOREMA DO VALOR INTERMEDIÁRIO Teorema do Valor Intermediário (Calculo volume 1 . Munem e Foulis ) Seja f função contínua no intervalo fechado [a,b] e suponha que )()( bfaf . Se k é um número real qualquer estritamente entre f(a) e f(b), então existe pelo menos um número c, estritamente entre a e b, tal que f(c)=k.” O que significa o Teorema do Valor Intermediário? Se temos uma função continua, dados dois valores dessa função, ela assumirá todos os valores possíveis entre esses dois valores. Para que serve o Teorema do Valor Intermediário? Utilizamos o Teorema do Valor Intermediário para localizar zeros ou raízes de funções contínuas. Observe que se fizermos k=0, o valor de c será um zero da função. IMPORTANTE: O Teorema do Valor Intermediário só nos assegura a EXISTÊNCIA de um número c, porém não nos indica COMO encontrar tal número. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 31 de 105 Exemplo: Considere o polinômio 𝑝(𝑥) = 𝑥5 − 𝑥 + 3. Quando 𝑥 = 1 , o valor do polinômio será 3. Quando 𝑥 = 2, o valor do polinômio será 33. Pelo Teorema do Valor Intermediário, como p(x) é contínua, a equação 𝑥5 − 𝑥 + 3 = 𝑘 tem pelo menos uma solução no intervalo [1,2]. Consequência do Teorema do Valor Intermediário Uma consequência do Teorema do Valor Intermediário: se f é uma função contínua em [a,b] e se f(a) e f(b) possuem sinais opostos, então existe um zero de f no intervalo aberto (a,b), ou ainda, existe um número c, tal que a<c<b e f(c)=0. Exemplo: Considere a equação 𝑥3 − 𝑥 − 1 = 0. A resolução dessa equação não é obvia em termos algébricos. Vamos construir o gráfico com o auxilio do software deadline.(disponível em www.somatematica.com.br) CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 32 de 105 Observamos pelo gráfico, que a equação 𝑝(𝑥) = 𝑥3 − 𝑥 − 1 = 0 tem uma raiz real e esta está situada entre 1 e 2. Esse fato é confirmado pela consequência do Teorema do Valor Intermediário. Sabemos que p(1)=-1 e p(2)=5 têm sinais opostos. Exercício resolvido: Considere a função polinomial definida por 12)( 35 xxxf . Mostre, utilizando o teorema do valor intermediário, que existe uma raiz de f entre 1 e 2. Vamos determinar f(1) e f(2): 𝑓(1) = 1 − 2(1) − 1 = −2 𝑓(2) = 25 − 2 ∙ 23 − 1 = 32 − 16 − 1 = 15(-2) e 15 possuem sinais contrários, assim, como a função é uma função continua no intervalo [1,2], pelo Teorema do Valor Intermediário, existe um número c , 1 < 𝑐 < 2, de modo que 𝑓(𝑐) = 𝑐5 − 2(𝑐3) − 1 = 0. TEOREMA DO VALOR MÉDIO Teorema do Valor Médio (Calculo volume 1 . Munem e Foulis ) Se f é função definida e contínua em [a,b] e diferenciável em (a,b), então existe pelo menos um número c com a<c<b tal que ab afbf cf )()( )( . O que o Teorema do Valor Médio significa? Dada uma secante ao gráfico de uma curva diferenciável, podemos sempre encontrar um ponto do gráfico situado entre os dois pontos de interseção da secante com a curva de tal forma que a reta tangente nesse ponto seja paralela à secante. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 33 de 105 Lembre-se que: O coeficiente angular da reta que passa por A e B é: ab afbf )()( Retas paralelas possuem o mesmo coeficiente angular. Observe que pode existir mais de um valor de c para o qual ab afbf cf )()( )( . TEOREMA DE ROLLE Teorema de Rolle (Calculo volume 1 . Munem e Foulis ) Seja f uma função contínua em [a,b] e diferenciável em (a,b) tal que f(a)=f(b). Existe pelo menos um número real ),( bac tal que f´(c)=0. Observe que o Teorema de Rolle é um caso particular do Teorema do Valor Médio. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 34 de 105 Exemplo: Considere a função 𝑓(𝑥) = 𝑥2 − 5𝑥 + 4. Queremos determinar os pontos de corte (as raízes) com o eixo x e, utilizando o Teorema de Rolle, verifique que 𝑓´(𝑐) = 0 em algum ponto c entre as duas raízes. Podemos determinar as raízes de 𝑓(𝑥) = 𝑥2 − 5𝑥 + 4 utilizando Bhaskara ou fatorando o polinômio. 𝑥2 − 5𝑥 + 4 = (𝑥 − 1)(𝑥 − 4) . As raízes são: 1 e 4. Sabemos que o polinômio 𝑓(𝑥) = 𝑥2 − 5𝑥 + 4 é continuo e diferenciável em todos os pontos do seu domínio. Assim, as hipóteses do Teorema de Rolle estão satisfeitas. Isso significa que, pelo Teorema de Rolle, existe pelo menos um ponto c no intervalo (1,4) de tal forma que 𝑓´(𝑐) = 0. ANALISE DE GRÁFICOS: PONTOS DE MÁXIMOS E MINIMOS A derivada pode ser utilizada quando precisamos determinar se e/u quando uma função é crescente e decrescente. Quando analisamos o comportamento de uma função, é interessante e muito útil determinarmos quando a função cresce e/ou quando decresce. Função Crescente A função f é dita crescente em um intervalo I, se f é definida em I e se x1<x2 , então f(x1)<f(x2) Exemplo: 𝑓(𝑥) = 5𝑥 + 2 é uma função crescente em todo o seu domínio. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 35 de 105 Função Decrescente A função f é dita crescente em um intervalo I, se f é definida em I e se x1<x2 , então f(x1)>f(x2) Exemplo: A função 𝑓(𝑥) = −4𝑥3 é decrescente em todo o seu domínio. Exemplo. “Os empresários ainda estão otimistas em relação à economia e ao desempenho das suas empresas, mas o nível de confiança caiu em março para o menor patamar desde outubro de 2009. É o que diz pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada hoje. Como mostra o gráfico abaixo, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) baixou de 61,8 para 60,5 pontos, mas valores acima de 50, segundo a CNI, indicam empresários confiantes.” http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2011/03/18/industria-confianca-cai-para- menor-nivel-em-17-meses-369663.asp CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 36 de 105 Note que de abril de 2009 a janeiro de 2010 a função é crescente, enquanto que de abril de 2008 a janeiro de 2009, a função é decrescente. O QUE F’ NOS DIZ SOBRE F? TESTE FUNÇÃO CRESCENTE/DECRESCENTE (Cálculo vol. 1 Munen e Foulis) Considere uma função f seja definida e contínua no intervalo I. Considere ainda f diferenciável xI, não necessariamente nos pontos extremos de I. (i) Se ( ) 0,f x x I , exceto possivelmente nos pontos extremos de I, então f é crescente em I. (ii) Se ( ) 0,f x x I , exceto possivelmente nos pontos extremos de I, então f é decrescente em I. Exemplo: Determine os intervalos nos quais 𝒇(𝒙) = 𝒙𝟑 é crescente e decrescente. Vamos utilizar o teste da função crescente/decrescente. 𝑓´(𝑥) = 3𝑥2 Observe que para qualquer valor de x, temos que a derivada de x é positiva. Assim, a função é crescente. CONCAVIDADE Considere uma função f diferenciável no intervalo aberto I. O gráfico de f tem a concavidade para cima em I se f’ for uma função crescente em I. O gráfico de f tem a concavidade para baixo em I se f’ for uma função decrescente em I. O QUE F’’ NOS DIZ SOBRE F ? TESTE DA CONCAVIDADE. (Cálculo vol. 1 Munen e Foulis) Considere uma função f duas vezes diferenciável no intervalo aberto I. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 37 de 105 (i) Se ( ) 0,f x x I então o gráfico de f possui concavidade para cima em I (ii) Se ( ) 0,f x x I então o gráfico de f possui concavidade para baixo em I Exemplo: Determinar a concavidade da função 𝑓(𝑥) = 𝑥3. 𝑓´(𝑥) = 3𝑥2 𝑓´´(𝑥) = 6𝑥 6𝑥 = 0 𝑥 = 0 Para valores de x maiores que 0, temos que 𝑓´´(𝑥) = 6𝑥 > 0. E, portanto, o gráfico terá concavidade para cima. Para valores de x menores que 0, temos que 𝑓´´(𝑥) = 6𝑥 < 0. E, portanto, o gráfico terá concavidade para baixo. De fato, veja o gráfico da função 𝑓(𝑥) = 𝑥3. PONTO DE INFLEXÃO Dizemos que um ponto P sobre uma curva é um ponto de inflexão se a curva mudar de côncava para cima para côncava para baixo ou vice versa neste ponto P. Exemplo: No exemplo 𝑓(𝑥) = 𝑥3, temos que em x=0 o gráfico muda de côncavo para convexo. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 38 de 105 EXTREMOS RELATIVOS Se pensarmos em uma cordilheira, a Cordilheira dos Andes, por exemplo, como uma função, podemos perceber que há vários “picos”. Cada um deles é um máximo local, ou seja, é a maior altura, o maior valor em uma vizinhança próxima. MÁXIMO RELATIVO Dizemos que uma função f possui um máximo relativo ou um máximo local em um ponto de abscissa c se existe um intervalo aberto contendo este ponto de abscissa c tal que f seja definida em I e ( ) ( ) ,f c f x x I . Exemplo: A função 𝑓(𝑥) = 𝑥3 − 3𝑥 + 3 possui máximo relativo em x=-1. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 39 de 105 MÍNIMO RELATIVO Dizemos que uma função f possui um mínimo relativo ou um mínimo local em um ponto de abscissa c se existe um intervalo aberto contendo esse ponto de abscissa c tal que f seja definida em I e ( ) ( ) ,f c f x x I . Exemplo: A função 𝑓(𝑥) = 𝑥3 − 3𝑥 + 3 possui mínimo relativo em x=1. PONTO CRÍTICO Dizemos que um ponto de abscissa c é um ponto crítico para a função f quando f é definida em c, mas não é diferenciável em c, ou seja, quando a derivada no ponto de abscissa c for zero: ( ) 0f c . Para que a função não seja diferenciável em c, precisamos que a tangente seja zero, e, como tangente é definida como sendo seno do angulo dividido pelo cossenodo angulo, temos que o seno do angulo que a reta tangente faz com o eixo x precisa ser zero, ou seja, o angulo precisa ser zero. Exemplo: Vamos determinar os pontos críticos da função 𝑓(𝑥) = 𝑥3 − 3𝑥 + 3 𝑓´(𝑥) = 3𝑥2 − 3 = 0 𝑥 = ±1 Se observarmos o gráfico 𝑓(𝑥) = 𝑥3 − 3𝑥 + 3, confirmamos que em x=-1 e x=1 temos os pontos críticos. A derivada nesses pontos é zero, o que significa que a tangente nesses pontos é paralela ao eixo x. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 40 de 105 IMPORTANTE: Se a função f possui um extremo relativo em um ponto c então c é um ponto crítico para f. TESTE DA PRIMEIRA DERIVADA PARA EXTREMOS RELATIVOS Considere uma f função definida e continua em (a,b). Suponha um ponto de abscissa ( , )c a b e suponha ainda que f seja diferenciável em todo ponto pertencente ao intervalo aberto (a,b), exceto possivelmente em c. (i) Se ( ) 0, ( , )f x x a c e ( ) 0, ( , )f x x c b então f possui máximo relativo em c (ii) Se ( ) 0, ( , )f x x a c e ),(,0)( bcxxf então f possui mínimo relativo TESTE DA SEGUNDA DERIVADA Considere a função f diferenciável no intervalo aberto I e considere ainda que c seja um ponto pertencente ao intervalo aberto I tal que ( ) 0f c e ( )f c exista. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 41 de 105 (i) Se ( ) 0, ( , )f x x a c então f possui um mínimo relativo em c (ii) Se ( ) 0, ( , )f x x a c então f possui um máximo relativo em c COMO FAZER PARA ENCONTRAR OS EXTREMOS RELATIVOS DE UMA FUNÇÃO F? A princípio, precisamos encontrar a derivada da função f: f’ A seguir, devemos encontrar os pontos críticos para f, isto é, encontrar os pontos cDom(f) para os quais ( )f c não existe e os pontos c para os quais ( ) 0f c Devemos então, testar cada um dos pontos críticos, substituindo-os na função f, para verificarmos quando ele será um máximo relativo, um mínimo relativo ou não será um extremo relativo. Podemos utilizar os testes da primeira ou segunda derivadas. MÁXIMO ABSOLUTO Consideremos uma função f definida no intervalo I, e suponha um ponto c pertencente a esse intervalo I: cI. Se ( ) ( )f c f x , xI, então dizemos que, no intervalo I, a função f atinge o seu valor máximo absoluto f(c) no ponto c. MÍNIMO ABSOLUTO Consideremos uma função f definida no intervalo I, e suponha um ponto c pertencente a esse intervalo I: cI. Se ( ) ( )f c f x xI, então dizemos que, no intervalo I, a função f atinge o seu valor mínimo absoluto f(c) no ponto c. EXTREMO ABSOLUTO Se f atinge um valor máximo absoluto ou mínimo absoluto em c, então dizemos que possui um extremo absoluto em c. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 42 de 105 TEOREMA DA EXISTÊNCIA DE EXTREMOS ABSOLUTOS Se f é uma função definida e contínua em [a,b] então (a) f atinge um valor máximo absoluto em algum ponto em [a,b] e (b) f atinge um valor mínimo absoluto em algum ponto em [a,b]. COMO ENCONTRAR EXTREMOS ABSOLUTOS DE UMA FUNÇÃO CONTÍNUA EM UM INTERVALO FECHADO? A princípio devemos encontrar todos os pontos críticos c para a função f no intervalo aberto (a,b) A seguir, calcule os valores f(c) da função para cada um dos valores encontrados como pontos críticos. Calcule também os valores de f nos pontos extremos a e b do intervalo, ou seja, f(a) e f(b). Note que podemos concluir que o maior de todos os números calculados é o máximo absoluto de f em [a,b] e o menor desses números é o mínimo absoluto de f em [a,b]. Exemplo: Vamos determinar o mínimo absoluto da função 𝑓(𝑥) = 𝑥2 + 3 em [-3,3] Determinando os pontos críticos: 𝑓´(𝑥) = 2𝑥 = 0 𝑥 = 0 Calculando os valores da função nos pontos críticos: 𝑓(0) = 3 Calculando os valores da função nos extremos do intervalo: 𝑓(−3) = 12 𝑓(3) = 12 O maior dos valores, 12, é o máximo absoluto desse intervalo [-3,3]. O menor dos valores, 3, é o mínimo absoluto desse intervalo [-3,3]. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 43 de 105 Aplicação: articulação teoria e prática 1. Observe o gráfico da função 𝑓(𝑥) = 𝑥3 − 5𝑥2 − 3𝑥 exibido abaixo. Considerando o intervalo aberto (1,3), e o Teorema do Valo Médio, considere as afirmações: (I) A função, no intervalo aberto (1,3), é contínua e diferenciável. (II) A hipótese do Teorema do Valor Médio, no intervalo aberto (1,3), é satisfeita. (III) 10 13 )1()3( ff (IV) Determinando f´(c)=-10, obtemos que c=7/3. É correto afirmar que: (a) Somente (I) e (II) são afirmações verdadeiras. (b) Somente (III) e (IV) são afirmações verdadeiras. (c) Somente (I) e (IIII) são afirmações verdadeiras. (d) Não há afirmações verdadeiras. (e) Todas as afirmações são verdadeiras. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 44 de 105 Gabarito: (e) Todas as afirmações são verdadeiras. 2. Constate que as hipóteses do teorema de Rolle são satisfeitas para a função 326)( xxxf dado o intervalo [0,6] e ache o valor de )6,0(c para o qual f´(c)=0. (a) c=1 (b)c=2 (c)c=3 (d)c=4 (e)c=5 Gabarito: (d)c=4 3. Considere a função 𝑓(𝑥) = 𝑥3 − 6𝑥2 + 9𝑥. Utilizando o teste da segunda derivada, determine os pontos de extremo relativo e esboce o gráfico da função a partir deles. Calculando a primeira derivada: 𝑓´(𝑥) = 3𝑥2 − 12𝑥 + 9 Obtendo os pontos críticos: 𝑓´(𝑥) = 3𝑥2 − 12𝑥 + 9 = 0 𝑓´(𝑥) = 3(𝑥 − 1)(𝑥 − 3) = 0 Pontos críticos: x=1 e x=3. Calculando a segunda derivada: 𝑓´´(𝑥) = 6𝑥 − 12 Obtendo os valores da segunda derivada nos pontos críticos: 𝑓´´(1) = −6 < 0 𝑓´´(3) = 4 > 0 Assim, como 𝑓´´(1) = −6 < 0, temos que em x=1 a função tem máximo relativo. E como 𝑓´´(3) = 4 > 0, temos que em x=3 a função tem mínimo relativo. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 45 de 105 4. Determine os intervalos nos quais a função 𝑓(𝑥) = 𝑥2 − 4𝑥 + 3 é crescente e decrescente. (a) crescente: [2,∞+[ e decrescente: ]-∞,2]. (b) crescente : ]-∞,2] e decrescente: [2,∞+[. (c) sempre crescente (d) sempre decrescente (e) crescente : ]-∞,0] e decrescente: [0,∞+[. Gabarito: (a) crescente: [2,∞+[ e decrescente: ]-∞,2]. 5. Utilize o teste da primeira derivada e obtenha todos os pontos nos quais a função 𝑓(𝑥) = 𝑥3 − 2𝑥2 + 𝑥 + 1 tem um extremo relativo. (a) x=1 e x=1/3 (b) x=1 e x=-1/3 (c) x=0 (d)x=-1 e x=1/3 (e)x=-1 e x=-1/3 Gabarito: (b) x=1 e x=-1/3 6. Adaptado de: (http://arquivos.unama.br/nead/gol/gol_adm_2mod/matematica_superior/pdf/MS_impresso _aula07.pdf) Suponha que o custo total semanal em dólares incorrido pela Companhia Polaraire para fabricação de x refrigeradores seja dado pela função custo total. C(x) = 8000 + 200x – 0,2x2 , 0 ≤ x ≤ 400 Determine o custo total envolvido na fabricação do 251-ésimo refrigerador e a taxa de variação da função custo total com relação a x quando x = 250, respectivamente: (a) $100,00 e $ 99,80 (b) $89,00 e $ 99,80 (c) $100,00 e $ 89,80 CALCULODIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 46 de 105 (d) $ 89,80 e $ 100,00 (e) $ 99,80 e $ 100,00 Gabarito:(e) $ 99,80 e $ 100,00 7. Considere que a função custo para fabricação de determinada mercadoria seja C(x)=0,02x3-0,4x2+400x+200. Quanto custará, aproximadamente, para se produzir a 21a mercadoria? (a) $200 (b) $ 509 (c) $ 600 (d) $408 (e) $208 Gabarito: (d) $408 Exercícios Propostos 1. Um cubo de metal mantém a sua forma ao ser aquecido. Uma aresta aumenta a uma taxa que, no instante t0, vale 0,05cm/s, instante no qual a aresta mede 10cm. Calcule a taxa de expansão do volume do cubo no instante t0. 𝑑𝑎 𝑑𝑡 = 0,05 𝑎 = 10 𝑉 = 𝑎3 ⇒ 𝑑𝑉 𝑑𝑡 = 3𝑎2 ⇒ 𝑑𝑉 𝑑𝑡 = 3 ∙ 102 ∙ 0,05 = 15 2. Uma escada de comprimento 2m desliza no chão, mantendo-se apoiada em uma parede. Em um determinado instante, sua base dista 0,6m da parede e, se afasta da mesma à razão de 0,3m/s. Calcule a velocidade com que seu topo desliza parede abaixo, no instante em questão. Derivando 𝑥2 + 𝑦2 = 22, obtemos: 2𝑥 ( 𝑑𝑥 𝑑𝑡 ) + 2𝑦 ( 𝑑𝑦 𝑑𝑡 ) = 0 𝑥 ( 𝑑𝑥 𝑑𝑡 ) + 𝑦 ( 𝑑𝑦 𝑑𝑡 ) = 0 𝑦 ( 𝑑𝑦 𝑑𝑡 ) = −𝑥 ( 𝑑𝑥 𝑑𝑡 ) 1,9 ( 𝑑𝑦 𝑑𝑡 ) = −0,6(0,3) 𝑑𝑦 𝑑𝑡 = −0,094 𝑚/𝑠 𝑥 = 0,6 = 6 10 𝑑𝑥 𝑑𝑡 = 0,3 𝑥2 + 𝑦2 = 22 (1) ( 6 10 ) 2 + 𝑦2 = 4 𝑦2 = 3,64 𝑦 ≅ 1,9 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 47 de 105 3. Podemos afirmar que taxa de variação do volume V de um cubo em relação ao comprimento x de sua aresta é igual a 𝑉 = 𝑥3 ⇒ 𝑑 𝑉 𝑑𝑡 = 3𝑥2 4. Uma população de tâmias se transfere para uma nova região no tempo t = 0. No instante t a população é dada por P(t) = 100 (1 + 0,3t + 0,04 t2). Podemos então afirmar que a taxa de crescimento da população quando P = 200 é dada por 𝑃(𝑡) = 100 + 30𝑡 + 4𝑡2 ⇒ 𝑑𝑃 𝑑𝑡 = 30 + 8𝑡 𝑃(𝑡) = 100(1 + 0,3𝑡 + 0,04𝑡2) 200 = 100(1 + 0,3𝑡 + 0,04𝑡2) 2 = 1 + 0,3𝑡 + 0,04𝑡2 0,04𝑡2 + 0,3𝑡 − 1 = 0 𝑡 = −10 𝑒 𝑡 = 2,5 𝑑𝑃 𝑑𝑡 = 30 + 8𝑡 ⇒ 𝑑𝑃 𝑑𝑡 = 30 + 8(2,5) ⇒ 𝑑𝑃 𝑑𝑡 = 50 5. Uma moeda que está sendo aquecida, mantém a sua forma. Calcule o quociente entre a taxa de variação com o tempo da área de uma face e a taxa de variação com o tempo do diâmetro, num instante em que o diâmetro vale 1cm. 𝑆 = 𝜋𝑟2, mas 𝑟 = 𝐷 2 , então 𝑆 = 𝜋 ( 𝐷 2 ) 2 , ou ainda, 𝑆 = 𝜋 𝐷2 4 𝑑𝑆 𝑑𝑡 = 𝜋 𝐷 2 𝑑𝐷 𝑑𝑡 ⇒ 𝑑𝑆 𝑑𝑡 = 𝜋 ∙ 1 2 ∙ 𝑑𝐷 𝑑𝑡 𝑑𝑆 𝑑𝑡 𝑑𝐷 𝑑𝑡 = 𝜋 2 6. Um balão esférico, que está sendo inflado, mantém sua forma esférica. Seu raio aumenta a uma taxa constante de 0,05m/s. Calcule a taxa de variação do seu volume no instante em que seu raio vale 2m. 𝑑𝑟 𝑑𝑡 = 0,05 𝑒 𝑟 = 2 𝑉 = 4 3 𝜋𝑟3 ⇒ 𝑑𝑉 𝑑𝑡 = 4𝜋𝑟2 𝑑𝑟 𝑑𝑡 ⇒ 𝑑𝑉 𝑑𝑡 = 4 ∙ 𝜋 ∙ 4 ∙ 0,05 ⇒ 𝑑𝑉 𝑑𝑡 = 0,8𝜋 7. Suponhamos que o óleo derramado através da ruptura de um navio-tanque se espalhe em uma forma circular cujo raio cresce a uma taxa constante de 2 pés/s. Com que velocidade a área do derramamento está crescendo quando seu raio for de 50 pés? 𝑆 = 𝜋𝑟2 ⇒ 𝑑𝑆 𝑑𝑡 = 2𝜋𝑟 𝑑𝑟 𝑑𝑡 ⇒ 𝑑𝑆 𝑑𝑡 = 2𝜋 ∙ 50 ∙ 2 ⇒ 𝑑𝑆 𝑑𝑡 = 200𝜋 8. Está sendo bombeado ar para dentro de um balão esférico, e seu volume cresce a uma taxa de 100 cm3/seg. Quão rápido o raio do balão está crescendo quando o diâmetro é 50 cm? 𝑉 = 4 3 𝜋𝑟3 ⇒ 𝑑𝑉 𝑑𝑡 = 4𝜋𝑟2 𝑑𝑟 𝑑𝑡 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 48 de 105 100 = 4𝜋 ∙ 252 𝑑𝑟 𝑑𝑡 𝑑𝑟 𝑑𝑡 = 1 25𝜋 9. Uma partícula se desloca para cima e para a direita ao longo de uma curva 𝑦 = 𝑙𝑛𝑥. Sua abscissa aumenta a uma taxa de 𝑑𝑥 𝑑𝑡 = √𝑥 𝑚/𝑠. A que taxa a ordenada varia no ponto (𝑒2, 3)? 𝑦 = 𝑙𝑛𝑥 ⇒ 𝑑𝑦 𝑑𝑡 = 1 𝑥 𝑑𝑥 𝑑𝑡 ⇒ 𝑑𝑦 𝑑𝑡 = 1 𝑒2 √𝑒2 ⇒ 𝑑𝑦 𝑑𝑡 = 1 𝑒 10. Dada a equação 4𝑥2 + 9𝑦2 = 1 e 𝑑𝑥 𝑑𝑡 = 3 calcule 𝑑𝑦 𝑑𝑡 quando (𝑥, 𝑦) = ( 1 2√2, , 1 3√2 ) 4𝑥2 + 9𝑦2 = 1 ⇒ 8𝑥 𝑑𝑥 𝑑𝑡 + 18𝑦 𝑑𝑦 𝑑𝑡 = 0 8 ( 1 2√2, ) (3) + 18 ( 1 3√2 ) 𝑑𝑦 𝑑𝑡 = 0 12 √2 + 6 √2 𝑑𝑦 𝑑𝑡 = 0 ⇒ 12 + 6 𝑑𝑦 𝑑𝑡 = 0 ⇒ 𝑑𝑦 𝑑𝑡 = −2 11. Dada a equação y=3x+5 e dx/dt=2. Calcule du/dt quando x=1 𝑦 = 3𝑥 + 5 ⇒ 𝑑𝑦 𝑑𝑡 = 3 𝑑𝑥 𝑑𝑡 ⇒ 𝑑𝑦 𝑑𝑡 = 3(2) ⇒ 𝑑𝑦 𝑑𝑡 = 6 12. Uma cisterna (reservatório inferior de água) tem a forma de um cone circular reto invertido com base de diâmetro 4m e altura igual a 4m. Se a cisterna está sendo abastecida de água a uma vazão (taxa) de 2m3 /min, encontre a taxa na qual o nível de água está elevando quando este está a 1m da borda da cisterna. Obs.: Da geometria espacial sabemos que Vc = 1/3πr2h, sendo Vc = volume do cone, r = raio da base e h = altura do cone 𝑉 = 1 3 𝜋𝑟2ℎ ℎ = 𝑟 𝑉 = 1 3 𝜋ℎ3 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 49 de 105 𝑑𝑉 𝑑𝑡 = 𝜋ℎ2 𝑑ℎ 𝑑𝑡 ⇒ 𝑑ℎ 𝑑𝑡 = 1 𝜋ℎ2 𝑑𝑉 𝑑𝑡 ⇒ 𝑑ℎ 𝑑𝑡 = 1 𝜋 ∙ 9 ∙ 2 ⇒ 𝑑ℎ 𝑑𝑡 = 2 9𝜋 13. Uma escada com 5 m de comprimento está apoiada em uma parede vertical . Se a base da escada desliza, afastando-se da parede a uma taxa de 1m/s, quão rápido o topo da escada está escorrendo para baixo na parede quando a base da escada está a 3m da parede? dy/dt = -3/4 m Derivando 𝑥2 + 𝑦2 = 52, obtemos: 2𝑥 ( 𝑑𝑥 𝑑𝑡 ) + 2𝑦 ( 𝑑𝑦 𝑑𝑡 ) = 0 𝑥 ( 𝑑𝑥 𝑑𝑡 ) + 𝑦 ( 𝑑𝑦 𝑑𝑡 ) = 0 𝑦 ( 𝑑𝑦 𝑑𝑡 ) = −𝑥 ( 𝑑𝑥 𝑑𝑡 ) 4 ( 𝑑𝑦 𝑑𝑡 ) = −3(1) 𝑑𝑦 𝑑𝑡 = − 3 4 𝑚/𝑠 14. O ar está sendo bombeado para dentro de um balão esférico e seu volume cresce a uma taxa de 100 cm3/s. Quão rápido o raio do balão está crescendo quando o diâmetro for 50 cm? 𝑉 = 4 3 𝜋𝑟3 ⇒ 𝑑𝑉 𝑑𝑡 = 4𝜋𝑟2 𝑑𝑟 𝑑𝑡 100 = 4𝜋(25)2 𝑑𝑟 𝑑𝑡 𝑑𝑟 𝑑𝑡 = 1 25 𝑥 = 3 𝑑𝑥 𝑑𝑡 = 1 𝑥2 + 𝑦2 = 22 (1) 32 + 𝑦2 = 25 𝑦2 = 16 𝑦 = 4 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 50 de 105 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I - CCE0044 Semana Aula: 5 Modelagem e Otimização Tema Modelagem e Otimização Objetivos Ao final da aula o aluno deverá saber: Resolver problemas de otimização através da maximização e minimização de funções relacionadas à Engenharia. Estrutura de Conteúdo Unidade II APLICAÇÕES DE DERIVADAS 2.3 Modelagem e Otimização PROBLEMAS DE APLICAÇÕES DE DERIVADA Os problemas de aplicações da derivada que envolvem máximos e mínimos, taxas de variação e cálculo de limites estão presentes nos mais diversos campos, como geometria, engenharia, física, biologia e economia e têm em sua estrutura variáveiscomo área, volume, força, potência, tempo, lucro, custo, etc. Na verdade, podemos resumir tudo isto dizendo que a derivada constitui uma ferramenta poderosa para o estudo e análise de funções. APLICAÇÃO NA GEOMETRIA 1. Um fazendeiro tem 2400 pés de cerca e quer cercar um campo retangular que está na margem de um rio reto. Ele não precisa cercar ao longo do rio. Quais são as dimensões do campo que tem a maior área? Resolução: Temos de material para a cerca: 2.400 pés. Assim, temos que 2x+y=2.400 Y=2.400-2x Mas desejamos que as dimensões do campo tenha a maior área. RIO x x y CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 51 de 105 Pensando no calculo da área do campo: S=xy Substituindo a expressão de y encontrada anteriormente, S=x(2.400-2x) S=2.400x-2x2 Para determinarmos os candidatos a maior/menor área precisamos encontrar a derivada da função área e igualá-la a zero, determinando os pontos críticos. S´= 2.400-4x=0 x=600 E, consequentemente, y= 2.400-2x=2.400-1.200 = 1.200 Para que o campo tenha a maior área, as dimensões são 600m e 1.200 m. APLICAÇÃO NA FISICA E ENGENHARIA 2. O telescópio espacial Hubble foi colocado em órbita em 24 de abril de 1990 pelo ônibus espacial Discovery. Um modelo para a velocidade do ônibus durante essa missão, do lançamento em t = 0 até a entrada em funcionamento do foguete auxiliar em t = 126s, é dado por (em pés/s) 3 2( ) 0,001302 0,09029 23,61 3,083v t t t t . Usando este modelo, estime os valores de máximo e mínimo absolutos da aceleração do ônibus entre o lançamento e a entrada do foguete auxiliar. Resolução: Precisamos determinar a equação da aceleração, que é a derivada da velocidade. 3 2( ) 0,001302 0,09029 23,61 3,083v t t t t . 𝑎(𝑡) = 𝑣´(𝑡) = 0,003906𝑡2 − 0,18058𝑡 + 23,61 Para determinarmos os valores máximos e mínimos da aceleração precisamos achar os pontos críticos. Derivando a aceleração e igualando a zero: 𝑎´(𝑡) = 0,007812𝑡 − 0,18058 = 0 𝑡 = 23,12 Temos, como candidatos a máximo e mínimo os valores de t=0,t=126 e o ponto critico t=23,12. Substituímos na equação da aceleração de modo que possamos comparar os valores: 𝑎(𝑡) = 0,003906𝑡2 − 0,18058𝑡 + 23,61 𝑎(0) = 23,61 𝑎(126) = 0,003906(126)2 − 0,18058(126) + 23,61 = 62,87 𝑎(23,12) = 0,003906(23,12)2 − 0,18058(23,12) + 23,61 = 21,52 Observando os valores encontrados, verificamos que o maior deles, 62,87, será o máximo e ocorre em t=126, enquanto que o menor deles, 21,52, será o mínimo e ocorre em t=23,12. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 52 de 105 APLICAÇÃO A BIOLOGIA E MEDICINA 3. (http://wwwp.fc.unesp.br/~arbalbo/arquivos/problemasdeotimizacao.pdf) O modelo Count é uma fórmula empírica usada para predizer a altura de uma criança em idade pré-escolar. Se h(x) denota a altura (em centímetros) na idade x (em anos) para 1 4 ≤ 𝑥 ≤ 6, então h(x) pode ser aproximada por ℎ(𝑥) = 70,228 + 5,104𝑥 + 9,222𝑙𝑛𝑥 Observe o gráfico da função e da sua derivada. Quando a taxa de crescimento é máxima e mínima? Quanto valem estas taxas? Pelo gráfico observamos que a taxa de crescimento é decrescente no intervalo considerado 1 4 ≤ 𝑥 ≤ 6, o que pode ser confirmado pela derivada de h´(x), dada por ℎ(𝑥) = 70,228 + 5,104𝑥 + 9,222𝑙𝑛𝑥 ℎ´(𝑥) = 5,104 + 9,222 𝑥 ℎ´´(𝑥) = − 9,222 𝑥2 < 0 A taxa de crescimento será máxima no menor valor de x (x = ¼) e será mínima, no maior valor de x (x = 6). O valor máximo da taxa de crescimento é, portanto, h´(1/4) = 41,99 cm/ano e o valor mínimo, h´(6) = 6,64 cm/ano. APLICAÇÃO A ECONOMIA: ANALISE MARGINAL Em Economia e Administração, utiliza-se o conceito de função marginal. Esta função marginal é uma estimativa do efeito causado em f(x) por conta de uma variação pequena em x. A função marginal de f(x) é a função derivada de f(x). CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 53 de 105 Dessa forma, a função custo marginal é a derivada da função custo e a função receita marginal é a derivada da função receita. Observe que o custo marginal é a taxa de variação do custo da produção de determinada mercadoria por variação da produção por unidade. Quando estamos lidando com um número grande de unidades produzidas, uma unidade pode ser considerado uma quantidade pequena em face da quantidade produzida. Assim, pela definição de derivada, temos: 𝐶´(𝑥) = lim ∆𝑥→0 𝐶(𝑥 + ∆𝑥) − 𝐶(𝑥) ∆𝑥 Fazendo ∆𝑥 = 1, temos que: 𝐶´(𝑥) ≈ 𝐶(𝑥 + 1) − 𝐶(𝑥) 1 𝐶´(𝑥) ≈ 𝐶(𝑥 + 1) − 𝐶(𝑥) Quando estamos lidando com quantidades grandes, o custo marginal (a derivada da função custo) pode ser considerado uma boa aproximação do custo da produção de uma unidade a mais do que já se produziu (𝐶(𝑥 + 1) − 𝐶(𝑥)). 𝐶´(𝑥) ≈ 𝐶(𝑥 + 1) − 𝐶(𝑥) 4. (Calculo vol 1 Munes e Foulis). A fabricação de x unidades de uma mercadoria rende R(x)= 24x. O custo total da produção de x unidades é dado pela equação 2003,09,3150)( xxxC (a) Ache o custo marginal quando x=1000. (b) Quanto custará aproximadamente para fabricar a 1001a unidade? (c) Quanto custará exatamente ao fabricante para produzir a 1001a unidade? (d) Determine o lucro total do fabricante em função de x. (e) Quantas unidades deveriam ser fabricadas e vendidas para o fabricante obter lucro máximo? (a) Ache o custo marginal quando x=1000. A função Custo Marginal é a derivada do custo. 𝐶(𝑥) = 150 + 3,9𝑥 + 0,003𝑥2 𝐶´(𝑥) = 3,9 + 0,006𝑥 Então, o custo marginal para x=1.000 será: 𝐶´(1.000) = 3,9 + 0,006.1000 𝐶´(1.000) = 9,90 (b) Quanto custará aproximadamente para fabricar a 1001a unidade? O custo aproximado para fabricar a 1001a unidade é justamente o custo marginal para x= 1000: $9,90 (c) Quanto custará exatamente ao fabricante para produzir a 1001 unidade? CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 54 de 105 O custo exato da fabricação da 1001a é dado pela diferença entre custo para produzir a 1001a mercadoria e o custo para produzir a 1000a mercadoria. 𝐶(1001) − 𝐶(1000) = [150 + 3,9(1001) + 0,003(1001)2] − [150 + 3,9(1000) + 0,003(1000)2] = = 150 + 3903,9 + 0,003 ∙ 1002001 − 150 − 3900 − 0,003 ∙ 1000000 = = 150 + 3903,9 + 0,003 ∙ 1002001 − 150 − 3900 − 0,003 ∙ 1000000 = = 3,9 + 0,003(1002001 − 1000000) = 3,9 + 0,003 ∙ 2001 = = 3,9 + 6,003 = = 9,903 (d) Determine o lucro total do fabricante em função de x. O lucro será o rendimento menos o custo. 𝐿(𝑥) = 𝑅(𝑥) − 𝐶(𝑥) 𝐿(𝑥) = 24𝑥 − (150 + 3,9𝑥 + 0,003𝑥2) 𝐿(𝑥) = 24𝑥 − 150 − 3,9𝑥 − 0,003𝑥2 𝐿(𝑥) = −150 + 20,1𝑥 − 0,003𝑥2 (e) Quantas unidades deveriam ser fabricadas e vendidas para o fabricante obter lucro máximo? Para obtermos o lucro máximo, basta determinar os pontos críticos: 𝐿(𝑥) = −150 + 20,1𝑥 − 0,003𝑥2 𝐿´(𝑥) = 20,1 − 0,006𝑥 𝐿´(𝑥) = 20,1 − 0,006𝑥 = 0 0,006𝑥 = 20,1 𝑥 = 3350 5. Calculo volume 1 – Anton, Bivens e Davis. Uma forma líquida de penicilina fabricada por uma firma farmacêutica é vendida a granel a um preço de $200 por unidade. Se o custo total de produção (em dólares) para x unidades for 𝐶(𝑥) = 500.000 + 80𝑥 + 0,003𝑥2 e se a capacidade de produção da firma for de, no máximo, 30.000 unidades em umtempo especificado, quantas unidades de penicilina devem ser fabricadas e vendidas naquele tempo para maximizar o lucro? A receita da venda de x unidades será: 𝑅(𝑥) = 200𝑥. O lucro então será: 𝐿(𝑥) = 𝑅(𝑥) − 𝐶(𝑥) 𝐿(𝑥) = 𝑅(𝑥) − 𝐶(𝑥) = 200𝑥 − 500.000 − 80𝑥 − 0,003𝑥2 𝐿(𝑥) = 120𝑥 − 500.000 − 0,003𝑥2 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 55 de 105 Como a capacidade máxima é de 30.000, x deve pertencer ao intervalo [0.30.000]. Precisamos determinar os pontos críticos. 𝐿(𝑥) = 120𝑥 − 500.000 − 0,003𝑥2 𝐿´(𝑥) = 120 − 0,006𝑥 𝐿´(𝑥) = 120 − 0,006𝑥 = 0 0,006𝑥 = 120 𝑥 = 20.000 O ponto de máximo deve ocorrer ou no ponto critico os nos extremos do intervalo. 𝐿(𝑥) = 120𝑥 − 500.000 − 0,003𝑥2 𝐿(20.000) = 120 ∙ 20.000 − 500.000 − 0,003(20.000)2 𝐿(20.000) = 2.400.000 − 500.000 − 1.200.000 𝐿(20.000) = 700.000 𝐿(0) = 120 ∙ 0 − 500.000 − 0,003 ∙ 0 𝐿(0) = −500.000 𝐿(30.000) = 120 ∙ (30.000) − 500.000 − 0,003(30.000)2 𝐿(30.000) = 3.600.000 − 500.000 − 2.700.000 𝐿(30.000) = 400.000 O lucro máximo (de 700.000) acontece então em x=20.000. Aplicação: articulação teoria e prática 1. Quadrados iguais são cortados de cada canto de um pedaço retangular de papelão medindo 8 cm de largura por 15 cm de comprimento, e uma caixa sem tampa é construída virando os lados para cima. Determine o comprimento x dos lados dos quadrados que devem ser cortados para a produção de uma caixa de volume máximo. (Calculo volume 1 – Munen e Foulis) (a) 2/3 cm (b) 2 cm (c) 15cm (d) 5/3 cm Gabarito: (d) 5/3 cm 2. O navio A está 65km a leste do navio B e está viajando para o sul a 15km/h, enquanto o navio B está indo para o leste a uma velocidade de 10km/h. Se os navios continuam seus cursos respectivos, determine a menor distância entre eles e quando isto irá ocorrer. (Calculo volume 1 – Munen e Foulis) CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 56 de 105 (a) 2925 (b) 000.3 (c) 2.925 (d) 3.000 Gabarito: (a) 2925 3. Adaptado de: (http://arquivos.unama.br/nead/gol/gol_adm_2mod/matematica_superior/pdf/MS_impresso _aula07.pdf) Suponha que o custo total semanal em dólares incorrido pela Companhia Polaraire para fabricação de x refrigeradores seja dado pela função custo total. C(x) = 8000 + 200x – 0,2x2 , 0 ≤ x ≤ 400 Determine o custo total envolvido na fabricação do 251-ésimo refrigerador e a taxa de variação da função custo total com relação a x quando x = 250, respectivamente: (a) $100,00 e $ 99,80 (b) $89,00 e $ 99,80 (c) $100,00 e $ 89,80 (d) $ 89,80 e $ 100,00 (e) $ 99,80 e $ 100,00 Gabarito:(e) $ 99,80 e $ 100,00 4. Considere que a função custo para fabricação de determinada mercadoria seja C(x)=0,02x3-0,4x2+400x+200. Quanto custará, aproximadamente, para se produzir a 21a mercadoria? (a) $200 (b) $ 509 (c) $ 600 (d) $408 (e) $208 Gabarito: (d) $408 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 57 de 105 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I - CCE0044 Semana Aula: 6 Integração, Integral Indefinida, Fórmulas de Integração Objetivos Ao final da aula o aluno deverá: Compreender a definição de antiderivada e o conceito de integral. Possuir competências e habilidades no cálculo de integrais. Estrutura de Conteúdo Unidade III - INTEGRAÇÃO 3.1 Integral Indefinida 3.2 Integrais Imediatas e Integração por substituição INTEGRAÇÃO Primitiva Definição: Uma função F é chamada uma primitiva (antiderivada) de f sobre um intervalo I se F’(x)=f(x) xI. Teorema: Se F for uma primitiva (antiderivada) de f em um intervalo I, então a família das primitivas (primitiva mais geral) de f em I é F(x)+C, onde C é uma constante arbitrária. Notação para antiderivadas: A notação CxFdxxf )()( , onde C denota uma constante arbitrária, significa que a função F é uma primitiva da função f, tal que F’(x)=f(x), xDom(f). O símbolo é referido como sinal de integração. A constante C é chamada constante de integração. A função f(x) é chamada integrando. dxxf )( é chamado integral indefinida. O processo para calcular , isto é, para achar g(x)+C , é chamado integração indefinida ( justamente por causa da natureza arbitrária de C ). Regras básicas para antidiferenciação/integral 1- ( ) ( )xD f x dx f x 2- ( ) ( )f x dx f x C dxxf )( CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 58 de 105 3- dx x C 4- Regra da Potência: Se n é um número racional diferente de –1, então 1 1 n n xx dx C n . 5- Regra da Homogeneidade: Se a é uma constante, então ( ) ( )af x dx a f x dx . 6- Regra da Adição: ( ) ( ) ( ) ( )f x g x dx f x dx g x dx . 7- Regra da Linearidade: se a1 e a2 são constantes 1 1 2 2 1 1 2 2( ) ( ) ( ) ( )a f x a f x dx a f x dx a f x dx 8- Regra Geral da Linearidade: se a1, a2, ..., am são constantes 1 1 2 2 1 1 2 2( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )m m m ma f x a f x a f x dx a f x dx a f x dx a f x dx . Integrais de Funções Especiais (trigonométricas e envolvendo logx, lnx, ex,ax ) 1) Cxsenxdx cos 2) Csenxxdxcos 3) Ctgxxdx 2sec 4) Cgxxdx cotseccos 2 5) Cxxtgxdx secsec 6) Cxgxx seccoscotseccos 7) Ctgxxxdx seclnsec 8) Cxtgxdx cosln 9) Carctgxdx x21 1 10) 0,ln 1 xCxdxx 11) Cxdx x ln 1 12) Carcsenxdx x 21 1 13) Cedxe xx 14) 1,0, ln bbCb b dxb x x Aplicação: articulação teoria e prática Use as regras básicas para antidiferenciação para calcular cada integral indefinida 1- dxxx 543 2 2- dxxxx 423 23 3- dxxxx 6542 23 10- dx x xxx 122 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 59 de 105 4- dxxx 512 23 5- dx x x 1 13 6- dtt 22 34 7- dtttt 2 2 13 8- dxxx 42 53 9- dx x x )125( 3 11- dx x x 2 1 12- dt t tt 3 23 32 13- dx xx 3 11 14- dx x 1 15- dxxsenx cos32 16- 7x dx Determine as integrais indefinidas CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 60 de 105 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I - CCE0044 Semana Aula: 7 Integração por Substituição Objetivos Ao final da aula o aluno estará apto a fazer uso da técnica de mudança de variável, no cálculo de integrais indefinidas. Estrutura de Conteúdo Unidade III - INTEGRAÇÃO 3.2 Integrais Imediatas e Integração por substituição Mudança de Variável (ou substituição de variável) Exemplo: Resolver 2 100( 5)x x dx . Observe que se 2 5u x temos que 2du xdx ou ainda1 2 xdx du e 101 2 100 100 1001 1 1( 5) 2 2 2 101 u x x dx u du u du C A substituição de 2 5u x na expressão anterior dá 2 101 2 100 ( 5)( 5) 202 x x x dx C Aplicação: articulação teoria e prática 1. Utilizando as regras de integração determine a integral indefinida dxxx 54 2 a) (1/12) (4x2 + 5)3/2 + C b) (1/2) (4x2 )3/2 + C c) (1/12) (x2 + 5)3/2 + C d) (4x2 + 5)3/2 + C Gabarito: (a) 2. Utilizando as regras de integração determine a integral indefinida dx x xcos a) Sen x1/2 + C b) 2 Sen x1/2+ C c) Cos x + C d) 2 cos x+ C Gabarito: (b) 3. Utilizando as regras de integração determine a integral indefinida dxxsenx 82 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 61 de 105 a) (1/x) + (1/8) cos 8x + C b) (1/8) cos 8x + C c) (-1/x) - (1/8) cos 8x + C d) (-1/x) + (1/8) cos 8x + C Gabarito: c 4. Utilize o método da substituição para resolver a integral indefinida dttt 92 74 Neste caso teremos u = 4t2 + 7. Portanto du = 8 t dt ou ainda 𝑑𝑢 8 = 𝑡 𝑑𝑡 Fazendo a substituição e aplicando as regras básicas de integração temos: CtCuduudttt 80 )74( 108 1 8 74 10210 992 5. Utilize o método da substituição para resolver a integral indefinida dtttt 5 32 23515 Neste caso teremos u = 5t3 + 3t -2. Portanto du = 15 t2 + 3 = 3(5t2 + 1). Aplicando as regras básicas de integração temos: CttC u duu du u 5/63 5/6 5/15 )235( 18 5 5/63 1 3 1 3 6. Utilize o método da substituição para resolver a integral indefinida xdxsen9 Neste caso teremos u = 9x. Portanto du = 9 dx ou 𝑑𝑢 9 = 𝑑𝑥 Fazendo a substituição e aplicando as regras básicas de integração temos: C x Cuduusen du usen 9 9cos )cos( 9 1 9 1 9 7. Utilize o método da substituição para resolver a integral indefinida dxe x4 Neste caso teremos u = 4x. Portanto du = 4 dx ou 𝑑𝑢 4 = 𝑑𝑥 Fazendo a substituição e aplicando as regras básicas de integração temos: C e C e due du e xu uu 444 1 4 4 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 62 de 105 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 63 de 105 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 64 de 105 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 65 de 105 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I - CCE0044 Semana Aula: 8 Integral Definida Objetivos Ao final da aula o aluno deve estar apto a: compreender o conceito de Integral Definida; resolver problemas envolvendo integrais definidas de uma função. Estrutura de Conteúdo Unidade III - INTEGRAÇÃO 3.3 Integrais Definidas ÁREA SOB O GRÁFICO DE UMA FUNÇÃO Área sob região entre o gráfico de uma função e o eixo x A1 área acima do eixo x A2 área abaixo do eixo x A1 + A2 = área total Área com sinal A1 - A2 INTEGRAL DEFINIDA Seja f uma função definida ao menos no intervalo fechado [a,b]. Então a área com sinal sob o gráfico de f entre x=a e x=b é denotada por ( ) b a f x dx . Assim, 1 2( ) b a f x dx A A A expressão ( ) b a f x dx é chamada integral definida de a até b de f(x)dx. O intervalo [a,b] é chamado intervalo de integração. Os números a e b são chamados respectivamente de limite inferior e superior de integração. Propriedade da integral definida Se bac , e f é integrável em [a,c] e em [c,b] então d c c a b a dxxfdxxddxxf )()()( . CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 66 de 105 TEOREMA FUNDAMENTAL DO CÁLCULO (TFC) Suponha que f seja uma função contínua sobre o intervalo fechado [a,b] e que ( ) ( )f x dx g x C . Então ( ) ( ) ( ) b a f x dx g b g a . O TFC relaciona a integral indefinida ( )f x dx com a integral definida ( ) b a f x dx . Notação: Se g é uma função qualquer e se os números a,bDom(g) então a notação ( ) b a g x lida “g(x) calculada entre x=a e x=b” é definida por ( ) ( ) ( ) b a g x g b g a . Aplicação: articulação teoria e prática 1. Calcule a integral dada com o auxílio do Teorema Fundamental do Cálculo f(x) = x3 no intervalo [-2,2]. 2. Calcule a área da região limitada pelo eixo x e a função f(x) = 5x – x2, defina graficamente esta região. 3 – Calcule a integral dada com o auxílio do Teorema Fundamental do Cálculo 1- 2 1 23 3234 dxxxx 2- 2 1 23 2 2 dt t t 3- 64 0 8 dx x 4- 2 1 2 1x xdx 5- 1 0 259 dxxx 6- 3 1 2 11 dxxxx 7- 1 0 22 2 dxx 8- 4 5 21 16 4 x dx x 9- 1 0 2 26 3 dx xx x 10- 5 2 1dxxx 4 - Seja f a função definida dada. Use a geometria elementar para determinar a integral e confira utilizando o TFC: 1- xxf 1)( , dxxf 2 1 )( 2- xxf )( , 5 0 )( dxxf 3- xxf 2)( , 1 2 )( dxxf CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 67 de 105 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I - CCE0044 Semana Aula: 9 Aplicações de Integrais Definidas - Cálculo de Áreas Objetivos Ao final da aula o aluno deverá estar apto a: Resolver problemas de áreas entre uma curva y = f(x) e o eixo x em um intervalo finito. Estrutura de Conteúdo Unidade III - INTEGRAÇÃO 3.4 Cálculo de áreas como limites e áreas pelo cálculo infinitesimal ÁREA COMO LIMITE DE UMA SOMA Para se calcular a área sob uma curva podemos dividir a região dada em uma série de regiões retangulares e calculamos o valor aproximado da área somando as áreas dessas regiões retangulares. 1) Considere R a região sob a curva y=f(x) no intervalo 𝑎 ≤ 𝑥 ≤ 𝑏, ou ainda, a região no plano limitada por f(x), x=a, x=b e x=0 (eixo x) 2) Para simplificar, tomemos f(x)>0, ],[ bax 3) Dividimos o intervalo ],[ ba em n subintervalos. 4) Tomemos cada intervalo com o mesmo tamanho, x 5) Assim, n ab x 6) Denotemos os extremos esquerdos desses sub-intervalos por 1121 ,,,,, nnn xxxxx 7) Seja 𝑥𝑗 a extremidade esquerda do intervalo de ordem j. 8) Tracemos n retângulos tais que o retângulo de ordem j tenha largura igual a ∆𝑥 e altura 𝑓(𝑥𝑗) 9) Cada retângulo de ordem j tem área ∆𝑥𝑓(𝑥𝑗). CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 68 de 105 10) Tomemos a soma das áreas destes retângulos xxfxxfxxfxxfS nin )()()()( 21 ou ainda xxfxfxfxfS nin )()()()( 21 , ou mesmo, xxfS i n i n )( 1 . 11) A área abaixo da curva pode ser aproximada pelo somatório das áreasdos retângulos. 12) Note que quanto maior o número de subintervalos n, mais próximas são as áreas da região sob a curva e dos retângulos. 13) Assim, podemos dizer que a área da região procurada xxfxfxfxfSA nin n )()()()(lim 21 DEMONSTRAÇÃO DO TEOREMA FUNDAMENTAL DO CALCULO PARA 𝒇(𝒙) ≥ 𝟎 Para 𝑓(𝑥) ≥ 0, a integral definida é a área sob a curva. Para 𝑎 ≤ 𝑥 ≤ 𝑏, seja A(x) a área sob a curva f(x) em [𝑎, 𝑥]. 𝐴(𝑥 + ℎ) − 𝐴(𝑥) área sob a curva y=f(x) entre x e x+h. Para h bem pequeno, a área sob a curva se aproxima da área do retângulo de altura f(x) e largura h: 𝐴(𝑥 + ℎ) − 𝐴(𝑥) ≅ 𝑓(𝑥)ℎ Ou ainda, 𝐴(𝑥 + ℎ) − 𝐴(𝑥) ℎ ≅ 𝑓(𝑥) Fazendo h tender a zero, ficamos com lim ℎ→0 𝐴(𝑥 + ℎ) − 𝐴(𝑥) ℎ = 𝑓(𝑥) Mas essa é a definição de derivada: 𝐴´(𝑥) = lim ℎ→0 𝐴(𝑥 + ℎ) − 𝐴(𝑥) ℎ = 𝑓(𝑥) O que significa que A(x) é uma antiderivada de f(x). (𝑥, 𝑓(𝑥)) 𝐴(𝑥 + ℎ) − 𝐴(𝑥) 𝑥 𝑥 + ℎ 𝑎 𝑏 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 69 de 105 Supondo F(x) outra derivada, e F(x)+C a familia de antiderivadas, temos que, para algum C, A(x)=F(x)+C . A área entre a e a seria: A(a)=0=F(a)+C, ou ainda, 𝐶 = −𝐹(𝑎). A área entre a e b seria: 𝐴(𝑏) = 𝐹(𝑏) + 𝐶 = 𝐹(𝑏) − 𝐹(𝑎) Temos portanto, que a área entre a e b sob a curva y=f(x), que é a integral definida, pode ser calculada como ∫ 𝑓(𝑥)𝑑𝑥 = 𝐴(𝑏) = 𝐹(𝑏) − 𝐹(𝑎) 𝑏 𝑎 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 70 de 105 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I - CCE0044 Semana Aula: 10 Áreas entre Curvas Objetivos Ao final da aula o aluno estará apto a: Resolver problemas de cálculo de áreas de regiões entre duas curvas. Estrutura de Conteúdo Unidade III - INTEGRAÇÃO 3.4 Cálculo de áreas como limites e áreas pelo cálculo infinitesimal ÁREA ENTRE DOIS GRÁFICOS Integrais definidas podem ser usadas, dentre outras coisas, para determinar áreas de regiões planas, calcular o volume de regiões tridimensionais, calcular o comprimento de arco. Teorema: Sejam f e g funções contínuas no intervalo fechado [a,b]. Então, a área da região R entre o gráfico de f e o gráfico de g, à direita de x=a e à esquerda de x=b, é dada por ( ) ( ) ( ) b a A R f x g x dx Aplicação: articulação teoria e prática 1. Nos problemas a seguir (a) esboce os gráficos das duas funções, (b) determine os pontos de interseção dos dois gráficos e (c) calcule a área da região limitada pelos dois gráficos. (a) 2)( xxf 2)( xxg (b) xxxf 2)( 2 ( ) 2 3g x x (c) xxxf 2)( xxg )( (d) 4)( 2 xxf 8)( xg (e) 2( )f x x 2( ) 2g x x x (f) 22 2 xxyexy 2. Encontre a área limitada entre a reta 1y x e a parábola 2 2 6y x da figura abaixo CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 71 de 105 3. Encontre as áreas das regiões sombreadas a) b) 4. Encontre a área limitada por cima por xey e por baixo por y=x , e limitada pelos lados por x=0 e x=1. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 72 de 105 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I - CCE0044 Semana Aula: 11 Cálculo de Volumes por Fatiamento Objetivos Ao final da aula o aluno estará apto a: Resolver problemas de cálculo de volumes de sólidos usando o método do fatiamento. Estrutura de Conteúdo Unidade IV. APLICAÇÕES DE INTEGRAIS DEFINIDAS 4.1 Cálculo de Volumes por fatiamento MÉTODO DOS ANÉIS CIRCULARES Suponha f e g funções contínuas não negativas no intervalo [a,b] tais que f(x) ≥ g(x) para todos os valores de s em [a,b]. Seja R a região plana limitada pelos gráficos de f e g no intervalo [a,b]. Seja S o sólido gerado pela revolução de R em torno do eixo x. Chamaremos de dv uma porção infinitesimal do volume V de S constituída de um anel circular de espessura infinitesimal dx. A base deste anel circular é a região entre dois círculos concêntricos de raio f(x) e g(x), logo a área desta base é [f(x)]2 - [g(x)]2 unidades quadradas. A soma desses n anéis nos dará o volume do sólido. Novamente então podemos definir o volume como: b a dxxgxfV 22 )]([)]([ f(x) g(x) CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 73 de 105 Exemplo: Usando o método dos anéis circulares, determine o volume V do sólido S gerado pela revolução da região R em torno do eixo x, onde R é limitado pelas curvas y = x2 e y = x+2. Primeiros acharemos os pontos de interseção das duas curvas resolvendo o sistema y=x2 e y = x+2 portanto (2,4) e (-1,1). vudxxxxdxxxV . 5 72 44][]2[ 2 1 42 2 1 222 Sólido de Revolução em torno do eixo x correspondente a figura plana.y = x2 Sólido de Revolução em torno do eixo x correspondente a figura plana.y = x+2 Devemos observar que geometricamente estamos calculando o volume de uma função e subtraindo do volume da outra função. Analogamente podemos rotacionar no eixo y como feito anteriormente. Observe que para definirmos a ordem da função que será subtraída, ou seja, 22 )]([)]([ ygyf ou 22 )]([)]([ yfyg , devemos saber se f(x) ≥ g(x) ou g(x) ≥ f(x). MÉTODO DE DIVISÃO DE FATIAS Este método é uma generalização do método discos circulares ou anéis circulares. Este método escolhe um eixo de referência conveniente e define a área da seção de corte do sólido S interceptada pelo plano perpendicular ao eixo referencial no ponto de coordenadas s. Portanto dV é um cilindro sólido infinitesimal de altura ds com área da base definida pela área da seção de corte do sólido. Portanto baseado no mesmo raciocínio do método dos anéis, o volume pode ser definido: b a dssAV )( Exemplo: Determine o volume do sólido cuja base é um círculo de raio 2, se todas as seções de corte perpendiculares a um diâmetro fixo da base forem quadrados. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 74 de 105 Seja x o lado do quadrado. Observando o desenho podemos dizer pelo Teorema de Pitágoras que: s2 +(x/2)2 = 22 ou x2/4 = 4 – s2. Então a área do quadrado é definida por: A(s) = 4(4 – s2)= 16 – 4s2. 2 2 2 . 3 128 4s - 16)( vudsdssAV b a Aplicação (Curiosidade) Desde que certos fatores como pressão e viscosidade sejam mantidos dentro de certos limites, o sangue fluirá suavemente através dos vasos sanguíneos cilíndricos, de modo que a velocidade v do fluxo aumenta continuamente de um valor próximo ao zero, na parede do vaso, até um valor máximo no seu centro. Supondo que a velocidade v do fluxo sanguíneo dependa exclusivamente de r (raio – distância do centro do vaso até um seção transversal do vaso sanguíneo), o volume infinitesimal dV que flui através do anel circular na unidade de tempo será dada por dV = velocidade do fluxo x área do anel = v(2rdr). Seconsiderarmos R o raio do vaso sanguíneo, o volume total de sangue que passa através de uma seção transversal na unidade de tempo é dado por: r r s x/2 R CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 75 de 105 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I - CCE0044 Semana Aula: 12 Cálculo de Volumes pela rotação em torno de um eixo Objetivos Ao final da aula o aluno estará apto a: Resolver problemas de cálculo de volume de um sólido gerado pela rotação de uma região plana em torno de um eixo. Estrutura de Conteúdo Unidade IV. APLICAÇÕES DE INTEGRAIS DEFINIDAS 4.2 Cálculo de Volumes pela rotação em torno de um eixo VOLUME DE SÓLIDOS DE REVOLUÇÃO Definição de sólidos de revolução: Seja R uma região plana admissível e seja l uma linha reta que está no mesmo plano de R, mas sem tocar em R a não ser em pontos de fronteira de R. O sólido S gerado quando R é girado em torno da linha l como um eixo é chamado solido de revolução. Definição de volume de sólidos de revolução em torno de x: Seja f continua em [a,b] , com 0)( xf em [a,b]; seja B o conjunto obtido pela rotação, em torno do eixo x, do conjunto A do plano limitado pelas retas x=a e x=b, pelo eixo x e pelo grafico de y=f(x). O volume V de B é dado por b a b a dxydxxfV 22)]([ CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 76 de 105 Definição de volume de sólidos de revolução em torno de y: Suponha 0)( xf e continua em [a,b] , com a>0. Seja A o conjunto do plano de todos os pares (x,y) tais que bxa e )(0 xfy . Seja B o conjunto obtido pela rotação, em torno do eixo y, do conjunto A. O volume V de B é dado por b a b a dxxydxxfxV 2)(2 rotação da função em torno do eixo x em torno do eixo y Aplicação: articulação teoria e prática 1. Calcule o volume do solido obtido pela rotação, em torno do eixo x, do conjunto de todos os pares (x,y) tais que 21, 1 xxy x (a) (b) /3 (c) /2 (d) /3 Gabarito: (c) 2. Calcule o volume do solido obtido pela rotação, em torno do eixo y, do conjunto de pares (x,y) tais que e 0,42 xyx . (a) /3 (b) 16 (c) /2 (d) 8 Gabarito: (d) 3. Calcule o volume do solido obtido pela rotação, em torno do eixo y, do conjunto de pares (x,y) tais que 20 x e 1 2 0 2 x y e 12 xy (a) /3 (b) 7/2 (c) 5/3 (d) 4/3 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 77 de 105 Gabarito: (b) 4. Encontre o volume do solido obtido pela rotação ao redor do eixo x da região sob a curva xy , vista na figura abaixo, de 0 até 1. 5. Encontre o volume do sólido obtido pela rotação da região limitada por 3xy , y=8 e x=0, ao redor do eixo y. 6. Calcule o volume do sólido obtido pela rotação, em torno do eixo x, do conjunto de pares (x,y) tais que )0(0,222 ryryx 7. Calcule o volume do sólido obtido pela rotação, em torno do eixo x, do conjunto de todos os pares (x,y) tais que 21, 1 xxy x CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 78 de 105 8. Calcule o volume do sólido obtido pela rotação, em torno do eixo y, do conjunto de pares (x,y) tais que e 0,42 xyx . 9. Calcule o volume do solido obtido pela rotação, em torno do eixo y, do conjunto de pares (x,y) tais que 20 x e 1 2 0 2 x y e 12 xy 0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5 4 0 0.5 1 1.5 2 x*x CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 79 de 105 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I - CCE0044 Semana Aula: 13 Cálculo do Comprimento de Curvas Objetivos Ao final da aula o aluno terá aptidão para: Resolver problemas do cálculo de comprimento de curvas planas. Estrutura de Conteúdo Unidade IV. APLICAÇÕES DE INTEGRAIS DEFINIDAS 4.3 Cálculo do Comprimento curvas planas COMPRIMENTO DE ARCOS Uma noção intuitiva para determinar o que é comprimento de uma curva seria o de colocar um barbante sobre a curva e medir então o comprimento do barbante. A formula do comprimento de arco: Se f’ for continua em [a,b], então o comprimento da curva bxaxfy ),( , é b a b a dx dx dy dxxfL 2 2 1)(1 Aplicação: articulação teoria e prática 1. Calcule o comprimento de arco da parábola semicubica 32 xy entre os pontos (1,2) e (4,5). ∫ √1 + [ 3√𝑥 2 ]2 2 0 𝑑𝑥 = ∫ √1 + 9𝑥 4 2 0 𝑑𝑥 u = 1+9x/4 então du = 9/4 dx ∫ √𝑢 2 0 4𝑑𝑢 9 = 4 9 2𝑢3/2 3 = 8(1+ 9𝑥 4 )3/2 27 . Aplicando o limite de integração encontramos 80√10−13√13 27 . 2. O comprimento do arco de parábola 𝑦 = √𝑥, para 0 ≤ x ≤ 4 será 𝑦′ = 1 2√𝑥 ∫ √1 + [ 1 2√𝑥 ]2 2 0 𝑑𝑥 = ∫ √1 + 1 4𝑥 2 0 𝑑𝑥 = ∫ √ 4x + 1 4x 2 0 𝑑𝑥 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 80 de 105 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I - CCE0044 Semana Aula: 14 Técnicas de Integração Objetivos Ao final da aula o aluno estará apto a: Calcular integrais pelas técnicas de transformação de integrais desconhecidas em integrais que possam ser resolvidas através de fórmulas básicas. Estrutura de Conteúdo Unidade V. TÉCNICAS DE INTEGRAÇÃO 5.1 Procedimentos Algébricos 5.2 Integração por Partes 5.3 Integração de Funções Racionais por Frações Parciais TÉCNICAS DE INTEGRAÇÃO INTRODUÇÃO A integração não é tão direta quanto a diferenciação. Nesta seção exibiremos algumas técnicas que, combinadas com as regras básicas de integração, nos permitirão resolver integrais indefinidas mais complicadas. Cada regra de diferenciação tem uma regra correspondente de integração. Na verdade há somente três procedimentos para se calcular integrais: (a) Substituição (b) Manipulação do integrando (c) Integração por partes MUDANÇA DE VARIÁVEL (OU SUBSTITUIÇÃO DE VARIÁVEL) A regra da Substituição para a integração corresponde à Regra da Cadeia para a diferenciação. Já visto anteriormente. INTEGRAÇÃO POR PARTES A regra que corresponde a Regra do Produto para a diferenciação é chamada de integração por partes. vduuvudv De fato, observe que: CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 81 de 105 dxxfxgxgxfdxxgxf dxxfxgdxxgxfdxxgxf xfxgxgxfxgxf xfxgxgxfxgxf )()()()()()( )()()()()()( )()()()()()( )()()()()()( Fazendo: )(xfu )(xfdu )(xgv )(xgdv Temos então: vduuvudv . DICA: Escolhe-se u como uma função cuja categoria ocorre antes na lista abaixo , dv será o restante. ( LIATE) Log > trig Inv > Alg > Trigon > Expo INTEGRAL POR FRAÇÕES PARCIAIS Uma função racional é uma função do tipo )( )( )( xQ xP xh , onde P(x) eQ(x) são funções polinomiais e Q(x) não é identicamente nulo. Escreveremos a função racional como uma soma de funções racionais simples (frações parciais). Se grau do numerador )(xP grau do denominador )(xQ , efetua-se a divisão. Ficamos com )()()()( xRxfxQxP , ou ainda )( )( )( )( )( xQ xR xf xQ xP , onde o grau do polinômio resto R(x) é menor que o grau do polinômio divisor Q(x). Assim, temos que dx xQ xR dxxfdx xQ xP )( )( )( )( )( . O cálculo da integral de f(x) não é difícil, já que se trata de um polinômio. A questão é o cálculo de dx xQ xR )( )( , que pode ser considerada uma integral de fração própria, isto é, com numerador menor que o denominador. Proposição: Podemos afirmar que se p(x) é um polinômio com coeficientes reais, p(x) pode ser expresso como um produto de fatores lineares e/ou quadráticos, todos com coeficientes reais. Condições: O termo de maior grau do denominador será 1, caso contrario deveremos dividir o numerador e o denominador e reescrever f(x). CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 82 de 105 O numerador será menor do que o denominador, caso contrario deveremos dividir o numerador e o denominador e reescrever f(x). CASO LINEAR Denominador fatorável em fatores lineares distintos )())(()( 21 naxaxaxxQ , com niai ,1, distintos dois a dois. )()()( )( 2 2 1 1 n n ax A ax A ax A xh , de modo que niAi ,1, são constantes a serem determinadas. Denominador fatorável em fatores lineares repetidos Fator linear iax do denominador Q(x) tem multiplicidade r: )()()( 1 21 i r r i r i ax B ax B ax B , de modo que riBi ,1, são constantes a serem determinadas. Exemplo: ∫ 8x−9 x2−x−6 dx onde x2 - x - 6 =(x - 3)(x + 2) ∫ 8x−9 x2−x−6 dx = ∫ 8x−9 (x−3)(x+2) dx → 8x−9 (x−3)(x+2) = A (x−3) + B (x+2) Exemplo: ∫ −4x3 2x3+x2−2x−1 dx Observe que neste exemplo, não atendemos os requisitos iniciais, ou seja, antes de começar necessitamos fazer a divisão dos termos e reescrever a função racional de forma a atender as condições iniciais. Dividindo a função em duas partes: −4x3 2x3 + x2 − 2x − 1 = −2 + 2x2 − 4x − 2 2x3 + x2 − 2x − 1 Pois: Portanto faremos duas integrais: ∫ −4x3 2x3+x2−2x−1 dx = ∫ −2 dx + ∫ 2x2−4x−2 2x3+x2−2x−1 dx → 2x2−4x−2 2x3+x2−2x−1 = A (x−1) + B (x+ 1 2 ) + C (x+1) . CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 83 de 105 A primeira integral pode ser resolvida de modo direto (-2x) e a segunda pelo método de funções racionais por frações parciais ( 2x2−4x−2 2x3+x2−2x−1 = 2x2−4x−2 x3+ 1 2 x2−x− 1 2 = A (x−1) + B (x+ 1 2 ) + C (x+1) ). Observe que dividimos o denominador por dois antes de reescrever a função. Exemplo: ∫ x3+3x−1 x4−4x2 dx = ∫ x3+3x−1 (x−2)(x+2)x2 dx → x3+3x−1 (x−2)(x+2)x2 = A (x−2) + B (x+2) + C x2 + D x Observe que x2 usou a definição acima. Exemplo. ∫ 5𝑥−10 𝑥2−3𝑥−4 𝑑𝑥 Parte 1: Dividindo o denominador em duas partes: “quebrando” o denominador 𝟓𝒙 − 𝟏𝟎 𝒙𝟐 − 𝟑𝒙 − 𝟒 = 𝟓𝒙 − 𝟏𝟎 (𝒙 − 𝟒)(𝒙 + 𝟏) = 𝑨 𝒙 − 𝟒 + 𝑩 𝒙 + 𝟏 = 𝑨(𝒙 + 𝟏) + 𝑩(𝒙 − 𝟒) (𝒙 − 𝟒)(𝒙 + 𝟏) = (𝑨 + 𝑩)𝒙 + (𝑨 − 𝟒𝑩) (𝒙 − 𝟒)(𝒙 + 𝟏) Tirando o MMC e trabalhando com o numerador: 𝐴𝑥 + 𝐴 + 𝐵𝑥 − 4𝐵 = (𝐴 + 𝐵)𝑥 + (𝐴 − 4𝐵) Comparando com o numerador (5x-10): A+B=5 A-4B=-10 Resolvendo o sistema, obtemos: A=2 e B=3 5𝑥 − 10 (𝒙 − 𝟒)(𝒙 + 𝟏) = 𝟐 𝒙 − 𝟒 + 𝟑 𝒙 + 𝟏 Parte 2 .Precisamos agora integrar. ∫ 5𝑥 − 10 𝑥2 − 3𝑥 − 4 𝑑𝑥 = ∫ 5𝑥 − 10 (𝒙 − 𝟒)(𝒙 + 𝟏) 𝑑𝑥 = ∫ 𝟐 𝒙 − 𝟒 𝑑𝑥 + ∫ 𝟑 𝒙 + 𝟏 ∫ 𝟐 𝒙 − 𝟒 𝑑𝑥 = 2𝑙𝑛|𝑥 − 4| ∫ 𝟑 𝒙 + 𝟏 𝑑𝑥 = 3𝑙𝑛|𝑥 + 1| Assim, ∫ 5𝑥 − 10 𝑥2 − 3𝑥 − 4 𝑑𝑥 = 2𝑙𝑛|𝑥 − 4| + 3𝑙𝑛|𝑥 + 1| ∫ 5𝑥 − 10 𝑥2 − 3𝑥 − 4 𝑑𝑥 = ln(𝑥 − 4)2 + 𝑙𝑛|(𝑥 + 1)3| CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 84 de 105 ∫ 5𝑥 − 10 𝑥2 − 3𝑥 − 4 𝑑𝑥 = ln(𝑥 − 4)2 |(𝑥 + 1)3| + 𝐶 Exemplo. ∫ 1 𝑥2+𝑥−2 𝑑𝑥 1 𝑥2 + 𝑥 − 2 = 1 (𝑥 + 2)(𝑥 − 1) = 𝐴 𝑥 + 2 + 𝐵 𝑥 − 1 Tirando o mmc e determinando os valores de A,B e C, obtemos: 1 𝑥2 + 𝑥 − 2 = 1 (𝑥 + 2)(𝑥 − 1) = −1/3 𝑥 + 2 + 1/3 𝑥 − 1 A partir daí, basta integrar as funções. Gabarito: 1 3 𝑙𝑛 | 𝑥−1 𝑥+2 | + 𝐶 CASO QUADRÁTICO Denominador com fatores quadráticos irredutíveis e diferentes O fator quadrático cbxx 2 do denominador Q(x) corresponderá à fração parcial cbxx DCx 2 Exemplo: ∫ 8x2+3x+20 x3+x2+4x+4 dx = ∫ 8x2+3x+20 (x−1)(x2+4) dx → 8x2+3x+20 (x−1)(x2+4) = A (x−1) + Cx+D (x2+4) Denominador com fatores quadráticos irredutíveis e repetidos Fator quadrático cbxx 2 do denominador Q(x) tem multiplicidade s: )()()( 212 22 2 11 cbxx DxC cbxx DxC cbxx DxC ss ss . Exemplo: ∫ x3+x+2 x(x2+1)2 dx → x+1 x(x2+2x+3)2 = A x + Bx+C (x2+1) + Dx+E (x2+1)2 Exemplo: ∫ 3𝑥2+4𝑥+2 𝑥(𝑥+1)2 3𝑥2 + 4𝑥 + 2 𝑥(𝑥 + 1)2 = 𝐴 𝑥 + 𝐵 𝑥 + 1 + 𝐶 (𝑥 + 1)2 Tirando o mmc e determinando os valores de A,B e C, obtemos: 3𝑥2 + 4𝑥 + 2 𝑥(𝑥 + 1)2 = 2 𝑥 + 1 𝑥 + 1 + −1 (𝑥 + 1)2 A partir daí, basta integrar as funções. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 85 de 105 Gabarito: ∫ 3𝑥2+4𝑥+2 𝑥(𝑥+1)2 = 𝑙𝑛|𝑥2(𝑥 + 1)| + 1 𝑥+1 + 𝐶 Exemplo: ∫ 3𝑥−2 𝑥3−𝑥2 𝑑𝑥 3𝑥 − 2 𝑥3 − 𝑥2 = 3𝑥 − 2 𝑥2(𝑥 − 1) = 𝐴 𝑥 + 𝐵 𝑥2 + 𝐶 𝑥 − 1 Tirando o mmc e determinando os valores de A,B e C, obtemos: 3𝑥 − 2 𝑥3 − 𝑥2 = 3𝑥 − 2 𝑥2(𝑥 − 1) = −1 𝑥 + 2 𝑥2 + 1 𝑥 − 1 A partir daí, basta integrar as funções. ∫ 3𝑥 − 2 𝑥3 − 𝑥2 𝑑𝑥 = −𝑙𝑛|𝑥| − 2 𝑥 + 𝑙𝑛|𝑥 − 1| + 𝐶 SAIBA MAIS. INTEGRAIS TRIGONOMÉTRICAS (I) Tipo xdxxsen nm cos Caso 1: No mínimo um dos expoentes m, n é um inteiro ímpar positivo. (a) xdxsen 3 CxxCuuduuduusenxdxx senxdxduxu senxdxxxsenxdxsenxdxsen 33222 223 cos 3 1 cos) 3 1 ()1())(1()cos1( ,cos )cos1( (b) xdxxsen 52 cos CxsenxsenxsenCuuu duuuuduuuuduuuxdxxsenxsen xdxdusenxu xdxxsenxsenxdxxxsenxdxxxsenxdxxsen 753753 64242222222 2222224252 7 1 5 2 3 1 7 1 5 2 3 1 2)21()1(cos)1( cos, cos)1(cos)(coscoscoscos Caso 2: Ambos os expoentes m, n são inteiros pares não negativos. Dicas: xxsen 2cos1 2 12 e xx 2cos1 2 1 cos2 De fato: senasenbbaba coscoscos xsenxsenxsenxsenxx 22222 21)1(cos2cos CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 86 de 105 )2cos1( 2 1 2cos 2 1 2 1 2cos12 212cos 2 2 2 2 xxsen xxsen xxsen xsenx Ou ainda 1cos2)cos1(coscos2cos 22222 xxxxsenxx )2cos1( 2 1 cos 2cos 2 1 2 1 cos 2cos1cos2 1cos22cos 2 2 2 2 xx xx xx xx (a) xdxsen 4 Cxsenxxsenxdxxxdxxdxxsenxdxsen 8 4 24 1 2 2 2 1 4 )2cos2cos21( 4 1 )2cos1( 2 1 2 2 2224 (II) Integrais envolvendo nxmxsenmxsennxnxsenmx coscos,,cos Aplicação: analise matemática de fenômenos periódicos, tais como ondas do mar e ondas cerebrais. Dicas: )cos( 2 1 )cos( 2 1 coscos )cos( 2 1 )cos( 2 1 )( 2 1 )( 2 1 cos tststs tstssenssent tssentssentsens (a) xdxxsen 4cos3 Cxxdxsenxxsendxxsenxsenxdxxsen 2 cos 14 7cos 7 2 1 )( 2 1 7 2 1 4cos3 SUBSTITUIÇÃO TRIGONOMÉTRICA Usamos substituição trigonométrica para lidar com expressões tais como 22 ua , 22 ua e 22 au , onde a é uma constante positiva. Integrais deste tipo são necessárias se desejamos encontra a área de um círculo ou uma elipse. A seguir listamos uma tabela onde constam algumas substituições trigonométricas eficazes para as expressões com radicais dadas por causa de certas identidades trigonométricas. caso expressão substituição identidade triângulo CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 87 de 105 1 22 ua 22 , asenu 22 cos1 sen 2 22 ua 22 , tgau 22 sec1 tg 3 22 au 2 3 2 0 ,sec ou au 22 1sec tg As substituições que foram sugeridas podem ser desenvolvidas analiticamente. Caso 1: 22 ua Mudamos a variável de u para utilizando a substituição u = asen. Uma vez que 1cos22 sen , e, portanto 22 cos1 sen , a raiz será eliminada coscos1 222222222 aasenasenaaua Caso 2: 22 ua Mudamos a variável de u para utilizando a substituição u = a tg. Uma vez que 22 sec1 tg , a raiz será eliminada secsec1 222222222 aatgatgaaua Caso 3: 22 au Mudamos a variável de u para utilizando a substituição u = a sec. Uma vez que 22 sec1 tg , a raiz será eliminada tgatgaaaaau 222222222 1secsec Depois de se resolver a integral na variável , volta-se a variável original utilizando-se o triângulo retângulo. Identidades trigonométricas fundamentais sen 1 seccos tgtg )( 22 seccoscot1 g u a u a u a CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 88 de 105 cos sen tg sen 2 cos cos)cos( tg g 1 cot cos 1 sec cos 2 sen 22 sec1 tg sen g cos cot gtg cot 2 sensen )( 1cos22 sen Aplicação: articulação teoria e prática I. Integração por partes 1. ∫ 𝑥 𝑠𝑒𝑛𝑥 𝑑𝑥 𝑢 = 𝑥 𝑑𝑢 = 𝑑𝑥 𝑑𝑣 = 𝑠𝑒𝑛 𝑥 𝑑𝑥 𝑣 = −𝑐𝑜𝑠𝑥 ∫ 𝑥 𝑠𝑒𝑛𝑥 𝑑𝑥 = −𝑥 𝑐𝑜𝑠𝑥 − ∫ −𝑐𝑜𝑠𝑥 𝑑𝑥 = −𝑥 𝑐𝑜𝑠𝑥 + 𝑠𝑒𝑛𝑥 + 𝐶 2. ∫ 𝑙𝑛𝑥 𝑑𝑥 𝑢 = 𝑙𝑛𝑥 𝑑𝑢 = 1 𝑥 𝑑𝑥 𝑑𝑣 = 𝑑𝑥 𝑣 = 𝑥 ∫ 𝑙𝑛𝑥 𝑑𝑥 = 𝑥 𝑙𝑛𝑥 − ∫ 𝑥 ∙ 1 𝑥 𝑑𝑥 = 𝑥 𝑙𝑛𝑥 − 𝑥 + 𝐶 3. ∫ 𝑥 𝑐𝑜𝑠𝑥 𝑑𝑥 𝑢 = 𝑥 𝑑𝑢 = 𝑑𝑥 𝑑𝑣 = 𝑐𝑜𝑠 𝑥 𝑑𝑥 𝑣 = 𝑠𝑒𝑛𝑥 ∫ 𝑥 𝑠𝑒𝑛𝑥 𝑑𝑥 = 𝑥 𝑠𝑒𝑛𝑥 − ∫ 𝑠𝑒𝑛𝑥 𝑑𝑥 = 𝑥 𝑠𝑒𝑛𝑥 + 𝑐𝑜𝑠𝑥 + 𝐶 4. ∫ 𝑥2𝑙𝑛𝑥 𝑑𝑥 𝑢 = 𝑙𝑛𝑥 𝑑𝑢 = 1 𝑥 𝑑𝑥 𝑑𝑣 = 𝑥2𝑑𝑥 𝑣 = 𝑥3 3 ∫ 𝑙𝑛𝑥 𝑑𝑥 = 𝑥3 3 𝑙𝑛𝑥 − ∫ 𝑥3 3 ∙ 1 𝑥 𝑑𝑥 = 𝑥3 3 𝑙𝑛𝑥 − 1 3 ∫ 𝑥2𝑑𝑥 = 𝑥3 3 𝑙𝑛𝑥 − 𝑥3 9 + 𝐶 5. ∫ 𝑥𝑒𝑥𝑑𝑥 𝑢 = 𝑥 𝑑𝑢 = 𝑑𝑥 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 89 de 105 𝑑𝑣 = 𝑒𝑥𝑑𝑥 𝑣 = 𝑒𝑥 ∫ 𝑥𝑒𝑥𝑑𝑥 = 𝑥 𝑒𝑥 − ∫ 𝑒𝑥 𝑑𝑥 = 𝑥 𝑒𝑥 − 𝑒𝑥 + 𝐶 6. ∫ 𝑥2𝑠𝑒𝑛𝑥 𝑑𝑥 𝑢 = 𝑥2 𝑑𝑢 = 2𝑥𝑑𝑥 𝑑𝑣 = 𝑠𝑒𝑛 𝑥 𝑑𝑥 𝑣 = −𝑐𝑜𝑠𝑥 ∫ 𝑥2𝑠𝑒𝑛𝑥 𝑑𝑥 = −𝑥2 𝑐𝑜𝑠𝑥 − ∫ −2𝑥𝑐𝑜𝑠𝑥 𝑑𝑥 = −𝑥2 𝑐𝑜𝑠𝑥 + 𝑥 𝑠𝑒𝑛𝑥 + 𝑐𝑜𝑠𝑥 + 𝐶 7. ∫ 𝑒𝑥𝑐𝑜𝑠𝑥 𝑑𝑥 𝑢 = 𝑐𝑜𝑠𝑥 𝑑𝑢 = −𝑠𝑒𝑛𝑥𝑑𝑥 𝑑𝑣 = 𝑒𝑥 𝑑𝑥 𝑣 = 𝑒𝑥 ∫ 𝑒𝑥𝑐𝑜𝑠𝑥 𝑑𝑥 = 𝑒𝑥 𝑐𝑜𝑠𝑥 − ∫ −𝑒𝑥𝑠𝑒𝑛𝑥 𝑑𝑥 Calculando ∫ 𝑒𝑥𝑠𝑒𝑛𝑥 𝑑𝑥 𝑢 = 𝑠𝑒𝑛𝑥 𝑑𝑢 = 𝑐𝑜𝑠𝑥𝑑𝑥 𝑑𝑣 = 𝑒𝑥 𝑑𝑥 𝑣 = 𝑒𝑥 ∫ 𝑒𝑥𝑠𝑒𝑛𝑥 𝑑𝑥 = 𝑒𝑥𝑠𝑒𝑛𝑥 − ∫ 𝑒𝑥 𝑐𝑜𝑠𝑥𝑑𝑥 Voltando: ∫ 𝑒𝑥𝑐𝑜𝑠𝑥 𝑑𝑥 = 𝑒𝑥 𝑐𝑜𝑠𝑥 − ∫ −𝑒𝑥𝑠𝑒𝑛𝑥 𝑑𝑥 ∫ 𝑒𝑥𝑐𝑜𝑠𝑥 𝑑𝑥 = 𝑒𝑥 𝑐𝑜𝑠𝑥 + ∫ 𝑒𝑥𝑠𝑒𝑛𝑥 𝑑𝑥 ∫ 𝑒𝑥𝑐𝑜𝑠𝑥 𝑑𝑥 = 𝑒𝑥 𝑐𝑜𝑠𝑥 + 𝑒𝑥𝑠𝑒𝑛𝑥 − ∫ 𝑒𝑥 𝑐𝑜𝑠𝑥𝑑𝑥 ∫ 𝑒𝑥𝑐𝑜𝑠𝑥 𝑑𝑥 + ∫ 𝑒𝑥 𝑐𝑜𝑠𝑥𝑑𝑥 = 𝑒𝑥 𝑐𝑜𝑠𝑥 + 𝑒𝑥𝑠𝑒𝑛𝑥 2 ∫ 𝑒𝑥𝑐𝑜𝑠𝑥 𝑑𝑥 = 𝑒𝑥 𝑐𝑜𝑠𝑥 + 𝑒𝑥𝑠𝑒𝑛𝑥 + 𝐶 ∫ 𝑒𝑥𝑐𝑜𝑠𝑥 𝑑𝑥 = 1 2 (𝑒𝑥 𝑐𝑜𝑠𝑥 + 𝑒𝑥𝑠𝑒𝑛𝑥 + 𝐶) 8. ∫ 𝑥 𝑙𝑛𝑥 𝑑𝑥 𝑢 = 𝑙𝑛𝑥 𝑑𝑢 = 1 𝑥 𝑑𝑥 𝑑𝑣 = 𝑥𝑑𝑥 𝑣 = 𝑥2 2 ∫ 𝑥𝑙𝑛𝑥 𝑑𝑥 = 𝑥2 2 𝑙𝑛𝑥 − ∫ 𝑥2 2 ∙ 1 𝑥 𝑑𝑥 = 𝑥2 2 𝑙𝑛𝑥 − 1 2 ∫ 𝑥𝑑𝑥 = 𝑥2 2 𝑙𝑛𝑥 − 𝑥2 4 + 𝐶 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 90 de 105 II. Integração por frações parciais 1. dx x xx 1 3 2. dx xx x 2 53 2 3. dx xxx xx 232 12 23 2 4. dx xxx x 33 2 23 5. dx xxx x 122 4 23 3 6. dx xx xx 24 3 4 13 7. dx xxx xx 3 452 23 2 III. Encontre o resultado da integral de frações racionais por frações parciais ∫ x3+5x2−x−22 x2+3x−10 dx a) 𝑥2 2 + 2𝑥 + 4 7 ln|𝑥 − 2| + 17 7 − ln |𝑥 + 5| + 𝐶 b) 𝑥2 + 2𝑥 + 4 7 ln|𝑥 − 2| + 17 7 − ln |𝑥 + 5| + 𝐶 c) 𝑥2 2 + 4 7 ln|𝑥 − 2| + 17 7 − ln|𝑥 + 5| + 𝐶 d) 𝑥2 2 + 2𝑥 + 4 7 ln|𝑥| + 17 7 − ln |𝑥 + 5| + 𝐶 Gabarito:) a IV. Encontre o resultado da integral de frações racionais por frações parciais ∫ 1 x3+3x2 dx a) −1 3𝑥 + ln |𝑥 + 3| 1 9⁄ − ln |𝑥| 1 9⁄ + 𝐶 b) 1 𝑥 + ln |𝑥 + 3| 1 9⁄ − ln |𝑥| 1 9⁄ + 𝐶 c) −1 3𝑥 + ln |𝑥 + 3| − ln |𝑥| 1 9⁄ + 𝐶 d) −1 3𝑥 + ln |𝑥 + 3| − ln |𝑥| + 𝐶 Gabarito: (a) 1. cxx xx 1ln22 23 23 2. cxx 1ln3 8 2ln 3 1 3. cxxx 12ln10 1 2ln 10 1 ln 2 1 4.cxxx 3ln8 1 1ln 8 3 1ln 4 1 5. cxxxx 1ln212ln3 1 1ln 3 2 2 6. cxxxx ln4 3 4 1 2ln 16 15 2ln 16 13 7. c x arctg xxx 2 1 2 8 32ln 2 1 6 1 1ln 6 11 2 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 91 de 105 Exercícios – Frações Parciais 1 - dx xx x 7 212 2 Resposta: Cxx ln37ln5 2 - dx xxx xx 3910 117114 23 2 Resposta: Cxxx 3lnln313ln2 3 - dx xxx xx 245 4846 23 2 Resposta: Cxxx 3ln3ln28ln4 4 - dx x x 1 2 Resposta: Cxx x 1ln 2 2 5 - dx x x 1 1 2 2 Resposta: Cxxx 1ln1ln 6 - dx xx 15 1 2 Resposta: C x xx 6 )5( 5ln 36 1 1ln 36 1 1 7 - dx xx xx 23 2 2 235 Resposta: C x xx 1 ln22ln3 8 - 24 xx dx Resposta: C x xx 1 1ln 2 1 1ln 2 1 9 - dx xx xx 2 2 )1( 34 Resposta: Cxxx 1)1(81ln2ln3 10 - dx xx x 1356 153 2 Resposta: Cxx 15ln 4 5 9ln 4 7 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 92 de 105 Exercícios – Integração por Partes. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 93 de 105 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I - CCE0044 Semana Aula: 15 A Regra de L'Hôpital - Integrais Impróprias Objetivos Ao final da aula o aluno deverá; Resolver limites de frações cujos numeradores e denominadores tendem a zero, pela Regra de L'Hôpital. Resolver integrais impróprias com limites infinitos de integração ou aquelas em que o integrando apresenta descontinuidade infinita. Estrutura de Conteúdo Unidade V TÉCNICAS DE INTEGRAÇÃO 5.4 Regra de L´Hôpital e Integrais Impróprias Quando estamos trabalhando com limites, eventualmente precisamos determinar lim 𝑥→𝑎 𝑓(𝑥) 𝑔(𝑥) , sabendo que lim 𝑥→𝑎 𝑓(𝑥) = 𝛽 e lim 𝑥→𝑎 𝑔(𝑥) = 𝛾, com 𝛾 ≠ 0. Podemos determinar o limite do quociente: lim 𝑥→𝑎 𝑓(𝑥) 𝑔(𝑥) = 𝛽 𝛾 . Mas e quando tanto f(x) quanto g(x) tendem a zero? Dependendo do caso, podemos fatorar as expressões e tentar simplificá-las, mas nem sempre isso é possível. Exemplo: Calcular lim 𝑥→0 𝑥 sin2 𝑥 , Sabemos que lim 𝑥→0 𝑥 = 0 e lim 𝑥→0 sin2 𝑥 = 0. Observe o gráfico da função que queremos determinar o limite: ℎ(𝑥) = 𝑥 sin2 𝑥 . Pelo gráfico percebemos que não existirá o limite em questão. Mas e se não tivermos o gráfico? A resposta está na Regra de L´Hopital, que aprenderemos a seguir. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 94 de 105 A Regra de L'Hopital é um instrumento poderoso para tratar indeterminações do tipo 0/0 ou ∞/∞. Ainda temos outras formas indeterminadas, do tipo (0.∞), (∞-∞), 00, ∞0, 1∞. Para estas formas, existem técnicas que nos permitem transformá-las em indeterminações do tipo 0/0 ou ∞/∞. Aí sim, podemos utilizar a Regra de L´Hopital. As FORMAS INDETERMINADAS No cálculo de limites podem aparecer indeterminações do tipo 0 0 , ,ou ainda 0 , ou mesmo . Forma indeterminada do tipo 0 0 Em geral, se tivermos um limite da forma ( ) lim ( )x a f x g x onde ( ) 0 ( ) 0f x e g x quando x a então esse limite pode ou não existir e é chamado uma forma indeterminada do tipo 0 0 Exemplo: 1 ln lim 1x x x Observe o gráfico de cada uma das funções envolvidas: CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 95 de 105 𝑓(𝑥) = 𝑙𝑛𝑥 𝑓(𝑥) = 𝑥 − 1 Ambas as funções tendem a zero, quando x tende a 1. Agora vejamos a função quociente ℎ(𝑥) = 𝑙𝑛𝑥 𝑥−1 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 96 de 105 Pelo gráfico da função quociente podemos facilmente determinar esse limite. Mas como sabê-lo se não tivermos o gráfico? Forma indeterminada do tipo . Em geral, se tivermos um limite da forma ( ) lim ( )x a f x g x onde )()( ouxf e )()( ouxg quando x a então esse limite pode ou não existir e é chamado uma forma indeterminada do tipo REGRA DE L’HOPITAL A regra de L’Hopital nos fornece um interessante método para “eliminar” certas indeterminações e calcular limites. Regra de L’Hopital - Suponha que f e g são diferenciáveis e ( ) 0g x próximo a a (exceto possivelmente em a). Suponha que lim ( ) 0 x a f x e lim ( ) 0 x a g x ou que lim ( ) x a f x e lim ( ) x a g x Em outras palavras, há uma forma indeterminada do tipo 0 0 ou Então, temos que ( ) ( ) lim lim ( ) ( )x a x a f x f x L g x g x Observação: A regra de L’Hopital NÃO usa a derivada do quociente. Exemplo. Voltemos ao nosso exemplo ℎ(𝑥) = 𝑙𝑛𝑥 𝑥−1 . Suponha que desejemos determinar lim 𝑥→1 ℎ(𝑥) = lim 𝑥→1 𝑙𝑛𝑥 𝑥−1 = lim 𝑥→1 1 𝑥⁄ 1 = 1 Observação: Se temos uma função n vezes diferenciável, podemos derivar sucessivamente até que tenhamos eliminado a indeterminação. Exemplo: )2( lim 2 0 xsen xx x indeterminação: 0 0 . )2( lim 2 0 xsen xx x 2 1 )2cos(2 12 lim 0 x x x CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 97 de 105 PRODUTOS INDETERMINADOS Forma indeterminada do tipo 0 Se tivermos um limite da forma )()(lim xgxf ax com )(lim xf ax e 0)(lim xg ax , diz- se que este limite é uma forma indeterminada do tipo 0 Para determinarmos o valor do limite em questão )()(lim xgxf ax podemos escrever o produto )()( xgxf como )( 1 )( xg xf ou )( 1 )( xf xg o que nos leva a forma indeterminada 0 0 ou , de forma que podemos então utilizar a Regra de L’Hopital. Exemplo: xx x lnlim 0 xx x lnlim 0 0)(lim 1 1 lim 1 ln lim 0 2 00 x x x x x xxx DIFERENÇAS INDETERMINADAS Se )(lim xf x e )(lim xg x então o limite )]()([lim xgxf x é chamado de forma indeterminada do tipo Para determinarmos o valor do limite em questão )]()([lim xgxf x tentamos converter a diferença, por exemplo, em um quociente, usando um denominador comum ou racionalização, ou mesmo pondo em evidencia um fator comum, de forma a se obter uma forma indeterminada do tipo 0 0 ou .Exemplo: )(seclim )2( tgxx x )(seclim )2( tgxx x x senx xx coscos 1 lim )2( x senx x cos 1 lim )2( 0 cos lim )2( senx x x INTEGRAL IMPRÓPRIA Até o momento estávamos trabalhando com áreas de regiões do plano utilizando a integral definida, cujas regiões tinham que ser limitadas. Estenderemos agora o conceito de integral definida para o caso onde o intervalo, onde a função está definida e sendo integrada, é infinito. Esta integral é chamada “impropria”. Uma das aplicações mais importantes desta idéia é a distribuição de probabilidade. CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 98 de 105 Integrais impróprias com limite superior infinito Se t a dxxf )( existe para cada numero at então t a t a dxxfdxxf )(lim)( desde que o limite exista ( como um numero ). Integrais impróprias com limite inferior infinito Se b t dxxf )( existe para cada numero bt então b t t b dxxfdxxf )(lim)( desde que o limite exista ( como um numero ). Definição: As integrais a dxxf )( e b dxxf )( são chamadas convergentes se os limites correspondentes existem, e divergentes se os limites não existem. Integrais impróprias com ambos limites infinitos Se a dxxf )( e a dxxf )( são convergentes , então definimos a a dxxfdxxfdxxf )()()( Qualquer das integrais impróprias acima podem ser interpretadas como uma área, desde que f seja uma função positiva. Aplicação: articulação teoria e prática 1. Calcule lim 𝑥→0 𝑠𝑒𝑛2𝑥 𝑥 , detectando que se trata de uma forma indeterminada e utilizando a regra de L´Hopital. (a)0 (b)1 (c)2 (d)3 (e)4 Gabarito: (c)2 2. Calcule lim 𝑥→0 𝑒𝑥−1 𝑥3 , detectando que se trata de uma forma indeterminada e utilizando a regra de L´Hopital. (a)0 (b)1 (c)2 (d)3 (e)+∞ Gabarito: (e)+∞ 3. Calcule lim 𝑥→0 𝑠𝑒𝑛(5𝑥) 3𝑥 como CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 99 de 105 regra de L'Hôpital: 4. Calcule lim 𝑥→0 𝑒5𝑥−1 3𝑥 Como regra de L'Hôpital: 5. Calcule lim 𝑥→𝜋 𝑐𝑜𝑠3( 𝑥 2 ) 𝑠𝑒𝑛 (𝑥) CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 100 de 105 como regra de L'Hôpital: 6. Calcule lim 𝑥→1 𝑠𝑒𝑛(𝜋𝑥) 𝑥−1 como regra de L'Hôpital: 7. calcule lim 𝑥→1 𝑙𝑛𝑥 𝑥2−𝑥 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 101 de 105 como regra de L'Hôpital: 8. lim 𝑥→1 𝑥3+𝑥2−5𝑥−3 𝑥3−7𝑥2+11𝑥−5 Como regra de L'Hôpital: 9. Determine se a integral 1 2 1 dx x é convergente ou divergente 10. Determine se a integral 1 1 dx x é convergente ou divergente CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 102 de 105 11. Encontre a área sob a curva 3 1 x y de x=1 a x=t . Então encontre a área total abaixo dessa curva para 1x . 12. Avalie se a integral dx x21 1 é convergente ou divergente. 13. Determine se a integral 1 2)13( 1 dx x é convergente ou divergente 14. Determine se a integral 0 52 1 dx x é convergente ou divergente 15. Avalie se a integral 1 dxe x é convergente ou divergente 16. Determine as integrais improprias CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 103 de 105 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I - CCE0044 Semana Aula: 16 Integrais Impróprias - Convergência Tema Integrais Impróprias - Convergência Objetivos Ao final da aula o aluno deverá saber: Identificar a convergência de uma integral com limites infinitos de integração ou de integral com descontinuidade infinita no integrando. Estrutura de Conteúdo Unidade V. TÉCNICAS DE INTEGRAÇÃO 5.4 Regra de L´Hôpital e Integrais Impróprias Saiba mais: FORMULA DE TAYLOR Muitas funções, como, por exemplo, funções logarítmicas, exponenciais e trigonométricas, cujo cálculo não é fácil, podem ser aproximadas por polinômios. Quando a diferença entre aproximação polinomial e a função original for pequena, podemos trabalhar com a aproximação polinomial. Uma aproximação é dada pela Fórmula de Taylor. Polinômio de Taylor: Considere uma função f que possua derivadas f(n) de ordem 𝑛 ≥ 1, definida em um intervalo aberto I e considere ainda um número fixo a pertencente a este intervalo. O Polinômio de Taylor do n-ésimo grau da função f em a é a função polinomial Pn definida por: 𝑃𝑛(𝑥) = 𝑓(𝑎) + 𝑓´(𝑎) 1! (𝑥 − 𝑎) + 𝑓´´(𝑎) 2! (𝑥 − 𝑎)2 + 𝑓´´´(𝑎) 3! (𝑥 − 𝑎)3 + ⋯ + 𝑓(𝑛)(𝑎) 𝑛! (𝑥 − 𝑎)𝑛 Os valores das derivadas sucessivas do polinômio de Taylor Pn e aos valores das derivadas sucessivas correspondentes são iguais, isto é: 𝑓´(𝑎) = 𝑃´𝑛(𝑎) 𝑓´´(𝑎) = 𝑃´´𝑛(𝑎) 𝑓´´´(𝑎) = 𝑃´´´𝑛(𝑎) ⋮ 𝑓(𝑛)(𝑎) = 𝑃𝑛 (𝑛)(𝑎) CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 104 de 105 O Polinômio de Taylor Pn de uma função f em a, quando tomamos n suficientemente grande, é usado como uma aproximação da função. 𝑓(𝑥) ≈ 𝑃𝑛(𝑥) Utilizamos então o Polinômio de Taylor Pn para estimar o valor de f(x). Precisamos calcular o limite de erro nesta estimativa, que corresponde a diferença entre o real valor da função f(x) e o valor estimado de Pn(x). TEOREMA: Extensão do Teorema do Valor Médio. Considere uma função f, com derivada f(n+1) no intervalo aberto I, n inteiro positivo. Então, se a e b (a≠b) são dois valores pertencentes a I, existirá um número c entre a e b, tal que: 𝑓(𝑏) = 𝑓(𝑎) + 𝑓´(𝑎) 1! (𝑥 − 𝑎) + 𝑓´´(𝑎) 2! (𝑥 − 𝑎)2 + 𝑓´´´(𝑎) 3! (𝑥 − 𝑎)3 + ⋯ + 𝑓(𝑛)(𝑎) 𝑛! (𝑥 − 𝑎)𝑛 + 𝑟𝑛 Onde 𝑟𝑛 = 𝑓(𝑛+1)(𝑐) (𝑛 + 1)! (𝑏 − 𝑎)𝑛+1 Podemos utilizar a notação: 𝑓(𝑥) = 𝑃𝑛(𝑥) + 𝑅𝑛(𝑥) Exemplo: Vamos encontrar uma aproximação até o segundo termo do Polinômio de Taylor P2(x) para a função 𝑓(𝑥) = 𝑐𝑜𝑠𝑥 para 𝑎 = 0 𝑓(𝑥) = 𝑐𝑜𝑠𝑥 𝑓´(𝑥) = −𝑠𝑒𝑛𝑥 𝑓´´(𝑥) = −𝑐𝑜𝑠𝑥 𝑓´´´(𝑥) = 𝑠𝑒𝑛𝑥 Calculando cada uma das derivadas em a=0: 𝑓(0) = 𝑐𝑜𝑠0 = 1 𝑓´(0) = −𝑠𝑒𝑛0 = 0 𝑓´´(0) = −𝑐𝑜𝑠0 = −1 Calculando o Polinômio de Taylor: 𝑃𝑛(𝑥) = 𝑓(𝑎) + 𝑓´(𝑎) 1! (𝑥 − 𝑎) + 𝑓´´(𝑎) 2! (𝑥 − 𝑎)2 𝑃2(𝑥) = 1 + 0 1! (𝑥 − 0) + −1 2! (𝑥 − 0)2 CALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I NOTAS DE AULA PROF. DRA. DENISE CANDAL Página 105 de 105 𝑃2(𝑥) = 1 − 𝑥2 2 Calculando o resto de Taylor: 𝑟𝑛 = 𝑓(𝑛+1)(𝑐) (𝑛 + 1)! (𝑏 − 𝑎)𝑛+1 𝑟𝑛 = 𝑓´´´´(𝑐) 3! (𝑏 − 𝑎)3 𝑟2 =𝑠𝑒𝑛𝑐 3! 𝑥3 Note que a aproximação é boa para valores próximos de a=0.