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UNIVERSIDADE CIDADE DE SÃO PAULO PSICOLOGIA
RELATÓRIO ANALISE EXPERIMENTAL DO COMPORTAMENTO
SÃO PAULO-SP 2018
UNIVERSIDADE CIDADE DE SÃO PAULO PSICOLOGIA
AUTORES (AS)
ANA LÚCIA C. DA SILVA HORA – RGM: 16771991 JOYCE PINHEIRO DE ARAUJO - RGM: 16854578
RELATÓRIO ANALISE EXPERIMENTAL DO COMPORTAMENTO NIVEL OPERANTE/LINHA DE BASE
O presente relatório traz os resultados de pesquisa sobre Analise Experimental do Comportamento, realizada por estudantes de psicologia da UNICID. A prática Extinção tem o objetivo de mostrar que uma resposta torna-se cada vez menos frequente quando o reforçamento não mais acontece segundo os experimentos de Skinner.
Docente:
Prof(a). Drª. Gisele de Lima Fernandes Ribeiro
SÃO PAULO-SP 2018
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
Extinção é compreendida como a mudança de comportamento que se dá após uma determinada resposta, previamente reforçada, deixar de produzir reforço. Skinner explica extinção como o fato de “uma resposta torna-se cada vez menos frequente quando o reforçamento não mais acontece” (1957, p. 69).
Para Millenson extinção pode ser compreendida como a ruptura abrupta da conexão “...entre uma resposta operante e seu reforçador”. Para o autor “as características desse processo (...) desempenham uma parte importante na construção e manutenção de padrões” (1970, p. 89).
A compreensão do processo de extinção de uma determinada resposta em um determinado organismo é facilitada quando se tem conhecimento da história de reforçamento do mesmo; conhecimento de como a resposta foi instaurada no organismo. Skinner (1953) explica que “o comportamento durante a extinção é resultado do condicionamento que a precedeu e, nesse sentido, a curva da extinção fornece uma medida adicional do efeito do reforçamento” (p. 70). De acordo com Skinner a extinção ocorrerá mais rapidamente no caso da história de reforçamento ter sido curta, ou seja, poucas respostas tiverem sido reforçadas. O contrário também é verdadeiro, uma respostas com longa história de reforçamento serão mais difíceis de serem extintas. “Não se pode predizer resistência à extinção a partir da probabilidade da resposta observada em um dado momento. Devemos conhecer a história de reforçamento” (p. 70)
E importante ainda atentar-se ao fato que os organismos precisam ser flexíveis e adaptar-se às mudanças comportamentais. Nesse caso, se uma determinada resposta não produz mais reforço, é preciso ser capaz de parar de produzi-la e, identificar novas formas de responder ao ambiente de maneira a alcançar os reforçadores quer garantirão a sobrevivência.
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MÉTODO
Sujeito
Foi ultilizado como sujeito experimental o rato virtual do simulador operacional Sniffy Pro 2.0, submetido ao registro de Nível Operante, ao Treino ao Comedouro e à modelagem para condicionamento da resposta de pressão à barra.
Materiais
O experimento foi realizado no laboratório de informática da Universidade Cidade de São Paulo. Foram ultilizados os seguintes materiais: computador, programa Sniffy Pro 2.0, lápis, folhas de registro, cronômetro, pendrive com o arquivo referente ao registro da resposta de Modelagem para condicionamento da resposta de pressão à barra.
Procedimento
Antes e iniciar a sessão Extinção mantemos o sujeito experimental em um esquema de reforço contínuo (CRF) da resposta recém-adquirida de pressão à barra por cinco minutos.
Para iniciar a sessão CRF inserimos o pendrive no compartimento adequado e abrir o arquivo de Modelagem para condicionamento da resposta de pressão à barra. Para tanto selecione no menu do programa Sniffy Pro 2.0, “file” (Arquivo) a opção “Open” (Abrir). Na janela que se abriu, selecionamos o pendrive, localizamos o arquivo salvo na sessão mencionada e abrimos. Salvamos o arquivo no computador com as letras CRF acrescido do nome do sujeito experimental.
Mativemos o arquivo do registro da Modelegam, pois poderemos ultiliza-los posteriormente.
Na sequência, ainda no menu selecionamos “Windows” (Janelas) abrimos a janela da mente “Operant Associations” (Associações Operantes) e todos os “Cumulative Record” (Registro Acumulado). Na sequência, selecionamos no menu “Experiment”, a opção “Design Operant Conditioning Experiment” (Delineamento Experimental Operante) e, na janela que se abriu selecionamos a opção “Bar Press” (Pressão a Barra) na sessão “Target Behavior” (Comportamento Alvo) do menu “Reinforcement Action” (Reforço), conforme aparece na Figura 1.
Figura 1 – Modo de seleção de reforço após a pressão a barra. Fonte: ALLOWAY et al. (2015).
Após o procedimento de associar a resposta de pressão à barra à liberação do reforço, os termos “CRF” e “Bar Pressing” aparecereceu na janela “Registro Acumulado”, revelando que o registro trata do Reforço Contínuo à resposta de pressão à barra (FIGURA 2).
Figura 2 – Indicação do registro acumulado do esquema de reforçamento contínuo da resposta de pressão à barra. Fonte: ALLOWAY et al. (2015).
Concluída a programação CRF, foi acionado o cronômetro e mantivemos o sujeito experimental na caixa experimental por 5 minutos, registrando as respostas apresentadas pelo mesmo durante esse período. As repostas foram anotadas minuto a minuto, tal como realizadas na sessão experimental Nível Operante. O Quadro 1 apresenta as respostas que foram registradas nesta sessão (CRF), como também nas próximas descritas nesta orientação da Prática (Extinção 1 e Extinção 2).
Quadro 1 – Respostas e respectivas descrições e legendas
	Resposta
	Descrição
	Legenda
	Farejar
	Cheirar o ambiente.
	F
	Andar
	Mover-se apoiado nas quatro patas em qualquer direção.
	A
	Coçar
	Coçar qualquer parte do corpo com a língua, dentes ou patas.
	C
	Levantar
	Permanecer sobre as duas patas traseiras.
	L
	Parar
	Ficar parado por mais de dois segundos em qualquer parte da caixa.
	P
	Virar
	Dar um giro de 180 graus sobre o próprio corpo.
	V
	Pressão à barra
	Erguer-se nas patas traseiras e pressionar a barra.
	PB
	Beber água
	Lamber o bico do bebedouro.
	B
	Comer
	Lamber o bico do comedouro.
	CP
Tal procedimento permitiu o registro da emissão da resposta após a resposta modelagem ocorrida na sessão anterior. Para o registro das respostas foi utilizado o mesmo modelo de folha de registro utilizado na sessão Nìvel Operante, apresentado na Figura 3.
Figura 3 – Modelo de folha de registro
Finalizados os 5 minutos da sessão CRF, salvamos o arquivo e, em seguida renomeamos para iniciar a sessão experimental de Extinção 1. O arquivo passou a ter o nome EXT1 seguido pelo nome do sujeito experimental. Foi importante salvar o arquivo com um novo nome, pois permetirá que o registro da modelagem permaneça intacto.
Com o arquivo renomeado fizemos programação para extinção da resposta de pressão à barra. Para tanto, selecione novamente no menu “Experiment”, a opção “Design Operant Conditioning Experiment” (Delineamento Experimental Operante) e, na janela que se abriu selecionamos a opção “Extinction” (Extinção). A nos certificamos se o item “Mute Pellet Dispenser” (Dispenser de pelota mudo) estava selecionado. A Figura 4 permite visualizar onde se localizam tais itens na opção “Design Operant Conditioning Experiment”.
Figura 4 – Modo de seleção da programação de extinção por meio da eliminação dos reforços Alimento e Som. Fonte: ALLOWAY et al. (2015).
Ao clicar sobre o botão “OK” na janela “Design Operant Conditioning Experiment” o procedimento de extinção foi iniciado. Acionamos cronometro e registramos o tempo total para que a resposta de pressão à barra seja extinta. Após realizar a programação de Extinção 1, os termos “Extintion (Muted) Bar Press” aparecereu na janela “Registro Acumulado”, o que permitiu identificar na análise do registro contínuo o momento exato em que o procedimento de extinção foi iniciado (FIGUR 5).
Figura 5 – Indicação do registroacumulado na extinção da associação pressão à barra (R) e Alimento (S). Fonte: ALLOWAY et al. (2015).
A resposta de pressão a barra foi considerada extinta quando a associação operante barra-som não apareceu mais na janela da mente e quando o sujeito experimental pressionou a barra no máximo duas vezes em um período de 5 minutos do programa.
Vale destacar, no entanto, que antes de a resposta ser extinta, ocorreu um aumento da taxa de resposta pelo sujeito experimental. O “Lab Assistant” (Assistente de Laboratório) nos informou qual a taxa de resposta apresentada durante toda a sessão (FIGURA 6). Registramos a taxa apresentada nos primeiros segundos da extinção e ao final da extinção, além da taxa de resposta registrada na sessão de modelagem.
Figura 6 – Assistente de laboratório com exemplos de informações acerca da Taxa de Resposta no início e ao final de uma sessão experimental de Extinção. Fonte: ALLOWAY et al.
(2015).
A programação utilizada extinguiu a associação resposta de Pressão à Barra e Som. Todavia a associação Som-Alimento permanece, conforme pode ser acompanhada na Janela da Mente Associação Operante (FIGURA 7).
Figura 7 – Janela da Mente ao final da programação de extinção da associação resposta de Pressão à Barra e Som. Fonte: ALLOWAY et al. (2015).
Durante toda a sessão registramos também os operantes apresentados pelo sujeito experimental minuto a minuto em uma folha de registro, tal como a apresentada na Figura 3.
Alcançado o objetivo da sessão de extinção 1 (extinção da resposta de pressão à barra e reforço), foi realizada a extinção do reforço secundário, ou seja, o sujeito experimental deixou de associar o som da pressão à barra ao alimento.
Anotamos o tempo final da primeira parte da extinção, pausar o cronômetro e salvar o arquivo com o novo nome: EXT 2 acrescido do no medo do sujeito experimental. Nos asseguramos que o arquivo com o registro apenas da Extinção 1 está mantido salvo. Aberto o novo arquivo (EXT 2), selecionamos mais uma vez no menu “Experiment”, a opção “Design Operant Conditioning Experiment” (Delineamento Experimental Operante). Na janela que se abriu mantemos selecionada a opção “Extinction” (Extinção), mas desabilitou o item “Mute Pellet Dispenser” (Dispenser de pelota mudo), como mostra a Figura 8.
A programação permitiu que a cada resposta de pressão a barra o sujeito experimental voltasse a ouvir o som da barra, mas essa não mais esta associada ao reforço primário, alimento: havendo assim a extinção do pareamento.
Figura 8 – Modo de seleção da programação de extinção por meio da eliminação do reforço Alimento. Fonte: ALLOWAY et al. (2015).
Após realizar a programação de Extinção 2, os termos “Extintion (Not Muted) Bar Press” aparecereceu na janela “Registro Acumulado”, o que permitiu na análise do registro contínuo o momento exato em que o procedimento da segunda fase da extinção foi iniciado (FIGURA 9).
Figura 9 – Indicação do registro acumulado na extinção da associação Som e Alimento. Fonte:
ALLOWAY et al. (2015).
Acionamos o cronômetro logo após clicar sobre o botão OK na janela “Design Operant Conditioning Experiment”, uma vez que a extinção do reforçador secundário foi iniciada e registramos o tempo de duração da sessão de extinção 2. Também resgistramos os operantes apresentados pelo sujeito experimental minuto a minuto em uma folha de registro, tal como a apresentada na Figura 3
A extinção do reforçador secundário foi considerada efetiva quando a associação operante na janela da mente não mostrou mais a coluna da mesma, bem como quando o sujeito experimental pressionar a barra no máximo duas vezes em um período de 5 minutos do programa.
Ao atingir o critério de conclusão da sessão experimental, exportamos os dados do registro acumulado e salvamos os arquivos das sessões realizadas (CRF, EXT 1 e EXT 2).
Para o relatório, além do registro do tempo transcorrido em cada uma das fases das sessões de extinção, apresentamos e analisamos a variação das respostas apresentadas e da taxa das mesmas, quando comparado aos dados registrado na fase Nível Operante.
RESUTADO E DISCUSÃO
No primeiro experimento, observou-se o comportamento do sujeito experimental, antes que ele passasse por qualquer manipulação experimental. Verificamos seu nível pré-experimental, prática essa denominada como Nível Operante/ Linha de Base, ou seja, o nível em que o sujeito opera sobre o ambiente antes de qualquer intervenção experimental se já feita, este registro é de grande valia para obtermos uma comparação de antes e depois da nossa primeira intervenção.
Segundo Skinner, o comportamento operante é uma ação voluntária do sujeito que produzirá uma resposta qualquer. Ele age sobre o ambiente, ou seja, é uma ação e/ou reação do sujeito sobre o ambiente, modificando-o de alguma forma. O comportamento operante é adquirido e mantido devido suas consequências e acabam sendo aprendidas.
O segundo experimento observou o comportamento do Sujeito Experimental no treinamento ao comedouro e modelagem. Tal técnica refere-se ao procedimento por meio do qual respostas de aproximações sucessivas em direção a um comportamento alvo são reforçadas. Whaley e Malott descrevem tal procedimento como aquele por meio do qual em “um processo gradual, as respostas que se assemelham cada vez mais ao comportamento terminal são, sucessivamente, condicionadas até que o próprio comportamento terminal seja condicionado” (1980, p. 96).
Nota-se no gráfico Cumulative Record que a programação extinção1 foi iniciada no 5° intervalo de cinco minutos, sendo exatamente no início de um intervalo de 75 respostas. Portanto, não sendo necessário contar quantas respostas foram emitidas no intervalo anterior. Mas percebe-se uma elevada taxa de respostas aleatórios ao suspender o reforço do sujeito, sendo as maiores; farejar, andar e se coçar, como consta na folha de registro. Quando o reforço é suspenso, respostas que não haviam sido reforçadas tendem a ocorrer em topografias diferentes (variabilidade comportamental) e em alta frequência, o que implica em um comportamento emocional muitas vezes denominado por raiva (Milenson, 1967), frustração ou cólera (Skinner, 1953/2003). Quando comparado ao gráfico de respostas do nível operante percebe-se um resultado similar da quantidade de respostas por minuto e seu comportamento, quando o sujeito era desprovido do reforço (alimento). Chegando ao 24° intervalo de 5 minutos totalizando 50 minutos de procedimento, percebe-se uma queda brusca de respostas
do sujeito experimental, uma média de duas respostas a cada intervalo de cinco minutos, chegando ao objetivo final de extinção1 desassociando o operante barra-so.
Nota-se no gráfico Cumulative Record 2 e 3, que a programação extinção2 foi iniciada em ¼ do 5º intervalo de cinco minutos, antes do início da programação foram emitadas 9 respostas e subtraidas das 75 respostas totais do intervalo, observa-se no gráfico que aproximadamente 66 respostas foram emitidas já na programação de extinção2. Percebe-se uma elevada taxa de respostas aleatórios ao suspender o reforço do sujeito, que desta vez é desassociado o som da pressão à barra ao alimento. Sendo as maiores respostas; farejar, andar e se coçar, como consta na folha de registro, semelhante as respostas do sujeito na EXT1. O processo de extinção é longo e pode se estender por muitas horas (Milenson, 1967). Skinner (1953/2003) afirma que este processo ocorre de maneira mais lenta que o de condicionamento operante e vai depender de como foi a história de condicionamento deste comportamento. "A uma longa história de reforço, segue-se uma extinção procrastinada" (p. 77). O mesmo funciona para uma história de reforçamento intermitente. Chegando ao 5° intervalo de 5 minutos do gráfico cumulative record 4, totalizando 145 minutos de procedimento, percebe-se uma queda de respostas do sujeito experimental, uma média de duas respostas a cada intervalo de cinco minutos, chegando ao objetivo final de extinção2desassociando o operante som-alimento.
REFERÊNCIAS
ALLOWAY, Tom; WILSON, Greg; GRAHAM, Jeff. Sniffy, o rato virtual: versão pro2.0.
São Paulo: Thomson Learning, 2006.
MILLENSON, J. R. (1970). Princípios de Análise do Comportamento. Brasília: Coordenada Editora.
SKINNER, B. F. (1953). Science and Human Behavior. New York: Mc Millan.
WHALEY, D. L.; MALOTT, R. W. Princípios elementares do comportamento. São Paulo: EPU, 1980.
MOREIRA, Fernanda Resende; VERMES, Joana Singer. Extinção operante e suas implicações: uma análise do uso em um episódio do programa Supernanny. Perspectivas, São Paulo , v. 6, n. 2, p. 99-118, 2015 . Disponível em
<http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2177- 35482015000200003&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 11 maio 2018. http://dx.doi.org/10.18761/pac.2015.019.
Millenson, J. R. (1967). Principles of Behavioural Analysis. New York: Macmillan.
Skinner, B. F. (1957). Verbal behavior. Englewood Cliffs, NJ: Prentice Hall.
Skinner, B. F. (2003). Ciência e comportamento humano (J. C. Todorov & R. Azzi, Trads.). São Paulo: Martins Fontes. (Trabalho original publicado em 1953.)
ANEXOS E APENDECES
EXTINÇÃO 01 E 02
16
CONTINUAÇÃO EXTINÇÃO 02

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