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Trabalho NP2 - AEC - RA (1) (1)

Relatório científico da disciplina Análise Experimental do Comportamento que aborda o behaviorismo (Watson, Skinner), condicionamento respondente (Pavlov), comportamento operante, reforço e punição, modelagem e repertório comportamental.

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UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS
CURSO DE PSICOLOGIA
ANÁLISE EXPERIMENTAL DO COMPORTAMENTO
Débora Moura Silva – N286156
Geovana Silva de Oliveira – N248955
Nara Rúbia Santiago Carvalho – R0123H2
RELATÓRIO CIENTÍFICO 
Trabalho apresentado como requisito parcial de avaliação da disciplina Análise Experimental do Comportamento, ministrada pelo Prof. Leonardo C. Guimarães.
GOIÂNIA 
MAIO DE 2024
INTRODUÇÃO
	Considerado o fundador do behaviorismo, Watson, argumentava que a psicologia deveria se ocupar apenas do comportamento observável e mensurável, rejeitando estados mentais internos, foi um rompimento com as abordagens anteriores da psicologia, e através de uma publicação de um artigo de 1913, intitulado "Psicologia como o Behaviorista a Vê" que foi lançado oficialmente o behaviorismo (Moreira e Medeiros, 2019).
Burrhus Frederic Skinner nascido em 1904, outro nome famoso dentro do behaviorismo, seu interesse pela psicologia se deu após conhecer as pesquisas formuladas por John Watson e Ivan Pavlov. Partindo desses estudos a respeito do comportamento, Skinner desenvolveu a filosofia chamada “Behaviorismo radical”, base filosófica para a “Análise do Comportamento” (Moreira e Medeiros, 2019).
Diferente do behaviorismo metodológico, desenvolvido por Watson, Skinner afirmava que a consciência faz parte dos estudos da ciência psicológica, Skinner acreditava que por mais complexo fosse o comportamento humano, era possível conhecer o homem e a natureza humana de uma forma muito mais profunda, sendo prováveis estudá-los de forma científica. Essa abordagem filosófica busca entender o comportamento como resultado da interação entre o sujeito e o ambiente, entendendo o ambiente físico, o social, a história de vida do sujeito dele com o mundo e com ele mesmo (Skinner, 2000).
O condicionamento respondente, também conhecido como condicionamento clássico ou pavloviano, é um tipo de aprendizagem associativa que envolve a formação de conexões entre estímulos ambientais e respostas automáticas. O estudo realizado por Ivan Petrovich Pavlov diz que estímulos eliciam uma resposta. Pavlov confirma essa hipótese ao realizar um teste em que um cachorro ao ver um pedaço de carne (estímulo incondicionado) tem uma reação fisiológica de salivação (resposta incondicionada), concluindo que a visão da carne eliciou a salivação. Partindo dessa resposta inata, é possível associar um estímulo neutro a um estímulo incondicionado, tornando-o um estímulo condicionado. Ao fazer essa associação, o estímulo neutro, que não eliciava resposta alguma, se torna um estímulo condicionado, eliciando uma resposta condicionada (Moreira e Medeiros, 2019).
Esse tipo de condicionamento tem sido usado em diversas áreas, desde a psicologia experimental até a terapia comportamental e sua compreensão é essencial para entender muitos aspectos do comportamento humano e animal (Moreira e Medeiros, 2019).
Um segundo tipo de comportamento que abrange a maior parte dos comportamentos dos organismos é o comportamento operante. O comportamento operante é aquele em que a consequência do comportamento influencia na probabilidade de a ocorrência de comportamento acontecer novamente no futuro. São chamadas consequências reforçadoras aquelas em que aumentam a probabilidade de o comportamento acontecer novamente. Por exemplo - Sinal Verde: Um motorista acelera quando vê um sinal verde à frente. O sinal verde atua como um estímulo discriminativo que sinaliza a oportunidade de avançar, e o comportamento de acelerar é reforçado pela possibilidade de avançar sem problemas (Moreira e Medeiros, 2019).
O reforço e a punição são conceitos importantes para o controle do comportamento operante, uma vez que o reforço aumenta a probabilidade de um comportamento acontecer novamente e a punição reduz a probabilidade de acontecer novamente. Ambos podem ser positivos ou negativos (Moreira e Medeiros, 2019).
 É de comum acordo, que novos comportamentos não surgem do nada, e de que o repertório comportamental é o conjunto de comportamentos de um determinado indivíduo que se tornam prováveis dadas certas condições ambientais. Sendo assim, a modelagem é um processo de ensino e aprendizagem que envolve o reforço para incentivar um comportamento desejado. Nela consiste no reforçamento diferencial que é um reforçamento de aproximações sucessivas do comportamento-alvo. É muito utilizada na área da educação, treinamento de animais, terapia comportamental, entre outras (Moreira e Medeiros, 2019).
Quando o reforçamento de um comportamento é suspendido, pode-se observar que sua frequência diminui, voltando ao nível operante. Esse sistema de encerrar o reforçamento para que o comportamento seja extinto é chamado de extinção operante. Antes que o comportamento desapareça acontece a resistência de extinção, que trata do tempo ou das vezes que um comportamento específico continuará ocorrendo após a retirada do reforçamento 
Três das mais conhecidas variáveis que influenciam a resistência à extinção de um comportamento são: número de exposição à contingência de reforçamento, custo da resposta e intermitência do reforçamento (Moreira e Medeiros, 2019).
Tem certos comportamentos que só acontecem a depender do que ocorre no ambiente. De tal forma pode-se perceber o efeito que o contexto tem sobre a chance de um determinado comportamento acontecer. Nisso, quando o acontecimento de um comportamento operante está sob influência de estímulos antecedentes, pode-se chamar esse comportamento de operante discriminativo (Moreira e Medeiros, 2019).
O comportamento operante discriminado ocorre quando um comportamento é reforçado apenas em presença de um estímulo específico (estímulo discriminativo) enquanto em outras situações ele não é reforçado (estímulo delta). Um exemplo deste comportamento é quando um cachorro é treinado para sentar apenas quando o comando “senta” é dado por uma determinada pessoa. Se ele se sentar em resposta a outro comando ou de outra pessoa, ele não receberá recompensa (Moreira e Medeiros, 2019).
Existem dois tipos principais de esquemas de reforçamento, o contínuo e o intermitente. O esquema de reforçamento contínuo é um tipo de programação de reforço em que um comportamento é reforçado toda vez que ocorre. Enquanto o esquema de reforçamento intermitente demonstra que nem todas as respostas são seguidas de consequências reforçadoras. Esse é o motivo que nem sempre se tira uma boa nota quando se estuda. Dentro deste mesmo existem quatro tipos: razão fixa, razão variável, intervalo fixo e intervalo variável. Nas duas razões, o requisito para a consequência reforçadora acontecer, é o número de respostas emitidas. Enquanto na dupla de intervalo a condição é a passagem de um determinado tempo desde o reforçamento da última resposta (Moreira e Medeiros, 2019).
Partindo das informações acima, o objetivo deste trabalho é investigar os efeitos da manipulação de variáveis ambientais sobre o comportamento de pressionar a barra de um rato em ambiente virtual, tendo como objetivos específicos: (1) levantar os comportamentos em nível operante emitidos pelo rato virtual; (2) estabelecer o comportamento de pressionar a barra ao repertório do sujeito experimental.
METODOLOGIA
De modo geral, a pesquisa experimental é destacada como o melhor exemplo de investigação científica. Nesse método, identifica-se um objeto de estudo e variáveis que o influenciam, estabelecendo formas de controlar e observar esses efeitos. A experimentação envolve testes controlados para determinar relações causais entre variáveis. Embora tradicionalmente associada a estudos em laboratório, a pesquisa experimental pode ocorrer em qualquer lugar, desde que haja manipulação, controle e distribuição aleatória de variáveis (GIL, 2002). 
Existem também abordagens quase-experimentais, embora mais fracas, e pesquisas pré-experimentais que carecem de controle adequado. Apesar das vantagens da pesquisa experimental, como sua capacidade de estabelecer relações de causa e efeito, ela enfrentalimitações, como restrições éticas e dificuldades na manipulação de variáveis em estudos envolvendo seres humanos (GIL, 2002).
Este trabalho abordará o processo de modelagem da resposta de pressão a barra, utilizando o software “Sniffy”, que simula um rato virtual. Inicialmente, será reforçado a aproximação física do rato à barra, quando essa se estabelecer, o animal será reforçado a se levantar próximo a barra, após isso, o rato será reforçado a encostar na barra, e em seguida, a apertá-la. 
SUJEITO
	O grupo utilizou no experimento, um rato albino virtual, Sniffy.
AMBIENTE, MATERIAIS E INSTRUMENTOS UTILIZADOS
A análise se desenvolve por meio da caixa de Skinner, que simula uma caixa de laboratório utilizada para aprender os princípios básicos do condicionamento operante.
Esse ambiente virtual consiste em uma área retangular que fica na tela do computador. A tela principal do programa é caracterizada por um chão com grades, paredes laterais de cor neutra e uma parede de fundo que possui um recipiente para depositar a comida, uma barra cinza acima do recipiente, que se pressionada faz com que a comida seja depositada no reservatório de comida.
Os materiais utilizados para coleta de dados consistem em três cadeiras de cor preta, uma mesa de cor branca onde ficam localizados o computador e o seu processador, compostas também por um teclado e um mouse. Além disso, foram usados um fone de ouvido, um pendrive e um cronômetro de um celular para registrar o tempo decorrido da pesquisa realizada.
Os instrumentos utilizados para a coleta de dados foram: os arquivos do software do Sniffy com etapas do nível operante e do reforçamento contínuo, quatro folhas de registro, sendo duas para apontar a quantidade de repetições que o Sniffy tinha em certos comportamentos no nível operante, e as outras duas sendo para o registro de comportamentos no reforçamento contínuo. Ambas as quatro folhas apresentam quatro colunas com os comportamentos de pressionar, farejar, levantar e limpar. 
Além disso cada folha apresenta também 15 linhas que tem como objetivo representar o tempo em minutos, sendo 1 minuto por linha, totalizando no final 15 minutos. Na folha de registro também possui o espaçamento para anotar quantas vezes o Sniffy repetiu determinado comportamento.
PROCEDIMENTO
A pesquisa começou com o estudo do nível operante no dia 06 de março, apenas observando e anotando os comportamentos do Sniffy antes de qualquer intervenção experimental. Essa sessão durou 30 minutos, os quais foram registrados os comportamentos observáveis do rato, como pressionar a barra (sem as configurações de entrega de comida), farejar, levantar e se limpar. Seu critério de encerramento foi o fim dos 30 minutos.
No dia 20 de março foi feito o procedimento de treino ao comedouro, que teve como objetivo principal ensinar o comportamento-alvo de pressão à barra a partir do reforçamento diferencial por aproximação sucessivo (liberação da comida), esse processo durou 30 minutos. Para essa sessão foi necessário alterar as configurações do Sniffy seguindo o seguinte passo a passo: clicou-se no menu experiment, depois em design operant, logo em seguida clicou-se em reinforcement action, depois bar press. Feito isso clicava-se em menu Windows, mind Windows e operant association. Não foi necessário registrar nenhum tipo de comportamento. 
Após feita a configuração, um gráfico que aumentava e diminuía conforme feitas as associações, foi apresentado na tela. Esse gráfico era composto por uma linha horizontal que informava qual associação estava sendo feita, sendo as associações de comida e som, barra e som ou força de ação. Já a linha vertical informava em qual nível tal associação estava sendo ela de zero até o máximo. Essa sessão foi encerrada após os níveis da associação da barra chegarem ao máximo. 
O procedimento de reforçamento contínuo foi realizado no dia 27 de março, em uma sessão de 30 minutos. Foi utilizado o mesmo arquivo da etapa anterior, sem nenhuma alteração nas configurações do software. Seu principal objetivo foi registrar os comportamentos de pressionar a barra, levantar-se, farejar e limpar após a modelagem do comportamento feita. Após o fim desses 30 minutos a sessão se encerrou. A etapa de extinção foi realizada no dia 10 de abril. Seu objetivo principal foi interromper a apresentação do reforço positivo para que a diminuição de frequência da pressão à barra fosse feita, fazendo com que o Sniffy retomasse a frequência que tinha na sessão de nível operante. Utilizamos nessa etapa o arquivo de reforçamento contínuo, onde foi preciso alterar a sua configuração seguindo o seguinte passo a passo: clicar em menu experiment, logo em seguida em design operant, depois em reinforcement schedule e logo após isso marcava-se a opção “extintion” e depois a opção “mute pellet dispenser”. Essa fase do desenvolvimento se iniciou às 18:16 e terminou às 18:46, nela coletamos os dados de pressionar, levantar, farejar e limpar-se do Sniffy. O critério de encerramento para essa sessão foi o fim do tempo estipulado de 30 minutos. 
A etapa de extinção foi realizada no dia 10 de abril. Seu objetivo principal foi interromper a apresentação do reforço positivo para que a diminuição de frequência da pressão à barra fosse feita, fazendo com que o Sniffy retomasse a frequência que tinha na sessão de nível operante. Utilizamos nessa etapa o arquivo de reforçamento contínuo, onde foi preciso alterar a sua configuração seguindo o seguinte passo a passo: clicar em menu experiment, logo em seguida em design operant, depois em reinforcement schedule e logo após isso marcava-se a opção “extintion” e depois a opção “mute pellet dispenser”. Essa fase do desenvolvimento se iniciou às 18:16 e terminou às 18:46, nela coletamos os dados de pressionar, levantar, farejar e limpar-se do Sniffy. O critério de encerramento para essa sessão foi o fim do tempo estipulado de 30 minutos.
A coleta de dados do treino discriminativo foi realizada no dia 17 de abril com início às 18:28 e término às 18:58. Foi usado novamente o arquivo de reforçamento contínuo com algumas configurações que foram determinadas nessa parte. Foi necessário abrir um gráfico de frequência cumulativa indo em: Windows, depois em cumulative records, depois clicava-se no número maior, no nosso caso foi cumulative records 2. Após a realização dessa configuração foi necessário mudar a condição do reforçamento em: experiment, logo em seguida clicava-se em design operant e depois fomos em estímulo positivo, onde escolhíamos o som em 2.0Khz e depois íamos em estímulo negativo, onde foi selecionado a opção “no tone”. Nessa etapa, que teve como critério de encerramento o limite de tempo de 30 minutos, coletamos apenas quantas vezes o Sniffy pressionou a barra enquanto não era emitido nenhum som e quantas vezes ele pressionou a barra com a emissão do som. O objetivo dessa etapa foi estabelecer o som como estímulo discriminativo para o comportamento de pressão à barra. 
A sessão de reforçamento intermitente de uma razão variável teve como objetivo principal o reforçamento do comportamento de probabilidade de modo intermitente em uma razão variável de 25 respostas em média, foi a última que realizamos. Novamente abrimos o arquivo de reforçamento contínuo, onde apenas acrescentamos o gráfico clicando em “cumulative records” e configuramos a condição experimental alterando apenas o número inserido em variável, que começava no VR3 e depois seguia para o VR5, VR10,VR15,VR20 e VR25. Ela foi dívida em dois dias, uma no dia 08 de maio onde realizamos o treinamento até o VR20 e não coletamos dados. 
A outra foi realizada no dia 15 de maio, onde praticamos a coleta de dados do VR25. Conduzimos o treinamento da seguinte maneira: começando pelo VR3. O Sniffy pressionava à barra de forma constante, porém ocorria uma variação de liberação de reforçador. Após a quantidade de reforçadores liberados, que eram 10 vezes, serem atingidas seguimos para o VR5 e assim prosseguimos sucessivamente até chegar ao VR25. Já no VR25 foi necessário alterara configuração para o número 25. Seu critério de encerramento foi a liberação de 30 reforçadores, registrando quantas vezes ele pressionava à barra, farejava, se limpava e se levantava. Essa fase final teve uma duração de 30 minutos em média, entretanto não foi necessário cronometrar o horário dela.
RESULTADOS
Com o intuito de ensinar o rato a apertar a barra, foi realizada e modelagem por meio da aproximação sucessiva. Os gráficos abaixo evidenciam a frequência dos seguintes comportamentos antes e depois da modelagem: pressionar a barra, farejar, levantar e limpar. No anexo I são apresentadas as tabelas das quais os gráficos foram gerados. 
Os primeiros dados apresentados são as informações referentes ao nível operante do comportamento do rato na caixa Skinner, ou seja, antes de iniciar qualquer treinamento. Figura 1
O gráfico acima mostra a quantidade de vezes que o rato pressionou a barra, farejou, levantou-se e limpou-se. É possível notar que as 3 últimas ações são consideravelmente mais executadas. Em um período de 30 minutos, o rato pressionou a barra 6 vezes, sendo no máximo 1 vez em 1 minuto; farejou 159 vezes, sendo o máximo 11 vezes no minuto 23; levantou-se 90 vezes, sendo o máximo 8 vezes no minuto 28; limpou-se 171 vezes, sendo o máximo 9 vezes nos minutos 19 e 27.
Os dados abaixo são referentes as ações do rato após a modelagem feita com o objetivo de ensiná-lo a apertar a barra:
Figura 2
O gráfico acima mostra a quantidade de vezes que o rato pressionou a barra, farejou, levantou-se e limpou-se. É possível notar que a primeira ação é consideravelmente mais executada. Em um período de 30 minutos, o rato pressionou a barra 423 vezes, sendo o máximo 19 vezes nos minutos 3, 7 e 9; farejou 54 vezes, sendo o máximo 5 vezes no minuto 13; levantou-se 31 vezes, sendo o máximo 4 vezes no minuto 28; limpou-se 49 vezes, sendo o máximo 5 vezes no minuto 29.
Os dados abaixo consistem na comparação entre o comportamento de “apertar a barra” antes e depois da modelagem.Figura 3
O gráfico acima mostra a quantidade de vezes que o rato pressionou a barra em um nível operante, ou seja, antes de ser feito qualquer treinamento, e após o reforçamento contínuo para estimulá-lo a pressionar a barra. É possível notar a mudança de comportamento. No nível operante, em um período de 30 minutos, o rato pressionou a barra apenas 6 vezes, sendo a maior frequência 1 vez em 1 minuto. Já após a modelagem, o rato pressionou a barra 423 vezes em 30 minutos, sendo 19 vezes nos minutos 3, 7 e 9. 
Os dados abaixo consistem na comparação do comportamento de “apertar a barra” enquanto havia reforçamento contínuo e após o reforçamento ser cessado, levando a sua extinção. 
Figura 4
O gráfico acima mostra a quantidade de vezes que o rato pressionou a barra em reforçamento contínuo, e após o encerramento desse reforço. É possível notar a mudança de comportamento. Enquanto no reforçamento contínuo, em um período de 30 minutos, o rato pressionou a barra 423 vezes em 30 minutos, sendo 19 vezes nos minutos 3, 7 e 9, no momento da extinção, em que esse reforço foi cessado, o rato pressionou a barra 98 vezes, sendo 21 vezes no minuto 2 e não apertou a barra nenhuma vez após o minuto 22. 
Os dados abaixo são referentes as ações do rato com o treino discriminativo com e sem som:
Figura 5
O gráfico acima mostra a quantidade de vezes que o rato pressionou a barra durante o treino discriminativo com e sem som, a linha SD corresponde aos apertos a barra com o som e a linha Sdelta corresponde aos apertos a barra sem som. Nesse treino o reforço só foi liberado quando havia som. 
É possível notar uma mudança de comportamento nos minutos finais, a partir do minuto 22, em que o rato pressionou a barra consideravelmente menos nos momentos sem som. Com a emissão de som (SD), em um período de 30 minutos, o rato pressionou a barra 217 vezes, sendo a maior frequência 22 vezes no minuto 22. Já nos momentos sem som (Sdelta), o rato pressionou a barra 187 vezes em 30 minutos, sendo 31 vezes no minuto 2. 
Os dados abaixo são referentes as ações do rato com o treino com esquema de reforçamento intermitente por razão variável:
Figura 6
O gráfico acima mostra a quantidade de vezes que o rato pressionou a barra, farejou, levantou-se e limpou-se em um contexto em que o reforço foi liberado de forma variável, ou seja, em apenas algumas pressões a barra a comida foi liberada. O esquema foi em razão variável 25 (VR25), no qual em média, a cada 25 respostas, 1 é reforçada. 
No gráfico acima é possível ver que em um período de 30 minutos, o rato pressionou a barra 679 vezes, sendo o máximo 37 vezes nos minutos 19 e 21; farejou 6 vezes, sendo o máximo 2 vezes no minuto 18; levantou-se 6 vezes, sendo o máximo 3 vezes no minuto 28; limpou-se 13 vezes, sendo o máximo 2 vezes nos minutos 18, 26, 28 e 30.
DISCUSSÃO
O objetivo deste trabalho é manipular variáveis ambientes para investigar seus efeitos sobre o comportamento de pressão a barra realizado por um rato virtual. Para entender essas mudanças de comportamento, é importante compreender como o rato se comporta sem nenhum esquema de modelagem. O primeiro gráfico (figura 1) mostra que o rato naturalmente se limpa, fareja e se levanta, sendo essas suas ações em nível operante. É possível notar que o ato de pressionar a barra não é natural para ele, uma vez que a pressionou apenas 6 vezes em 30 minutos e as demais ações se repetiram por mais de 90 vezes. 
Com o intuito de ensinar o rato a pressionar a barra, foi utilizado o método da modelagem. Este consiste no aprendizado de um comportamento novo feito por meio de aproximação sucessiva a um comportamento alvo (pressão à barra). O comportamento alvo é modelado por meio do reforço a algumas respostas e outras não, tendo como característica a necessidade de reforço imediato (Moreira e Medeiros, 2019).  
As figuras 2 e 3 mostram os gráficos contendo os resultados após a modelagem ter acontecido. É possível notar a mudança de comportamento, uma vez que em nível operante o rato pressionou a barra apenas 6 vezes e após o reforçamento contínuo, o rato pressionou a barra 423 vezes em 30 minutos.
Após o rato ter aprendido o comportamento de apertar a barra, foi realizado o processo de extinção, que consiste na não emissão do reforço até que o comportamento dele volte ao nível operante. Nesse processo espera-se que haja uma resistência a esse movimento, isso é evidenciado pelo aumento da frequência do comportamento antes de voltar ao nível operante (Moreira e Medeiros, 2019).
No gráfico da imagem 4 é possível observar o que foi descrito, uma vez que nos primeiros 30 minutos, período em que havia reforçamento, o rato pressionou a barra constantemente. Quando o reforço deixou de existir, nos últimos 30 minutos, o rato pressionou a barra o máximo de vezes logo após o reforço ter sido retirado (21 vezes), evidenciando a resistência a falta do reforço. Após esse início, ele entende que a comida deixou de ser oferecida com o pressionar da barra e, a partir do minuto 22, ele não a pressiona mais. 
Na etapa de treinamento discriminativo do rato, o objetivo era ensiná-lo a apertar a barra somente quando houvesse a emissão de som. Nesse caso a emissão do som representa o estímulo discriminativo, pois com o som ligado há o reforço; e a ausência de som é o estímulo delta, pois com o som desligado não há reforço (Moreira e Medeiros, 2019).
Ao fazer a análise da imagem 5, percebe-se o aprendizado vinculado ao estímulo discriminativo, uma vez que nos minutos com o som ligado houve mais pressões a barra (217 vezes) quando comparado com o som desligado (187 vezes). Uma informação relevante desse gráfico é que no primeiro minuto com ausência de som houve a maior frequência de apertos à barra (31 vezes). Essa ação caracteriza a chamada “resistência” que acontece no início do processo de extinção esperado com o estímulo delta. 
Outro fato relevante sobre o gráfico 5 consiste na diminuição significativa dos apertos a barra após o minuto 22. Esse momento evidencia amudança de comportamento em que o rato deixa de pressionar a barra quando não há som. 
O esquema de reforçamento intermitente ocorre quando nem todas as respostas são seguidas de consequências reforçadoras (Moreira e Medeiros, 2019). O gráfico da figura 6 evidencia um esquema configurado em razão variável 25 (VR25), onde a cada 25 apertos na barra, em média, 1 é reforçado.
A analisar os dados, é possível visualizar minutos em que o Sniffy pressionou a barra 37 vezes até o reforço acontecer, um valor bem acima da média de 25 repostas. Mas houve, no minuto 5, apenas 4 apertos na barra para a comida ser liberada, um valor bem abaixo da média de 25 respostas. Ao fazer a média das respostas dos 30 minutos, conclui-se que para essa coleta de dados, a razão variável encontrada foi de 22,63 apertos para acontecer um reforço. 
CONCLUSÃO
As descobertas obtidas através do Sniffy nos ajudam a entender os mecanismos de aprendizagem do comportamento animal. Os modelos e as teorias derivadas desse estudo oferecem diversas maneiras de generalizações para explicar determinados comportamentos humano, desde a aprendizagem acadêmica até o desenvolvimento de vícios. Percebe-se que é possível aumentar ou diminuir comportamentos através de estímulos e respostas e que o ambiente influência bastante esse processo.
Entretanto foi encontrado dificuldade na coleta de dados do procedimento de reforçamento intermitente de uma razão variável devido à alta quantidade de vezes que o Sniffy pressionou a barra, fazendo com que a anotação dos dados não fosse totalmente consistente com o número de ações.	
Por ser um estudo realizado por meio de um software acaba ocorrendo possíveis limitações de estudo e é importante lembrar que ele é um modelo simplificado do comportamento animal e em algumas situações não se pode atribuir diretamente para o comportamento humano, já que os seres humanos têm uma liberdade maior de autonomia em suas ações que não podem ser replicados em sistemas de modelo de animais controlados.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
[1] MOREIRA, M. B.; MEDEIROS, C. A. Princípios básicos de análise do comportamento. Porto Alegre: Artmed, 2019, Capítulo 12.
[2] SKINNER, B.F. Ciência e comportamento humano. São Paulo: Martins Fontes, 2000, Cap. 1,2 e 3.
[3] GIL, A. C. Como Elaborar Projetos de pesquisa. 4. ed. - São Paulo: atlas, 2002. pg. 47-49.
ANEXO I 
Tabela com dados do nível operante:
Tabela com dados do reforçamento contínuo:
Tabela comparativa entre nível operante e reforçamento contínuo:
Tabela comparativa entre reforçamento contínuo e extinção:
Tabela com dados do treino discriminativo:
Tabela com dados do treino com razão variável 25:
2
image3.png
image4.png
image5.png
image6.png
image7.emf
Nível Operante
MinutoPressionou Farejou Levantou Limpou-se 
1m1727
2m0324
3m0435
4m0546
5m0324
6m1415
7m0343
8m0625
9m0615
10m0517
11m0647
12m0425
13m1544
14m0313
15m1315
16m0845
17m0565
18m0536
19m0449
20m0638
21m0856
22m0726
23m01127
24m0437
25m0835
26m1348
27m0809
28m1482
29m0647
30m0556
TOTAL615990171
image8.emf
CRF
MinutoPressionou Farejou Levantou Limpou-se 
1m17300
2m14230
3m19002
4m16102
5m17221
6m12302
7m19000
8m15311
9m19101
10m14202
11m15201
12m15202
13m11513
14m12132
15m16202
16m15312
17m17111
18m13132
19m15201
20m9210
21m9130
22m16111
23m11212
24m15202
25m16002
26m8332
27m16121
28m10143
29m15115
30m7404
TOTAL423543149
image9.emf
MinutosPressão à BarraMinutosPressão à Barra
1m11m17
2m02m14
3m03m19
4m04m16
5m05m17
6m16m12
7m07m19
8m08m15
9m09m19
10m010m14
11m011m15
12m012m15
13m113m11
14m014m12
15m115m16
16m016m15
17m017m17
18m018m13
19m019m15
20m020m9
21m021m9
22m022m16
23m023m11
24m024m15
25m025m16
26m126m8
27m027m16
28m128m10
29m029m15
30m030m7
Nível OperanteCRF
image10.emf
MinutosPressão à BarraMinutosPressão à Barra
1m171m11
2m142m21
3m193m18
4m164m10
5m175m16
6m126m5
7m197m9
8m158m3
9m199m0
10m1410m0
11m1511m1
12m1512m0
13m1113m0
14m1214m0
15m1615m2
16m1516m1
17m1717m0
18m1318m0
19m1519m0
20m920m0
21m921m0
22m1622m1
23m1123m0
24m1524m0
25m1625m0
26m826m0
27m1627m0
28m1028m0
29m1529m0
30m730m0
REFORÇAMEN
TO CONTÍNUO 
CRF
EXTINÇÃO
image11.emf
MinutosSDSdelta
1m13
2m31
3m13
4m14
5m15
6m16
7m17
8m22
9m13
10m11
11m16
12m13
13m10
14m18
15m19
16m7
17m19
18m10
19m11
20m16
21m11
22m12
23m22
24m9
25m15
26m5
27m14
28m1
29m9
30m2
image12.emf
VR-25
MinutoPressionou Farejou Levantou Limpou-se 
1m33011
2m23000
3m27000
4m36000
5m7000
6m25100
7m9000
8m14000
9m20000
10m10000
11m24011
12m22100
13m12000
14m16000
15m4001
16m16000
17m35011
18m31202
19m37000
20m15001
21m37000
22m23000
23m12000
24m15000
25m34000
26m31102
27m33000
28m34132
29m23000
30m21002
TOTAL6796613
image1.png
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