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FACULDADE MULTIVIX 
CURSO DE PSICOLOGIA 
 
 
ALINE HELENA AUGUSTO SCARDINI 
ANDRESSA INÊS DE MELLO SANTOS 
GLEICYANE FERREIRA BARCELLOS 
 
 
 
 
 
RELATO DE EXPERIÊNCIA: ANÁLISE DO COMPORTAMENTO DO RATO 
ALBINO VIRTUAL “SNIFFY” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VILA VELHA 
2024 
 
 
 
 
FACULDADE MULTIVIX 
CURSO DE PSICOLOGIA 
 
 
ALINE HELENA AUGUSTO SCARDINI 
ANDRESSA INÊS DE MELLO SANTOS 
GLEICYANE FERREIRA BARCELLOS 
 
 
 
RELATO DE EXPERIÊNCIA: ANÁLISE DO COMPORTAMENTO DO RATO 
ALBINO VIRTUAL “SNIFFY” 
 
 
Relatório do Curso de Graduação em Psicologia 
apresentado a Faculdade Multivix Vila Velha como 
requisito da disciplina de Análise Experimental do 
Comportamento. 
Prof ª: Carlos Alberto de Castro Fagundes Rodrigues. 
 
 
 
 
 
 
 
VILA VELHA 
2024 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
RESUMO ................................................................................................................ 03 
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 04 
2 METODOLOGIA .................................................................................................. 05 
3 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS ........................................................ 06 
3.1 REGISTRO DO NÍVEL OPERANTE ................................................................ 06 
3.2 REGISTRO DO CRF ........................................................................................ 08 
3.2.1 ANÁLISE FUNCIONAL DOS COMPORTAMENTOS REGISTRADOS 
................................................................................................................................. 09 
3.3 REGISTRO DA EXTINÇÃO ............................................................................... 10 
3.3.1 ANÁLISE FUNCIONAL DOS COMPORTAMENTOS REGISTRADOS 
................................................................................................................................. 11 
3.4 REGISTRO DOS ESQUEMAS INTERMITENTES ............................................ 12 
3.5 REGISTRO DO TREINO DISCRIMINATIVO ....................................................14 
4 CONCLUSÃO ...................................................................................................... 15 
5 REFERÊNCIAS ................................................................................................... 17 
APÊNDICE ............................................................................................................. 18 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO 
 Esta análise abordará relatos de atividades de laboratório com animais não 
humanos, utilizando um programa de computador denominado Sniffy, onde 
aprenderemos sobre o comportamento de um rato albino virtual e a relevância 
destes estudos para a psicologia, não como forma de equivalência do ser humano 
homo sapiens sapiens ao animais, mas, como metologia experimental, visto que 
vários teóricos utilizaram alguns métodos com animais não humanos reais a fim de 
entender as interações ambiente e comportamento ou genética e comportamento, 
para depois evoluir a observação e análise humana de fato. Explicaremos de 
maneira funcional alguns dos processos envolvidos na análise experimental do 
comportamento como: modelagem, reforçamento contínuo, extinção, treino 
discriminativo e outros esquemas de reforçamento. 
Palavras-chave: Rato virtual, Behaviorismo, Análise do Comportamento, 
Modelagem. 
 
ABSTRACT 
 This analysis will address reports of laboratory activities with non-human 
animals, using a computer program called Sniffy, where we will learn about the 
behavior of a virtual albino rat and the relevance of these studies for psychology, not 
as a form of equivalence of the human being homo sapiens sapiens to animals, but 
as an experimental methodology, since several theorists have used some methods 
with real non-human animals in order to understand the interactions between 
environment and behavior or genetics and behavior, and then evolve actual human 
observation and analysis. We will explain in a functional way some of the processes 
involved in the experimental analysis of behavior such as: modeling, continuous 
reinforcement, extinction, discriminative training and other reinforcement schemes. 
Keywords: Virtual mouse, Behaviorism, Behavior Analysis, Modeling. 
 
 
 
 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
Neste trabalho descreveremos o comportamento de um rato albino virtual, 
“Sniffy”, que nomeamos de Mickey. Ele foi estudado segundo a Teoria do 
Behaviorismo do psicólogo americano B. F. Skinner. Também analisaremos os 
comportamentos apresentados por ele e faremos o registro, a descrição e a 
interpretação de acordo com a frequência e ocorrência dos mesmos, embasadas na 
Teoria de Análise do Comportamento, formulada pelo psicólogo americano B. F. 
Skinner. fortaleceremos os conceitos sobre aprendizagem e condicionamento mesmo 
em um ambiente virtual. 
Podemos entender o comportamento humano como sendo o que uma pessoa 
diz e/ ou faz. O que o define são as ações, suas dimensões e os efeitos que têm sobre 
o ambiente, o que permite que o mensuremos através da observação. Ele é 
influenciado pelos eventos do ambiente e, por isso, pode ser descrito e registrado 
tanto por outras pessoas quanto pelo próprio autor (Raymond, 2016). A análise do 
comportamento parte do pressuposto de que todos os comportamentos são 
aprendidos e podem ser alterados por intervenções específicas. 
Entretanto, segundo Baum (2007), os behavioristas divergiam sobre o que 
caracteriza ciência e sobre a própria definição do termo comportamento, embora 
todos concordassem que existe uma ciência do comportamento, que chamaram de 
análise de comportamento, o comportamento poderia ser mais uma filosofia da 
ciência do que ciência. Enquanto filosofia, como ela aborda o que ela considera 
questões importantes, que nos fazem pensar sobre nossa razão para fazer o que 
fazemos e a maneira como tomamos nossas decisões. e essa ciência do 
comportamento, iniciada por Watson, evitou os termos tradicionais e subjetivos da 
introspecção, e lidou apenas com o comportamento observado e, por isso, sem 
comparação entre animais e humanos. 
Além disso, o behaviorismo de Skinner teve como foco o estudo das respostas 
e tomou como justificativa a descrição do comportamento, ao invés da explicação 
deste. Embora a sua pesquisa se detivesse apenas no que ele chamava de 
comportamento observável e condicionado ao mesmo tempo, porque para ele a tarefa 
da investigação científica era estabelecer as condições para o organismo e as 
respostas aos estímulos controladas por ele. 
 
 
 
 
Este procedimento de análise experimental do comportamento proporcionou a 
nós, alunas 2º período do curso de Psicologia, uma oportunidade para observar, 
experimentar com a manipulação das variáveis e analisar o comportamento de um 
sujeito experimental com base em testes realizados em um laboratório de informática 
onde aplicamos conceitos como condicionamento operante, reforço, modelagem, 
extinção e reforçamento diferencial, observando as topografias de comportamento. 
Cujo objetivo foi condicionar o rato a pressionar a barra para receber comida 
(reforçador) aplicando todos os conceitos pertinentes a fim de compreendermos mais 
sobre a psicologia da aprendizagem e os comportamentos. 
 
2 METODOLOGIA 
 
Observação de um rato albino do programa Sniffy: o rato virtual: versão 3.0 
(Alloway et al, 2017), programa que simula as ações de um rato dentro de uma gaiola 
a semelhança da estrutura da Caixa de Skinner (caixa operante) composta por uma 
barra para o rato pressionar, situada no centro, ao fundo da caixa; um pequeno 
bebedouro situado ao fundo no canto inferior direito da caixa; luz situada acima da 
barra de pressionar; luz no canto superior esquerdo ao fundo da caixa; caixa de som 
situada no canto superior direito ao fundoda caixa. 
Foram utilizados também um cronômetro no celular do trio, as fichas de 
anotações dos comportamentos do rato e um pen drive para salvar o trabalho feito no 
computador. 
Para realizarmos a observação, separamos funções, uma pessoa ficou 
responsável por cronometrar, outra pessoa anotava os comportamentos e uma outra 
pessoa observava e comunicava os comportamentos apresentados. 
Logo ao abrirmos o programa iniciamos um sujeito experimental que salvamos 
com o nome de Mickey e ao finalizar cada experimento salvava-mos no computador 
e no pen drive. 
Recorremos a análise funcional como parâmetro para a aplicação da 
contingência de três termos: Sª  R  Sᶜ. Onde, 
 Estímulo antecedente (Sᵃ): Refere-se a eventos ou condições presentes no 
ambiente antes do comportamento e que influenciam a probabilidade de sua 
ocorrência. 
 
 
 
 
 Resposta (R): Refere-se ao comportamento do organismo, definido como a 
ação observável realizada após o estímulo antecedente. 
 Consequência (Sᶜ): É o evento ou condição que ocorre após o 
comportamento, impactando a probabilidade de o comportamento se repetir no 
futuro. 
Os experimentos foram realizados nos computadores do laboratório de 
informática da Multivix Vila Velha – ES. 
 
3 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS 
 
O processo de observação dos comportamentos foi realizado em cinco etapas, 
com tabelas para a anotação dos dados coletados, como detalhado no apêndice. A 
observação e as coletas ocorreram em dias de aulas distintos, da seguinte maneira: 
estabelecimento do nível operante de respostas, no dia 17/10/24; modelagem/ reforço 
contínuo (CRF), no dia 24/10/24; extinção, no dia 24/10/24; esquemas intermitentes 
no dia 31/10/24 e treino discriminativo do dia 07/11/24. 
 
3.1 REGISTRO DO NÍVEL OPERANTE 
 
O resultado deste estudo evidencia como o comportamento é controlado e 
mantido, por suas consequências. Com os dados obtidos, verificamos que o reforço 
(comida) afeta determinado comportamento (pressionar a barra) aumentando sua 
probabilidade de ocorrência. 
Desta maneira o objetivo da primeira etapa consistiu apenas em observar as 
ações do sujeito estudado (Mickey), sem nenhuma interação onde por um período de 
vinte minutos registramos detalhadamente e contabilizamos as cinco topografias do 
comportamento do Mickey como: limpar-se: (cento e cinquenta e quatro vezes) sendo 
toda ação de se esfregar, mãos, rosto e barriga; levantar-se: (sessenta e cinco vezes) 
sendo se erguer nas duas patas; farejar: (cento e trinta e duas vezes) sendo mexer o 
nariz; tocar a barra: (nenhuma vez) sendo não exercer força na barra com uma ou 
duas patas; e pressionar a barra: (duas vezes) sendo exercer pressão, mexer a barra. 
Na segunda etapa iniciamos o condicionamento respondente (pareou o som 
da barra a comida) e operante (comia em um local específico), fazendo com que o 
 
 
 
 
sujeito associasse o som da pressão da barra com o reforço positivo para que assim 
fosse modelado e pressionasse a barra. 
O comportamento operante foi observado como uma ação que opera sobre o 
ambiente gerando um determinado evento, ou seja, uma consequência. Portanto, 
quando o rato pressionou a barra e percebeu que ao realizar esta ação foi reforçado 
ele continuou pressionando a barra e deste modo o que controlou a resposta foi a 
consequência (Moreira; Medeiros 2019). 
Ainda de acordo com Medeiros (2019) a taxa de resposta é considerada uma 
importante medida do comportamento operante e é calculada dividindo o número de 
respostas, ou seja, comportamentos que ocorreram pelo intervalo de tempo, a taxa 
varia proporcionalmente à quantidade de respostas. O cálculo da taxa se dá mediante 
a seguinte fórmula: 
Taxa de Resposta (RPB) = número de resposta / tempo em minuto 
Esse cálculo nos ajuda a comparar os comportamentos, identificar os padrões 
e entender a frequência e a intensidade dos comportamentos. 
Foi possível também visualizar a modelagem através do reforçamento 
diferencial, selecionando os comportamentos que seriam reforçados, com a 
topografia de caminhar até a barra, levantar-se próximo e em frente a barra, colocar 
a pata na barra e em seguida pressioná-la, corroborando com o método de 
aprendizagem, utilizando aproximações sucessivas, com os comportamentos 
apresentados, reforçados aos poucos e conforme ele avançava para o 
comportamento alvo, não reforçamos mais os passos precedentes. Ao se levantar em 
frente a barra no movimento vinte e um ele já começou a apertar a barra e a partir do 
movimento sessenta e sete ele já estava estabelecido. 
 
 
 
 
 
 
Figura I: Representação gráfica do nível operante de respostas em 20 minutos. 
Fonte: Dados da Pesquisa 2024. 
 
3.2 REGISTRO DO CRF 
 
De acordo com Skinner (2003), o reforço contínuo é usado para aumentar a 
frequência de respostas de um organismo, oferecendo um reforço cada vez que o 
comportamento ocorra. O reforço contínuo é utilizado para iniciar uma modelação ou 
mantimento de novos comportamentos, tanto em pesquisas quanto em aplicações. 
Para iniciar o experimento, após a abertura do arquivo, em menu Experiment, 
abriu uma janela e selecionamos a opção “Design Operant Conditioning Experiment”, 
uma tela foi aberta e selecionamos a opção “Continuous”. E então selecionamos a 
opção “Bar Press” no espaço “Reinforcement Action”. 
O processo consistiu em: primeiro reforçamos de acordo com a aproximação 
do Mickey à barra; em segundo momento fornecemos a comida quando ele ficava em 
 
 
 
 
pé nas paredes da caixa; em terceiro, o reforçamos quando ele se encontrava próximo 
da barra; em quarto, liberamos a comida quando ele estava de pé próximo a barra; 
por fim, o Mickey já estava pressionando a barra por si só. 
Durante o processo utilizamos a folha de registro CRF, para fazer anotações 
sobre o comportamento que Mickey apresentou durante 20 minutos. Na folha havia 
comportamentos do tipo: pressionar a barra, tocar a barra, farejar, levantar-se e 
limpar-se. No total, Mickey pressionou a barra 272 vezes, não apresentou o 
comportamento de tocar na barra, farejou 132 vezes, levantou-se 17 vezes e se 
limpou 29 vezes. Então, concluímos a prática. 
 
3.2.1 Análise funcional dos comportamentos registrados 
 
Comportamento Estímulo 
antecedente 
Resposta Consequência 
 
Pressionar a barra 
Barra disponível na 
caixa experimental 
 
Pressionar a barra 
Comida liberada, 
sendo um reforço 
positivo 
Tocar a barra Barra disponível na 
caixa experimental 
Não ocorreu o 
comportamento 
Sem consequências 
reforçadoras 
 
Farejar 
Ambiente novo 
com estímulos 
relacionados à 
barra 
 
Farejar o ambiente 
e a barra 
Sem reforço direto 
 
Levantar-se 
Proximidade com a 
barra 
Levantar-se nas 
paredes 
Comida liberada 
 
Limpar-se 
 
Longos períodos 
sem reforço 
Limpar-se 
 
Sem reforço 
 
 
 
 
 
 
Figura II: Representação gráfica do CRF em 20 minutos. 
Fonte: Dados da Pesquisa 2024. 
 
3.3 REGISTRO DA EXTINÇÃO 
 
Para Skinner (1953), extinção refere-se ao processo pelo qual uma resposta 
previamente reforçada deixa de ocorrer porque o reforço foi suspenso ou não recebe 
mais a consequência que o mantinha e enfatizou que nesse processo o 
comportamento não é apagado completamente, mas reduz a probabilidade de sua 
ocorrência. 
Primeiro, em menu Experiment, selecionamos “Design Classical Conditioning 
Experiment” para abrir a caixa de configuração do experimento de condicionamento 
clássico. No painel de estágios, clicamos na opção “New Stage” para criar um outro 
bloco de experimentação, que será o bloco de extinção. Ao fazer isso, o número "2" 
apareceu ao lado do "1" pois se trata de um novo estágio de experimentação. 
Configuramos o bloco de extinção definindo o “Interval Between Trials” para 5 minutos 
e “Times” para 30 tentativas, sendo a quantidade de tentativas e o intervalo médio 
entre elas. No painel “First Stimulus”, selecionamoso tom de intensidade média, 
enquanto no painel “Second Stimulus” clicamos na opção “None” para não associar 
 
 
 
 
nenhum reforço ao tom. Marcamos também as caixas de “Isolate Sniffy when 
Experiment Starts” e “Show Sniffy when Experiment Completes” para que o 
experimento inicie e finalize com Sniffy isolado. Por fim clicamos no botão “Run” para 
iniciar a extinção. 
Observamos que houve uma diminuição gradual nas respostas de pressão a 
barra. Nas primeiras tentativas, Mickey pressionava a barra esperando um reforço, 
mas com ausência do reforço o comportamento de pressão a barra diminuiu. Mas os 
comportamentos de farejar e limpar-se aumentaram. Para Mazur (2012), esses 
comportamentos alternativos (farejar e limpar-se) podem ser entendidos como uma 
busca por novas possibilidades de reforço. 
Fizemos o seguinte registro: Mickey pressionou a barra 74 vezes, tocou a barra 
8 vezes, farejou 243 vezes, levantou-se 83 vezes e se limpou 101 vezes. 
 
3.3.1 Análise funcional dos comportamentos registrados 
 
Comportamento Estímulo 
antecedente 
Resposta Consequência 
 
 
Pressionar a barra 
 
Tom de intensidade 
média 
 
Pressionar a barra 
Ausência de 
reforço, logo a 
resposta diminui 
com ausência de 
reforço. 
 
Tocar a barra 
 
Tom de intensidade 
média 
 
 
Tocar a barra 
Ausência de 
reforço, portanto o 
comportamento 
não é mantido, pois 
não ocorre nenhum 
reforço. 
 
 
Farejar 
 
 
Ambiente neutro 
 
 
Farejar 
Exploração como 
uma tentativa de 
buscar novas 
formas de reforço. 
 
 
 
Levantar-se 
 
 
Ambiente neutro 
 
 
Levantar-se 
Exploração ou 
frustração, como 
uma forma de 
buscar novos 
reforços ou a 
frustração devido à 
falta de reforço. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Limpar-se 
 
 
 
 
Ambiente neutro 
 
 
Limpar-se 
Autorregulação ou 
frustração, 
podendo ser uma 
resposta à 
frustração pela 
falta de reforço ou 
uma até mesmo 
numa tentativa de 
autorregulação. 
 
 
 
Figura III: Representação gráfica da extinção em 20 minutos. 
Fonte: Dados da Pesquisa 2024. 
 
 
3.4 REGISTRO DOS ESQUEMAS INTERMITENTES 
 
De acordo com Chance (2006), os métodos intermitentes de reforço 
contribuem para tornar o comportamento de um indivíduo ou animal mais resistente 
à extinção. Isso ocorre porque, se o estímulo (a recompensa) não é constante, o 
indivíduo ou o animal persiste em tentar, mesmo sem ter certeza de que será 
recompensado. Em outras palavras, a recompensa não ocorre sempre que o 
comportamento desejado é realizado, mas sim de maneira intercalada, com períodos 
 
 
 
 
de tempo ou interrupções entre elas. Este modelo é eficaz quando desejamos 
prolongar o comportamento, mesmo que a recompensa não seja constante. 
Miltenberger (2011) discute dois tipos fundamentais de esquemas de reforço 
intermitentes. No sistema de razão fixa, o estímulo ocorre quando a pessoa executa 
um número específico e constante de respostas. Por exemplo, se um indivíduo 
precisa realizar dez tarefas (como pressionar um botão) para obter um prêmio, ele 
sempre terá que realizar exatamente dez tarefas, independentemente do tempo que 
demore para realizar essas tarefas. 
No sistema de intervalo fixo, o reforço é fornecido após um intervalo de tempo 
determinado, sem levar em conta a quantidade de respostas que a pessoa fez durante 
esse intervalo. Em outras palavras, a gratificação virá após, por exemplo, cinco 
minutos, independentemente de a pessoa ter dado várias ou poucas respostas 
durante esse período. 
No nosso estudo com o rato na caixa, que denominamos Mickey, empregamos 
um método de reforço intermitente para ensinar o roedor a pressionar a barra. 
Inicialmente, adotamos uma estratégia mais básica: quando Mickey pressionava a 
barra duas vezes seguidas, ele recebia comida. Posteriormente, aumentamos 
progressivamente a quantidade de vezes que ele precisava pressionar a barra para 
obter a comida, de quatro para seis, e assim sucessivamente. 
No entanto, quando Mickey alcançou o comportamento de pressionar a barra 
doze vezes seguidas, ele apresentou uma diminuição no comportamento, isto é, 
começou a pressionar a barra menos vezes. Assim, optamos por voltar a um número 
reduzido de apertos, ajustando para dez vezes. Com o passar do tempo, 
conseguimos elevar novamente, até que ele conseguiu pressionar a barra por vinte 
vezes consecutivas, obtendo a recompensa que ele esperava. 
Este processo progressivo de ampliar a quantidade de respostas requeridas 
para a obtenção do reforço, além de ajustar o reforço sempre que o comportamento 
mostrar uma redução, é uma estratégia eficiente para implementar o reforço 
intermitente. A técnica de reforço intermitente é frequentemente empregada no ensino 
de comportamentos, uma vez que, quando bem aplicada, faz com que o 
comportamento se torne mais duradouro e, simultaneamente, mais resistente à sua 
perda com o passar do tempo. O segredo deste processo reside na mudança na 
frequência com que o reforço é fornecido, gerando um padrão imprevisível que reforça 
o comportamento em períodos curtos. Assim, o indivíduo não consegue prever 
 
 
 
 
quando receberá o reforço, o que leva a uma persistência maior no comportamento, 
mesmo com uma diminuição no estímulo. 
 
Figura IV: Representação gráfica dos Esquemas Intermitentes. 
Fonte: Dados da Pesquisa 2024. 
 
3.5 REGISTRO DO TREINO DISCRIMINATIVO 
 
Segundo Matos (2002), o treino discriminativo resulta na apresentação de 
estímulos diferentes que sinalizam a responsabilidade ou não de um reforço, para 
que haja aprendizagem de uma resposta diferenciada a cada estímulo proposto, o 
que condiciona comportamentos e desenvolve a habilidade de discriminação das 
respostas e apenas durante as repostas que se deseja ter, são emitidos alguns 
reforçadores que auxiliam no processo. 
Já Skinner (1953) relata que um organismo após um período de treinamento 
tem o comportamento discriminativo quando este passa a reagir de maneira diferente 
na presença dos estímulos, o que ajuda na adaptação com comportamentos variados. 
Sendo assim, após diversas observações do nosso ratinho Mickey (ratinho virtual 
Sniffy), começamos a notar como Mickey estaria respondendo de acordo com os 
estímulos apresentados. Durante nossa observação, pudemos analisar e registrar o 
comportamento de Mickey no ambiente controlado, ao logo de cerca de trinta minutos. 
 
 
 
 
Para realizar nosso experimento de treino discriminativo, uma luz vermelha, na 
parte inferior da caixa de som, na caixa de observação, seguida de som, era acesa 
de tempos em tempos por cerca de um minuto corrente, de forma intermitente. 
Quando a luz estivesse acesa, Mickey apertaria a barra e ganharia a comida. Quando 
a luz apagasse, mesmo que apertasse a barrinha, não receberia a comida. 
Mickey precisava distinguir entre a resposta adequada (Sd = estímulo 
discriminativo) e a pressão da barra sem resposta (Sdelta = estímulo delta). Dessa 
forma, observamos ao longo do tempo e conseguimos ter os seguintes resultados: 
 
 
 
Figura IV: Representação gráfica do Treino Discriminativo. 
Fonte: Dados da Pesquisa 2024. 
 
4 CONCLUSÃO 
Em suma, o experimento com o rato virtual Sniffy proporcionou uma 
associação do conteúdo de análise experimental do comportamento estudado em 
sala, com o as aulas práticas realizadas no laboratório. Durante as etapas de estudo 
com o nível operante, reforço contínuo, extinção, esquemas intermitentes e o treino 
discriminativo, foi possível observar como cada um dos estímulos específicos moldam 
 
 
 
 
o comportamento do rato, interagem com o ambiente e exercem um controle sobre 
as respostas. 
Através das análises dos resultados obtidos nesse experimento, mesmo que 
de forma virtual, nos ajudou a fixar e fortalecer os conceitos aprendidos e também 
demonstrou a utilidade destas técnicas para a aplicação em contextos humanos como 
por exemplo a educação e a terapia, contribuindode forma graciosa para nossa 
formaçao academica e profissional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 REFERÊNCIAS 
 
ALLOWAY, Tom; WILSON, Greg; GRAHAM, Jeff. Sniffy, o rato virtual: versão pro-
3.0. Traduzido por: Solange Aparecida Visconte. 3. ed. Sau Paulo – SP. Cengage 
Learning, 2017. Tradução de: Sniffy: the virtual rat Pro version 3.0 
 
BAUM, William M. Compreender o Behaviorismo: comportamento, cultura e evolução. 
2. Ed. Ver. e Ampl. Porto Alegre: Artmed, 2007. 311p. 
 
CHANCE, P. Aprendizagem e Comportamento. Tradução de Claudio G. D. K. de 
Lima. 6 ed. São Paulo: Cengage Learning. 2006. 
MATOS, M. A.; TOMANARI, G. Y. A análise do comportamento no laboratório 
didático. Barueri: Manole, 2002. 
MOREIRA, M. B.; MEDEIROS, C. A. Princípios básicos de análise do comportamento. 
1ª Ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. 
 
SKINNER, B. F. Ciência e comportamento humano. Tradução de J. C. Todorov e R. 
Azzi. São Paulo: Martins Fontes, 2003. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APÊNDICE 
 
Nível Operante 
Tempo 
(minutos) 
Pressionar 
a barra 
Tocar a 
barra 
Farejar Levantar-
se 
Limpar-se 
01 0 0 8 4 8 
02 0 0 7 2 7 
03 0 0 9 6 5 
04 1 0 5 4 6 
05 0 0 6 1 8 
06 1 0 7 1 9 
07 0 0 12 3 11 
08 0 0 6 7 7 
09 0 0 9 2 9 
10 0 0 5 2 9 
11 0 0 5 5 9 
12 0 0 5 4 8 
13 0 0 6 2 9 
14 0 0 6 8 6 
15 0 0 8 3 2 
16 0 0 4 2 9 
17 0 0 6 3 3 
18 0 0 5 4 6 
19 0 0 10 1 8 
20 0 0 3 1 15 
Total 2 0 132 65 154 
 
Tabela I: Estabelecimento do nível operante de respostas. 
Fonte: As autoras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CRF 
Tempo 
(minutos) 
Pressionar 
a barra 
Tocar a 
barra 
Farejar Levantar-
se 
Limpar-se 
01 12 0 3 0 2 
02 13 0 6 0 3 
03 16 0 4 0 0 
04 13 0 8 0 2 
05 13 0 6 0 2 
06 15 0 7 3 1 
07 14 0 6 0 1 
08 12 0 8 1 0 
09 15 0 7 1 1 
10 15 0 6 2 1 
11 16 0 5 0 0 
12 6 0 12 3 4 
13 18 0 3 2 
14 15 0 10 1 0 
15 12 0 14 0 3 
16 15 0 4 0 2 
17 14 0 5 1 0 
18 12 0 5 1 0 
19 15 0 5 1 3 
20 11 0 8 3 2 
Total 272 0 132 17 29 
 
Tabela II: CRF. 
Fonte: As autoras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Extinção 
Tempo 
(minutos) 
Pressionar 
a barra 
Tocar a 
barra 
Farejar Levantar-
se 
Limpar-se 
01 19 0 5 1 3 
02 22 0 10 1 2 
03 14 0 12 0 1 
04 7 0 12 1 0 
05 10 5 17 3 13 
06 0 0 9 4 6 
07 0 0 8 7 7 
08 0 0 13 3 6 
09 1 1 12 4 9 
10 0 0 13 6 6 
11 0 0 16 8 2 
12 0 0 15 7 8 
13 0 1 14 5 8 
14 0 0 16 7 5 
15 0 0 15 5 5 
16 0 0 14 6 2 
17 0 1 12 7 2 
18 1 0 9 3 5 
19 0 0 15 5 4 
20 0 0 6 0 7 
Total 74 8 243 83 101 
 
Tabela III: Extinção 
Fonte: As autoras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esquemas Intermitentes 
Bloco de 60” FR 20 FI 20” 
1 47 3 
2 44 3 
3 46 3 
4 47 3 
5 42 2 
6 45 2 
7 29 4 
8 47 2 
9 46 2 
10 52 3 
11 49 2 
12 73 3 
13 54 5 
14 58 3 
15 45 7 
16 34 2 
17 38 5 
18 54 8 
19 33 5 
 
Tabela IV: Esquemas Intermitentes 
Fonte: As autoras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Treino Discriminativo 
Bloco de 60” FR 20 FI 20” 
1 47 3 
2 44 3 
3 46 3 
4 47 3 
5 42 2 
6 45 2 
7 29 4 
8 47 2 
9 46 2 
10 52 3 
11 49 2 
12 73 3 
13 54 5 
14 58 3 
15 45 7 
16 34 2 
17 38 5 
18 54 8 
19 33 5 
 
Tabela V: Treino discriminativo. 
Fonte: As autoras.

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