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Crianças com Necessidades Especiais de Saúde (CRIANES)

Material sobre Crianças com Necessidades Especiais de Saúde (CRIANES): origem e definição do termo, fatores que elevaram a sobrevivência, tipos de demandas (desenvolvimentais, tecnológicas, medicamentosas, habituais), modelos de cuidado, impacto familiar e necessidade de redes de apoio multidisciplinares.

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Prévia do material em texto

UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI-URCA/UDI
DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM-DENF
As crianças com necessidades especiais de saúde (CRIANES)
Iguatu
 2017
Por quê esse termo, CRIANES?
Criança com Necessidade Especial de Saúde/Children with Special HealthCare Needs (CSHN);
Necessidade (de Saúde) X Deficiência;
Por quê esse termo, CRIANES?
Relaciona-se com uma mudança no perfil de sobrevivência das crianças:
avanço tecnológico – aumento da sobrevivência de crianças clinicamente frágeis 
elevadas taxas de morbi-mortalidade por afecções perinatais.
Por quê esse termo, CRIANES?
Motivos: mudança nos padrões sociais, culturais e nutricionais do país; políticas de saúde infantis; incorporação de tecnologias no cuidado em saúde;
Criou-se, então, os “filhos da tecnologia”, que antes não conseguiam sobreviver. São crianças com demandas diferentes das demais e, que, geralmente, apresentam seqüelas;
Por quê esse termo, CRIANES?
Determinação do estabelecimento das necessidades especiais de saúde:
Doenças evitáveis, que se cronificam- em exposição aos longos períodos de internações e freqüentes reinternações.
Afecções perinatais
Malformações congênitas
Os Autores da Área
Merle McPherson, médica pediatra (EUA);
6
Os Autores da Área
Franco Carnevale, enfermeiro pediatra (Canadá);
Os Autores da Área
Ivone Evangelista Cabral, enfermeira pediatra (Brasil).
CRIANES
Denominadas, pelo Maternal and Health Children Bureau (Estados Unidos), pela primeira vez, em 1998, de Children with Special Healthcare Needs (CSHN); na tradução da (enfermeira pediatra) Cabral, tem-se o termo, Criança com Necessidades Especiais de Saúde (CRIANES);
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CRIANES
Representam um conjunto de crianças que demandam cuidados especiais de saúde, de natureza temporária ou permanente, com uma pluralidade de diagnósticos médicos, dependência contínua dos serviços de saúde e de diferentes profissionais devido à fragilidade clínica (Cabral, 2009);
Uma das principais fragilidades clínicas reside no tocante à função respiratória, acarretando inúmeros internamentos.
CRIANES
Apresentam quatro tipos de demandas:
De desenvolvimento: disfunção neuromuscular; requerem suporte físico (fisioterapia), psiquiátrico/psicológico (crianças em sofrimento psíquico);
Tecnológicos: de	pendentes de aparatos tecnológicos; estomizados, incontinentes, botas ortopédicas, oncológicos (cateteres semi-implantáveis);
Medicamentosos: farmacodependentes; crianças com HIV/AIDS, oncológicos;
Habituais Modificados: crianças com distúrbios neurológicos; refluxo gastroesofágico.
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CRIANES
Assim, as CRIANES representam um sub-grupo de crianças quantitativamente pequeno, porém , que requer da família, profissionais e serviços de saúde e, por fim, do Estado, a implementação de ações que extrapolam o cuidado cultural materno e assegurem a manutenção da vida;
As crianças com doença crônica (termo vindo do modelo biomédico) se dispersam em tipos diferentes de crianças e doenças e, com isso, fragilizam-se;
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CRIANES
A nomenclatura CRIANES vem no sentido político, clínico e sócio-antropológico de uní-las, fortalecendo-as;
Apenas as crianças estomizadas têm, em tese, uma política de saúde regulamentada, porém, não efetivada, ainda.
Necessitam de uma rede social formada pela participação institucional, familial e comunidade.
Diferenças dos Modelos
Biomédico
Sócio-Antropológico
Foco
Doença
Criançae Família
Atuação Profissional
Verticalizada;Descontextualizada
Horizontal/Contextualizada socialmente
Atividades
Medicamentos; procedimentos; exames; dietas
Os anteriorese a reação da criança e da família a eles
Objetivo
Curar a doença
Promover a saúde
O que já se sabe sobre as CRIANES?
Alteram a dinâmica familiar e, especialmente, a vida das mães;
São complexas e exigem mais do que o (conhecimento do senso comum) Cuidado Cultural (da mãe, da família, dos vizinhos) pode oferecer;
O que já se sabe sobre as CRIANES?
Necessitam receber conceitos e ações da ciência (Enfermagem, Fisioterapia, Medicina, Nutrição, Educação Física, Pedagogia) para conseguirem ter uma vida ‘normal’;
Os profissionais de saúde as veem, mas não as enxergam (ideia errônea de identificá-las aos deficientes).
O que se precisa saber?
Formas de cuidado exercidas em casa;
Redes sociais de apoio utilizadas pela família no cuidado à criança;
Estratégias (momentos) de ensino-aprendizagem junto à família.
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Referências
McPherson MG, Arango P, Fox H, Lauver C, McManus M, Newachek PW, et al. A new definition of children with special health care needs. Pediatrics. 1998;102(1);137-41.
Neves ET, Cabral IE. Cuidar de crianças com necessidades especiais de saúde: desafios para as famílias e enfermagem pediátrica. Rev. Eletr. Enf. [Internet]. 2009;11(3):527-38. Available from: http://www.fen.ufg.br/revista/v11/n3/v11n3a09.htm.
Neves, ET, Cabral IE. A fragilidade clínica e a vulnerabilidade social das crianças com necessidades especiais de saúde. Rev. gaúcha enferm. 2008;29(2):139-51.
Vernier ETN, Cabral IE. Caracterização de crianças com necessidades especiais de saúde e seus familiares cuidadores, Santa Maria (RS), 2004-2005: subsídios para intervenções de enfermagem. Revista da Sociedade Brasileira de Enfermeiros Pediatras. 2006;6(1):37-45.
Cabral IE, Silva JJ, Zillmann DO, Moraes JR, Rodrigues EC. A criança egressa da terapia intensiva na luta pela sobrevida. Rev Bras Enferm. 2004;57(1):35-9.
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