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PRODUÇÃO DE SORVETE FUNCIONAL ATRAVÉS DA BIOMASSA DA BANANA VERDE UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE TECNOLOGIA QUÍMICA CURSO DE ENGENHARIA QUÍMICA RELATÓRIO DE ESTÁGIO NÚBIA CRISTINA FONSECA DE CARVALHO INTRODUÇÃO A banana é o quarto alimento mais consumido no mundo, e o segundo mais produzido no Brasil, por ser um alimento altamente energético, fonte de carboidratos, proteínas, vitaminas A, B1, B2, B6, Niacina, Vitamina C, Cálcio, Ferro e Fósforo, torna-se um importante aliado à dieta habitual, reduzindo riscos de derrame e doenças relacionadas à pressão arterial. Figura 1 - Classificação da banana quanto a seu estágio de maturação. FONTE: (Pavani, comércio de produtos agrícolas) Cor da Casca Amido (%) Açúcares Redutores (%) Sacarose (%) T° C de gelatinização Verde 58,6 1,3 6,0 75-80 Verde claro 42,4 10,8 18,4 77-81 Verde amarelado 39,8 11,5 21,4 75-78 Mais amarelo que verde 37,6 12,4 27,9 76-81 Amarelo com as pontas verdes 9,7 15 53,1 76-80 Totalmente amarelo 6,3 31,2 51,9 76-83 Amarelo com traços marrons 3,3 33,8 52 79-83 Tabela 1 - Composição da banana em diferentes estágios de maturação INTRODUÇÃO AMIDO RESISTENTE SORVETE FUNCIONAL ORIGINAL OBJETIVO GERAL Avaliar o efeito sensorial da substituição de gordura vegetal em sorvetes por biomassa de banana verde. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Produção da biomassa da banana verde pastosa; • Testar a formulação adequada com redução no teor de açúcar e inserção da biomassa da banana verde para a produção do sorvete; • Avaliar a aceitação do sorvete com relação ao sabor, cor, textura, aparência e aceitação global do produto; METODOLOGIA ORGANIZAÇÃO; DESCRIÇÃO DETALHADA DO CAMPO DE ESTÁGIO; PREPARO DAS FORMULAÇÕES ORGANIZAÇÃO As análises foram realizadas no laboratório de alimentos, localizado na Universidade Federal do Maranhão-UFMA, no CCET, Bloco 10, sala 304. Principais atividades do laboratório: Conservação e transformação de alimentos in natura, processamento para armazenamento aumentando a vida útil, percepção sensorial. DESCRIÇÃO DETALHADA DO CAMPO DE ESTÁGIO • Definição das proporções usadas para cada produto. • Avaliação da aceitabilidade quanto ao sabor, cor, aparência, textura e produto como uma forma geral. PREPARO DAS FORMULAÇÕES Fervura da biomassa Lavagem e Sanitização Choque térmico Etapas Principais PREPARO DAS FORMULAÇÕES Figura 2 - Banana verde na em panela de pressão, antes do Tratamento térmico. Figura 3 - Bananas após cozimento, após choque térmico. Figura 4 - Bananas descascadas após cozimento Figura 5 – Biomassa triturada sem adição de água. Figura 6 - Biomassa com a adição de 200 mL de água Figura 7 - Textura da biomassa O balanço de massa da biomassa é mostrado a seguir: 2,94kg de banana verde Fervura e Despolpamento 1,33 kg de casca 1,61 kg de polpa Figura 8 - Rendimento da polpa após desidratação PREPARO DAS FORMULAÇÕES Ingredientes Sorvete Original Sorvete funcional* Leite Integral Piracanjuba 500 mL 1500 mL Açúcar cristal Itajá 160 g 240 g Super liga Neutra Selecta 2 g 6 g Leite em pó Ninho 50 g 150 g Gordura Vegetal União 125 g 0 g Emulsificante estabilizante 8 g 24 g Ovomaltine 100 g 190 g Biomassa de banana Verde 0 kg 1,5 kg Nescau 50 g 150 g Tabela 2 - Formulações para o sorvete original e sorvete funcional Figura 9 - homogeneização do sorvete funcional Figura 10 – Sorvete transferido para potes de 100 mL ANÁLISES SENSORIAIS ACEITABILIDADE DO SORVETE NA ESCALA DE 0 A 20 ANOS Figura 11 - Escala Hedônica de 0-20 anos Com um total de 100% dos julgadores da faixa etária de 0 a 20 anos, apenas 3,45% mantiveram-se neutros. Em contrapartida, 96,55% gostaram ou gostaram muito, apresentando um índice de aceitação altíssimo. ACEITABILIDADE DO SORVETE NA ESCALA DE 21 – 60 ANOS 0 2 4 6 8 10 12 Sabor Cor Textura Aparência Aceitação Global N Ú M E R O D E P R O V A D O R E S 21-60 anos Gostei muitíssimo Gostei muito Gostei moderadamente Não gostei/Nem desgostei A avaliação dos experimentadores na faixa etária de 21 a 60 anos teve aceitação acima de 90 %. Os critérios como: Gostei muitíssimo e Gostei muito foram os mais votados. Dos 18 avaliadores, apenas 1 gostou moderadamente, 1 Não gostou/Nem desgostou, os demais 16 gostaram muito e gostaram muitíssimo CONCLUSÃO A substituição da gordura vegetal pela Biomassa da banana verde, rica em amido resistente, fez com que o mesmo apresentasse corpo e mastigabilidade semelhante ao do sorvete original. A velocidade de derretimento foi menor, pois como trata-se de amido resistente, a sua função no sorvete foi de dar resistência ao mesmo. O teste de aceitabilidade teve um valor percentual de aceitação superior a 90%. Um ponto relativamente negativo na produção do sorvete, comentado pelos experimentadores foi a cor final do produto, que poderia ter um tom mais escuro, que representasse mais o sabor de chocolate, a substituição do leite integral por desnatado e do açúcar pelo adoçante. Considerando uma fonte econômica de sólidos para sorvetes pelo fato de que a banana verde tem um baixo custo; as vantagens da Biomassa da banana verde e a aceitação do sorvete funcional, justificam a elaboração do sorvete funcional sabor chocolate como uma alternativa viável para o mercado. Com base nos resultados, pode-se concluir que: O sorvete produzido pela biomassa da banana verde foi aceito pelos julgadores; As notas gerais foram equivalentes a Gostei e Gostei Muito. A produção do sorvete mostrou-se uma opção viável na substituição da gordura e uma ótima alternativa para quem gosta muito dessa guloseima e quer consumir sem ingerir grandes quantidades de gorduras. REFERÊNCIAS • COSTA, A.C.; Estudo da conservação do pêssego (Prunus persica L.) minimante processado. Tese (Doutorado), Ciência e Tecnologia Agroindustrial, Universidade Federal de Pelotas, p.77, Pelotas – Rio Grande do Sul, 2010. • Goff, D. H. Ice Cream Manufacture. Dairy Science and Technology Education Series, 2001. • IZIDORO, Dayane Rosalyn. Influência da polpa de bananeira (Musa Cavendishii) verde no comportamento reológico, sensorial e físico-químico de emulsão. 2007.144. f. Dissertação (Mestrado em Tecnologia de Alimentos) – Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2007. • MACHADO, Natália Christina Rodrigues; SAMPAIO, Roane Capele; LIMA, Jean Carlos Rodrigues. Efeitos do amido resistente da biomassa de banana verde. Trindade, Brasil: Faculdade União de Goyazes, 2013. 13p. • Mikilita, I. S. Avaliação do estágio de adoção das boas práticas de fabricação pelas industrias de sorvete da região metropolitana de Curitiba (PR): proposição de um plano de análise de perigos e pontos críticos de controle. Curitiba, 2002, 186p. Dissertação (Mestre em Tecnologia de Alimentos), Universidade Federal do Paraná. • SECEX. Secretaria de Comércio Exterior. Disponível em: <http://www.cepea.esalq.usp.br/pdf/banana.pdf> Acesso em: 03 de dezembro de 2015. • Soler, M. P.; Veiga, P. G. Série Publicações Técnicas do Centro de Informação em Alimentos: sorvetes. Instituto de Tecnologia de Alimentos Campinas, 2001. • ZANDONADI, Renata Puppin. Massa de banana verde: Uma alternativa para a exclusão do glúten. 2009. 74. F. Tese (Doutorado em Ciências e Saúde), Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade de Brasília – UnB, Brasília, 2009. OBRIGADA PELA ATENÇÃO!!!