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Aluna: Catherine Silva da Cunha Curso: Pós-Graduação em Psicanálise Disciplina: Introdução a Psicologia A psicologia é a ciência que busca entender o comportamento humano e os seus processos mentais para encontrar meios de melhorar a vida cotidiana do individuo e da sociedade como um todo. Apesar de ser uma área recente, com um pouco mais de 100 anos, estudos sobre os mistérios da mente humana existem desde nossos primórdios. Estudos mostram tratamentos de transtornos mentais desde 5.000 a.C., apesar que de forma muito diferente da utilizada hoje em dia. A psicologia como ciência propriamente dita surge no final do século XIX, mais especificamente no ano de 1897, com a criação do laboratório de psicologia em Leipzig, na Alemanha, pelo médico e filósofo Wilhelm Wundt para estudos sobre os blocos de construção da mente. Wundt considerava que a psicologia deveria estudar as experiencias conscientes, o que veio posteriormente a ser chamado de estruturalismo. Para realizar seus estudos utilizava-se da introspecção, o que acabou por gerar bastante questionamento por parte da comunidade acadêmica uma vez que esta técnica não era considerada verdadeiramente cientifica por não possuir meios para a confirmação de sua precisão já que se baseava apenas na descrição do próprio paciente. Apesar das criticas recebidas, o estruturalismo foi fundamental para o desenvolvimento da psicologia Gestalt, que começou a surgir no início do século XIX e tem como principal frente a observação da organização da percepção e do pensamento do indivíduo frente ao todo. Para substituir o estruturalismo surgiu o funcionalismo liderado pelo psicólogo William James. O funcionalismo, diferente do seu precursor, focava no que a mente humana faz e como o comportamento funciona para permitir que as pessoas consigam adaptar-se a diferentes ambientes. Jon Dewey utilizou-se do funcionalismo para aprimorar a área da psicologia escolar, atendendo de forma mais satisfatória as necessidades dos alunos. Conforme os estudos da psicologia forma crescendo e tomando espaço no meio acadêmico, novas subáreas foram sendo criadas para melhor organização do conteúdo estudado. A neurociência do comportamento é a subárea que pesquisa como o cérebro, o sistema nervoso e outros processos biológicos determinam o comportamento, a psicologia experimental estuda o sentir, perceber, aprender e pensar sobre o mundo, e a psicologia cognitiva estuda os processos mentais superiores, tais como o pensamento, a memória, entre outros. A psicologia do desenvolvimento estuda a mudança de comportamento do individuo do nascimento até a morte, enquanto a psicologia da personalidade analisa as uniformidades e as diferenças do comportamento humano. A psicologia da saúde verifica a relação entre a mente e o corpo em casos de enfermidades ou doenças, já a psicologia clinica estuda, diagnostica e trata os transtornos psicológicos. A psicologia de acompanhamento aborda problemas pessoais como: educacional, social e profissional. A psicologia social busca compreender como o comportamento do sujeito é afetado pelo outro, e a psicologia transcultural estuda semelhanças e diferenças entre culturas e grupos étnicos. A psicologia evolucionista estuda a influência da herança genética no nosso comportamento, enquanto a psicologia genética comportamental verifica praticamente o contrário, como o ambiente influencia no aparecimento ou não de certos traços hereditários. Por fim, a neuropsicologia clinica investiga a origem dos transtornos psicológicos por meio dos fatores biológicos. Além das subáreas, a psicologia possui diversas perspectivas, ou mais comumente conhecidas como abordagens, que são basicamente uma linha de pensamento, um referencial teórico que o psicólogo segue para estudar o comportamento humano. As abordagens mais conhecidas são a psicodinâmica, que considera o inconsciente como parte fundamental do funcionamento da psique humana, a terapia comportamental, que foca no comportamento observável e que pode ser medido, a cognitiva, que analisa como o ambiente pode ser determinante no modo como o indivíduo se comporta, e a centrada na pessoa, que concentra-se basicamente no ser humano e seu livre arbítrio perante suas decisões Apesar de algumas das abordagens seguirem raciocínios totalmente diferente e em alguns momentos virem a se anular parcial ou completamente, nem uma delas é tida como melhor ou verdadeira. Todas são vistas como caminhos diferentes a serem percorridos para chegar ao mesmo fim.