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Resumo história da enfermagem

Resumo sobre a história da Enfermagem: define história e apresenta períodos (Idade Antiga, Média, Moderna, Contemporânea), conceitos de cuidar/cuidado, origens da enfermagem e práticas de saúde (instintivas, mágico-sacerdotais, monástico-medievais, pós-monásticas), com exemplos do Egito.

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Resumo história da enfermagem
O QUE É HISTÓRIA? 
A palavra HISTÓRIA é de origem grega e significa aquela que conhece. Várias são as definições, por exemplo: conjunto de conhecimentos adquiridos através de tradição ou por meio dos documentos relativos à evolução, ao passado da comunidade. A palavra também tem um sentido ambíguo quando significa o passado e tudo que aconteceu no passado, e também o registro do passado, tudo o que foi dito ou escrito;
 O passado independe de nós para existir, existe em si. Aconteceu m esmo que os historiadores tenham deixado de registrá-lo. A HISTÓRIA não brota quando algum historiador se empenha em descobri-la ou registrá-la, pois ele não cria o fato passado. O que aconteceu, independente da vontade do historiador, sem que as consequências disso dependam dele.
A História marca o início do período de desenvolvimento da humanidade após o surgimento da escrita e divide-se em quatro períodos:
IDADE ANTIGA (ANTIGUIDADE): De 4000 a.C. até 476 d.C., com a queda do Império Romano;
IDADE MÉDIA (HISTÓRIA MEDIEVAL): De 476 d.C. a 1453, com a conquista de Constantinopla pelos turcos otomanos;
IDADE MODERNA: De 1453 a 1789, quando ocorre a Revolução Francesa;
IDADE CONTEMPORÂNEA: De 1789 até os dias atuais.
Cuidar/Cuidado 
-Compreendendo o CUIDAR de forma mais ampla, parece mais claro visualizá-lo anteriormente à Enfermagem. Várias autoras estabelecem a relação Enfermagem/mulher; mãe/cuidado. O papel da enfermeira, como mãe, nutridora e educadora amplia-se para o cuidado de doentes, de idosos e de necessitados;
 - Com a doença e a ameaça à segurança, a cuidadora (em geral, papel atribuído à mulher) dedica-se a prover, além da atenção e do afeto, o conforto e a realizar as demais atividades que possibilitem o bem - estar, a restauração do corpo e da alma, e a dignidade;
- Mais tarde, segundo a História, a cuidadora auxilia no desenvolvimento de atividades, não só do conforto, mas daquelas que promovam a redução da dor e da incapacidade, em geral sob a orientação de um médico. Cuidar é um ato individual que prestamos a nós próprios desde que adquirimos autonomia, mas é, igualmente, um ato de reciprocidade que somos levados a prestar a toda pessoa que, temporária ou definitivamente, tem necessidade de ajuda para assumir as suas necessidades vitais.
- Cuidar - significa comportamentos e ações que envolvem conhecimento, valores, habilidades e atitudes empreendidas no sentido de favorecer as potencialidades das pessoas para manter ou melhorar a condição humana no processo de viver e morrer;
 - Cuidado - é entendido como o fenômeno resultante do processo de cuidar.
Origens da Enfermagem
 · A mãe como primeira enfermeira da família; · Havia a plena convicção de que as doenças eram um castigo de Deus ou efeitos do poder diabólico exercido sobre os homens;
 · Tais crenças levaram os povos primitivos a recorrer a seus sacerdotes e a feiticeiros, acumulando esses as funções de médico, farmacêutico e enfermeiro;
 O desenvolvimento histórico das práticas de saúde obedece à relação do objeto de pesquisa com a realidade histórica e é identificada por pontos críticos, nos quais ocorre uma transformação qualitativa ou uma mudança significativa nessa relação, ficando assim subdividido:
As práticas de saúde instintivas Caracterizam a prática do cuidar nos grupos nômades primitivos, tendo como pano de fundo as concepções evolucionistas e teológicas;
 As práticas de saúde mágico-sacerdotais Aborda-se a relação mística entre as práticas religiosas e as práticas de saúde primitivas desenvolvidas pelos sacerdotes nos templos. Esse período corresponde à fase de empirismo, verificada antes do surgimento da especulação filosófica que ocorre por volta do século V antes de Cristo;
 As práticas de saúde monástico-medievais Focaliza-se a influência dos fatores socioeconômicos e políticos do medievo e da sociedade feudal nas práticas de saúde e as relações destas com o cristianismo. Esta época corresponde ao aparecimento da Enfermagem como prática leiga, desenvolvida por religiosos e abrange o período medieval compreendido entre os séculos V e XIII;
As práticas de saúde pós-monásticas Evidencia-se a evolução das práticas de saúde e, em especial, da prática de Enfermagem no contexto dos movimentos Renascentistas e da Reforma Protestante. Corresponde ao período que vai do final do século XIII ao início do século XVI;
Tempos antigos:
EGITO: 
 Realização da descrição de doenças, operações e drogas; · Os egípcios realizavam orações durante a administração de drogas; · Manuscrito de Imhotep: menciona o cérebro e o seu controle;
 A prática religiosa e os conhecimentos científicos adquiridos eram constantemente unidos na prática de saúde;
Para prática dos estudantes, futuros sacerdotes médicos, os templos mantinham ambulatórios gratuitos;
 Foram os egípcios que iniciaram as técnicas do uso de bandagens para o preparo do corpo das múmias;
Acreditavam na influência dos astros sobre a saúde;
Classificavam o coração como o centro da circulação e reconheciam o ato respiratório como importante;
A religião proibia a dissecção do corpo humano, opondo barreiras para o progresso científico.
ÍNDIA:
 O período áureo da medicina e da enfermagem hindu foi devido ao budismo; 
 Os hindus conheciam ligamentos, vasos linfáticos, músculos, nervos e plexos. Julgavam o coração sede da consciência e ponto de partida para todos os nervos;
 Conheciam o processo da digestão, faziam suturas, amputações, trepanações e corrigiam fraturas;
 O tratamento geral das doenças consistia em: dieta, banhos, clisteres, inalações; 
Existem menções de construção de hospitais e de escolha de enfermeiros, exigindo destes uma série de qualidades e conhecimentos;
 Os hindus queriam que seus enfermeiros tivessem: asseio, habilidade, inteligência, conhecimento de arte culinária e de preparo de remédios. Deveriam ser moralmente puros, dedicados e cooperantes;
Médicos hindus - Susruta e Charaka: Descreveram muitas operações cirúrgicas (catarata, hérnia, cesariana), estabeleceram normas para o preparo da sala de operações e mencionaram o uso de drogas anestésicas; 
 Durante muitos anos, a prática de saúde foi privilégio de sacerdotes, sendo depois permitida aos guerreiros (considerada categoria inferior);
 O ensino prático era raro, sendo proibido dissecar cadáveres de animais e de seres humanos; · Leis de Manu: as doenças eram consideradas, quer produzidas por espíritos malignos, quer como um castigo que Deus impunha aos culpados. Atribuição de determinadas doenças a determinados crimes.
PALESTINA:
 Crença em um só Deus (monoteísmo). Moisés prescreveu conceitos de higiene que o colocaram como um dos grandes sanitaristas da época;
Para qualquer doença considerada naquela época como contagiosa, era recomendado um isolamento;
Os preceitos religiosos prevaleciam como deveres sagrados: a proteção aos órfãos, às viúvas e a hospitalidade ao estrangeiro.
ASSÍRIA E BABILÔNIA:
Estabeleciam-se castigos rigorosos para os médicos em caso de fracasso. O cirurgião incapaz sofria amputação das mãos, e o médico que deixasse um escravo morrer devia pagar uma indenização ao senhor;
Os cuidados eram todos baseados na magia e orações, acreditando-se que sete demônios causavam as doenças;
Davam grande importância ao regime alimentar, usavam massagem, tinham colírios para conjuntivites e realizavam tamponamento das fossas nasais;
 Deitavam os enfermos nas ruas para que os transeuntes receitassem conforme suas experiências;
As epidemias eram atribuídas às influências astrais.
. PÉRSIA:
Havia a crença em dois princípios: o do bem (Ormuzd) e o do mal (Ahriman);
 Classificaram cerca de 99.999 doenças, o que faz supor que nesse número havia meros sintomas;
 Construíram hospitais para os pobres, que eram servidos por escravos.
CHINA: 
 Deram também às experiências de cuidado um caráter religioso;
Os médicos que se faziam notar eram adorados como deuses;
O cuidado dos enfermos era função sacerdotal; · As doenças foram classificadas comobenignas, médias e graves;
 As doenças graves e semi-graves eram tratadas com orações e cerimônias conjuratórias. As doenças da terceira categoria se beneficiava com uma terapêutica rudimentar e nem sempre lógica;
Conheciam a varíola e as manifestações primárias, secundárias e terciárias da sífilis, bem como as formas congênitas;
Descreveram em sua Farmacopéia mais de 2000 medicamentos;
 A dissecção de cadáveres era proibida.
As práticas de saúde no alvorecer da ciência Relaciona-se a evolução das práticas de saúde ao surgimento da filosofia e ao progresso da ciência, quando essas, então, se baseavam nas relações de causa e efeito. Inicia -se no século V antes de Cristo, estendendo-se até os primeiros séculos da Era Cristã;
As práticas de saúde no mundo moderno Analisam-se as práticas de saúde e, em especial, a de Enfermagem sob a ótica do sistema político econômico da sociedade capitalista e ressalta o surgimento da Enfermagem como prática profissional institucionalizada. Essa análise inicia-se com a Revolução Industrial no século XVI e culmina com o surgimento da Enfermagem moderna na Inglaterra, no século XIX.
JAPÃO:
O cuidado também possuía um caráter religioso;
 A eutanásia era lícita;
 A única terapêutica era das águas termais.
. GRÉCIA:
 Os gregos dominavam a filosofia, as ciências, as letras e as artes, estendendo -se também ao campo da medicina;
· O desenvolvimento biomédico grego se divide em dois períodos: O Período Pré-Hipocrático e o Período Hipocrático; 
 Período Pré-Hipocrático: as primeiras teorias biomédicas gregas se prendiam à Mitologia (Ex: Apolo, o deus do Sol e da saúde);
Tinham conhecimento de anatomia e de patologia, classificaram cerca de 141 tipos de ferimentos superficiais e profundos;
Além da fisioterapia, usavam sedativos, fortificantes e homeostáticos. Faziam ataduras extração de corpos estranhos;
Havia as Xenodóquias (primeira menção de um ambiente para o cuidado) para o tratamento de doentes, cujo objetivo também era hospedar viajantes;
 Havia também os Iatrions, que correspondiam aos nossos atuais ambulatórios;
Devido à cultura Mitológica do corpo e ao culto à beleza, prejudicaram o desenvolvimento de estudos anatômicos e a dissecção de cadáveres;
Período Hipocrático: Hipócrates, o Pai da Medicina, conseguiu explicar a cientificidade das doenças;
Insistia sobre a observação cuidadosa do doente para o diagnóstico, o prognóstico e a terapêutica; 
Descreveu doenças do pulmão, do aparelho digestivo, do sistema nervoso e a doença mental;
Praticava cirurgia, distinguia cicatrizações por primeira e segunda intenção; 
Desenvolveu a Teoria Humoral, pela qual considerava a saúde como o equilíbrio dos humores: sangue, linfa e bile (branca e negra). O seu desequilíbrio significava a doença;
 Quanto à terapêutica, usava como princípio fundamental não contrariar a natureza, mas auxiliá-la a reagir. Escreveu sobre deontologia médica, sobre climas e epidemias;
 Teve uma grande importância no desenvolvimento da anatomia, através da dissecção de cadáveres.
ROMA:
Povo dominador e guerreiro, imprimiu sua civilização através de outros povos conquistados; · Distinguiram-se pelas obras de saneamento, ruas limpas, redes de esgoto, casas bem ventiladas, água pura abundante, banhos públicos, combate à malária;
Construíram grandes edifícios públicos de banhos, para que os habitantes tomassem banho diariamente;
Os mortos eram sepultados fora da cidade; 
Distinguiram-se pelos cuidados aos guerreiros. Estabeleceram para estes vários hospitais e, principalmente, desenvolveram cirurgia de guerra;
 Os civis recorriam aos médicos gregos, que eram numerosos em Roma, onde a profissão médica foi considerada indigna do cidadão romano. Os médicos quando não eram estrangeiros, eram escravos;
 Os serviços de enfermagem eram também confiados aos escravos;
 Com a influência grega crescendo, Júlio César começou a conceder título de cidadão romano aos médicos estrangeiros.
DIÁCONOS (OU DIACONISAS): 
As viúvas que dispunham de tempo, assim como as virgens que se consagravam a Deus, tomavam parte ativa no socorro aos pobres e aos doentes;
 Foi uma verdadeira revolução social o conjunto de serviços e assistência organizado e mantido pela generosidade dos primeiros cristãos.
DIACONIAS E XENODOQUIA:
Diaconias eram lugares onde se recolhiam os doentes em casas particulares ou hospitais;
Edito de Milão: dava aos cristãos a liberdade de culto; estimulou a fundação de hospitais cristãos.
AS GRANDES ABADESSAS:
 Eram as diretoras dos conventos femininos;
Atuaram no progresso dos hospitais e dos cuidados dispensados aos doentes;
 Destacam-se: Santa Radegunda e Santa Hildegarda;
 Santa Hildegarda possuía grandes conhecimentos de Ciências Naturais, Enfermagem e Medicina. Escreveu sobre doenças do pulmão, verminose, icterícia e disenteria;
Dava importância à água em sua terapêutica;
 Conseguiu curas notáveis e seus conhecimentos sobrepujavam os dos homens.
ORDENS MILITARES: 
Jerusalém caiu em poder dos Muçulmanos;
Com a perseguição aos cristãos pelos Muçulmanos, cresceu a ideia de libertação do túmulo de Cristo;
 Esse período foi marcado pelas Cruzadas, que deram origem a novas organizações de enfermagem sob a forma religiosa-militar;
Devido às perseguições aos peregrinos cristãos, foram criados, para socorrê-los, os Hospitais de São João e de Santa Maria Madalena (o primeiro para homens e o segundo para mulheres);
Os hospitais eram luxuosos, porém os conhecimentos de higiene eram precários;
Fundaram leprosários em diversas regiões e foram responsáveis pela diminuição do número de leprosos pela Europa.
ORDENS SECULARES: 
As Cruzadas não atingiram seu objetivo de tomar o túmulo de Cristo dos Muçulmanos;
 Ocorreu uma baixa de nível moral, e a franca corrupção dos costumes e as controvérsias religiosas alteraram em certos grupos a unidade da fé; 
São Francisco de Assis e São Domingos; · Priorizavam a pregação religiosa, visitavam hospitais, curavam as chagas;
São Francisco fundou a Ordem dos Frades Franciscanos;
Fundou também a segunda ordem de religiosas chamadas de Clarissas;
 Procurado por pessoas casadas ou de outras origens que não a religiosa, mas que desejavam tomar parte na renovação cristã iniciada pelas duas primeiras ordens, São Francisco instituiu a Ordem Terceira;
Os membros da Ordem Terceira praticavam a perfeição cristã, mas não faziam votos e nem deixavam seus lares;
 O valor da Ordem Terceira foi enorme para o progresso da enfermagem. Seus membros eram em sua grande maioria nobres; · Santa Catarina de Siena e Santa Isabel de Hungria.
DECADÊNCIA DA ENFERMAGEM: 
 O progresso da medicina e a difusão hospitalar não trouxe o desenvolvimento da enfermagem;
Sendo a enfermagem exercida exclusivamente pela Igreja, a baixa nas suas doutrinas repercutiu na quantidade e na qualidade do atendimento às pessoas enfermas; 
 Escasseavam donativos e leitos, nos quais, por vezes, eram colocados cerca de seis pacientes ao mesmo tempo.
PERÍODO CRÍTICO DA ENFERMAGEM: REFORMA RELIGIOSA
A sua causa principal era o afastamento dos princípios cristãos; 
Martinho Lutero (Alemanha), Henrique VIII (Inglaterra-anglicanismo) e Calvino (Suíça), que protestaram contra a Igreja Católica nas suas respectivas nações;
 Ao protestar contra os abusos, arrastaram a cristandade à quebra de sua unidade;
Renunciaram ao Catolicismo, expulsaram dos hospitais as religiosas que se dedicavam aos doentes;
Não havia nenhuma organização religiosa ou leiga específica para o cuidado aos enfermos;
 Foram obrigados a fechar um grande número de hospitais (mais de mil); 
As pessoas que se dispunham a cuidar dos enfermos eram mal remuneradas ou escassas, o trabalho era pesado, faltava organização; 
As pessoas que realizam os cuidados eram das mais baixas escalas sociais e de duvidosa moralidade; 
Devido a essas condições, as pessoas relutavam a se internar nos hospitais;
 As pretensas enfermeiras deixavam os doentes morrerem ao abandono e lhes extorquiam gorjetas; 
Imperava a falta de higiene;A comida era insuficiente e de péssima qualidade;
Charles Dickens nesta época descreveu uma personagem caricaturada chamada Sairy Gamp, nome este que serve para designar enfermeiras ignorantes e sem ideais.
CONCÍLIO DE TRENTO:
Criado para esclarecer os pontos doutrinários atacados pelos protestantes e tomar as necessárias providências para os problemas emergentes;
 Durou 18 anos;
A questão da assistência aos enfermos foi estudada com grande cuidado;
Foram feitas recomendações aos bispos para organização, manutenção e fiscalização dos serviços hospitalares, e orientações para a assistência espiritual nos hospitais; 
Não havia nenhuma menção do ponto de vista técnico e científico.
Imagem folclórica da enfermagem 
Primeira mãe / mulheres têm carregado a principal responsabilidade pela criação e alimentação das crianças e pelos cuidados dos membros idosos da família;
As tribos e as civilizações antigas tinham necessidade de cuidados à saúde; · A educação dessas "enfermeiras" era em grande parte por tentativa e erro;
Os avanços dos métodos utilizados, quando tinham sucess o, eram realizados pela troca de informações;
Superstição e magia desempenhavam um papel significativo no tratamento;
O folclore era abundante e existia relação íntima entre a religião e as artes curativas;
As habilidades da enfermagem evoluíram pela intuição. Ex: Utilização de alimentos corretos eram observados quanto aos seus efeitos (diarreia e vômitos);
As famílias desenvolveram métodos por gerações;
 Os tratamentos desenvolvidos eram adquiridos e compartilhados.
Imagem religiosa da enfermagem 
 A cristandade e o papel da religião teve uma atuação fundamental na continuidade histórica da enfermagem;
 Foram organizados grupos, como as ordens, cuja preocupação primária era cuidar dos doentes, dos pobres, dos órfãos, das viúvas , dos idosos, dos escravos e dos prisioneiros;
As mulheres solteiras tinham oportunidades de trabalho que não eram imaginadas antes (atividades inerentes ao seu lar);
 Construiu-se uma imagem da enfermagem amarrada aos rígidos preceitos religiosos, com uma estrutura disciplinar rígida; · Obediência absoluta. As diaconisas eram mulheres que deveriam ser solteiras ou viúvas, portanto tinham instrução, cultura, saúde e posição (irmãs de oficiais e viúvas bem -sucedidas);
Praticavam trabalho de caridade: incluíam alimentar os pobres, visitar prisioneiros e abrigos, cuidar dos doentes e enterrar os mortos;
 Quando entravam nas casas, usavam cesta com remédios entre outros utensílios;
Das viúvas, eram exigidos votos de castidade, para não se casarem novamente;
Por visitarem os doentes nas residências, são reconhecidas como o primeiro grupo organizado de Enfermeiras de Saúde Pública;
 Algumas possuíam um poder aquisitivo elevado e fizeram altas contribuições para a caridade e para a Enfermagem naquela época;
Papel das Ordens Monásticas:
 Homens e mulheres eram capazes de seguir carreiras de sua escolha, de acordo com os preceitos cristãos;
Os monastérios desempenhavam um grande papel na preservação da cultura e do aprendizado, dando refúgio para os perseguidos, cuidados aos doentes e ensino para os analfabetos;
 As ordens militares de enfermeiras evoluíram como resultado das Cruzadas;
 Defendiam os hospitais e seus pacientes e, por essa razão, vestiam uma armadura e, por baixo de seus hábitos, usavam o símbolo da Cruz de Malta;
 A Cruz de Malta foi utilizada como símbolo da Nightingale School.
Imagem servil da enfermagem 
Durante o Renascimento (Era das Descobertas) e a Reforma, com o movimento religioso (Luteranismo, Anglicanismo, Calvinismo);
Resultou em uma revolta contra a supremacia da Igreja Católica;
 Monastérios foram fechados, ordens religiosas dissolvidas, e o trabalho das mulheres extinto;
 Mudança no papel da mulher: seu papel era definido nos limites do seu lar e suas obrigações eram cuidar das crianças e de casa; 
Mulheres com um alto grau de instrução não trabalhavam em hospitais;
 O trabalho em hospitais foi realizado pelas mulheres incomuns: Prisioneiras; Prostitutas; Mulheres de baixa renda;
Essas se sustentavam com ordenados, sendo forçadas a trabalhar como domésticas;
A enfermagem não era considerada uma atividade desejável para mulheres de alto escalão;
O pagamento era baixo, as horas de trabalho eram longas e o trabalho estressante;
Foram considerados os Anos Negros da Enfermagem;
Charles Dickens - Sairy Gamp e Betsy Prig; 
 Ocorreu um retrocesso na evolução dos cuidados aos enfermos;
O conhecimento da higiene era insuficiente.
Abordagem sobre Florence Nightingale e Sua Obra: Notas Sobre Enfermagem: o que é e o que não é
 Principais abordagens de sua obra;
Arejamento e aquecimento: condições sanitárias das moradias; 
Controle de atividades menores;
 Ruídos;
Variedade;
Alimentação;
Tipos de alimentos; 
Cama e roupas de cama;
 Iluminação;
Limpeza de quartos e de paredes;
Higiene pessoal;
Esperanças e conselhos; 
 Observação do doente;
 Acréscimo de conteúdo.
Teoria Ambientalista de Florence Nigthingale 
· Conceito básico mais característico nos trabalhos de Florence é o ambiente; 
· Enfatizou o ambiente físico preponderantemente em relação ao meio psicológico e social;
 · Em 1850: Florence testemunhou a sujeira, a peste e a morte, no ambiente das enormes barracas que serviam de hospital e no próprio hospital militar da época;
 · Diminuiu quantitativamente o percentual de mortes na guerra da Crimeia (de 42% para apenas 2%);
 · O ambiente é visto como fator que influencia no organismo: prevenir, suprimir ou contribuir para doença ou a morte;
 · Florence fala sobre ventilação, ar e água limpos e calor, de modo que o processo de reparação, instituído pela natureza (MEIO), não seja impedido;
 · Além disso, ela cita os elementos ambientais que perturbam a saúde, tais como a sujeira, a umidade, a baixa temperatura, as correntes de ar, as emanações, o barulho e a escuridão;
 · O AMBIENTE = No âmbito do processo de enfermagem, deve ser encarado o paciente no seu contexto;
 · O ambiente em que se encontrava o paciente, para Florence, era abrangente; 
· Os três componentes: FÍSICO, SOCIAL E PSICOLÓGICO precisam ser entendidos como inter-relacionados, e não como partes distintas;
 · A limpeza do ambiente físico relaciona-se diretamente com a prevenção da doença e com as taxas de mortalidade, no âmbito do ambiente social da comunidade;
AMBIENTE FÍSICO: A higiene constitui uma noção inclusa, relacionada com todos os aspectos do ambiente físico em que se encontra o paciente; 
· AMBIENTE PSICOLÓGICO: Um ambiente negativo poderia causar estresse físico, daí afetando o emocional do paciente. Recomenda-se que se ofereça ao paciente uma variedade de atividades para manter sua mente estimulada, enfatizando a necessidade de comunicação;
 · AMBIENTE SOCIAL: É visto como essencial na prevenção de doenças e refere-se especialmente à coleta de dados, na qual a enfermeira deve empregar todo seu poder de OBSERVAÇÃO; Significa que a doença assume características diferentes para cada paciente e a enfermeira deve estar atenta a elas.
Enfermagem da saúde: requer algum ensino prático, tem por objetivo a prevenção de doenças e pode ser praticada por todas as mulheres;
 · Enfermagem da doença: arte e ciência que requer uma educação formal, organizada e científica para cuidar dos que sofrem com a doença.
DOENÇA: É vista como um processo restaurador, que traduz um esforço da natureza para corrigir um processo de desgaste. O papel da enfermeira seria de ajudar o doente a manter suas forças vitais a fim de prevenir a doença;
SAÚDE: Surge, neste contexto, como resultante da interação de fatores ambientais, de modo que Nightingale a considera não apenas como o contrário de doença;
 SER HUMANO (HOMEM ou INDIVÍDUO): Tem habilidades e responsabilidades de alterar sua situação existencial;
 ENFERMAGEM: Função de colocar o indivíduo nas melhores condições para a natureza agir, o que seria obtido basicamente pela ação sobre o ambiente;
 SOCIEDADE E AMBIENTE:Condições externas que afetam a vida e o desenvolvimento do indivíduo;
 AMBIENTE: Elementos externos à pessoa e que afetam tanto a saúde do doente quanto a pessoa saudável.
A Enfermagem Moderna: Aspectos Críticos:
 · Destaca-se a desigualdade social como traço inevitável de qualquer sociedade e responsável pelas transformações da História, a partir de conflitos entre dominante e dominados; 
· Poder é um fenômeno que atinge a todas as dimensões do convívio humano e, nas organizações sociais, suas características como soberania, liderança e obediência, hierarquia e subordinação, influência, prestígio e autoridade encontram -se em todas as relações sociais;
 · O discurso formal da Enfermagem foi baseado na transformação da pobreza em princípios de saneamento e compromisso institucional;
 · Propunha a mudança do comportamento dos pobres em casa ou como pacientes hospitalizados; 
· FLORENCE: instituiu a ambiguidade da prática, quando propôs a divisão social do fazer em Enfermagem, o fazer intelectual para as moças de origem social destacada e o fazer manual para as moças de origem simples;
 · A escola fundada por Florence deveria primar pela disciplina e moral das alunas; 
· Existia uma grande preocupação em moralizar o perfil da enfermeira da época, porque as enfermeiras eram mulheres de reputação questionável e bebiam no trabalho;
 · Florence combateu um movimento de enfermeiras inglesas que objetivava a obtenção do Registro Oficial e o reconhecimento do curso de Enfermagem;
 · Ela argumentava que não era necessário o registro, porque o real significado da profissão era o seu espírito vocacional e de submissão, postura que, de uma certa forma, mostrava seu compromisso com as elites;
 · Sua destacada posição social servia como meta para ascensão da mulher na sociedade ocidental no início do século;
 · Os princípios não deveriam ser questionados e, como consequência, a profissão sai de uma fase de desmoralização social para uma outra autoritária e preconceituosa;
 · O ingresso das moças no Hospital Saint Thomas exigia o máximo de elevação moral contra o mínimo de condições educacionais;
 · As disciplinas eram rígidas e, por qualquer deslize, a candidata era afastada do curso. Perfil que também existiu no Brasil na sua implantação e perdurou por muitos anos.
A profissão era vista sob dois aspectos distintos:
Primeiro - a Enfermagem como arte de cuidar do doente, atividade desenvolvida por mulheres sob a direção de cientistas. A prática da Enfermagem vinculada à prática médica; 
· Segundo - Florence chamou de Enfermagem de Saúde ou Enfermagem Geral, como arte da saúde que toda mulher deveria aprender.
Havia dois tipos de alunas com propostas distintas de formação de acordo com a origem social das alunas:
 · Ladies: a estas caberia o comando, o poder e o saber da profissão;
 · Nurses: a estas caberia o fazer.
Características do modelo de Florence: 
· Teve como proposta inicial a moralização da profissão, introduzindo mulheres de classes altas na Enfermagem;
 · Usou a disciplina e o preconceito para adequar-se às exigências do padrão burguês;
 · Promoveu a divisão do trabalho, caracterizando como inferiores as habilidades manuais que aproximavam o enfermeiro do enfermo, desviando suas ações para uma pseudo-administração que sempre esteve ligada aos interesses dominantes;
 · Serviu como suporte para o desenvolvimento da medicina como ciência, e não deu margem à expansão do conhecimento de Enfermagem para entendimento das questões sociais que envolviam todo o universo da prática profissional.
ENFERMAGEM NO BRASIL 
PRIMEIROS HOSPITAIS:
 Descoberto o Brasil, as primeiras tentativas de colonização incluíram em seu programa a abertura de Santas Casas;
 Incluíam elas hospitais e recolhimento para pobres e órfãos;
 José de Anchieta, no Rio de Janeiro: Tendo chegado ao Rio na esquadra de Diogo Flores Valdez, trazendo grande número de enfermos, tratou Anchieta de recolhê-los para tratamento, improvisando o núcleo hospitalar que se tornou a grande Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro;
 José de Anchieta não se limitava apenas à Catequese. Como professor, médico e enfermeiro, acudia a duas necessidades urgentes do povo: educação e saúde; 
 Em grande número de documentos, deixou estudos de valor sobre o Brasil e seus primitivos habitantes: o clima, os costumes, as doenças mais comuns, as terapêuticas empregadas, as plantas medicinais são descritas cuidadosamente;
 Ainda que empíricos, alguns conhecimentos médicos eram empregados com êxito, para antídoto contraveneno de cobras, plantas medicinais; em cirurgias usavam talas de casca de árvores, ligaduras de cipó, ventosas de chifre de boi; 
 Anchieta mencionava a ausência de defeitos físicos entre os selvagens; 
 Além do serviço voluntário, os religiosos usavam os serviços de escravos; 
 Havia senhores que alugavam escravos peritos em enfermagem para servirem a doentes particulares. Em geral eram analfabetos, outros poucos mais educados. Em lugares onde não havia médico, orientavam-se por livros de medicina popular e enfermagem caseira, publicados em Portugal;
 À medida que chegavam as religiosas ao Brasil, iam lhes entregando os estabelecimentos de assistência (as Santas Casas); 
 Somente no século XIX se abriram as primeiras escolas de medicina e raros eram os brasileiros que podiam estudar na Europa;
 Francisca de Sande foi a primeira voluntária, no Brasil, de enfermagem, viveu na Bahia no fim do século XVII, dedicando sua viuvez aos cuidados dos doentes.
MATERNIDADE E INFÂNCIA:
 Em 1693 aparece a primeira manifestação oficial de proteção direta à infância do Brasil;
 No início das atividades e por muito tempo, sua eficiência deixava muito a desejar. De 12.000 crianças nascidas apenas 1.000 vingavam. Pouco a pouco, a mudança de melhor local e com a vinda das Irmãs de Caridade, em 1856, diminuíram consideravelmente a mortalidade infantil;
 Em 1822, o Brasil tomou as primeiras medidas de proteção à Maternidade que se conhecem na legislação mundial. São elas devidas a José Bonifácio de Andrada e Silva: · Referem-se à mãe escrava e dizem: ?A primeira escrava, durante a prenheze passado o 3º mês, não será obrigada a serviços violentos e aturados; no 8º mês só será ocupada em casa; depois do parto terá um mês de convalescença e, passado este, durante um ano não trabalhará longe da cria?. · No começo do século XX, o grande número de teses médicas sobre Higiene Infantil e Escolar evidenciava os resultados do ensino e abria horizontes a novas realizações, esta literatura baseava-se em dados colhidos em publicações estrangeiras, não apresentando nenhum trabalho de pesquisa entre nós.
A CRUZ VERMELHA
 · Instituição universalmente conhecida, foi fundada por Henri Dunant (1828-1910);
 · Suas ideias floresceram por ter presenciado, em 1859, os resultados desastrosos da batalha de Solferino, para o qual procurou organizar um serviço de assistência voluntária aos feridos;
 · Esta feliz iniciativa foi narrada no livro (Souvenir de Solferino), publicado em 1862;
 · O livro não se limitou a narrar os trágicos acontecimentos e os socorros prestados naquela ocasião. Procurou lançar as bases de uma instituição permanente que mitigasse os horrores da guerra, mobilizando e organizando todas as boas vontades para servir às vítimas de tais calamidades;
 · Em 1863, constituiu Dunant o primeiro Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Foi, então, realizado um primeiro congresso, com a participação de 16 países;
 · Uma de suas recomendações foi a criação de sociedades nacionais de socorro aos feridos, para os quais solicitou-se o apoio dos governos;
 · Na conferência de 1864, foi ultimada a Convenção de Genebra e es colhido o emblema da Sociedade: uma Cruz Vermelha sobre o fundo branco, inspirado na bandeira da Suíça, que é vermelha, com a cruz branca;
 · Os princípios em que se baseia a ação da Cruz Vermelha são assim enumerados: Humanidade; Igualdade; Proporcionalidade; Imparcialidade; Neutralidade; Independência e Universalidade;· A ação eficiente de Florence na Guerra da Crimeia e a Organização da Escola de Enfermagem estimularam Dunant no prosseguimento de sua iniciativa; 
· Durante as duas Guerras Mundiais, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha preocupouse, em primeiro lugar, com os prisioneiros de guerra, fazendo visitá-los por delegados e instalando em Genebra um serviço central de informações que transmitiu milhões de notícias entre os prisioneiros e suas famílias;
 · A assistência prevista para os feridos de guerra estendeu-se aos prisioneiros, aos feridos civis, aos deportados, aos refugiados, às populações das regiões ocupadas; 
· Foram também ampliados os trabalhos, em tempo de paz, em benefício dos doentes, acidentados, deficientes físicos, velhos, crianças e vítimas de catástrofes; 
· Em vários países, a Cruz Vermelha tem fundado e mantido escolas de enfermagem, além dos cursos de voluntários. · Seu primeiro presidente foi Oswaldo Cruz, já célebre pelas suas grandes realizações sanitárias. Por decreto de 1910, o Governo da República regulou a existência das associações da Cruz Vermelha que se fundassem no Brasil, de acordo com as Convenções de Genebra de 1864 a 1906;
 · Em 1912 a Cruz Vermelha Brasileira foi reconhecida oficialmente pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha em Genebra;
 · A Primeira Grande Guerra Mundial (1914-1918) incentivou muito o progresso da Cruz Vermelha. Fundaram-se filiais em diversos Estados e abriram-se cursos de voluntários;
 · Esta entidade hospitalizou doentes e enviou socorristas a diversas instituições hospitalares e em domicílio;
 · O setor feminino da Cruz Vermelha resolveu iniciar um curso para o preparo de profissionais: Curso de Auxiliares de Enfermagem (1916);
 · As filiais da Cruz Vermelha nos Estados assolados distribuíam alimentos que chegavam, às toneladas, de diversos pontos do país;
 · Realizações: Fundação de hospitais de emergência em épocas de epidemias, hospitais de crianças, curso de socorrista, escolas para profissionais, auxílio a vítimas de desastres, de secas e de inundações.
ANNA NÉRI 
Anna Justina Ferreira Néri nasceu na vila de Cachoeira de Paraguaçu na Bahia, em 13 de Dezembro de 1814. Era filha de José Ferreira de Jesus e de Luísa Maria das Virgens. Casou-se em 1837 com o oficial da armada Isidoro Antônio Néri, tendo enviuvado aos 30 anos, em 1843. Teve três filhos, dos quais dois foram médicos militares e um oficial do exército. 
Viúva do capitão de fragata Isidoro Antônio Néri, viu seus filhos, o cadete Pedro Antônio Néri e os médicos Isidoro Antônio Néri Filho e Justiniano de Castro Rebelo; seus irmãos, Manuel Jerônimo Ferreira e Joaquim Maurício Ferreira, ambos oficiais do exército, serem convocados para a Guerra do Paraguai.
 Em 1865 o Brasil entrou em guerra com o Paraguai e, sem hesitar, Ana Néri escreveu ao Presidente da Província, o conselheiro Manuel Pinho de Sousa Dantas, oferecendo seus serviços ao exército, enquanto durasse o conflito. 
Deferido o pedido, partiu de Salvador (Bahia), de onde nunca saíra, em agosto de 1865. Foi incorporada ao décimo batalhão de voluntários, na qualidade de enfermeira, para auxiliar o corpo de saúde do Exército, que era pequeno e contava com pouco material. Começou seu trabalho no hospital de Corrientes, no qual havia, nessa época, cerca de seis mil soldados internados e algumas poucas freiras vicentinas. Mais tarde, assistiu os feridos em Salto, Humaitá, Curupaiti e Assunção.
Mulher de posses, com seus recursos, montou, na capital conquistada, na própria casa em que morava, uma enfermaria limpa e modelar. Ali trabalhou, abnegadamente, até o fim da guerra, na qual perdeu seu filho Justiniano e um sobrinho, que se alistara como voluntário da pátria. 
Onde não havia hospitais, improvisava um, e não se poupava na dedicação aos feridos. De volta ao Brasil, em 1870, Ana Néri recebeu várias homenagens: foi condecorada com as medalhas de prata humanitária e da campanha, e recebeu do imperador uma pensão vitalícia, com a qual educou quatro órfãos que recolhera no Paraguai. Sua dedicação valeu-lhe o título de Mãe dos Brasileiros, pois bastava ser um ferido, para merecer-lhe os mais desvelados cuidados. Só depois de cinco anos da guerra terminada, ela voltou para seu lar. Trazia consigo quatro órfãos de guerra.
 Ana Néri morreu no Rio de Janeiro-RJ, no dia 20 de Maio de 1880, aos 66 anos de idade. Foram lhe prestadas manifestações com apreço em diversas províncias. Fundada a primeira escola de enfermagem de alto padrão no Brasil, foi lhe dado o nome da heroína da guerra do Paraguai, e primeira enfermeira voluntária. Em sua homenagem foi denominada, em 1923, Ana Nery a primeira escola oficial brasileira de enfermagem de alto padrão.
Em 1938, Getúlio Vargas assinou o decreto nº 2.956, que instituía o "Dia do Enfermeiro", a ser celebrado a 12 de maio, devendo, nesta data, serem prestadas homenagens especiais à memória de Ana Néri, em todos os hospitais e escolas de enfermagem do País.
A Enfermagem como Profissão: Definições e Características 
· Desenvolvimento histórico da Enfermagem e Medicina, que se entrelaçam;
 · A Medicina: preocupa-se com o diagnóstico e o tratamento (a cura, quando possível) da doença; 
· A Enfermagem: preocupa-se com os cuidados à pessoa em uma variedade de situações relacionadas à saúde;
 · A Medicina envolve-se com a cura do cliente e a Enfermagem com o cuidado daquele cliente; 
· Este cuidado inclui papéis significativos na educação para a saúde, na prevenção de doenças, no cuidado individual do cliente, na educação e no ensino acadêmico; · Especialização: variedade de áreas de atuação.
EFEITO DA TECNOLOGIA NA DEFINIÇÃO DE ENFERMAGEM 
· Avanços tecnológicos desde a década de 50, com o final da Segunda Guerra Mundial;
 · Ex: Aneurisma de aorta - década de 50 para o século XXI; Garrote para bebê; cama para banho no leito; 
· Ampliação de responsabilidades para a Enfermagem.
AS PRIMEIRAS DEFINIÇÕES DA ENFERMAGEM
 · Enfermeira é uma pessoa que nutre e protege, ou seja, uma pessoa preparada para cuidar dos enfermos, dos deficientes, idosos, adultos, jovens e crianças;
 · Enfermeira - palavra derivada do latim nutrix que significa (mãe enfermeira). Em outros dicionários, tem o significado de Amã ou nutriz - Imagem Feminina: MULHER; 
· Atualmente o Conceito Enfermeira(o) possui outras conotações inerentes ao sexo (masculino ou feminino);
DEFINIÇÃO DOS TEÓRICOS DE ENFERMAGEM
1958 - Virginia Henderson formulou uma definição amplamente aceita:
A função única da enfermeira é assistir o indivíduo, doente ou sadio, no desempenho daquelas atividades que contribuem para a sua saúde ou recuperação (ou para a sua morte tranquila) que ele seria capaz de realizar por si próprio, caso tivesse a força necessária, o desejo ou o conhecimento. E deve fazê-lo de tal modo a auxiliá-lo a adquirir a independência o mais rápido possível.
DEFINIÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES Qualquer definição de enfermagem deve indicar que se trata de uma arte e uma ciência:
 · Arte: no sentido de que é composta de habilidades que exigem a excelência e a proficiência para a sua execução;
 · Ciência: no sentido de que exige conhecimento sistematizado, obtido a partir da observação, do estudo e da pesquisa.
CARACTERÍSTICA DA ENFERMAGEM COMO PROFISSÃO
 Em geral, uma profissão deve ter como características: · Possuir um corpo de conhecimento bem organizado e bem definido, que esteja em um nível intelectual e que possa ser aplicado a atividades do grupo;
 · Ampliar o corpo de conhecimento sistemático e melhorar o ensino e os serviços através do uso do método científico; 
· Formar seus profissionais em instituições de ensino superior; 
· Funcionar de maneira autônoma na formulação de políticas profissionais e no controle da atividade profissional; 
· Criar, dentro do grupo, um código de ética;
 · Atrair para a profissão um grupo de indivíduos que reconheçam esta ocupação como o trabalho de suas vidas e que desejam contribuir para o bem da sociedade através do servir ao outro;
 · Lutar para garantir autonomia,desenvolvimento profissional continuado e segurança econômica aos profissionais.
 (Alguns críticos questionam a falha da Enfermagem quanto ao atendimento a esses critérios).
UM CORPO DE CONHECIMENTO ESPECIALIZADO 
· Principal crítica: a Enfermagem não possui um corpo de conhecimento especializado;
 · Utiliza-se de diversas áreas como a Sociologia, a Psicologia, a Antropologia, entre outras, para explicar seu corpo de conhecimento; 
· É necessário atentar: - Diversas atuações no mercado de trabalho; - Diversos cursos de especialização latu sensu; - Diversos cursos de Mestrado e Doutorado;
 - Literatura sobre e para a Enfermagem;
 · Relevância para a prática profissional e acadêmica; · Aplicação de seu conhecimento prático.
CONTROLE DA POLÍTICA E DA ATIVIDADE PROFISSIONAL 
· Sistema de saúde em que a Enfermeira(o) trabalha sob a direção do médico e do sistema hospitalar;
 · Avanços significativos para definição do cuidado, em oposição à cura do cliente, até porque ambas somam-se: - Planejamento e execução de cuidados;
 - Diagnóstico de Enfermagem (Processo de Enfermagem);
- Home Care; 
- Consulta de Enfermagem;
 - Decisão dos cuidados de Enfermagem;
 - Prescrição de Enfermagem;
 - Consultórios de Enfermagem: curativos, terapias alternativas; 
· Enfermagem como compromisso (ênfase no nível e avanços educacionais);
 · Serviço Público: parte do princípio da realização profissional e do pagamento pelo exercício de uma profissão, mudando significativamente o caráter caritativo da Enfermagem.
Os Primórdios da Psiquiatria
 · As atividades de enfermagem eram relegadas às funções no plano doméstico ou religioso, sem nenhum caráter técnico ou científico, pois não se cogitava entre nós o preparo de profissionais;
 · Caracterizado por um processo de dominação da loucura pela razão: o que se dá de modo ambíguo e conflituoso, na medida em que implica reciprocidade e semelhança entre elas;
 · Toda esta argumentação se organizou para dar conta da situação da loucura, na modernidade. E, na modernidade, loucura diz respeito à Psiquiatria: o louco como doente m ental; 
· O marco institucional da etapa do processo da dominação da loucura pela razão é a criação por: Luiz XIV, em 1656, em Paris, do Hospital Geral, que agrupa La Salpêtrière, Bicêtre e outros estabelecimentos. Não se trata, porém, de uma instituição médica, mas de uma estrutura semijurídica, entidade de assistência administrativa, que se situa entre a polícia e a justiça, e seria como que a ordem terceira da repressão
; · Atinge toda a Europa e não se restringe somente à esfera estatal, pois a Inglaterra, por exemplo, também organizou estabelecimentos de reclusão;
 · No mundo em geral, a compreensão era de que não havia hospital ou prisão para o louco; ele vivia solto, era um errante, às vezes, expulso das cidades, frequentemente, vagando pelos campos, entregue a comerciantes, peregrinos ou navegantes;
 · Nos primeiros 300 anos da sociedade brasileira, era desconhecida uma política de saúde implementada pelo Estado metropolitano português para atender às demandas da sua colônia na América: * Inexistia uma política social e sanitária para o índio e para a população negra, para o louco, para o escravo; * Os loucos eram colocados nas cadeias com vagabundos, criminosos ou indic iados. Esta promiscuidade de nenhum modo foi privativa da Colônia do Vice-Reinado ou do Primeiro Império. Era Universal;
E contra esse fato, o artigo 24 da Lei Francesa de 1838 foi e continua a ser a matriz de toda a legislação mundial sobre alienados; · Antes desta lei, o asilamento, bem como a morte ou a tortura, eram fenômenos eminentemente morais e instrumento de poder político, que foram formas alternativas de fazer desaparecer de vez o doente mental, que provoca angústia, hostilidade, desordem m oral e é um obstáculo à ordem social; · O desequilíbrio mental e as personalidades anormais com conduta fortemente desviadas não eram consideradas como doença, mas um desequilíbrio que perturbava a ordem social. A psiquiatria surgiu, então, com a função de tomar para si a normatização social; · Até então, os loucos eram jogados de um lado para outro e, muitas vezes, encarcerados como meros delinquentes, não tinham conseguido local adequado para serem tratados; · A Sociedade de Salubridade, designada pela Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, protestou pela primeira vez, entre nós, contra o tratamento bárbaro dado aos alienados; · O médico José Martins da Cruz Jobim fez um relatório e também realizou pela primeira vez os escritos sobre as doenças mentais no Brasil;
 · Com a intervenção de José Clemente Pereira, então Ministro da Guerra, e o apoio do jovem monarca Pedro II, somada a pressão da sociedade e dos higienistas, surgiu a ideia da criação do hospício;
 · Porém, esta proteção aos alienados também se apresentou de forma ambivalente, com a organização de asilos, construídos em locais afastados das cidades, cuja real finalidade era isolar o doente do convívio social, ou melhor, proteger a sociedade;
 · O atendimento era deficiente, quantitativa e qualitativamente. Os doentes eram tratados como delinquentes, muitas vezes encarcerados, não existindo uma infraestrutura física e material, para que fosse estabelecida uma assistência adequada;
 · Em 1890 foi criada a Assistência Médico-Legal aos Alienados, a qual teve seu regulamento aprovado pelo Decreto nº 508, de 21 de junho. Foi designado para a Direção o médico João Carlos Teixeira Brandão, que estabeleceu as seguintes modificações:
 1. Criação de seção masculina, cuja vigilância ficou sob a responsabilidade dos (guardas) e (enfermeiros);
 2. Dispensou as irmãs de caridade e suas agregadas, até então responsáveis pelo serviço de Enfermagem e pela administração interna do Hospital, as quais sentiram -se diminuídas em sua autoridade. Em função do novo sistema, resolveram abandonar o hospício;
 · Este fato colocou em confronto o poder do Estado e o poder clerical: era uma questão explicitamente política; · Com os problemas políticos e financeiros que o Brasil atravessava, cada vez mais se deteriorava a assistência aos alienados;
 · Neste momento de crise de pessoal para cuidar dos doentes mentais, era criada uma Escola Profissional de Enfermeiros e Enfermeiras (Escola de Enfermagem Alfredo Pinto) pelo Decreto Lei nº 791 de 27 de Setembro de 1890;
 · A formação das enfermeiras era de dois anos com atuação hospitalar e curativa, tendo sido a Escola de Enfermagem Alfredo Pinto a primeira escola de enfermagem no Brasil;
 · Destacou-se também na transformação da Psiquiatria no Brasil o médico Juliano Moreira, que tentou transformar a situação, inaugurando a psiquiatria, cujos fundamentos teóricos, práticos e institucionais constituíram um sistema psiquiátrico coerente;
 · No plano internacional, ocorria a difusão do sistema Nightingale, e, no Brasil, a Escola Alfredo Pinto iniciaria a reforma da enfermagem.
AS TRADIÇÕES EM ENFERMAGEM
 Ao longo dos anos, a enfermagem tem, devido à sua história, desenvolvido algumas tradições. Algumas destas tradições estão sendo questionadas, primeiramente, porque simplesmente não são práticas nos ambientes de trabalho de hoje em dia (por exemplo, o uso da touca de enfermagem). Vale a pena, porém, refletirmos um pouco sobre o desenvolvimento destas tradições e discutir a sua relação com a enfermagem.
O BROCHE DA ENFERMAGEM 
O broche da enfermagem pode datar do tempo das Cruzadas, quando os Cruzados, marchando até Jerusalém, para reaver a Terra Sagrada, tiveram cruzes gravadas em suas cabeças ou no peito como símbolos de boa fortuna. Após a captura de Jerusalém, em 1099, alguns dos Cruzados notaram o excelente cuidado de enfermagem fornecido pelo St. John Hospital e decidiram incorporar o grupo de enfermagem. Um uniforme, que incluía uma túnica negra com uma Cruz de Malta branca no peito, foi concebido para o grupo. A cruz de Malta é uma cruz de oito pontas formadas por quatro cabeças de flecha unidas em seus pontos. Quando os Cavaleiros do Templo e os Cavaleiros daOrdem Teutônica foram formados em 1118 e 1190, respectivamente, este símbolo foi mantido. O simbolismo atual do broche se liga a costumes estabelecidos no século XVI, quando o privilégio de exibir um brasão de armas era restrito aos nobres que serviram o seu rei com distinção. À medida que os séculos se passaram, o privilégio foi estendido à escola e a corporações de ofício, e os símbolos de sabedoria, força, coragem e fé apareceram nos botões, emblemas e escudos. Foi provavelmente este conceito que Florence Nightingale tentou captar quando também escolheu a Cruz de Malta como símbolo, ao selecionar um crachá para os graduados de sua primeira escola de enfermagem. À medida que a enfermagem se desenvolveu como profissão, cada escola escolheu um broche único e particular, conferido na conclusão do programa, e como um símbolo do trabalho público bem feito. Muitas escolas pioneiras, em particular aquelas associadas a hospitais mantidos pelos diversos grupos religiosos, incorporaram a cruz em seu broche. Ao final da graduação, uma cerimônia era realizada e os novos graduados eram condecorados com o seu broche de enfermagem. Esta tradição continua em um grande número de escolas ainda hoje, embora alguns estudantes estejam optando em não adquirir o broche de sua escola.
A TOUCA DE ENFERMAGEM 
A história da touca de enfermagem é um pouco menos clara. Parece razoável que ela tenha se originado no período de tempo em que a enfermagem era fortemente influenciada pela religião. A touca branca da diaconisa dos primórdios da Era Cristã e o véu de freira da Idade Média são apontados como precursores da touca de enfermagem que conhecemos hoje. Era considerado próprio para as mulheres manter a cabeça coberta naqueles dias. O véu foi modificado para tornar-se uma touca e foi associado ao serviço dedicado a outros. A touca adquirida pelos estudantes em Kaiserwerth, quando Florence Nightingale era uma estudante, tinha forma de um capuz, com um franzido em volta da face, e era amarrado em baixo do queixo. Além disso, o corte curto de cabelo não era aceitável para as mulheres e o uso de uma cobertura na cabeça ajudava a prender o cabelo. As mulheres tiveram seus estilos de corte de cabelo modificados. O cabelo foi sendo cortado mais curto, a cobertura da cabeça tornou-se menor e perdeu seu lenço ou sua ligação com o véu nos EUA e no Canadá. O aspecto de cobertura do cabelo permaneceu em uma parte da touca em muitas áreas da Inglaterra e da Europa. À medida que desenvolveram programas de ensino em enfermagem, cada um deles criou a sua touca e o broche de enfermagem específicos como um símbolo daquele hospital e/ou escola de enfermagem. Uma cerimônia de entrega da touca era parte do ritual do estudante de enfermagem. Com frequência realizada em uma igreja das proximidades ou na própria escola, os estudantes que completavam com sucesso o seu período probatório ou talvez o primeiro ano de estudo, recebiam a touca com muita pompa. À medida que o papel das enfermeiras transformou-se e a alta tecnologia tornou-se uma parte significativa do ambiente de trabalho em hospital, as enfermeiras concluíram que as toucas eram inconvenientes nos momentos em que elas tentavam realizar suas tarefas. Elas eram entortadas por cortinas, equipamentos e tubos. Por volta de 1980, muitos hospitais não estavam exigindo a touca como parte do uniforme. No Brasil isto ocorreu no início da década de 90. Os programas de enfermagem responderam abandonando a touca como parte do uniforme. Se os estudantes desejassem usar uma touca, ela era comprada em uma loja local de uniformes e não possuía qualquer identificação com o programa.
O UNIFORME DE ENFERMAGEM: 
Assim como a touca de enfermagem, que é de fato uma parte do uniforme antigo, a exigência de uma vestimenta especial é oriunda da história religiosa e da militar, tendo sido sempre significativa de ntro da enfermagem. Isto é devido, em grande parte, ao fato de que o uniforme fornece uma mensagem forte, não verbal, sobre a imagem de alguém. A enfermeira vestida em um uniforme branco, ao menos nos anos 50 e 60, veiculava uma impressão de confiança, com petência, profissionalismo, autoridade, atribuições e responsabilidade. As enfermeiras adotaram vestidos mais casuais. Parte de sua identidade foi perdida e os comitês de hospitais, programas de enfermagem e as enfermeiras passaram um tempo considerável discutindo a vestimenta apropriada. Os uniformes antigos eram, em geral, longos, muito engomados, e tinham golas e punhos bem visíveis. Um uniforme completo, frequentemente, incluía um manto longo que cobria o uniforme. Por volta de 1900, o uniforme tornou-se mais funcional e a barra foi levantada. Por volta de 1960, terninhos foram aceitos e as enfermeiras, em alguns locais, em particular as unidades psiquiátricas e pediátricas, estavam questionando a adequação dos uniformes, especialmente se a vestimenta fosse toda branca. Por volta de 1970, mudanças significativas estavam ocorrendo nos uniformes, com a aceitação de estilos que faziam a enfermeira mais apresentável. Nos ambientes psiquiátricos, nenhum uniforme tornou-se a ordem do dia. Hoje os tênis foram aceitos em muitas instituições e os jalecos tornaram -se tão comuns que eles apareceram em panfletos de propaganda de uniformes. Em 1987, a Springhouse Corporation conduziu um levantamento de enfermeiras pelos EUA e concluiu que a maioria das enfermeiras preferem jalecos ou aventais de laboratório sobre as roupas de rua. O resultado desta mudança foi que as enfermeiras atualmente não são mais identificadas pelo seu uniforme. O estetoscópio pendurado ao redor do pescoço fornece ao consumidor alguma orientação quanto à posição da pessoa (por exemplo, que eles são trabalhadores do cuidado à saúde, ao invés de uma pessoa da manutenção), e os crachás de identificação dos hospitais fornecem informação adicional, mas podem não incluir o nome completo da pessoa.
A LÂMPADA:
 A Lâmpada da enfermeira é o símbolo significante ou dominante (de maior relevância) da enfermagem, e Florence Nigthingale, o mito da categoria. A cerimônia da Lâmpada era realizada durante as solenidades de formatura, tinha como objetivo homenagear a aluna que, durante a formação, havia incorporado de maneira exemplar os princípios apregoados por Florence Nightingale, a Dama da Lâmpada. Essa aluna passava a ser a Dama da Lâmpada. Era ela quem conduzia, em silêncio, a Lâmpada símbolo da enfermeira, que se encontrava acesa, por entre as alunas que formavam um corredor, levando-a até a mesa onde estavam as autoridades presentes. Essa lâmpada permanecia acesa durante toda a solenidade de formatura, remetendo ao espírito de doação e de amor com que Florence cuidou dos doentes.
Transição Monarquia/República Segundo 
Reinado de 1870-1889:
 Problemas da mão de obra na economia cafeeira: sustentada pela escravidão;
 Capitalismo industrial em nível internacional cuja generalização do trabalho livre e assalariado tornou a escravidão insustentável;
 Pressão da Inglaterra para o seu fim;
 Introdução do trabalho assalariado; desenvolvimento das atividades industriais e crescimento da população livre e das cidades; 
 Lei Eusébio de Queirós (1850): abolição do tráfico negreiro no Brasil;
 Lei do Ventre Livre (1871): liberdade aos nascituros para protelar a abolição;
 Lei do Sexagenário (1885): liberdade aos escravos com mais de 60 anos; 
 Tais mudanças fizeram com que o movimento abolicionista se intensificasse e se somasse ao ideal republicano;
 O escravo não era consumidor e era considerado um entrave à expansão do capitalismo;
 Abolição da escravidão em 1888 - Lei Áurea - Princesa Isabel;
 Fatores de Declínio do Império: O Catolicismo era religião oficial do Estado brasileiro. Instituiu o Padroado:
 - O Papa Pio IX proibiu a ligação de católicos com a maçonaria;
 - Não foi obedecido por D. Pedro II ( que era maçon);
 D. Pedro II perdeu o apoio: - da Igreja Católica; 
 - dos Militares; 
 As queixas eram variadas com soldos irrisórios e promoções militares morosas,que levavam 15 anos para ocorrer. Além disso, várias críticas foram publicadas na imprensa pelos militares
; Tal fato culminou em punições/ revolta;
 O Brasil deixava de ser uma sociedade escrava para tornar-se uma sociedade capitalista, cujas principais relações de produção eram as do trabalho assalariado;
 A Abolição significou o fim dos entraves à expansão do trabalho assalariado e à imigração; 
 Não houve a integração do negro na sociedade, sem indenização ou assistência pela escravidão;
 Surgiram subempregos com baixas remunerações; 
 A grande maioria dos negros deslocaram -se para cidade, onde ficaram sem emprego e marginalizados;
 Discriminação racial, social e econômica;
 Proclamação da República em 1889 - 15 de novembro (Golpe Militar).
 Para auxiliar seu estudo: Após toda esta problemática, não esqueça que, em 1890, foi implantada a Escola de Enfermagem Alfredo Pinto, na área de Psiquiatria. Para lembrar, recorra à aula sobre os Primórdios da Psiquiatria.
 A Cidade do Rio de Janeiro: Higienização e Urbanização
 · República Velha: (1889-1930) - 13 presidentes;
 · Maior preocupação quanto à saúde era sanear a cidade, libertá-la dos desequilibrados mentais;
 · A psiquiatria desenvolveu-se para normalizar a sociedade na cidade;
 · Registrou-se o tipo de organização de serviço de saúde que privilegiou o porto como alvo de intervenção por exigência da economia agroexportadora;
 · Havia preocupação com a cidade do Rio de Janeiro, por ser a capital da República; 
· A população exigia que acabassem com as ruas estreitas e escuras, bem como com os cortiços; · A preocupação dirigia-se para aparência da cidade e não para a saúde da população;
 · Faltavam condições higiênicas e a insalubridade era geral. As doenças que assolaram a população eram as seguintes: Febre Tifoide, Cólera, Febre Amarela, Varíola e a Doença de Chagas;
 · As autoridades sanitárias invadiam as casas para inspecionar as condições de higiene;
 · A prostituição foi tratada;
 · Eliminar os cortiços era importante;
 · Foram abertas novas avenidas: Rio Branco, Mem de Sá, Salvador de Sá, Nossa Senhora de Copacabana e Atlântica;
 · Cortiços foram demolidos;
 · Essa situação levou a população a áreas mais distantes, subúrbios e encostas de morros, onde hoje estão as FAVELAS; 
· A falta de esclarecimento ao público era grande;
 · A vacinação compulsória e o isolamento forçado dos doentes foram realizadas obrigatoriamente;
 · Tal fato provocou a revolta da população.
 MEDIDAS:
 Fim do Padroado;
 Naturalização de estrangeiros;
 Instituição do Casamento e do Registro Civil. 
SOBRE A SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL, ATENTE PARA ALGUNS ASPECTOS RELEVANTES:
 · Com as Reformas Sanitárias de Oswaldo Cruz , em 1904, e mais tarde, com Carlos Chagas, em 1920, proporcionou-se a capacitação médica e de enfermagem na área de Saúde Pública;
 · Esses dois médicos foram responsáveis pela criação da medicina preventiva entre nós e o outro pela formação da Enfermagem no Brasil em Saúde Pública: OSWALDO CRUZ e CARLOS CHAGAS;
· OSWALDO CRUZ obteve grandes realizações contra a febre amarela, após uma árdua campanha, ridicularizada pelos jornais e pela multidão. Criou o Instituto de Pesquisas que hoje tem seu nome, embora conhecido pelo local em que foi construído: Manguinhos. Fundação Oswaldo Cruz - Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP); · Esta Instituição tem preparado vários profissionais e realizado estudos de extrema relevância para a Saúde Pública;· Já então nessa época, funcionava um curso de enfermagem da Cruz Vermelha Brasileira, limitando-se, porém, a formar enfermeiras de hospitais; · Em 2 de Janeiro de 1920, pelo Decreto n.º 3.987, foi criado o Departamento Nacional de Saúde Pública;· Por iniciativa de CARLOS CHAGAS, então diretor do Departamento, e com a cooperação da Fundação Rockefeller, chegou ao Rio de Janeiro, em 1921, um grupo de enfermeiras norte - americanas que iniciou um curso intensivo de enfermeiras visitadoras; · A primeira orientadora das enfermeiras entre nós foi Ethel Parsons, a qual fundou junto com Carlos Chagas a Escola de Enfermagem Anna Nery, hoje pertencente à Universidade Federal do Rio de Janeiro; · Apesar das grandes dificuldades enfrentadas, as enfermeiras visitadoras contribuíram para a melhoria das condições sanitárias no Brasil;· Organizar centros de saúde bem aparelhados nos locais em que existem escolas é uma das primeiras providências a serem tomadas, a fim de que os estágios sejam verdadeiramente proveitosos às alunas de enfermagem;· Apresentaram como requisitos indispensáveis: 
1. A formação técnica em enfermagem de Saúde Pública abrange, em teoria e prática, cursos básicos em escolas de enfermagem e cursos de especialização para enfermeiras diplomadas;
 2. A eficiência do treinamento depende de unidades sanitárias em bom funcionamento, demonstrando a aplicação prática dos conceitos fundamentais de saúde pública; 
3. A cooperação de sanitaristas, enfermeiras de saúde pública, escolas de enfermagem e poderes públicos, reunindo todos os esforços e recursos, tornará possível introduzir, no setor de saúde pública, reformas que garantirão o melhoramento do exercício e do ensino de enfermagem de saúde pública no Brasil; · Na década de 40, a Escola de Enfermagem Anna Nery foi incorporada à Universidade do Brasil (atual UFRJ) e em 1949 controlou a expansão das escolas, exigindo que a educação da enfermagem fosse centralizada em centros universitários (com nível superior).
 A ORGANIZAÇÃO DA ENFERMAGEM NA SOCIEDADE BRASILEIRA: BASES INTRODUTÓRIAS · Perfil e a organização social de um país espoliado em toda a sua trajetória em benefício dos interesses externos. A organização da colônia era voltada para a produção e exportação de gêneros tropicais de grande expressão econômica, que eram fornecidos ao comércio europeu; · Emergiram três grupos sociais: a classe superior, representada pelos proprietários rurais que eram donos absolutos de riquezas de prestígio e poder, os escravos, índios e negros, que trabalhavam nas terras e eram econômica e socialmente dominados por seus senhores e, ainda, uma classe flutuante, composta por um aglomerado de mestiços sem posição social definida nos quadros sociais; · As ações de saúde estavam vinculadas aos rituais místicos, realizados nas tribos pelos pajés e feiticeiros, e às práticas domésticas desenvolvidas pelas mulheres índias para o cuidado de velhos, crianças e enfermos; · Com a chegada do colonizador europeu e do negro africano, doenças infectocontagiosas, como a tuberculose, a febre amarela, a varíola, a lepra e a malária, e as doenças venéreas passaram a compor o cenário nosológico brasileiro, iniciando as epidemias e extinção dos nativos; · Somente com a chegada do príncipe regente é que o ensino médico teve início no Brasil. Foi estabelecida pelos jesuítas a formação das Santas Casas de Misericórdia; · A prática de enfermagem, nesta época, era doméstica e empírica, instintiva, atendendo a fins lucrativos. A preservação da vida dos soldados tinha também finalidades financeiras para a manutenção das tropas; · Tanto as Santas Casas de Misericórdia quanto os hospitais militares eram mantidos por iniciativa privada e filantrópica. Os médicos eram figuras esporádicas nos hospitais. DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO DA ENFERMAGEM NO BRASIL · Teve início no final do século XIX. A existência de um mercado consumidor para produtos manufaturados europeus constituía um dos pré-requisitos para o desenvolvimento industrial brasileiro que veio a ocorrer posteriormente, intensificando o crescimento urbano; · A questão da saúde passa a constituir um problema econômico-social a partir do momento em que as doenças infectocontagiosas, trazidas pelos europeus e pelos escravos africanos, começam a propagar-se rapidamente, tomando grandes proporções nos grandes núcleos urbanos; · Os países que comercializavam com o Brasil advertiam constantemente a respeito da persistência de epidemias e endemias que ameaçavam não só as tripulações dos navios como as suas populações;· A mão de obra da população dos grandes centros urbanos, que era considerada importante para o desenvolvimento industrial, estava num estágio de calamidade pública em relação às condições de higiene. Logo, a disponibilidade de trabalhadores sadios não era equivalente às necessidades capitalistas da época; · O Serviço de Inspeção de Saúde Pública do Porto do Rio de Janeiro, principal porta de entrada de doenças, já existia desde 1828, mas sua atuação era deficiente; Destacam-se: - A Escola de Enfermagem Alfredo Pinto (Decreto Lei nº 791, de 27 Setembro de 1890 - UniRio) com dois anos de formação, sua atuação era hospitalar e curativa, como a primeira escola de enfermagem no Brasil; - A Cruz Vermelha Brasileira, em consonância com o movimento internacional de auxílio aos feridos de guerra, passa a preparar voluntárias para o trabalho de enfermagem e; - A Escola de Enfermagem Anna Nery, em 1923: primeira escola de enfermagem baseada na adaptação norte-americana com atuação inicial na área de Saúde Pública. Tornou-se a ?escola padrão? (Decreto Lei nº 20.109 de 15/06/31) para as demais escolas de enfermagem que se espalharam por todo o Brasil após a sua consolidação. · A Escola de Enfermagem Anna Nery redimensionou todo o modelo de enfermagem profissional no Brasil, ao selecionar as moças de camadas sociais elevadas, com uma política interessada em fomentar o desenvolvimento da profissão em seu próprio benefício; · Também a divisão social do trabalho em enfermagem é delineada, ou seja, a Escola amplia as características próprias das candidatas, de acordo com a posição social ocupada por elas na sociedade; · Para muitos, ser enfermeira naquela época subentendia ser formada pela Escola de Enfermagem Anna Nery; · Nesse período vamos encontrar a Enfermagem profissional voltada para a área de ensino e de saúde pública, enquanto nos hospitais predominava a prática leiga e subserviente da Enfermagem, desenvolvida por religiosas. 
INTRODUÇÂO: Antecedentes
 Contextualização dos seguintes aspectos: · A Enfermagem nasce como um serviço organizado nos primórdios do cristianismo, através do sistema de diaconato, sendo posteriormente tomado como profissão nas sociedades complexas, mais especificamente na sociedade capitalista do século XIX, na Inglaterra;
 · Com a sua consolidação no mundo e com franca expansão nos Estados Unidos, no Canadá e em vários países da Europa, ainda no final do século passado, e no Brasil, somente no início do século XX, surge, no ano de 1923, na cidade do Rio de Janeiro, uma escola na área de saúde pública (Escola Anna Nery);
 · É importante ressaltar que a sociedade brasileira, no início do século XX, tinha como sustentáculo, tanto no plano político quanto no plano econômico, o setor agrário-exportador cafeeiro;
 · O modelo de enfermagem anglo-americano, implantado na capital do Brasil no início da década de vinte, ocorreu em uma conjuntura de forte influência americana nos domínios da economia e da tecnologia;
 · Com esta afirmação, percebemos que somente com a implantação de programas de formação acadêmica, podemos fornecer ao espaço social um conhecimento com um nível de impacto exequível às inovações técnicas e científicas. Portanto, a formação da enfermeira em pleno século XXI deve vislumbrar uma incessante aquisição de conhecimentos, de modo a atuar efetivamente na equipe de saúde e no interesse maior, que é o cliente por nós assistido.
2. A IMPLANTAÇÃO DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM NA UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ E O SEU DESENVOLVIMENTO 
· O Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Estácio de Sá foi autorizado pela Resolução nº. 32/CONSUNI/AR, de 07 de março de 1997, tendo sido implantado somente no segundo semestre do ano de 2000, quando a Universidade considerou haver condições técnicas e operacionais adequadas para implantação do curso;
A Universidade Estácio de Sá, que tem uma estrutura multicampi, iniciou a implantação do Curso de Graduação de Enfermagem em 2000.2;
 · O curso, nestes dezessete anos de história, vem mantendo o seu compromisso de articular a formação e o exercício profissional às reais e atuais tendências emanadas pelos representantes da categoria, além das necessidades do mundo do trabalho, de forma a contribuir com um profissional promissor, eficiente e eficaz;
 · A formação prima por Enfermeiros qualificados para atuar em todos os níveis de complexidade da assistência ao ser humano em sua integralidade, no contexto do Sistema Único de Saúde e do sistema de saúde complementar, numa perspectiva crítico-reflexiva-criativa, compromissado com a qualidade de vida da população, bem como comprometido com sua qualificação permanente e com o desenvolvimento da profissão.
3. A CRIAÇÃO DO CURSO: O INÍCIO DA TRAJETÓRIA E AS SUAS CONCEPÇÕES
 · Leva-se em consideração a reorientação das políticas de saúde, calcadas nas diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS - uma nova formulação política e organizacional para o reordenamento dos serviços e ações de saúde);
 · Apesar da matriz curricular estar organizada e disposta por disciplinas, desenvolve -se de modo preliminar o currículo integrado, no qual as disciplinas trabalham articuladas no período com objetivos definidos;
 · Tem-se a intenção de desenvolver a proposta da Educação Problematizadora, também chamada de Libertadora por Paulo Freire, que faz parte das concepções pedagógicas que compõem a corrente crítica da educação, como a fundamentação pedagógica que caracterizará o Enfermeiro formado pelo Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Estácio de Sá;
 · Traz também o professor como orientador-condutor do processo, um provocador de dúvidas, organizando sistematicamente uma série gradual e encadeada de situações observadas numa realidade, através de sucessivas aproximações, desencadeando um processo de ação;
 · A adoção dessa concepção de ensino-aprendizagem produz no aluno um espírito crítico e investigativo, transformando-o em agente ativo da sua formação;
 · Assim, o Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Estácio de Sá busca a formação de enfermeiros generalistas, humanistas, criativos, críticos e reflexivos, orientados para atuar com senso de responsabilidade social, ética e compromisso com a cidadania, como promotores de saúde integral do ser humano;
 · Esse paradigma demanda articular dinamicamente as dimensões do social, do antropológico, do econômico, do psicológico, do biológico, para que a saúde possa ser apreendida em toda a sua dimensão, o que traz à tona a necessidade de uma abordagem do conhecimento interdisciplinar, que seja capaz, ao mesmo tempo, de preservar a autonomia e a profundidade de cada área do conhecimento envolvida e de articular os fragmentos desse conhecimento, ultrapassando e ampliando a compreensão pluridimensional dos objetos, sendo, portanto, condizente com a eleição do currículo integrado, também de base interdisciplinar;
 · É um curso que possui bases metodológicas que compõem a formação profissional do discente de enfermagem alicerçada no processo crítico e reflexivo que acompanha a trajetória contemporânea de aperfeiçoamento profissional de acordo com as mudanças do mundo atual, no que pesem as exigências do mercado de trabalho;
 · Não obstante, ressalta-se a atuação qualificada do corpo docente no desenvolvimento e na formação do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Estácio de Sá. Estes docentes estão inseridos em um papel de destaque na produção, troca e articulação de conhecimentos que estão em constante mudança. É um desafio que é enfrentado pelos profissionais de enfermagem que decorre do constante processo de transformação da sociedade brasileira.
· Reconhecer as múltiplas dimensões da prática profissional (técnica/científica, ética, social, política) como forma de superar o pensar simplificado e fragmentado da realidade;
· A interdisciplinaridade como realidade na ótica pluralista das concepções de ensino, integrando diferentes campos do conhecimento e possibilitando uma visão global da realidade;
 · Aimportância do raciocínio clínico ampliado, tendo em vista a integralidade da atenção à saúde e a rede progressiva de cuidados em saúde/enfermagem;
 · A indissociabilidade entre as bases biológicas e as sociais da atenção à saúde/enfermagem; 
· Valorização da articulação teoria e prática, contemplando a articulação da pesquisa com o ensino e a extensão (que é constantemente articulado o curso de graduação em enfermagem da Universidade Estácio de Sá nos planos de ensino); 
· Desenvolvimento de habilidades e competências para produção de conhecimento próprio, inovador, assegurando uma assistência de qualidade; 
· Diversificação de cenários de atenção à saúde (visualizado inclusive nas peculiaridades entre os campi);
 · A utilização de metodologias ativas de ensino-aprendizagem, saindo do polo do ensino para o da aprendizagem, e da centralidade do professor para a centralidade do aluno como sujeito e cidadão;
 · A flexibilidade curricular.
A Medicalização do Sistema de Saúde
 QUESTÕES INTRODUTÓRIAS
 · O empobrecimento da população, nos últimos anos, fez com que as pessoas limitassem seus gastos a itens básicos de sobrevivência como alimentação e habitação;
 · O orçamento de verbas necessárias à manutenção da capacidade operacional das instituições públicas mostra-se afetado pelo processo inflacionário;
 · A previsão de recursos para os serviços de saúde das instituições públicas não atende ao programado, resultando em profundos cortes no planejamento de programas, por falta de recursos;
 · Os primeiros anos da década de 90 denunciam a falta de respeito da classe política com:
 - As instituições; 
- Os profissionais da área de saúde;
 - A população;
 - As péssimas condições de trabalho e a desvalorização do trabalho dos profissionais da saúde;
 · Em contrapartida, os meios de comunicação anunciam e vendem planos de saúde com promessa de atendimento em nível de primeiro mundo;
 · A atual política de desmoralização dos serviços públicos de saúde vem atender aos interesses dos grupos empresariais do setor.
DESENVOLVIMENTO:
 · Um outro aspecto que contribui para a crise no setor da saúde está relacionado ao espaço político e intelectual dos profissionais da área;
 · SABER MÉDICO: traz sérios problemas no relacionamento multidisciplinar e grandes prejuízo s à clientela;
 · Comportamento profissional elitista e preconceituoso, que é cultuado na estrutura do sistema de formação médica e causa profundos danos na assistência multiprofissional às necessidades do paciente, família e sociedade.
 · Favorecimento de indústrias médico-hospitalares e farmacêuticas;
 · Deficiência na relação médico-paciente;
 · Ausência de comunicação com o cliente. Surgem os profissionais especializados em uma área;
 · O homem que apresenta um problema de saúde passa a ser considerado um 
instrumento de produção de riquezas, com características consumistas.
SURGE UMA NOVA EPIDEMIA 
Manifesta-se sob a forma de invalidez, exclusão social e angústia, que são produtos do diagnóstico e tratamento inadequados. Os erros ocorrem pela falta de conhecimento médico, por erros laboratoriais e/ou mal-entendido na orientação ao cliente.
A ENFERMAGEM
 · A(O) Enfermeira(o) funciona como mediador(a) entre as inconsequências médicas, a ética e o paciente; · A falta de segurança no argumento teórico da(o) enfermeira(o) faz com que este(a) assuma uma postura passiva diante da dúvida na execução da prescrição médica;
 · Os avanços tecnológicos em saúde, com a utilização de equipamentos eletrônicos sofisticados, estão sugerindo a mecanização do trabalho da equipe de Enfermagem;
 · Para que novos procedimentos sejam realizados, são elaboradas rotinas de serviço que caracterizam o trabalho do Técnico de Enfermagem e do Auxiliar de Enfermagem como atividade de atendimento às necessidades do médico e não do paciente;
 · Ao cliente raras vezes são fornecidas informações sobre sua saúde, conduta, riscos e precauções. Os resultados são geralmente anexados ao prontuário;
 · O despreparo do pessoal é disfarçado pela falta de manutenção do equipamento especializado;
 · O fato de o paciente ter sido exposto a exaustivos procedimentos técnicos de preparo para o exame não desperta a sensibilidade do médico em perceber seu sofrimento.
A PRÁTICA ASSISTENCIAL HOSPITALAR TEM APONTADO INÚMERAS FALHAS DE CARÁTER TÉCNICO E ADMINISTRATIVO 
· É frequente a ocorrência de omissão de atendimento, situação em que o cliente passa por períodos de até sete dias sem visita ou prescrição médica; 
· São rotineiras as avaliações e prescrições de medicamentos sem que o médico sequer entre na enfermaria para ver o doente;
 · A Falta de organização e de supervisão da equipe médica no serviço público contribui para a incidência de casos agravados, o que dificulta o serviço de enfermagem;
 · A Falta de preparo do médico para prescrição do cliente é fator de extremo desgaste para a equipe de Enfermagem.
POSIÇÃO ATUAL DE ALGUNS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
 · O saber crítico da Enfermagem é ampliado através do exercício crítico da assistência sistematizada ao cliente;
 · Discussão da prática na prática para um domínio do conhecimento, fundamentando o fazer;
 · Rompe com a ideia de simples grupo de execução de tarefas, partindo para o exercício político de uma atividade social de importância singular na preservação da qualidade de vida e saúde da sociedade;
 · A evolução acadêmica na formação de enfermeiras(os) em cursos de pós -graduação já demonstra seus reflexos no perfil social da profissão (Escalões federais, estaduais, municipais e projetos ousados na iniciativa privada).
SETOR PRIVADO
 · Na assistência à saúde, a hegemonia médica é absoluta;
 · Os médicos e empresários, em sua maioria, não se importam com a qualidade da assistência que é prestada à clientela;
 · A enfermagem deve ser castradora, autoritária, insensível, sem ambição, despolitizada e de fácil manipulação;
 · Não se preocupa com o perfil qualitativo da equipe, porque representa um aumento de despesas.
Os clientes são divididos em três grupos:
 Os Doentes Ricos: aqueles que pagam pelo seu tratamento e tornam a medicina lucrativa. Características:
 · Visitas frequentes e toda orientação necessária;
 · A assistência de enfermagem é escolhida por médicos entre o pessoal auxiliar e tem como ênfase o caráter servil;
 · Pode ocorrer que a enfermeira(o) graduada seja chamada, mas deve esta manter a postura servil, não interessando seu grau de formação profissional.
Doentes de Médias Posses: são aqueles que recebem um atendimento médico adequado, porém, não personalizado.
 Características:
 · Uma clientela que não dá lucro pelo caso tratado, mas é a maioria . Portanto, é uma clientela quantitativamente lucrativa; 
· O serviço de enfermagem é melhorado quando o cliente pode pagar por serviços particulares;
 · Indicado pelo médico, a enfermeira(o) chefe coordena a assistência da equipe de enfermagem;
 · A internação é feita por clínicas conveniadas.
Doentes Pobres: aqueles que não podem pagar pelo tratamento de saúde e procuram hospitais públicos.
 Características: 
· Atendimento de toda equipe de saúde; 
· O atendimento e os recursos são deficientes pela falta de organização e pela falta de verbas;
 · Os doentes são abandonados, entrando no hospital com um problema de saúde e saindo com outro;
 · A infraestrutura e a equipe médica e de enfermagem são inadequadas; · Articulado por serviços terceirizados.
É IMPORTANTE PERCEBER
 · A Enfermagem é uma atividade que permanece estável em sua essência, já que a humanização do cuidado e a ajuda ao cliente não pode ser atribuído a máquinas; 
· É a Enfermagem que sustenta a atenção e apoio tão necessários ao conforto e segurança do cliente, da família e da comunidade; 
· A Enfermagem na docência de universidades investe na valorização e incentivo dos programas de pós-graduação; 
· Proporcionou-se ao profissional de enfermagem capacitado a ocupar cargos de ênfase nas instituições do país.

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