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* * Sindromes Piramidais e Extrapiramidais Prof Juliana Teixeira * * Introdução A organização geral dos sistemas motores cerebrais depende da organização dos impulsos motores superiores que chagam a unidade motora na medula e, se esquematiza, de acordo com a diferenciação que existe entre dois sistemas: a) o sistema piramidal, b) o sistema ou sistemas extrapiramidais. * * * * Samuel Alexander Kinner Wilson - introdutor do termo Extrapiramidal visando a individualização de dois sistemas motores básicos: o sistema piramidal e o sistema extrapiramidal. A cada um desses sistemas atribuía-se uma organização independente e com funções específicas. * * A motricidade voluntária (MV) da qual o sistema piramidal faz parte é a mais evoluída das três formas de atividade motora. Caracteriza-se pelo mais alto grau de independência em relação a influencia imediata do meio, estando intimamente presa à formação da personalidade do indivíduo. * * Pessoas de ambos os sexos têm formas especificas para realizar movimentos, os quais foram aprendidos durante suas vidas dentro de um contexto cultural. Mas, nem todo movimento vem a partir do sistema piramidal. Os movimentos automáticos originados filogeneticamente antes do piramidal podem aparecer durante a marcha em várias situações. * * Ex Numa atração sensual os movimentos no homem são exacerbados nos ombros, enchendo o peito, abrindo os braços, colocando uma das mãos na cintura; enquanto a mulher afasta um pouco os braços do corpo, mantém o tronco superior mais fixo para mexer melhor os quadris, passa a mão no cabelo, joga-o para trás ou para o lado. * * O trato piramidal (TP) com seus 20 milhões de fibras é um dos sistemas motores que convergem para as células do corno anterior da medula espinhal, embora, existem outros neurônios motores superiores que não fazem parte desse sistema. * * O termo piramidal e extrapiramidal tem sido desprezado por alguns anatomistas, mas os neurologistas continuam usando-os para diferenciar as lesões diretas ou piramidais das indiretas ou extrapiramidais. * * Sistema Piramidal Controle motor voluntário * * As Sindromes piramidais são estados neurológicos produzidos sobretudo pela Doença de Parkinson ou pelo efeito colateral de neurolépticos ou antipsicóticos ( esquisofrenia e outras psicoses) O quadro medicamentoso pode ser reversível ( impregnação neuroléptica por haloperidol) * * SISTEMA PIRAMIDAL: PRIMEIRO NEURÔNIO MOTOR: Giro pré-central, córtex frontal pré-motor, giro pós-central, e córtex parietal. * * SP TRATO CORTICOSPINAL: Trato corticospinal lateral e trato corticospinal anterior * * SÍNDROME PIRAMIDAL OU DO PRIMEIRO NEURÔNIO MOTOR: SÍNDROME DEFICITÁRIA: Paresia ou paralisia, hipotonia e arreflexia SÍNDROME DE LIBERAÇÃO : Paresia ou paralisia, hipertonia, aumento dos reflexos miotático-fásicos (hiperreflexia profunda ), diminuição ou abolição dos reflexos superficiais, reflexo de Babinski. * * Sistema Extrapiramidal O sistema motor extra piramidal é responsável pelos movimentos de ajustamento postural; complexos atos motores de defesa e alimentação. * * SISTEMA EXTRAPIRAMIDAL * * o SE não forma um agrupamento tão bem definido. Não pode ser definido como um conjunto exclusivamente subcortical devido sua dupla conexão aferente e eferente com o córtex cerebral. Constitui um grupo de organizações nervosas complexas que não estão diretamente relacionadas com a produção do movimento voluntário, mas com a integração e a atividade da regulação da função muscular. * * SE é mais um conceito funcional do que anatômico com suas desordens hipocinéticas e hipercinéticas, advindas primariamente de estudos de pacientes com doenças neurológicas e, cuja integração, segue a do sistema motor periférico. * * Apresentação clinica Astasia – dificuldade de se manter de pé Abasia – tendendência a base alargada e propenção à quedas em todos os lados Dismetria – marcha ebriosa, dificuldade de atingir um alvo, Decomposição de movimentos ( em etapas) Disidiadococcinesia ( dificuldde em realizar movimentos rapidos, alternantes e coordenados) Tremores de baixa amplitude e elevada frequência acentuados no final do movimento. * * SÍNDROMES EXTRAPIRAMIDAIS CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA: Síndromes Oligocinéticas Hipertônicas Síndromes Hipercinéticas Hipotônicas CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA: Síndromes Oligocinéticas Hipertônicas Síndromes Hipercinéticas Hipotônicas * * A hipocinesia significa redução de amplitude do movimento, mas é usada também para representar a bradcinesia ou redução na velocidade do movimento, podendo ser associado com tremor, rigidez e instabilidade da marcha como no: parkinsonismo puro e parkinsonismo plus * * * * a hipercinesia significa excesso de movimento e geralmente se refere a uma ampla variedade de movimentos involuntários anormais ou discinesias, sendo classificada pela regularidade, velocidade e duração dos movimentos como: atetose, balismo, coréia, distonia, espasmo hemifacial, resposta hiperecplexa, mioclonia, estereotipia, tics e tremor. * * Portanto: o SE está relacionado com a execução dos movimentos automáticos e a regulação do tônus muscular, particularmente dos reflexos tônicos relacionados com as posturas e o equilíbrio, os quais são integrados nos gânglios da base (GB). * * SÍNDROME PARKINSONIANA CONSIDERAÇÕES GERAIS: síndrome parkinsoniana x doença de parkinson. QUADRO CLÍNICO: Acinesia, rigidez, tremor, instabilidade postural. Acinesia: bradicinesia ou oligocinesia hipocinesia (relacionadas ao déficit dopamiérgico) Acinesia súbita ou aguda e Cinesia paradoxal (relacionadas a oscilações noradrenérgicas) Acatisia * * TRATAMENTO DA SÍNDROME E/ OU DOENÇA DE PARKINSON Base do Tratamento = desequilíbrio mec. Dopaminérgicos e noradrenérgicos Levodopa associada à benzerazida (prolopa) e à carbidopa ( sinemet) Agonistas dopaminégicos Apomorfinas e derivados(peribedil, alcalóides do ergot, bromocriptina) Anticolinérgicos (rigidez e tremor) Amantadina Antidepressivos * * DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DAS SÍNDROMES PARKINSONIANAS SÍNDROME RÍGIDO-ACINÉTICA: Quadro depressivo, hipotireoidismo, doenças neurodegenerativas que incluam núcleos da base, quadros neurológicos decorrentes de AVCs múltiplos, HC de pressão normal. SÍNDROME QUE SE MANIFESTA POR TREMOR: Tremor essencial, tremor fisiológico exacerbado, tremor cerebelar. * * SÍNDROME COREICA QUADRO CLÍNICO: Movimentos involuntários de início abrupto, explosivos, de curta duração, erráticos, repetindo-se com intensidade e topografia variáveis. Movimentos voluntários são freqüentemente parasitados pelo movimento involuntário. Além dos movimentos involuntários faz parte do quadro clínico hipotonia e reflexos pendulares. * * SÍNDROMES COREICAS CARACTERÍSTICAS FISIOPATOLÓGICAS: Disfunção a nível estriatal com baixa atividade do GABA e da Acetilcolina, com preservação dopaminérgica. * * PRINCIPAIS ETIOLOGIAS DAS SÍNDROMES COREICA CAUSAS GENÉTICAS: Coréia de Huntington, Coréia Familiar benigna, Coreoacantocitose, Coreoatetose Paroxística Familiar, Doença de Wilson ( degeneração hepatolenticular). CAUSAS PARAINFECCIOSAS: Estreptocócica (Coréia de Sydenham), Rubéola, Difiteria, Coqueluche. CAUSAS AUTO-IMUNES: Lupus eritematoso, Púrpura de Hench-Schöenlein, Artrite Reumatóide, Periarterite Nodosa. * * PRINCIPAIS ETIOLOGIAS DAS SÍNDROMES COREICA CAUSAS VASCULARES: AVCI e AVCH CAUSAS METABÓLICAS: Hipertireoidismo, hiperglicemia, distúbios eletrolíticos. CAUSAS FARMACOLÓGICAS: Drogas noradrenérgicas, anticonvulsivantes, anticoncepcionais, levodopa, bloqueadores de canais decálcio, benzamidas e neurolépticos. CAUSAS ESPECÍFICAS: Coréia Gravídica e Coréia Senil. * * BALISMO - QUADRO CLÍNICO Movimentos amplos, predominantemente proximais em MMSS e MMII, podendo acometer tronco e segmentos cefálicos. Movimentos de início e fim abruptos, rápidos, trajetórias variáveis, mas por vezes previsíveis. Difere dos movimentos coréicos pela relativa previsibilidade, intervalos mais curtos, e por maior energia. * * BALISMO FISIOPATOLOGIA, ETIOLOGIA E TRATAMENTO ASPECTOS FISIOPATOLÓGICOS: Lesões do núcleo subtalâmico de Luys ou do striatum. Exacerbação da atividade dopaminérgica. ETIOLOGIAS MAIS FREQÜENTES: Causas vasculares (AVI e AVH) e distúrbios metabólicos ( hipoglicemia). TRATAMENTO: O mesmo preconizado para Coréia, acrescido , apenas, o clonazepam em doses de 2 à 6 mg/dia. * * DISTONIAS QUADRO CLÍNICO: Movimentos geralmente de torção, variando de rápidos a lentos, sendo mantidos segundos. Duração maior do que 1 minuto denomina-se postura distônica. CLASSIFICAÇÃO DAS DISTONIAS Focal Segmentar Hemidistônica Multifocal Generalizada * *