Prévia do material em texto
BRINCADEIRAS HERDADAS PELOS PORTUGUESES CINCO MARIAS FAIXA ETÁRIA Acima de 7 anos LOCAL Calçada, Quintal, Praça, Dentro de casa, Condomínio, Salão de Festas ESTIMULAR Coordenação motora, Agilidade, Lateralidade, Velocidade PARTICIPANTES 2+ MATERIAL Cinco pedras ou cinco saquinhos de pano cheios de arroz, chamados de ‘cinco marias’ COMO BRINCAR Existem várias formas para brincar com esse jogo. Todas exigem muita agilidade e velocidade dos participantes. Uma das mais comuns é o jogador lançar todas as ‘marias’ para o alto e deixá-las onde caírem. Ele escolhe uma das ‘marias’, lançando-a novamente para cima. Enquanto isso, deve recolher outro saquinho do chão e, com a mesma mão, apanhar o que foi lançado ainda no ar. Na rodada seguinte, as cinco ‘marias’ são jogadas mais uma vez, mas, neste turno, o jogador terá de recolher dois saquinhos, além da ‘maria’ ainda no ar – sempre usando uma só mão. Outra maneira de brincar é quicando uma bolinha de tênis e recolhendo, uma a uma, as ‘marias’ do chão, o mais rápido possível. Dica: crie novas regras e desafios para o jogo, combinando quantos saquinhos devem ser apanhados. ESTA BRINCADEIRA TAMBÉM SE CHAMA... Cinco saquinhos, cinco pedrinhas, pipoquinha, cinco pedras, saquinhos CABRA – CEGA PAR OU IMPAR PASSA ANEL ESTÁTUA A brincadeira estátua é uma ótima forma de entreter as crianças e adultos em festas infantis, durante um café ou mesmo quando você está recebendo alguns amiguinhos de seu filho em casa. O desafio é segurar a risada ficar parado quando a música parar, uma tarefa nada fácil quando se está dançando em posições divertidas e diferentes. Se não tem como improvisar um aparelho de som para tocar a música, o jeito é improvisar e levar a brincadeira para parques, praças e onde mais a imaginação mandar! Participantes: 1 juiz (que decidirá quando a música vai parar e quem será desclassificado) 2 ou mais dançarinos Idade adequada Acima de 4 anos de idade (crianças menores também podem brincar, mas será necessário adaptar a brincadeira) Como brincar! – Escolha um local com espaço e seguro para que as crianças e adultos possam dançar sem causar acidentes. – Defina quem será o juiz, que controlará o aparelho de som ou colocará o gogó para funcionar cantarolando para que todos os outros participantes possam dançar. Quanto mais engraçada a dança, mais divertida será a brincadeira. – Enquanto houver música os dançarinos devem se movimentar, assim que a música parar é hora de congelar o movimento e se tornar uma estátua. – Quem se mexer primeiro sai da brincadeira. – Ganha o último dançarino que conseguir se manter como estátua por mais tempo. Regra 01: Não vale nem dar risada! Nesse formato a brincadeira pode ganhar algumas restrições que devem ser combinadas antes de começar a brincar. As restrições mais comuns são: – não pode fazer cócegas; – não pode encostar. Mas o juiz pode fazer palhaçadas e comentários divertidos para que os dançarinos caiam na risada. Nessa modalidade a criança deve ter mais de 4 anos de idade Regra 02: Vale dar risada, mas sem se mexer Com a regra da risada liberada, o único jeito de ser desclassificado do jogo é se mexendo (exceto as feições, claro!). Vale combinar antes de começar a brincadeira se pode fazer cócegas, ameaçar fazer cócegas, encostar…. Crianças menores de 4 anos podem brincar, mas dificilmente conseguirão ficar parados por mais de 10 segundos! Regra 03: Especial para os pequeninhos – Vale mexer e dar risada Como a regra é se divertir, não importa a idade, nessa modalidade a criança pode rir e até se mexer, mas sem exageros senão será desclassificadas. Os menores tendem a imitar a pose dos maiores, então quando a música parar e o juiz falar “ESTÁTUA”, dê um tempinho para os menores se posicionarem para começar a desclassificar. Incentivar a fazer caretas na hora da ESTÁTUA pode render boas gargalhadas em todas as modalidades dessa brincadeira. Os dançarinos desclassificados podem tirar no “2 ou 1” quem será o juiz da próxima rodada. Estímulos SOCIALIZAÇÃO A brincadeira estátua estimula a integração com outras crianças Equilíbrio e coordenação Dançar, imitar os amigos e manter a mesma posição são excelente estímulos Criatividade e desinibição Inventar poses, caretas e rir dos amigos e de si Concentração Estar alerta à musica e quando ela parar, além da posição “estátua” de seu corpo BOLA DE GUDE Bolita, bolica, berlinde, bila, bola de gude – não importa o nome, o fato é que ela sobreviveu ao avanço do tempo e dos jogos eletrônicos. Aqui, vamos aprender algumas formas de jogar bolinha de gude, uma brincadeira ainda tão popular entre as crianças. Há diversas formas de jogar, mas os objetivos não mudam muito. Com um impulso do polegar, atira-se uma bolinha tentando atingir um alvo marcado previamente (triângulo, buraco, etc) ou tomar as bolinhas dos adversários, acertando-as. As modalidades com buracos requerem chão de terra, mas as em que se usa um desenho, como o círculo, podem ser jogadas num chão de pedra ou cimento: basta desenhar com giz. Mata-mata ou Jogo do Mata É a versão mais simples e não tem limite de jogadores. Coloca-se no chão apenas um berlinde ( outro nome dado `a bola de gude), de tamanho grande. O primeiro jogador precisa acertá-lo; se não conseguir, é a vez do próximo, que tenta acertar a bolinha do primeiro, e assim prossegue. Se o jogador conseguir acertar a bolinha do adversário, recebe uma ou mais deste, conforme combinado antes. A duração do jogo depende da vontade dos jogadores. Bolinha de gude em Triângulo Desenhe um triângulo no chão – o tamanho depende da quantidade de bolinhas a ser colocada, conforme aparece nos desenhos. No primeiro esquema, jogam até quatro crianças. Cada bolinha colocada no triângulo pertence a um jogador. Risca-se uma linha abaixo do triângulo e, a uma distância de três metros ou um pouco menos, cada criança joga uma bolinha. Quem acertar mais perto da linha joga primeiro; se acertar a bolinha do que jogou antes, fica com ela. Um de cada vez, os jogadores tem que desentocar as bolinhas de dentro do triângulo; perde a vez quando não conseguir acertar. Quem conseguir desentocar as quatro fica com todas. Se sobrarem duas bolinhas, é preciso jogar de novo, desta vez de perto. Se conseguir acertar a primeira, tentar acertar a última. Se, no fim do jogo um dos jogadores tiver apenas uma bolinha, ele tem de entregá-la ao que ganhou mais. Esta versão do triângulo é muito apreciada pelos garotos de Sapiranga, na Bahia. No triângulo do desenho 2, coloca-se três bolinhas de cada jogador dentro (por isso ele é um pouco maior). A forma de jogar é basicamente a mesma do triângulo menor: acertar as bolinhas que ficam dentro do desenho, mas vale também acertar as jogadas pelos adversários para atrapalhá-los. Há uma versão mais competitiva, na qual o jogador que conseguir acertar a bolinha do adversário não apenas o exclui do jogo mas também fica com as bolinhas que este ganhou. Bolinha de gude em Círculo Esta modalidade tornou-se famosa nos quadrinhos da Turma da Mônica. Como diz o nome, joga-se com um círculo riscado no chão, onde se coloca um número de bolinhas de cordo com combinação prévia entre os jogadores. O modo de jogar é basicamente o mesmo do triângulo: tentar acertar as bolinhas dentro do círculo a partir de certa distância (perto ou longe, dependendo da região onde acontece o jogo). Como no triângulo, o jogador perde a vez quando errar. Se a bolinha atirada ficar dentro do círculo, ele não pode apanhá-la; quando for de novo sua vez, terá de usar uma substituta. ESCONDE – ESCONDE Uma pessoa conta até certo número com os olhos fechados. Os outros devem procurar um local secreto para se esconderem. Os que se esconderam devem voltar para o lugar onde a primeira pessoa contou e “se bater”, o primeiro ou o último (depende de quem está brincando) que forem “batidos” pelo que contou, deve ficar no lugar dele. Uma pessoa contaaté certo número com os olhos fechados. Os outros devem procurar um local secreto para se esconderem. CIRANDA – CIRANDINHA Esta é uma das brincadeiras de roda mais conhecidas. Para brincar basta colocar as crianças em roda, elas giram e obedecem os comandos da música. No final da música, uma criança por vez é chamada para o centro da roda e deve dizer um verso. Veja o que cantar: “Ciranda, cirandinha, Vamos todos cirandar! Vamos dar a meia volta, Volta e meia vamos dar. O Anel que tu me destes Era vidro e se quebrou; O amor que tu me tinhas Era pouco e se acabou, Por isso dona (NOME) Entre dentro desta roda, Diga um verso bem bonito, Diga adeus e vá se embora.” PIPA (PAPAGAIO) A brincadeira soltar pipa é bem divertida para as crianças e também para adultos com espírito jovem. Com uma linha, os garotos conseguem direcionar e fazer malabarismos no céu. Para quem não sabe, mas todos sabem, pipa é a mesma coisa que papagaio. Claro que não estou falando da ave, e sim do brinquedo. Portanto, tanto faz dizer pipa, como dizer papagaio. Tudo é a mesma coisa. COMO BRINCAR O objetivo é manter a pipa no ar pelo maior tempo possível. Para os menos experientes, o ideal é contar com um ajudante, que ficará à frente do empinador a uma distância de 20 metros, segurando a pipa em uma inclinação de mais ou menos 60°, enquanto o empinador segura o carretel com a linha bem estendida. Quando perceber um vento bom, o ajudante fará um sinal para o empinador, que deve recolher a linha com as mãos, em movimentos constantes. Quando o vento estiver bom, o empinador deve aproveitar para soltar o máximo de linha possível. Se a pipa começar a cair, é só recolher a linha até achar um ponto em que o vento esteja mais forte – e levantá-la de novo. Vale soltar a criatividade para montar pipas coloridos e diferentes. Use papeis coloridos ou sacolas plásticas em tiras para fazer a rabiola. Existem pipas mais simples, que podem ser puxadas por crianças entre 2 ou 3 anos porque são feitas de jornal, barbante e não têm varetas. A partir de 6 e 7 anos, as crianças têm mais desenvoltura para a atividade. ESTA BRINCADEIRA TAMBÉM SE CHAMA... Papagaio, papagaio de papel, réu-réu, pandorga, raia, quadrado, piposa, arraia, pepeta, califa. De que são feitas as pipas? São feitas de varetas de madeira e papel, em diversas cores. Acho que as mais bonitas são aquelas feitas com as cores da bandeira do nosso Brasil: verde, amarelo, azul, branco. Também, preto, vermelho, etc. No final deste artigo você vai ver um vídeo, ensinando tudo. Perigos para si e para os outros ao soltar pipa No período das férias escolares, as crianças gostam de diversos tipos de brincadeiras, entre as quais, bola de gude, patinetes, patins, carrinhos de rolimã e soltar pipa. A diversão é boa, mas os perigos estão por perto, podendo levar a morte. Claro que ninguém vai deixar de brincar por isso, mas é importante que se tenha cuidado com todo tipo de brincadeira. Perigo para os outros O perigo maior do cerol não é para a criança, mas para outras pessoas. Existem inúmeros registros de mortes, provocadas por cortes provocados pela linha coberta por cola e vidro quebrado. Os meninos fazem isso para cortar a linha do outro e pegar sua pipa, algo divertido, mas que já provocou muito choro. São mais de 100 acidentes por ano, que resultam em muitas mortes, segundo a Associação Brasileira de Motocicletas. Além dos motoqueiros, o cerol também põe em risco a vida de animais e de aves como urubus, corujas, pombos e passarinhos. Quando são feridas pelo cerol, dificilmente conseguem sobreviver. Perigo para você ao soltar pipa O principal perigo, quando você começa a empinar a pipa, vem da falta de atenção, para o que acontece a sua volta. Seus olhos acompanham a pipa, voando pelo céu, e vem então o risco de ser atropelado, cair de cima de uma laje, cair em um buraco. É por isso que ao soltar pipa é importante que esteja em um terreno plano, com poucos obstáculos. Na rua tem o perigo de carro, motocicletas, bicicletas e até de chocar-se com outras pessoas. Soltar pipa sozinho É possível soltar pipa sozinho, em um pequeno espaço, com menos de um metro. Tudo que você tem a fazer é ficar de costas para o vento e ir administrando a linha. Deixe um pouco de linha fora do carretel, tomando cuidado para não embolar. E quando a pipa for puxando, você vai liberando linha até ela ficar flutuando no céu, bem lá no alto. Se você quiser que a pipa desça, puxe a linha para baixo. Isso é apelidado de “retão”. Se quiser que ela mova para a direita ou para a esquerda é só puxar para baixo (deixando a mão meio mole, tremendo) e ir para o lado desejado. Para a pipa subir é só puxar rapidamente. Dicas dos bombeiros 1. Não solte pipa nos dias de chuva, pois se houver relâmpagos no céu, você pode receber uma descarga elétrica e morrer. 2. Cuidado com as antenas, existentes em quase todas as residências e os fios elétricos. 3. Vá brincar em um parque ou em uma roça. 4. Todo cuidado é pouco, se você estiver empinando sua pipa em locais movimentados, pois pode ser atropelado ou cair em algum buraco, principalmente se estiver andando para trás. 5. Preste atenção ao trânsito, carros, motos, bicicletas, para evitar ser atropelado. 6. Nunca escolha linha metálica (fio de cobre ou bobinas), nem papel laminado para usar em sua pipa. 7. Nunca empine sua pipa de cima de uma laje, telhado ou qualquer lugar que não tenha proteção. Brincar é bom, mas está vivo e saudável, é o principal de tudo. 8. Não usar cerol ou quaisquer tipos de linha que possam a vir a causar acidentes. RICADEIRAS HERDADAS PELOS AFRICANOS Escravos de Jó É uma brincadeira de roda guiada por uma cantiga bem conhecida, cuja letra pode mudar de região para região. Para brincar, é preciso no mínimo duas pessoas. Todos têm suas pedrinhas e no começo elas são transferidas entre os participantes, seguindo a sequência da roda. Depois, quando os versos dizem “Tira, põe, deixa ficar!”, todas seguem a orientação da música. No verso “Guerreiros com guerreiros”, a transferência das pedrinhas é retomada, até chegar ao trecho “zigue, zigue, zá!”, quando os participantes movimentam as pedras que estão em mãos para um lado e para o outro, sem entregá-las a ninguém. O jogador que erra os movimentos é eliminado da brincadeira, até que surja um único vencedor. Pular corda Preferida das meninas, tanto na versão tradicional quando nas versões diferenciadas em que a brincadeira é guiada por alguma cantiga. Além de ser divertida para o lazer, é uma atividade excelente para exercitar o coração e a coordenação motora. Pode ser praticada tanto individualmente quanto em grupo, quando duas pessoas seguram as pontas das cordas e movimenta o instrumento para que um ou mais participantes possam pular. Quem esbarrar na corda sai da brincadeira. Ou simplesmente perde, e continua! Pular elástico Outra muito apreciada pelas meninas! Para brincar, basta separar pelo menos 2 metros de elástico de roupa e dar um nó. É necessário no mínimo 3 participantes: duas para segurar o elástico e outra para pular. As duas crianças que vão segurar o elástico ficam em pé, frente a frente, e colocam o elástico em volta dos tornozelos para formar um retângulo. Daí, o participante da vez faz uma sequência de saltos: pula para dentro, sobre e para fora do elástico, tentando completar a tarefa sem tropeçar. O grau de dificuldade aumenta ao longo da disputa: o elástico ainda deve subir do tornozelo para o joelho, cintura, tronco e pescoço. Dependendo da altura das crianças, o jogo vai ficando impraticável, mas é o desafio que estimula a brincadeira! PEGA PEGA FAIXA ETÁRIA Acima de 4 anos LOCAL Praia, Quintal, Quadra de esportes, Condomínio ESTIMULAR Velocidade, Coordenação motora, Agilidade, Atenção PARTICIPANTES 5+ COMO BRINCAR O jogo começa elegendo um dos participantes como o pegador. Este, dado um sinal, passa a perseguir os outros jogadores. Quem for alcançado primeiro passaa ser novo pegador. Por sua simplicidade, não há limites para criar regras para este jogo. Pode haver mais de um pegador ou os participantes podem correr de costas, por exemplo. Na versão ‘agachado’ quem estiver de cócoras fica a salvo, mas não pode permanecer nessa posição por mais de 5 segundos e o pegador não pode ficar muito próximo ao perseguido no momento dele levanta. Já no pique-pega, os participantes escolhem um lugar para o pique, pode ser uma árvore, uma trave da quadra. O jogador que tocar o pique durante a perseguição não poderá ser pego, mas, assim como no ‘agachado’ não pode ficar por ali por muito tempo. Da mesma forma, pode haver vários piques. ESTA BRINCADEIRA TAMBÉM SE CHAMA... Apanhada, pega-vela, pega-gelo, pega-corrente, pique, pique-pega, piques QUEIMADA Queimada é um jogo esportivo muito usado como brincadeira infantil. O material utilizado é uma bola de vôlei ou de borracha, de tamanho médio. O local é um terreno plano, de forma retangular, demarcado por linhas que deve ter mais ou menos 16 m de comprimento por 8 m de largura, sendo dividido em dois campos iguais, por uma linha reta e bem visível traçada no solo. O tamanho do terreno pode variar conforme o número de jogadores. O jogo pode conter vinte ou mais jogadores. As qualidades desenvolvidas são movimento, destreza, domínio e cooperação. O objetivo do jogo é fazer o maior número possível de prisioneiros em cada campo. O grupo vencedor será aquele que fizer o maior número de prisioneiros dentro de um tempo pré-estabelecido, ou então, aquele que aprisionar todos os jogadores adversários. Cada time fica situado em um campo e um dos jogadores de cada lado deverá ser colocado atrás da linha de fundo do campo adversário. A partida do jogo é iniciada com o apito do instrutor, assim um jogador do partido a quem coube a bola arremessa-a ao campo adversário com o objetivo de atingir, “queimar”, algum jogador adversário. O jogo de queimada também pode ser conhecido por outras denominações, como: Barra Bola; Bola Queimada; Cemitério; Mata-mata; Mata-soldado; Queimado; Caçador no estado do Paraná e Rio Grande do Sul; Carimba no estado do Ceará; Baleado no estado da Bahia. A brincadeira do jogo de queimada não existe número estabelecido de participantes, as regras não são muito rígidas, porém o objetivo é o mesmo: Eliminar a equipe oposta. CAPOEIRA A luta de defesa pessoal, que é reconhecida também como dança, foi desenvolvida por escravos africanos trazidos ao Brasil, já que o Brasil foi o maior receptor da migração de escravos, com 42% de todos os escravos enviados através do Atlântico durante o século XVI, quando Portugal enviou escravos para a América do Sul, oriundos da África Ocidental. A capoeira é disputada por duas pessoas que se defrontam no meio de uma roda formada por outros capoeiristas, ao som de palmas e berimbaus. O objetivo do jogo é derrubar o adversário. O berimbau, principal instrumento que proporciona o som característico, é construído por um pedaço de pau, um pedaço de arame e uma cabaça. A base do jogo é a ginga, pois essa é uma importante forma de ataque e defesa do capoeirista. Na roda de capoeira o praticante manifesta seu conhecimento e desenvolvimento sobre a atividade. A capoeira desenvolveu-se principalmente na Bahia e difundiu-se por vários estados, como o Rio de Janeiro, São Paulo e Pará. A prática da capoeira trabalha a coordenação motora, aprimora a flexibilidade, equilíbrio e destreza, alivia as tensões do dia a dia, proporciona criatividade e liberdade de movimentos. BRICADEIRAS HERDADAS DOS INDIOS PETECA Quando os portugueses chegaram no Brasil, encontraram os índios brincando com uma trouxinha de folhas cheia de pequenas pedras, amarrada a uma espiga de milho, que chamavam de Peteca, que em tupi significa "bater". A brincadeira foi passando de geração em geração e, no século 20, o jogo de peteca tornou-se um esporte, com regras e torneios oficiais. É tida como um brinquedo de inverno no Brasil, seu uso coincide com a colheita de milho e com as festas de Santo Antônio, São João e São Pedro. Já o Professor Manoel Tubino reafirma sua origem e disseminação em Minas Gerais, a partir de 1931, em reduto antigamente habitado por indígenas (Folha de S.Paulo, 02-06-87). Em 1928, apareceu nas Olimpíadas, sendo apresentada pelos Brasileiros aos Europeus, causando tão boa impressão, que foi solicitada, ao médico esportivo Dr. José Maria de Melo Castelo Branco sua regulamentação. No ano de 1973 surgem as primeiras codificações das regras da Peteca, na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, onde a participação maciça de homens, mulheres, idosos, jovens e crianças, que passam a praticá-la, seguindo as regras padronizadas, regras essas que foram oficializadas no Brasil, como esporte competitivo em 27 de agosto de 1985, conforme deliberação número 15- 85 do Conselho Nacional de Desportos, nos termos da Lei Federal número 6.251, de 08 de outubro de 1.975, sendo na sua totalidade 14 Regras. A Peteca na Educação Infantil: Nesta atividade é necessária a presença de pelo menos duas pessoas e uma peteca. Os jogadores devem ter pelo menos 6 anos de idade. Esta opção é ideal para estimular habilidades diferentes, como por exemplo: a agilidade, o foco, a coordenação motora, a noção de espaço, o condicionamento físico, a concentração, a mira, a força, o ritmo e muito outros. Na versão tradicional deste jogo, os participantes devem ficar em posicionamentos que juntos formem um círculo. Ou em caso de apenas dois jogadores, um deverá ficar de frente para o outro. Nas posições exatas, os jogadores devem passar a peteca de um lado para o outro, sempre batendo no fundo do objeto. O participante que deixar a peteca cair primeiro será eliminado do jogo. Vale também experimentar uma das variações desta brincadeira: coloque um dos participantes no meio do círculo. A peteca deverá sempre partir dele para os demais participantes e dos outros para ele. Para atrair a atenção das crianças, uma dica criativa a Peteca poderá ser confeccionada em sala com materiais recicláveis. PERNA DE PAU PIÃO É um cordão chamado de fieira é enrolado em volta do brinquedo é ele que faz o pião girar. A habilidade do jogador determina o local onde cairá o brinquedo e com qual velocidade. É uma brincadeira que se pode jogar sozinho ou em grupo com os amigos. CORRIDA DO SACI A brincadeira pode ser realizada por várias pessoas, sendo que a linha de largada é responsável por reuni-los e deve ter uma outra linha para marcar a chegada. Todos os participantes devem fazer a corrida com um pé só e não poderá trocar esse pé ao longo do percurso. Os vencedores são aqueles que chegarem mais rápido na linha de chegada. Viu como é fácil? Para agitar uma festinha infantil, ou mesmo aquelas reuniões de família com os primos pequenos e s tios mais extrovertidos, ela é ótima pra marcar boas memórias entre as crianças e adultos. CABO DE GUERRA Cabo de guerra, também conhecido por jogos da corda, é uma atividade esportiva que envolve força, onde duas equipes disputam entre si um teste da mesma. Segundo as regras internacionais cada equipe deve ser composta de oito integrantes. Os competidores ficam dispostos em linha reta, seguidos ao longo do cabo, de aproximadamente 10 cm de diâmetro. Entre os dois grupos existe uma linha central. O cabo é marcado em seu ponto central e em dois outros pontos distantes quatro metros de seu centro. A disputa é iniciada pelos dois times com a marca central do cabo coincidindo com a linha central. O objetivo do jogo é puxar o grupo oponente, fazendo com que ele cruze a linha central com sua marca de quatro metros do cabo. Outra forma de vencer a disputa é conseguir fazer o oponente cometer uma falta. O esporte foi incluído nos Jogos Olímpicos de 1900 a 1920. No ano de 1900, em Paris, principiou como modalidade olímpica nos Jogos Olímpicos de Verão. Apenas duas equipes participaram da disputa, a vencedora elegeu-se campeã. A equipe sueco-dinamarquesaobteve vitória sobre as duas primeiras disputas, conquistando a medalha de ouro. O Cabo de Guerra na Educação Infantil: A opção de entretenimento é interessante e legal. Pode atrair meninos e meninas com no mínimo 7 anos de idade. E pode ser realizada em diversos lugares diferentes, como no parque, no quintal, na praça, na garagem, numa quadra de esportes, na calçada, num salão de festas, num condomínio residencial, numa praia, numa chácara, etc. A atividade é recomendada para estimular a agilidade, a cooperação, o trabalho em grupo, o condicionamento físico, a coordenação motora, a determinação, a força, a resistência, o senso de equipe e a socialização, além de proporcionar muita diversão, gastar energia e queimar calorias.