AULA10 DE PRATICA SIM. III
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UNIVERSIDADE ESTÁCIO SE SÁ
ALUNA: LUCIA HELENA CARVALHO
MATRICULA: 201402180421
PROFESSORA: ELIANE M. DE A. OLIVEIRA
DISCIPLINA: PRÁTICA SIMULADA III ( PENAL )
AULA: 10
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA... VARA CRIMINAL 
DO JURI DA COMARCA DE... 
Processo Nº:... 
JERUSA, já qualificado nos autos do PROCESSO CRIMINAL em epígrafe que lhe move o Ministério Público , Justiça Pública, por seu advogado, abaixo subscrito, cujo instrumento de procuração segue em anexo, inconformado com a respeitável decisão de fls. ...prolatada por Vossa Excelência ,que incidiu a acusada nos artigos 121 e 18.I final do Código Penal , tramitando perante Vossa Excelência , vem, perante Vossa Excelência, interpor 
RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. 
Dentro do prazo legal e com fundamento no artigo 581, IV do Código de Processo Penal consoante as razões recursais que seguem em anexo . 
Assim a recorrente pleiteia o RECEBIMENTO E O PROCESSAMENTO DO PRESENTE RECURSO e espera que Vossa Excelência exerça o juízo de retratação , previsto no art. 589 , parágrafo único do Código de Processo Penal, a fim de que IMPRONUNCIE A RÉ do crime capitulado no art.121 e 18 ,l do código penal PARA O CRIME CAPITULADO NO ART. 302 DO CÓDIGO DE TRANSITO BRASILEIRO. 
Desse modo , caso Vossa Excelência não exerça o juízo de retratação, a recorrente requer O ENVIO dos autos ao EGREGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA esperando o provimento do presente RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. 
Nesses termos, 
Pede deferimento 
Local e 09 de agosto de 2013 
Advogado 
OAB Nº... UF......... 
RAZÕES DE RECURSO EM SENTIDO ESTRITO 
PROCESSO CRIME Nº: ... 
RECORRENTE: JERUSA 
RECORRIDO: MINISTÉRIO PÚBLICO 
EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTICA DO ESTADO DE ... 
COLENDA CÂMARA CRIMINAL. 
DOUTA PROCURADORIA DE JUSTICA 
Colenda Câmara Criminal, a respeitável decisão proferida pelo Meritíssimo Juiz de Direito da \u2026 Vara Criminal da Comarca \u2026 está em total discordância com os ditames legais, sendo imperiosa a sua reforma, conforme exposição a seguir: 
1. DA TEMPESTIVIDADE 
O presente recurso em sentido estrito MERECE SER PROVIDO, para que seja DESCLASSIFICADO o homicídio doloso (artigo 121 c/c artigo 18, I ambos do Código Penal) para o crime de homicídio culposo na direção de veículo automotor (artigo 302 do Código de Trânsito Brasileiro). 
2. DOS FATOS 
Jerusa, atrasada para importante compromisso profissional, dirige seu carro bastante preocupada, mas respeitando os limites de velocidade. Em uma via de mão dupla, Jerusa decide ultrapassar o carro à sua frente, o qual estava abaixo da velocidade permitida. Para realizar a referida manobra, entretanto, Jerusa não liga a respectiva seta luminosa sinalizadora do veículo e, no momento da ultrapassagem, vem a atingir , Diego, motociclista que, em alta velocidade, conduzia sua moto no sentido oposto da via. Não obstante a presteza no socorro que veio após o chamado da própria Jerusa e das demais testemunhas, Diogo falece em razão dos ferimentos sofridos pela colisão. 
2. DO DIREITO 
2.1 . PRELIMINARES: 
2.1.2 ) Nulidade por incompetência do juízo, nos termos do art. 564, I do Código de Processo Penal, 
Assim, como a INEXISTENCIA da ocorrência de crime doloso contra a vida, o tribunal do Júri não é competente para apreciar a questão, razão pela qual deve ocorrer a desclassificação, nos termo do artigo 419 do Código de Processo penal. 
2 .1.3) Ausência de pressuposto ou condição para o exercício da ação penal, o que deveria ter motivado, desde o início, a rejeição liminar da peça acusatória, conforme previsão no art. 395, II do Código de Processo Penal . 
Dessa Forma, percebe-se NITIDAMENTE que a conduta que melhor se adequa ao caso ora discutido é a conduta prevista no artigo 302 do Código de trânsito Brasileiro, razão pela qual a Recorrente deverá responder somente pela prática de Homicídio culposo na Direção de Veículo Automotor. 
2.2) MÉRITO 
A apelante foi, erroneamente, condenada pelo crime de homicídio simples na modalidade dolosa pelo juízo ad quo. No caso aqui citado, Jerusa, apesar de preocupada, observava os limites de trânsito impostos pelo CTB e ao bom senso comum, seguindo seu caminho mantendo a velocidade dentro da permitida no local em que se encontrava. Porém, por um descuido, não veio a acionar a Jerusa não liga a respectiva seta luminosa sinalizadora do seu veículo 
Deste modo , não há como afirmar que a Recorrente incorreu em culpa, isso porque para que se caracterize o dolo eventual se faz necessário, além da previsão do resultado, que o agente assuma o risco pela ocorrência do mesmo, nos termos do artigo 18, inciso I (parte final) do Código Penal, o que confirma que o nobre representante do Ministério Público Estadual não foi feliz ao adotar a Teoria do Consentimento. 
Sendo que, Excelência houve culpa exclusiva da vítima,pois ela vinha trafegando em sua moto em alta velocidade , que não houve possibilidade dela freiar o seu veiculo e evitar a colisão com o veiculo da denunciada o que elimina, na conduta da acusada, o dolo e a culpa. Sem a presença de elemento subjetivo, não existe a possibilidade de caracterização de tipificação penal. Consequentemente, deve ser defendida a tese de que a conduta de Jerusa caracteriza-se como fato atípico, sendo incabível a sua pronúncia. 
4.PEDIDO 
Diante do exposto, requer seja conhecido e provido o presente recurso em sentido estrito, com a finalidade de : 
a) preliminarmente, que seja reconhecida a nulidade arguida, com fundamento legal contido no art. ...., anulando-se a decisão de pronuncia. 
b) na hipótese de rejeição da preliminar, quanto ao mérito requer-se a absolvição sumária, com fundamento legal no art. .... 
c) se Vossa Excelência entender por bem não acolher o que pedido no mérito, pleiteia-se subsidiariamente, a despronúncia da Recorrente, com fundamento legal no art...302 do Código de transito Brasileiro, que seja reformada a respeitável sentença de pronúncia, DESCLASSIFICANDO o homicídio doloso (artigo 121 c/c artigo 18, I ambos do Código Penal) PARA O CRIME DE HOMICÍDIO CULPOSO NA DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR (artigo 302 do Código de Trânsito Brasileiro). 
. 
Local e 09 de agosto de 2013. 
Advogado 
OAB