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ASSOCIAÇÕES 
REPRESENTATIVAS DA 
ENFERMAGEM: 
ENTIDADES DE CLASSE 
Profª Enfª Thallita de Freitas 
Ramos 
 Ao longo da sua história, os enfermeiros 
tornaram-se uma categoria organizada e 
constituiram suas entidades representativas; 
 
 
 Entende-se por entidade uma 
instituição, sociedade, pessoa jurídica 
estabelecida para fins específicos; 
INTRODUÇÃO 
As entidades têm como principais objetivos: 
 
 promover o desenvolvimento técnico-
científico e cultural da profissão; 
 acompanhar o exercício profissional; 
 defender os direitos dos trabalhadores; 
 No Brasil, o movimento 
associativo na enfermagem 
teve início na década de 20 
logo após a implantação do 
modelo Nigthingale. 
Atualmente, temos quatro entidades 
representativas da enfermagem. 
São elas: 
Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn); 
Conselho Federal de Enfermagem (COFEN); 
Sindicato dos Enfermeiros (SindEnf) 
Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE). 
 
Associação Brasileira de 
Enfermagem (ABEn) 
Algumas Seções: 
ABEn/RJ - www.abenrio.com.br 
ABEn/SP –www.abensp.org.br 
ABEn/SC – www aben-sc.org.br 
ABEn/Ba – www.abenbahia.org.br 
ABEn/MG – www.abenmg.org.br 
ABEn/CE – www.aben-ce.com.br 
ABEn Nacional – 
www.abennacional.org.br 
HISTÓRICO: 
Após a formatura da 
primeira turma da Escola de 
enfermeiras do DNSP, em 
1925, atual Escola de 
Enfermagem Anna Nery, as 
recém-formadas se 
organizaram em uma 
Associação de Ex-alunas. 
A Associação Brasileira de 
Enfermagem - ABEn, foi 
fundada em 12 de agosto 
de 1926, 
sob a denominação de 
Associação Nacional de 
Enfermeiras Diplomadas. 
Apesar de ser um órgão de 
natureza científica e cultural, 
durante muitos anos a ABEn 
exerceu a liderança dos 
enfermeiros no país e preparou o 
arcabouço jurídico do ensino e da 
prática da enfermagem, tendo 
assumido o papel de defensora 
dos interesses da categoria até a 
criação do primeiro sindicato dos 
enfermeiros na década de 70. 
A ABEn é uma sociedade civil 
com personalidade jurídica que 
congrega enfermeiros, 
obstetrizes, técnicos e auxiliares 
de enfermagem e estudantes dos 
cursos de graduação e de 
educação profissional de nível 
técnico que a ela se associam, 
individual e livremente. 
 
Aos 81 anos a ABEn tem uma 
história de compromisso com a 
Enfermagem Brasileira. 
É uma Entidade de âmbito nacional, de caráter não 
governamental e de direito privado, reconhecida 
como de utilidade pública, conforme Decreto Federal 
nº 31.417/52, DOU de 11 de setembro de 1952. É 
filiada à Federación Panamericana de 
Profesionales de Enfermería (FEPPEN), desde 1970, 
junto à qual representa a enfermagem brasileira. 
A ABEn Nacional tem sede em 
Brasília, possui 25 Seções e 27 
Regionais – Núcleos 
 
Alagoas 
Amapá 
Amazônia 
Bahia 
Ceará 
Distrito 
federal 
 
Espírito Santo 
Goiás 
Maranhão 
Mato Grosso 
Mato Grosso 
do Sul 
Minas Gerais 
Pará 
 
Paraíba 
Paraná 
Pernambuco 
Piauí 
Rio de Janeiro 
Rio Grande do 
Norte 
Rio Grande do 
Sul 
Rondônia 
Santa Catarina 
São Paulo 
Sergipe 
Tocantins 
A ABEn em seu Estatuto, assumiu o 
compromisso ético, político e técnico de 
propor e defender políticas e programas 
que visem a melhoria da qualidade de 
vida da população, maior grau de 
resolutividade dos seus problemas de 
saúde e que garantam acesso universal e 
equânime nos Serviços de Saúde. 
Cumprindo este compromisso a ABEn tem 
estado ao lado das instâncias de poder formal 
e informal, construindo e contribuindo 
criticamente para modificar a realidade. Para 
transformar a realidade é preciso se misturar 
nela envolvendo-se, expondo-se e ajudando a 
fazer. 
 
A ABEn foi responsável pela criação da primeira 
revista de enfermagem no Brasil (Annais de 
Enfermagem) como órgão oficial da associação e 
veículo de divulgação científico-cultural da 
enfermagem. 
 
O primeiro número saiu em 1932 e circula até 
hoje sendo um periódico científico importante da 
enfermagem, agora denominado REBEn. 
Revista Brasileira de 
Enfermagem 
A ABEn promove anualmente, desde, 1947, o 
CBEn que constitui-se em um dos mais 
importantes fóruns de intercâmbio acerca do saber 
e de idéias da enfermagem brasileira. 
 
Convém ressaltar que a ABEn foi a principal 
facilitadora da criação das demais entidades de 
classe dos enfermeiros brasileiros. 
Congresso Brasileiro de 
Enfermagem (CBEn) 
 
- Seminário Nacional de Diretrizes para a 
Educação em Enfermagem (SENADEn). 
-Seminário nacional de Pesquisa em 
Enfermagem (SENPE) 
-– Acontece a cada dois anos e tem 
como foco a pesquisa em enfermagem. 
Sindicato dos 
Enfermeiros 
 Os primeiros movimentos para a 
formação de entidade sindical no 
Brasil partiu de profissionais de 
enfermagem que trabalhavam nas 
Companhias de navegação, 
associados ao Sindicato da Marinha 
Mercante 
 Em 1932 criaram o Sindicato dos 
Enfermeiros Terrestres, recebendo a 
carta sindical, documento que dava 
respaudo para representar enfermeiros 
diplomados e não diplomados. 
Em 1940, no bojo da estruturação sindical 
realizada no Governo Vargas, os enfermeiros 
foram classificados como profissionais liberais, 
tendo a possibilidade de formar sindicato 
próprio, o que não aconteceu de imediato 
 Este Sindicato pede que os enfermeiros 
sejam retirados do quadro de profissionais 
liberais, no que foi atendido em 1943. 
 Em 1943 com a consolidação das Leis do 
Trabalho (CLT), O Sindicato dos Enfermeiros 
Terrestres, passou a ser chamado de Sindicato 
dos Enfermeiros e Empregados em Hospitais e 
Casas de Saúde, congregando todos os 
profissionais de saúde. 
 Em 1952 a ABEn liderou uma luta para a 
inclusão dos enfermeiros da Confederação de 
Profissionais Liberais que terminou em sucesso 
no ano de 1962. 
 No 22º CEBEn, realizado em 1970 em São 
Paulo, a Aben orienta aos enfermeiros retomarem 
o pleito de criação das associações profissionais. 
A partir daí teve início o processo de criação do 
Sindicato dos Enfermeiros, cujo primeiro foi 
criado em 1976 no Rio Grande do Sul e o 
segundo em 1977 no Rio de Janeiro. 
- CONTRIBUIÇÃO SINDICAL 
 
 A Contribuição Sindical é um tributo previsto na 
parte final do inciso IV do artigo 8º da 
Constituição Federal, e disciplinada nos artigos 
578 a 610 da CLT. É cobrada de todos os 
profissionais liberais de forma compulsória. 
No caso dos Enfermeiros, o valor desta 
contribuição é estipulado pela Confederação 
Nacional dos Profissionais Liberais - CNPL. 
 
 
 
 
-Imposto sindical ou Contribuição Sindical foi criado na 
década de 30 por Getulio Vargas; 
 
- É obrigatório, descontado em folha de pagamento de 
uma só vez no mês de março de cada ano e corresponde à 
remuneração de um dia de trabalho ano (equivalente a 
3,33% do salário). 
 
- Prevista na CLT artigos 578 e 579 
 
- Quem paga = todos que participem das categorias 
econômicas ou profissionais ou das profissões liberais 
sócios ou não do sindicato. 
MENSALIDADE ASSOCIATIVA/ 
ANUIDADE SINDICAL 
 
 Ao se sindicalizar, o enfermeiro 
deverá optar por pagar a mensalidade 
ou anuidade sindical. 
 
 
 
 
Associação Sindical 
Art. 8º - É livre a associação profissional ou sindical, 
observado o seguinte: 
 
IV - A Assembléia Geral do Sindicato fixará a 
contribuição que, em se tratando de categoria 
profissional, será descontada em folha, para custeio 
do sistema confederativo da representaçãosindical 
respectiva, independentemente da contribuição 
prevista em lei. 
 
Objetivo = custeio do sistema confederativo. 
Portanto trata-se de uma contribuição "facultativa". 
CONSELHO DE ENFERMAGEM 
Federal- COFEN 
Regional - COREN 
Outra iniciativa das enfermeiras desde o 1º 
Congresso de Enfermagem da Aben, em 1947, foi a 
criação de um órgão que disciplinasse o exercício 
profissional. 
O Projeto de Lei para a criação dos Conselhos 
começou a tramitar em 1960 e a Comissão de 
Legislação da Aben acompanhou todo o 
processo. 
O Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) e os 
Conselhos Regionais de Enfermagem (COREN) 
foram criados pela lei 5905 de 1973. 
Filiado ao Conselho Internacional de 
Enfermeiros em Genebra, o COFEN existe pra 
normatizar e fiscalizar o exercício da profissão de 
enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, 
zelando pela qualidade dos serviços prestados 
pelos participantes da classe e pelo cumprimento 
da Lei do Exercício Profissional. 
Principais atividades do COFEN: 
 
• normatizar e expedir de instruções para 
uniformidade de procedimentos e bom 
entrosamento dos Conselhos Regionais; 
 
• apreciar de decisões dos CORENs; 
 
• aprovar de contas e propostas orçamentárias, 
remetendo-as aos órgãos competentes; 
 
• promover estudos e campanhas para 
aperfeiçoamento profissional. 
 
Principais atividades dos CORENS: 
 
deliberar sobre o valor das inscrições no 
Conselho, bem como o seu cancelamento; 
 
disciplinar e fiscalizar o exercício profissional, 
observando as diretrizes gerais do COFEN; 
 
executar as resoluções do COFEN; 
 
expedir a cédula de identidade profissional, 
indispensável ao exercício da profissão e válida 
em todo o território nacional; 
fiscalizar e decidir os assuntos referentes à Ética 
Profissional, impondo as penalidades cabíveis 
 
elaborar a proposta orçamentária anual e o 
projeto de seu regimento interno, submetendo-os 
à aprovação do COFEN; 
 
zelar pelo conceito da profissão e dos que a 
exercem; propor ao COFEN medidas de melhoria 
do exercício profissional; 
 
 
eleger sua Diretoria e seus Delegados federais 
e regionais; 
 
exercer as demais atribuições que lhe forem 
conferidas pela Lei 5.905/73 e pelo COFEN. 
 
Veja a íntegra de todas as atribuições do 
COFEN e dos CORENS na Lei 5.905/73 e no 
Regimento Interno COFEN, Resolução nº 242, 
de 31 de agosto de 2000 
É proibido o exercício da profissão de 
enfermagem sem a inscrição do profissional em 
seu respectivo conselho. 
 
A obrigatoriedade atinge tanto aos enfermeiros 
quanto aos auxiliares e técnicos de enfermagem. 
 
LEI N 7.498/86, DE 25 DE JUNHO DE 1986. 
(Dispõe sobre a regulamentação do exercício da 
Enfermagem e dá outras providências) 
 
Ao escolhermos uma profissão, desejamos 
retirar dela o nosso sustento através do seu 
exercício. 
 
Temos parte em tudo o que diz respeito a 
enfermagem e, se cada um fizer a sua parte 
pensando na união da categoria, será mais 
fácil atingirmos objetivos em favor da 
profissão, do país e principalmente da vida. 
 
A História da Enfermagem nos permite 
nomear os líderes da profissão, apontar 
caminhos, redefinir estratégias. Enfim, 
a História deve ser contada para servir 
de exemplo para o futuro. 
 
 
Um certo dia, ao caminhar na praia, o pescador viu 
aquele homem catando estrelas no mar que haviam 
sido trazidas para a areia e que ali ficaram presas 
após a maré baixar. 
Eram muitas estrelas do mar. Nem cem, nem mil, mas 
milhares espalhadas por toda a orla. 
Ao ver o esforço do homem o pescador chegou perto 
dele e disse: - Você está perdendo o seu tempo. Nem 
que fique fazendo isso durante todo o ano não vai dar 
conta de devolver todas estas estrelas ao mar. 
O homem abaixou, pegou mais uma estrela, 
devolveu-a ao mar e disse:- Mas pra essa eu fiz a 
diferença

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