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1 Curso: Téc. Enfermagem Módulo: I Professor(a): Andreza Cristina Disciplina: História da Enfermagem Turma: E 62 Enfermagem ao longo da História 1- Práticas de saúde no mundo moderno A Revolução Industrial, iniciada em 1760, foi impulsionada pela melhoria das condições dos meios de transportes terrestres e marítimos, dos meios de comunicação, de grandes descobertas acelerando a expansão econômica e científica dos vários países da Europa, América e Ásia, marco do início da Era Moderna. Não se pode negar que a revolução tecnocientífica da Idade Moderna tenha sido precursora de um progresso social amplo e significativo, naqueles tempos. A doença nessa época torna- se obstáculo à força produtiva do trabalho, com diminuição da produção e transtornos econômicos e políticos. Manter a saúde, como necessidade básica do indivíduo, significava manutenção da produtividade. A prática médica ganhou destaque com o advento da Medicina política e social. Segundo Edwal A. Campos Rodrigues et al., o século XIX foi marcado pelo florescimento da Era Vitoriana e pelas exigências de emancipação das mulheres, que se iniciavam às margens das oportunidades educacionais, profissionais e sociais. Em 1848, em Seneca Falis, Nova Iorque, realizou-se a Convenção para os Direitos das Mulheres, que obteria grande repercussão histórica. Susan B. Anthony e muitas outras companheiras exigiam direito ao voto, oportunidade para cursar níveis superiores e exercer profissões desses níveis, inclusive Direito e Medicina. Elisabeth Backwell (1821-1910), após muita luta, conseguiu ingressar em 1847 no “Genova Medical College”, em Nova Iorque, tornando-se militante pela causa da saúde. Em 1850, inaugurou o Woman’s Medical College of Pennsylvania, com oito candidatas ao curso médico (MARX, 1998). A Enfermagem moderna surge com a finalidade principal de organizar de forma hierárquica o espaço hospitalar. Essa nova Enfermagem se orienta pelo modelo de ‘ensino nightingaleano’, surgido na Inglaterra em 1860, contemporâneo à ascensão capitalista, que incutia níveis diferenciados de especialização para as nurses e para as ladiesnurses (explicam-se mais adiante). A Escola de Enfermagem, organizada e coordenada por Florence Nightingale, que estabelecia novos princípios para a educação ESCOLA TÉCNICA DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL Rua Oliveira Lisboa, 41 Barreiro de Baixo BH/MG 3384-8154 2 das enfermeiras, nasceu junto ao Hospital Saint Thomas, em Londres. Com duração de um ano, o curso preparava jovens, as nurses, apenas para cuidar dos doentes, não contemplando a administração dos serviços de Enfermagem. Florence selecionou inicialmente jovens provindas das classes sociais menos favorecidas, temendo que as pertencentes a camadas sociais mais elevadas não se adaptassem ao tipo de trabalho. No campo hospitalar, esperava que demonstrassem habilidades associadas ao trabalho manual, como cuidar de ferimentos e do ambiente hospitalar, auxiliar os incapacitados etc. O ensino consistia em aulas da Anatomia, Química, Culinária e Enfermagem. Após concluir o curso, trabalhavam no mínimo um ano no hospital. Uma década após sua criação, a Escola Nightingale passou a receber para treinamento as ladies, alunas provindas das classes sociais elevadas. A elas Florence destinou a supervisão, o ensino e a difusão do sistema, cabendo-lhes “o pensar concretizado nos postos de comando”. Custeavam seu próprios estudos e eram isentas dos estágio-trabalho após o término do curso (FIGUEIREDO, 2005). 2- Enfermagem no Brasil Já no próprio descobrimento do Brasil fazia parte do programa dos colonizadores a abertura de hospitais e santas casas: tipo de casa de caridade comum em Portugal, com nomes diversos em outros países. Há divergências quanto a datas de fundação dos hospitais. Segundo Paixão (1979), é de 1543 a santa casa construída logo após a fundação da vila de Santos, por Brás Cubas. Seguiram-se as do Rio e Vitória, Olinda, Ilhéus, todas do século XVI, continuando pelo século XVII a fundação de outras. Aí também os cuidados dos pobres, órfãos e doentes ficavam a cargo de religiosos, voluntários e escravos. A partir do século XVII foram surgindo no Brasil hospitais militares, destinados a tropas. No século XVIII surgem nas cidades os lazarentos, destinados a atender portadores de hanseníase, e enfermarias para atender presos e funcionários públicos. A despeito da saúde do povo brasileiro, merece destaque aquele que não se limitou ao ensino de ciências e catequeses: padre José de Anchieta. Ele foi além. Atendia aos necessitados exercendo atividades de médico e enfermeiro. Em seu valorosos estudos sobre o Brasil, encontramos anotações sobre os habitantes primitivos, clima e doenças mais comuns. Seu tratamento aos doentes era à base de ervas medicinais 3 minuciosamente descritas. Supõe-se que os jesuítas faziam a supervisão do serviço que era prestado por pessoas treinadas por eles; não há registro a respeito. Outra figura de destaque é frei Fabiano Cristo, que durante 40 anos no século XVIII exerceu atividades de enfermeiro no Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro. Os escravos tiveram papel relevante, pois auxiliavam os religiosos no cuidado aos doentes. Em 1738, Romão de Matos Duarte consegue fundar no Rio de Janeiro a Casa dos Expostos. Em 1822, pelo que se conhece na legislação mundial, o Brasil tomou as primeiras medidas de proteção à maternidade, graças à atuação de José Bonifácio Andrada e Silva. Em 1822, a primeira sala de partos funcionava na Casa dos Expostos. Em 1832 organizou-se o ensino médico e foi criada a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. No ano seguinte forma-se a primeira parteira do Brasil, Madame Durocher, pela Escola de Parteiras da Faculdade de Medicina. O progresso da Medicina no País não teve influência imediata sobre a Enfermagem. Assim, raros nomes se destacaram na Enfermagem brasileira no tempo do Império e, entre eles, merece especial menção o de Anna Nery. A primeira Escola de Enfermagem fundada no Brasil recebeu se nome: Anna Nery, que, como Florence Nightingale, rompeu com os preconceitos da época, que faziam da mulher prisioneira do lar. 3- DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM ENFERMAGEM NO BRASIL (SÉCULO XIX) Ao findar o século XIX, o imenso território brasileiro tinha um contingente populacional ainda pequeno e disperso, e o processo de urbanização, embora progressivo, era lento, principalmente nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. As doenças infecto-contagiosas, trazidas pelos europeus e pelos escravos africanos, começam a se propagar rápida e prograssivamente. A questão de saúde passa a constituir um problema econômico-social. Para deter essa escalada, que ameaçava a expansão comercial brasileira, o governo, sob pressão externa, assume a assistência à saúde através da criação de serviços públicos, da vigilância e do controle mais eficaz sobre os portos. Inclusive, com o estabelecimento da quarentena, através da Reforma Oswaldo Cruz, introduzida em 1904, revitaliza a Diretoria-Geral de Saúde Pública, incorporando novos elementos à estrutura sanitária, como o Serviço de Profilaxia da Febre Amarela, a Inspetoria de Isolamento e Desinfecção, e o Instituto Soroterápico Federal, que posteriormente veio se transformar no Instituto Oswaldo Cruz. Mais tarde, a Reforma Carlo Chagas (1920), numa tentativa de reorganização dos serviços de saúde, crua o Departamento Nacionaç de Saúde Pública, órgão que 4 durante anos exerceu ação normativa e executiva das atividades de saúde pública no Brasil. A formação de pessoalde Enfermagem para inicialmente atender aos hospitais civis e militares, e posteriormente às atividades de saúde pública, começou com a criação, pelo governo, da Escola Profissional de Enfermeiros e Enfermeiras, no Rio de Janeiro, junto ao Hospital Nacional de Alienados do Ministério dos Negócios do Interior. Essa, que é de fato a primeira escola de enfermagem brasileira, foi criada pelo Decreto Federal 791, de 27 de setembro de 1890, e hoje se denomina Escola de Enfermagem "Alfredo Pinto", pertencendo à Universidade do Rio de Janeiro (Uni-Rio). Cruz Vermelha Brasileira A Cruz Vermelha Brasileira foi organizada e instalada no Brasil em fins de 1908, tendo como primeiro presidente o médico Oswaldo Cruz. Durante a 1º Guerra Mundial (1914-1918) teve sua atuação em destaque. Durante a epidemia de gripe espanhola (1918), colaborou na organização de postos de socorro, hospitalizando doentes e enviando socorristas a diversas instituições hospitalares e domicílios. Atuou também socorrendo vítimas das inundações nos Estados de Sergipe e Bahia e das secas do Nordeste. Muitas das socorristas dedicaram-se ativamente à formação de voluntárias, continuando suas atividades após o término do conflito. 4- PRIMEIRAS ESCOLAS DE ENFERMAGEM NO BRASIL As primeiras escolas de Enfermagem do Brasil, de acordo com Paixão (1979), foram as seguintes: Escola de Enfermagem "Alfredo Pinto" Esta é a mais antiga escola do Brasil: data de 1890. Foi reformada por decreto de 23 de maio de 1939, quando o curso passou a ter três anos de duração. Era dirigida por enfermeiras diplomadas e foi reorganizada por Maria Pamphiro, uma das pioneiras da Escola "Anna Nery". Escola da Cruz Vermelha do Rio de Janeiro Começou em 1916 com um Curso de Socorrista para atender às necessidades prementes da 1º Guerra Mundial. Logo foi evidenciada a necessidade de se formarem profissionais, o que ocorreu somente após a fundação da Escola "Anna Nery". Os diplomas expedidos pela Escola da Cruz Vermelha eram inicialmente registrados no Ministério da Guerra e considerados oficiais. Essa escola encerrou suas atividades. 5 Escola "Anna Nery" Essa escola teve como primeira diretora Miss Clara Louise Kienninger, senhora de grande capacidade e virtude, que soube ganhar o coração das primeiras alunas. Com habilidade fora do comum, adaptou-se aos costumes brasileiros. Os cursos tiveram início em 19 de fevereiro de 1923, com 14 alunas. Instalou-se um pequeno internato próximo ao Hospital São Francisco de Assis, onde seriam feitos os primeiros estágios. Em 1923, durante um surto de varíola, enfermeiras e alunas dedicaram-se a combater a doença. Enquanto nas epidemias anteriores o índice de mortalidade atingia 50% dessa vez baixou para 15%. A primeira turma de enfermeiras da Escola "Anna Nery" diplomou-se em 19 de julho de 1925. Destacam-se nessa turma Lais Netto dos Reys, Olga Salinas Lacôrte, Maria de Castro Pamphiro e Zulema Castro, que ganharam bolsa de estudos nos estados unidos. A primeira diretora brasileira da Escola foi Raquel Haddock Lobo, nascida em 18 de junho de 1891. Foi pioneira da Enfermagem moderna no Brasil. Esteve na Europa durante a 1ª Grande Guerra e incorporou-se à Cruz Vermelha Francesa, onde se preparou para os primeiros trabalhos. De volta ao Brasil, continuou a trabalhar como enfermeira. Faleceu em 25 de setembro de 1933. Escola de Enfermagem "Carlos Chagas" Primeira a funcionar fora da Capital da República, essa escola foi criada pelo Decreto Estadual 10.925, de 7 de junho de 1933, e inaugurada em 19 de jullho do mesmo ano, por iniciativa do médico Ernani Agrícola, diretor de Saúde Pública de Minas Gerais. A organização e direção couberam inicialmente a Laís Netto dos Reys. Além de pioneira entre as escolas estaduais, a Escola de Enfermagem "Carlos Chagas" foi a primeira a diplomar religiosas no Brasil. Escola de Enfermagem "Luisa de Marillac" Fundada e dirigida pela irmã Matilde Nina, filha de caridade, a Escola de Enfermagem "Luisa de Marillac" representou um avanço na Enfermagem nacional, pois abria largamente suas portas não só a jovens estudantes seculares, como também a religiosas de todas as congregações. É a mais antiga escola de religiosas no Brasil e faz parte da União Social Camiliana, instituição de caráter confessional da Província Camiliana Brasileira. Escola Paulista de Enfermagem Fundada em 1939 pelas Franciscanas Missionárias de Maria, foi pioneira na 6 renovação da Enfermagem na Capital paulista, acolhendo também religiosas de outras congregações. Uma das importantes contribuições dessa escola foi início dos cursos de pós-graduação em Enfermagem Obstétrica. O curso de graduação, que deu origem a tantos outros, é atualmente ministrado em várias escolas do País. Escola de Enfermagem da USP Fundada em 1944, com a colaboração da Fundação de Serviços de Saúde Pública, essa escola faz parte da Universidade de São Paulo. Sua primeira diretora foi Edith Franckel, que também prestara serviços como superintendente do Serviço de Enfermeiras do Departamento de Saúde. A primeira turma diplomou-se em 1946. 5- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENFERMAGEM (ABEn) Fundada em agosto de 1926 sob a denominação "Associação Nacional de Enfermeiras Diplomadas Brasileiras", a Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) é uma sociedade civil, sem fins lucrativos, que congrega enfermeiras e técnicos em Enfermagem. É também uma entidade de direito privado, de caráter científico e assistencial, regida por disposições estatutárias próprias. Até chegar à situação atual, a ABEn experimentou muitas mudanças. Em 1929, três anos depois de sua fundação, a Associação foi admitida no Conselho Internacional de Enfermeiras (Internacional Council of Nurseries), em envento realizado na cidade de Montreal, no Canadá. Na seqüencia, a instituição viveu um período de inatividade, até que, em 1944, um grupo de enfermeiras resolveu reanimá-la e lhe deu um nome ligeiramente diferente do original: "Associação Brasileira de Enfermeiras Diplomadas". Os estatutos foram aprovados em 18 de setembro de 1945 e se criaram seções estaduais e coordenadorias de comissões. Ficou estabelecido que em qualquer Estado onde houvesse sete enfermeiras diplomadas se poderia formar uma seção. Em 1955, esse número foi elevado a dez. Em 1952, a Associação foi considerada de utilidade pública pelo Decreto 31.416/52. Em 21 de agosto de 1964 veio o nome pelo qual a ABEn é conhecida hoje. A ABEn tem sede em Brasília e funciona em todo o País por meio de Seções organizadas nos Estados e no Distrito Federal. Estas, por sua vez, se subdividem em Distritos espalhados em diversos municípios do território brasileiro. Veja a seguir as três finalidades básicas da ABEn, sua estrutura e principais realizações. Finalidades da ABEn 7 Congregar os enfermeiros e técnicos em Enfermagem, incentivar o espírito de união e solidariedade entre as classes Promover o desenvolvimento técnico, científico e profissional dos integrantes de Enfermagem do País Promover integração às demais entidades representativas da Enfermagem, na defesa dos interessados da profissão Estrutura da ABEn A ABEn é constituída pelos seguintes órgãos, com jurisdição nacional: a) Assembléia de Delegados b) Conselho Nacional da ABEn (CONABEn) c) Diretoria Central d) Conselho Fiscal Realizações da ABEn 1)Congresso Brasileiro de Enfermagem O Congresso é uma das formas eficazes que a ABEn utiliza para beneficiar a classe, reunindo enfermeiros de todo o País, com propósito de fortalecer a uniãoentre os profissionais, aprofundar a formação profissional e incentivar o espírito de colaboração e o intercâmbio de conhecimentos. 2)Revista Brasileira de Enfermagem A Revista é o órgão oficial da ABEn, publicada bimestralmente, e constitui grande valor para a classe, pois trata de assuntos relacionados a saúde, profissão e desenvolvimento da ciência. A idéia de publicar uma revista surgiu em 1929, quando Edith Magalhães Franckel, Raquel Haddock Lobo e Zaira Cintra Vidal participaram do Congresso do ICN em Montreal, Canadá. Numa da reuniões de redatoras da Revista, Clayton considerou indispensável ao desenvolvimento profissional a publicação de um periódico da área. Em maio de 1932 foi publicado o primeiro número com o nome de Anais de Enfermagem, que permaneceu até 1954. No VII Congresso Brasileiro de Enfermagem foi sugerida e aceita a troca do nome para Revista Brasileira de Enfermagem - ABEn (REBEn). Diversas publicações estão sendo levadas a efeito: manuais, livros didáticos, boletim informativo, resumo de teses, jornal de Enfermagem. 8 3) Revista Eletrônica: HERE: História da Enfermagem: tem periodicidade semestral e sua publicação é em versão eletrônica, pela Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn). 4) Jornal da ABEN: poderá acompanhar quinzenalmente as informações sobre o que está acontecendo na saúde, na Enfermagem brasileira, e na ABEn. Em caráter extraordinário, as últimas notícias e posicionamentos da entidade sobre temas em debate no cenário nacional. 6- SISTEMA COFEN/CORENS Histórico Criação Em 12 de julho de 1973, por meio da Lei 5.905, foram criados os Conselhos Federal e Regionais de Enfermagem, constituindo em seu conjunto Autarquias Federais vinculadas ao Ministério do Trabalho e Previdência Social. O Conselho Federal e os Conselhos Regionais são órgãos disciplinadores do exercício das profissões de enfermeiro, técnico e auxiliar de Enfermagem. Em cada Estado existe um Conselho Regional subordinado ao Conselho Federal, que é sediado no Rio de Janeiro e com escritório federal em Brasília. Direção Os Conselhos Regionais são dirigidos pelos próprios inscritos, que formam uma chapa e concorrem a eleições. O mandato dos membros do COFEN/CORENS é honorífico e tem duração de três anos, com direito apenas a uma reeleição. A formação do plenário do COFEN é composta por profissionais eleitos pelos presidentes do CORENS. Receita A manutenção do Sistema COFEN/CORENs é feita por meio da arrecadação de taxas e emolumentos por serviços prestados, anuidades, doações, legados e outros, dos profissionais inscritos nos CORENs. Finalidade O objetivo primordial é zelar pela qualidade dos profissionais de Enfermagem e cumprimento da Lei do Exercício Profissional. 9 O Sistem COFEN / CORENs é representado em 27 Estados brasileiros e está filiado ao Conselho Internacional de Enfermeiros, em Genebra, na Suíça. Veja a seguir as competências de cada um. Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) Normalizar e expedir instruções para uniformidade de procedimento e bom funcionamento dos Conselhos Regionais Esclarecer dúvidas apresentadas pelos CORENs Apreciar decisões dos CORENs Aprovar contas e propostas orçamentárias de Autarquia, remetendo-as aos órgãos competentes Promover estudos e campanhas para aperfeiçoamento profissional Exercer as demais atribuições que lhe forem conferidas por lei Conselho Regional de Enfermagem (COREN) Deliberar sobre inscrições no Conselho e seu cancelamento Disciplinar e fiscalizar o exercício profissional, observando as diretrizes gerais do COFEN Executar instruções e resoluções do COFEN Expedir carteira e cédula de identidade profissional, indispensável ao exercício da profissão, a qual tem validade em todo o território nacional Fiscalizar e decidir os assuntos referentes à ética profissional, impondo as penalidades cabíveis Elaborar a proposta orçamentária anual e o projeto de seu regimento interno, submetendo-os à aprovação do COFEN Zelar pelo conceito da profissão e dos que a exercem Propor ao COFEN medidas visando à melhoria do exercício profissional Eleger sua Diretoria e seus Delegados em nível central e regional Exercer as demais atribuições que lhe forem conferidas pel Lei 5.905/73 e pelo COFEN. SISTEMA DE DISCIPLINA E FISCALIZAÇÃO 10 O Sistema de Disciplina e Fiscalização do Exercíto Profissional da Enfermagem, instituído por lei, desenvolve suas atividades segundo as normas baixadas por Resoluções do COFEN. O Sistem é constituido dos seguintes objetivos: a) Área disciplinar normativa - Estabelecendo critérios de orientação e aconselhamento para o exercício da Enfermagem, baixando normas visando ao exercício da profissão, bem como atividade na área de Enfermagem nas empresas, consultórios de Enfermagem, observando as peculiaridades atinentes à classe e à conjuntura de saúde do País. b) Área disciplinar corretiva - Instaurando processo em casos de infrações ao Código de Étrica dos Profissionais de Enfermagem cometidas pelos profissionais inscritos e, no caso de empresa, processos administrativos, dando prosseguimento aos respectivos julgamentos e aplicações competentes os casos de alçada destas. c) Área fiscalizatória - Realizando atos e procedimentos para prevenir a ocorrência de infrações à legislação que regulamenta o exercício da Enfermagem, inspecionando e examinando os locais públicos e privados em que a Enfermagem é exercida, anotando as irregularidades e infrações verificadas, orientando para sua correção e colhendo dados para a instauração dos processos de competência do COREN e encaminhando às repartições competentes, representações. 7- JURAMENTO, SÍMBOLO, CORES E PEDRA UTILIZADOS PELA ENFERMAGEM São estabelecidos de acordo com a Resolução COFEN nº218/1999, que aprova o regulamento que disciplina sobre juramento a ser proferido nas solenidades de formatura dos Cursos, símbolo, cores e pedra utilizados na Enfermagem (COFEN, 2005). Simbologia aplicada à Enfermagem Os significados dados aos símbolos utilizados na Enfermagem são os seguintes: Lâmpada: caminho, ambiente Cobra: magia, alquimia 11 Cobra + cruz: ciência Seringa: técnica Cor verde: paz, tranqüilidade, cura, saúde Pedra-símbolo da Enfermagem: esmeralda Cor que representa a Enfermagem: verde esmeralda Símbolo: lâmpada, conforme modelo apresentado Brasão ou marca de anéis ou acessórios Símbolo da Enfermagem Enfermeiro: lâmpada e cobra + cruz Técnico e Auxiliar de Enfermagem: lâmpada e seringa 8- A ENFERMAGEM COMO PROFISSÃO Juramento "Solenemente, na presença de Deus e desta assembléia, juro: Dedicar minha vida profissional a serviço da humanidade, respeitando a dignidade e os direitos da pessoa humana, exercendo a Enfermagem com consciência e fidelidade; guardar os segredos que me forem confiados; respeitar o ser humano desde a concepção até depois da morte; não praticar atos que coloquem em risco a integridade física ou psíquica do ser humano; atuar junto à equipe de saúde para o alcance da melhoria do nível de vida da população; manter elevados os ideais de minha profissão, obedecendo os preceitos da ética, da legalidade e da moral, honrando seu prestígio e suas tradições". DATAS COMEMORATIVAS DA ENFERMAGEM De acordo com o Decreto 2.956, de 10/8/38, que instituiu o "Dia do Enfermeiro", esta é celebrado no dia 12 de maio, devendo nessa data serem prestadas homenagensespeciais à memória de Anna Nery em todos os hospitais e Escolas de Enfermagem do País. Na Resolução 294/2004 do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), consta que o dia 20 de maio é data consagrada nacionalmente à celebração do "Dia Nacional dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem". 12 ESPECIALIDADES DE ENFERMAGEM De acordo com a Resolução 209/2004 do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), que fixa as especialidades de Enfermagem, o profissional de Enfermagem pode especializar-se nas seguintes áreas de atuação de competência do enfermeiro: 1. Aeroespacial 2. Assistência ao Adolescente 3. Atendimento Pré-Hospitalar 4. Banco de Leite Humano 5. Cardiovascular 6. Central de Material e Esterilização 7. Centro Cirúrgico 8. Clínica Cirúrgica 9. Clínica Médica 10. Dermatologia 11. Diagnóstico por Imagem 12. Doenças Infecciosas 13. Educação em Enfermagem 14. Emergência 15. Endocrinologia 16. Endoscopia 17. Estomaterapia 18. Ética e Bioética 19. Gerenciamento de Serviços de Saúde 20. Gerontologia e Geriatria 21. Ginecologia 22. Hemodinâmica 23. Homecare 24. Infecção Hospitalar 25. Informática 26. Nefrologia 27. Neonatologia 28. Nutrição Parenteral 29. Obstetrícia 30. Oftalmologia 31. Oncologia 32. Otorrinolaringologia 13 33. Pediatria 34. Perícia e Auditoria 35. Psiquiatria e Saúde Mental 36. Saúde Coletiva 37. Saúde da Família 38. Sexologia Humana 39. Trabalho 40. Traumato-Ortopedia 41. Terapia Intensiva 42. Terapias Naturais/ Tradicionais e Complementares/ Não Convencionais 14 Lista de Exercícios - 1 1) Cite 10 especialidades da enfermagem. 2) Cite e explique os itens que compõem a Sistematização da Assistência de Enfermagem 3) Qual a importância em se conhecer a história da enfermagem? 4) Escolha 3 especialidades da enfermagem, pesquise sobre elas (atuação no mercado de trabalho, faixa salarial, do que se trata?) 5) O que significam as siglas ABEN, COREN E COFEN 6) Cite as finalidades, a estrutura e as realizações da ABEN 7) Cite 3 competêncis do COREN e 3 do COFEN 8) Visitar os sites do COREN- MG, COFEN e ABEn e listar todas as informações que julgar relevantes. Na sua opinião o que mais poderia conter nesses sites? COREN –MG: www.coren-mg.gov.br COFEN: www.portalcofen.gov.br ABEn: www.abennacional.org.br 9) Quais os cuidados pessoais / higiene que deveremos ter como profissionais de saúde?