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Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ Curso de Licenciatura em Pedagogia Disciplina: 3º Seminário de Práticas Educativas – 2018.1 Coordenadora: Cristina Maria Rocha Clemente Tutoras Presenciais: Dora Soraia Kindel, Luana de Figueiredo, Lucilene Pereira e Sílvia de Castro de Barros - Tutora a Distância: Andreia Cardoso Coelho Aluna: Rejane da Vitória Rosa - Matr.: 16212080086 – Pólo: Magé A Importância da forma de utilização dos materiais manipuláveis no Ensino da Matemática Os materiais manipuláveis são recursos criados com a finalidade de favorecer o processo de ensino aprendizagem, baseados em concepções de ensino que se contrapõem às práticas pedagógicas tradicionais. É indiscutível que tais materiais podem sim, contribuir para a construção do conhecimento matemático, possibilitando que a aprendizagem se dê através da prática, da experiência, do contato do aluno com o concreto. Porém, para que a aprendizagem seja de fato favorecida pelo uso de tais materiais, há alguns desafios a serem superados, como normalmente ocorre na área da educação quando o assunto é avançar em direção a novos conceitos e práticas educacionais. Novas concepções acerca da Didática e de metodologias de ensino, esbarram em oposições e rejeições por vários motivos. Há os que se opõem por não possuírem e não buscarem um conhecimento mais aprofundado sobre a novidade, há os que se sentem inseguros com a possibilidade de ter que encarar o novo e deixar o comodismo, há ainda os apegados ao tradicionalismo educacional e que não estão de fato abertos a aprender novas práticas de ensino. Porém, a educação assim como a sociedade está em constante desenvolvimento e mudança e para possibilitar ao educando experiências educacionais que lhe oportunize uma aprendizagem mais interativa, que lhe provoque curiosidade, que lhe instigue a aprender, é válido todo esforço dos docentes neste sentido. O texto ‘Eu trabalho no concreto’ (Adair Mendes Nacarato, 2005), trata justamente da importância da forma de utilização dos materiais manipuláveis no Ensino da matemática e traz contribuições para um entendimento crítico acerca do assunto, trazendo concepções e sugestões acerca de como a aprendizagem pode se beneficiar da utilização de tais materiais. “Talvez, o mais importante que o professor pode tirar do trabalho de Piaget e seu uso na classe, é que as crianças, principalmente as mais novas, aprendem melhor com atividade concreta. Essa proposição, se acompanhada de sua conclusão lógica, alteraria substancialmente papel do professor de expositor a auxiliar, que propicia e orienta a manipulação e a interação das crianças com os vários aspectos do meio ambiente.” (POST,1981). A afirmação de POST se refere aos processos cognitivos da criança e ao fato de que a mesma tem uma facilidade voltada para a aprendizagem que se relaciona com o concreto, mas principalmente, chama a atenção da importância do professor na construção deste processo, bem como, sua percepção, seu domínio na utilização de materiais, seus objetivos para cada passo do processo, como o que auxilia, propicia, facilita a aprendizagem. Assim como uma sala de aula repleta de computadores para serem utilizados pelo alunos sem direcionamento, sem intenção, sem objetivos educacionais não serão proveitosos no processo educacional, da mesma forma, os materiais manipuláveis precisam de um professor que se dedique a conhece-los, sem medo, sem preconceitos, visando única e exclusivamente crescer e evoluir em suas práticas pedagógicas, pretendendo auxiliar seus alunos na aprendizagem. Outro desafio quanto à utilização de materiais manipuláveis no ensino da Matemática, é o fato de os mesmos aparecerem muitas vezes no livro didático e estarem ausente em muitas escolas, além de algumas escolas até possuírem o material, mas falta capacitação ou boa vontade do professor para utilizá-los. Essas são questões presentes no contexto educacional, onde o sistema não ajuda, e muitos professores, por vários motivos, também não. Saber como utilizar os materiais manipuláveis, bem como os objetivos a serem alcançados e explorar todas as possibilidades que o mesmo material oferece, se faz necessário, a fim de valorizar o conteúdo, potencializar as aulas e proporcionar condições de interiorização do conteúdo pelos alunos. O que vai fazer a diferença, “Não é o uso do material concreto, mas sim, o significado da situação, as ações da criança, e sua reflexão sobre essas ações, que são importantes na construção do conhecimento matemático” (SCHLIEMANN; SANTOS; COSTA, 192, p.101). É possível perceber a grande importância do papel do educador, bem como de seu preparo e atualização no processo de aprendizagem. Os métodos precisam de alguém para executá-los, para isso, professores comprometidos com uma educação séria, crítica e inovadora, são essenciais para o sucesso dos mesmos. Pode-se concluir que a escolha dos materiais tem sua importância para a construção do conhecimento, bem como a seleção dos objetivos a serem alcançados, porém, o sucesso real da prática pedagógica com materiais manipuláveis, está ligado de forma visualmente perceptível à forma de sua utilização, assim como, à entrega do professor ao preparo e dedicação à sua prática pedagógica. Em que aspectos, o uso do material em sua atividade pode ser interpretado como facilitador de aprendizagem? O uso do jogo zigue zague, pode ser interpretado como facilitador da aprendizagem, uma vez que permite ao educando explorar operações matemáticas de forma lúdica e criativa, podendo o educador inclusive, aumentar ou diminuir o grau de dificuldade do jogo, adaptando-o ao nível de aprendizagem dos alunos. Estimula o aluno cognitivamente, oportunizando-o que a aprendizagem se dê através da problematização, porém de forma leve e divertida. Também possibilita a interação, a socialização e o desenvolvimento da autonomia na resolução de problemas. Oferece muitas possibilidades para o professor trabalhar de forma interativa, em um ambiente colaborativo e crítico. Plano de aula Nome da escola: Escola Municipal Mauro de Castro Série: 3º Ano Turma: 301 Turno: 1º ÁREAS DOCONHECIMENTO: Matemática (Adição e subtração, produção de problemas matemáticos) OBJETIVOS -Apresentar as operações de adição e subtração de forma lúdica e diferenciada; -Estimular a participação e cooperação da turma em função da aprendizagem; -Desconstruir o mito em torno da matemática, no que se refere às muitas dificuldades em aprendê-la. ESPECÍFICOS -A aula proposta com o jogo zigue zague tem como objetivos específicos estimular o desenvolvimento cognitivo do aluno, favorecendo o processo de ensino aprendizagem a fim de que o mesmo seja capaz de: -Definir as operações matemáticas necessárias para a realização das atividades; -Explicar como se pode obter um determinado número a partir de outros 3; -Resolver as operações de adição e subtração necessárias para a obtenção do número desejado; -Analisar as possibilidades de se obter vários números a partir de outros 3; -Desenvolver em grupo através das operações matemáticas utilizadas no jogo, problemas que utilizem tais operações; -Julgar, analisando as tarefas desenvolvidas por outro grupo. CONTEÚDO Operações Matemáticas e expressões numéricas. METODOLOGIA A metodologia adotada para a aplicação desta aula é baseada em uma perspectiva construtivista, que percebe o aluno como um agente construtor de conhecimento e ativo em seu processo de aprendizagem. Pretendendo favorecer seu desenvolvimento cognitivoe social. 1. Será adotado uma metodologia baseada no diálogo e discussão acerca da matemática, bem como dos preconceitos referentes à aprendizagem desta disciplina, provocando questionamentos e reflexões a respeito da visão que os alunos possuem da mesma. 2. Feitas as devidas observações sobre “o mito” em torno da matemática, é hora de apresentar o jogo zigue zague. É preciso que o professor explique com clareza e entusiasmo como o jogo funciona, bem como suas regras, demonstrando na prática como se joga. 3. Formação dos grupos que participarão do jogo com o mesmo tabuleiro. 4. Acompanhar a evolução da aprendizagem dos alunos de forma discreta, permitindo-os resolverem de forma autônoma os problemas encontrados durante o jogo. Intervir, se necessário, mediando uma melhor compreensão da atividade proposta. 5. Ao chegarem na metade do jogo, solicitar que escolham três números alcançados e os anotem, assim como as operações que realizaram para chegar ao resultado. Exemplo: O número alcançado foi 7. Os dados caíram com os números 5, 5 e 3. As operações realizadas para a obtenção de 7 foram: 5+5-3= 7 Podendo ser também 5-3+5=7 6. Após o jogo, é hora de explorar as competências desenvolvidas: Cada grupo deverá criar três problemas que possibilitem a utilização de três expressões numéricas por ele desenvolvida: Descrição da atividade: Os dados caíram nos números 4, 3 e 5, respectivamente. O número alcançado foi 6. O grupo deverá desenvolver um problema que envolva as operações que utilizou para chegar ao 6. 4-3+5=6 Exemplo: Gustavo comprou 4 balas, deu 3 para Ana e ganhou 5 de Pedro. Com quantas balas Gustavo ficou? 7.Observar como se dá a interação nesse processo de criação. 8.Recolher o material com os problemas e dividir os problemas criados, de modo que, os trabalhos sejam avaliados por grupos diferentes, ou seja, cada grupo, analisa e avalia os trabalhos de outros grupos. AVALIAÇÃO A avaliação ocorrerá durante todo o processo, levando em consideração: -As dificuldades individuais já percebidas pelo professor; -A interação e a colaboração de cada grupo para a realização das atividades, bem como a capacidade de trabalhar coletivamente; -O progresso dos alunos quanto à aprendizagem; -A autonomia dos mesmos ao realizarem as atividades, se foram capazes de expressar e defender seu ponto de vista; A interiorização do conteúdo: -O professor expõe oralmente problemas relacionados com as atividades realizadas através do jogo e desafia os componentes dos grupos a resolverem e responderem também de forma oral. -O aproveitamento do método, se foi significativa a introdução do jogo de forma a favorecer o aprendizado. A aprendizagem A aprendizagem dos alunos será acompanhada de forma contínua, partindo do princípio de suas dificuldades e superações em relação às operações matemáticas trabalhadas. O registro será feito objetivamente para acompanhar o processo dos alunos, a fim de analisar as dificuldades de aprendizagem dos mesmos, buscando a partir disso, estratégias que oportunizem superá-las. REFERÊNCIAS: Jogo zigue zague para operações matemáticas. https://www.google.com.br/search?q=a+origem+dos+materiais+manipuláveis+para+ensino +de+matemática&oq=a+origem+dos+materiais+manipuláveis+para+ensino+de+matemática &aqs=chrome. Texto “ Eu trabalho no concreto” Adair Mendes Nacarato, Revista de Educação Matemática - Ano 9, Nos. 9-10 (2004-2005), 1-6