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Aula 10 e 11: Métodos químicos e físicos do controle microbiano Conceitos em controle microbiano Esterilização: eliminação total microbiana incluindo endósporos. Esterilização comercial: Tratamento térmico suficiente para matar os endósporos do Clostridium botulinum em alimentos. Descontaminação: diminui carga microbiana de objetos. Desinfecção: controla patógenos. Antissepsia: descontaminação de tecido vivo. Sem toxicidade. Degerminação: remoção mecânica dos microrganismos de uma área limitada. Ex. local em torno de uma injeção na pele. Sanitização: redução das contagens microbianas nos utensílios alimentares até níveis seguros de saúde pública. Antimicrobiano: Agentes que matam ou previnem o crescimento (antibacterianos, antivirais, antifúngicos). Séptico x asséptico Conceitos em controle microbiano Biocidas x ...státicos O controle microbiano pode prevenir... Infecções Deterioração de alimentos de DTA Contaminação de medicamentos, cosméticos, água, meio ambiente... Laboratórios de pesquisas e análises Processos fermentativos industriais O controle microbiano pode assegurar qualidade... Problemas por contaminação na indústria fermentativa ➢Perda de produtividade: competição por substrato ou modificação do ambiente (Ex. pH); ➢Eliminação do microrganismos produtor do processo; ➢Contaminação do produto final; ➢Produção de compostos que dificultam a extração do produto de interesse; ➢Degradação do produto de interesse; ➢Contaminação por fago leva a destruição das bactérias; ➢Fase exponencial de crescimento: mais susceptível ➢Endósporos: mais resistentes ➢Fungos e leveduras: mais resistentes a pressão osmótica e baixo pH Susceptibilidade microbiana Alteração na Permeabilidade da Membrana Dano à ProteínasDanos aos Ácidos Nucléicos Parede Celular Ribossomos Alvo de ação dos agentes de controle microbiano Fatores que influenciam a efetividade dos tratamentos antimicrobianos Número de Microrganismos ou biofilme Influências Ambientais (temperatura, natureza do material, pH, presença de matéria orgânica) Tempo e concentração de exposição do antimicrobiano Características Microbianas Tortora et al. 10 ed. Número de microrganismos Taxa de morte microbiana Curva de morte logarítmica de esporos bacterianos expostos a 5% de uma solução de fenol em uma temperatura constante Valor D ou tempo de redução decimal - TRD (minutos) Métodos Físicos de Controle Microbiano Métodos Químicos de Controle Microbiano Fenol e Compostos Fenólicos Biguanidas Halogênios Álcoois Metais Pesados Agentes de Superfície Aldeídos Esterilizantes Gasosos Peroxigênios Ácidos Orgânicos Antibióticos Frio Dessecação Alta Pressão Pressão Osmótica Filtração Radiação Calor Atmosfera reduzida de 02 Calor • Efeito do calor é dependente do binômio tempo e temperatura. • Tempo necessário: • Inversamente proporcional a temperatura empregada; • Diretamente proporcional ao tamanho da carga microbiana no material; • Dependente do tipo e formas de vida dos microrganismos presentes Ponto de Morte Térmica (PMT) Menor TEMPERATURA em que todos microrganismos em suspensão serão mortos em 10 min. Tempo de Morte Térmica (TMT) Menor TEMPO em que todos microrganismos em suspensão serão mortos em temperatura fixada. Tempo Residual Decimal (TRD) Calor É o tempo em minutos para redução de 90 % de uma população microbiana em temperatura fixada (VALOR D). Calor úmido e Calor seco Calor Úmido ➢ Mecanismos de ação: Desnaturação proteica. ➢ Uso: Bacias, Pratos, Jarras, Equipamentos Variados. ➢ Mata fungos, bactérias na forma vegetativa (patógenos) e a maioria dos vírus em 10 minutos. ➢ Método doméstico. ➢ Não é efetivo para endósporos. Fervura Calor Úmido Autoclave ➢ Mecanismos de ação: Desnaturação proteica. ➢ Uso: Meios de cultura, soluções, roupa de cama, equipamentos e outros itens que suportam calor. ➢ Método muito efetivo na esterilização. ➢ Tempo variável a 1 atm/121°C. ➢ Elimina todas as células fúngicas e bacterianas vegetativas, e endósporos bacterianos. Efeito do volume e tamanho do recipiente sobre os tempos de esterilização em autoclave Autoclaves 18 Pasteurização ➢ Louis Pasteur em 1864. ➢Mecanismos de ação: Desnaturação proteica. ➢Uso: Leite, cremes de leite, manteiga, sucos, cerveja. ➢ Aquecimento do alimento a uma determinada temperatura, por determinado tempo, e depois resfriado. ➢ Tratamento com o calor para o leite: ➢ Método lento: 63°C por 30 minutos. ➢ Método HTST (high temperature in short time): 72°C por 15 segundos. ➢ Método UHT (ultra high temperature): 74 a 140°C de 1 a 5 s e retorna para 74 °C. ➢ Elimina todos os patógenos e a maioria dos não patógenos. Pasteurização Leite pasteurizado na própria embalagem Leite pasteurizado segue para pré fermentação recebendo cultura de Lactobacillus casei Shirota - yakult Tindalização ➢Mecanismos de ação: Desnaturação proteica. ➢Uso: Meios que alteram em alta temperatura, conservação de alimentos. ➢ Eliminação de endósporos. ➢ Material é aquecido à 60 - 90° C por vários minutos, resfriado e incubado por 24h, por várias vezes. Durante a incubação, os endósporos passam à forma vegetativa. ➢ Nutrientes e qualidades organolépticas são mantidas ➢ Alto custo e demorado Calor Seco Incineração e chama direta ➢ Mecanismos de ação: Queima dos contaminantes até se tornarem cinzas. ➢ Uso: Alças de inoculação, curativos contaminados, carcaças de animais, etc. ➢ Método eficaz de esterilização. Calor Seco Esterilização com ar quente ➢ Estufas e fornos Mufla. ➢Mecanismos de ação: Oxidação de proteínas e compostos orgânicos. ➢ Uso: Vidraria, metais, material cirúrgico, odontológico. ➢ Método eficiente de esterilização. ➢ 160°C por pelo menos 2 horas. Frio ➢Mecanismos de ação: Redução das reações químicas e possíveis alterações nas proteínas. ➢Uso: Conservação das drogas, meios de cultura, culturas microbianas e alimentos. ➢ Tem efeito “stático”. ➢ Microrganismos psicotróficos podem crescer. Refrigeração 0 – 7°C Frio Congelamento ➢Mecanismos de ação: Redução das reações químicas e possíveis alterações nas proteínas. ➢ Uso: Conservação das drogas, culturas e alimentos. ➢ Congelamento Lento x Congelamento Rápido ➢ Um método eficaz de conservação de culturas microbianas: congelamento rápido à – 80°C/– 90°C com criopreservante (ex. glicerol 20%). ✓ Freezer -20°C ✓ Nitrogênio líquido ✓ Freezer -80°C Dessecação ➢ Mecanismos de ação: Interrupção do metabolismo. ➢Uso: Conservação dos alimentos. ➢ Ação “stática”. ➢ A água é removida das células microbianas. Frio / Dessecação Liofilização (freeze-drying) ➢Mecanismos de ação: Redução das reações químicas e possíveis alterações nas proteínas. ➢Uso: Conservação das drogas, culturas e alimentos. ➢ Água é removida por alto vácuo em baixa temperatura. ➢ Método eficaz de conservação prolongada de culturas microbianas. ➢ Eficiente porém de alto custo. ➢ Mantém características do produto/microrganismo. Pressão Osmótica ➢Mecanismos de ação: Plasmólise. ➢Uso: Conservação dos alimentos. ➢ Resulta na perda de água das células microbianas. ➢ Fungos são mais tolerantes que bactérias à baixa umidade ou alta pressão osmótica. Alta Pressão ➢Mecanismos de ação: Alteração da estrutura molecular de proteínas e carboidratos. ➢Uso: Conservação de suco de frutas. ➢ Permite a conservação de cores, sabores e valores nutricionais. ➢Endósporos são relativamente resistentes – associar temperatura à pressão. Atmosfera reduzida de oxigênio ➢Mecanismos de ação: previne crescimento de aeróbios. ➢Uso: Indústria de alimentos: embalagens a vácuo, enlatados. ➢ Aumenta vida de prateleira do produto Filtração ➢Mecanismos de ação: separação dos microrganismos do líquido de suspensão ou ar por retenção nos filtros. ➢ Filtro de profundidade: lâminas de camada fibrosa para filtrar líquidos ou ar. ➢Uso: Separa partículas maiores. ➢ Ex.: Filtros HEPA (filtros de partículas de ar de alta eficiência – 0,3uM) em salas cirúrgicas, fluxo laminar. Filtração ➢Membrana filtrante: poros reduzidos de tamanho conhecido. Material: acetato de celulose, nitrocelulose, policarbonato, nylon ou outro material sintético. ➢ Uso: esterilizar líquidos termolábeis como enzimas, vacinas, antibióticos, toxinas, vitaminas. ➢ Utilizado com seringas, bomba a vácuo ou compressor. Bacillus megaterium em membrana de nylon isopore 0.22 uM Enterococcus faecalis em membrana de policarbonato 0.4 uM Prescott et al., 1997. Radiação IONIZANTE NÃO IONIZANTE Radiação • Efeito da radiação depende: • Comprimento de onda; • Intensidade; • Distância da fonte; • Tempo de exposição. Radiação ➢Mecanismos de ação: destruição do DNA. ➢Uso: Usado para esterilizar produtos farmacêuticos, suprimentos médicos e dentários, e alimentos. ➢ Raios Gama e raios X. ➢ Ionizam moléculas de água formando radicais OH- que são altamente reativos com DNA e moléculas orgânica. ➢ Não disseminado na esterilização de rotina. Ionizante Produto Vida útil sem irradiação Vida útil com irradiação Alho 4 meses 10 meses Arroz 1 ano 3 anos Banana 15 dias 45 dias Batata 1 mês 6 meses Cebola 2 meses 6 meses Farinha 6 meses 2 anos Legumes e Verduras 5 dias 18 dias Papaia 7 dias 21 dias Manga 7 dias 21 dias Milho 1 ano 3 anos Frango refrigerado 7 dias 30 dias Filé de pescada refrigerado 5 dias 30 dias Morango 3 dias 21 dias Radiação gama Fonte: LIARE - CENA/USP Radiação ➢Mecanismos de ação: Lesão do DNA (Dímeros de timina); ➢Uso: Controle de ambiente fechado e superfícies. ➢ Desvantagem de ser uma radiação pouco penetrante e ser prejudicial ao olho humano. ➢ 260 nm é mais efetivo. ➢ Pigmentos produzidos por alguns microrganismos conferem proteção contra raios UV. ➢ Endósporos são mais resistentes à raios UV. Não Ionizante Morangos irradiados e não irradiados 25 dias após tratamento estocados a 3°C Controle (0 KGy) Irradiado (1 KGy) Irradiado (1,5 KGy) 41 Efeito da exposição de uma cultura de Serratia marcescens a luz ultravioleta Lado protegido Lado exposto ✓Agentes químicos são usados para controlar o crescimento de microrganismos em objetos inanimados (utensílios, bancadas, etc) e tecidos vivos (lesões e infecções); ✓Dificilmente esterilizam materiais (depende da concentração); ✓Ação dos agentes químicos é diferente para cada microrganismo; ✓ Existem centenas de produtos diferentes; ✓ São utilizados no lar, escolas, indústrias, hospitais, etc; ✓Deve-se ler com atenção o rótulo dos produtos e seguir as recomendações do fabricante; ✓Alguns são tóxicos e devem ser manipulados por pessoas treinadas. 42 Métodos Químicos de Controle Microbiano Características de um agente químico ideal 1- Atividade antimicrobiana 2- Solubilidade 3- Estabilidade 4- Ausência de toxidade a humanos e animais 5- Homogeneidade 6- Inativação mínima por material estranho 7- Atividade em temperatura ambiente ou corporal 8- Poder de penetração 9- Ausência de poderes corrosivos e corantes 10- Inodoro ou odor agradável 11- Capacidade detergente 12- Disponibilidade e baixo custo 43 Fenol e Compostos Fenólicos Fenol Mecanismos de ação: Ruptura da membrana plasmática e desnaturação das enzimas Compostos Fenólicos ➢ Micobacterium tuberculosis ➢ Superfícies ambientais, instrumentos, superfícies cutâneas e mucosas ➢ Ação mesmo na presença de matéria orgânica Bifenóis ➢ Irritação e odor desagradável ➢ 1° a ser utilizado ➢ Não mais usado ➢ Hexaclorofeno: Sabonetes e loções hidratantes antimicrobianos, possível toxicidade eliminou uso. ➢ Triclosano: sabonetes antimicrobianos e creme dental. Mais eficaz contra Gram-positivos Biguanidas Mecanismos de ação: Ruptura da membrana plasmática Clorexidina ➢Atóxico; ➢Antisséptico; ➢ Bactericida e fungicida para a maioria das formas vegetativas de bactérias e fungos respectivamente; ➢ Viricida para alguns vírus envelopados; ➢ Micobacterias, endósporos e cistos são resistentes. Álcoois Mecanismos de ação: Desnaturação de proteínas e dissolução de lipídeos Etanol Isopropanol ➢ Evapora rapidamente – diluição pode ser recomendada (etanol 70%); ➢ Bactericida e fungicida mas não mata os endósporos; ➢Viricida para os vírus encapsulados; ➢Degerminação de pele para injeção; ➢Não é antissépticos satisfatórios quando aplicados sobre feridas abertas. Ação biocida de concentrações variadas de etanol em solução aquosa contra Streptococcus pyogenes ➢ Detergente catiônico ; ➢ Antisséptico: pele e cavidade bucal; ➢ Desinfetante de instrumentos e utensílios de borracha; ➢ Bactericidas, bacteriostático, fungicidas e viricidas vírus envelopados; ➢ Não matam micobactérias e endósporos. Agentes de superfície (detergentes) Mecanismos de ação: interagem com os lipídeos da membrana rompendo-a Sabões e Detergentes ➢ Compostos por porção hidrofóbica e hidrofílica que pode ser um cátion ou ânion ou grupo não iônico ➢ Tenso-ativos ou surfactantes: reduzem tensão superficial, rompe filme oleosos ➢ Removem secreções oleosas, células mortas, pó, suor seco e microrganismos; ➢ Possuem pouco valor antisséptico, no entanto, existem sabões acrescidos de antimicrobianos. ➢ Capacidade de limpeza: Ânion reagem com a membrana causando ruptura; ➢ Sanitização em indústrias alimentícias; ➢ Atóxico, não corrosivos e de ação rápida. Detergentes aniônicos Compostos quaternários de amônia Halogênios Mecanismos de ação: Inibe a função das proteínas e é um forte agente oxidante Iodo ➢ Antisséptico antigo e eficaz; ➢ Eficiente contra todos os tipos de bactérias, muitos endósporos, vários fungos e alguns vírus. Cloro ➢ Desinfeta água e equipamentos. ➢ Tratamento de esgoto e piscina. ➢ Hipoclorito de cálcio: desinfetante usado em equipamentos de laticínios. ➢ Hipoclorito de sódio: desinfetante doméstico. ➢ ClO2 : gás usado na desinfecção de endósporos Bacillus anthracis. Metais Pesados e seus compostos Mecanismos de ação: Desnaturação de enzimas e outras proteínas essenciais Atividade oligodinâmica dos metais pesados Cu Ag ➢Ag, Cu, Me ➢Nitrato de prata: era utilizada para evitar oftalmia gonorréica neonatal. ➢ Sulfadiazina de prata: cremes para uso em queimaduras. Bandagens impregnadas com Ag são utilizadas em feridas. ➢Mercurocromo: antisséptico da pele e mucosas. ➢ Sulfato de cobre: desinfetante, algicida. ➢Óxido de zinco: desinfetante encontrado nas tintas, antifúngico. Ácidos orgânicos ou seus sais ➢ Mecanismos de ação: Inibição metabólica (acidez) ➢ Conservante de alimentos e cosméticos ➢ Impedem a deterioração de produtos ➢Dióxido de enxofre (SO2): vinhos. ➢Ácido sórbico: impedem os bolores de crescerem em certos alimentos ácidos. ➢ Propionato de cálcio: impede o crescimento de bolores e Bacillus em pães. ➢ Sais de cura: nitrato e nitrito de sódio (produtos cárneos). Aldeídos ➢ Entre os antimicrobianos mais efetivos ➢ Mecanismos de ação: Desnaturação proteica eácidos nucleicos; ➢ Uso: Desinfecção de equipamentos médicos, respiratórios. ➢ Formalina: usada para conservar amostras biológicas. Irritante. ➢Glutaraldeído: usado para ESTERILIZAR instrumentos hospitalares e é MENOS irritante e 10 x mais eficaz que a formalina ➢Um dos poucos agentes químicos líquidos considerado esterilizante. ➢ Ambos usados para embalsamar. Formaldeído Glutaraldeído Quimioesterilizantes Gasosos ➢ Mecanismos de ação: Desnaturação proteica; ➢ Uso: Esterilização de materiais termo-sensíveis (alguns equipamentos e suprimentos médicos, colchões). ➢Óxido de Eliteno: mata todos microrganismos e endósporos, no entanto, necessita alto tempo de incubação (4-18 horas) ➢Óxido de Propileno: usado para desinfetar instrumentos hospitalares e é MENOS irritante que a formalina ➢ Tóxicos e inflamáveis, utilizados em câmaras fechadas. ➢ Suspeita que sejam carcinogênicos. Peroxigênios (Agentes Oxidantes) ➢ Mecanismos de ação: Oxidação de componentes celulares ➢ Uso: Superfícies contaminadas, ferimentos profundos ➢Ozônio: Forma altamente reativa do oxigênio usado como suplementação junto com cloro na desinfecção da água. ➢ Peróxido de hidrogênio: antisséptico fraco mas um bom desinfetante. ➢Ácido peracético: Considerado esterilizante, endosporocida efetivo, bactericida, fungicida e viricida. • Controle de crescimento microbiano in vivo; • Agente não pode ser tóxico ao hospedeiro; • Geralmente utilizado para controle de doenças; • Pode apresentar diferentes alvos. Antibióticos ➢ Naturais: produzidos por microrganismos. Ex. penicilina (principalmente Gram-positivas). ➢ Semissintéticos: modificados artificialmente. Ex. ampicilina (modificação da penicilina atua também sobre Gram-negativas) ➢ Sintéticos: análogos de vitaminas, purinas, pirimidinas e aminoácidos. Ex. Sufas (análogo de acido fólico precursor de ácidos nucleicos) ➢Produção por modelagem computacional: interação molécula-alvo. ➢Reduz custo e tempo Antibióticos Antibióticos ➢Antivirais: ➢numero de fármacos limitados. ➢ alvo pode afetar célula hospedeira – toxicidade. ➢Ex.: análogos de nucleosídeos (AZT: análogo de timidina e bloqueia transcriptase reversa do vírus HIV), ➢inibidores da transcriptase reversa, ➢Inibidores de proteínas necessárias para adesão à célula hospedeira, ➢interferon, etc. ➢Antifúngico: ➢Podem apresentar toxicidade pois são eucariotos como hospedeiro. ➢Muitos indicados apenas para uso tópico ➢Ex.: inibidores de ergosterol (lipídeo que substitui colesterol) como azois e alilaminas. ➢Nisina e Natamicina: bacteriocinas produzidas por bactérias láticas utilizadas como conservantes em alimentos Métodos de avaliação da atividade de antimicrobianos Importante para uso correto do antimicrobiano – evita disseminação de resistência Mecanismos que as bactérias podem se tornar resistentes aos antibióticos 60 Resistência aos antimicrobianos via plasmídeos 61 • Produção de enzimas que inativam o fármaco Ex. Beta lactamases que inativam a penicilina • Alterações dos locais de ligação do fármaco • Redução da captação do fármaco pela bactéria • Alterações de enzimas • Resistência múltipla Relembrando... ✓Esterilização x Descontaminação x Desinfecção ✓Importância do controle microbiano ✓Fatores influenciam atividade do antimicrobiano ✓Agente de controle apresenta diferentes alvos na célula microbiana ✓Diversos métodos físicos e químicos de controle microbiano foram apresentados ✓O controle microbiano in vivo é realizado por antibióticos, antifúngicos, antivirais... ✓Importante avaliar atividade antimicrobiana antes do uso do agente – evita disseminação de resistência Referências Bibliográficas • LIMA, U.A. (coord.) et al. Biotecnologia industrial: processos fermentativos e enzimáticos. São Paulo: Edgard Blücher. 2001, v.3. • MADIGAN, M.T.; MARTINKO, J.M.; PARKER, J. Microbiologia de Brock. 12.ed. São Paulo: Prentice Hall. 2010 • PELCZAR, J.R., MICHAEL J.; CHAN, E.C.S.; KRIEG, N.R. 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