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Resumo Psicodiagnostico interventivo

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Resumo – Psicodiagnóstico
Capítulo I - Psicodiagnóstico fenomenológico-existencial: focalizando os aspectos saudáveis
Idade Média: a relação do homem com o mundo era marcada pela vida coletiva, assentada nas tradições e na crença de entidades poderosas que exigiam submissão, pois eram donas do destino.
Renascimento: com as descobertas e a ampliação do comércio, a multiplicidade de possibilidades traz consigo a sensação de desamparo e incertezas quanto ao destino, surgindo então necessidade de controle diante do mundo do qual o homem se afastou e que passou a ser sentido como inóspito.
Moderno: homem criou um método — construção de sistemas lógicos e
coerentes que permitam explicar os fenômenos do universo e de si mesmo, com a consequente exclusão daquilo que não é contemplado pela razão.
Saúde não é o simples fato de não ter doença ou vice-versa.
A prática psicológica inclina-se para acolher o sofrimento humano como perda de sentido.
momento clínico inicial > promover uma confiança terapêutica através da atenção e do acolhimento > reduzido a uma atividade de triagem (encaminhar pacientes para especialistas).
Primeira proposta: Deslocamento do saber, uma outra postura ética em que não existe um saber dado a priori ou uma verdade a ser transmitida, mas uma construção conjunta de sentidos.
Psicólogo deve sair do seu local de especialista e passe a funcionar como um mediador, um “entre”, que acolhe.
O homem só é capaz de chegar ao outro pela palavra, vale dizer, a cultura, e, nesse
âmbito, encontram-se sempre usos, costumes, preceitos e normas, ou seja, todo um corpo moral
normativo.
Perspectiva fenomenológica - considera que a condição constituinte da existência do ser humano é relacional, com o encontro com o outro.
O psicodiagnóstico
Passos do psicodiagnóstico infantil efetuado nos moldes tradicionais:
Uma ou duas entrevistas iniciais com os pais, para que o psicólogo possa entrar em contato com a queixa, a dinâmica familiar e o desenvolvimento da criança.
Em seguida, a criança é testada, são avaliados os testes com ela realizados e integradas as informações obtidas. 
O psicólogo realiza uma ou duas entrevistas devolutivas com os pais, a fim de oferecer-lhes suas conclusões diagnósticas e sugerir os passos seguintes a serem trilhados: psicoterapia da criança, orientação aos pais, psicomotricidade, entre outras possibilidades.
Psicodiagnóstico - orientará o processo terapêutico.
O processo psicodiagnóstico fenomenológico-existencial com crianças e seus pais
Quando o psicólogo recebe pais encaminhados pela professora, o pediatra ou outro agente
da comunidade, é importante que trabalhe, desde o início, o significado que este encaminhamento tem para eles mesmos.
Outro ponto importante a focalizar é como os pais entendem o atendimento psicológico e qual sua
expectativa em relação a ele.
Nas sessões seguintes, através da anamnese, o psicólogo procura conhecer as condições familiares e
sociais, os vínculos estabelecidos e os papéis desempenhados, explicitando-os à medida que os vai
percebendo e compreendendo.
Anamnese - Nas teorias filosóficas de Platão é a lembrança do conhecimento de vidas passadas. É a lembrança de coisas que aprendemos e experimentamos em uma encarnação anterior.
Roteiro de anamnese – Permite o conhecimento do desenvolvimento biopsicossocial da criança, mas é, sobretudo, uma oportunidade para os pais se debruçarem sobre sua experiência passada e presente com o filho, podendo clarificar sentimentos e expectativas que atuam no relacionamento com a criança. Também oferece ao psicólogo a possibilidade de observar formas de relacionamento na família, focos de ansiedade, distribuição de forças na dinâmica familiar.
Primeiro encontro do psicólogo com a criança - se desenvolve através de uma observação lúdica
ou de uma entrevista acompanhada da execução de desenhos, dependendo de sua idade, capacidade e possibilidade de expressão verbal e gráfica. 
A partir deste as sessões com os pais e com a criança são intercaladas.
Comunicação com os pais é de suma importância para que todos estejam cientes de tudo que está sendo feito, então cabe ao psicólogo esclarecer e explicar os instrumentos e sua importância e porque aquilo esta sendo feito, para não haja expectativas que não podem ser realizadas. 
O psicólogo precisa usar sua linguagem de tal forma a se fazer compreender por eles. Ele efetua assim uma espécie de tradução dos conceitos teóricos numa linguagem acessível, devendo certificar-se de que sua comunicação está fazendo sentido para os pais.
Ao final do processo, o psicólogo elabora um relatório a respeito do atendimento, no qual procura
descrever o processo em seus passos e na última sessão, este relatório é lido aos pais, para levá-los a uma compreensão assim, eles podem propor modificações, sugerir alterações, acréscimo ou eliminação de situações ou de termos.
Psicodiagnóstico interventivo, na abordagem fenomenológica existencial: uma mudança de atitude
Uma das contribuições do psicodiagnóstico interventivo, na abordagem fenomenológica-existencial,
está na reavaliação do papel desempenhado pelo cliente e pelo psicólogo nesta situação. O cliente, antes agente passivo, torna-se um parceiro ativo e envolvido no trabalho de compreensão e eventual
encaminhamento posterior: é corresponsável pelo trabalho desenvolvido.
O estilo das intervenções do psicólogo
No início do atendimento, as intervenções são exploratórias e visam entender melhor as preocupações dos pais para com a criança.
A utilização dos testes psicológicos
Observação lúdica - mais utilizada com crianças pequenas, entrevistas e testes.
Teste de inteligência - Por exemplo o WISC III, como metáforas de situações vividas pela criança em seu cotidiano escolar e mesmo no familiar e no social.
Visita domiciliar
Com o consentimento do cliente. Ela permite a observação, in loco, da família, assim como a ressignificação de falas e observações ocorridas durante as sessões.
Visita à escola
Recorre-se a uma entrevista com a professora, à observação da criança na sala de aula e no recreio.
As repercussões deste trabalho sobre os pais
busca-se sempre focalizar os aspectos saudáveis da criança e dos pais, fazendo apelo à abertura de novas possibilidades de estar-com em vez da busca de uma adequação a algo considerado “normal” pela ciência, respeitando a cultura e o contexto familiar.
Relatório final - permite verificar a consistência e a coerência das conclusões às quais se chegou. Ele tem a finalidade de constituir-se em uma síntese do processo, descrevendo o que ocorreu neste período de atendimento.
O follow-up
é realizada com a finalidade de retomar, passado algum tempo, a experiência vivida pelos pais durante o psicodiagnóstico, a fim de conhecer sua fecundidade e eficácia.
Capitulo 2 
Busca obter um diagnóstico do indivíduo, classificando-o quanto as patologias quanto a nível mental.
 Psicodiagnóstico antigamente: Analise dos dados coletados (queixa, história de vida pregressa e atual, funcionamento psíquico etc) e encaminhados. Não se efetuava o vínculo e não fazia intervenção.
Psicodiagnóstico atual: Fazer do atendimento um processo ativo e cooperativo. Não se trata apenas de um processo investigativo; ao contrário, o que fundamentalmente o caracteriza é a possibilidade de intervenção.
fenomenologia existencial - Considera o ser humano como um ser sempre em relação, cuja subjetividade se constitui pelas relações que o indivíduo estabelece no decorrer de sua existência. Dessa forma, os pais ou responsáveis também são clientes e têm participação ativa no referido processo.
Psicólogo > precisa mergulhar no mundo do cliente, compartilhar seus códigos, deixar-se
enredar por sua trama de sentidos e, ao mesmo tempo, conseguir uma distância suficiente que permita refletir sobre a situação.
Atendimento psicodiagnóstico interventivo fenomenológico-existencial:
1 - Entrevista