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HORMÔNIOS VEGETAIS HORMÔNIOS • Mensageiros químicos, produzidos em uma célula, que modulam os processos celulares em outra célula, interagindo com proteínas específicas que funcionam como receptores ligados a rotas de transdução de sinal. • Hormônios endócrinos: ação distante do local de síntese • Hormônios parácrinos: ação próxima do local de síntese. Principais hormônios vegetais Regulam o desenvolvimento vegetal • Auxinas • Giberelinas • Citocininas • Etileno • Ácido abscísico • Brassinosteroides Principais hormônios vegetais Resistência a patógenos e defesa a herbivoria • Ácido jasmônico • Ácido salicílico • Pequenos polipeptídeos Regulação de crescimento de gemas laterais • Estrigolactona AUXINA Hormônio do crescimento AUXINA • Primeiro hormônio descoberto • Final do século XIX, por Charles Darwin e seu filho Francis • Estudo do fototropismo em plântulas de alpiste (Phalaris canariensis) • Coleóptilo – órgão protetor • Ápice do coleóptilo que percebe a luz – local de produção do hormônio • Zona de alongamento, abaixo do ápice, é responsável pela curvatura • Crescimento mais rápido do lado sombreado do que o lado iluminado Francis Went - 1926 AUXINAS Atividades biológicas • Capacidade de promover o alongamento celular em coleóptilos e segmentos de caule • Divisão celular em culturas de calos na presença de citocininas • Formação de raízes adventícias em folhas e caules destacados AUXINAS Estruturas de auxinas de ocorrência natural AUXINAS Estruturas de auxinas sintéticas Ácido indol-3-acético - AIA • Biossíntese em tecidos com divisão e crescimento rápidos • Meristemas apicais de caules e folhas jovens principais locais de síntese • Meristemas apicais radiculares produzem, mas são dependentes da parte aérea • Frutos jovens e sementes contêm altos níveis, mas não se sabe o local de síntese Ácido indol-3-acético - AIA • Nas folhas • Ápice • Margem • Base • Região central Rotas para biossíntese do AIA • Aminoácido triptofano • Precursor do triptofano: indol-3-glicerol fosfato Transporte de auxina • Transporte polar - unidirecional • Transporte basípeto: extremidade apical para a basal • Transporte acrópeto: em direção ao ápice • Sítios de transporte: parênquima vascular Transporte de auxina • Gradiente do ápice do caule ao da raiz afeta: • Desenvolvimento do embrião • Alongamento do caule • Dominância apical • Cicatrização de lesões • Senescência foliar Transporte de auxina Método do Bloco de ágar doador-receptor Transporte de auxina Ausência do efeito da gravidade no transporte basípeto Transporte de auxina Modelo quimiosmótico Efeitos fisiológicos das auxinas Fatores que afetam a função fisiológica: - estádio do desenvolvimento do tecido/órgão - tipo de auxina - envolvimento de outros hormônios - uso de tecidos intactos/cortados - concentração de auxina Efeitos fisiológicos das auxinas 1. Alongamento celular b.1) acidificação da parede celular (crescimento ácido) b.2) ativação enzimática: expansina, hidrolases, pectinases, celulases e hemicelulases ativação da H+-ATPase síntese da H+-ATPase a) Condições necessárias b) Mecanismo Afrouxamento da parede celular Absorção de água pela célula Aumento da pressão de turgor Alongamento celular Sem AIA Com AIA Tropismos Fototropismo Gravitropismo Tigmotropismo Fototropismo → alteração de padrões de crescimento vegetal, em resposta à direção da radiação incidente. Gravitropismo → crescimento vegetal em resposta à gravidade, capacitando as raízes a terem crescimento descendente em direção ao solo e as partes aéreas em direção oposta. Tigmotropismo → crescimento vegetal em resposta ao toque. Ele possibilita o crescimento de raízes ao redor de rochas e a ascensão de lianas ao redor de estruturas de suporte. FOTOTROPISMO Crescimento vertical • Transporte polar – extremidade em crescimento para a zona de alongamento • Polaridade é determinada pelo desenvolvimento e independente da gravidade Fototropismo • Percepção de estímulo unilateral da luz • Transporte lateral FOTOTROPISMO Lado sombreado com pH apoplástico mais ácido do que o lado iluminado, intensificando o transporte de auxina FOTOTROPISMO FOTOTROPISMO GRAVITROPISMO Auxina, estatólito e percepção da gravidade Estatólito = inclusões celulares, tais como amiloplastos, que atuam como sensores da gravidade, por terem uma densidade alta com relação ao citosol e sedimentação na base da célula. coifa ↑ [AIA] na metade inferior da raiz inibe o crescimento GRAVITROPISMO Gavinha Tigmotropismo Desenvolvimento Dominância apical Formação de raízes Retardamento da abscisão Desenvolvimento do fruto Diferenciação vascular Dominância Apical Ápice caulinar (fonte de auxina) Ápice caulinar removido • A retirada do ápice aumenta o acúmulo de citocininas na gema axilar • Remoção do ápice provoca redução nos níveis de ácido abscísico – ABA (um inibidor do crescimento da parte aérea) nas gema laterais Formação de raízes adventícias ANA / 10 dias Água / 10 dias Diferenciação Vascular Cotilédone Planta NormalCotilédone Planta Mutante deficiente na resposta a auxina Retardo da abscisão Auxina inibe a senescência Por suprimir o efeito do etileno Senescência aumenta a taxa de síntese de etileno que ocorre após a redução da síntese de auxina Desenvolvimento de fruto R e c e p tá c u lo i n tu m e s c id o Aquênio Fruto normal Remoção dos aquênios Remoção dos aquênios Aspersão com auxina Restituição do crescimento normal Fonte de auxina: pólen, sementes, endosperma, embrião CITOCININAS Reguladores da divisão celular Descoberta das citocininas • 1940 e 1950 Folke Skoog e colaboradores Testes com substâncias para iniciar e manter a proliferação de células de medula de tabaco em cultura Base Adenina DNA autoclavado do esperma de arenque Efeito promotor da divisão celular Cinetina (derivado da adenina) Descoberta das citocininas • Cinetina – substância atua no processo de citocinese • Citocinina – compostos capazes de promover a citocinese em células vegetais, ou crescimento e diferenciação em calos Descoberta das citocininas • CINETINA – não é um regulador de crescimento que ocorre naturalmente nos vegetais. É um derivado da adenina Descoberta das citocininas • 1970 – David Letham • Zeatina – primeira citocinina natural em extrato de milho verde (Zea mays) Citocininas naturais Isomerase cis-Zeatinatrans-Zeatina (iP) N6-( 2-Isopentenil)-adenina Diidrozeatina Citocininas sintéticas aminopurinas Benziladenina facilmente disponíveis e relativamente menos caras imunes à citocinina oxidase não formam conjugados glicosilados na cadeia lateral Cinetina Agrobacterium tumefaciens – galha da coroa Algumas bactérias fitopatogênicas e insetos secretam citocininas livres Rhodococcus fasciens – vassoura de bruxa Formação de tumor induzido por A. tumefaciens Caule de tomateiro Galha da coroa Vassoura-de-bruxa em Abies balsamea Gemas laterais citocinina Rhodococcus fascians Local de biossíntese • Principal de produção: meristemas dos ápices das raízes • Transporte para a parte aérea via xilema • Outros locais de produção: Sementes em desenvolvimento e folhas jovens• Produção de citocininas na parte aérea parece ser distribuída na própria parte aérea, via floema • Floema – translocação de assimilados de folhas senescentes (fontes) para as partes jovens da planta (dreno) Efeitos fisiológicos das citocininas 1. Regulação da divisão celular na parte áerea e raiz Citocinina Parte aérea Raiz + _ Tipo selvagem Superexpressão da citocinina oxidase (deficiência de citocinina) Tabaco selvagem Superexpressão da citocinina oxidase (deficiência de citocinina) Selvagem Deficiente em citocinina • Citocinina suprime o crescimento das raízes • Deficiência em citocinina aumenta o crescimento da raiz 2. Morfogênese de tecidos em cultura Razão AUX: CIT Raiz Parte aérea ↑ ↓ intermediária Calos 3. Dominância apical e promoção do crescimento de gemas laterais Dominância Apical Crescimento da gema apical inibe o crescimento da gema lateral Inibe as gemas laterais Divisão celular Crescimento de gemas laterais Auxina Citocinina 3. Dominância apical e promoção do crescimento de gemas laterais Gemas axilares são inibidas pela dominância apical Remoção da gema apical anula a dominância apical sobre as gemas axilares AIA previne o crescimento de gemas axilares MILHO = forte dominância apical, com único eixo de crescimento e com poucas ramificações laterais. PLANTAS ARBUSTIVAS = crescimento com muitas gemas laterais 4. Retardo da senescência foliar Planta de Nicotiana tabacum não transformada Planta transformada com gene que codifica enzima para a síntese de citocinina 5. Promoção do desenvolvimento de cloroplastos Plantas que crescem no escuro Estiolamento • Alongamento do hipocótilo e entrenós; • Não há expansão dos cotilédones e folhas; • Não há desenvolvimento de cloroplastos Proplastídeos EtioplastoCloroplasto Luz Escuro CIT 6. Regulação do crescimento de caules e raízes Citocinina exógena Expansão de folhas e cotilédones Alongamento do hipocótilo GIBERELINA Reguladores da altura Giberelinas • Descoberta • Doença fúngica do arroz: bakanae ou doença da “planta-boba”, que causa crescimento das plantas e suprimia a produção de sementes • Fungo Gibberella fujikuroi Giberelinas • Descoberta • 1930 – giberelina A – cristais impuros com atividade promotora de crescimento • 1950 – ácido giberélico ou A3 • Segundo grupo de hormônios a ser caracterizado • 136 giberelinas (GAs) de ocorrência natural já foram identificadas Locais de síntese e transporte • Sementes e frutos em desenvolvimento • Tecidos vegetativos em rápido crescimento • Folha jovem, gemas ativas e entrenós • Transporte via floema Giberelinas ativas Giberelina A1 Giberelina A4 Ácido Giberélico Plastídeo Geranilgeranil difosfato (GGPP) Rota de síntese GGPP → → → ent-caureno Retículo endoplasmático ent-Caureno ent-caureno → → → GA12 ou GA53 Citosol GA53 e GA12 GA12 ou GA53 → → → GA1 Efeitos fisiológicos das giberelinas 1. Germinação e Quebra de dormência • Grau de dormência determinado pela quantidade de GA e ABA dentro da semente • Luz ou frio – aumenta a concentração de GA e diminui a quantidade de ABA • GAs – induz síntese de enzimas hidrolíticas (amilases e proteases) • Degradação de reserva nutritiva no endosperma ou embrião Quebra de dormência + GIB- GIB Efeitos fisiológicos das giberelinas 2. Crescimento do caule e da raiz Milho Repolho Efeito da aplicação de giberelinas sobre o crescimento do milho normal e de um mutante anão GA3: 0 0,1 1 ng Efeitos fisiológicos das giberelinas 3. Extensão do caule, pecíolo e hipocótilo Cultivar anã de feijão + GA Crescimento vegetal GA Planta ↑ Divisão celular ↑ Alongamento Extensibilidade mecânica da PC Relaxamento por estresse Efeitos fisiológicos das giberelinas 4. Regula a transição da fase juvenil para a fase adulta 5. Iniciação floral e determinação do sexo Controle + Gib GA substitui a exigência por dias longos ou de frio para o florescimento Giberelina Milho Flores pistiladas Pepino e espinafre Flores estaminadas 6. Desenvolvimento do pólen e o crescimento do tubo polínico 7. Estabelecimento de frutos e partenocarpia Alongamento do fruto GA Uva sem sementes ↑ crescimento dos pedúnculos ↓ compactação ↑ produção de cana-de-açúcar GA Cana-de-açúcar ↑ alongamento do entrenó durante o inverno Aumento do tamanho do fruto (uva e maçã, por ex.) Indução da brotação de batata semente Promoção da extensão do caule (cana-de-açúcar) Correção da arquitetura de mudas de frutíferas em viveiro (pela aplicação conjunta de GA+AIA) Redução do porte de espécies ornamentais (lírio e crisântemo) = inibidores Redução no período juvenil em coníferas Aumento na produção de malte, para fermentação (cevada) Usos agrícolas da giberelina Redução do porte de espécies ornamentais Redução do porte de espécies ornamentais ÁCIDO ABSCÍSICO Maturação de sementes e resposta ao estresse Descoberta • Coleóptilo de aveia e falso-plátano • inibidores de crescimento: dormina • Frutos de algodoeiro • Promotor de abscisão de frutos: abscisina II ÁCIDO ABSCÍSICO (ABA) Ocorrência • Todas as plantas vasculares • Musgos • Fungos • Esponjas oceânicas • Nos vegetais: órgãos ou tecidos vivos, desde a coifa até a gema apical • Sintetizado em quase todas as células que possuem cloroplasto ou amiloplasto Estrutura Química • Composto de 15 carbonos • Orientação do grupo carboxila no carbono 2 determina os isômeros cis e trans • Ácido abscísico refere-se ao isômero cis Biossíntese do ácido abscísico Piruvato + Gliceraldeído-3P Isopentenildifosfato (IPP) Zeaxantina Violaxantina Neoxantina ABA-aldeído Transporte – via xilema e floema xantoxal ABA Efeitos fisiológicos do ácido abscísico 1. Regulação da maturação da semente Fases de maturação da semente: 1ª) Divisão celular e diferenciação dos tecidos, zigoto sofre embriogênese e endosperma prolifera 2ª) Cessa as divisões celulares e acúmulo de compostos de armazenamento 3ª) Sementes “ortodoxas” ocorre desidratação, perca de 90% de água. Cessa o metabolismo e entra em estado quiescente ou dormentes. Efeitos fisiológicos do ácido abscísico 1. Regulação da maturação da semente Fases de maturação da semente: 1ª) Divisão celular e diferenciação dos tecidos, zigoto sofre embriogênese e endosperma prolifera 2ª) Cessa as divisões celulares e acúmulo de compostos de armazenamento 3ª) Sementes recalcitrantes não completam essa fase, apresentam alta umidade na maturidade e não toleram dessecação. Desenvolvimento da semente Acumulação de reservas Maturação-dessecação ABA maternal Promove acúmulo de proteínas de reserva Inibe a viviparidade ABA embrião Dormência Sintese das proteínas LEA Tolerância à dessecação Inibição da germinação 2. Inibição da germinação precoce e viviparidade Viviparidade: germinação pré- colheita ou precoces das sementes no fruto enquanto ainda ligado à planta mãe. Germinação precoce do mutante de milho ABA-deficiente Cacau 3. Tolerância à dessecação do embrião e acúmulo de proteínas de reserva em sementes Ácido abscísico Acúmulo de Proteínas LEA (late-embryogenesis abundant.) Forte ligação com moléculas de água Fortemente hidrofílica Proteção das membranas 3. Tolerância à dessecação do embrião e acúmulode proteínas de reserva em sementes - Mutantes na resposta ao ABA menos proteína de reserva - Aplicação exógena de ABA Aumento nos níveis de proteína de reserva Durante a embriogênese 4. Regulação da dormência de sementes • Dormência: uma semente viável (viva) não germina, mesmo se todas as condições ambientais para o crescimento sejam satisfeitas. • Dormência imposta pela testa: sementes germinarão na presença de água e oxigênio quando o tecido circundante é removido • Dormência imposta pelo embrião ou embrionária: excisão dos cotilédones que pode ser fonte de inibidor (ABA) • Dormência imposta pelos dois 5. Indução da dormência de gemas vegetativas e florais em espécies lenhosas Dormência de gemas Importante na adaptação a climas frios Inverno Redução da temperatura Dormência das gemas [ABA] na gema Primavera Aumento da temperatura [ABA] na gema Quebra dormência 6. Promoção do fechamento estomático em resposta ao estresse hídrico K+ -Malato2 Cl - Estômatos abertos Estômatos fechados ABA Célula Anexa Células guardas H+H+ K+ Malato-2 clo ro p la sto pH FAD ADP + PI ATP Cl- H+ H2O H2O H2O H2O Célula Anexa KCl Malato de K+ Ψw e Ψos Ψw e Ψos Luz Vermelha Fisiologia Vegetal 106 Visão integrada e simplificada do mecanismo de fechamento estomático induzido por ABA Condições normais ABA promove crescimento parte aérea pela supressão da produção do etileno 7. Sob deficit hídrico, ABA promove o crescimento das raízes e inibe o crescimento da parte aérea Estresse hídrico ABA inibe crescimento da parte aérea Redução transpiração total 7. Sob deficit hídrico, ABA promove o crescimento das raízes e inibe o crescimento da parte aérea ETILENO O Hormônio Gasoso • 1893 – nos Açores fumaça produzida pela queima da serragem promovia floração em plantas de abacaxi cultivadas em casa de vegetação. • Século XIX – gás produzido pelo carvão como fonte de iluminação, árvores próximas às lâmpadas perdiam suas folhas mais rapidamente (senescência e abscisão). • 1901 – Dimitry Neljubov verificou que a aplicação de etileno em plântulas de ervilha crescidas no escuro produzia resposta tríplice. Descoberta Resposta tríplice • A) Inibição do alongamento • B) Aumento radial (intumescimento) • C) Orientação horizontal Descoberta • 1910 – Cousins publica que o etileno seria um produto natural do tecido vegetal • Amadurecido prematuro das bananas poderia ser evitado não armazenando-as com laranjas • Laranjas infectadas por Penicillium • 1933 – Botjes observou epinastia das folhas de tomate provocada por maçãs maduras. • 1935 – Gane apresenta provas químicas de que o etileno era produzido por plantas Descoberta • Por 25 anos a maioria dos fisiologistas acreditavam que os efeitos induzidos pelo etileno eram devidos a ação das auxinas, por isso o etileno não era reconhecido como hormônio. • 1959 - Via cromatografia gasosa, Burg & Thimann, descobriram a importância do fitohormônio etileno foi redescoberta. Ocorrência • Bactérias • Fungos • Algas • Musgos • Samambaias • Gimnospermas • Angiospermas Locais de síntese • Quase todas as partes das plantas superiores • Depende do tipo de tecido e estágio de desenvolvimento. Etileno ou C 2 H 4 Endógeno Exógeno Análogo Estrutura METIONINA S-adenosilmetionina (AdoMet ou SAM) Ácido 1-aminociclopropano-1-carboxílico (ACC) ACC sintase ACC oxidase AdoMet sintetase ETILENO Transporte • Independente dos tecidos vasculares • Difusão pelos espaços intercelulares • Afinidade com lipídios- difusão facilitada em casca de frutos Produção de etileno Estádio de desenvolvimento; Condições ambientais; Outros hormônios vegetais; Lesões físicas e químicas. Escuro; Doenças; Estresses fisiológicos (causados por congelamento, alagamento, alta temperatura e déficit hídrico). Fatores Bióticos e Abióticos • Temperatura • Luz • Oxigênio • CO2 • Alagamento • Seca • Substâncias químicas • Ferimentos mecânicos • Infecção por patógenos TEMPERATURA TEMPERATURA ÓTIMA 30°C SÍNTESE DE ETILENO TEMPERATURAS BAIXAS INIBE A SÍNTESE DE ETILENO INIBE A SÍNTESE DE ETILENO TEMPERATURAS ALTAS ACC OXIDASE É INATIVADA TEMPERATURAS EXTREMAS BAIXAS (GEADAS) ALTAS (40°C) ESTRESSE ETILENO TEMPERATURA LUZ LUZ/ETILENO QLDE/QTDE LUZ TECIDOS VEGETAIS SÍNTESE INIBIÇÃONENHUMA RESPOSTA • Luz inibe a produção de etileno em tecidos verdes • Em amendoim rasteiro, as gemas crescem horizontalmente, na presença de luz, e quase verticalmente quando no escuro, ocasião na qual a produção de etileno é cerca de 3 vezes mais elevada. LUZ • Baixa intensidade luminosa – estimula a síntese de etileno e induz a abscisão foliar em plantas sensíveis à sombra. Ex: pimenta • Alta intensidade luminosa – aumenta a produção de etileno durante o desenvolvimento de inflorescências de orquídeas, coincidindo com a formação de flores femininas. A conversão de ACC em ETILENO depende de oxigênio(ACC oxidase), assim condições de anaerobiose inibe a síntese. Concentrações baixas de O2 inibem a produção de ETILENO pelas plantas; Concentrações baixas de O2 retardam o amadurecimento de frutos. OXIGÊNIO Os efeitos são dependentes do tecido vegetal; Em concentrações altas (5 a 10%), CO2 transforma-se em antagonista do Etileno; CO2 - compete pelo mesmo sítio de ligação do etileno. GÁS CARBÔNICO (CO2) Ação antagônica do CO2 armazenamento de frutos climatéricos. Exemplo: frutos de pêssego e maçã transferidos para um ambiente enriquecido de CO2, não se observou a produção de etileno, sendo a taxa respiratória reduzida à metade. GÁS CARBÔNICO (CO2) ALAGAMENTO ESTRESSE ANAEROBIOSE REDUÇÃO DO O2 IMPEDEM AS TROCAS GASOSAS COM O AMBIENTE Acúmulo de ACC nas raízes SÍNTESE DE ETILENO ALAGAMENTO SÍNTESE DE ETILENO Redução do crescimento de folhas, caules e raízes Epinastia Senescência e abscisão foliar Aumento na espessura na base do caule Raízes adventícias Aerênquima Lenticelas de caules e raízes hipertróficas Base do caule de Peltophorum dubium após 70 dias de tratamento. 1. controle (CC); 2. alagado com aplicação de etrel a 120 mg L-1 (ALET120); 3. alagado com aplicação de etrel a 240 mg L-1. (ALET240). LN - lenticela normal; LH - lenticela hipertrófica. Fonte: Medri et al., 1998 ALAGAMENTO Seca • Algumas espécies vegetais, tecidos de folhas ou frutos, quando destacadas e submetidos à seca aumento os teores de etileno • Em plantas intactas em seca sob condição natural não se tem alteração Substâncias químicas • Metais fitotóxicos: cádmio, cobre, ferro, lítio, prata e zinco • Compostos inorgânicos: amônia, bissulfito, ozônio e salicilato • Compostos orgânicos: ácido ascórbico • Herbicidas • Desfolhantes • Pesticidas FERIMENTOS MECÂNICOS Síntese de etileno Ferimentos mecânicos Fragmentações de órgãos Destacamento Incisão ou pressão Acredita-se que enfiando pregos na jabuticabeira ela produz frutos mais rápido. Na verdade, quando se provoca este tipo de ferimento na planta, ocorre um estímulo e ela produz o etileno, que a induz a florescer. FERIMENTOS MECÂNICOS • 1. Amadurecimento de alguns frutos • Amolecimento do fruto: quebra das paredes celulares, hidrólise do amido, acúmulo de açúcares • Sementes prontas para a dispersão Efeitos fisiológicos do etilenoEfeitos fisiológicos do etileno 1. Amadurecimento de alguns frutos CO2 Etileno Dias após a colheita R e s p ir a ç ã o ( m g C O 2 k g -1 h -1 ) E ti le n o ( μ L C 2 H 4 k g -1 h -1 ) Dias após a colheita A ti v id a d e d a c e lu la s e (u n id a d e /m g p ro te ín a ) F ir m e z a d a p o lp a Firmeza Celulase • 1. Amadurecimento de alguns frutos • Frutos climatéricos: amadurecem em resposta ao etileno, antes da fase de amadurecimento, aumento característico da respiração. Efeitos fisiológicos do etileno Produção de Etileno e CO2 em frutos climatéricos • 1. Amadurecimento de alguns frutos • Frutos não climatérios: não exibem aumento na respiração e na produção de etileno Efeitos fisiológicos do etileno Produção de Etileno e CO2 em frutos Não climatéricos CO2 0 20 40 60 80 100 Crescimento Climatérico Não Climatérico Etileno Maturação Senescência Elongação CelularDivisão Celular V al o r R el at iv o Amadurecimento de frutos Frutos climatéricos e não-climatéricos Climatéricos Não-climatéricos Maçã Pimenta doce Abacate Cereja Banana Citros Melão Abacaxi Querimólia Feijão de corda Figo Morango Manga Melancia Azeitona Uva Pêssego Pêra Caqui Ameixa Tomate Fonte: Taiz, et al., (2006) Pós-colheita --- Maturação Os frutos CLIMATÉRICOS apresentam amadurecimento mais RÁPIDO e com grande gasto de energia, responsável pela súbita ascensão na taxa respiratória Pós-colheita --- Maturação Os frutos NÃO CLIMATÉRICOS apresentam amadurecimento mais LENTO, necessitando de um longo espaço de tempo para completar o processo. Pós-colheita --- Maturação Os frutos NÃO CLIMATÉRICOS devem estar no estado ÓTIMO de AMADURECIMENTO na época da colheita. Para apresentarem melhor qualidade, devem ser deixados na planta até atingirem a composição desejável. Ocorre quando o lado superior do pecíolo cresce mais rápido que o lado inferior Planta em condições de estresse Aumenta a produção de etileno e induz a epinastia ESTRESSE SALINO INFECÇÃO POR PATÓGENOS ALAGAMENTO 2. Promoção da epinastia Epinastia = Curvatura da folha ou do ramo para baixo, devido à rápida expansão da superfície superior desses órgãos. Ocorre quando o ACC das raízes é transportado para a parte aérea 2. Promoção da epinastia Altas concentrações de auxina indiretamente induzem a produção de etileno 2. Promoção da epinastia 2. Promoção da epinastia 3. Crescimento e diferenciação de caules Tríplice resposta em plântulas estioladas de ervilha Acredita-se que o etileno induz uma gradual mudança no alinhamento das microfibrilas. a. crescimento horizontal b. inibição da elongação c. engrossamento do caule 4. Quebra de dormência sementes bulbos de íris, Narcisus, tulipas e gladíolo tubérculos de batata 5. Crescimento e diferenciação de raízes e pelos - etileno + etileno A formação de raízes adventícias em estacas tem sido relacionada tanto à presença de auxinas quanto de etileno; teor de etileno = raízes adventícias 5. Crescimento e diferenciação de raízes e pelos Plantas de Sebastiania commersoniana (branquilho) inundadas por dois meses. Em A e B - lenticela caulinar hipertrófica (L) e em B raiz adaventícia (Ra) 5. Crescimento e diferenciação de raízes e pelos 6. Indução do florescimento e determinação do sexo Promove a floração em abacaxi, manga e bromélias. Uniformização e antecipação da maturação dos frutos de abacaxi. 6. Indução do florescimento e determinação do sexo Etileno + manejo da cultura Sincronização da floração 6. Indução do florescimento6. Indução do florescimento e determinação do sexo Plantas pistiladas e estaminadas separadas (monóicas) Ex: Formação de flores pistiladas em pepino 6. Indução do florescimento e determinação do sexo 7. Promoção da senescência em flores e folhas Processo geneticamente programado que afeta todos os tecidos vegetais e que leva à morte de um órgão ou organismo. Processos de ativação: - Falta de nutrientes disponíveis; - Fatores ambientais (encurtamento dos dias, diminuição das temperaturas). Envolve eventos citológicos e bioquímicos: - Cloroplastos são os primeiros a entrar em deterioração; - Redução do volume citoplasmático; - Síntese de enzimas hidrolíticas (proteases, lipases...) 7. Promoção da senescência em flores e folhas É regulada pelo balanço de etileno e citocinina. Órgãos senescentes Elevação na produção de etileno Diminuição nos teores de citocininas 7. Promoção da senescência em flores e folhas Aumento na senescência de flores de cravo utilizando: 1ppb; 9 ppb; 18 ppb Efeitos da [C2H4] 7. Promoção da senescência em flores e folhas É a queda de folhas, frutos, flores e de outros órgãos vegetais; Enfraquecimento das paredes celulares na camada de abscisão: celulase e poligalacturonase; Etileno e auxina apresentam papéis antagônicos durante a abscisão; Concentrações supraótimas de auxina induzem a síntese de etileno. Ex: 2,4,5 triclorofenoxiacético (ingrediente do agente laranja) 8. Ação na camada de abscisão A-Órgão (O) unido à planta (P); B – essas células são diferenciadas em zona de abscisão (ZA) devido à diminuição do teor de auxina e aumento da sensibilidade ao etileno; C – na zona de abscisão ocorre a separação do órgão pela ação da celulase; D – nesse local é formada uma camada de proteção. 8. Ação na camada de abscisão Durante a formação da camada de abscisão A- Sofrem degradação da parede celular – aumento das enzimas que hidrolizam a parede; B – Os protoplastos reslutantes arredondam-se e aumentam em volume; 8. Ação na camada de abscisão + Etileno - Etileno 8. Ação na camada de abscisão Síntese de etileno na zona de abscisão é regulada por auxina A anatomia das raízes pode ser profundamente alterada em plantas submetidas ao alagamento. Ocorre o desenvolvimento de raízes aerenquimatosas, cuja principal função é facilitar a aeração; A. Plantas em solo drenado. B. Plantas em solo alagado Fonte: Kerbauy, 2004 Câmaras aerenquimatosas 9. Formação de aerênquima Aerênquima esquizógeno: afastamento de células. Aerênquima lisígeno: lise celular. 8. Formação de aerênquima Plantas Alagadas Aumenta Etileno Aumenta Celulase e endotransglicosilase do xiloglucan (XET) Degradação das paredes celulares do parênquima Aerênquima lisígeno Morte do Córtex da raiz Aerênquima Fonte: Dantas et al., (2001) Grandes espaços intercelulares, formando aerênquima lisígeno, devido ao aumento na atividade de celulase. 8. Formação de aerênquima 8. Formação de aerênquima APLICAÇÃO DE FITORREGULADORES Aplicação de AIA Produção de ACC e C 2 H 4 Apenas um limitado número de isoformas da sintase do ACC foi induzido por auxinas. 10 a 100 vezes [Auxinas] Teores de AIA nos tecidos Respostas rápidas na produção de etileno Retorno aos níveis normais da sintase do ACC 30 minutos a 2 horas Auxina Auxinas sintéticas (ANA, 2,4-D e picloram) Estimulam a produção de etileno AVG (aminoetoxivinilglicina) Impedindo a produção de etileno Auxina Aumento de 2 a 4 vezes na produção de etileno Segmentos de folhas de milho, alface, arroz e trigo, de hipocótilo de soja e raízes isoladas de milho Após 6 a 9 horas da aplicação de citocininaFolhas de algodoeiro Produção até 50x Citocinina Citocininas Auxinas Produção de etileno aumentada Efeito sinergístico associado a uma maior atividade da sintase do ACC Sementes de pepino, segmentos de folhas de trigo e dália e em plântulas estioladas de ervilha. Citocinina + Auxina Feijão, sementes de amendoim e tubérculos de batata Plântulas de ervilha, calo de tabaco e segmentos de folhas de alface Tratamentos com giberelinas Efeitos relativamente pequenos e variáveis na produção de etileno Leve incremento na produção de etileno Não influenciou os teores de etileno Giberelina Segmentos de folhas de alface, flores de Ipomea nil e maçãs Aplicação do ácido abscísico (ABA) Promove a produção de etileno Aumentos de 2 vezes nos teores de etileno Possivelmente por meio da estimulação da atividade da oxidase do ACC Ácido abscísico Folhas de trigo submetidas à seca Aplicação de ABA inibiu a produção de etileno, via redução da atividade da oxidase do ACC. Em culturas de células em suspensão, sementes de amendoim, folhas de arroz e aveia e plântulas de ervilhas e soja. Aplicação de etileno Tipo tecido vegetal Autocatálise Amadurecimento de frutos Bloqueio na síntese de ACC através de uma diminuição na atividade da sintase do ACC. Promove a conversão de ACC a etileno. Auto-inibição Etileno