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�1 Classe Nematoda - nematelmintos de corpo alongado, geralmente cilíndrico - possuem aparelho digestório completo - não possuem aparelho circulatório - sexo separado com dimorfismo sexual bem acentuado (fêmea com extremidade reta e macho com extremidade enrolada) - desenvolvimento: ovo - larva (L1, L2, L3, L4) - adulto - tipo de reprodução: 1. Sexuada • ocorre pelo acasalamento de machos e fêmeas adultos • Ascaris lumbricoides, Enterobius vermicularis, Trichura trichiurus, Ancylostoma duodenalis e Necator americanus 2. Partenogênese • desenvolvimento de ovo sem interferência de espermatozoides • Strongyloides stercoralis - heteroxenos: • Wuchereria bancrofti, Oncchocerca volvulus - monoxenos: 1. Ascaris lumbricoides, Enterobius vermicularis, Trichura trichiurus • ovos não eclodem no meio externo • homem se infecta ingerindo os ovos com a larva L3 dentro 2. Ancylostoma duodenalis, Necator americanus, Strongyloides stercoralis • ovos eclodem no meio externo • homem se infecta pela penetração ativa da larva L3 na pele ou mucosa Ascaridíase - Ascaris lumbricoides • Epidemiologia - ocorrência mundial (1,5 milhões de pessoas) - as condições climáticas, ambientais e o grau de desenvolvimento da população tem influencia - afeta na maioria dos casos crianças entre 1 a 12 anos (70 a 90%) - grande ocorrência pois: há grande produção de ovos pelas fêmeas, viabilidade do ovo infectado por muitos meses, saneamento básico precário, dispersão de ovos através de chuvas, vento e insetos, ovos são resistentes aos desinfetantes • Morfologia - Verme adulto: cor leitosa, vestíbulo bucal com 3 lábios, apresentam dentículos e o macho apresenta 2 espículos. A fêmea do verme adulto é maior do que o macho, tem uma extremidade posterior retilínea e deposita 200 mil ovos - Ovos: são brancos, possuem uma membrana dupla espessa (membrana interna de proteínas e lipídios e membrana externa mamilonda de proteínas e quitina) - Larvas: • Larva rabditóide (L1, L2): possui esôfago com duas dilatações e uma constricção no meio • Larva filarióide (L3): possui esôfago retilíneo • Habitat - intestino delgado do homem - fixados na mucosa com auxílio dos lábios ou na luz intestinal • Transmissão - ingestão de alimentos ou água contaminada com ovos contendo a larva infectante L3 - poeira e insetos são capazes de veicular mecanicamente ovos infectantes - contaminação no depósito subungueal (embaixo da unha) com ovos �2 • Ciclo de Vida - monoxeno - ingestão de ovos (com L3) em água e alimento contaminado - é um geohelminto: precisa entrar em contato com o solo para sofre embriogênese - Homem ingere o ovo contendo a larva L3 que passa pelo trato gastrointestinal e eclode no intestino delgado. A larva L3 quando vai em direção ao intestino grosso, cai nos vasos linfáticos ou vasos sanguíneos, chegando até o fígado, onde irá causar lesões. No fígado cai na pequena circulação (coração para o pulmão). No pulmão, a larva perfura os alvéolos e sofre muda, formando a larva L4 e L5, chegando na traqueia, faringe e laringe (pode ser expectorada ou deglutida). As que foram ingeridas, vão para o intestino delgado, se modificam para verme adultos macho e fêmea realizando a copula para a formação dos ovos não embrionários que saem pelas fezes e ficam no solo. No solo, sofrem embriogênese, formando a larva L1 que passa para L2 e depois para L3. Os ovos com a L3 ficam no solo até serem ingeridos novamente - Larvas causam: • lesões hepáticas: numerosas formas larvares migrando pelo parênquima com pequenos focos hemorrágicos e necrose • lesões pulmonares (Ciclo Pulmonar ou Ciclo de Loss): formação de pontos hemorrágicos por conta da passagem de larvas pelos alvéolos (causam quadro pneumônico). Aparecimento de manifestações clínicas como: febre, dispneia, alergia, bronquite, eosinofilia. O conjunto desses sintomas recebem o nome de Síndrome de Loeffler • Patogenia - Ação Tóxica: antígenos parasitários e anticorpos alergizantes do hospedeiro causam edema, urticária e convulsões - Ação Espoliadora: consumo de proteínas, carboidratos, lipídios e vitaminas A e C (causam manchas brancas na pele), causam também desnutrição e debilidade física e mental (popularmente chamada de PANO) - Ação Mecânica: depende da carga parasitária, causa irritação na parede intestinal e pode enovelar-se na luz intestinal levando à uma obstrução - Ação Ectópica: ocorre quando as lavras (áscaris errático) se deslocam do seu habitat normal, podem afetar: • apêndice cecal: apendicite aguda • canal colédoco: obstrução • canal de Wirsung: pancreatite aguda - Alterações Cutâneas: manchas circulares no rosto, tronco e braços (alto consumo de vitamina A e C) • Diagnóstico Parasitológico: - Método de Hoffman, Pons e Janer: fundamenta-se na sedimentação espontânea do material fecal diluído em água sob a ação da gravidade. Visualiza-se partículas, cistos, ovos e larvas de parasitos no fundo do cálice de sedimentação - ovos nas fezes - técnica de sedimentação espontânea ou através de centrifugação - Kato-Katz: permite a quantificação de ovos e estimativa do grau de parasitismo • Profilaxia - educação sanitária - destinação adequada aos desejos humanos - lavar as mãos antes da alimentação - tratamento aos doentes - proteção de alimentos contra insetos • Tratamento - Levomisol: paralisia espástica imediata nos vermes, facilitando a eliminação - evitar Mebendazol e Albendazol pois causam morte lenta da larva promovendo complicações - Piperazina: paralisia flácida nos vermes para facilitar a eliminação - procedimento cirúrgico caso ocorra ausência de resposta ao tratamento medicamentoso �3 Ancilostomídeos Ancilostomose ou Ancilostomíase - Ancylostoma duodenale Necatorose ou Necatoríase - Necator americanus • Epidemiologia - crianças maiores de 6 anos, adolescentes e idosos (pisar em solos descalços) - locais temperados e tropicais - no Brasil a Ancilostomose é causada pelo Necator americanus • Morfologia 1. Ancylostoma duodenale - machos e fêmeas são cilindriformes - machos possuem bolsa copuladora na extremidade posterior e o gubernáculo - fêmeas tem extremidade posterior afilada com pequenos espículos terminais 2. Necator americanus - macho possui bolsa copuladora bem desenvolvida e não possui gubernáculo - fêmea possui extremidade posterior afilada mas sem espículos 3. Ovo - os ovos de ambas espécies não possuem distinção quando comparados - contém as células embrionárias - se desenvolvem na presença de oxigênio, alta umidade e alta temperatura 4. Larvas - L1 (rabditóide) eclode 24h após eliminação - L2 (rabditóide) eclode após 3 a 4 dias - L3 (filarióide) eclode após 5 dias - L4 diferencia-se nos plumões e migra para o intestino delgado (realiza hematofagia) - L5 presente no intestino delgado • Cápsulas Bucais - responsável pela adesão no intestino delgado, dilaceração e maceração da mucosa e por sugar sangue (anemia) - Ancylostoma duodenale: dentes - Necator americanus: lâminas cortantes • Ciclo de Vida - monoxeno - geohelmintos - homem libera nas fezes os ovos, que quando entram em contanto com o meio ambiente eclodem e liberam a larva L1 que passa para L2 e depois para L3 (forma infectante) - a larva L3 penetra ativamente na pele e mucosas (liberação de enzimas) - atinge a pequena circulação quando cai na corrente sanguínea, chegando até o pulmão �4 - no pulmão a L3 passa para larva L4 que alcança a traqueia, é deglutida e chega até o intestino delgado - no intestino ocorre a fixação na mucosa (começa a se alimentar de sangue) e a larva L4 passa para L5 que se transforma em verme adulto macho e fêmea que irão copular formando os ovos - L1 e L2: Rabditóide - L3: Filarióide (forma infectante queproduz as enzimas que auxiliam na penetração na pele) • Habitat - mucosa do intestino delgado (lúmen) • Infecção - penetração ativa da larva L3 na pele - penetração da L3 por via oral (mucosa): ingestão de alimentos contaminados com as larvas • Patogenia 1. Local da Penetração: - lesões traumáticas que podem levar a uma reação inflamatória - problemas vasculares, hiperemia, prurido, edema - a intensidade das lesões depende do número de larvas e da sensibilidade do hospedeiro 2. Pulmões - tosse e febre - perfuração do alvéolos estimula uma resposta inflamatória via Th2 com presença de IgE (desgranulação de mastócito e liberação de histamina) - Síndrome de Loeffler 3. Intestino Delgado - fase que caracteriza a ancilostomíase - lesões na mucosa intestinal - a cápsula bucal causa dilaceração e maceração da mucosa - dor epigástrica, diminuição de apetite, indigestão, cólica, indisposição, náuseas, vômitos, diarréias sanguinolentas (melena) e constipação 4. Fase Crônica - anemia espoliativa (ferropriva) - afeta pacientes geralmente deficientes nutricionais (falta ferro) • Diagnóstico - Clínico: anamnese e associação com os sintomas (cutâneos, pulmonares, intestinais e possível anemia) - Laboratorial: exame de fezes (cropológico) • presença de ovos (impossível a diferenciação) • sedimentação espontânea (Hoffman, Pons, Janner) • sedimentação por centrifugação (Blagg) • flutuação (Wills) • métodos de coprocultura (Harada e Mori) para identificação das larvas L3 - Imunológico: pesquisa de antígenos dos ancilostomídeos (ELISA, imunofluorescência) • Tratamento - Mebendazol e Albendazol - Tratamento to quadro de anemia (suplementação de ferro e sulfato ferroso) • Profilaxia - engenharia e educação sanitária - suplementação alimentar com ferro em zonas endêmicas - diagnóstico e tratamento precoce do indivíduo parasitado - melhoria das condições sociais - uso de calçados �5 Larva Migrans Cutânea - bicho geográfico (dermatite serpentiforme ou pruriginosa) - infecção na pele do homem por lavras de ancilostomídeos parasitas de cães e gatos (migração errática) - as larvas L3 de Ancylostoma braziliensis e A. caninum penetram na pele humana e não realizam o ciclo normal (não caem na corrente sanguínea) - homem é o hospedeiro parastênico - diagnóstico: exame clínico (anamese, sintomas) e aspecto dermatológico da lesão (erupação) - tratamento: Tiabendazol pomada Strongiloidose - Strongyloides stercoralis • Epidemiologia - Regiões tropicais e subtropicais - Pode acometer novamente pacientes imunodeprimidas - Fatores de influencia na propagação: fezes infectadas no solo, solo arenoso e sem luz solar direta, altas temperaturas, não utilização de calcados, agua e alimentos contaminados. • Morfologia - Fêmea vida livre: extremidade anterior arredondada e posterior afilada, boca com 3 lábios - Macho vida livre: extremidade anterior arredondada e posterior recurvada ventralmente, boca de 3 lábios, porção terminal com 2 pequenos espículos - Fêmea parasita: extremidade anterior arredondada e posterior afilada, boca com 3 lábios, filarióide e elimina os ovos já larvados na mucosa intestinal - Ovo: Idênticos aos dos Ancilostomídeos e nos pacientes com diarreia é raro observar ovos - Larva Rabditóide: vestíbulo bucal curto, cauda pontiaguda, L1 e L2 - Larva Filarióide: vestíbulo bucal curto, cauda entalhada, L3, penetra na pele ou na mucosa • Habitat - parede do intestino delgado • Ciclo de vida - monoxênico - as larvas rabditóides que são liberadas nas fezes dos homens podem seguir dois ciclos: 1. Ciclo Direto ou Partenogênico - as larvas rabditóides no solo ou sobre a pele da região perineal (após 24 a 72h) se transformam em larvas filarióides infectantes (L3) - a larva filarióide L3 que penetra ativamente na pele ou na mucosa oral e esofágicas e caem na circulação venosa e linfática e através desses chegam até o coração e pulmão - nos capilares pulmonares se transformam em L4 e logo após chegam na faringe, onde podem ser expelidas pela expectoração ou deglutidas, atingindo o intestino delgado, onde se transformam em fêmeas partenogênicas - Auto infecção externa: larvas filarióides presentes na região perianal 2. Ciclo Indireto, Sexuado ou de Vida livre - as larvas rabditóides quando em contato com o solo sofrem transformações e formam as fêmeas e os machos de vida livre - os ovos originados do acasalamento das formas adultas eclodem liberando as larvas L1, L2 e L3 - as larvas L3 penetram ativamente na pele ou na mucosa oral, esofágica ou gástrica - Pode acontecer a forma disseminada que é mais comum nos imunosuprimidos e a hiperinfecção que é a presença de grande quantidade de larva nos pulmões e intestino. - Auto infecção interna: larvas rabditóides na luz do intestino que se transforma em larvas filarióides as quais penetram a mucosa intestinal • Patogenia - Alterações patológicas: ação mecânica, traumática, irritava, toxica e antigênica cauda pela fêmea patenogenética, larvas e ovos. �6 - Cutânea: no local da penetração reação ao redor das larvas mortas e reinfecção reação de hipersensibilidade (edema, urticáriaias..) - Pulmonar: Th2—> IgE desgranula os mastócitos e excesso de histamina. Sindrome de Loeffler - Intestinal: ocorre a perfuração do intestino ocasionando em ulceras intestinais, cólica, diarreia. - Disseminada: rins, fígado, vesícula biliar, coração, LCR, pâncreas, tireoide, adrenais, próstata e glândulas mamarias. - O quadro clinico pode ser agravado pelas infecções bacterianas secundarias, ou seja, as bactérias intestinais toma a corrente sangüínea ou a mucosa da ulcera. • Diagnóstico - Clínico: ausencia de sintomas e é muito semelhante aos outros helmintosses intestinais. - Laboratorial: pequeno numero de parasitas nas fezes, as larvas são pesquisadas pelo métodos de Baerman-Moraes e Rugai (identifica larvas rabditoides vivas em amostras de fezes frescas). Pesquisa de larvas em secreções e líquidos, endoscopia, digestiva, hemograma (ffase aguda e taxa de eosinófilos) e diagnostico por imagem. - Coprocultura - Imunológicos: reações cruzadas com outra parasitose e resposta humoral (detecção de IgG, IgM, IgA e IgE) • Tratamento - Tiabendazol - Ivermectina - Cambendazol - Allbendazol - Mebendazol (contra indicado as gestantes) • Profilaxia - Controle do parasita - Tratamento dos doentes - Saneamento básico - Melhora na higiene pessoal e dos alimentos - Uso de calçados Cestódeos • Aspectos Gerais - são endoparasitas - corpo segmentado - movem-se por ondulações musculares do corpo - não possuem aparelho digestório e ingerem apenas nutrientes (microtríquias) - o aparelho excretor é feito por células-flamas (selenócitos)—> eliminados na superfície corpórea, tubos e poros excretores - são hermafroditas - ovo—> larva—> adulto - Ovo: pequenos embriões enfermos com 3 pares de acúleos (embrioes hexacanto) - Larvas: • Cisticerco: único escólex em uma grande vesícula cheia de liquido • Cisticercoide: forma piriforme, escólex único e vescicola rudimentar • Cisto Hidático: vesícula mãe tendo no seu interior vesículas filhas cada uma contendo vários escólex - Verme adulto: corpo dividido em: escólex, colo e estróbilo (proglotes jovens, maduras e grávidas) Teníase e Cisticercose - Taenia spp • Morfologia - ovo—> cisticerco—> adulto - Ovo: sao esféricos, possuem uma casca protetora (embrióforo) e dentro da casca se encontra o embrião hexacanto (3 pares de acúleos) �7 - Cisticerco: constituido de uma vesícula translúcida com liquido claro e paramiosina antígeno (escape da resposta imune) - Adulto: a diferença da T.solium e T.saginata é feita pelo escólex *solium tem rostinho e é globosa; saginatasem rostinho e é quadrada* - a Taenia solium sai passivamente com as fezes e em grupos (atinge ate 3m e vive cerca de 25 anos) - a Taenia saginata sai ativamente no intervalo das defecações e uma a uma (atinge ate 8m e vive cerca de 30 anos) • Ciclo de vida - hospedeiro definitivo: homem - hospedeiro intermediário: porco (Taenia solium) e boi (Taenia saginata) - ciclo heteroxêno - O porco ou boi ingerem o ovo —> oncosfera—> passa pelo intestino—> vai para a corrente sangüínea—> musculatura—> formando o cisticerco OBS: O homem só desenvolve cisticercose caso ingira o ovo da Taenia solium - o homem ao ingerir carne crua com os cisticercos “larvas”—> vai desincistar—> liberando os escólex—> intestino delgado—> verme adulto OBS: homem irá desenvolver a teníase • Transmissão - Taenia saginata: ingestão de carne bovina crua ou mal passada infectada C. bovis - Taenia solium: ingestão de carne suina crua ou mal passada infeccatada C. cellulosae - Cisticercose humana: quando o homem acidentalmente ingere os ovos - A infecção de ovos pode ocorrer com maus hábitos de higiene, vômitos ou movimentos retroperistálticos e ingestão de alimentos contaminados • Epidemiologia - No Brasil não é bem conhecida a prevalência • Patogenia - fenômenos tóxicos alérgicos devido ao longo período de parasitismo - hemorragia: verme destrói a mucosa intestinal e produz infecção - o verme compete pelo nutriente junto com o hospedeiro • Sintomas - normalmente é assintomática - percepção da doença pelo encontro de proglotes nas fezes - dores abdominais - naúseas - perda de peso - aumento do apetite • Cisticercose humana - Locais de proliferação: neurocisticercose (cérebro e meninges), cisticercose ocular, cisticercose cutânea e cisticercose muscular • Patogenia da Neurocisticercose: - é a forma mais grave - pode atingir: meninges, cortex cerebral, ventricles e LCR - nos 0-6 meses após a infecção o cisticerco se desenvolve e forma vesículas até amadurecer - após os 20-30 meses da infecção o cisticerco morre e começa as alterações e sintomas - no LCR causa a hidrocefalia resultando em dores de cabeça, prostração e alucinações. - Sintomas: • crises convulsivas epilépticas (mais comum) • hipertensão craniana (dores de cabeça com vômitos em jato) • Patogenia da cisticercose ocular - o cisticerco atinge o globo ocular e se instala na retina �8 - o seu crescimento provoca deslocamento da retina ou perfuração da retina - reação inflamatoria exsudativa levando a opacificação do humor vítreo - Sintomas: • irites • uveítes • panaftalmias • turvarão da visão • perda parcial ou total da visão • desorganização intraocular e perda do olho • Cisticercose disseminada - Cardíaca: palpitaciones, dispnéia e ruidos anormais - Tecido subcutâneo e músculos: reações locais e calcificação, dores musculares • Diagnóstico - pesquisa de proglotes pelo próprio paciente - T. solium saem passivamente com as fezes e em grupos - T. saginata saem ativamente no intervalo das defecações e uma a uma; encontra-se na roupa de cama e íntima - Clínico: na neurocisticercose os ataques epilépticos sem históricos e na cisticercose ocular visualização de cisticercos quando não ha opacificação. - Laboratorial: • Tamisação: fezes são lavadas em agua corrente com uma peneira, busca de proglotes • Sedimentação espontânea: Pons e Janer, pesquisa de ovos, larvas e cistos • Flutuação espontânea: Willis • Fita adesiva • Colonoscopia • Na neurocisticercose é necessário raio-X, tomografia computadorizada, ressonância magnética para visualizar os cisticercose no cérebro • Imunológico: IgG no soro, LCR ou humor aquoso por imunofluorescência indireta e direta • Tratamento - Niclosamida - Praziquantel - Mebendazole - Popular: ingestão de semente de abóbora - Neurocisticercose: albendazol - Cisticercose ocular: cirurgia • Profilaxia - Orientar a população a não comer carne crua ou mal passada - Fiscalização nos matadouros - Criação adequada do animais - Proibir matadouros clandestinos - Melhora do saneamento básico - Hábitos de higiene �9 Trematódeos: • Aspectos gerais - Órgãos de fixação: ventosas oral e ventral - Simetria bilateral - Corpo recoberto por cutícula: espinhos, cerdas e escamas - Sistema digestivo: abertura bucal, faringe, esôfago e cego (não há ânus) - Sistema excretor: tubo excretor e poro excretor - Sistema reprodutor: • Macho: testículo, canal eferente e deferente, bolsa do cirro, cirros e glândulas anexas • Fêmea: ovário, oviduto, oótipo, glândulas vitelinas, útero e poro genital Esquistossomose: - Schistosoma Mansoni • Morfologia - Adulto—> ovo—> miracídio—> esporocisto—> cercária—> esquistossômulo—> adulto - Ovo: espinho lateral saliente e a superficie é coberta por microespinhos - Miracídio: possui cilios para movimentação ate encontrar o molusco - Esporocisto: forma germinativa, é a forma evolutiva no molusco - Cercária: capacidade natatória da cauda para encontrar o HD - Esquistossômulos: são as cercarias sem cauda - Verme adulto: a fêmea se encontra normalmente dentro do canal ginecólogo do macho. • Ciclo de Vida - HI: caramujo biomphalaria - HD: homem, roedores, primatas - Fezes na água contendo ovos com miracídio—> através dos cílios se movimentam na água ate encontrar o HI—> vão se desenvolver em esporocistos (células germinativas)—> formam as cercarias (forma infectante para o homem)—> penetra ativamente na pele do homem através das glândulas de penetração e da ação mecânica - No homem: A cercaria penetra ativamente na pelo/mucosa do homem—> atinge a circulação —-> ao perder a causa forma-se o esquistossômulo—> ele migra pela circulação e atingem o sistema porta hepático—> acontece então a cúpula entre os parasitas adultos—> a ovoposição ocorre na veia mesentérica—> após os ovos chegarem no intestino (cerca de 1 semana)—> eles eram liberados ao ambiente nas fezes e quando na água iram liberar os miracídios • Patogenia 1. Esquistossomose crônica: causada pelos ovos perdidos que formaram granuloma ao redor - Ocorre uma fibrose que interrompe os movimentos peristálticos - constipação - No fígado irá ocorrer uma reação granulomatosa, que resultara na formação de um granuloma (fibrose) - Gera ascite devido a fibrose no fígado 2. Esquistossomose aguda: - Dermatite de contato, dores abdominais e fezes mucosanguinolentas • FisiopatologIa da larva cercária - Em áreas endêmicas normalmente as pessoas ja possuem IgE, mastócitos e basófilos contra o parasita, tendo assim uma resposta imune mais eficiente - O controle da parasitemia acontece em indivíduos que ja possuem imunidade, que o liberação de histamina controle a penetração pelas cercarias - A dermatite cercariana só acontece em indivíduos que tiveram contato anterior com o parasita • Diagnóstico - Clínico: anamnese( pesquisa, banhos, esportes) - Laboratorial: pesquisa de ovos, larvas e cistos pelo método de sedimentação espontânea e pelo método de Kato-Katz (qualitativo e quantitativo) - Biópsia ou raspagem da mucosa retal (indicado quando o exame de fezes da negativo) - Imunológico: ELISA, reação intradérmica, imunofluorescência indireta �10 - Ultrassonografia (bom para indicar o grau de fibrose) Filarioses • Aspectos Gerais - Ordem Spirudida: vermes finos e delicados, possuem sistema linfático, circulatório, tecido subcutâneo, cavidade peritoneal ou mesentério - Família Onchocercidae: • Wuchereria bancrofti (bancroftose) • Brugia malaye • Brugia timori • Onchocerca volvulus • Mansonella ozzardi – autóctone no Brasil • Mansonella perstans • Dirofilaria immitis (cães) • Loa loa - Família Dracunculidae: Dracunlus medinensis Filariose Linfática - agente etiológico: Wuchereria bancrofti, Brugiamalaye e Brugia timori - vetor: Culex quinquefasciatus • Epidemiologia - locais de pobreza, clima tropical e subtropical (Ásia, África e Américas) - 120 milhões de pessoas parasitadas • Morfologia - Vermes Adultos: machos possuem extremidade anterior afilada e a posterior enrolada ventralmente. Fêmeas são maiores que os machos e possuem a vulva próxima da região anterior - Microfilárias e Larvas: possuem membrana externa delicada (bainha flexível) • Biologia - os vermes adultos estão presentes nos vasos e gânglios linfáticos da região pélvica, mamas e braços e possuem uma longevidade de 8 anos - as microfilárias estão presentes na circulação sanguínea no sangue periférico (no Brasil, as microfilárias estão presentes no sangue periférico no período da noite) e nos capilares profundos dos pulmões • Ciclo Biológico - heteroxênico - Hospedeiro intermediário: Culex quinquefasciatus - Hospedeiro definitivo: homem - o hospedeiro intermediário ingere as microfilárias (hematofagia). No estômago do HI, as microfilárias perdem a bainha e migram para o tórax. Nos músculos torácicos estão presentes as larvas L1 (salsichóide), após 6 dias da infecção surgem as lavras L2 e após 10 a 15 dias surgem as L3 as quais migram para o probóscide (lábio) e são responsáveis pelo repasto sanguíneo em humanos (penetra pela pele) - no hospedeiro definitivo, as larvas L3 penetram pela pele e migram para os vasos linfáticos onde se tornam adultos, copulam e formam-se as microfilárias - período pré-patente (período que decorre entre a penetração do agente etiológico e o aparecimento das primeiras formas detectáveis do agente etiológico) • Transmissão - deposição das larvas L3 na lesão após a picada do Culex quinquefasciatus • Manifestações Clínicas - Assintomática ou doença Subclínica: não há sintomatologia aparente, mas há a presença dos vermes adultos no sistema linfático que podem causar danos nesse como dilatação e proliferação do endotélio ou danos no sistema renal (hematúria) �11 - Fase Aguda: linfangite retrógrada (curta duração, evolução da raíz para a extremidade do membro); adenite inguinal (inflamação dos gânglios linfáticos da virilha), axilar e epitrocleana; mal estar e febre - Fase Crônica: linfedema, hidrocele, quilúria (ruptura ou fistulização de vasos linfáticos para o interior do sistema excretor urinário), elefantíase nos membros inferiores e na região escrotal - Elenfantíase: síndrome desencadeada após cerca de 10 anos de infecção. É um processo de inflamação e fibrose crônica, no qual ocorre hipertrofia da derme e do tecido conjuntivo (queratinização e rugosidade da pele), dilatação dos vasos linfáticos, edema linfático e infecções secundárias - Eosinofilia Pulmonar Tropical (EPT): hiper resposta imunológica à antígenos filariais com aumento de IgE e hipereosinofilia, provocando abscessos eosinofílicos com microfilárias e posterior fibrose intersticial crônica nos pulmões - rara e apresenta sintomas de asma brônquios • Patogenia: - pacientes assintomáticos ou oligossintomáticos: alta microfilaremia - pacientes com manifestações crônicas ou elefantíase: microfilaremia baixa ou ausente - os vermes adultos causam: • estase linfática com dilatação dos vasos linfáticos (linfangiectasia) • derramamento linfático (linforragia) • edema linfático • ascite • linfocele na túnica escrotal • linfúria e quilúria - vermes adultos (vivos ou mortos) causam fenômenos inflamatórios e fenômenos imunológicos (EPT) • Diagnóstico - Clínico (Área Endêmica): histórica clínica, febre recorrente associada à adenolingangite, alteração pulmonar, eosinofilia e aumento de IgE - Laboratorial: pesquisa de microfilárias, pesquisa de anticorpos e antígenos, pesquisa de DNA, pesquisa de vermes adultos, diagnóstico da infecção do vetor - Pesquisa de microfilárias: • gota espessa • Knott • amostras de urina e no líquido da hidrocele - Imunológico: pesquisa de anticorpos (não é indicado), pesquisa de antígenos (ELISA ou imunocromatografia rápida) - pesquisa de DNA de Wuchereria bancrofti (reação em cadeia da polimerase PCR) - pesquisa de vermes adultos: ultrassonografia, biópsia e linfocitigrafia • Profilaxia - tratamento dos doentes - combate ao vetor • proteção individual • repelente, telas e mosquiteiros • eliminar criadouros (águas poluídas peridomiciliares) - larvas são sensíveis ao organofosforados, carbamatos e piretróides - melhoria sanitária • Tratamento - objetivos: reduzir ou previnir a morbidade em indivíduo infectado, correção de alterações provenientes do parasitismo (edema e hidrocele), impedir a transmissão a novos hospedeiros - Citrato de Dietilcarbamazina (DEC): atua nas microfilárias e nos vermes adultos - Ivermectina ou Albendazol - tratamento do Linfedema: higiene local, antibióticos, fisioterapia, drenagem, compressas e meias elásticas