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Aula 6   Misturas asfálticas

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Pavimentação
AULA 6 – MISTURAS ASFÁLTICAS
PROF. ALAN REIS
M O NT E C A RM ELO, M A RÇ O D E 2 0 1 8
P A V I M E N T A Ç Ã O
P R O F . A L A N R E I S
Introdução
 Os pavimentos são estruturas de múltiplas camadas, sendo o revestimento a camada que se destina
a receber a carga dos veículos e mais diretamente a ação climática. Portanto, essa camada deve ser
tanto quanto possível impermeável e resistente aos esforços de contato pneu-pavimento em
movimento, que são variados conforme a carga e a velocidade dos veículos.
 Na maioria dos pavimentos brasileiros usa-se como revestimento uma mistura de agregados
minerais, de vários tamanhos, podendo também variar quanto à fonte, com ligantes asfálticos que, de
forma adequadamente proporcionada e processada, garanta ao serviço executado os requisitos de
impermeabilidade, flexibilidade, estabilidade, durabilidade, resistência à derrapagem, resistência à
fadiga e ao trincamento térmico, de acordo com o clima e o tráfego previstos para o local.
 Os requisitos técnicos e de qualidade de um pavimento asfáltico serão atendidos com um projeto
adequado da estrutura do pavimento e com o projeto de dosagem da mistura asfáltica compatível
com as outras camadas escolhidas. Tal dosagem passa pela escolha adequada de agregados e ligantes
proporcionados de forma a resistirem às solicitações previstas do tráfego e do clima.
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Classificação das misturas asfálticas
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Em função da 
forma de 
fabricação
Misturas usinadas
Misturas a quente (uso do CAP)
Misturas a frio (uso de EAP)
Misturas preparadas in situ
(na própria pista)
Lama asfáltica
Microrevestimento
Misturas recicladas
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Misturas usinadas a quente
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Misturas a quente 
(uso do CAP)
Distinguem-se em vários tipos de acordo com
o padrão granulométrico empregado e as
exigências de características mecânicas, em
função da aplicação a que se destina
CBUQ – Concreto Betuminoso Usinado à 
Quente 
(também pode ser indicado por CA –
concreto asfáltico)
Misturas usinadas
Tipo mais 
empregado 
no Brasil:
Trata-se do produto da mistura 
convenientemente proporcionada de 
agregados de vários tamanhos e 
cimento asfáltico, ambos aquecidos 
em temperaturas previamente 
escolhidas, em função da 
característica viscosidade-temperatura 
do ligante
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Misturas usinadas a quente
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Misturas a quente 
(uso do CAP)Misturas usinadas
Classificação baseada na graduação dos
agregados:
Graduação densa: curva granulométrica contínua e
bem-graduada de forma a proporcionar um esqueleto
mineral com poucos vazios visto que os agregados de
dimensões menores preenchem os vazios dos maiores.
Exemplo de mistura desse tipo: CBUQ (ou CA)
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Misturas usinadas a quente
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Corpo de prova de CBUQ com agregados na faixa B (conforme especificação do DNIT)
Fonte: Bernucci et al. (2006)
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Misturas usinadas a quente
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Misturas a quente 
(uso do CAP)Misturas usinadas
Classificação baseada na graduação dos
agregados:
Graduação aberta: curva granulométrica uniforme com
agregados quase exclusivamente de um mesmo
tamanho, de forma a proporcionar um esqueleto mineral
com muitos vazios interconectados, com insuficiência de
material fino (menor que 0,075mm) para preencher os
vazios entre as partículas maiores
Tem-se o objetivo de tornar a mistura com elevado
volume de vazios com ar e, portanto, drenante,
possibilitando a percolação de água no interior da
mistura asfáltica.
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Misturas usinadas a quente
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Corpo de prova de CPA (graduação aberta) 
Fonte: Bernucci et al. (2006)
Exemplo de mistura desse tipo: Mistura asfáltica drenante (ou CPA – Camada porosa de atrito)
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Misturas usinadas a quente
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Misturas a quente 
(uso do CAP)Misturas usinadas
Classificação baseada na graduação dos
agregados:
Graduação descontínua: curva granulométrica com
proporcionamento dos grãos de maiores dimensões em
quantidade dominante em relação aos grãos de
dimensões intermediárias, completados por certa
quantidade de finos, de forma a ter uma curva
descontínua em certas peneiras, com o objetivo de
tornar o esqueleto mineral mais resistente à
deformação permanente com o maior número de
contatos entre os agregados graúdos.
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Misturas usinadas a quente
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Corpo de prova de SMA 
(graduação descontínua)
Fonte: Bernucci et al. (2006)
 Matriz pétrea asfáltica (Stone 
Matrix Asphalt – SMA)
 Mistura sem agregados de 
certa graduação (Gap-graded)
Exemplos de misturas desse tipo: 
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Misturas usinadas a quente
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Misturas a quente 
(uso do CAP)Misturas usinadas
Graduação densa → CBUQ / CA
Graduação aberta → CPA
Graduação desconơnua → SMA / Gap-graded
 Todos esses tipos de misturas asfálticas a quente são utilizados como revestimento de pavimentos de
qualquer volume de tráfego, desde o muito baixo até o muito elevado.
 Os tipos especiais, SMA e CPA, sempre são colocados sobre outra camada preexistente de concreto asfáltico
ou de outro material, até de concreto de cimento Portland.
Em resumo:
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Corpo-de-prova 
extraído de pista 
mostrando a 
composição
do revestimento 
asfáltico
Fonte: Bernucci et 
al. (2006)
O índice de vazios nessa camada é
ligeiramente maior, com a finalidade de
diminuir o teor de ligante e baratear a
massa asfáltica.
Esta camada também é conhecida por camada
de rolamento ou “capa”, por estar em contato
direto com os pneus
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P R O F . A L A N R E I S
Misturas usinadas a quente
Concreto asfáltico (CA) ou Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ):
 Concretos asfálticos densos são as misturas asfálticas usinadas a quente mais utilizadas como
revestimentos asfálticos de pavimentos no Brasil. É uma mistura asfáltica muito resistente em
todos os aspectos, desde que adequadamente selecionados os materiais e dosados
convenientemente.
Pode ser subclassificada em:
 CA convencional: CAP e agregados aquecidos, segundo a especificação DNIT-ES 031/2006;
 CA especial quanto ao ligante asfáltico:
 com asfalto modificado por polímero ou com asfalto-borracha;
 com asfalto duro, misturas de módulo elevado (enrobé à module élevé – EME).
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Misturas usinadas a quente
Concreto asfáltico (CA) ou Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ):
 Graças ao arranjo de partículas com graduação bem-graduada, a quantidade de ligante asfáltico
requerida para cobrir as partículas e ajudar a preencher os vazios não pode ser muito elevada,
pois a mistura necessita contar ainda com vazios com ar após a compactação em torno de:
 3 a 5%, no caso de camada de rolamento (camada em contato direto com os pneus dos
veículos);
 4 a 6% para camadas intermediárias ou de ligação (camada subjacente à de rolamento).
 Caso não seja deixado certo volume