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RESUMÃO DA APROVAÇÃO - ATENÇÃO À SAÚDE II

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que afetam a saúde e o adoecimento. 
 
PARADIGMA CARTESIANO (ANÁTOMO-CLÍNICO) – concepção mecanicista e 
reducionista do mundo, correlaciona o quadro clínico com achados 
anatomopatológicos 
 
- Modelo ineficiente pois possibilita iatrogenicidades, dificuldades na efetividade 
e eficiência. Caro. 
- Baseia-se no exame clínico: anamnese, exame físico, hipótese diagnóstica, 
exames complementares e terapia para restituir a normalidade orgânica. 
- Tem efetividade quando necessário agir focal e intensamente, como nos casos 
de eventos agudos ou na agudização de patologias crônicas 
 
PARADIGMA DE INTEGRALIDADE BIOPSICOSSOCIAL - considera que inúmeros 
fatores multidimensionais afetam o processo saúde-adoecimento se 
interelacionando e interpenetrando. 
 
- Combinação entre: situação apresentada / o contexto sociocultural / estrutura 
psicológica / dinâmica biológica do indivíduo / suas emoções e suas conotações 
simbólicas e cognitivas. 
 
 
 O modelo biomédico não é suficiente para entender e resolver o adoecimento, 
pois separa o ser humano em partes, não percebendo que a soma das partes não 
é a totalidade do indivíduo. 
 
 O modelo cióptico social resgata a integralidade do indivíduo e suas relações 
consigo mesmo, com o outro, com os outros seres vivos, com o ambiente e com o 
meio sócio cultural no qual está inserido. 
 
 
ABORDAGEM COMUNITÁRIA – GRUPOS 
AO FORMAR UM GRUPO, DEVEMOS: 
 Planejar e ter objetivos; 
 Ter conhecimento técnico; 
 Avaliar o tempo disponível e as características dos membros do grupo. 
 Ser coerentes; 
 Manter a identidade pessoal e de coordenação; 
 Ser firme e ser rígido, flexível sem ser frouxo; 
 Ser bom sem ser condescendente, ter paciência sem ser passivo. 
 Ter capacidade de sintetizar os denominados comuns em cada encontro. 
Podem ser usadas práticas como ioga, exercícios respiratórios, relaxamento, reeducação 
sexual, técnicas audiovisuais ou escritas, além de infinitas outras. 
Toda abordagem deve ser centrada na pessoa! 
PORQUE FAZER UM GRUPO? 
 Por representar melhor uma réplica da realidade social do dia a dia; 
 Oferece melhores oportunidades de aprendizagem e transmissão de normas 
sociais; 
 Compartilhamento de experiências em um ambiente de reflexão compreensiva. 
 Abre-se o caminho para a conversa e para a consequente mudança em conjunto. 
TIPOS DE GRUPOS 
QUANTO À CONSTITUIÇÃO: 
 Abertos ou Fechados – permite ou não o ingresso de novos membros após seu 
início. 
 Grupos homogêneos – faixa etária, sexo, situação de risco, vulnerabilidades 
específicas. 
 Grupos heterogêneos - São aqueles onde temos diferenças quanto a tipos de 
doenças ou outros dados, mas mantém outras homogeneidades, como faixa 
etária por exemplo. 
EXEMPLOS: 
o Grupos com crianças – principal canal de comunicação será a linguagem 
motora e lúdica. 
o Grupos com pré-adolescentes – difícil de ser mantido pela alta 
rotatividade, deve ter imensa atividade motora. 
o Grupos de pessoas com somatização – pessoas com sintomas físicos que 
a medicina não consegue explicar a origem. (emocional) 
o Grupos de pessoas com nível psicótico - deve ter homogeneidade no 
nível diagnóstico e nas capacidades cognitivas dos integrantes. 
o Grupos de pessoas com depressão – o facilitador servirá de modelo. 
 
QUANTO À FINALIDADE, OS GRUPOS PODEM SER: 
 Grupos de ajuda mútua – área médica em geral, área psiquiátrica. 
 Grupos operativos – ensino-aprendizagem, institucionais, comunitários. 
 
EXEMPLOS: 
o Grupos psicoeducativos 
o Laboratórios de relações interpessoais 
 
CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS DE ALGUNS GRUPOS 
GRUPOS DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE: 
 Usar metodologias mais variadas possíveis; 
 Deve compartilhar o saber de todos 
 Utilizar técnicas de diálogo e problematização, não respondendo perguntas de 
forma objetiva. 
TERAPIA COMUNITÁRIA: 
 Forma de intervenção em redes, consistindo em compartilhar essas narrativas 
de vida, temores, aflições, conflitos ou padecimentos 
GRUPOS DE PROFISSIONAIS: 
 Deve-se trabalhar de forma coerente e lógica, trazendo novamente o prazer do 
trabalho e do convívio com os colegas. 
 Deve-se refletir sobre o processo e a participação de cada um nele (não 
excluíndo a própria), e dar-se o tempo para agir.