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Introdução à Microscopia - Microscopia de Luz - Técnicas de visualização digital - Interpretação dos cortes histológicos - Lâmina, tecido, corante e lamínula (película de proteção) - Preparação do Material Fixação Fixação é o tratamento do tecido com agentes químicos que não somente retardam as alterações do tecido subsequentes à morte (ou após sua remoção do corpo), mas também mantêm sua arquitetura normal. Os agentes fixadores mais comuns usados em microscopia óptica são o formol e o líquido de Bouin. Ambos estabelecem ligações transversais entre as proteínas, mantendo, desse modo, uma imagem do tecido semelhante à in vivo. Desidratação e Diafanização Como uma grande fração dos tecidos é composta por água, é usada uma série de banhos de álcool em concentrações crescentes, começando com álcool 50% e subindo gradualmente até chegar a 100%, a fim de remover a água (desidratação). Os tecidos são, então, tratados com xilol, um produto químico miscível com parafina fundida. Este processo é denominado diafanização, pois os tecidos tornam-se transparentes no xilol. Inclusão A fim de distinguir as células de um tecido da matriz extracelular, o histologista precisa incluir os tecidos em um meio apropriado e cortá-los em cortes finos. Para a microscopia óptica, o meio de inclusão usual é a parafina. O tecido é colocado em um recipiente adequado contendo parafina fundida até tornar-se totalmente infiltrado. Uma vez impregnado com parafina, ele é colocado em um pequeno recipiente, coberto com parafina fundida e deixado até endurecer, formando um bloco de parafina contendo o tecido. Microtomia Depois de os blocos de tecido terem sido aparados de modo a remover o excesso em material de inclusão, eles são montados para a microtomia. Esta tarefa é efetuada usando um micrótomo, uma máquina equipada com uma lâmina e um braço que avança o bloco de tecido em incrementos específicos. Montagem e coloração Os vários tipos de corantes desenvolvidos para a visualização dos muitos componentes das células e dos tecidos podem ser agrupados em três classes: • Corantes que diferenciam os componentes ácidos e básicos da célula • Corantes especializados que diferenciam os componentes fibrosos da matriz extracelular • Sais metálicos que precipitam nos tecidos formando depósitos de metal - Os corantes mais usados em histologia são a hematoxilina e eosina (HE). A hematoxilina é uma base que cora preferencialmente os componentes ácidos da célula com uma tonalidade azulada. Como os ácidos desoxirribonucléico (DNA) e ribonucléico (RNA), o núcleo e as regiões do citoplasma ricas em ribossomos coram-se em azul-escuro; estes componentes são ditos basófilos. A eosina é um ácido que cora os componentes básicos da célula com uma cor rósea. Como muitos componentes citoplasmáticos têm pH básico, várias regiões do citoplasma se coram em rosa; estes elementos são ditos acidófilos. Muitos outros corantes também são usados na preparação de espécimes para estudo histológico. HEMATOXILINA EOSINA Interagem com ácido Interagem com base Corante basófilo (base) Corante acidófilo (ácido)