Prévia do material em texto
Hidráulica Geral - Prof. Celso Bandeira de Melo Ribeiro 24/05/2017 ESA-024A - Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental - UFJF 1 Faculdade de Engenharia Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental Hidráulica Geral (ESA024A) Parte 5.3 – Velocidade no Regime Crítico Prof. Celso Bandeira de Melo Ribeiro Velocidade no Regime Crítico Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF Faculdade de Engenharia Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental – ESA Prof. Celso Bandeira de Melo Ribeiro Considere a equação que define a energia específica: 2 2 2gy qyE 3 2 . 1 yg q dy dE Derivando em relação à y Como “C” é ó ponto de mínimo Sua derivada primeira será nula 0 . 1 3 2 cyg q Logo, pode-se concluir que: 32 . cygq Mas: como já foi visto yvq . Então: 222 . cc yvq Assim: 322 .. ccc ygyv cc ygv . 2 Então: ygvc . Esta expressão representa a velocidade do fluxo da água no regime crítico. Velocidade no Regime Crítico e Velocidade de Onda ou Celeridade Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF Faculdade de Engenharia Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental – ESA Prof. Celso Bandeira de Melo Ribeiro A velocidade de propagação de ondas oscilatórias (que se formam no mar a uma certa distância da costa), de comprimento L e profundidade y é dada por: L ygLC 2tan. 2 2 Considerando L grande se comparado com y e fazendo os ajustes ygC . Verifica-se que no regime crítico, a corrente líquida move-se com mesma velocidade de propagação da onda. Hidráulica Geral - Prof. Celso Bandeira de Melo Ribeiro 24/05/2017 ESA-024A - Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental - UFJF 2 Velocidade no Regime Crítico e Velocidade de Onda ou Celeridade (Continuação 1) Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF Faculdade de Engenharia Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental – ESA Prof. Celso Bandeira de Melo Ribeiro Suponha uma onda formada por uma perturbação em corrente líquida. Velocidade no Regime Crítico e Velocidade de Onda ou Celeridade (Continuação 2) Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF Faculdade de Engenharia Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental – ESA Prof. Celso Bandeira de Melo Ribeiro Análise da Perturbação provocada no fluxo: 1) Em (a), regime crítico, a parte da onda que se desloca para montante pareceria estacionária aos olhos de um observador na margem, uma vez que, a corrente se move com mesma velocidade de propagação de onda ou celeridade. Em compensação, a parte da onda que se propaga para jusante pareceria mover-se rapidamente, com o dobro da velocidade real. 2) Em (b), como a velocidade da corrente é menor que a da onda, esta parece subir o rio aos olhos do observador parado à sua margem. 3) Em (c), como a velocidade da corrente é maior que a da onda, esta é levada, integralmente, para jusante e nenhuma perturbação se propagará no sentido de montante. Velocidade no Regime Crítico e Velocidade de Onda ou Celeridade (Continuação 3) Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF Faculdade de Engenharia Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental – ESA Prof. Celso Bandeira de Melo Ribeiro Então: V = C = Regime Críticoyg. V < C = Regime Subcríticoyg. V > C = Regime Supercríticoyg. Hidráulica Geral - Prof. Celso Bandeira de Melo Ribeiro 24/05/2017 ESA-024A - Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental - UFJF 3 Velocidade no Regime Crítico e Velocidade de Onda ou Celeridade Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF Faculdade de Engenharia Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental – ESA Prof. Celso Bandeira de Melo Ribeiro Suponha uma onda formada por uma perturbação em corrente líquida. Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF Faculdade de Engenharia Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental – ESA Prof. Celso Bandeira de Melo Ribeiro Problema V.5 Em um rio com profundidade média de 1,50 m e velocidade média de escoamento de 0,80 m/s, ocorre uma perturbação superficial. Qual a velocidade de propagação da onda formada, em direção montante e jusante? Problema V.6 Em um canal retangular com 1,80 m de largura ocorre o escoamento com profundidade de 0,80 m e velocidade de 1,0 m/s. Determinar qual a profundidade de escoamento em uma seção do canal onde se observa um estreitamento gradual para 1,50 m de largura supondo ausência de perda de carga. Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF Faculdade de Engenharia Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental – ESA Prof. Celso Bandeira de Melo Ribeiro Problema Proposto 9 Um canal retangular com 8 m de largura transporta uma vazão de 96 m3/s com profundidade de 4 m. Por razões estruturais este canal sofre uma redução de largura para 6 m em uma extensão de 5 m. Considerando uma transição sem perda de carga, esboçar o perfil da linha d’água, a montante, a jusante. Hidráulica Geral - Prof. Celso Bandeira de Melo Ribeiro 24/05/2017 ESA-024A - Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental - UFJF 4 Problema V.7 Um canal retangular com 50 m de largura transporta uma vazão de 250 m3/s com profundidade de 5 m. Com vistas a forçar a ocorrência do regime crítico no canal através da implantação de uma singularidade, determinar: a) A altura de uma soleira implantada no fundo do canal, sendo que a largura deve permanecer constante; b) Um estreitamento de seção do canal, sendo que o nível do fundo deve permanecer inalterado. Considerar que não há perda de carga. Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF Faculdade de Engenharia Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental – ESA Prof. Celso Bandeira de Melo Ribeiro