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IF 228 – Dendrometria – Prof. Emanuel Araújo _____________________________________________________________________________________ FONTE: SCOLFORO, J.R.S.; THIERSCH, C.R. Biometria Florestal: Medição, Volumetria e Gravimetria. Lavras: UFLA/FAEPE. 2004. 285 p. 10 MODELOS VOLUMÉTRICOS A estimativa do volume da árvore é de uso corrente em biometria, inventário, manejo economia e planejamento florestal. Após quantificada, esta informação permite compor o volume das parcelas base para os estudos de crescimento e produção e para estruturação de planos de suprimento na floresta plantada e de planos de manejo na floresta nativa. Existem diferentes alternativas para viabilizá-la. Dentre as várias modalidades, pode-se citar o modelo de simples entrada, o modelo de dupla entrada, o modelo de dupla entrada associado a modelo hipsométrico, o modelo para o povoamento, o fator de forma, o método dos dois diâmetros, o método geométrico, funções splines e as funções de afilamento. Nesta seção será realizada uma abordagem deste métodos a exceção dos dois últimos. 10.1 EQUAÇÕES DE VOLUME a) Modelos de simples entrada São modelos que explicam o volume através de uma única variável, no caso o diâmetro tomado na árvore a 1,30 metros de altura do solo. Este procedimento pode ser adotado quando existe uma forte relação hipsométrica de modo que a altura seja explicada pelo diâmetro. Assim pode-se utilizar somente o diâmetro para explicar o volume. É possível ocorrer tal comportamento normalmente em áreas menores. Por isso este procedimento também é conhecido como modelo local. Na Tabela 10.1 são apresentados os modelos de simples entrada clássicos na área florestal. Nestes, as variáveis independentes foram sempre os diâmetros mensurados a 1,30 m de altura na árvore, porém sujeitos a diferentes formas de apresentação. IF 228 – Dendrometria – Prof. Emanuel Araújo _____________________________________________________________________________________ FONTE: SCOLFORO, J.R.S.; THIERSCH, C.R. Biometria Florestal: Medição, Volumetria e Gravimetria. Lavras: UFLA/FAEPE. 2004. 285 p. TABELA 10.1 Modelos volumétricos de simples entrada para árvores individuais: V= f (Dap) AUTOR MODELOS Kopezky – Gehrhardt 2 0 1 iV=β +βDap +ε Dissescu – Meyer 2 1 2 iV=βDap+β Dap +ε Hohenadl – Krenm 2 0 1 2 iV=β +βDap+β Dap +ε Berkhout 1β 0 iV=β Dap +ε Husch 0 1 iLn(V)=β +β Ln(Dap)+Ln(ε ) Brenac 0 1 2 iLn(V)=β +β Ln(Dap)+β (1/Dap)+Ln(ε ) V - Volume; Dap - Diâmetro a 1,3 m do solo; i - Parâmetros da equação; Ln -Logaritmo neperiano e i - Erro de estimativa. b) Modelos de dupla entrada São modelos que explicam o volume através de duas variáveis, no caso o diâmetro tomado na árvore a 1,30 metros de altura do solo e a altura. Este procedimento é adotado na maioria das situações já que normalmente não existe uma forte relação hipsométrica. Assim, deve-se utilizar o diâmetro e a altura para explicar o volume. Este comportamento normalmente ocorre em escala regional. Por isso também é conhecido como modelo regional. Para estes modelos, as variáveis independentes variaram, de modelo para modelo, em função do diâmetro a 1,3 m do solo, da altura total e de seus produtos. Os modelos utilizados podem ser vistos na Tabela 10.2. TABELA 10.2 Modelos volumétricos de dupla entrada para árvores individuais: V= f (Dap, H) AUTOR MODELOS Spurr 2 0 1 iV=β +βDap H+ε Schumacher – Hall 1 2β β 0 iV=β Dap H +ε Honner 2 0 1 iV=Dap /(β +β (1/H))+ε Ogaya 2 0 1 iV=Dap (β +βH)+ε Stoate (australiana) 2 2 0 1 2 3 iV=β +βDap +β Dap H+β H+ε Naslund 2 2 2 2 1 2 3 4 iV=βDap +β Dap H+β DapH +β H +ε Takata 2 0 1 iV=(Dap H)/(β +βDap)+ε Spurr (logarítmica) 2 0 1 iLn(V)=β +β Ln(Dap H)+Ln(ε ) Meyer 2 2 0 1 2 3 4 5 iV=β +βDap+β Dap +β DapH+β Dap H+β H+ε V, Dap, i, Ln e i - definidos anteriormente; H - Altura total da árvore.