Princípio do duplo grau de jurisdição - Resumo
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Princípio do duplo grau de jurisdição - Resumo

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Processo Civil - Resumo
PRINCÍPIO DO DUPLO GRAU DE
JURISDIÇÃO
Está previst o de forma i mplícita na CF, como um resultado d o devido p rocesso
legal, pelo e xercício do contraditóri o em face da decisão recorrid a, ou em decorrência
da previsão de tribunais de superpo sição, os qu ais possue m competê ncia recursa l.
Esse princí pio possibil ita às partes a submissão de m atéria já ap reciada e
decidida pe lo juízo de origem a um nov o julgamento p or órgão hi erarquicam ente
superior.
Há várias r azões que fundamenta m a necess idade de ga rantia dess e princípio ,
quais sejam : evitar decisõe s diferente s sobre a mesm a matéria atra vés da
uniformizaç ão da jurisp rudência na cional; asse gurar ao pe rdedor mai s uma chance
de tentar obter êxit o na dem anda; a neces sidade d e controle dos juíze s inferiores e
suas ativida des, legitim ando a atua ção do PJ.
O acesso aos órg ão recursais , via de regra, se dá pela par te vencida na ação ,
mediante i nterposição de recur so adequad o para a deci são (princípio da
singularidade).
Como exemp lo de exce ção, há o r eexame nece ssário ou remessa nec essária,
no qual a juri sdição superio r atua sem a inici ativa da pa rte (art. 496, CP C). Tal insti tuto
não se confu nde com recurso, mas é um req uisito de efic ácia da decisão p roferida
contra a União, os Estados , o Distrit o Federal ou os Municípios e suas respe ctivas
autarquias e fundações de direito púb lico; bem como é um requisito d a decisão que
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julga proce dente, total ou parcial, os embargos opos tos contra a Faz enda Pública na
execução fiscal.
Salienta-se q ue a CF prevê dem andas que s ão de compe tência origi nária do
STF, às quais não cabem recurso para um tribunal superior, visto que o mesmo
encontra-se no topo da p irâmide jud iciária.
Ainda, há cas os previstos na legislaç ão infracons titucional que restring em o
cabimento de re cursos como, p or exemplo, no caso da decisão qu e releva a pena de
deserção se comprovado o justo impe dimento pelo r ecorrente ( art. 1.007, § 6º, CPC) .