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3 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
 
 
O desenho técnico representa um meio de ligação indispensável entre vários ramos de um empreendimento industrial. 
 
É o idioma internacional que difere de qualquer outro pela clareza e precisão, não se prestando a duvidas ou 
diferenças de interpretação. 
 
É necessário portanto uma técnica de representação, daí surgirem das necessidades e experiências as regras, que são 
as “NORMAS TÉCNICAS”. 
 
Normalização 
É o processo de formalização e aplicação de regras para um tratamento ordenado de uma atividade especifica. 
 
É baseada nos resultados já consolidadas da ciência, da técnica e da experiência. 
 
Norma 
É um documento contendo o resultado de um determinado esforço de normalização, aprovado por autoridade 
reconhecida. 
 
 
 
Nível de Normalização : 
 
 Internacional : ISO - “International System Organization” 
 
 Nacional : ABNT - “Associação Brasileira de Normas Técnicas” 
 
 Nacional : ASA - “American Standard Association” 
 
 Setorial : SAE - “Society American Engeneering” 
 
 Setorial : AISI - “American Institute of Steel and Iron” 
 
 Setorial : ASTM - American Society of Testing Materials” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 1 INTRODUÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONCEITOS DE REPRESENTAÇÕES DO DESENHO TÉCNICO 
 
 
 
 
 
Quanto ao aspecto geométrico: 
 
Desenho Projetivo 
Desenho resultante de projeções do objeto sobre um ou mais planos que fazem coincidir com o próprio desenho. 
 
 
Compreendendo: 
 
Vistas Ortogonais 
Figuras resultantes da projeção do objeto, sobre planos convenientemente escolhidos, de modo a representar, com 
exatidão, a forma do mesmo com seus detalhes. 
 
Perspectivas 
Figuras resultantes de projeção, sobre um único plano, com finalidade de permitir uma percepção mais fácil da forma 
do objeto. 
 
 
Quanto a sua elaboração: 
 
Desenho de Componentes 
Desenho de um ou vários componentes representados separadamente. 
 
Desenho de Conjunto 
Desenho de conjunto mostrando reunidas, componentes, que se associam para formar um todo. 
 
Detalhe 
Vista geralmente ampliada do componente ou parte de um todo complexo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 2 CONCEITOS DE REPRESENTAÇÕES DO DESENHO TÉCNICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
 
 
 
 
PERSPECTIVA ISOMÉTRICA 
 
Conceito 
Perspectiva é maneira de representar objetos de acordo com sua posição, forma e tamanho. 
 
 
 
 
 
 
 
Existem vários tipos de perspectiva. Nesta seção estudaremos apenas a perspectiva isométrica. 
 
 
A perspectiva isométrica mantém as mesmas medidas de comprimento, largura do objetivo. 
 
 
Para estudar a perspectiva isométrica é necessário conhecer ângulo e a maneira como ele é representando. 
 
Ângulo 
É a figura geométrica formada por duas semi-retas com a mesma origem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 3 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
 
 
Grau 
Unidade de medida de ângulo, equivalente a um ângulo central cujo arco é 1/360 de circunferência. 
 
 
 
 
A medida em graus é indicada por um numeral seguido do símbolo de grau. Veja alguns exemplos. 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 3 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
 
Nos desenhos em perspectiva isométrica, os três eixos isométricos (c, a; l) forma entre si ângulos de 120º. Os eixos 
oblíquos formam com a horizontal ângulos de 30º. 
 
 
 
 
Qualquer linha paralela a um eixo isométrico é chamada linha isométrica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 3 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
 
 
Traçados da Perspectiva Isométrica do Prisma 
 
O prisma é usado como base para o traçado da perspectiva isométrica de qualquer modelo. 
 
No início, até você adquirir firmeza, o traçado deve ser feito sobre o reticulado. Veja abaixo uma amostra de 
reticulado. 
 
 
 
O traçado da perspectiva isométrica é feita da seguinte maneira: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em primeiro lugar são traçados 
os eixos isométricos 
 
Em seguida, são marcadas nesses eixos 
as medidas de comprimento, 
largura e altura do prisma. 
Após isso, é traçada a fase de frente dos 
prisma, tomando-se como referências as 
medidas do comprimento e da altura, 
marcadas nos eixos isométricos. 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 3 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
 
 
 
 
 
 
 
Traçado de Perspectiva Isométrica com Detalhes Paralelos 
 
 
 
 
Depois traçamos a face de cima do prisma 
tomado como referência as medidas do 
comprimento e largura, marcadas nos eixos 
isométricos. 
Em seguida traçamos a face do lado do prisma 
tomando como referência as medidas da 
largura e da altura marcadas nos eixos 
isométricos. 
E, por último, para finalizar o traçado da 
perspectiva isométrica, são apagadas as 
linhas de construção e reforçado o contorno 
do modelo.. 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 3 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
 
 
Traçado da Perspectiva Isométrica com Detalhes Oblíquos 
 
 
 
 
As linhas que não são paralelas aos eixos isométricos são chamadas linhas não-isométricas . 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 3 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
 
Traçado da Perspectiva Isométrica com Elementos Arredondados 
 
 
 
 
 
 
 
Traçado da Perspectiva Isométrica do Círculo 
 
círculo em perspectiva isométrica tem sempre a forma de elipse. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 3 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
 
 
 
Traçado da Perspectiva Isométrica Isolada ou Associada 
 
O componente de um determinado dispositivo, poderá estar representado em perspectiva isométrica, isoladamente ou 
vários componentes associados formando um conjunto conforme os exemplos: 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 3 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
 
 
PROJEÇÃO ORTOGRÁFICA 
 
 
Definição 
Todo o objeto, desde a peça mais simples à estrutura mais complicada, tem três dimensões. O problema do desenho 
técnico consiste em reproduzir a forma exata de um corpo, com suas três dimensões, sobre uma folha de papel que só 
possui duas. O método usado, das projeções observador. A sua interpretação se faz pela combinação de duas ou três 
projeções. 
 
O método consiste em representar a forma exata do objeto por meio de duas ou mais projeções sobreplanos que 
geralmente se encontram segundo ângulos retos, baixando-se perpendiculares de objeto aos planos. 
 
Considerando-se os planos de projeção horizontal e vertical prolongados além de sua interseção, quatro ângulos 
diedros serão formados, os quais se denominam, pela ordem, 1º, 2º, 3º e 4º diedros conforme a figura abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 4 PROJEÇÃO ORTOGRÁFICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
 
Projeção Ortogonal 
 
Em desenho; técnico, projeção é a representação gráfica do modelo feita em um plano. Existem várias formas de 
projeção. A ABNT adota a projeção ortogonal, por ser a representação mais fiel à forma do modelo. 
 
 
 
 
Para entender como é feita a projeçãoortogonal, é necessário conhecer os seguintes elementos: observador, modelo 
e plano de projeção. veja os exemplos a seguir: neles, o modelo é representado por um dado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 4 PROJEÇÃO ORTOGRÁFICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
 
 
 
 
 
 
Linha Projetante 
A linha projetante perpendicular ao plano de projeção que sai do modelo e o projeta no plano de projeção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 4 PROJEÇÃO ORTOGRÁFICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 
 
Posição em três planos 
 
 
 
Unindo perpendicularmente três planos, temos a seguinte ilustração: 
 
 
 
 
Cada plano recebe um nome de acordo com sua posição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 4 PROJEÇÃO ORTOGRÁFICA 
 
Plano de projeção vertical Plano de projeção lateral 
Plano de projeção horizontal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
17 
 
Vistas 
 
 
 
Rebatimento de Três Planos de Projeção 
 
Quando se tem a projeção ortogonal do modelo, o modelo não é mais necessário e assim é possível rebater os planos 
de projeção. 
 
Com o rebatimento, os planos de projeção, que estavam unidos perpendicularmente entre si, aparecem em um único 
plano de projeção. Na página seguinte pode-se ver o rebatimento dos planos de projeção, imaginando-se os planos 
de projeção ligados por dobradiças. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 4 PROJEÇÃO ORTOGRÁFICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 
 
Agora imagine que o plano de projeção vertical fica fixo e que os outros planos de projeção giram um para baixo e 
outro para direita. 
 
 
 
O plano de projeção que gira baixo é o plano de projeção horizontal e o plano de projeção que gira para a direita é o 
plano de projeção lateral. 
 
Planos de projeção rebatidos: 
 
 
 
 
Agora é possível tirar os planos de projeção e deixar apenas o desenho das vistas do modelo. 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 4 PROJEÇÃO ORTOGRÁFICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
19 
 
 
Na prática, as vistas do modelo aparecem sem os planos de projeção. 
 
 
 
Observação : 
As linhas projetantes auxiliares não aparecem no desenho técnico do modelo. São linhas imaginárias que auxiliam no 
estudo da teoria da projeção ortogonal. 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 4 PROJEÇÃO ORTOGRÁFICA 
 
As linhas projetantes auxiliares indicam a 
relação entre as vistas do desenho 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
 
Vistas 
 
Dispondo as vistas alinhadas entre si, temos as projeções da peça formadas pela vista frontal, vista superior e vista 
lateral esquerda. 
 
 
Observação : 
Normalmente a vista frontal é a vista principal da peça. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As distâncias entre as vistas devem ser iguais e proporcionais ao tamanho do desenho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 4 PROJEÇÃO ORTOGRÁFICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
21 
 
Denominação das vistas conforme norma da ABNT 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VF-Vista Frontal 
VS - Vista Superior 
VLe- Vista Lateral Esquerda 
VLd - Vista Lateral Direita 
VI - Vista Inferior 
VP - Vista Posterior 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 4 PROJEÇÃO ORTOGRÁFICA 
VI 
VF VLD VLe VP 
VS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
22 
 
Exercícios: 
 
Complete as projeções : 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 4 PROJEÇÃO ORTOGRÁFICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
23 
 
 
 
 
Complete as projeções.: 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 4 PROJEÇÃO ORTOGRÁFICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
24 
 
Complete as projeções.: 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 4 PROJEÇÃO ORTOGRÁFICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
25 
 
 
Desenhe a vista que falta.: 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 4 PROJEÇÃO ORTOGRÁFICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
26 
 
 
Escreva nos modelos representados em perspectiva isométrica as letras dos desenhos técnicos que correspondem às 
suas faces.: 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 4 PROJEÇÃO ORTOGRÁFICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
27 
 
Escreva nas vistas dos desenhos técnicos as letras dos modelos representados em perspectiva isométrica que 
correspondem às suas faces.: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 4 PROJEÇÃO ORTOGRÁFICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
28 
 
Para cada peça em projeção há quatro perspectivas, porém só uma é correta. Assinale com a perspectiva que 
corresponde à peça : 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 4 PROJEÇÃO ORTOGRÁFICA 
 
X 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
29 
 
Para cada peça em projeção há quatro perspectivas, porém só uma é correta. Assinale com a perspectiva que 
corresponde à peça : 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 4 PROJEÇÃO ORTOGRÁFICA 
 
X 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
30 
 
Para cada peça em projeção há quatro perspectivas, porém só uma é correta. Assinale com a perspectiva que 
corresponde à peça : 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 4 PROJEÇÃO ORTOGRÁFICA 
 
X 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
31 
 
Anote embaixo de cada perspectiva o número correspondente às sua projeções : 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 4 PROJEÇÃO ORTOGRÁFICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
32 
 
Anote embaixo de cada perspectiva o número correspondente às sua projeções : 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 4 PROJEÇÃO ORTOGRÁFICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
33 
 
Complete as projeções : 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 4 PROJEÇÃO ORTOGRÁFICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
34 
 
 Tipos de Linhas 
 Para desenhar as projeções são usadas vários tipos de linhas. 
 
 
 
 A 
 
 
 B 
 
 
 
 
 
 
 
 
 C 
 
 
 D 
 
 
 
 E 
 
 F 
 
 
 G 
 
 
 
 H 
 
 
 
 J 
 
 
 K 
 
 
 
 
 
 (1) Se existirem duas alternativas em um mesmo desenho, só deve ser aplicada uma opção. 
 
Nota: Se forem usados tipos de linhas diferentes, os seus significados devem ser explicados no respectivo desenho 
ou por meio de referência às normas específicas correspondentes. 
 
 
 
Linha Denominação 
Aplicação geral 
(ver Figuras 1a, 1b e outros) 
Contínua larga 
Contínua estreita 
Contínua estreita a mão livre (1) 
A1 contornos visíveis 
A2 arestas visíveis 
A1 contornos visíveis 
B2 linhas de cotas 
B3 linhas auxiliares 
B4 linhas de chamadas 
B5 hachuras 
B6 contornos de seções rebatidas na própria 
 vista 
B7 linhas de centros curtas 
 
C1 limites de vistas ou cortes parciais ou 
 interrompidas se o limite não coincidir 
 com linhas traço e ponto (ver Figura 1c) 
D1 esta linha destina-se a desenhos 
 confeccionados por máquinas 
 (ver Figura 1d) 
 
Contínua estreita em ziguezague 
(1) 
Tracejado larga (1) 
Tracejado estreita (1) 
E1 contornos visíveis 
E2 arestas não visíveis 
F1 contornos não visíveis 
F2 arestasnão visíveis 
 
Traço e ponto estreita 
Traço e ponto estreira, larga nas 
extremidades e na mudança de 
direção. 
G1 linhas de centro 
G2 linhas de simetrias 
G3 arestas não visíveis 
 
H1 planos de cortes 
 
Traço e ponto larga J1 indicação das linhas ou superfícies com 
indicação especial 
 
Traço dois pontos estreita K1 contornos peças adjacentes 
K2 posição limites de peças móveis 
K3 linhas de centro de gravidade 
K4 cantos antes da conformação (ver Fig. 1) 
K5 detalhes situados antes do plano de corte 
 (ver Fig. 1e) 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 5 LINHAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
35 
 
Exemplo : 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 5 LINHAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
36 
 
Aplicação Geral : 
 
 
FIGURA 1 
 
Ordem de prioridade de linhas coincidentes 
Se ocorrer coincidência de duas ou mais linhas de diferentes tipos, devem ser observados os seguintes aspectos, em 
ordem de prioridade (ver Figura 2): 
1) arestas e contornos visíveis (linha contínua larga, tipo de linha A); 
2) arestas e contornos não visíveis (linha contínua larga, tipo de linha E ou F); 
3) superfícies de cortes e seções (traço e ponto estreita, larga nas extremidades e na mudança de direção; 
tipo de linha H) 
4) linhas de centro (traço e ponto estreita, tipo de linha G); 
5) linhas de centro de gravidade (traço e dois pontos, tipo de linha K); 
6) linhas de cota e auxiliar (linha contínua estreita, tipo de linha B) 
 
 
 
FIGURA 2 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 5 LINHAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
37 
 
Terminação das Linhas de Chamada : 
As linhas de chamadas devem terminar 
 
a) sem símbolo, se elas conduzem a uma linha de cota (Figura 3); 
b) com um ponto, se termina dentro do objeto representado (Figura 4) 
c) com uma seta, se ela conduz e/ou contorna a aresta do objeto representado (Figura 5) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 5 LINHAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
38 
 
 
 
PERSPECTIVA EXPLODIDA 
 
 
Como a finalidade da perspectiva isométrica é permitir uma percepção mais fácil da forma do objeto ou peça, nos 
casos de representação de conjuntos de dispositivos a perspectiva pode apresentar-se na forma de PERSPECTIVA 
EXPLODIDA conforme os exemplos: 
 
 
 
Exemplos : 
 
Figura 1 - Partes internas de um conversor de torque 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 6 PERSPECTIVA EXPLODIDA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
39 
 
 
Figura 2 - Carcaça e Conversor 
 
 
 
Figura 3 - Embreagem lateral 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 6 PERSPECTIVA EXPLODIDA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
40 
 
 
 
DESENHO EM CORTE 
Corte 
Significa divisão, separação. Em desenho técnico, o corte de uma peça é sempre imaginário. Ele permite ver as partes 
internas da peça. 
 
 
Hachuras 
Na posição em corte, a superfície imaginada cortada é preenchida com hachuras. Elas são linhas estreitas que, além 
de representarem a superfície imaginada cortada, mostram também os tipos de materiais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 7 DESENHO EM CORTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
41 
 
Vista em corte 
Este é o principal meio de representação usado em desenho. A vista em corte, como próprio nome diz, é o desenho da 
peça cortada. O local por onde deverá passar este corte, dependerá dos detalhes que se quer mostrar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Você conseguiu identificar a peça tal como ela é na realidade? 
Se conseguiu, é porque você já a conhecia antes de ver corte, pois ela está representada de maneira errada. 
Veja porque: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esta peça ao lado foi desenhada em 
perspectiva, o que nem sempre é suficiente 
para mostrar como ela se apresenta na 
realidade. Veja como ela se apresenta vista 
de frente na figura do lado direito. 
Quando executamos um corte nesta peça, 
outro detalhe da mesma, é apresentado, ou 
seja, existe um furo em sua parte central que 
não apareceu na representação em 
perspectiva. Quando esta peça é cortada ao 
meio, ela se apresenta desta forma, mostrada 
na figura do lado direito 
Esta peça aqui apresentada é completamente diferente 
da anterior 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 7 DESENHO EM CORTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
42 
 
No entanto, se a cortamos, conforme indicado pela figura acima, a representação do corte precisa ser diferente do 
anterior, a fim de tornar clara a identificação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nota-se portanto, que deve existir alguma coisa errada neste sistema de representação, pois duas peças totalmente 
diferentes receberam representações idênticas de corte. Como o corte é feito para tornar mais fácil a compreensão do 
desenho, devendo mostrar a peça da melhor maneira possível, foi então criado o sistema de “hachuras” que agora lhe 
será mostrado. 
 
 
Com a utilização do sistema de hachuras, as peças anteriormente cortadas serão representadas diferentemente, 
 
 
 
 
 
que acabará com a confusão, facilitando sua compressão. 
 
As hachuras são linhas paralelas que cobrem só a área que foi atingida pelo corte. 
 
Utilizando hachuras para identificar as peças anteriores, você poderá ver como a representação passa a ficar 
diferente. 
 
Observe novamente os cortes hachurados, mostrados na página anterior: 
 
 
 
 
 
O corte da esquerda vem a ser a representação do disco com orifício central e o da direita representa a outra peça. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A representação do corte acima ilustrado, se apresentará de 
forma idêntica à do corte da peça da página anterior. 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 7 DESENHO EM CORTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
43 
 
A fim de que você se acostume melhor com o conceito de hachuras, veja o desenho que se segue: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Observe bem as hachuras. Tudo é feito para evitar que duas peças que estejam em contato tenham hachuras na 
mesma direção, a fim de tornar mais fácil a compreensão. Quando isto se torna impossível, usa-se desenhar as 
hachuras mais afastadas ou mais próximas, como aparece representado pela tampa e coletor 3P6812, cujas hachuras 
aparecem na mesma direção, porém com espaçamentos diferentes. 
 
Você também pode verificar hachuras em sentido contrário como entre a tampa 9M1164 e o coletor 3P6812. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 7 DESENHO EM CORTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
44 
 
Aqui são apresentados vários tipos de cortes, onde as hachuras representam a parte da peça que foi atingida pelo 
corte. Veja se você consegue entender todos eles: 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 7 DESENHO EM CORTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
45 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 7 DESENHO EM CORTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
46 
 
Agora a ordem será trocada, isto é, você verá primeiro o corte e depois a peça representada por este corte. Veja se 
consegue entender todos eles: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 7 DESENHO EM CORTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
47 
 
Tipos de Corte : 
 
A fim de que você se familiarize com a nomenclatura utilizadapara indicar os cortes, seguem abaixo alguns conceitos 
básicos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Você deverá utilizar sempre estes nomes quando falar sobre cortes. Isto facilitará muito para que outras pessoas 
entendam melhor o que você está falando. 
 
Você poderá dizer que tipo de corte é este aqui representado? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quando você come uma banana, que corte você está executando na mesma? Evidentemente você a está cortando 
transversalmente. 
 
No entanto, quando você corta um pão para passar manteiga, você o está cortando longitudinalmente. 
 
Conclui-se portanto que os cortes longitudinais são aqueles feitos no sentido do comprimento da peça, enquanto os 
cortes transversais são feitos no sentido da largura. 
 
 
 
 
 
 
 
Corte Longitudinal 
Este tipo de corte aqui mostrado, é caracterizado pelo nome de 
corte longitudinal, ou seja, ele é efetuado no sentido da maior 
dimensão da peça, isto é no sentido do seu comprimento. 
Logicamente, este é um corte transversal. 
Corte Transversal 
Já este outro tipo de corte é conhecido pelo nome de corte 
transversal, e o que o caracteriza é que este feito no sentido 
perpendicular ao do corte longitudinal, isto é, no sentido da 
largura da peça. 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 7 DESENHO EM CORTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
48 
 
Para desenhar uma projeção em corte, é necessário indicar antes onde a peça será imaginada cortada. 
 
Essa indicação é feita por meio de setas e letras que mostram a posição do observador. 
 
 
 
Outras vezes é necessário cortar apenas uma parte de um desenho a fim de se esclarecer alguns detalhes. Veja este 
desenho: 
 
 
 
A fim de tornar mais fácil a identificação das sedes e guias de válvulas foi feito em corte parcial no cabeçote, no local 
indicado pela linha A­_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ ­A Junto ao cabeçote foi então desenhado o corte, e abaixo deste 
corte foi escrito “Section A-A” ou seja “Corte A-A”. 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 7 DESENHO EM CORTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
49 
 
Corte Parcial 
É o corte usado quando é necessário mostrar apenas determinados detalhes internos na projeção. Para limitar a parte 
cortada, usa-se a linha de ruptura (sinuosa estreita). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 7 DESENHO EM CORTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
50 
 
Vejamos mais alguns exemplos de corte parcial : 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 7 DESENHO EM CORTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
51 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 7 DESENHO EM CORTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
52 
 
 
Dois cortes na mesma vista: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 7 DESENHO EM CORTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
53 
 
Corte Oblíquo 
Aqui vemos a aplicação de rotação de elementos oblíquos em corte em um atuador rotativo. 
 
 
 
Corte em Vista Única 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 7 DESENHO EM CORTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
54 
 
 
Aplicação de corte, encurtamento e detalhe. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 7 DESENHO EM CORTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
55 
 
 
 
 
CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
Introdução 
 
Estes conceitos aqui apresentados, têm por finalidade familiarizá-lo com os sólidos geométricos, o que será bastante 
utilizado para descrição de forma de peças, principalmente neste guia de treinamento. 
 
 
 
 
Paralelismo 
 
Costuma-se dizer que alguma coisa é paralela à outra, quando ambas estão colocadas numa mesma direção. 
Como exemplo, tem-se as retas aqui representadas, que dão uma idéia exata do que é paralelismo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Este sólido aqui mostrado chama-se cone e portanto 
usa-se chamar de cônicos todos os objetos cuja forma se 
assemelha à forma deste corpo aqui mostrado. 
Já aqui você pode ver um cilindro, sendo que todos os 
objetos que possuem esta forma recebem o nome de 
objetos cilíndricos. 
A esfera aqui mostrada dá origem ao nome de forma 
esférica para aqueles objetos que possuem a forma 
aproximada à deste sólido. 
 
A fim de que você perceba mais claramente o que foi dito 
aqui, observe este lápis. Você pode ver que o mesmo 
possui um corpo cilíndrico, sendo que a extremidade da 
esquerda é cônica e a da direita é esférica. 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
56 
 
Como um exemplo prático de paralelismo, pode-se dizer que a tampa de uma mesa é paralela ao chão. 
 
 
Após a introdução destes conceitos básicos, lhe serão apresentadas características de apresentação dos 
componentes mais comumente encontrados nas ilustrações dos conjuntos mecânicos dos equipamentos da 
Caterpillar, principalmente no que diz respeito às máquinas de terraplenagem. 
 
 
 
 
Parafusos 
 
 
Nos desenhos em corte, os parafusos não são cortados, mesmo quando o corte passa por eles. Aqui lhe são 
apresentados diversos tipos de parafusos, porém, quando representados, eles se assemelham bastante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
PADRÃO 
FENDADO 
FENDADO 
PRISIONEIRO 
OU ESTOJO 
PARAFUSOS DE 
AJUSTAGEM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
57 
 
Aqui aparece um detalhe de um governador de bomba injetora, no qual aparecem os parafusos de regulagem: 
 
 
 
 
 
O parafuso superior (1) é aparafusado à carcaça e fixado pela porca (2). Já o parafuso inferior (4) é fixado pela tampa 
(3) a qual é estriada, não permitindo que este parafuso gire após esta tampa (3) ter sido colocada. 
Para se ajustar o parafuso (1) basta afrouxar a porca (2) e utilizar uma chave de fenda introduzida no rasgo situado na 
cabeça deste parafuso. Já a ajustagem do parafuso (4) é feita com a utilização de uma chave de estria, ou então 
utilizando-se o furo estriado da tampa (3). 
 
 
Quantas representações de parafuso padrão você consegue identificar nesta válvula ? 
 
 
 
 
E na embreagem do volante da página seguinte? 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
RESP. = __________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
58 
 
 
 
 
 
 
 
 
Porcas 
 
 
Em geral as porcas não são cortadas quando representadas em ilustrações de cortes de componentes mecânicos. Há 
diversos tipos de porcas, mas sua representação é praticamente a mesma. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
RESP. = ___________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
59 
 
 
Neste eixo comando vemos 2 porcas fendadas 1B4442 com seus respectivos contrapinos. 
 
 
 
Neste turbo compressor podemos podemos ver a representação de porcas padrão e fendada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
60 
 
Do lado esquerdo da figura abaixo à uma porca grande e fina (L2341). Prendendo o rolamento de esfera à uma porca 
(3V2) também fina e especial para este fim. Já os parafusos que prendem a engrenagem ao eixo usam porcas grossas 
(2K337) e são autotravantes. 
 
 
 
 
Porcas borboletas são porcas para serem apertados com a mão.Têm asas superiores, que facilitam a colocação dos 
dedos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
61 
 
Você lembra o nome deste componente ? R = ____________________________ 
Você já identificou os parafusos existentes nele. Tente identificar agora as porcas. 
 
 
 
Arruelas 
 
Servem para proteger a peça que será apertada pela porca, servem para travar a porca, etc. 
 
 
 
Os dois tipos mais comuns de arruelas são acima mostrados. A da esquerda recebe o nome de arruela lisa, enquanto 
que a da direita recebe o nome de arruela de pressão. Veja os exemplos abaixo : 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
62 
 
Rebites 
 
São elementos para fixação permanentes entre duas ou mais peças. 
 
 
 
 
 
Logo abaixo vê-se a cinta do freio do D-6, mostrando os rebites que fixam as lonas de freio à cinta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
63 
 
 
 
 
 
 
Travas 
 
O próprio nome indica que são feitas para travar alguma coisa. Existem diversos tipos de travas. 
 
 
 
 
 
 
 
Na figura ao lado pode-se ver que as 
hélices do ventilador são fixadas por 
rebite à parte central. 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
TIPO CHAPA 
ANEL TRAVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
64 
 
Vamos ver exemplos de alguns tipos: 
 
No desenho que se segue, vê-se uma trava (2) fixando o pino do pistão (1) para que ele não corra longitudinalmente. 
 
 
 
 
 
As travas assinaladas no desenho abaixo são chapinhas que são dobradas sobre a porca e a base a que são 
apertados os parafusos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
65 
 
 
 
 
Pinos e Contra-pinos 
 
Os pinos são usados para servir de eixo a alguma peça, para guiar algum encaixe, para evitar que buchas e pistas de 
rolamentos girem em sua sede, etc. Já os contra pinos são utilizados para evitar que pinos saiam de suas sede, para 
travar porcas castelos etc. 
As duas peças da esquerda representam pinos (maciço e oco) enquanto a peça da direita mostra um dos tipos de 
contra pinos. 
 
 
As figuras representadas pelos números 15 e 13 são respectivamente um pino oco e um pino maciço. 
 
 
 
 
 
 
 
As travas (2A2378) da figura ao lado, além de 
ser dobrada contra a cabeça do parafuso é 
também dobrada sobre a placa (2A2377). 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
66 
 
Aqui podemos ver a representação de contra pinos travando as porcas fendados na engrenagem do eixo comando. 
 
 
 
 
 
O pino Nº 4 que aparece na parte inferior desta bomba de engrenagens serve de guia para centragem correta da tampa 
e do corpo da bomba. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
67 
 
Chavetas 
 
As chavetas são usadas para evitar que certas peças como engrenagens, polias etc., girem com rotação diferente de 
seus eixos. Elas travam estas peças ao eixo. 
 
 
 
Na extremidade esquerda do eixo do alternador tem-se uma bucha presa ao eixo por uma chaveta. Note que a chaveta 
apenas impede que a bucha gire deslizando sobre o eixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
68 
 
 
As duas chavetas que vemos em tracejado na figura abaixo têm o formato de uma meia-lua. Elas fixam as engrenagens 
ao eixo. 
 
 
 
A chaveta (1B8735) que você vê no eixo desta bomba de óleo está desenhada vista por cima, mas é idêntica às outras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
69 
 
 
 
 
Anéis 
 
São aros circulares de metal usado para diversos fins, tais como: Travamento, elementos de vedação, etc. 
 
 
 
No corte do pistão do desenho abaixo, pode-se ver dois anéis : o de cima é um anel de compressão e o de baixo é um 
anel de óleo ou raspador. 
 
 
 
 
 
 
No eixo do comando final mostrado 
ao lado pode-se ver a chaveta que 
aparece representada na parte 
superior direita do eixo maior Nº 17 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
70 
 
Outros tipos de anel podem ser vistos no conversor de torque representado abaixo. 
Nas pistas internas e externa do rolamento nº 11 podemos ver os anéis 10 e 14 que evitam que as pistas caminhem 
para fora de seus alojamentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
71 
 
Buchas 
 
 
Normalmente chamamos bucha a um anel de material anti-fricção, que adaptamos a um oríficio por onde passará um 
eixo. Servem para evitar desgaste de uma peça. Elas podem ser trocadas quando se desgastam. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nesta bomba de óleo ao lado são mostradas diversas 
buchas embuchando as extremidades dos eixos. As 
buchas destas bomba, além de servirem de mancal para 
os eixos, ainda têm a função de vedar perfeitamente o 
óleo que é impulsionado pelas engrenagens. 
A figura ao lado mostra um rolete em corte onde 
duas buchas são mostradas. Uma é cilíndrica 
(1F2436) e a outra é cilíndrica e flangeada numa 
das extremidades (1F 2437). 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
1F2436 1F2437 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
72 
 
 
 
Pinos Graxeiros 
 
 
 
 
São pinos rosqueados externamente com uma peça. São adaptados em peças que necessitam de lubrificação por 
graxa. Em sua cabeça tipo meia esfera é adaptada a bomba de graxa que a injeta através da válvula até o ponto que 
requer a lubrificação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Na figura ao lado, o eixo cardan contém dois pinos 
graxeiros com representações diferentes. Estes pinos 
dão acesso para que a graxa possa atingir os 
rolamentos das cruzetas. 
Nos rolamentos do desenho ao lado a graxa segue por 
intermédio do pino graxeiro (2) dentro do eixo canal não 
mostrado do cubo do ventilador. Entre os dois 
rolamentos há um furo transversal no eixo, (não 
mostrado) por onde a graxa nova entra. 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
Pinos Graxeiros 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
73 
 
Engrenagens 
 
Servem para transmitir força de um eixo para outro, aumentar ou diminuir sua rotação, inverter o sentido de rotação, 
etc. Há diverso tipos de engrenagens tais como : cônicas, cilíndricas, etc. 
 
 
 
Na bomba de transferência de combustível abaixo, do lado direito, você pode ver desenhada uma engrenagem em 
corte, presa ao eixo por uma chaveta e uma porca. Ainda pode ver as duas engrenagens cortadas no centro da bomba 
responsáveis pela sucção e envio de óleo ao sistema. Note que na representação de um corte de uma engrenagem, 
nunca são cortados seus dentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
74 
 
Abaixo, na ilustração de uma bombad’água, vê-se a engrenagem que tocará a bomba. Ela está guiada e aparafusada 
ao eixo e será impulsionada por outra engrenagem que aqui não aparece ilustrada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
No desenho abaixo, você pode observar que se trata de um conjunto coroa- pinhão representado em corte. Observe 
que os dentes nunca são cortados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
75 
 
 
Podemos ver aqui a representação de uma coroa cortada (Nº 8) da embreagem lateral (Fig. 1) e um pinhão não cortado 
(Nº 4) na transmissão direita (Fig. 2). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rolamentos 
 
Os rolamentos são usados em mancais de eixos que girem a altas velocidades ou que exijam pouco desgaste e 
mantenham as folgas dentro de limites bem menores que os admissíveis para os mancais de buchas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A ilustração ao lado indica os tipos de força que atuam 
sobre um rolamento. O esforço feito pela força F1 é 
chamado de esforço radial (na direção do raio) e o esforço 
feito pela força F2 é chamado de esforço axial (na direção 
do eixo). 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
76 
 
Existem diversos tipos de rolamento : 
 
 
1) Rolamentos fixos de uma e duas carreira de esferas : É um rolamento que resiste a esforços tanto radiais quanto 
axiais . 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Note que na representação ou corte as esferas não são cortadas e as hachuras da pista externa devem estar num 
sentido inverso ao das hachuras da pista interna como aqui pode ser observado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
77 
 
2) Rolamento auto-compensador de esferas e rolos: 
 
É um rolamento para grandes esforços radiais e pequenos axiais, sendo usado para compensar pequenso empenos 
do eixo, pois as pistas podem se deslocar compensando pequenas diferenças de alinhamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Este rolamento auto compensador de esferas da figura abaixo está sendo usado numa bomba de óleo. Note que a 
pista externa é esférica. 
 
 
 
 
3) Rolamentos de rolos cilindricos : São rolamentos para grandes esforços radiais e nenhum esforço axial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
78 
 
No desenho abaixo, vê-se os rolamentos de rolos cilíndricos que suportam apenas os esforços radiais. 
 
 
 
Rolamento de rolos cônicos : Suportam grandes cargas axiais e pequenas radiais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Na figura abaixo, os dois rolamentos da esquerda são de rolos cônicos. Observe que cada um está montado num 
sentido. 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
79 
 
5) Rolamentos de agulhas : São rolamentos que suportam grandes cargas radiais (alta velocidades) e têm um desgaste 
muito pequeno pois têm uma área de contato bem maior com as pistas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os rolamentos das engrenagens planetárias da figura abaixo são de agulhas. O número 21 representa um deles, você 
consegue identificar os outros?. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
80 
 
6) Rolamento de contato angular : Tem a finalidade de suportar pequenas cargas radiais e grandes cargas axiais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O rolamento abaixo ilustrado demostrava como é feito o trabalho entre pista e esfera para suportar um esforço axial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
81 
 
Retentores 
 
 
São elementos encarregados de impedir vazamentos em torno de eixos ou barras que se movam em recipientes que 
contenham óleo, graxas ou outros líquidos. 
 
 
 
 
 
 
Observe os retentores desta bomba de transferência de combustível (Figura 1). Eles fazem vedação em torno do eixo, 
evitando que o óleo do motor se misture com o óleo diesel e vice-versa. 
No rolete superior (Figura 2) podemos observar o retentor tipo Duo Cone evitando que o óleo do interior do rolete 
saia. Lembramos que neste tipo de retentor sempre um cone fica fixo e o outro girando. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
Tipo Lábio 
Tipo Duo Cone 
Figura - 1 Figura - 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
82 
 
Eixos 
 
São elementos encarregados de transmitir potência. Na sua representação em desenho, não são cortados 
longitudinalmente exceto em alguns casos de cortes parciais para mostrar alguns detalhes. Abaixo são mostrados 
diversos tipos de eixos. 
 
 
 
 
 
 
O desenho abaixo mostra um eixo de manivela ou virabrequim. Nele aparecem as bronzinas ou casquilhos dos 
mancais fixos (3S 9730). É cortado transversalmente, pois não foi necessário representá-lo inteiro, para mostrar todos 
os detalhes necessários. 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
83 
 
Aqui você tem um eixo de cames ou excêntricos (19). Note que o mesmo foi cortado, tendo sido representado 
integralmente. 
 
 
 
Neste corte de uma transmissão todos os elementos foram cortados, exceto os eixos. Neles você pode ver as estrias 
onde se encaixam engrenagens. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Anéis de Borracha 
 
A função dos anéis de borracha é a mesma dos retentores, ou seja, vedar : 
 
 
 
Você consegue colorir os anéis que fazem a vedação entre o corpo e tampa desta bomba de engrenagem? Eles foram 
cortados mas não hachurados. 
 
 
 
Molas 
 
São elementos usados para dar retorno a uma peça, exercer determinada força contra alguma coisa, etc. Abaixo são 
mostrados alguns dos muitos tipos de molas existentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tração 
Compressão 
 
Torção 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Antes de estudar os diversos tipos de molas, você deverá ter uma noção dos diversos tipos de esforços que podem 
ser aplicados normalmente. 
 
 
 
Tipos de Molas 
 
- Molas helicoidais 
- Molas de lâmina 
 
1) Molas Helicoidais : 
 
- Mola de torção 
 
São molas projetadas para esforços torsionais como aquela utilizada num pregador de roupa. 
 
- Mola de tração : 
 
Tracionar é puxar, logo, mola de tração é aquela usada para puxar alguma coisa. Você já viu as molas que esticam a 
lona das camas de armar ? Elas são molas de tração. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aqui vemos uma mola de tração. Ela puxa o conjunto para 
trás todas as vezes que ele é solto em outra posição. Note 
que a mola de tração está sem carga e quando isto ocorre, 
as espirais de arame ficam juntas sem espaço entre elas, 
Tração (na corda) Compressão (no armário) 
Torção (na roupa) 
Flexão (no trampulim) 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO86 
 
- Mola de compressão : 
 
São molas que funcionam comprimidas. A mola do seu isqueiro funciona comprimida entre a pedra e o parafuso que a 
prende. 
 
 
 
 
 
Molas de Lâminas : 
 
Como o nome diz, são lâminas que atuam como molas. Um exemplo de mola de lâmina é aquele dos feixes de molas de 
caminhão. As molas de lâmina atuam por flexão. 
 
 
O desenho abaixo mostra o feixe de molas de lâminas de uma máquina de terraplenagem apoiadas nas extremidades e 
com carga no meio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Neste desenho você pode ver molas que trabalham 
comprimidas. As molas foram cortadas para mostrar 
alguns detalhes. 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Juntas 
 
São elementos usados para vedar o acoplamento de duas peças, impedindo entrada ou saída de qualquer material. 
 
 
 
Há juntas de diverso materiais: papel, cortiça, cobre, amianto, etc. 
 
As tampas do lado esquerdo do desenho abaixo estão separadas do conjunto por juntas que são representadas por 
duas linhas paralelas bem próximas. 
 
 
 
 
Polias e Correias 
 
Polias são rodas especiais para correias e cabos. 
 
Correias são elementos usados para transmitir potência a uma máquina ou acessório. De acordo com os diâmetros 
das polias, pode-se variar a rotação do eixo impulsionado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A polia no desenho abaixo tem sua parte superior e inferior cortadas para mostrar a parte inferior da bomba d’água. 
Os rasgos mostram o corte onde se assentam as correias “v”. Esta polia gira o eixo da bomba d’água ilustrada. 
Aqui você tem um corte de uma polia para correia em “V”. 
 
 
 
 
Conicidade 
 
A palavra conicidade lembra algo semelhante a um cone. Este sistema de fixação é utilizado a fim de evitar qualquer 
deslocamento axial da peça que está fixada desta maneira. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A fim de tornar esta fixação mais efetiva, utilizam-se de diversos métodos: 
 
1) Chavetas, pinos e estrias que evitam que o eixo gire sem arrastar a peça consigo. 
2) Prensagem para que a peça se prenda ao eixo. 
3) Parafuso com arruela que aperta a peça de encontro ao eixo, etc. 
 
Na figura abaixo, você poderá observar que o eixo da corôa possui uma extremidade cônica onde aparece uma peça 
fixada ao mesmo através de um parafuso de fixação. 
 
 
 
Válvulas 
 
As válvulas são dispositivos que abrem e fecham temporariamente uma passagem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
90 
 
Existem muitos tipos de válvulas e de muitas finalidades. Vejam algumas : 
 
 
 
Aqui podemos ver o exemplo de uma válvula carretel da válvula de prioridade da transmissão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aqui você pode ver uma válvula do motor de 951, guia, 
mola, sede e seu prato. 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Juntas esféricas 
 
No desenho abaixo, a junta esférica que une a alavanca da direita com a haste (4B 3561) é uma junta esférica (1B 
1750). Ela é constituída de um pino com uma esfera na ponta e presa na alavanca, o qual se aloja em um cilindro com 
um furo esférico. São tipos de conexão que permitem movimentos em diversas direções. 
 
 
 
Folgas 
 
Quando você vai montar ou regular um conjunto, tem que observar algumas folgas e ajustes a fim de que o serviço 
seja bem realizado. A maneira de representá-los em desenho é muito simples, como você pode ver abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Na figura ao lado você pode ver o nº 1 com uma seta 
apontando para o parafuso. Nas literatura que deve 
acompanhar este desenho você poderá encontrar o torque 
que deverá dar a este parafuso. O parafuso 2 também 
deverá ter seu torque procurado na literatura. O nº 3 indica 
a maior medida permitida de empenamento do flange da 
direita e da esquerda. Todos esses dados são facilmente 
localizados na literatura que acompanha o desenho. 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Tubos e mangueiras 
 
Sua representação é muito simples, bastando olhar o desenho e saber o que ele diz. Em geral elas não são 
representadas em corte, a não ser que se queira mostrar algum detalhes interno. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Embreagem 
 
É um dispositivo que permite a execução de acoplamento suave entre dois componentes que estejam girando a 
velocidade diferentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A embreagem da extremidade direita do desenho abaixo vem a ser uma embreagem de direção de uma máquina de 
esteiras. Os números 14 e 15 representam respectivamente discos de embreagem e discos de aço. O conjunto destes 
discos com seus respectivos alojamentos recebem o nome de embreagem. 
 
 
 
Elementos filtrantes 
 
Como o próprio nome diz, são elementos encarregados de filtragem de alguma coisa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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No desenho abaixo você pode ver um conjunto de filtragem de ar. Na parte superior do desenho, aparece um pré-
purificador de ar. Na parte inferior, você pode ver o alojamento dos elementos filtrantes, onde aparece o elemento 
primário (7) e o elemento secundário ou segurança (8). 
 
 
 
Veja agora um filtro de óleo da mesma máquina. Dentro dos alojamentos vão os elementos filtrantes (5S 484), como se 
pode ver no corte parcial à direita. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Na figura abaixo aparece ilustrado pré-filtro de combustível. No corte parcial, você pode ver o elemento filtrante (22). 
 
 
v 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 8 CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
96 
 
 
 
PRÁTICAS DE INTERPRETAÇÃO 
 
Vamos através desse módulo, utilizando os conceitos reunidos dos módulos anteriores, identificar peças e 
componentes associando vista em corte, vista explodida e na prática. 
 
Abaixo podemos ver a representação de uma bomba hidráulica de palhetas de um D4E. Em forma de exercício associe 
os componentes da vista explodida com os da vista em corte: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 9 PRÁTICAS DE INTERPRETAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
97 
 
Abaixo podemos ver a representação de um diferencial da 950F. Em forma de exercício associe os componentes da 
vista explodida com os da vista em corte: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 9 PRÁTICAS DE INTERPRETAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Abaixo podemos ver a representação de uma caixa de transferência de uma 950F. Em forma de exercício associe os 
componentes da vista explodida com os da vista em corte:MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 9 PRÁTICAS DE INTERPRETAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
99 
 
Abaixo podemos ver a representação de um conversor de torque da 950F. Em forma de exercício associe os 
componentes da vista explodida com os da vista em corte: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 9 PRÁTICAS DE INTERPRETAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
100 
 
Abaixo podemos ver a representação de uma transmissão Power Shitf da 950F. Em forma de exercício associe os 
componentes da vista explodida com os da vista em corte: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 9 PRÁTICAS DE INTERPRETAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 9 PRÁTICAS DE INTERPRETAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
102 
 
Continue o exercício : 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 9 PRÁTICAS DE INTERPRETAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
103 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 9 PRÁTICAS DE INTERPRETAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
104 
 
A partir de agora use as três folhas de exercícios que segue para testar seu conhecimento usando esta transmissão 
de um D6D: 
 
 
Exercício 1 - Colorir todas as engrenagens: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 9 PRÁTICAS DE INTERPRETAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
105 
 
Exercício 2 - Colorir todos os suportes das planetárias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I - DESENHO TÉCNICO 
 
SEÇÃO 9 PRÁTICAS DE INTERPRETAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
106 
 
Exercício 3 - 
1) Quantos rolamentos simples de uma carreira de esferas são mostrados ? R= ______________________ 
 
2) Quantos rolamentos de agulha são mostrados ? R= ______________________ 
 
3) Encontrar, circular e identificar no desenho : Anéis trava, anéis de vedação e pinos-trava. 
 
4) Colorir os eixos mostrados no desenho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SEÇÃO 9 PRÁTICAS DE INTERPRETAÇÃO

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