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ISSN 2447-0716 Alm. Med. Vet. Zoo. 8 Magalhães LQ, Souza RM, Teixeira BS, Nogueira GM, Delfiol DJZ. Tétano em equinos: relato de cinco casos. Alm. Med. Vet. Zoo. 2016 jun 2 (1): 8-13. TÉTANO EM EQUINOS: RELATO DE CINCO CASOS EQUINE TETANUS: REPORT OF FIVE CASES Layane Queiroz Magalhães* Rafaela Miziara de Souza† Bruna de Souza Teixeira* Geison Morel Nogueira‡ Diego José Zanzarini Delfiol‡ RESUMO O tétano é causado pelas neurotoxinas tetanospasmina, tetanolisina e por uma toxina não espasmogênica da bactéria Clostridium tetani, que atinge o sistema nervoso central e leva a alterações musculares e hiperestesia. O diagnóstico de tétano é clínico e o prognóstico varia de reservado a desfavorável. O objetivo do presente trabalho foi relatar cinco casos clínicos de tétano em equinos, com descrição dos sinais clínicos, provável porta de entrada da bactéria, tratamentos realizados e a evolução dos casos. Apesar de receberem tratamento, os cinco animais relatados vieram a óbito, o que reforça a necessidade de manejo profilático adequado para que a doença seja evitada. Palavras-chave: neurologia; neurotoxina; tetanospasmina; tratamento. ABSTRACT Tetanus is caused by the neurotoxins tetanospasmin, tetanolysin and a non spasmogenic toxin produced by Clostridium tetani, which affect the central nervous system and induce muscle changes and hyperesthesia. The diagnosis of tetanus is clinical and the prognosis is fair to poor. The aim of the present study was to report five clinical cases of tetanus in horses, with clinical signs, a likely port of bacteria entrance, treatments performed and cases evolution were described. Although under treatment, the five reported animals died, which reinforces the need for a suitable prophylactic management in order to avoid the onset of the disease. Key-words: neurology; neurotoxin; tetanospasmin; treatment. INTRODUÇÃO O tétano é uma doença infecciosa e não contagiosa causada pela bactéria Clostriduim tetani, que acomete várias espécies animais, merecendo destaque entre as patologias que acometem os equinos (1,2). A enfermidade possui distribuição mundial e maior incidência em países em desenvolvimento, sendo comum em animais de transporte de carga urbana (1). A exposição de equinos à neurotoxina ocorre geralmente devido à presença da bactéria C. tetani nas fezes desses animais, por isso, lesões nos cascos podem ser uma potencial porta de entrada (2). Os índices de letalidade são próximos de 75% (3), apesar de a morbidade ser baixa (4). O tétano é causado por toxinas produzidas pelo C. tetani; toxina não espasmogênica, que provoca hiperestimulação do sistema nervoso simpático; tetanolisina, que provoca necrose tecidual e tetanospasmina, causadora dos principais sinais clínicos do tétano (4,5), que incluem elevação do tônus muscular, em que há espasmos dos músculos faciais e * Pós-graduanda da Faculdade de Medicina Veterinária - FAMEV, Universidade Federal de Uberlândia - UFU, Uberlândia, MG, Brasil. † Discente em Medicina Veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária - FAMEV, Universidade Federal de Uberlândia - UFU, Uberlândia, MG, Brasil. ‡ Docente da Faculdade de Medicina Veterinária - FAMEV, Universidade Federal de Uberlândia - UFU, Uberlândia, MG, Brasil. E-mail: djzdelfiol@ufu.br ISSN 2447-0716 Alm. Med. Vet. Zoo. 9 Magalhães LQ, Souza RM, Teixeira BS, Nogueira GM, Delfiol DJZ. Tétano em equinos: relato de cinco casos. Alm. Med. Vet. Zoo. 2016 jun 2 (1): 8-13. mastigatórios, prolapso da terceira pálpebra, que se mantém permanente nos estágios mais avançados (3), elevação da cauda, conhecido como “cauda em bandeira”, expressão alerta com orelhas em “forma de tesoura”, elevação da cabeça e decúbito, além de opistótono (1,3,4,6). Com a progressão do quadro, iniciam-se as convulsões tetânicas, havendo sudorese e aumento de temperatura corporal para até 42°C (4), sinais clínicos que indicam prognóstico desfavorável (7). Geralmente, a morte ocorre devido ao enrijecimento e posterior paralisia dos músculos respiratórios, causando asfixia (8). O diagnóstico é realizado com base nos sinais clínicos e histórico do animal (3,7,8). Não há nenhum teste clínico confiável que comprove o diagnóstico do tétano (6). O curso clínico da enfermidade é muito característico, portanto, há o reconhecimento da doença de forma rápida (8). Inicialmente, pela forma de deambulação do animal, pode ocorrer certa semelhança dos sinais clínicos com lesões osteomusculares, como laminite aguda e miosite, (4). Devido aos sinais neurológicos, a raiva também é um diagnóstico diferencial, sendo citados ainda hipocalcemia, encefalites, miopatias e intoxicação por estricnina (2). Em equinos das raças Quarto de Milha, Paint Horse e Apalloosa, a protrusão de terceira pálpebra deve ser diferenciada da paralisia periódica hipercalêmica (HYPP), que também causa este sinal clínico (9). O prognóstico é de reservado à desfavorável (3) e os animais que sobrevivem por mais de sete dias tem maior chance de recuperação (2). O tratamento é basicamente sintomático e de suporte (5, 8) e tem como finalidade a eliminação da bactéria, neutralização da toxina tetanospasmina, relaxamento muscular, manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico e nutricional, tratamento do foco da infecção e administração de antitoxina tetânica (TAT) (3,4,6,10). A tentativa de eliminar o C. tetani é realizada com administração de antibióticos, sendo a penicilina procaína o antibiótico de escolha, geralmente na dose de 40.000 UI/kg, por via intramuscular (IM), duas vezes ao dia (BID) (11). O metronidazol também é recomendado, por ser um fármaco que atinge praticamente todos os tecidos, sendo efetivo contra microrganismos anaeróbios, como o C. tetani (11). A tentativa de neutralização da neurotoxina tetânica é realizada pela administração de altas doses de TAT e o cálculo é dependente de fatores como tempo da aplicação após a lesão, falta do histórico de vacinação e gravidade (2,4). É recomendado em média de 5.000 a 20.000 UI por via intravenosa (IV) ou intratecal (4,8) ou 100 a 200 UI/Kg IV ou IM (2,6). A sedação do animal é importante para promover o relaxamento da tetania, utilizando-se, normalmente, a acepromazina na dose de 0,05 a 0,1 mg/kg IM ou IV com intervalo de quatro a seis horas (2,3,8). O controle do tétano é realizado com medidas de manejo, higiene de materiais e manutenção do ambiente limpo, além da administração de duas doses de toxóide com intervalo de 28 dias e revacinação anual (4). O presente trabalho teve como objetivo descrever cinco casos de tétano em equinos, não vacinados para a enfermidade, atendidos no período de setembro de 2014 a janeiro de 2015, no município de Uberlândia, MG. RELATO DE CASOS Em setembro de 2014, dois equinos machos (Equino 1 e Equino 2), com 6 e 5 anos de idade, com o peso de 370 e 330 Kg, respectivamente, sem raça definida (SRD) e utilizados para tração, foram atendidos com queixa de estarem andando com dificuldade. Ao exame clínico apresentavam sinais clínicos compatíveis com tétano tais como estação com a cauda em bandeira, prolapso da terceira pálpebra, rigidez muscular, trismo, ataxia e hiperestesia. Durante a anamnese, foi informado que em ambos os animais foi administrado, por via intramuscular, flunixin meglumine com agulha e seringa reutilizadas e sem a assepsia necessária, sete (Equino 1) e 10 (Equino 2) dias antes do atendimento, sendo possível observar nos dois animais aumento de volume na região cervical onde a aplicação havia sido ISSN 2447-0716 Alm. Med.Vet. Zoo. 10 Magalhães LQ, Souza RM, Teixeira BS, Nogueira GM, Delfiol DJZ. Tétano em equinos: relato de cinco casos. Alm. Med. Vet. Zoo. 2016 jun 2 (1): 8-13. realizada. Foi instituído tratamento imediato à chegada dos animais, TAT, 25.000 UI, IM e 25.000 UI, IV, totalizando 50.000 UI, acepromazina 0,05 mg/Kg, IM, BID e penicilina benzatina 40.000 UI/Kg, IM, a cada 48 horas. O equino 1 entrou em decúbito oito horas após início do atendimento e o equino 2, 24 horas após dar entrada no hospital, quando apresentaram opistótono, sudorese e convulsões com movimentos de pedalagem. Um dia após o início do tratamento, o Equino 1 morreu e três dias após o atendimento, foi decidido pela eutanásia do equino 2 devido às convulsões sucessivas com curtos intervalos entre elas e traumas em consequência das mesmas. Em outubro de 2014, foi admitido um equino macho (Equino 3) SRD, com 6 anos de idade, pesando 350 Kg, que se encontrava em decúbito lateral, com prolapso de terceira pálpebra, nistagmo, rigidez muscular, trismo, opistótono, sudorese, hiperestesia e com convulsões e movimentos de pedalagem. Durante a anamnese, foi informado que o animal havia sido submetido ao ferrageamento sete dias antes do atendimento, e que quatro dias após o ferrageamento, o cavalo parecia estar claudicando. Instituiu-se tratamento com 75.000 UI de TAT, sendo 50.000 UI, IV e 25000 UI, IM, diazepam 0,5 mg/Kg, IV, BID, reposição hidroeletrolítica (5% do peso vivo) com solução de Ringer com lactato, IV, 20 mL/Kg/h; penicilina potássica 24.000 UI/Kg, IV, QID, penicilina benzatina 40.000 UI/Kg, IM, a cada 48 horas, metronidazol 25 mg/Kg, IV, BID. Após dois dias de tratamento, optou-se por eutanásia em decorrência da dificuldade respiratória que o animal apresentava. Em novembro de 2014, um potro (Equino 4) macho, SRD, com cinco dias de vida, pesando 35 Kg, foi recebido em decúbito lateral. Apresentava prolapso de terceira pálpebra, rigidez muscular, trismo, opistótono, sudorese, hiperestesia e convulsões com movimentos de pedalagem. Ao avaliar o animal observou-se fístula em região umbilical por onde drenava secreção purulenta. Na anamnese, o proprietário relatou não ter realizado a desinfecção umbilical, o que pode ter sido uma potencial porta de entrada para o C. tetani. O potro foi tratado com 5.000 UI de TAT por via intratecal com acesso lombossacro; acepromazina 0,05 mg/Kg, IV, QID, ranitidina 1,5 mg/Kg, IV, QID, omeprazol 4 mg/Kg, VO, SID e penicilina potássica 40.000 UI/kg, IV, QID e reposição (3,5L) e manutenção hidroelotrolítica (100 mL/kg/h) com ringer lactato e solução glicofisiológica a 5%, na dose de 4 ml/kg/h. O animal apresentou quadros convulsivos sucessivos no segundo dia de tratamento, optando-se por eutanásia. Em janeiro de 2015, um equino macho (Equino 5), SRD, de seis anos, pesando 350 Kg, foi admitido em decúbito lateral, apresentando prolapso de terceira pálpebra, rigidez muscular, trismo, opistótono, sudorese, hiperestesia e convulsão com movimentos de pedalagem, não havendo identificação de lesões precedentes ou algum tipo de manejo que pudesse predispor a infecção por C. tetani. Devido ao histórico incompleto, que não permitia inferir a evolução do quadro do animal, por estar em decúbito, impossibilitado de se alimentar e ingerir água e às convulsões sucessivas, procedeu-se eutanásia sem a tentativa de tratamento. Neste estudo, nenhum dos cinco animais relatados havia recebido vacina anti-tetânica ou administração de antitoxina tetânica antes do atendimento médico veterinário. DISCUSSÃO Durante o estudo, de setembro de 2014 a janeiro de 2015, compreendendo as estações quentes do ano (primavera e verão), foram atendidos 49 equinos e 62 bovinos. Dentre esses animais, não houve relato de bovinos com tétano, mas aproximadamente 10% dos equinos atendidos foram diagnosticados com esta enfermidade. No município de Maringá, durante um período de 17 meses, Meira et al. (12) atenderam dois casos de tétano em 49 casos clínicos envolvendo equinos, o que corresponde a 4,1% dos casos atendidos, porcentagem menor que ISSN 2447-0716 Alm. Med. Vet. Zoo. 11 Magalhães LQ, Souza RM, Teixeira BS, Nogueira GM, Delfiol DJZ. Tétano em equinos: relato de cinco casos. Alm. Med. Vet. Zoo. 2016 jun 2 (1): 8-13. a observada neste estudo, fato que pode ser devido ao clima e às condições de manejo dos animais. Pois, o Brasil, como país tropical, favorece a ocorrência do tétano, que de acordo com Raposo (14), os casos ocorrem nas regiões continentais mais quentes, havendo também ocorrência em áreas de cultivo devido a maior quantidade de matéria orgânica (15). Pimentel et al. (13) realizaram um estudo retrospectivo de dois anos, onde de 159 casos atendidos de equídeos, 21 (13,2%) foram diagnosticados com tétano, valor próximo ao descrito neste estudo. Ambos os trabalhos demonstram que apesar de a vacina contra o tétano estar disponível e conferir uma boa imunidade, o tétano ainda é uma importante causa de morte em equinos, principalmente devido à falta de vacinação. O diagnóstico dos animais foi realizado com base no exame clínico, pois, o equino demonstra sinais característicos da doença precocemente (8). Quatro dos cinco animais chegaram com lesões precedentes identificadas por meio da anamnese e inspeção. Nos Equinos 1 e 2 foi constatado um manejo inadequado ao se administrar medicação, pois foram reutilizadas seringas e agulhas não estéreis, podendo haver microrganismos patogênicos como o C. tetani neste material, conforme descrito por Radostits et al. (4). No Equino 3 houve histórico de ferrageamento recente e posterior claudicação. Sabe-se que são comuns feridas penetrantes nos cascos e que há quantidade significativa de C. tetani nas fezes desses animais, sendo oportuna a contaminação através desses ferimentos (2,14). No Equino 4, que apresentava lesão da região umbilical, a bactéria C. tetani, também pode ter encontrado uma porta de entrada, e ambiente anaeróbico favorável para seu desenvolvimento (5). Outro fato a ser ressaltado é que três dos cinco animais descritos eram utilizados para transporte de carga urbana e, como descrito por Reichmann et al. (1), é muito comum o acometimento desses animais devido ao manejo inadequado e à falta de vacinação, ou a maior submissão a patógenos (15), como quando são ferrageados ou medicados (Equino 1, 2 e 3). Segundo MacKay (6), quanto menor o período de incubação, mais graves são os sinais clínicos. Levando em consideração que este período varia de três dias a três semanas (6), nos casos apresentados o período de incubação foi de sete dias no Equino 1, dez dias no Equino 2, sete dias no Equino 3, aproximadamente cinco dias no Equino 4 e tempo desconhecido no Equino 5, justificando a gravidade dos casos, pois houve um curto período de incubação do C. tetani, sendo crítico para a sobrevivência o período menor que uma semana (1), observado em três animais. Os sinais clínicos identificados foram cauda em bandeira em 40% dos cavalos (2/5), prolapso da terceira pálpebra em 100% (5/5), nistagmo em 20% (1/5), convulsões com pedalagem em 100% (5/5), trismo em 100% (5/5), opistótono em 80% (4/5), “postura de cavalete” em 20% (1/5) e sudorese em 100% (5/5) dos casos relatados. Três casos foram atendidos em decúbito, situação que torna o prognóstico desfavorável (1). Em estudo realizado por Gracner et al. (7), com o total de 42 animais foram encontrados em maior frequência sinais de espasmos musculares nas extremidades (100%), trismo (95,2%) e prolapso de terceira pálpebra (71,4%). Nos casos aqui relatados foram observados espasmos musculares quando ocorriam as convulsões tetânicas (100%)e todos os animais diagnosticados apresentaram prolapso de terceira pálpebra, sinal clínico não encontrado em todos os animais no estudo de Gracner et al. (7), o que ocorreu também com o sinal de trismo mandibular. Quanto ao prognóstico, Reichmann et al. (1) observaram que pode ser melhor quando o tratamento exceder cinco dias. No estudo de Pimentel et al. (13), o que indicou prognóstico desfavorável foi a inaptidão para se alimentar e o decúbito. No mesmo estudo, nos casos em que houve recuperarção, o tratamento iniciou-se cinco dias ou mais após o início dos sinais e aqueles que morreram foram admitidos já em decúbito lateral e com dificuldade respiratória (13). Dos casos em estudo, três (Equino 3, 4 e 5) foram atendidos já em decúbito lateral, ISSN 2447-0716 Alm. Med. Vet. Zoo. 12 Magalhães LQ, Souza RM, Teixeira BS, Nogueira GM, Delfiol DJZ. Tétano em equinos: relato de cinco casos. Alm. Med. Vet. Zoo. 2016 jun 2 (1): 8-13. caracterizando o prognóstico desfavorável. No entanto, à exceção do potro (Equino 4), de apenas cinco dias de idade, os demais apresentavam histórico de manejo inadequado ao administrar medicação ou realizar o ferrageamento há sete (Equino 1 e 3) ou 10 dias (Equino 2) e a máxima permanência em tratamento foi de três dias (Equino 2). É importante a utilização de antitoxina tetânica para neutralizar a neurotoxina tetanospasmina (8). Apesar de a toxina se ligar quase irreversivelmente aos receptores ganglionares, altas doses de TAT podem neutralizar a exotoxina ainda livre (5). A dose é calculada conforme o tempo de ocorrência da lesão, histórico de vacinação e gravidade do caso, logo, a dose geralmente varia entre 5.000 e 20.000 UI por via intravenosa ou intratecal. Doses maiores do que as recomendadas podem ser utilizadas devido à gravidade, ausência de programa vacinal ou período de incubação reduzido (8), o que ocorreu neste estudo. Kay e Knottenbelt (5) sugerem que o diagnóstico precoce, a terapia de suporte e o uso da penicilina em dose elevada compõem a parte principal do tratamento e que altas doses de TAT nem sempre são benéficas ou economicamente justificáveis. No Equino 4, foi realizada a administração de 5.000 UI de TAT por via intratecal na tentativa de neutralizar a toxina de forma mais eficiente (2). Foi utilizado o acesso lombossacro sem necessidade de anestesia, pois o equino já estava em decúbito e com pouca movimentação que comprometesse o procedimento. A sedação do animal é indicada para que ocorra o relaxamento da tetania (8). Neste estudo, foi utilizada acepromazina 0,05 mg/kg, IM nos Equinos 1, 2 e 4, como descrita em estudos anteriores (2,3,8) e no Animal 3, foi utilizado diazepam 0,05 mg/kg, IV, pois este apresentava sinais clínicos graves, como os quadros convulsivos constantes. Devido à paralisia dos músculos mastigatórios, é importante promover a manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico e nutricional, pois na maioria dos casos, o animal tem dificuldade de comer e se hidratar (4), sendo que a hidratação foi realizada nos Equinos 3 e 4, uma vez que o quadro clínico já comprometia a ingestão hídrica desses animais. CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente estudo relatou cinco casos de tétano em equinos, onde estes são frequentes nos atendimentos dos animais de grande porte da região de Uberlândia. O curto período de incubação tornou o prognóstico desfavorável nos casos relatados. A enfermidade é uma importante causa de morte em equinos, como observado no presente estudo em que, mesmo após utilização de protocolos terapêutico, todos os animais vieram a óbito, o que reforça a importância dos esquemas profiláticos de vacinação em todos os animais e prevenção utilizando antitoxina tetânica naqueles animais em condições de risco. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. 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