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Nome: Stephanie Gomes Porto R.A. : 21852992 Turma: 1º Semestre de Direito Texto: MACKENZIE, Iain. Política: conceitos-chave em filosofia. Porto Alegre: ArtMed, 2011. “Três dimensões do poder”, “O poder e a normalização”, pp. 75-82. O autor Iain Mackenzie traz em seu texto quatro autores importantes, que descreve suas visões sobre o poder, sendo o Robert Dalh o primeiro a despertar sobre esse tema “poder”, o qual desencadeou o debate sobre as faces ou dimensões do poder. Isso ocorreu por volta da década de 60, após a Segunda Guerra Mundial, o qual foi o motivo que o induziu a pesquisar sobre a distribuição do poder na vida política Americana. (MACKENZIE, 2011, p. 75). Logo Dahl descobriu que o poder não se concentrava em apenas uma elite, mas que estava presente em vários grupos de elites, chegando à definição de poder, como o ato de um indivíduo convencer o outro a fazer o que ele deseja. (MACKENZIE, 2011, pp. 75-76). Por volta de 1962, os autores Bacharach e Baratz traz uma nova concepção ao poder, afim de complementar à definição atribuída por Dhal, sendo assim, para esses dois autores, a definição de poder é o ato que o indivíduo tem de convencer o outro, manipulando-o, afim de que faça o que lhe deseja ser feito. (MACKENZIE, 2011, p. 76). Tanto a definição de Dahl, como a dos autores Bacharach eBaratz, tem em comum a pessoa com quem é detentora do poder, ou seja, para ambos, o poder é exercido por indivíduos sobre indivíduos, enquanto que para o autor Steven Lukes em sua obra: “Poder: uma visão radical” em 1974, traz uma nova concepção de que o poder é constantemente exercido mediante estratégicas políticas de um povo sobre o outro, através do emprego do consenso sobre a população, de forma a convencer o indivíduo a aceitar ou fazer algo, que para ele, é considerado “normal”, sem perceber que está sendo convencido ou manipulado. (MACKENZIE, 2011, pp. 77-78). Portanto, o autor Mackenzie traz três dimensões do poder, quais sejam, a dimensão de Dahl que representa a forma de poder direto, ou seja, algo que é explicito, a dimensão de Bacharach e Baratz, que representa a forma de poder indireto, ou seja, algo que é implícito, obtido através da manipulação, e a terceira dimensão, representada pelo autor Lukes, sendo a dimensão ideológica, ou seja, a que é exercida por uma “massa” de indivíduos que impõem seus desejos e hábitos convencendo o outro de que o que faz é correto. (MACKENZIE, 2011, pp. 77-78). Mackenzie traz uma nova concepção de poder, essa concepção veem através da obra de Foucault, onde sua concepção de poder não diz respeito as formas tradicionais, pois Foucault analisava o poder conforme suas maneiras de operar em todas as relações sociais, afim de formar e condicionar as estruturas que proporcionam o senso da identidade, segundo Foucault, as estrutura nos levam a formação da nossa identidade, e a nossa identidade pode modificar as estruturas, formando um ciclo. (MACKENZIE, 2011, p.79). Foucault não era satisfeito com as apresentações tradicionais sobre o poder, para ele o poder era algo mais amplo, não podendo dizer onde está o poder, e sim como é utilizado e exercido sobre uma organização. Sendo assim, podemos citar alguns pontos que levaram ao autor a fundamentar uma nova concepção alternativa de poder, quais sejam, “o poder só é exercido através de relacionamentos”, “ em toda relação há poder”, “ o poder opera de baixo para cima”, “o poder não poder resistir a si mesmo”, “o poder não poder ser visto como algo negativo”. (MACKENZIE, 2011, pp. 80-81). Podemos dizer que o autor Foucault traz uma forma de poder totalmente distinta das demais formas, dando a impressão de que está indo contra o que chamamos de “normal” a visão que temos sobre poder, pois segundo Foucault, o Estado não é um ator político que exerce o poder sobre os que não têm, e sim que o Estado oprime algumas pessoas para o interesse de outras, se pensarmos sob o ponto de vista que o poder vem de baixo para cima, então podemos considerar que as atitudes e a identidade de cada indivíduo influência de modo indireto um determinado grupo, do qual se torna no “topo do poder” através da opinião formada por um grupo de pessoas que de certa forma são detentoras do poder (MACKENZIE, 2011, p. 82).