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MODELAGEM PROBABILÍSTICA E
SIMULAÇÃO DE SISTEMAS DE
PRODUÇÃO
CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO –
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ – UFPI, 2014.2
Prof. Dr. Francisco
Pinheiro
Prof. Airton Carneiro Prof. Francisco Pinheiro
PESQUISA OPERACIONAL II
Problemas de decisão que envolvam um
número finito de alternativas surgem com
frequencia na prática. As ferramentas usadas
para resolver esses problemas dependem em
grande parte do tipo de dado disponível
(determinístico, probabilístico ou incerto)
ANÁLISES DE DECISÃO
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PESQUISA OPERACIONAL II
Decisões sob certeza. Neste tipo de decisão
sabe-se o que acontecerá quando é eleita uma
alternativa, consistindo o problema em escolher
a melhor alternativa.
Decisões sob risco. Nestes casos são conhecidas
as probabilidades associadas à escolha de cada
alternativa. Nesta categoria encontram-se os
problemas estocásticos
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PESQUISA OPERACIONAL II
Decisões sob incerteza. Supõe-se que o decisor
não conhece as probabilidades associadas a
cada alternativa, deixando disponível alguns
critérios para a tomada de decisão que
funcionam sem a necessidade de probabilidade
associadas à escolha de cada alternativa ou
mediante a estimação subjetiva de
probabilidades.
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Exemplo: Marcos, brilhante aluno de uma escola de ensino médio, recebeu
bolsas de estudo totais de três instituições, Universidade A, Universidade B
e Universidade C. Para escolher uma Universidade Marcos prioriza dois
critérios: localização e reputação acadêmica. Como excelente aluno que é,
ele acha que a reputação acadêmica é cinco vezes mais importante do
que a localização, o que resulta em um peso aproximadamente 17% para
localização e 83% para reputação. Então ele usa uma análise sistêmica
para classificar as três universidades do ponto de vista de localização e
reputação. A tabela a seguir classifica os dois critérios para as três
Universidades.
PESQUISA OPERACIONAL II
Tomada de Decisão sob Certeza
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PESQUISA OPERACIONAL II
A classificação de cada Universidade é baseada no cálculo dos seguintes
pesos compostos:
Universidade A = 0,17 x 0,129 + 0,83 x 0,545 = 0,4743
Universidade B = 0,17 x 0,277 + 0,83 x 0,273 = 0,2737
Universidade C = 0,17 x 0,594 + 0,83 x 0,182 = 0,2520
Com base nos cálculos, a Universidade A tem o peso composto mais alto e,
sendo assim, representa a melhor opção para martin.
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Processo Analítico Hierárquico - AHP
PESQUISA OPERACIONAL II
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Continuando...Se a irmã gêmea de Marcos, Jane, também tenha
sido aceita pelas três Universidades com bolsa de estudo total. Seus
pais estipularam que ambos devem frequentar a mesma
Universidade para que possam compartilhar um único carro.
PESQUISA OPERACIONAL II
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A primeira hierarquia p e q, representam os pesos relativos dados às
opiniões de Marcos e Jane sobre o processo de seleção. A segunda
hierarquia usa os pesos (p1, p2) e (q1, q2) para refletir as referências de
Marcos e Jane em relação à localização e a reputação de cada
Universidade.
Suponha que sejam especificados os seguintes pesos para a situação de
Marcos e Jane:
p= 0,5; q=0,5
p1 =0,17; p2 = 0,83
p11 =0,129; p12 = 0,277; p13 = 0,594
p21 =0,545; p22 = 0,273; p23 = 0,182
q1 = 0,3; q2 = 0,7
q11 = 0,2; q12 = 0,3; q13 = 0,5
q21 = 0,5; q22 = 0,2; q23 = 0,3
PESQUISA OPERACIONAL II
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PESQUISA OPERACIONAL II
A classificação de cada universidade é baseada no cálculo dos seguintes
pesos compostos:
Universidade A = p(p1 x p11 + p2 x p21) + q(q1 x q11 + q2 x q21)
Universidade B = p(p1 x p12 + p2 x p22) + q(q1 x q12 + q2 x q22)
Universidade C = p(p1 x p13 + p2 x p23) + q(q1 x q13 + q2 x q23)
Universidade A = 0,44214
Universidade B = 0,25184
Universidade C = 0,30602
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Em condições de risco, as vantagens associadas a cada
alternativa de decisão se descrevem com distribuições
de probabilidade.
Tomada de Decisão sob Risco
PESQUISA OPERACIONAL II
Critério do valor esperado: Esse critério busca a
maximização do lucro esperado ou a minimização do
custo esperado. Nesse caso, se supõe que o lucro (ou o
custo) associado a cada alternativa de decisão é
probabilística.
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PESQUISA OPERACIONAL II
Exemplo: Suponha que você queira investir 10.000 reais
no mercado de ações de uma das duas empresas: A e B. As
ações da empresa A são arriscadas, mas poderiam render
50% sobre o investimento durante o próximo ano. Se as
condições do mercado de ações não forem favoráveis (isto é, o
mercado estiver em baixa), as ações podem perder 20% do
seu valor. A empresa B oferece investimentos seguros com 15%
de retorno em um mercado “em alta” e somente 5% num
mercado “em baixa”. Todas as publicações que consultou
predizem que há 60% de probabilidade que o mercado esteja
“em alta” e 40% de que esteja “em baixa”. Onde deveria
investir seu dinheiro?
Tomada de Decisão sob Risco
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PESQUISA OPERACIONAL II
Tomada de Decisão sob Risco
O problema também pode ser representado mediante uma arvore de decisão. Um
quadrado representa um ponto de decisão e um círculo representa um evento:
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Os rendimentos esperados para o ano 1 das alternativas são:
Ações A: (5000) (0,6) + (- 2000) (0,4) = 2200
Ações B: (1500) (0,6) + (500) (0,4) = 1100
Com base nesses cálculos, se escolheria investir nas ações da
Empresa A.
PESQUISA OPERACIONAL II
Tomada de Decisão sob Risco
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PESQUISA OPERACIONAL II
Probabilidades a posteriori (Bayes): As
probabilidades usadas no critério do valor esperado
costumam ser determinadas de acordo com dados
históricos. Em alguns casos, essas probabilidades
podem ser ajustadas usando informações adicionais
baseadas em amostragem e experimentação, sendo
assim determinadas de probabilidades a posteriore.
Tomada de Decisão sob Risco
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PESQUISA OPERACIONAL II
Tomada de Decisão sob Risco
Exemplo: Considerando o problema anterior sobre “mercado de
ações. Agora suponha que além de confiar nas publicações (que
indicam que há 60% de probabilidade que o mercado esteja “em
alta” e 40% de que esteja “em baixa”) você decida realizar uma
pesquisa mais pessoal, consultando um amigo que se deu bem no
mercado de ações. O amigo oferece a opinião geral pró ou contra o
investimento quantificada da seguinte maneira: se o mercado estiver
em alta, há 90% de chance do voto ser a favor. Se o mercado
estiver em baixa, a chance de um voto a favor diminui para 50%.
a) Se a recomendação do amigo for a favor, você investiria nas
ações de A ou nas ações de B?
b) Se a recomendação do amigo for contra, você investiria nas
ações de A ou nas ações de B?
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PESQUISA OPERACIONAL II
v1 = voto a favor
v2 = voto contra
m1 = mercado em alta
m2 = mercado em baixa
O conselho do amigo pode ser escrito na forma de declarações de
probabilidadecomo:
P{v1m1} = 0,9; P{v2m1} = 0,1
P{v1m2} = 0,5; P{v2m2} = 0,5
Etapa 1: Probabilidades condicionantes: P{vimj}
Esse problema poderia ser resolvido com um arvore decisão como
segue:
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PESQUISA OPERACIONAL II
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PESQUISA OPERACIONAL II
Etapa 2: Cálculo das probabilidades conjuntas
P{mivj} = P{vjmi}P{mi} para todo i e j
Dadas as probabilidades a priori P{m1} = 0,6 e P{m2} = 0,4
temos:
As probabilidades conjuntas são determinadas multiplicando a
primeira e a segunda linha do quadro de probabilidades
condicionantes por 0,6 e 0,4.
Etapa 3: Cálculo das probabilidades absolutas: Soma-se as linhas
de cada coluna das probabilidades conjuntas.
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PESQUISA OPERACIONAL II
Etapa 4: Probabilidades a posteriori desejada: Calcula-se através
da divisão da linha das probabilidades conjuntas pelo elemento
da coluna correspondente das probabilidades absolutas.
As probabilidades a posteriori são diferentes das probabilidades
originais P{m1} = 0,6 e P{m2} = 0,4.
Agora estamos prontos para avaliar as alternativas com base nos
retornos esperados para os nós 4,5,6 e 7
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PESQUISA OPERACIONAL II
Voto a favor:
Ações de A no nó 4 = 5000 x 0,730 +(-2000)x0,270 = 3110
Ações de B no nó 5 = 1500 x 0,730 + 500 x 0,270 = 1230
Decisão: Investir nas ações de A
Voto Contra:
Ações de A no nó 6 = 5000 x 0,231 +(-2000)x0,769 = - 383
Ações de B no nó 7 = 1500 x 0,231 +500 x 0,769 = 731
Decisão: Investir nas ações de B
As decisões precedentes equivalem a dizer que os retornos
esperados nos nós das decisão 2 e 3 são 3110 e 731
respectivamente.. Assim dadas as probabilidades P{v1} = 0,74 e
P{v2}=0,26 como calculadas na etapa 3 podemos calcular o
retorno esperado para toda a arvore de decisão.
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PESQUISA OPERACIONAL II
Exemplo: O fazendeiro McCoy pode plantar milho ou soja. Se as
probabilidades dos preços da próxima safra desses grãos subirem,
permanecem os mesmos ou baixarem são 0,25; 0,30 e 0,45
respectivamente. Se os preços subirem, a safra de milho gerará
30.000 reais líquidos e a soja 10.000. Se os preços permanecerem os
mesmos, McCoy (mal) conseguirá equilibrar a receita e despesa. Mas,
se os preços baixarem, as safras de milho e soja darão prejuízos de
35.000 e 5.000 reais respectivamente.
a) Represente o problema de McCoy como uma árvore de decisão.
b) Qual dos grãos McCoy deve plantar?
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PESQUISA OPERACIONAL II
Exemplo: Você tem a oportunidade de investir em três fundos mútuos:
utilidade, crescimento agressivo e global. O valor de seu investimento
mudará dependendo das condições de mercado. Há uma chance de
10% de o mercado baixar, 50% de manter-se moderado e 40% de
sair-se bem (em alta). A Tabela a seguir apresenta as variações
percentuais no valor do investimento sob as três condições.
a) Represente o problema como uma árvore de decisão.
b) Qual dos fundos mútuos você deve escolher?
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PESQUISA OPERACIONAL II
Exemplo: Você é o autor de um romance que promete ser um sucesso e tem
a opção de publicá-lo por conta própria ou por meio de uma editora. A
editora está lhe oferecendo $20.000 para assinar o contrato. Se o romance
for um sucesso, vendera 200.000 cópias. Se não tiver, venderá apenas
10.000 cópias. A editora paga $ 1 de royalties por copia. Um levantamento
de mercado realizado pela editora indica que há 70% de chance de o
romance ser um sucesso. Se você publicá-lo por conta própria, incorrerá em
um custo inicial de $90.000 para impressão e marketing, mas cada copia
vendida lhe renderá $ 2.
a) Com base nas informações dadas, você aceitaria a oferta da editora
ou publicaria o livro por conta própria?
b) Suponha que você contrate um agente literário para realizar um
levantamento referente ao sucesso potencial do romance. Por experiência
própria, o agente lhe diz que quando um romance se torna um sucesso, o
levantamento preverá o resultado errado 20% das vezes. Quando o
romance não se torna um sucesso, o levantamento dará a previsão correta
85% das vezes. Como essa informação afetaria sua decisão?
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PESQUISA OPERACIONAL II
Exemplo: Considere a situação de decisão do fazendeiro McCoy no
exemplo anterior. Ele tem a opção adicional de usar a terra como pasto,
caso em que terá um retorno garantido de $ 7.500. O fazendeiro também
obteve informações adicionais de um corretor referente ao grau de
estabilidade do preço futuro das commodities. A avaliação do corretor, em
termos de “favoravel” e “desfavorável” é ainda quantificada pelas
probabilidades condicionais mostradas na Tabela a seguir.
Os símbolos a1, e a2, representam avaliação “favorável” e “desfavorável”
pelo corretor, e s1, s2 e s3, representam, respectivamente, a variação do
preço futuro para cima, o mesmo preço futuro e a variação do preço futuro
para baixo.
(a) Desenhe a respectiva árvore de decisão associada.
(b) Especifique a decisão ótimo para o problema.
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Da mesma forma que nas “decisões sob risco”, as decisões sob
incerteza dependem dos estados da natureza (aleatórios). Em geral
o problema consiste de ter “m” ações alternativas e “n” estados da
natureza, os quais podem ser representados da seguinte forma:
PESQUISA OPERACIONAL II
Tomada de Decisão sob Incerteza
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O elemento ai representa a ação “i”, e o elemento sj representa o
estado da natureza “j”. O resultado associado com a ação ai e o
estado sj é v (ai, sj).
No caso das decisões sob risco, as probabilidades dos estados da
natureza se conhecem ou se podem determinar. No caso das
decisões sob incerteza, as probabilidades dos estados da
natureza se desconhecem ou não se podem determinar.
A falta de informação levou os pesquisadores a desenvolver vários
critérios para analisar esse tipo de problema. Entre os principais
temos:
PESQUISA OPERACIONAL II
Tomada de Decisão sob Incerteza
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Critério de Laplace: Baseia-se no suposto de que se não se
conhecem as probabilidades dos estados da natureza, então não
há motivo para acreditar que elas sejam distintas. Portanto, se usa
a hipótese otimista de que todos os estados da natureza são
igualmente prováveis. Assim:
P(s1) = P(s2) = ……. = P(sn) = 1/n
Dado que o retorno v(ai, sj) representa o ganho, a melhor
alternativa é a que dá:
Se v(ai, sj) representar prejuízo, então a minimização substitui a
maximização.
PESQUISA OPERACIONAL II
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PESQUISA OPERACIONAL II
Critério Maximin (ou Minimax): É baseado na atitude conservadora de
obter o melhor das piores condições possíveis.
Se v(ai, sj) for prejuízo, então escolhemos a ação que corresponde ao
critério Minimax:
Se v(ai, sj) representar o ganho, então usar o critério Maximin:
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PESQUISA OPERACIONAL II
Critério de Savage: Aplica-se ao conservadorismo moderado no
critério Minimax (Maximin) pela substituição da matriz de retorno
(ganho ou perda) v(ai,sj) por uma matriz de perda (ou
arrependimento) r(ai, sj), usando a seguinte transformação:
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PESQUISA OPERACIONAL II
Critério de Hurwicz: Elaborado para refletir atitudes da tomada de
decisão que vão da mais otimista à mais pessimista (ou
conservadora). Defina-se 0 <1 e se considere que v(ai, sj)
representa ganho. Então, a ação selecionada deve ser associada
com:
O parâmetro é denominado índice de otimismo. Se = 0, o critério
é conservador. Se = 1, o critério produz resultados otimistas
porque procura o melhor das melhores condições. Podemos ajustar o
grau de otimismo (ou pessimismo) por meio de uma seleção
adequada do valor na faixa especificada de (0 a 1).
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PESQUISA OPERACIONAL II
Na ausência de um forte sentimento em relação a otimismo e
pessimismo, atribui-se = 0,5 como sendo a escolha mais
adequada.
Se v(ai, sj) representar prejuízo, o critério é mudado para:
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Exemplo: Hank é um aluno inteligente e normalmente tira boas
notas, contando que possa revisar o material do curso na noite
anterior ao teste. Para o teste de amanhã, Hank enfrenta um
pequeno problema: seus companheiros de república vão dar uma
festa durante a noite, da qual ele gostaria de participar. Ele tem três
opções:
a1) divertir-se a noite inteira
a2) dividir a noite em partes iguais para estudar e participar da
festa
a3) estudar a noite inteira
O teste de amanhã pode ser fácil (s1), moderado (s2) ou difícil (s3),
dependendo do humor imprevisível do professor. A matriz a seguir
mostra os valores ganhos das ações e estados correspondentes.
PESQUISA OPERACIONAL II
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a) Recomende qual deverá ser a ação de Hank, com base nos critérios
de Laplace, Maximin (ou Minimax), de Savage e de Hurwicz (use =
0,5).
PESQUISA OPERACIONAL II
Tomada de Decisão sob Incerteza
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Solução:
Segundo o princípio de Laplace teríamos 3 estados da natureza:
(sj, j = 1, 2, 3), P(sj) = 1/3
O valor esperado para cada uma das 3 possíveis ações (ai com i =
1, 2, 3) será:
E(a1) = 1/3 (85 + 60 + 40) = 61,67
E(a2) = 1/3 (92 + 85 + 81) = 86
E(a3) = 1/3 (100 + 88 + 82) = 90
Portanto, em função do critério de Laplace a melhor ação seria a3.
PESQUISA OPERACIONAL II
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Segundo o critério Maximin/Minimax, temos que os valores
v(ai, sj) representam ganho, portanto, o princípio a ser usado é
Maximin:
PESQUISA OPERACIONAL II
Tomada de Decisão sob Incerteza
Desta forma, segundo o critério Maximin, a melhor ação seria a3.
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Segundo o critério de Savage, como as notas representam ganho,
primeiro faríamos: Máximo do estado subtraído do valor de cada
ação no seu respectivo estado.
PESQUISA OPERACIONAL II
Em seguida faz-se o Minimax da coluna
Sendo assim, escolhemos a
alternativa a3, estudar a noite
inteira
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Segundo o critério de Hurwicz e para = 0,5 teríamos:
PESQUISA OPERACIONAL II
Por ser uma matriz de ganho, a melhor alternativa seria a de maior
valor (Max ai), ou seja, Max (62,5; 86,5; 91) = 91, isto é, a
alternativa a3.
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Exemplo: A National Outdoors School (NOS) está preparando um
acampamento de verão nos confins do Alasca para treinar indivíduos
na sobrevivência em ambientes selvagens. A NOS estima que o
comparecimento pode cair em uma de quatro categorias: 200, 250,
300 e 350 pessoas. O custo do acampamento será o menor quando
seu tamanho for exatamente igual à demanda. Desvios para cima e
para baixo do nível ideal de demanda provocam custos adicionais
resultantes da construção de capacidade excedente (não utilizada)
ou da perda de oportunidades de renda quando a demanda não
for satisfeita. Representando os tamanhos dos acampamentos {200,
250, 300 e 350 pessoas) por a1 a a4 e o nível de comparecimento
por s1 a s4, a matriz seguinte resume o custo (em milhares de
unidades monetárias) para a situação.
PESQUISA OPERACIONAL II
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PESQUISA OPERACIONAL II
P{a1}=
1
4
5 + 10 + 18 + 25 = $ 14.500
P{a2}=
1
4
8 + 7 + 12 + 23 = $ 𝟏𝟐. 𝟓𝟎𝟎
P{a3}=
1
4
21 + 18 + 12 + 21 = $ 18.000
P{a4}=
1
4
30 + 22 + 19 + 15 = $ 21.500
P{sj}=
1
4
, 𝑗 = 1 𝑎 4
Os valores esperados para as diferentes ações são calculados como:
Critério de Laplace:
Obs: Como a matriz representa o custo, escolhemos o menos valor, ou seja, a2.
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PESQUISA OPERACIONAL II
Critério Minimax: O critério minimax produz a matriz seguinte:
Obs: Como a matriz representa o custo, escolhemos o menos valor, ou
seja, a3.
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PESQUISA OPERACIONAL II
Critério de Savage: Como a matriz representa custo, matriz de
arrependimento é determinada subtraindo 5, 7,12 e 15 das colunas
1 a 4 respectivamente, assim temos:
matriz de arrependimento
O Minimax da matriz de arrependimento indica que pelo critério de
savage deve-se ser escolhido a ação a2.
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PESQUISA OPERACIONAL II
Critério de Hurwicz: A tabela a seguir resume os cálculos
Usando um adequado, podemos determinar a alternativa ótima.
Por exemplo, em = 0,5, a1ou a2 darão o ótimo e, em = 0,25,
a3 é o ótimo.
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PESQUISA OPERACIONAL II
Exemplo: Para a próxima estação de plantio, o fazendeiro McCoy
pode plantar milho (a1), trigo (a2) ou soja (a3), ou utilizar a terra
para paste (a4). Os retornos associados com as diferentes ações são
influenciados pela quantidade de chuva: grande precipitação
pluvial (s1), precipitação pluvial moderada (s2), leve precipitação
pluvial (s3) ou estação seca (s4).
A matriz de retorno (em milhares de reais) é estimada como
demonstrado na matriz seguinte.
Desenvolva um curso de ação para o
fazendeiro McCoy.
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PESQUISA OPERACIONAL II
Exemplo: A companhia InovAção acaba de criar novos produtos
para serem lançados no mercado e está avaliando três
possibilidades para a distribuição dos seus produtos. A primeira
possibilidade seria manter a situação atual e entregar os produtos
diretamente aos distribuidores locais. A segunda alternativa consiste
em abrir uma loja na região. A terceira possibilidade avaliada seria
realizar as vendas pela internet. Dependendo de como se
comportar a demanda futura para a região, as alternativas
poderão trazer receitas diferenciadas, conforme mostra a matriz de
decisão a seguir.
Demanda grande d1 Demanda pequena d2
Distribuidores locais a1 150 50
Loja Própria a2 220 10
Vendas pela internet a3 180 20
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PESQUISA OPERACIONAL II
Pede-se: qual decisão deve ser tomada pela Companhia InovAção?
Avalie a decisão a ser tomada pela Companhia, considerando os
critérios em ambientes de incerteza. Para isso, avalie de acordo com
os métodos: Maximax, Maximin, Laplace, Hurwicz, Savage.
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PESQUISA OPERACIONAL II
Resolução pelo critério Maximax: Esse é o critério do extremo
otimista, isto é, o decisorvai obter o máximo entre os máximos de
ganhos. Devem ser escolhidos, inicialmente, os melhores resultados.
Depois disso, entre estes é escolhido o melhor.
Os melhores resultados, ou seja, considerando uma grande
demanda, são: a1d1=150; a2d1=220; a3d1=180.
A melhor das melhores decisões é: a2=220. Portanto, levando-se em
consideração o critério maximax, a melhor decisão seria ter uma
loja própria.
Demanda grande d1 Demanda pequena d2
Distribuidores locais a1 150 50
Loja Própria a2 220 10
Vendas pela internet a3 180 20
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PESQUISA OPERACIONAL II
Resolução pelo critério Maximin: A resolução pelo critério
maximin possui como regra a escolha do “máximo entre os
mínimos”, isto é, é uma opção que utiliza o critério pessimista.
Será escolhido primeiramente o pior resultado, em seguida dentre
os piores, será escolhido o melhor.
Os piores resultados são a1d2=50, a2d2=10 e a3d2=20. A
melhor das piores decisões, ou seja, considerando a demanda
pequena, seria a1=50.
Portanto, levando-se em consideração o critério maximin, a decisão
seria usar distribuidores locais.
Demanda grande d1 Demanda pequena d2
Distribuidores locais a1 150 50
Loja Própria a2 220 10
Vendas pela internet a3 180 20
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PESQUISA OPERACIONAL II
A resolução pelo critério de Laplace: O critério Laplace é um
critério moderado, pois busca o maior valor médio de resultado. Ou
seja, calcula-se o valor médio de cada alternativa e escolhe-se o
maior valor (se trata de receita) dentre os resultados.
Valor médio de a1 = (150+50)/2 = 100
Valor médio de a2 = (220+10)/2 = 115
Valor médio de a3 = (180 + 20)/2 = 100
O maior valor médio entre as alternativas é 115. Portanto, pelo
critério moderado de Laplace, a escolha seria por realizar as
vendas em loja própria (a2)
Demanda grande d1 Demanda pequena d2
Distribuidores locais a1 150 50
Loja Própria a2 220 10
Vendas pela internet a3 180 20
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PESQUISA OPERACIONAL II
Resolução pelo critério Hurwicz: Para aplicar o critério, é usado o
coeficiente de realismo , variando entre 0 e 1. Quanto maior o
valor de , mais otimista o decisor está em relação ao futuro.
Média ponderada = (melhor resultado) + (1- )( pior resultado)
Adotando-se = 0,7, isso quer dizer que o nosso decisor está mais
para otimista. O cálculo da média ponderada é:
Para a decisão de usar distribuidores locais (A1): Média
ponderada: ()(melhor resultado de d1 para a1) + (1-) (pior
resultado de d2 para a1). Média ponderada = (0,7)(150) + (1-
0,7)(50).
Média ponderada = 106 + 15 = 120
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PESQUISA OPERACIONAL II
Para a decisão de construir uma loja própria (a2): Média
ponderada: ()(melhor resultado de d1 para a2) + (1-) (pior
resultado de d2 para a2). Média ponderada = (0,7)(220) + (1-
0,7)(10).
Média ponderada = 154 + 3 = 157
Para a decisão de realizar as vendas pela internet (a3): Média
ponderada: ()(melhor resultado de d1 para a3) + (1-) (pior
resultado de d2 para a3). Média ponderada = (0,7)(180) + (1-
0,7)(20).
Média ponderada = 126 + 6 = 132
Pelo critério Hurwicz, a melhor decisão será a2, isto é, construir
uma loja própria.
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PESQUISA OPERACIONAL II
Resolução pelo critério de Savage: O critério de Savage
também chamado de critério de decisão conservador extremo,
trata-se da escolha pela alternativa que minimiza ao máximo a
maior perda de oportunidade esperada. Para isso, desenvolve-se
inicialmente uma tabela de perdas de oportunidades, para
depois encontrar a oportunidade máxima de perda em cada
alternativa. Seleciona-se a alternativa que apresentar a menor
perda.
Demanda grande d1 Demanda pequena d2
Distribuidores locais a1 150 50
Loja Própria a2 220 10
Vendas pela internet a3 180 20
Máxima perda de oportunidade 220 50
Prof. Airton Carneiro Prof. Francisco Pinheiro
PESQUISA OPERACIONAL II
Demanda grande d1 Demanda pequena d2 Máximo
Distribuidores locais a1 220 – 150 = 70 50 – 50 = 0 70
Loja Própria a2 220 -220 = 0 50 -10 = 40 40
Vendas pela internet a3 220 – 180 = 40 50 – 20 = 30 40
O Minimax será a2 ou a3, ou seja, segundo o critério de Savage, o
melhor resultado será dado instalando uma loja própria (a2) ou
realizar vendas pela internet (a3).