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sobre a necessidade de se 
trabalhar contra os ciberataques por meio de uma cibersegurança rápida e eficaz. 
Panorama de Segurança: mais ataques, novas tecnologias de defesa 
Atualizar os mecanismos de segurança em tempo real e automatizar a detecção de ameaças já se tornaram atividades 
essenciais 
Jason Porter, vice-presidente de Soluções de Segurança da AT&T 
O panorama de cibersegurança muda a cada dia que passa. Cada novo dispositivo conectado à 
rede apresenta um novo alvo para ataques que 
precisa ser protegido. Cada post novo nas redes 
sociais cria novos riscos para ataques de phishing 
ou engenharia social. Como resultado, a indústria 
está evoluindo para enfrentar essas mudanças. 
Nos últimos anos, a área de cibersegurança 
ganhou grande destaque e recebeu muita atenção 
das lideranças empresariais e da mídia. Novos 
startups surgiram para lidar com soluções de 
segurança em diversos nichos e impulsionar a 
inovação. Ao mesmo tempo, as empresas 
começaram a incluir o tema da cibersegurança na 
agenda de todas as reuniões de diretoria. 
Neste momento, estamos observando uma 
mudança que será marcante em 2017. Os 
ciberataques são tão prevalentes e estão evoluindo de forma tão rápida que já ultrapassaram os 
mecanismos de defesa implementados recentemente por muitas empresas. 
Em 2017, inovações como funções virtuais de segurança baseadas em software e análises 
avançadas não serão parte apenas das últimas tendências de segurança, mas também 
ferramentas essenciais para ajudar a proteger uma organização. Contar com a capacidade de 
operar em escala, atualizar os mecanismos de segurança em tempo real e automatizar a detecção 
de ameaças se tornaram essenciais para lidar com o enorme volume de ciberataques. Como 
resultado, acredito que o mercado continuará a se transformar em 2017 nas seguintes maneiras: 
· Externalização da segurança: empresas de pequeno e médio porte não contam com os 
recursos necessários para gerenciar e atualizar constantemente seus centros de operações de 
segurança em tempo integral ou manter equipes dedicadas à cibersegurança. Com isso, elas 
continuarão recorrendo a serviços terceirizados e consultores para garantir a proteção de 
segurança e manter os mecanismos de defesa atualizados da forma mais econômica. 
· Mais conexões, mais dados: à medida que as empresas continuam adotando dispositivos 
conectados, a quantidade e os tipos de dados que necessitam proteção irão aumentar ainda mais. 
Isso significa que as empresas terão que ser estratégicas na forma como abordar a segurança 
para lidar com a escala e o alcance de informação em seus dispositivos da Internet das 
Coisas (IoT, na sigla em inglês). 
· Empregos em cibersegurança disparam: programas de educação em cibersegurança 
continuarão a crescer e os empregos em cibersegurança para defender empresas terão um forte 
crescimento. A área continuará a ter 0% de desemprego mesmo com o crescimento de 
profissionais no setor. 
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Enquanto todos esses ajustes acontecem no mundo dos negócios, podemos esperar também 
algumas mudanças em cibersegurança que irão afetar TODOS os indivíduos, consumidores e 
organizações: 
· A segurança em IoT continuará a ser a principal preocupação este ano. Continuaremos a 
ver hackers em busca de vulnerabilidades em dispositivos em diferentes setores. Itens como 
objetos vestíveis ligados à rede ou máquinas inteligentes de café irão atrair cada vez mais o 
interesse dos hackers em função da atenção limitada dada à segurança durante os ciclos de 
desenvolvimento. 
· Novas tecnologias de autenticação – como escaneamento biométrico, reconhecimento facial 
via ‘selfie’ ou autenticação através do próprio dispositivo – começarão a substituir senhas de 
acesso a conteúdos digitais ou edifícios. 
· Ataques em infraestruturas críticas podem ficar ainda mais comuns. Os hackers tentarão 
afetar o fornecimento de energia, água, entre outros, como forma de protesto ou para obter 
ganhos financeiros. 
· Novos apelos serão feitos por mais apoio governamental para a cibersegurança. Em 
particular, os formuladores de políticas públicas estarão focados na proteção dos sistemas 
federais de TI, no avanço da implantação de tecnologias cibernéticas mais resistentes e no papel 
de uma política preventiva e de defesa ativa nos Estados Unidos. Surgirão também pedidos para 
o desenvolvimento contínuo de padrões e diretrizes da indústria e, possivelmente, programas de 
certificação para dispositivos IoT que estão se transformando rapidamente em um novo campo de 
batalha. 
Disponível em: <http://cio.com.br/opiniao/2017/01/18/panorama-de-seguranca-em-2017-mais-ataques-novas-tecnologias-de-defesa/> 
Acesso em 12 abril 2017. Adaptado. 
Em plena era tecnológica a palavra de ordem é segurança. Como navegar na internet 
sem se expor aos riscos? Como impedir ameaças? Uma dica, bastante simples, seria 
fazer uma leitura atenta e crítica das informações. Veja a seguir! 
Circuitos Digitais: as fraudes e golpes na internet e como se proteger 
 
Painel tratou sobre vulnerabilidade on-line - André Uzal 
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A tecnologia viabiliza avanços em diversas áreas de conhecimento, mas também acaba sendo o 
motor para a aplicação de golpes on-line, ataques cibernéticos e para a proliferação de links 
maliciosos, que levam as pessoas a serem enganadas na web. As fraudes e os golpes aplicados 
na internet foram tema do painel que encerrou a segunda edição do Rio Circuitos Digital. A 
discussão sobre as fraudes na internet e as formas de se proteger desse risco contou com a 
participação de Emilio Simoni, gerente de segurança da PSafe, e de Fidel Beraldi, gerente de 
riscos e fraudes da Moip, e foi mediada pela editora do GLOBO Luciana Casemiro. O evento Rio 
Circuitos Digitais é uma realização do jornal O GLOBO, apresentado pelo Sistema Fecomércio RJ, 
por meio do Sesc RJ e do Senac RJ. 
Um tipo de ataque que vem crescendo muito no Brasil, de acordo com Simoni, são as falsas 
promessas de vantagens em jogos e serviços em troca do compartilhamento de um link. Ele citou 
exemplos como o golpe do FGTS, em que a vítima teria que compartilhar um link com outras dez 
pessoas para consultar o saldo e um link falso de personalização do WhatsApp que precisa ser 
compartilhado com dez contatos para funcionar. — Estamos sofrendo um boom de golpes que 
envolvem falsas promessas. O compartilhamento desses links leva a milhões de acessos e, 
depois de acessar esse link, a pessoa pode baixar um vírus ou se cadastrar para receber SMS 
pago. O Brasil tem a maior quantidade rackers do mundo e eles são os mais criativos, criam 
coisas que ninguém imagina — disse Simoni. 
Outro tipo de fraude citada por Simoni é praticada por pessoas que criam um perfil falso nas redes 
sociais com o objetivo de atrair homens e mulheres para conseguir dados pessoais e fotos íntimas 
para fazer chantagem com essas informações. — É um tipo de ataque que as pessoas ficam 
constrangidas de denunciar porque elas mesmas deram as informações sigilosas. Então o número 
de ataques é muito maior do que o contabilizado — alertou. 
Para se precaver dessas ameaças on-line, a dica de Simoni é instalar um software de proteção. 
Porém, segundo ele, mais importante do que o programa de segurança é a conscientização do 
usuário na web, não compartilhando dados pessoais e não clicando em links suspeitos. — Os 
bancos não enviam nada por SMS no Brasil, então se vier algum link, pode ignorar. Mesmo vindo 
de pessoas conhecidas, as pessoas têm que desconfiar de links recebidos via WhatsApp e pelas 
redes sociais. Promoções muito boas devem ser alvo de desconfiança e os dados de cartão de 
crédito só podem ser colocados em sites de confiança ou de grandes empresas. As pessoas 
também postam tudo para os ladrões e rackers nas redes. É preciso ter consciência de que os 
seus dados são sigilosos e não podem

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