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Farmacognosia
Profª Leonor Monteiro do Nascimento
Obtenção de droga vegetal
Princípios e técnicas extrativas mais utilizadas
Conceitos
Droga vegetal: planta ou suas partes, após sofrer processo de coleta, secagem, estabilização e conservação.
Matéria-prima vegetal: planta fresca, droga vegetal ou preparado fitoterápico empregado na fabricação do produto fitoterápico.
Introdução
	A extração e o processamento de plantas medicinais 
para a fabricação de insumos para a industria de 
medicamentos fitoterapicos pode ser feita através de 
operações de moagem, extração, concentração, 
purificação e secagem.
	O conhecimento preliminar quanto aos 
constituintes farmacologicamente ativos da planta e 
das demais classes de compostos também existentes 
na droga e de extrema importância para o processo a 
ser desenvolvido.
Conceitos
Preparado fitoterápico intermediário: produto triturado, rasurado, pulverizado, extrato, tintura, óleo fixo ou volátil, cera, suco e outros, obtido de plantas frescas ou de drogas vegetais, através de operações de extração, fracionamento, concentração e purificação, utilizado na fabricação do produto fitoterápico.
Introdução
	A extração e o processamento de plantas medicinais 
para a fabricação de insumos para a indústria de 
medicamentos fitoterápicos pode ser feita através de 
operações de moagem, extração, concentração, 
purificação e secagem.
	O conhecimento preliminar quanto aos constituintes 
farmacologicamente ativos da planta e das demais classes de 
compostos também existentes na droga e de extrema 
importância para o processo a ser desenvolvido.
Introdução
	A secagem interrompe processos enzimáticos 
nas células vegetais, e dificulta o crescimento de 
microorganismos, possibilitando armazenamento e 
transporte do material sem riscos de deterioração.
Secagem
Teor de Umidade nos órgãos vegetais:
Órgão
% UR a fresco
% UR permitido
Casca
50-55%
8-14%
Erva
50-90%
12-15%
Folha
60-98%
8-14%
Flor
60-95%
8-15%
Fruto
15-95%
8-15%
Raiz
50-85%
8-14%
Rizoma
50-85%
12-16%
Semente
10-15%
12-13%
Técnicas extrativas
 
Moagem:
A moagem tem por objetivo diminuir o tamanho das partículas da droga vegetal, tornando-a adequada para a etapa seguinte do processo que e a extração. 
A extração de uma droga inteira, ou dividida em fragmentos grosseiros, será incompleta, devido a pobre penetração do solvente no tecido vegetal, e e muito lenta, uma vez que as membranas celulares atuam como verdadeiras barreiras dificultando o processo extrativo. 
Moagem
	No caso de droga previamente dividida, tais 
membranas encontram-se parcialmente destruídas 
tornando mais fácil e eficiente a dissolução dos 
constituintes celulares no liquido exterior. 
Entretanto, a divisão excessiva, com formação de 
pos muito finos, pode causar problemas no 
decorrer do processo de extração.
Moagem
A droga vegetal moída deve ser classificada de acordo com o tamanho de partículas que devem ser adequadas para o processo de extração, considerando o equipamento empregado. A moagem deve ser complementada pela tamisagem do material obtido. As partículas que excederem o tamanho padrão voltam ao moinho para serem reduzidas e o pó muito fino e descartado, ou armazenado e extraído separadamente em condições de processamento diferentes.
Moagem
	A Farmacopéia Brasileira classifica os pós em:
Pó grosso – passa em sua totalidade pelo tamis n° 10 e no maximo, 40% pelo tamis 44.
Pó moderadamente grosso – passa em sua totalidade pelo tamis n° 22 e no maximo, 40% pelo tamis 60.
Pó semi-fino – passa em sua totalidade pelo tamis n° 10 e no maximo, 40% pelo tamis 44.
Pó fino – passa em sua totalidade pelo tamis n° 85.
Pó finissimo– passa em sua totalidade pelo tamis n° 120.
	Os números dos tamises são especificados pela Associação 
Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.
Extração
Fatores determinantes:
Característica do material vegetal;
Grau de divisão;	
Solvente (o meio extrator);
Metodologia.
Característica do material vegetal
Característica do material vegetal
Característica do material vegetal: a estrutura histológica das diversas partes componentes de uma planta e bastante heterogênea; órgãos como raízes e caules os tecidos estão compactados (xilema), em folhas e flores os tecidos se apresentam com textura mais delicada
Grau de divisão
Quanto maior o grau de divisão, maior será a superfície de contato entre droga e solvente, maior eficiência na extração.
Solvente
	O solvente deve ser o mais especifico possível, 
como a seletividade depende da polaridade, o 
conhecimento do grau de polaridade do grupo de 
substancias que se deseja preferencialmente extrair 
determina o solvente ou mistura solvente que mais se 
aproxima do ótimo de seletividade para aquela extração.
	Os solventes mais usados como líquidos extratores nas 
industrias de fitofármacos são a água, o álcool etílico, a 
glicerina, o propilenoglicol e misturas destes líquidos.
Solvente
Na escolha de um solvente, alem dos fatores relacionados à eficiência do processo extrativo devem ainda ser considerados a toxicidade e/ou os riscos que seu manuseio representa a estabilidade das substâncias extraídas, a disponibilidade e o custo do solvente.
 Metodologia
	Em relação à Metodologia vários fatores estão relacionados como:
 Agitação, 
Temperatura,
Tempo de extração, 
pH.
 Metodologia
Agitação: como os processos de extração 
dependem, em grande parte, de fenômenos de 
difusão e que a renovação do solvente em contato 
com a substancia a dissolver desempenha um 
papel de grande influencia na velocidade da 
dissolução, pode-se concluir que a agitação pode 
abreviar consideravelmente a duração de um 
processo extrativo.
Metodologia
Temperatura: o aumento da temperatura provoca um aumento da solubilidade de qualquer substancia, motivo pelo qual os métodos de extração a quente são sempre mais rápidos do que aqueles realizados a temperatura ambiente
Metodologia
Tempo: o tempo de extração varia em função da rigidez dos tecidos do material vegetal, do seu estado de divisão, da natureza das substancias a extrair, do solvente e do emprego ou não de temperatura e/ou agitação.
Metodologia
pH: o pH influencia a solubilidade de diversos compostos pela possibilidade de formação de sais.
Mistura de solventes com polaridade crescente
Solvente
Éter de petróleo, hexano
Tolueno, diclorometano, 
clorofórmio.
Acetato de etila, n-butanol
Etanol, metanol
Misturas hidroalcóolicas, água
Água acidificada
Água alcalinizada
Substancia extraída
Lipídios, ceras, pigmentos, furanocumarinas.
Bases livres de alcalóides, óleos voláteis, antraquinonas livres, glicosídeos cardiotônicos.
Flavonóides, cumarinas simples.
Heterosídeos em geral.
Saponinas, taninos.
Alcalóides.
Saponinas.
Métodos de extração
Extração a frio:
Turbolização: por agitação.
Maceração: droga e solvente/vários dias c/ agitação ocasional. Peq. escala
Percolação: passar solvente através da droga ate esgotamento. Peq. Escala. Etapa preliminar entumescimento da droga. Alto consumo de solvente.
Extração a frio
Percolação
Turbolização
Maceração
Métodos de extração
Extração a quente em sistema aberto:
Turbolização: por agitação.
Decocção: por temperatura.	
Infusão: por temperatura.
Extração em sistema aberto
Decocção
Infusão
Métodos de extração
Extração a quente em sistema fechado:
Extração sob refluxo.
Extração em aparelho de Soxhlet
Extração a quente em sistema fechado:
Extração em aparelho de Soxhlet
Extração sob refluxo
Métodos de extração
Extração sob refluxo: consiste em submeter o material vegetal a extração com um solvente em ebulição, em aparelho dotado de um recipiente, onde será colocado o material e o solvente, acoplado a um condensador, de forma que o solvente evaporado durante o processo seja recuperado e retorne ao conjunto. Verificar a termoestabilidade das substâncias.Métodos de extração
Extração em aparelho de Soxhlet: extrair sólidos com solventes voláteis. Em cada ciclo da operação, o material vegetal entra em contato cm o solvente renovado; possibilita uma extração altamente eficiente, empregando-se uma quantidade reduzida do solvente, em comparação com as quantidades necessárias nos outros processos extrativos, para se obter os mesmos resultados qualitativos e quantitativos.
Concentração
	O processo de concentração visa aumentar o teor de sólidos no extrato com a finalidade de:
a) alcançar um determinado teor de resíduo seco;
b) fabricar extratos moles e
c) como etapa preliminar na fabricação de extratos secos.
	Na fabricação de produtos fitofarmacêuticos, a concentração é uma etapa problemática, devido a possibilidade de degradação de substâncias termolábeis.
Referência Bibliográfica
SHARAPIN, L. et al. Fundamentos de Tecnologia de Produtos Fitoterapicos. D.C.: Convenio Andrés Bello (CAB) e Programa Iberoamericano de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento (CYTED). 2000.

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