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Nervos cranianos Heloísa Heim Generalidades Ligam-se ao tronco encefálico, com exceção do nervo olfatório e nervo óptico, esses ligam-se ao telencéfalo e diencéfalo respectivamente. Diferem dos nervos espinhais por possuírem origens diferentes Componentes funcionais dos nervos cranianos Componentes aferentes: Receptores dos sentidos (menos o tato) Especiais Demais receptores Gerais Gerais : Origem – Exteroreceptores e proprioreceptores Fibras aferentes somáticas Especiais: Funções – Impulsos de temperatura dor e pressão, tato e propriocepção Origem - Retina e ouvido interno Funções – Visão, audição e equilíbrio Fibras aferentes viscerais Gerais: Origem – visceroreceptores Função – Conduzem impulsos relacionados com dor visceral Especiais: Origem – Receptores gustativos e olfatórios Componentes eferentes: Fibras eferentes viscerais Fibras eferentes somáticas - Inervam músculos esqueléticos miotômicos - Núcleo dos nervos cranianos motores: Tronco encefálico Gerais: Inervam músculos lisos, cardíacos e das glândulas. Pertencem à divisão parassimpática do sistema nervoso autônomo Fibras pré ganglionares Especiais: Inervam músculos originados nos arcos branquiais Nervo Olfatório, I Par Originados na região olfatória de cada fossa nasal Atravessam a lâmina crivosa do etmoide e termina no bulbo olfatório Nervo sensitivo – aferente visceral especial Nervo Óptico, II Par Feixe de fibras grosso originado na retina Emerge próximo ao polo posterior de cada bulbo ocular Penetra o crânio pelo canal óptico Aferente somático especial Nervos Oculomotor, III Par; Troclear, IV Par; e Abducente VI Par Nervos motores Penetram na órbita pela fissura orbital superior Distribuem-se nos músculos extrínsecos do bulbo ocular, sendo fibras eferentes somáticas Nervo oculomotor: fibras de inervação pré ganglionar, inerva músculos intrínsecos do bulbo ocular: músculo ciliar e músculo esfíncter da pupila. Classificado como fibras eferentes viscerais gerais Nervo Trigêmeo, V Par Raiz sensitiva Partem do ramo central Os seus prolongamentos formam os três ramos do trigêmeo: nervo oftálmico, nervo maxilar e nervo mandibular. Fibras aferentes somáticas gerais Recebem estímulos exteroceptivos (temperatura, pressão, dor e tato), originados Na pele da face e da fronte Na conjuntiva ocular Na parte ectodérmica da mucosa da cavidade bucal, nariz e seios paranasais Nos dentes Nos 2/3 anteriores da língua Na maior parte da dura-máter craniana Recebem estímulos proprioceptivos em receptores localizados nos músculos mastigadores e na articulação temporomandibular Raiz motora Fibras que acompanham o nervo mandibular Distribuem-se pelos músculos mastigadores Fibras eferentes viscerais especiais Nervo Facial, VII Par Emerge do sulco bulbo-pontino Possui uma raiz motora, o nervo facial propriamente dito, e uma raiz sensitiva e visceral, o nervo intermédio Penetram o meato acústico interno junto ao nervo vestíbulo- coclear Após um percurso pelo meato acústico interno, o Nervo Facial emerge do Crânio pelo forame estilomastóideo, atravessa a glândula parótida e distribui uma série de ramos Dos 5 componentes, os mais importantes clinicamente são: Fibras eferentes viscerais especiais: para músculos mímicos, músculos estilo-hioídeos e ventre posterior do digástrico. Fibras eferentes viscerais gerais: Inervação pré-ganglionar das glândulas lacrimal, submandibular e sublingual Fibras aferentes viscerais especiais: Recebem impulsos gustativos dos 2/3 anteriores da língua Nervo Vestibulococlear, VIII Par Exclusivamente sensitivo Penetra na ponte na porção lateral do sulco bulbo-pontino Ocupa o meato acústico interno na porção petrosa do osso temporal Fibras aferentes somáticas especiais Parte vestibular formado por fibras que se originam dos neurônios sensitivos do gânglio vestibular – Impulsos nervosos relacionados com o equilíbrio Parte coclear Constituída de fibras que se originam nos neurônios sensitivos do gânglio espiral – Impulsos relacionados com a audição Nervo Glossofaríngeo, IX Par Emerge do sulco lateral posterior do bulbo Os filamentos que saem do bulbo reúnem-se e formam o tronco do nervo, que sai do crânio pelo forame jugular Ao sair do crânio ramifica-se na raiz da língua e na faringe Componentes funcionais mais importantes Fibras aferentes viscerais gerais, responsáveis pela sensibilidade do terço posterior da língua, faringe, úvula, tonsila e tuba auditiva, além do seio e corpo carotídeos. Fibras eferentes viscerais gerais – pertencem a divisão parassimpática do SNA e terminam no gânglio óptico – desse gânglio saem fibras do nervo auriculotemporal que vão inervar a glândula parótida Nervo Vago, X Par Maior nervo craniano, misto e essencialmente visceral Emerge do sulco lateral posterior do bulbo, emerge do crânio pelo forame jugular Percorre o pescoço e tórax e termina no abdômen Inerva a laringe e a faringe Possui dois Gânglios sensitivos, o gânglio superior (ou jugular) e o inferior ( ou nodoso) Os componentes mais importantes são: - Fibras aferentes viscerais gerais – conduzem impulsos originados na faringe, laringe, traqueia, esôfago, vísceras do tórax e abdome - Fibras eferentes viscerais gerais – inervação parassimpática das vísceras torácicas e abdominais. - Fibras eferentes viscerais especiais – inervam os músculos da faringe e laringe Nervo Acessório, XI Par Formado por uma raiz craniana e uma raiz espinhal A raiz espinhal é formada por filamentos que emergem face lateral dos 5 ou 6 primeiros segmentos cervicais da medula Os filamentos formam um tronco comum que penetra no forame magno Os filamentos da raiz craniana emergem do sulco lateral posterior do bulbo. O tronco comum atravessa o brame jugular, divide-se em um ramo interno e externo Ramo interno- contém fibras da raiz craniana e reúne-se com o vago distribuindo-se com ele Ramo externo- contém fibras da raiz espinhal e inerva os músculos do trapézio e esternocleidomastoídeo Divisão funcional das fibras: - Fibras eferentes viscerais especiais – inervam músculos da laringe - Fibras eferentes viscerais gerais – inervam vísceras torácicas Nervo Hipoglosso, XII Par Essencialmente motor Seus filamentos emergem do sulco lateral anterior do bulbo O tronco do nervo emerge do crânio pelo canal do hipoglosso Distribui-se aos músculos intrínsecos e extrínsecos da língua Fibras eferentes somáticas Núcleo dos Nervos cranianos Os núcleos dos nervos cranianos dispõem-se no tronco encefálico em colunas longitudinais As colunas têm correspondência funcional Coluna Eferente Somática Os núcleos dispõem-se próximos ao plano mediano Originam fibras para inervação dos músculos estriados miotômicos do olho e da língua Coluna Eferente Visceral Geral Nos núcleos desta coluna estão os neurônio pré-ganglionares do parassimpático craniano Suas fibras antes de atingiram as vísceras fazem sinapse em um gânglio Coluna Eferente Visceral Especial Dá origem a fibras que inervam os músculos de origem branquiométrica Os núcleos desta coluna se localizam profundamente no interior do tronco encefálico Coluna Aferente Somática Geral Seus núcleos recebem fibras que trazem grande parte da sensibilidade somática geral da cabeça Única coluna contínuaque se estende ao longo de todo tronco encefálico, continuando caudalmente com a substância gelatinosa da medula Núcleo do trato mesencefálico do trigêmeo - há evidências de que chegam fibras originadas em receptores dos dentes e do periodonto . - Este núcleo é uma exceção à regra de que os corpos dos neurônios sensitivos se localizam sempre fora do SNC. Coluna Aferente Somática Especial Ao contrário das demais é muito larga, ocupa toda área vestibular do IV ventrículo, não parecendo morfologicamente à uma coluna. Coluna Aferente Visceral Coluna formada por apenas um núcleo, o núcleo do trato solitário Chegam fibras trazendo a sensibilidade visceral geral e especial Estas fibras são prolongamentos centrais de nurônios sensitivos situados nos gânglios geniculado, inferior do vago e inferior do glossofaríngeo Conexões dos núcleos dos nervos cranianos Conexões Suprassegmentares Para que os impulsos aferentes possam se tornar conscientes, é necessário que sejam levados ao tálamo e daí às áreas específicas do córtex cerebral Os neurônios dos núcleos motores dos nervos cranianos estão sob o controle do SN suprassegmentar – sistema de fibras descendentes Os núcleos da coluna eferente visceral geral recebem influência do SN suprassegmentar, especialmente do hipotálamo As fibras ascendentes agrupam-se do seguinte modo: - Lemnisco Trigeminal – núcleos sensitivos do trigêmeo ao tálamo - Lemnisco Lateral – Impulsos auditivos dos núcleos cocleares ao colículo inferior - Fibras vestíbulo-talâmicas – ligam os núcleos vestibulares ao tálamo - Fibras solitário-talâmicas – núcleo do trato solitário ao tálamo Conexões Reflexas Dependem das conexões entre os neurônios dos núcleos sensitivos e os neurônios motores As fibras para essas conexões podem passar através da formação reticular ou do fascículo longitudinal medial Reflexo Mandibular ou Mentoniano Resposta: fechamento brusco da boca pelos músculos mastigadores Vias aferentes pelo trigêmeo Contração do músculo mastigador Estiramento do músculo Ativação dos fusos neuromusculares Impulsos aferentes pelo nervo mandibular Núcleo do trato mesencefálico do trigêmeo Impulsos eferentes Reflexo corneano Resposta: fechamento dos dois olhos por contração bilateral da parte palpebral do músculo orbicular do olho Lesão nervo trigêmeo – abole a resposta reflexa dos dois lados Lesão do nervo facial – abole a resposta do lado lesado Ulceração da córnea Fechamento ocular Impulso aferente pelo ramo oftálmico do trigêmeo Gânglio trigeminal e raiz sensitiva do trigêmeo Fibras cruzadas e não cruzadas Núcleos do nervo facial de ambos os lados Reflexo de movimentação dos olhos por estímulos vestibulares Responsável pelo foco em locais fixos durante movimentação Possui como receptores as cristas situadas nas ampolas dos canais semicirculares do ouvido interno, onde existe um líquido – endolinfa Núcleos vestibulares Movimentos da cabeça Movimento da endolinfa nos canais semicirculares Deslocamento dos cílios das células sensoriais Impulsos pela porção vestibular do nervo vestíbulo-coclear Núcleos dos III, IV e VI par Olhos Reflexos pupilares Importante para avaliar possíveis danos no mesencéfalo Importante para avaliar vias funcionais que o medeiam Pode ser direto- contração apenas da pupila iluminada- ou consensual – observação da contração de uma pupila ao iluminar o outro olho Neurônios do Núcleo de Edinger- Westphal Impulso nervoso da retina Nervo óptico Corpo geniculado lateral- via aferente As fibras ganham o braço do colículo superior Fibras pré-ganglionares, que pelo III par vão ao gânglio ciliar Neurônios da área pré-tetal Quiasma óptico Trato óptico Reflexo do Vômito Principal causa: irritação da mucosa gastrointestinal Irritação da mucosa – estimula visceroreceptores - impulsos aferentes pelas fibras do vago – núcleo do trato solitário – fibras que levam o impulso ao centro do vômito, na formação reticular do bulbo Do centro do vômito saem fibras que se ligam a áreas responsáveis pelas respostas motoras que desencadeiam o vômito, sendo essas: Fibras para o núcleo dorsal do Vago – Aumentam a contração do estomago a abrem a cárdia Fibras que atingem a coluna lateral da medula – fechamento do piloro Fibras que chegam à medula cervical – nervo frênico – contração do diafragma Nervos tóraco-abdominais – inervam músculos da parede abdominal – aumento da pressão intra-abdominal Fibras do núcleo do hipoglosso – protrusão da língua