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1
Estrutura das Madeiras de Angiospermas
2
Estrutura Tridimensional de Angiospermas
Sistema Axial
 Fibras
 Elementos de Vaso
 Parênquima Axial
Sistema Radial
 Parênquima radial ou 
raio
Estruturas mais 
complexas; células com 
funções mais 
especializadas.
radial
tangencial
lenho inicial
lenho tardio
3
Fibras
Células estreitas, com
extremidades afiladas,
fechadas e de centro oco
Diferenciam-se dos
traqueóides por serem mais
curtas (geralmente de 0,5 a
2,5 mm de comprimento),
pontiagudas e com poucas e
pequenas pontoações
Ocupam de 60-75% do
volume da madeira
São células de sustentação
responsáveis pela rigidez e
flexibilidade
Fibras
4
Fibras
As paredes das fibras variam em espessura, mas,
geralmente, são mais espessas que as paredes das
demais células do xilema
 Os principais tipos de fibras encontrados nas 
madeiras de Angiospermas são: 
. fibra libriforme
. fibrotraqueídeo
5
Fibras Libriformes e Fibrotraqueídeo
. Fibras libriformes: Normalmente menores
em comprimento e diâmetro, pontoações
simples e pequenas (2-4µm). É o tipo mais
abundante e representativo das
Angiospermas.
. Fibrotraqueídeo: Pontoações areoladas e
relativamente grandes (4-9µm).
6
Fibras Libriformes e Fibrotraqueídeos
Fibrotraqueídeo
Fibra Libriforme
7
Fibras Septadas
. Ambas podem apresentar lúmen
subdividido por delgadas paredes
transversais (septos transversais),
sendo denominadas fibras septadas
. Os elementos septados retêm seus
protoplasmas, são multinucleados e
estão relacionados com a reserva de
substâncias.
8
Pontoações Areoladas em 
Fibrotraqueídeos de Folhosas
9
Elementos de Vaso
São células que se dispõe
umas sobre as outras,
formando tubos alongados, os
vasos;
Os vasos tem a função de
condução ascendente de
líquidos ou seiva bruta na
árvore;
Os vasos constituem o
principal elemento de
diferenciação entre madeiras
comerciais de angiospermas e
gimnospermas.
10
Placas de Perfuração dos Elementos de Vasos
 Extremidades perfuradas que permitem a
circulação de líquidos e comunicação entre si.
11
Placas de Perfuração dos Elementos de Vasos
 As placas de perfuração são classificadas de
acordo com o aspecto da placa em múltiplas (a, b,
c, d) ou simples (e).
12
13
Placas de Perfuração
Múltiplas: a), b), c), d)
Simples: e)
14
Placas de Perfuração Múltiplas
Fonte: Carlquist, 2001
Escalariforme Reticulada Foraminada
15
• Escalariforme – as perfurações são
alongadas e paralelas, em forma de
barras. Ex.: Ilex e Magnolia. (Tipos A
e B)
Placas de perfuração
16
Placas de perfuração
• Reticulada – as perfurações se
apresentam como uma rede ou
retículo. Ex.: Bignoniáceas e
Verbenáceas. (Tipo C)
17
Placas de perfuração
• Foraminada – as perfurações se
apresentam como aberturas
lenticulares e circulares. Ex.: Gnetum,
Ephedra (Tipo D)
18
Placas de perfuração
• Simples – quando possui uma só
perfuração ou abertura. (tipo E)
19
As placas de perfuração
também podem ser encontradas
nas paredes laterais dos
elementos de vaso e, em alguns
casos, nas células específicas
do parênquima radial, as células
perfuradas de raio, estão
diretamente envolvidas no
transporte de água.
Algumas espécies podem
apresentar a placa de
perfuração simples e
escalariforme simultâneamente
(lenho tardio), chamada placa
de perfuração dimórfica
Placas de Perfuração dos Elementos de Vasos
20
Elemento de Vasos de Madeiras de Folhosas
O tipo de placa de
perfuração e os
aspectos dos
elementos de vasos
são características
relacionadas ao
estágio evolutivo do
vegetal e adaptação
deste às condições
ambientais.
21
Elemento de Vaso - Eucalyptus
Aumento: 500X
22
Elemento de Vaso e Fibras - Eucalyptus
Aumento: 500X
23
Vasos e Fibras
24
Vasos e Fibras
25
Elemento de Vaso - Eucalyptus
26
Vasos vistos no Plano Transversal ou Poros: 
Vasos Solitários, Múltiplos ou Geminados
 Em anatomia, vasos vistos na seção transversal são 
denominados poros.
 Solitário – poros
isolados ou não
rodeados por outro
vaso.
 Múltiplo – poros
justapostos e múltiplos
de dois, três quatro ou
mais vasos.
 Geminado – múltiplo de
dois.
27
Quanto à disposição ou porosidade em 
relação aos anéis:
• Difusa: os poros estão
distribuídos ao longo dos
anéis de crescimento. É o
mais comum nas madeiras
brasileiras. Instabilidade
climática.
• Comum em árvores que
cresceu em condições
climáticas instáveis
Betula Verrucosa
28
Quanto à disposição ou porosidade em 
relação aos anéis:
• Em anéis porosos: os poros estão
concentrados no início do período vegetativo
dos anéis de crescimento.
• Árvores que possuem folhagem densa e
crescem em regiões de estações anuais bem
definidas.
Quercus spp.
Quercus sp
29
• Semi-difusa ou anéis semi-porosos:
intermediário entre a porosidade difusa
e em anel. Os poros do lenho inicial são
maiores do que os do lenho tardio, não
concentrados, porém com diminuição
gradativa dos diâmetros nesses lenhos
Ex: cedro.
Quanto à disposição ou porosidade em 
relação aos anéis:
30
Quanto ao Arranjo ou Distribuição
tangencial – quando os poros estão dispostos
perpendicularmente aos raios lenhosos. Ex.:
guaiuvira
Diagonal - quando os poros estão dispostos
obliquamente aos raios lenhosos. Ex.: jacareúba,
lacre, faveira-amarela, ipê-do-campo
Dendrítico ou em chamas - quando os poros estão
dispostos à semelhança de chamas ou cachos. Ex.:
manteigueira.
31
Dendríticos ou em Chamas 
32
Parênquima Axial
Função de armazenamento de substâncias nutritivas,
como amido e outros e translocação de água e solutos a
curta distância
Paredes finas, não lignificadas, pontoação simples e
formato retangular no plano longitudinal
33
Parênquima Axial
Células claras quando vistas do plano transversal
Parênquima Axial Indistinto
 Indistinto – Parênquima axialnão é visualizado à olho nú e
nem com o auxílio de uma lupa de 10 aumentos. Pode estar
ausente ou presente na madeira, mas só é perceptível com o
uso de microscópio. Exemplo: muiracatiara, pau-amarelo,
ucuúba-de-várzea, bicuíba (virola), peroba-rosa, guatambu;
35
Apotraqueal – Quando não está em contato direto com
os elementos de vasos
Paratraqueal – Disposto em contato com os vasos
Em faixas - Dispostos em linhas ou em faixas
perpendiculares aos raios, às vezes sem contato com os
vasos, mas às vezes atingindo os vasos
 Parênquima axial pode ser classificado conforme o seu
posicionamento em relação aos vasos e a sua organização.
 Em muitos casos existem mais de um tipo de parênquima em
um mesma espécie
Parênquima Axial Distinto
36
Parênquima Axial Apotraqueal
 Difuso – Ocorrem células isoladas de modo aleatóro
entre as fibras. Às vezes de difícil observação
principalmente em madeiras claras. Ex.: cupiúba (Goupia
glabra)
37
Parênquima Axial Apotraqueal
 Difuso em agregados – Ocorrem agrupamento de
células isoladas entre si, sem formar desenho
característico. Ex.: açacu (Hura crepitans)
38
Parênquima Axial Paratraqueal
 Escasso – ocorrem algumas células de parênquima em
contato com os vasos, mas não chegam a circundá-lo.
Sob lupa este tipo pode ser classificado como
indistinto. Ex.: angico-preto (Anadenanthera
macrocarpa)
39
Parênquima Axial Paratraqueal
 Unilateral – as células do parênquima estão em contato
com os vasos, mas concentradas semuma direção dos
vasos. Ex.: araracanga (Aspidosperma desmanthum)
40
Parênquima Axial Paratraqueal
 Vasicêntrico – o parênquima circunda completamente os
vasos formando uma aréola ao redor dos vasos.Ex.:
tamboril-orelha de nego (Enterolobium contortisiliquum)
41
Parênquima Axial Paratraqueal
 Aliforme losangular – o parênquima envolve
completamente os vasos mas a aréola apresenta
extensões laterais formando uma figura losangular. Ex.:
angelim-vermelho (Dinizia excelsa)
42
Parênquima Axial Paratraqueal
 Aliforme de extensão linear – o parênquima envolve
completamente os vasos apresentando extensões
laterais estreitas e alongadas. Ex.: marupá (Simarouba
amara)
43
Parênquima Axial Paratraqueal
 Confluente – o parênquima que envolve dois ou mais
vasos. Pode ser derivado do tipo vasicêntrico ou
aliforme Ex.: angelim-amargoso (Vatairea guianensis),
pau-rainha (Centrolobium paraensis)
Pau-rainha
44
Parênquima Axial em Faixas
 Linhas – disposição em linhas perpendiculares ao raios,
irregularmente espaçadas. Ex.: maçaramduba
(Manilkara huberi)
45
Parênquima Axial em Faixas
 Faixas – disposições em faixas perpendiculares aos
raios, irregularmente espaçadas. Ex.: angelim-pedra
(Hymenolobium petraeum)
46
Parênquima Axial em Faixas
 Reticulados – disposição em linhas perpendiculares aos
raios, regularmente espaçadas, formando com os raios
um desenho com aspecto de rede. Ex.: sapucaia
(Lecythis pisonis)
47
Parênquima Axial em Faixas
 Escaraliforme – disposição em linhas perpendiculares a
raios largos, regularmente espaçadas, formando com os
raios um desenho com aspecto de escada. Ex.: envira
(Xylopia aromatica)
48
Parênquima Axial em Faixas
 Marginal – faixas dispostas perpendiculares aos raios,
com espaçamento grande e regular, demarcando a
camada de crescimento. Ex.: mogno (Swietenia
macrophylla)
guanandi
49
Formação de Tilose no Lúmen de Vasos
50
Fonte: GLÓRIA & GUERREiRO, 2003
Tilose no Lúmen de Vasos
Se houver diminuição da
intensidade do fluxo de
líquidos dos vasos, a
pressão no interior das
células parenquimáticas se
torna bem maior e, em
consequência, a fina
parede primária das
pontoações do parênquima
se distende, penetrando
na cavidade dos vasos.
51
Tiloses no Lúmen de Vasos
 Os tilos formam-se
quando uma ou mais
células
parenquimáticas,
adjacentes a um
elemento de vaso ou
traqueídeo inativo, se
projetam através das
pontoações para o
lúmen do elemento do
vaso ou traqueídeo,
obstruindo-o.
52
Fonte: lifesciences.asu.edu/
Formação de Tilose no Lúmen de Vasos
Ferimentos externos podem
estimular a formação de
tilos, visando bloquear a
penetração de ar na coluna
de líquidos em circulação;
às vezes, o surgimento de
tilos é decorrente da
degradação enzimática das
membranas das pontoações
por fungos xilófagos.
53
Fonte: Burguer & Richter, 1991
Formação de Tilose no Lúmen de Vasos
54
Fonte: lifesciences.asu.edu/
Tilose ou Tilos
São semelhantes a bola que entram nos vasos a
partir de células de parênquima
55
Fonte: lifesciences.asu.edu/
Formação de Tilose no Lúmen de Vasos
56
Formação de Tilose no Lúmen de Vasos
100x 200x
57
Formação de Tilose no Lúmen de Vasos
500x
58
Parênquima Radial
São células de natureza
parenquimática
São responsáveis pelo
armazenamento e
translocação de água e
solutos a curta distância,
principalmente no sentido
lateral
No plano transversal
aparecem como linhas
cruzando os anéis de
crescimento.
59
Parênquima Radial
Quanto ao formato são
compostos por três tipos de
células parenquimáticas:
Procumbentes: maior dimensão
no sentido radial
Eretas: maior dimensão no
sentido axial
Quadradas: aproximadamente
isodiamétrica
60
Quanto ao Formato das Células
 Homogêneos – células de um único
formato.
 Heterogêneos – mais de um formato,
vistas nas secções radiais
(combinações de células quadradas,
eretas e/ou procumbentes).
61
Raio Heterogêneo
MORAES
62
• Unisseriados – única fileira de
células, do tipo linear
• Bisseriados – duas fileiras de células
• Trisseriados – três fileiras de células
• Multisseriados – quatro ou mais
fileiras de células
Quanto à classe, os raios, vistos no
plano tangencial podem ser:
Quanto à Classe
63
Parênquima Radial
Raios uniseriados e biseriados Raios multisseriados
64
Parênquima Radial Estratificado
Ocorrência ordenada do elemento celular
vista no plano tangencial. Ex.: angelim
pedra, mogno.
Aumento 3x Aumento 10x Aumento 20x
65
Estratificação do Raio: Plano Tangencial
Mogno Andiroba
Raio Estratificado Raio Não-Estratificado
66
Elemento de Vaso e Células de 
Parênquima Radial - Eucalyptus
67
Caracteres Anatômicos Especiais
Canais celulares e intercelulares - à
semelhança dos canais resiníferos
nas Gimnospermas, algumas
Angiospermas podem apresentar
canais que contêm substâncias
diversas, como resinas, gomas,
bálsamos, taninos, látex, etc.
68
Caracteres Anatômicos Especiais:
Células Oleíferas e Mucilaginosas
 São células
parenquimáticas
especializadas, que contêm
óleo, mucilagem ou resinas,
facilmente distinguíveis
por suas grandes
dimensões.
Células Oleíferas em Anoerá 
(Lauraceae)
69
Caracteres Especiais
Cristal em Angelim-do-campo 
Fonte: GLÓRIA & GUERREiRO, 2003
Os cristais são depósitos de
sais de cálcio, geralmente
oxalato de cálcio, que se
encontram nos capilares
submicroscópicos da parede
celular ou são depositados no
lúmen das células,
principalmente nas células
parenquimáticas.
70
Caracteres Especiais
Corpúsculo de sílica em Lauraceae
Fonte: GLÓRIA & GUERREiRO, 2003
Material cuja dureza
assemelha-se ao diamante
 Pode ocorrer no interior
das células em forma de
partículas ou grãos,
normalmente nos raios e no
parênquima longitudinal e,
em casos mais raros, nas
fibras e em outros
elementos verticais
71
Fonte: Glória e Guerreiro
Angiospermas: Planos de Observação

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