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UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA
 UNIVERSO - CAMPUS GOIÂNIA
 Curso: Direito
PLANO DE ENSINO
2º Semestre de 2018
	CURSO: Direito
	DISCIPLINA: Introdução ao Direito
	TURMAS: M2 e N2
	CÓDIGO: 3232
	PERÍODO: 1º
	PRÉ-REQUISITO: ___
	CARGA HORÁRIA: 60 H
	CRÉDITOS: 04
	PROFESSOR(ES): GLEYZER ALVES E SILVA
	OBJETIVOS:
Geral:
Introduzir o graduando nos conhecimentos iniciais do fenômeno jurídico, levando-o a compreender o que se entende por Direito, suas fontes, as principais ideologias jurídicas, percebendo as diversas possibilidades de conceito do fenômeno Direito, seus elementos característicos, sua interface com a sociedade e a noção de Justiça.
Especifico:
Estudar as concepções de Direito.
Estudar as fontes do Direito e suas interferências recíprocas
Compreender a norma jurídica, sua classificação e estrutura básica.
Compreender a relação jurídica, sua estrutura e elementos fundamentais.
Avaliar e discutir o conceito de Justiça e sua relação com o Direito
	EMENTA:
O conceito do Direito. Fontes do Direito. A norma jurídica. Relação Jurídica. Direito e Justiça
	TÓPICO
	Unidade I. Introdução ao Estudo do Direito
	1.1 – Direito: conceitos e acepções da palavra
	1.2 – Direito como ciência e como tecnologia
	1.3 – Instrumentos de controle social e o Direito
	1.4 – A teoria tridimensional do Direito em Miguel Reale
	1.5 – Fundamentos do Direito: jusnaturalismo, positivismo jurídico, normativismo jurídico
	1.6 – Dogmática e zetética jurídicas
	1.7 – Solução e decisão na ciência dogmática do Direito
	1.8 – Direito Positivo e seus ramos: público, privado e difuso
	Unidade II. Fontes do Direito
	2.1 – Conceito de fonte do direito
	2.2 – Fontes estatais do Direito: lei e jurisprudência
	2.3 – Fontes não estatais do Direito: costume e doutrina
	2.4 – Poder normativo dos grupos sociais
	2.5 – As lacunas da lei e as técnicas de suprimento de lacunas
	Unidade III. Princípios e Normas Jurídicas
	3.1 – Normas jurídicas e princípios: distinções fundamentais
	3.2 – Elementos e características da norma jurídica
	3.3 – Classificações da norma jurídica
	3.4 – Validade, vigência e eficácia da norma jurídica
	Unidade IV. Relação Jurídica
	4.1 – Relação Jurídica: conceito e relação com o fato jurídico
	4.2 – Sujeitos da relação jurídica: pessoa natural e pessoa jurídica
	4.3 – Objetos da relação jurídica: objeto mediato e imediato
	4.4 – Direito subjetivo e dever jurídico
	4.4.1 – Classificação dos direitos subjetivos:
	a) direitos absolutos e relativos;
	b) direitos patrimoniais e não patrimoniais
	c) direitos disponíveis e indisponíveis
	d) direitos principais e acessórios
	e) direito potestativo e direito a uma prestação
	Unidade V. Direito e Justiça
	– Considerações acerca da Justiça
	– As diferentes concepções do justo
	– Justiça, equidade e segurança jurídica
	– O problema das leis injustas
	
	BIBLIOGRAFIA BÁSICA
	1
	NADER, Paulo. Introdução ao Estudo do Direito. Rio de Janeiro: Forense, 2006
	2
	REALE, Miguel. Lições Preliminares de Direito. São Paulo:Forense: 2007
	3
	DINIZ, Maria Helena. Compêndio de Introdução à Ciência do Direito. São Paulo: Saraiva: 2010
	
	BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
	1
	FERRAZ JUNIOR, Tércio Sampaio. Introdução ao estudo do Direito. São Paulo: Atlas, 2003
	2
	OLIVEIRA, Nelci Silvério de, Introdução ao Estudo do Direito. Goiânia: AB, 2004
	3
	HÂBERLE, Peter. Hermenêutica Constitucional. Porto Alegre: Fabris, 2002
	4
	VENOSA, Silvio de Salvo. Introdução ao Estudo do Direito: São Paulo: Editora Atlas, 2007
	5
	MONTORO, André Franco. Introdução à Ciência do Direito. São Paulo., RT, 2005
	TRABALHO DISCENTE EFETIVO - TDE:
TDE
02 HORAS - LEITURAS E PESQUISA SOBRE DIREITO NATURAL E DIREITO POSITIVO PARA ESTABELECER SUAS DIFERENÇAS E DISCUSSÃO EM SALA.
04 Horas - PESQUISA SOBRE VALORES JURÍDICOS
04 HORAS - ESTUDOS DIRIGIDOS PARA A RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS.
04 horas – atividades sociais
Total do TDE: 12 horas
	
SISTEMA DE AVALIAÇÃO
	V1 
	Avaliação Subjetiva e Objetiva (Prova individual, sem consulta, em sala de aula com valor de 10 pontos)
	V2
	Avaliação Subjetiva e Objetiva (Prova individual, sem consulta, em sala de aula com valor de 0 a10 pontos)
	VT
	Verificação de trabalhos individuais ou em grupo, seminários, debates, leitura de livros, etc (valor de 0 a 10 pontos)
	VS
	Avaliação Subjetiva e Objetiva (Prova individual, sem consulta, em sala de aula com valor de 0 a 10 pontos)
	ATIVIDADES
	DATAS
	V1
	26/set
	VT
	A ser definida pelo professor
	V2
	03/12
	2.ª chamada (V1 e V2)
	10/out e 13/dez
	VS
	19/dez
INTRODUÇÃO AO DIREITO - PROF. ME. GLEYZER ALVES E SILVA
 Capítulo I - ORIGEM DA PALAVRA DIREITO
	A palavra direito é do tipo análoga, ou seja, possui vários significados, os quais guardam entre si algum nexo, um ponto em comum. Para assim considerarmos, todavia, devemos fazer a distinção entre as acepções fundamentais e as secundárias. Vejamos, em primeiro lugar, a definição da palavra direito pela forma etimológica.
	A palavra direito é grafada de várias formas, de acordo com o País e sua língua. Vejamos alguns exemplos: droit (França), diritto (Itália), derecho (Espanha), dreptu (Romênia), right (Estados Unidos) e recht (Alemanha). 
	Todas estas palavras estão ligadas a uma origem comum, o vocábulo latino directum ou rectum, que significam, respectivamente, direito e reto. Seu sentido é ser (agir) conforme a uma régua, aquilo que é reto (retidão). Depois passou para o sentido figurado, significando aquilo que estava de acordo com a lei.
	Além desta origem, outras palavras também simbolizam a idéia do direito, como judiciário, jurídico, justiça, jurisprudência. Todas elas são oriundas do termo latino jus, que também significa direito. Ocorre que o termo jus não tem formação pacífica entre os estudiosos históricos. Para alguns, este termo latino é derivação do vocábulo jussum, ligado ao verbo jubere, cujo significado é mandar, ordenar. Outra explicação possível para o termo jus é ser ele aperfeiçoamento do vocábulo justum, ou seja, aquilo que é justo ou conforme a justiça.
	Há, ainda, uma terceira corrente que acredita ser a origem o verbo juvo ou juvare, com a idéia de ajudar, proteger, com o que o direito seria uma proteção destinada a defender os homens contra qualquer violência.
1.1. Acepções da palavra Direito: o fenômeno jurídico é bastante complexo, apresentando vários aspectos ou elementos. Esta circunstância torna difícil uma única definição real. Aqui teremos cinco possibilidades, ou acepções, da palavra direito.
1.1.1. Direito como Norma: Trata-se da forma mais comum de aplicação da palavra direito, sendo também conhecida como direito objetivo ou norma agendi. São as regras exteriores ao homem e que a ele se dirigem e se impõem, atuando em sua vida particular e social. Na definição de Rudolf Von Ihering, “é o conjunto de normas coativamente garantidas pelo Poder Público” . Regra social obrigatória.
1.1.2. Direito como Faculdade: é o poder que tem o homem de exigir garantias para a realização de seus interesses, quando estes se conformam com o interesse social. É o poder de ação assegurado pela ordem jurídica. Trata-se de uma prerrogativa de agir, uma opção, uma alternativa posta ao sujeito. Também chamado de direito subjetivo ou facultas agendi, tendo sido por Ihering definido como o interesse juridicamente protegido (Jus est facultas agendi). Compreende um sujeito, um objeto e a relação que os liga. 
1.1.3. Direito como Justo: O que é devido por justiça. Relacionado com o conceito de justiça, possuindo dois sentidos diferentes:
 
 1.1.3.1. Bem devido por justiça: na definição de São Tomás de Aquino, é o que é devido a outrem, segundo uma igualdade.1.1.3.2. Bem conforme a justiça: não existe contrapartida, mas sim uma determinação social que acredita ser aquela a melhor alternativa a determinada situação.
1.1.4. Direito como Ciência: usada como “ciência do direito”, o setor do conhecimento humano que investiga e sistematiza os fenômenos da vida jurídica e a determinação de suas causas. Organização teórica do Direito.
1.1.5. Direito como Fato Social: Ao realizar o estudo de qualquer coletividade, a sociologia distingue diversas espécies de fenômenos sociais. Considera os fatos econômicos, culturais, esportivos e, também, o direito. O direito é, então, considerado como um setor da vida social. É o conjunto de condições de existência e desenvolvimento da sociedade, coativamente asseguradas.
	Por fim, podemos buscar entender o direito pela definição sintética, que, todavia, revela-se como a mais ineficiente, pois é a definição integral, que pretende ser capaz de abraçar todo o fenômeno jurídico, dando-nos uma noção unitária da realidade jurídica. Eis algumas tentativas de definição sintética:
Celso: Direito é a arte do bom e do justo (ars boni et aequi) – Digesto, L. I, De Justitia et Jura
Dante Alighieri: Direito é a proporção real e pessoal do homem para o homem que, conservada, conserva a sociedade e que destruída, a destrói. (De Monarchia)
Miguel Reale: Direito é a vinculação bilateral atributiva da conduta para a realização ordenada dos valores de convivência. (Curso de Filosofia) 
 Fonte: ANTÔNIO BENTO BETIOLI, 2018.
2 – Classificação básica do direito (considerações gerais e introdutórias) 
a) Direito Natural x Positivo
a) Direito Objetivo x subjetivo
c) Direito Público x Direito Privado
d) Direito Material x Direito Formal
e) Direito solene x direito simples
VT2 – Classificar cada modalidade do direito acima listada (no item 2), fazendo a contraposição apresentada em cada alínea (em cada alternativa). Ex: definir o que é direito natural, o que é direito positivo e qual a ligação entre as modalidades. 
VT3 – Considerando as expressões abaixo, qual a acepção da palavra direito nas referidas frases? Explique brevemente cada significado.
1 – o direito não permite o duelo entre seus cidadãos; 
2 – o Estado tem o direito de legislar; 
3 – a educação é direito da criança; 
4 – Legítima defesa é admitida limitadamente pelo direito; 
5 – cabe ao direito estudar a criminalidade; 
6 – o direito constitui um fator importante pra toda coletividade. 
7 – Esta mais que direito que o homicida seja condenado. 
8- João tem o direito de exigir o valor devido por Ana. 
9 - Hoje tenho prova de direito penal. 
Capítulo II – DIREITO COMO CIÊNCIA E COMO TECNOLOGIA
A ciência jurídica trata de realidades. Sua contingência outrora considerada empecilho ao seu caráter científico, é hoje tão-somente objeção clássica. Entretanto, sabemos todos nós que o direito é por natureza conservador, sendo certo que a introdução de novos princípios e normas exigidos pelos reptos (desafios) dos novos fatos é lenta e gradual. Há um descompasso frequente entre a ordem jurídica e as transformações sociais, não devendo o direito, conforme a experiência têm demonstrado, distanciar-se com grande intensidade das transformações da sociedade, sob pena de não ser observado voluntariamente; Afinal, o direito eficaz é o direito realmente aplicado e obedecido.
Recomenda-se que a regra jurídica seja clara, precisa, objetiva e sintética, capaz de facilitar sua interpretação, aplicação e aperfeiçoamento. As normas jurídicas do direito tido como evoluído têm como característica a generalidade, ao contrário do que acontece no direito arcaico, onde se verifica o casuísmo. O direito definido de forma grotesca é de difícil aplicação, gerando dúvidas, controvérsias e insegurança. A doutrina deve "se esforçar para abrir caminho para a ordem jurídica nova, mantendo a antiga, através da conciliação das noções do direito retrógrado com as do direito novo. Não deve assim ser exclusivamente conservadora, pois deve facilitar as inovações reclamadas pelas necessidades sociais".(Edgar Morin)
Neste tema da tecnologia, telemática, informática e o direito, é possível encontrar com frequência escritos jurídicos fundamentados no mais absoluto empirismo. Temos que tomar cuidado com o empírico. "Estudar o direito sem interesse por seu domínio técnico, seus conceitos, seus princípios é inebriar-se numa fantasia inconseqüente. Exige-se, pois, precisão e rigor científico, mas também abertura para o humano, para a história, para o social, numa forma combinada que a sabedoria ocidental, desde os romanos, vem esculpindo como uma obra sempre por acabar". (FERRAZ JR., Tércio Sampaio. Introdução ao Estudo do Direito. São Paulo: Atlas, 1991).
Desde seu surgimento, o homem sempre procurou transformar o mundo ao seu redor, sempre com intenção de lhe trazer maior comodidade e bem estar. E seus desdobramentos saltam aos olhos, desde a invenção da roda até a Internet.Sem dúvidas, nada disso seria possível, não houvesse uma coisa: o conhecimento.
Nossa sociedade vive constantes e irrefreados avanços nos campos sociais, econômicos, políticos e tecnológicos. Avanços, que apenas foram possíveis com o aparecimento de tecnologias, advindas de incontáveis pesquisas científicas. Assim, só seria possível manejar aquele determinado instrumento se o homem possuísse total domínio intelectual sobre ele.
Isto quer dizer que conhecimento significa desenvolvimento. As riquezas das nações não se determinam pela quantidade dos seus recursos, mas pelo potencial de se produzir e de se proteger o conhecimento pátrio e revertê-lo em benefício de sua população. Com efeito, os portugueses, que detinham conhecimento sobre a atividade marítima, exerciam influência sobre todo o resto do mundo, bem como nos dias de hoje, as nações mais desenvolvidas, que são excelência na produção de tecnologia de ponta, estarão sempre à frente das demais, alçadas, por sua vez, à categoria de subdesenvolvidas.
Em todos esses casos, à medida que surgiam os avanços, percebeu o Estado ser interessante dar continuidade ao processo de desenvolvimento. Desse modo, é de importância elementar para a nação que ruma o desenvolvimento a implantação de políticas públicas objetivando o desenvolvimento científico e tecnológico. Pode-se dizer que o Brasil ainda se encontra no meio do caminho. Se por um lado, é sabido da enormidade de mazelas sociais, econômicas e políticas que atravancam seu crescimento, por outro, não há como negar que, sobretudo desde a promulgação da Carta Política de 1988, o país vem, ainda que de modo incipiente, promovendo alguns avanços neste campo.
Destarte, o que se intenta aqui é tratar dos principais aspectos legais e os instrumentos fornecidos no ordenamento jurídico pátrio a fim de incentivar as pesquisas científicas e, posteriormente, de dar proteção àqueles que utilizam seus conhecimentos e inovam a sociedade com suas criações, demonstrando como o Direito pode ser útil neste processo.
Seguramente, uma das principais razões que freiam o crescimento brasileiro é a ausência de material humano qualificado, capaz de criar, desenvolver, inovar. Nosso país ainda se encontra numa posição periférica em relação aos grandes produtores mundiais de tecnologia. Isso porque o modelo de inovação brasileiro tem característica muito mais incremental do que revolucionária, o que, de nenhuma forma, quer dizer que o país não necessite de avanços tecnológicos, ao contrário, tanto que, não raro, muitos atores do setor produtivo têm de buscar no exterior certos modelos tecnológicos, já que o mercado interno é incapaz de suprir tais demandas. Para que o Brasil finalmente consiga dar esse salto, vem insculpida no texto constitucional a obrigação de o Estado promover e dar incentivo à ciência, tecnologia e inovação.
“Art. 218. O Estado promoverá e incentivará o desenvolvimento científico, a pesquisa,a capacitação científica e tecnológica e a inovação. 
§ 1º A pesquisa científica básica e tecnológica receberá tratamento prioritário do Estado, tendo em vista o bem público e o progresso da ciência, tecnologia e inovação.
§ 2º A pesquisa tecnológica voltar-se-á preponderantemente para a solução dos problemas brasileiros e para o desenvolvimento do sistema produtivo nacional e regional.
§ 3º O Estado apoiará a formação de recursos humanos nas áreas de ciência, pesquisa, tecnologia e inovação, inclusive por meio do apoio às atividades de extensão tecnológica, e concederá aos que delas se ocupem meios e condições especiais de trabalho.
§ 4º A lei apoiará e estimulará as empresas que invistam em pesquisa, criação de tecnologia adequada ao País, formação e aperfeiçoamento de seus recursos humanos e que pratiquem sistemas de remuneração que assegurem ao empregado, desvinculada do salário, participação nos ganhos econômicos resultantes da produtividade de seu trabalho.
§ 5º É facultado aos Estados e ao Distrito Federal vincular parcela de sua receita orçamentária a entidades públicas de fomento ao ensino e à pesquisa científica e tecnológica.
§ 6º O Estado, na execução das atividades previstas no caput, estimulará a articulação entre entes, tanto públicos quanto privados, nas diversas esferas de governo.
§ 7º O Estado promoverá e incentivará a atuação no exterior das instituições públicas de ciência, tecnologia e inovação, com vistas à execução das atividades previstas no caput.
Art. 219. O mercado interno integra o patrimônio nacional e será incentivado de modo a viabilizar o desenvolvimento cultural e socioeconômico, o bem-estar da população e a autonomia tecnológica do País, nos termos de lei federal.
Parágrafo único. O Estado estimulará a formação e o fortalecimento da inovação nas empresas, bem como nos demais entes, públicos ou privados, a constituição e a manutenção de parques e polos tecnológicos e de demais ambientes promotores da inovação, a atuação dos inventores independentes e a criação, absorção, difusão e transferência de tecnologia.
O constituinte traça tais diretrizes justamente com vistas a estimular o desenvolvimento e progresso nacional. Isso porque são objetivos fundamentais do Estado Brasileiro: construir uma sociedade livre; justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalidade e reduzir as desigualdades sociais e regionais; promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. 
De acordo com o dispositivo do caput do art. 218 da Constituição Federal de 1988, as atividades de pesquisa científica e tecnológica devem ser promovidas e incentivadas pelo Estado brasileiro. Promover significa que o Estado deve agir no sentido de produzir pesquisa, ou seja, ele mesmo, por meio de suas universidades e institutos especializados deve realizar estudos voltados à pesquisa científica e tecnológica. Incentivar, por seu turno, quer dizer que o Estado necessita e desenvolve condições e mecanismos que propiciem aos seus agentes e terceiros, como as universidades particulares, por exemplo, atingir os objetivos já mencionados. O que se percebe, pois, é que o país cresce e progride quando desenvolve pesquisas nas mais diversas áreas. “O avanço da ciência apresenta relação direta com a melhora de qualidade de vida das pessoas, de todas as pessoas, de maneira igualitária, tal qual é característico dos direitos sociais.” (TANAKA, 2009, p. 200-201).
Cumpre aqui ponderar que dois novos artigos acerca do tema foram trazidos recentemente ao nosso ordenamento jurídico, por intermédio da Emenda Constitucional número 85 de 2015, senão vejamos.
Art. 219-A. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão firmar instrumentos de cooperação com órgãos e entidades públicos e com entidades privadas, inclusive para o compartilhamento de recursos humanos especializados e capacidade instalada, para a execução de projetos de pesquisa, de desenvolvimento científico e tecnológico e de inovação, mediante contrapartida financeira ou não financeira assumida pelo ente beneficiário, na forma da lei. 
Art. 219-B. O Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI) será organizado em regime de colaboração entre entes, tanto públicos quanto privados, com vistas a promover o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação. 
§ 1º Lei federal disporá sobre as normas gerais do SNCTI.
§ 2º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios legislarão concorrentemente sobre suas peculiaridades.
O constituinte originário, no entanto, referia-se apenas à “ciência e tecnologia” como objetivos de desenvolvimento e atividades a serem estimuladas pelo setor público. Segundo o posicionamento oficial do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a emenda estabelece, como nova função do Estado, o estímulo à articulação entre os entes do setor de ciência, tecnologia e informação, tanto públicos quanto privados, na execução das atividades de pesquisa, capacitação científica e tecnológica e inovação, promovendo ainda a atuação no exterior dessas instituições.
A pesquisa científica básica compreende conhecimento direcionado para toda a humanidade e para o correspondente progresso científico. Quanto ao tratamento prioritário que a mesma receberá, observa-se que é o Estado a principal fonte de recursos para tal atividade, não implicando o fator direto da atividade econômica. Quanto à pesquisa tecnológica, consagra-se a posição que o papel da ciência e tecnologia é de constituir-se em instrumento de desenvolvimento social atendendo à população na medida em que resolva, prioritariamente, os problemas brasileiros, voltando-se para o desenvolvimento econômico nacional e regional. Dessa forma, o desenvolvimento nos campos da ciência e tecnologia podem ser encarados como um dos muitos objetivos a serem alcançados pela Nação.
“A ordem jurídica atua como garantidora de liberdades necessárias para que a inovação, sobretudo da perspectiva técnica, possa ocorrer. A liberdade científica é a liberdade específica a esse campo, mas todas as demais espécies de liberdades, inclusive a liberdade de iniciativa em sua concepção mais genérica, atuam na esfera de proteção à criatividade coletiva e individual.”. (SCALQUETTE; SIQUEIRA NETO, 2010, p. 26).
Nesse diapasão, com intuito de estimular o progresso econômico e social, o governo brasileiro tem apostado em grandes projetos, sobretudo em setores de infraestrutura, educação, ciência e tecnologia. Citamos, aqui, de maneira meramente exemplificativa, os Programas de Aceleração do Crescimento (PACs), o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Nacional (FNDE) e o Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação (Pacti).
Neste contexto, importantíssimo destacar a criação da LEI DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Promulgada em 02 de dezembro de 2004, a Lei 10.973 é um verdadeiro marco no desenvolvimento tecnológico do país, ao regulamentar as relações entre as instituições de ensino e o setor produtivo, incentivando-as a investir em inovação, vislumbrando um modo de desenvolvimento que permita aliar produção científica à atividade industrial, gerando inúmeros benefícios à sociedade. Sua finalidade precípua é, portanto, incentivar a inovação para, aí sim, aumentar a competitividade do país, possibilitando, assim, o potencial de criação de universidades e centros de pesquisa, pelo setor econômico.
Assim sendo, o diploma dispõe principalmente sobre os mecanismos de estímulo à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo do país.O legislador, todavia, em nenhum momento trouxe inovação à ordem jurídica, ao contrário, o que se buscou aqui foi colocar em prática as previsões constitucionais, conforme denota do artigo inaugural:
“Art. 1º Esta Lei estabelece medidas de incentivo à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo, com vistas à capacitação e ao alcance da autonomia tecnológica e ao desenvolvimentoindustrial do País, nos termos dos arts. 218 e 219 da Constituição.”
O grande corolário da Lei de Inovação tecnológica é desconstituir o mito de que as universidades, única e exclusivamente, têm a responsabilidade de fomentar todo o desenvolvimento científico e tecnológico do país.
“A referida lei criou estímulos à construção de ambientes especializados e cooperativas de inovação, com o apoio de agências de fomento, possibilitando a formação de alianças estratégicas nacionais e internacionais, envolvendo iniciativa privada, setor público e entidades sem fins lucrativos, visando ao desenvolvimento de pesquisa e empreendedorismo tecnológicos, a criação de ambientes de inovação, inclusive incubadoras e parques tecnológicos.” (SAAVEDRA; LUPION, 2012, p. 83).
Em países desenvolvidos, o progresso científico e tecnológico se encontra umbilicalmente atrelado aos diversos atores econômicos e sociais, de modo que o setor recebe vultosos investimentos tanto de natureza pública quanto privada.

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