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MÓDULO ATENÇÃO AO ADULTO CICLO CARDÍACO PRESSÃO ARTERIAL MORFOFISIOLOGIA PROFA. REGIANE MATHIAS ORGANIZAÇÃO DAS CÉLULAS CARDÍACAS Potencial de Ação nas Células do Miocárdio • Células contráteis do miocárdio 0 1 2 3 4 0 - Abertura dos canais rápidos de Na+ (o Na+ entra rapidamente na célula, elevando o potencial de membrana). 1 - Abertura dos canais de K+ (o K+ sai da célula, repolarizando-a). 2 - Os canais lentos de Ca+2, que começaram a se abrir lentamente em -60 a -50 mv, abrem-se por completo, permitindo a saída do íon cálcio e interrompendo a queda do potencial causada pela saída de íons K+. 3 - Os canais lentos de Ca+2 se fecham e a saída de K+ leva o potencial de volta ao valor normal de repouso. 4 - Os canais de K+ se fecham e a membrana permanece no seu potencial de repouso. O potencial de ação de uma célula muscular esquelética ou de um neurônio dura entre 1 e 5 ms. No miocárdio 200ms. Esse potencial de ação longo impede a tetania no miocárdio e permite então o enchimento dos ventrículos. POTENCIAL ELÉTRICO CARDÍACO PLATÔ CARDÍACO: Extensão da despolarização COMPLEXO ESTIMULANTE DO CORAÇÃO COMPLEXO ESTIMULANTE DO CORAÇÃO • Nó Sinoatrial (SA) grupo de células auto- rítmicas no átrio direito próximo a veia cava. • Via internodal liga o nó sinoatrial ao nó atrioventricular (AV). • Nó Atrioventricular grupo de células auto- rítmicas na base do átrio direito. • Feixe de His ou atrioventricular conduz o potencial de ação através do septo e se divide em dois ramos um direito e outro esquerdo, continuam em direção ao ápice e se dividem novamente em ramos chamados fibras de Purkinje. OBSERVAÇÕES –A determinação da frequência cardíaca é feita pelo nó sinoatrial (AS). A despolarização é mais rápida nele. –O segundo mais rápido é o nó atrioventricular (AV). –Após estes a frequência cardíaca não será idêntica em todo coração. CICLO CARDÍACO Fases do ciclo cardíaco: • Diástole atrial e ventricular • Sístole atrial • Início da contração ventricular (primeira bulha cardíaca) • Ejeção ventricular • Relaxamento ventricular (segunda bulha) Sequência do CICLO CARDÍACO 1ª bulha 2ª bulha • Quanto maior a complacência de um vaso, maior volume de sg ele poderá conter, sob uma dada pressão. • DC = DS x FC PA = DC x RP DC = RV Débito cardíaco = volume de sg ejetado pelos ventrículos a cada minuto. Débito sistólico ou volume sistólico = volume de sg ejetado pelos ventrículos a cada batimento cardíaco. Frequência cardíaca = nº de batimentos/minuto. Resistência periférica = capacidade elástica do vaso. Retorno venoso = volume de sg nas veias. VALE LEMBRAR... Frank- Starling Influência simpática/parassimpática Débito cardíaco Pós-carga ELETROCARDIOGRAMA ONDA P Despolarização atrial. Após este evento ocorre a contração do átrio. COMPLEXO QRS Despolarização ventricular. Início da contração ventricular. ONDA T Repolarização ventricular. Início do relaxamento das fibras ventriculares. Frequência Cardíaca • É controlada pelo sistema nervoso autonômo simpático e parassimpático e hormônios. Quanto maior a força de contração cardíaca maior o volume de sangue ejetado. A força de contração da musculatura cardíaca é afetada pelo comprimento inicial da fibra e contratilidade do coração. Lei de Frank – Starling • Quanto mais sangue enche o coração e promove o estiramento das suas fibras maior será a força de contração cardíaca. • O volume diastólico final é determinado pelo retorno venoso. QUESTÕES • Qual a importância da contração cardíaca não ocorrer em todo coração ao mesmo tempo? • Qual o papel das valvas no direcionamento do fluxo sanguíneo? • Qual a importância da barreira fibrosa entre os átrios e os ventrículos? • Onde (local) inicia a contração muscular cardíaca? • Qual a função do nó atrioventricular? • Quais são as fases do ciclo cardíaco? • Defina a Lei de Frank-Starling. • Como é controlada a frequência cardíaca? PRESSÃO SANGUÍNEA • Força/unidade de área • Resultante de: DC x RP • Depende de fatores físicos como: ✓ volume sanguíneo ✓ capacitância da circulação PRESSÃO ARTERIAL • Gerada no trabalho ventricular. • Assegura o fluxo no sistema circulatório. • Pressão sistólica – 120 mmHg. • Pressão diastólica – 80 mmHg. PRESSÃO ARTERIAL e influências Controle da pressão arterial em curto prazo • Reflexo Barorreceptor • Objetivo manter o fluxo sangüíneo para o coração e encéfalo. Reflexo Barorreceptor • Receptores que estão permanentemente disparando potencial de ação para pressões arteriais normais. • Se PA aumenta a taxa de disparos, e vice-versa. • As alterações são muito rápidas. • Os barorreceptores do seio carotídeo respondem a aumentos ou diminuições da pressão arterial. • Os barorreceptores do arco aórtico respondem principalmente a aumentos na pressão arterial. • Aumentos na pressão arterial causam estiramento aumentado nos barorreceptores e velocidade aumentada de disparo nos nervos aferentes. • Diminuições na pressão arterial causam estiramento diminuído nos barorreceptores e velocidade de disparo diminuída nos nervos aferentes. • Hipotensão ortostática os barorreceptores respondem rapidamente. • Depois de um a dois dias os barorreceptores sofrem reajuste para qualquer que seja o nível de pressão. Sistema de controle da PA em longo prazo • Sistema renina- angiotensina- aldosterona (regula o volume sanguíneo) • É um sistema lento porque é hormonal. •É ativado em resposta a uma diminuição da pressão arterial. •Essa diminuição de PA causa uma diminuição na pressão de perfusão renal, que é percebida pelos mecanorreceptores nas arteríolas aferentes renais. • A diminuição da PA ativa a secreção de renina (enzima) pelas células justaglomerulares. •A renina catalisa a conversão do angiotensinogênio (fígado) em angiotensina I. •Nos pulmões e nos rins, a angiotensina I converte-se em angiotensina II, reação catalisada pela enzima conversora da angiotensina (ECA). •A angiotensina II atua na supra-renal estimulando a síntese e a secreção de aldosterona. •A aldosterona atua nas células principais dos túbulos distais e dos dutos coletores dos rins , aumentando a reabsorção de Na+ e portanto, aumentando os volumes do líquido extracelular (LEC) e do sangue. •Aumentos no volume sanguíneo produzem um aumento no retorno venoso (aumento no débito cardíaco/ aumento da PA). •A angiotensina II contrai as arteríolas, causando vasoconstrição, aumentando a resistência periférica total (RPT) e contribui para o aumento da PA. SISTEMA RENINA ANGIOTENSINA ALDOSTERONA HORMÔNIO ANTIDIURÉTICO (ADH) •Secretado pelo lobo posterior da hipófise. •Regula a osmolaridade dos líquidos corpóreos e participa da regulação da pressão sanguínea arterial. •Receptores de ADH: - V1 – músculo liso vascular - V2 – células principais dos dutos coletores renais •Quando ativados: V1 – causam vasoconstrição das arteríolas e aumentam a RPT V2 – reabsorção de água nos dutos coletores e na manutenção da osmolaridade dos líquidos corpóreos •A secreção de ADH é aumentada por dois tipos de estímulo: por aumentos na osmolaridade do soro e por diminuições na pressão sanguínea. •Quando a PA diminui (por ex., devido à hemorragia), os receptores de volume atriais são estimulados e sinalizam para a hipófise posterior secretar ADH para a circulação. •Quando o ADH secretado alcança as arteríolas, ele produz vasoconstrição, aumentando a RPT e produzindo um aumento na PA. •Esse efeito do ADH aumentando a RPT complementa os efeitos vasoconstritores semelhantes dos nervos simpáticos da angiotensina II. •O ADH também aumenta a reabsorçãode água nos dutos coletores, o que ajuda a restaurar a PA, por aumentar a água corpórea total e o volume de sangue. Peptídeo Atrial Natriurético (Atriopeptina) • Natriurese perda de Na+ pela urina. • Produzido em células no átrio do coração. É secretado quando ocorre distensão maior que a normal das células atriais. Altera a excreção de Na+. • É secretada pelos átrios em resposta aos aumentos no volume de LEC e da pressão arterial. • Ação mais importante: relaxamento do músculo liso vascular, o que resulta em vasodilatação e RPT diminuída. • No rim, essa vasodilatação leva a uma excreção aumentada de Na+, diminuindo os volumes do LEC e do sangue e diminuindo a PA. Peptídeo Atrial Natriurético Diurese de pressão HIPERTENSÃO • Elevação da pressão arterial sistólica e/ou diastólica • A hipertensão crônica caracteriza-se por um aumento na pressão arterial sem evidências de outra enfermidade. • Sendo um produto do débito cardíaco e da resistência vascular periférica, todos os tipos de hipertensão tem ligação com distúrbios hemodinâmicos. A alta ingestão de sal pode ser considerada como um fator etiológico importante. ETIOLOGIA 1. Aumento do débito cardíaco. 2. Aumento da resistência vascular periférica. 3. Combinação de ambos. 4. Atividade nervosa simpática alterada. 5. Disfunção renal com retenção de sal e água. 6. Mecanismos de transportes através da membrana. 7. Influências hormonais (renina-anginotensina- aldosterona). PATOGÊNESE DA HIPERTENSÃO Fatores de risco para a hipertensão • História familiar não é claro e não se sabe se é um único par de genes ou e se vários estão envolvidos. • Idade aumenta com a idade até os 50 anos e depois ou estabiliza ou regride. • Etnia mais prevalente em negros norte-americanos que em brancos norte-americanos (gene economizador de sal). • Alta ingestão de sal poderia estar relacionada com a retenção de líquidos e aumento na volemia. • Obesidade índice cintura-quadril, resistência à insulina hiperinsulinemia. • Consumo excessivo de álcoolmecanismo desconhecido. • Ingestão de potássio, cálcio e magnésio baixos níveis de potássio levam a hipertensão, por alteração no mecanismo renina-angiotensina. Redução das respostas vasoconstritoras. • Estresse não há evidências e nem estudos conclusivos sobre técnicas de relaxamento. • Contraceptivos orais elevam a pressão arterial levemente em algumas mulheres e de forma mais forte em 5% das mulheres. Tipos de hipertensão • Hipertensão essencial sem causa conhecida. • Hipertensão sistólica/diastólica tanto a pressão sistólica quanto a diastólica podem estar elevadas. • Hipertensão secundária ocorre por outras condições mórbidas como estenose da artéria renal, coarctação da aorta, cocaína e substâncias semelhantes, doenças renais, distúrbios corticais adrenais, • Hipertensão maligna a hipertensão secundária pode evoluir para a maligna e caracteriza-se por elevação súbita da pressão.