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Didática
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Profa. Dra. Julia de Cassia Pereira do Nascimento
Saberes Necessários à Prática Docente
• Contextualização
• Introdução
• Professor na Era Digital
• Material Complementar
 · Discutir sobre os saberes necessários à prática docente. Para tanto, 
tomaremos por base uma análise do relatório elaborado por Delors 
(1998) para a UNESCO, “Os quatro pilares para a educação do 
século XXI”.
 · Focar na Didática e o trabalho docente, agora sob um novo tema: o 
professor na era digital.
 · Não esquecer de que a aprendizagem ocorre com a informação, 
participação, reflexão e comentários, portanto leiam os textos, 
realizem as atividades propostas e participem do fórum.
OBJETIVO DE APRENDIZADO
Saberes Necessários à Prática Docente
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem 
aproveitado e haja uma maior aplicabilidade na sua 
formação acadêmica e atuação profissional, siga 
algumas recomendações básicas: 
Assim:
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e 
horário fixos como o seu “momento do estudo”.
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar, lembre-se de que uma 
alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo.
No material de cada Unidade, há leituras indicadas. Entre elas: artigos científicos, livros, vídeos e 
sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você também 
encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão sua 
interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados.
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discussão, 
pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o contato 
com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e aprendizagem.
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Determine um 
horário fixo 
para estudar.
Aproveite as 
indicações 
de Material 
Complementar.
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar, lembre-se de que uma 
Não se esqueça 
de se alimentar 
e se manter 
hidratado.
Aproveite as 
Conserve seu 
material e local de 
estudos sempre 
organizados.
Procure manter 
contato com seus 
colegas e tutores 
para trocar ideias! 
Isso amplia a 
aprendizagem.
Seja original! 
Nunca plagie 
trabalhos.
UNIDADE Saberes Necessários à Prática Docente
Contextualização
O mundo atual envolve diferentes acontecimentos, além de uma complexa 
organização social, mostrando que a formação escolar é elemento imprescindível 
na constituição do ser humano e do cidadão modernos. 
Nós, educadores, temos que ter em mente quais os tipos de conhecimentos, 
saberes e habilidades que sociedade atual nos cobra. O que se espera de nós, 
professores, neste cenário de novas tecnologias? Devemos conhecê-las e utilizá-las 
ou somente nosso conhecimento didático é suficiente para atender às necessidades 
de aprendizagem de nossos alunos?
Assista ao vídeo “Os sete saberes necessários à educação do futuro”, para refletir sobre 
o que nos espera. Pense na maneira como os professores estão atuando nas salas de aula, 
sob quais abordagens e metodologias e se há utilização de novas tecnologias no processo 
ensino-aprendizagem. https://youtu.be/sTGPxWOoeyI
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Introdução
Ao discutirmos as necessidades pedagógicas dos professores, na construção 
de uma educação de qualidade e uma aprendizagem mais significativa para seus 
alunos, pudemos perceber a importância da didática no trabalho docente.
Figura 1
Fonte: iStock/Getty Images
As concepções que guiarão este trabalho para que seja realizado de forma eficien-
te, deverão ter início na formação inicial do professor. Segundo Carvalho&Perez 
(in Domingues, 2001, p.105) é preciso que se considere uma base comum nacio-
nal para esta formação, a qual se apoia em cinco eixos:
1. Sólida formação teórica;
2. A unidade teoria e prática, sendo que essa relação diz respeito ao como se 
dá a produção de conhecimento na dinâmica curricular do curso;
3. O compromisso social e a democratização da escola;
4. O trabalho coletivo;
5. A articulação entre a formação inicial e continuada.
Segundo os autores, os dois primeiros eixos são de grande importância porque 
se relacionam ao “saber” (conhecimento teórico) e ao “saber fazer” (relação entre 
teoria e prática) dos professores.
A formação profissional do professor deve, portanto, obedecer a um processo 
pedagógico, intencional e organizado, que lhe permita preparar-se teórico, 
científico e tecnicamente para desenvolver seu trabalho. Este processo deve 
propiciar continuamente reflexões e relações entre teoria e prática, “a teoria 
vinculada aos problemas reais postos pela experiência prática e a ação prática 
orientada teoricamente” (LIBÂNEO, 1993, P.27-28).
9
UNIDADE Saberes Necessários à Prática Docente
Figura 2
Fonte: iStock/Getty Images
Para realizar o exercício da docência, o professor necessita de múltiplos saberes, 
não somente relacionados aos conteúdos ou técnicas e métodos, mas saberes 
relacionados aos alunos e à educação como um todo.
Nesse sentido, é importante que o saber e o saber fazer dos professores estejam 
articulados com as novas exigências educacionais deste século, que visam preparar 
os alunos para uma sociedade cognitiva, onde o conhecimento será a base das 
competências do futuro.
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Educação
Figura 3
Fonte: Adaptado de iStock/Getty Images
A esse respeito, Delors (1998) nos proporciona uma visão da maneira 
como o professor deve organizar seu trabalho educacional, tomando por base 
quatro aprendizagens fundamentais, as quais devem constituir-se em pilares do 
conhecimento de cada pessoa. Estes pilares foram elaborados baseando-se nas 
quatro linhas apontadas pela UNESCO, sob a perspectiva de priorizar conteúdos 
e estratégias que levem o aluno, enquanto ser humano, a realizar atividades nos 
10
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três domínios da ação humana: a vida em sociedade, a atividade produtiva e a 
experiência subjetiva. Assim sendo, apresentam-se os quatro eixos da educação 
em nossa sociedade:
a) Aprender a conhecer: indica o interesse, a abertura para o conhecimento, 
que verdadeiramente liberta da ignorância. Caracteriza-se pelo exercício 
da atenção, da memória e do pensamento, supondo-se antes de tudo que 
o aluno deve aprender a aprender. O homem é um ser inconcluso, o qual 
deve estudar, pesquisar e aprender durante toda sua vida. O professor 
deve desenvolver nos alunos a vontade e o impulso pelo conhecimento, 
pela pesquisa e aprendizagem durante toda sua vida, seja na escola, no 
trabalho ou fora deles.
b) Aprender a fazer: mostra a coragem de executar, de correr riscos, de 
errar mesmo na busca de acertar. Conceito ligado à prática e à formação 
profissional, porém não deve ser considerado simplesmente transmissão 
de práticas rotineiras ou desenvolvimento de habilidade para executar 
determinada tarefa material. É importante que o aluno possa adquirir 
qualidades tais como capacidade de comunicação, de trabalhar em 
equipe, de administrar e resolver conflitos. Percebe-se então que a 
escola, na figura do professor, muito mais do que ensinar a fazer algo, 
deve preocupar-se de maneira mais abrangente em desenvolver no 
aluno competências e habilidades que o torne apto a enfrentar diferentes 
situações e a trabalharem equipe.
c) Aprender a viver juntos: traz o desafio da convivência que apresenta 
o respeito a todos e o exercício de fraternidade como caminho do 
entendimento. Desenvolver nos alunos uma cultura de paz, em oposição 
à violência na qual vivemos, levando-os a perceber e aceitar o outro, 
sabendo relacionar-se numa interdependência necessária para que 
possam trabalhar juntos, realizar projetos, gerir conflitos, respeitar o 
pluralismo, compreender-se mutuamente e construir a paz.
d) Aprender a ser: muito importante por explicitar o papel do cidadão e o 
objetivo de viver. O ser humano é formado por um todo: espírito, corpo, 
mente, sentimento, inteligência, responsabilidades, etc. A educação 
deve auxiliar os alunos a desenvolverem todas as partes deste todo, 
de forma a desenvolver seus próprios pensamentos e juízos, seu poder 
de decisão, sua capacidade de ação com autonomia, discernimento e 
responsabilidade pessoal. 
Ao desenvolver seu trabalho baseado na visão dos quatro pilares do conhecimen-
to, o professor pode planejar suas ações voltando-se para o desenvolvimento dos 
alunos, mas também para seu próprio crescimento como profissional da educação.
Ao citarmos a importância da didática no trabalho docente, entendemos que 
o saber e o saber fazer do professor também devem estar alicerçados nos pilares 
do conhecimento, proporcionando um processo ensino-aprendizagem que não se 
preocupe tão somente com a assimilação de conteúdos, mas principalmente com 
11
UNIDADE Saberes Necessários à Prática Docente
o desenvolvimento do pensamento, da comunicação e da pesquisa, do raciocínio 
lógico, da elaboração de sínteses e teorias, da independência e autonomia, tornando 
alunos e professores, sujeitos competentes socialmente. 
Esta educação, ao fundamentar-se nos quatro pilares sugeridos por Delors, pede 
dos professores a adoção de procedimentos didáticos diferenciados, que possam 
estar de acordo com o que se espera, conforme cita Rodrigues (2008):
• Relacionar o tema com a experiência do estudante e de outros personagens 
do contexto social; 
• Desenvolver a pedagogia da pergunta 
• Proporcionar uma relação dialógica com o estudante; 
• Envolver o estudante num processo que conduz a resultados, conclusões ou 
compromissos com a prática; 
• Oferecer um processo de auto-aprendizagem e co-responsabilidade no 
processo de aprendizagem; 
• Utilizar o jogo pedagógico com o princípio de construir o texto. 
Segundo Rodrigues (2008) a aplicação dos quatro pilares da educação, citados 
por Delors (1998) no relatório para a UNESCO, é indispensável para qualquer 
instituição comprometida com uma educação e qualidade. Porém, para que se 
constituam em uma forma didática eficaz, é preciso que sejam diretamente incluídos 
na ação pedagógica, com um estudo aprofundado das características especificas de 
cada termo e dos objetivos que se espera alcançar com a aplicação do conjunto 
formado pelos quatro indicadores educacionais.
Ao estudar os quatro pilares percebe-se a relação destes com as várias áreas 
de conformação do ser humano, quais sejam: a Psicologia, a Pedagogia, 
a Sociologia, a Biologia e, em grande monta, a Filosofia. Mesmo sem 
nomeação, não há dúvidas de que o aprender a conhecer; aprender a 
fazer, aprender a conviver; aprender a ser abrangem grande parte do 
conteúdo das ciências mencionadas e, consequentemente, contribuem 
com a formação integral do ser humano. (RODRIGUES, 2008)
Percebemos aqui a importância da formação do professor, tanto inicial quanto 
continuada, no sentido de entender a educação como um processo que envolve um 
conjunto de conceitos e ações que permitem a apropriação do conhecimento e o es-
tabelecimento de ligações entre as diferentes disciplinas e correntes de pensamento.
Convido você á assistir ao curta “Escolhas da Vida” https://youtu.be/eS11klYOXbg. 
Assistindo ao vídeo podemos perceber o quanto devemos estar atentos aos pequenos 
detalhes, esta percepção é fundamental à docência.
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É preciso que se entenda a didática como um dos pontos que favorecerá a 
aprendizagem. Para uma educação de qualidade é necessário, ainda, segundo 
Rodrigues (2008) que a escola se envolva no processo, desde a direção, coordenação, 
corpo docente, funcionários, alunos, enfim toda a comunidade escolar ou conjunto 
humano desta instituição seja um grupo unido para compartilhar e atingir a educação 
de seus alunos, fundamentando-se não somente na absorção de conhecimento, mas 
nos conceitos de formação de valores, prazer de conhecer, solidariedade, liberdade 
e democracia. Estudar e analisar os quatro pilares da educação nos indica caminhos 
para esta educação de qualidade e comprometimento da comunidade escolar.
Figura 4
Fonte: iStock/Getty Images
Como futuros educadores, independente da disciplina a ser desenvolvida com 
nossos alunos, é preciso que percebamos a importância de nosso comprometimento 
no desenvolvimento de uma didática voltada para a aprendizagem, mas também 
para o crescimento individual de nossos alunos em sua totalidade.
Podemos perceber que os quatro pilares da educação, citados por Delors (1998) 
no relatório para UNESCO, vem ao encontro de nossa visão do aluno como um 
todo. Nosso trabalho deve propiciar aos nossos alunos:
• O desenvolvimento cognitivo (Aprender a conhecer) – Desenvolvimento de 
capacidades mentais: ouvir, refletir, criticar, discutir, interligar com conhecimento 
intelectual prévio, etc.
• O desenvolvimento de habilidades e competências (Aprender a fazer) – O 
que fazer com o conhecimento? Independente da carreira, pesquisar, buscar 
informações, trabalhar em grupo, trabalhar interdisciplinarmente, aplicar 
conhecimentos, redação, comunicação.
• O desenvolvimento de valores e atitudes (Aprender a conviver ou viver juntos) - 
Valores que envolvem o exercício de cada área profissional e a postura pessoal 
de cada um: ética, moral, cultural, políticos. 
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UNIDADE Saberes Necessários à Prática Docente
• O desenvolvimento afetivo-emocional (Aprender a ser) – Capacidade de 
relacionamento: disponibilidade, interesse, respeito, etc. 
A educação atual nos fornece muitos subsídios para bem desenvolvê-la. Cabe-
nos estudar, analisar, colocar em prática novas técnicas, métodos ou pesquisas. 
Mas acima de tudo, cabe a nós educadores, por meio de nosso trabalho, mostrar 
aos alunos a importância do exercício da cidadania, da visão analítica e crítica, da 
importância da reflexão no entendimento do contexto no qual estamos inseridos. 
[...] ser o ator da própria história, cultivar o sentimento de solidariedade, 
lutar por uma sociedade mais justa e solidária e, acima de tudo, acreditar 
sempre no poder transformador da educação. (RODRIGUES,2008)
Professor na Era Digital
Assista a animação “Evolução das Tecnologias na educação” e reflita sobre ser professor 
na era digital https://youtu.be/tcLLTsP3wloEx
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Ao tratarmos do trabalho docente, especialmente ligado à didática desenvolvida 
para que o aluno aprenda, é impossível não discutirmos um assunto tão atual e por 
vezes preocupante na educação: a utilização de novas tecnologias da informação 
e comunicação.
Podemos conceituar tecnologia, num significado mais abrangente, como 
descobertas e invenções do homem, para suprir algo que a natureza não lhe 
oferece, a fim de aumentar seu poder e facilitar seu trabalho e sua vida. Apresenta-
se como um instrumento, uma ferramenta, um equipamento ou procedimentos, 
métodos e técnicas. 
Chaves (2008) destaca que algumas revoluções tecnológicas, como a invenção 
da fala, da escrita alfabética, da impressão tipográfica e por fim do computador 
e da comunicação digital tiveram grande impacto no desenvolvimento humano. 
Hoje, especialmente com a multimídia, sente-se a necessidade de criação de 
espaços, tempos e ambientes tanto presenciais quantovirtuais de aprendizagem, 
que extrapolem as salas de aula e as escolas. Isto porque a multimídia é uma 
tecnologia que se utiliza do som, da escrita e das imagens, o que torna possível um 
processo educacional mais personalizado, com base no diálogo e discussão crítica. 
O que se espera dos professores, é a utilização das tecnologias para tornar a 
escola um espaço inserido no mundo, onde haja aprendizagem contextualizada às 
exigências de nossos alunos e da realidade social que se apresenta. 
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É necessário, portanto, que se reflita sobre a necessidade dos professores se 
atualizarem e saberem utilizar as novas tecnologias como recursos pedagógicos, 
que possibilitarão a construção do conhecimento e favoreçam a aprendizagem.
Com o advento da Internet e a introdução de diferentes multimeios na educação, 
os professores devem repensar suas formas de ensinar e aprender, pois o contexto 
educacional deve ser comunicacional, interativo e vivencial.
As novas tecnologias digitais já estão presentes nas escolas e influenciam em 
todas as áreas da vida social do aluno. A escola, na figura do professor deve criar 
alternativas que compensem as desigualdades sociais provocadas pelo acesso 
desigual à tecnologia, fora das escolas.
Figura 5
Fonte: iStock/Getty Images
A aprendizagem como um processo de formação contínua, auxiliada pelas novas 
tecnologias torna professores aprendizes, buscando atualização dos seus saberes e 
das práticas pedagógicas, a fim de ser um facilitador da aprendizagem de seus alunos.
Os meios educacionais sofreram uma grande invasão tecnológica, considerando-
se desde a imprensa, rádio, fitas de áudio-cassete, a televisão, o vídeo, o DVD, as 
televisões a cabo e mais recentemente o computador com a internet e comunicação 
por satélite. Isto faz com que as escolas e professores se preocupem com a 
atualização nesse sentido, para não se sentirem excluídos de um movimento que se 
apresenta em toda a sociedade.
Como educação é acima de tudo comunicação, ela depende da interação com 
as pessoas, não só através da fala, das atitudes ou dinâmicas, mas também da 
utilização de multimeios como veículos de comunicação.
Como o professor pode estabelecer um trabalho de qualidade, desenvolvendo 
este trabalho pautado numa didática que realmente o auxilie a atingir seus objetivos 
educacionais, utilizando-se das tecnologias à sua disposição? Estarão os professores 
preparados para abdicar de suas posições de detentores do conhecimento e do 
saber, dividindo este posto com outros meios, educando para e com a tecnologia?
15
UNIDADE Saberes Necessários à Prática Docente
Segundo Lima (2005), o professor que pretende educar para a tecnologia 
deve se preocupar em preparar seus alunos para enfrentar as dificuldades que se 
apresentam com a nova sociedade tecnológica. As mudanças nesta sociedade 
trazem grandes dificuldades de colocação no mercado de trabalho, que se torna 
cada vez mais competitivo e exigente, especialmente quanto aos conhecimentos e 
utilização das tecnologias da informação e comunicação. São as características da 
sociedade do conhecimento, que privilegie o capital humano com suas capacidades 
cognitivas. É papel da escola e do professor preparar os alunos para esta sociedade.
Ao educar para a tecnologia, o professor deve também preparar-se para educar 
com a tecnologia, ou seja, utilizar os benefícios dos recursos tecnológicos na prepara-
ção de suas aulas, no processo ensino-aprendizagem, sendo parceiro da tecnologia. 
A era digital provocou uma transformação no perfil de nossos alunos, que 
não querem mais aulas expositivas simples, praticamente exigem recursos visuais 
modernos, mais sofisticados, que mostrem na sala de aula o dinamismo que a 
realidade oferece. Com isto o professor tem que se preparar para utilizar todos 
esses recursos da melhor forma. Mas é importante que entenda que não pode se 
prender somente aos recursos, eles são importantes, mas não serão nada sem a 
criatividade, improvisação, sensibilidade, humildade e domínio de si e do conteúdo. 
Educar para a tecnologia e com a tecnologia pede atenção a certos princípios 
e fundamentos que a didática nos traz: a importância do processo ensino-
aprendizagem, onde os principais sujeitos deste são professor e aluno. Os recursos 
da tecnologia são elementos de apoio que, se bem trabalhados, trarão grandes 
benefícios a este processo. O conhecimento tecnológico não pode ser um fim, 
mas um meio, uma ferramenta para realizar um trabalho docente de qualidade e 
coerente com a sociedade em que vivemos. (LIMA,2005)
Se o professor deve estimular seus alunos a pensar, refletir, criticar, tornarem-se 
cidadãos formadores de suas próprias opiniões, as tecnologias poderão favorecer 
esse trabalho do docente. 
Os homens têm necessidade constante de aprender ao longo da vida e a 
informação está na base do conhecimento, que gera reflexão e crítica. Podemos 
verificar que a imprensa, o rádio, a televisão, o cinema e o teatro, e todas as demais 
formas de comunicação áudio-visual podem ser utilizadas para fazer o cidadão 
pensar, crítica e realisticamente sobre a nossa realidade.
Hoje em dia a maioria das casas possui televisão ou computador com internet. 
São recursos que ligam nossos alunos ao mundo globalizado e os alimenta com 
informações à espera de transformarem-se em conhecimento. 
A internet é uma poderosa ferramenta de trabalho para se atuar em termos 
educacionais, pois oferece cursos em salas de aula virtuais, atualiza informações 
de qualquer área científica ou artística, além de constituir-se em um imenso espaço 
aberto internacionalmente a qualquer interessado, para discussões sobre os mais 
variados tópicos.
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Como professores, devemos estimular os alunos a utilizarem diferentes 
tecnologias a serviço da própria aprendizagem. Muitos materiais sobre saúde, 
história, geografia, meio ambiente, cultura, literatura brasileira e outros assuntos 
científicos ou não, que certamente são de grande valia no processo educacional, 
podem ser encontrados em jornais, revistas, programas de televisão, internet, todos 
veiculados pelos multimeios de comunicação. Este é um material que certamente 
poderá ser utilizado e explorado em sala de aula, por meio de gravações, exibições 
e promoção de debates e críticas que trarão socialização, aprendizagem e grandes 
benefícios aos alunos.
Podemos perceber que a era digital nos trouxe uma nova pedagogia, que 
estabelece um novo papel ao professor, que passa a orientar e acompanhar o 
trabalho do aluno, auxiliando-o a construir o conhecimento.
Por este motivo, é preciso que o professor cumpra seu papel de educador, que 
ensina, mas que ao ensinar também aprende. Para Kenski (2001), o professor tem 
algumas ações específicas que o tornam participante da educação de seus alunos:
• O professor é agente de memória: a ele compete a manutenção da memória 
social, a transmissão da cultura, a realização de interações e intercâmbios que 
favoreçam o acesso dos alunos aos equipamentos e tecnologias que favoreçam 
a aprendizagem;
• O professor é agente de valores: influencia os comportamentos e atitudes dos alu-
nos, estimulando a criação da identidade individual e a sociabilidade entre alunos;
• O professor é agente das inovações: auxilia os alunos a compreenderem, utili-
zarem, aplicarem e avaliarem as inovações que se incorporam à cultura escolar.
Podemos perceber que o professor da era digital deve se preparar para realizar 
seu trabalho dentro de um contexto global, não focando somente na transmissão 
de conhecimentos. Deve, portanto, participar e estimular os alunos na utilização 
das tecnologias para pesquisar, conhecer e aprender cada vez mais.
A pesquisa individual do aluno deve levá-lo a refletir sobre sua responsabilidade 
pelo seu próprio desenvolvimento e isto deve ser trabalhado pelo professor queauxiliará o aluno nesta reflexão.
É certo que as tecnologias que invadem nossos lares, nossas escolas e 
especialmente nossas salas de aula, facilitam a transmissão da informação, mas o 
papel do professor continua sendo fundamental, para que todos aprendam, pois o 
conhecimento é fruto da interpretação que se dá à informação, relacionando-a e 
processando-a, e o professor deverá ser o facilitador dessa interpretação.
Para Kenski (in Castro&Carvalho, 2001, p.105), o papel dos professores na 
sociedade digital amplia-se e não se extingue:
17
UNIDADE Saberes Necessários à Prática Docente
Novas qualificações para estes professores são exigidas, mas ao mesmo 
tempo, novas oportunidades de ensino se apresentam. Os projetos 
de educação permanente, as diversas instituições e cursos que podem 
ser oferecidos para todos os níveis de ensino e para todas as idades, 
a internacionalização do ensino – através das redes – criam diferentes 
oportunidades educacionais para aqueles professores que aceitam desafios 
e se colocam abertos a estas novas e estimulantes funções.
O professor da era digital é então “um professor competente, que corresponde 
às necessidades de ensino do momento, é um profissional necessário”. (Kenski, 
2001, p.105)
Justamente pelo medo de tornarem-se desnecessários, muitos professores são 
resistentes à utilização das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC), 
em sua prática pedagógica. Com esta postura, sua didática, sua visão de educação, 
seus métodos e estratégias de ensino acabam se tornando inviáveis, até mesmo 
obsoletos, diante das cobranças naturais dos alunos por inovações.
Para finalizarmos assista a reportagem do Jornal Futura sobre a tecnologia na Educação. 
https://youtu.be/3qcm8e2o7O0Ex
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or
Nesta unidade vocês conheceram as diferentes abordagens do ensino 
aprendizagem, pudemos discutir sobre o fazer e o saber fazer dos professores, além 
de refletirmos sobre a importância das novas tecnologias para o trabalho docente 
e a aprendizagem dos alunos. 
 A escolha da abordagem a ser trabalhada levando em conta os quatro pilares da 
educação e a nova sociedade que se apresenta, com inovações e tecnologias são 
importantes conhecimentos que permitirão constituir sua identidade docente, por 
meio da reflexão didática.
18
19
Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Vídeos
Escolas Públicas Apostam na Tecnologia dentro das Salas de Aula
https://youtu.be/U56apjVYR9w
 Leitura
Para uma Formação de Professores Construída dentro da Profissão
A fim de proporcionar um melhor entendimento a respeito da importância dos “saberes 
necessários à prática docente” em sua formação profissional, sugiro que leia o texto 
indicado no link abaixo.
https://goo.gl/ppzeWN
A Integração das Tecnologias na Educação 
https://goo.gl/PGbo4P
O Uso da Tecnologia da Informação e Comunicação na Educação Básica
Leia também sobre a experiência relatada no artigo “O uso da tecnologia da informa-
ção e comunicação na educação básica de Taís Cristina Silva, Karol da Silva, Marcos 
Antonio Pereira Coelho.
https://goo.gl/qXWE2B
19
UNIDADE Saberes Necessários à Prática Docente
Referências
CARVALHO, Ana Maria Pessoa; PEREZ, Daniel Gil. O saber e o saber fazer do 
professor. In CASTRO, Amélia Domingues; CARVALHO, Anna Maria Pessoa, 
orgs. Ensinar a Ensinar: didática para a escola fundamental e média. São Paulo: 
Pioneira Thomson Learning, 2001. Cap. 6. p.107-124
CUNHA, Emmanuel Ribeiro. Os Saberes Docentes ou Saberes Dos Professores. 
Revista Cocar, v. 1, p. 31-39, 2007. Disponível em: <http://www.nead.unama.
br/prof/admprofessor/file_producao.asp?codigo=17> Acesso em fev.2009.
DELORS, Jacques et al. Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez; 
Brasília, DF: MEC UNESCO, 1998. “Relatório para a UNESCO da Comissão 
Internacional sobre educação para o século XXI”.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1993. Coleção magistério – 
2º grau. Série formação do professor 
RODRIGUES, Zuleide Blanco. Pensando na qualidade da educação, a partir do 
conhecimento de “Os quatro pilares da Educação do Século XXI”. 2008. Di-
sponível em: <http://www.pedagobrasil.com.br/pedagogia/pensandoaqualidade.
htm.> Acesso em fev.2009.
CHAVES, Eduardo O.C. Educação e Tecnologia: da fala de Sócrates à 
multimídia de hoje. 2006. Disponível em: <http://palestras.net/textos-self/
edutec.htm.> Acesso em fev.2009
KENSKI, Vani Moreira. O Papel do Professor na Sociedade Digital. In CASTRO, 
Amélia Domingues; CARVALHO, Anna Maria Pessoa, orgs. Ensinar a Ensinar: 
didática para a escola fundamental e média. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 
2001. Cap. 5. p.95-106
LIMA, Adriana Luzia. Educar para a Tecnologia ou Educar com a Tecnologia? 
2005. Disponível em: <http://www.serprofessoruniversitario.pro.br/ler.php?-
modulo=18&texto=1016> Acesso em fev. 2009
NASCIMENTO, Julia C.P. TIC’s – a difícil inclusão no processo educacional. 
2007. Disponível em: <http://www.alvoradaplus.com.br/Docs/revista_eletronica/
edicao_3/Artigo_julia.pdf.> Acesso em fev.2009
20

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