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EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DA COMARCA DE ARAÇATUBA -SP MARIA DE TAL, brasileira, viúva, com identidade n XXXXX, inscrita no CPF sob o n XXX, com endereço eletrônico XXXX, residente e domiciliada na rua Bérgamo 123, apt. 205, na cidade de Araçatuba – SP, vem, por seu advogado, ______________________, com escritório na ________________, número ___, CEP _________, com endereço eletrônico ______________________, para fins de intimação/publicação, propor a presente ação: INDENIZATÓRIA POR RESPONSABILIDADE CIVIL C/C DANOS MORAIS Pelo rito comum, em face de ROBERTO DE TAL, brasileiro, comerciante, com CPF sob o n. XXXX, com endereço eletrônico XXXX, residente Recife – PE, baseado nos motivos e fundamentos a seguir expostos: – TUTELA DE URGÊNCIA A parte autora vem solicitar que seja deferido preliminarmente, o pedido indenizatório por responsabilidade civil, com base no art. 300 do Código de processo Civil; “Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.” – DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA A autora qualificada nos autos, pede gratuidade de justiça nos termos do art. 96 do Código de Processo Civil; “Art. 98. A pessoa natural ou jurídica, brasileira ou estrangeira, com insuficiência de recursos para pagar as custas, as despesas processuais e os honorários advocatícios tem direito à gratuidade da justiça, na forma da lei.” – DA AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO A autora manifesta interesse na realização da audiência de conciliação tendo em vista seu anseio em ter efetiva a reparação pelo dano que lhe fora causado, nos termos do Artigo 319, inciso VII, do Código de Processo Civil; “Art. 319. A petição inicial indicará: VII - a opção do autor pela realização ou não de audiência de conciliação ou de mediação.” - DOS FATOS Ocorre que o esposo da senhora Maria, foi vítima de um acidente na cidade de Recife, acidente este que fora causado pelo réu. O senhor Marcos, esposo da autora foi atingido na cabeça por um aparelho de ar condicionado manejado pelo réu, o senhor Roberto. Após tomar conhecimento do acidente, a senhora Maria deslocou-se para a cidade de Recife. Porém após um período hospitalizado, em um hospital particular, o senhor Marcos não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. A parte autora então teve de transportar o corpo de seu marido falecido, para Araçatuba, onde ocorreu o sepultamento. - DOS FUNDAMENTOS 1- DA INDENIZAÇÃO POR RESPONSABILIDADE CIVIL Excelência, nota-se que, conforme os fatos narrados e provas juntadas ao processo, a parte ré ocasionou por imperícia ou imprudência o acidente que vitimou o marido da autora. No entanto, o senhor Marco era pedreiro e responsável pelo sustento e provisão de seu lar. A senhora Maria por sua vez não possui meio de sustento, e a pouca economia que tinha o casal foi gasta com a internação e transporte do falecido, sendo a quantia de R$ 3.000,00(três mil reais), gasta com despesas médicas e a quantia de R$ 3.000,00(três mil reais), gasta com o transporte do e funeral. Neste sentido vem a vossa excelência pleitear a que tais gastos sejam pagos pelo réu, uma vez que este cometeu o ato ilícito, sendo responsável pelo trágico ocorrido. Por sua vez o artigo 186 do código civil, traz em sua redação a previsão legal do ato ilícito; " Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito." O artigo 927 do código civil, traz em sua redação o dever que tem o autor do ato ilícito em repara o dano causado; “Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.” 1.1 – DA DOUTRINA A doutrina, seguindo De Plácido e Silva, define a responsabilidade civil como; “Dever jurídico, em que se coloca a pessoa, seja em virtude de contrato, seja em face de fato ou omissão, que lhe seja imputado, para satisfazer aprestação convencionada ou para suportar as sanções legais, que lhe são impostas. Onde quer, portanto, que haja obrigação de fazer, dar ou não fazer alguma coisa, de ressarcir danos, de suportar sanções legais ou penalidades, há a responsabilidade, em virtude da qual se exige a satisfação ou o cumprimento da obrigação ou da sanção” 2 - DO DANO MORAL Ainda excelência, decorrência deste incidente, a autora experimentou situação angustiante, tendo sua moral abalada, pois seu marido era seu único amparo, por este motivo requer de vossa excelência a reparação pelo dano moral causado, reparação essa que encontra amparo legal, no artigo 186 do código civil; “Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. ” 2.2 – DA DOUTRINA A questão do dano moral é ressaltada por FLÁVIO TARTUCE nos seguintes termos: “Dessa forma, em sentido próprio, o dano moral causa na pessoa dor, desgosto, tristeza, pesar, sofrimento, angústia, amargura, depressão. Em sentido impróprio ou amplo, abrange a lesão de todos e quaisquer bens ou interesses pessoais, exceto econômicos, como a liberdade, o nome, a família, a honra subjetiva ou objetiva, a integridade física, a intimidade, a imagem.” – DA JURISPRUDÊNCIA – DA INDENIZAÇÃO POR RESPONSABILIDADE CIVIL Eis a acepção da responsabilidade civil na jurisprudência pátria: (TJ-RS - AC: 70075484402 RS, Relator: Niwton Carpes da Silva, Data de Julgamento: 06/04/2018, Sexta Câmara Cível, Data de Publicação: Diário da Justiça do dia 10/04/2018) Apelação cível. Responsabilidade civil. Ação de indenização por danos morais. Autor que foi recolhido ao Presídio Central. Alegação de más condições prisionais. Responsabilidade civil do Estado por omissão. Observância do Tema 365/STF. Repercussão geral. Considerando que é dever do Estado, imposto pelo sistema normativo, manter em seus presídios os padrões mínimos de humanidade previstos no ordenamento jurídico, é de sua responsabilidade, nos termos do artigo 37, parágrafo 6º, da Constituição, a obrigação de ressarcir os danos, inclusive morais, comprovadamente causados aos detentos em decorrência da falta ou insuficiência das condições legais de encarceramento. Dano moral in re ipsa não caracterizado. Consoante o próprio Tema 365/STF, o abalo moral deve ser comprovado. O simples fato de o autor ter sido encarcerado no Presídio Central é insuficiente para a configuração do dever de indenizar. Apelo do autor prejudicado e apelo do réu provido. POR MAIORIA. (Apelação Cível Nº 70075484402, Sexta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Niwton Carpes da Silva, Redator: Ney Wiedemann Neto, Julgado em 06/04/2018). – DO DANO MORAL Eis a acepção de dano moral na jurisprudência pátria: Entende-se por dano moral a lesão a um bem jurídico integrante de própria personalidade da vítima, como a sua honra, imagem, saúde, integridade psicológica, causando dor, tristeza, vexame e humilhação à vítima. (TRF 2ª Região – 5ª Turma; Apelação Cível nº 96.02.43696-4/RJ – Rel. Desembargadora Federal Tanyra Vargas). – DO PEDIDO Pelo exposto, requer-se de Vossa Excelência: Que seja deferida a gratuita de justiça nos termos do art. 96 do Código de Processo Civil; A designação de data para realização de audiência de conciliação, nos termos do Artigo319, inciso VII, do Código de Processo Civil; A citação do réu para integrar o polo processual e querendo conteste o feito sob pena de revelia e confissão; Que seja julgado procedente o pedido do autor para condenar o réu ao pagamento a título de danos morais, na quantia de5.000,00; Que seja condenado o réu a indenizar ao autor a título indenizatório por responsabilidade civil, o valor de R$6.000,00 (dez milreais); Que seja julgado procedente o pedido para a condenação do réu nas custas e honorários advocatícios. - DAS PROVAS Requer a produção de todas as provas em direito admitidas, na amplitude do artigo 369 do CPC, em especial, prova documental, prova pericial, testemunhal e depoimento pessoal do Réu, sob pena de confissão. – DO VALOR DA CAUSA Dá-se a causa o valor de R$ 11.000,00(onze mil reais). Termos em que, pede deferimento. Araçatuba 13 de abril de 2018 _______________________ OABXXXX - RJ