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INSTITUTO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO CONTINUADA PÓS-GRADUAÇÃO - lato sensu GUIA PRÁTICO DE ELABORAÇÃO DE PROJETO DE PESQUISA E MONOGRAFIA INBEC 2016 INTRODUÇÃO Este Guia tem a finalidade de orientar, de forma sucinta, a elaboração do trabalho científico (monografia) que deverá ser entregue ao final do curso. O material didático traz contribuições de livros e texto de revistas de autores conhecidos na área de metodologia da pesquisa cientifica que poderão subsidiar o planejamento de seu estudo. O Trabalho de conclusão de curso exige, do ponto de vista procedimental e científico, o planejamento das atividades de estudo para que o processo ocorra de forma objetiva. Um projeto de pesquisa deve ser organizado pelo aluno como integrante à elaboração de sua monografia. No projeto de pesquisa está inserido o trajeto que o aluno deverá praticar para finalizar a monografia - TCC Informa-se, igualmente, que há diferentes versões de materiais de apoio da disciplina Metodologia Científica. O atual guia tem, assim, essa finalidade. O essencial é busca subsídios necessários ao término da monografia e, consequentemente, do seu curso de pós- graduação. O aluno, com o TEMPLATE, O GUIA PRÁTICO e o MATERIAL DIDÁTICO indicados por seus docentes no módulo de METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA terá condições reais de concluir sua monografia. Boa sorte! PROJETO DE PESQUISA Fonte: www.galeote.com.br O projeto de pesquisa é um documento que especifica informações acerca de uma pesquisa ainda não realizada, mas que se pretende concretizar. Portanto, o projeto (ou planejamento) é a condição basal para a realização de um trabalho de pesquisa com qualidade. A montagem de um projeto de pesquisa pressupõe o cumprimento de etapas que garantirão ao pesquisador consistência na finalização da matéria em estudo. 1 A ESTRUTURA DO PROJETO DE PESQUISA O projeto de pesquisa deve ser elaborado pelo aluno planejando o seu estudo. Este documento servirá de referência à elaboração de sua MONOGRAFIA Um projeto serve essencialmente para responder às seguintes questões: O quê? Para quê? Por quê? Onde? Com o quê? Como? Quando? Sua estrutura deve conter os itens a seguir: 1.1 CAPA - Deve constar o nome da faculdade, curso, autor, título do projeto, cidade, ano. 1.2 INTRODUÇÃO - Representa uma visão geral do trabalho sucintamente, apresentando o tema e a problemática a serem investigados. 1.3 TEMA – Assunto do que trata um trabalho acadêmico. Enquanto o tema de uma pesquisa é amplo e genérico, o problema da pesquisa é específico e circunscrito. A seleção do tema é um dos primeiros passos para se desenvolver a pesquisa. Pode advir de uma opção do próprio pesquisador, pela sugestão de Coordenadores e Professores. EXEMPLO 1: Tema: Utilização de alvenaria estrutural com blocos de concreto 1.4 FORMULAÇÃO E DELIMTAÇÃO DO PROBLEMA – Questão a ser investigada numa pesquisa, colocada de forma interrogativa. O problema é uma especificação do tema da pesquisa, devendo ser circunscrito e bem definido. Possui estreita relação com o tema. Problema: Quais as vantagens e desvantagens de utilização de alvenaria em edificações? Delimitação Vantagens e desvantagens de utilização em edificações de três andares, situada em Fortaleza, na comunidade Verde Esperança 1.5 OBJETIVOS (GERAL E ESPECÌFICOS) – Especificar as finalidades principais e secundárias. Os objetivos devem ser redigidos com o verbo no infinitivo, de forma clara e compreensível, normalmente em um único parágrafo. O objetivo geral será a síntese do que se pretende alcançar, e os objetivos específicos devem ser compostos por mais de dois itens. e explicitarão os detalhes desdobrados do objetivo geral Exemplos de verbos utilizados: averiguar, distinguir, estabelecer, estudar, compreender, avaliar, analisar, identificar, verificar, comparar etc. 1.6 JUSTIFICATIVA – Nesse item o autor defenderá a necessidade da realização do trabalho e apresentará argumentos e relevâncias técnicas, profissionais, heurísticas, sociais, sua relevância apresentando a contribuição social. Exemplo: Diante dos problemas identificados ao longo da história das edificações nas zonas rurais..........(o porquê está fazendo a pesquisa). 1.7 HIPÓTESE As hipóteses são as possibilidades de resposta ao (s) problema (s) levantado (s) na pesquisa. Essas hipóteses não têm a obrigatoriedade de serem confirmadas pela pesquisa. Como o seu sentido etimológico já demonstra, hipótese significa “aquilo que está suposto”. Portanto, suposições podem ser comprovadas ou não. Observe: EXEMPLO 2: Hipótese: Acredita-se que no processo construtivo, o mais vantajoso é a utilização de alvenaria estrutural de blocos de concreto em edifício de no máximo três andares. 1.8 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA – Levantamento e análise criteriosa e sistemática dos resultados e conclusões de outros estudos acerca do tema. Representa a consistência teórica do trabalho que vai fundamentar a reflexão e a argumentação do pesquisador 1.9 METODOLOGIA O modo como será desenvolvido o tema em estudo. Nesse caso, o pesquisador precisa apresentar a metodologia nomeada (pesquisa bibliográfica; estudo de caso, pesquisa documental, pesquisa de campo, entre outros), quais as estratégias e instrumentos de que ele disporá para a coleta, compilação e análise dos dados a serem efetivamente utilizados em seu trabalho. Veja como Lakatos e Marconi (2003, p. 85) o definem: [...] o método é um conjunto das atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo – conhecimentos válidos e verdadeiros –, traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando-as decisões do cientista. Exemplo: Estudo de caso da edificação de três andares utilizando... 1.10 CRONOGRAMA – Representação gráfica ou em forma de tabela que descreve uma lista de atividades a serem realizadas e o tempo que elas consumirão. Exemplo: ATIVIDADES JAN FEV MAR ABR Revisão de literatura x x x x Pesquisa de campo x Análise dos dados x Elaboração da Monografia x 1.11 REFERÊNCIAS – Seção situada ao final de um trabalho científico, que lista as fontes documentais utilizadas, individualmente identificadas através de uma referência. 2 TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC) MONOGRAFIA TCC - Trabalho de Conclusão do Curso de Pós-Graduação, consiste em uma pesquisa individual orientada, relatada sob a forma de uma MONOGRAFIA, em no âmbito dos temas abrangidos. Este estudo será individual e, e apresentado por escrito, entregue, após revisões de conteúdo, metodológica e ortográfica, entregue em CD ao setor pedagógico do INBEC. Do ponto de vista acadêmico e procedimental o INBEC criou uma coordenação de certificação para esclarecimentos, orientações e finalização do TCC. QUANTO AO PROCESSO E ELABORAÇÃO DA MONOGRAFIA Inicialmente, deve-se preparar o projeto de pesquisa que visa à ordenação do estudo de tal forma que viabilize a sua execução, resultando na elaboração da monografia. As monografias tratam de temas circunscritos, com uma abordagem que implica análise, crítica, reflexão e aprofundamento por parte do autor. A monografiapode resultar num texto, produto de uma revisão de literatura criticamente articulada e da experiência profissional do autor, podendo, ainda, apresentar resultados aplicáveis na prática profissional da área em estudo. Não é necessário que uma monografia apresente resultados inéditos (como esperado em uma tese de doutorado, ou, em menor grau, em uma dissertação de mestrado). Os resultados estão mais associados à organização e análise comparativa e crítica das idéias em torno de um determinado assunto. Desta forma, uma revisão bibliográfica das obras mais importantes em uma determinada área é parte essencial da construção de uma monografia. O texto deve ser pensado como proporcionando ao leitor uma fonte de estudo em um assunto, fornecendo desde os conceitos fundamentais da área até uma visão mais aprofundada dos conteúdos que a compõem. Uma monografia deve ser escrita em uma linguagem cientifica de acordo com as normas da ABNT. Um texto científico deve ser: objetivo, preciso, imparcial, claro, coerente e impessoal. Os verbos devem ser utilizados na terceira pessoa do singular, evitando-se usar na terceira pessoa do plural e nunca na primeira pessoa. O texto deve ter uma seqüência lógica, apresentando com precisão as idéias, as pesquisas, os dados, os resultados dos estudos, sem prolongar-se por questões. Fonte: http://www.google.com.br/ e de acordo com as regras da ABNT 2.1 ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS 1. Capa (obrigatório) 2. Folha de rosto (obrigatório) A Folha de rosto é praticamente uma cópia da Capa. A diferença é que ela traz algumas informações obrigatórias que a capa não apresenta. Há descrições mais detalhadas na folha de rosto. É o caso da natureza do trabalho. Trata-se de um texto breve em que conste o tipo da apresentação - que pode ser uma tese, dissertação ou trabalho de conclusão de curso -, além do objetivo da realização do estudo - como obtenção de grau ou aprovação em disciplina determinada – nome da universidade e a área de concentração. Outros itens obrigatórios da Folha de Rosto são os nomes do orientador do TCC 3. Errata (se houver) embora seja uma parte opcional no trabalho, a errata pode ser uma ferramenta valiosa para compensar algum escorregão que passou pelo processo de impressão. Ela deve ser posicionada logo depois da folha de rosto. Para localizar o erro é preciso usar uma referência em que se informe a página e a linha onde se encontre o erro. (Para trabalhos impressos). 4. Folha do examinador (obrigatório) A Folha de Aprovação deve estar na sequência da Folha de Rosto. É aqui que será feita a avaliação do trabalho por parte dos examinadores. Por isso, além do nome do autor, título e subtítulo – se necessário -, natureza, objetivo do trabalho, nome da universidade e área de concentração, é preciso constar o nome dos avaliadores, titulação e o nome das instituições das quais fazem parte. A assinatura destes será posta nesta folha, juntamente com a data da aprovação, tão logo a avaliação esteja concluída. 5. Dedicatória (s) (opcional) 6. Agradecimento (s) (opcional) 7. Epígrafe (opcional) 8. Resumo de 150 palavras no mínimo e não ultrapassar 500 palavras) síntese da monografia (objetivos, relevância, metodologia, conclusão). Obrigatório 9. Abstract (as mesmas considerações). Obrigatório 10. Lista de figuras/ilustrações (opcional) 11. Lista de tabelas (opcional) 12. Lista de abreviaturas e siglas (opcional) 13. Lista de símbolos (opcional) 14. Sumário (obrigatório) EXEMPLO 1 INTRODUÇÃO....................................................................................................................10 1.1 Objetivos.............................................................................................................................10 1.2 Metodologia........................................................................................................................10 2 RESÍDUOS SÓLIDOS.........................................................................................................15 2.1 Aspectos gerais...................................................................................................................15 2.2 Aspectos legais....................................................................................................................17 2.3 Situação dos resíduos sólidos no Brasil............................................................................18 2.3.1 Geração de resíduos.........................................................................................................18 2.3.2 Disposição final................................................................................................................18 2.4 Aspectos ambientais relacionados aos resíduos sólidos..................................................22 2.5 Importância da implantação dos aterros sanitários ......................................................23 3 PANORAMA ENERGÉTICO NO BRASIL......................................................................26 3.1 Energia no Brasil – aspectos gerais..................................................................................26 3.2 Fontes de energia – renováveis e não renováveis............................................................28 3.3 Energias alternativas ........................................................................................................32 4 GÁS METANO PRODUZIDO EM ATERROS SANITÁRIOS......................................34 4.1 Produção de gás metano....................................................................................................34 4.2 Utilização de gás metano – aplicações e alternativas de uso..........................................38 4.2.1 Energia elétrica................................................................................................................38 4.2.2 Energia térmica................................................................................................................39 4.2.3 Combustível veicular........................................................................................................40 4.2.4 Iluminação a gás..............................................................................................................41 4.3 Aproveitamento de gás metano.........................................................................................42 5 SITUAÇÃO DOS MUNICÍPIOS DO NORDESTE...........................................................45 5.1 Avaliação do potencial de aproveitamento de gás metano.............................................47 5.1.1 Metodologia para avaliação do potencial de aproveitamento do metano.....................47 5.1.2 Estimativa do potencial de geração de energia...............................................................49 5.1.3 Aplicação da metodologia................................................................................................50 5 CONCLUSÕES ..................................................................................................................51 REFERÊNCIAS................................................................................................................52 ANEXO A – TÍTULO DO ANEXO .................................................................................55 APÊNCIDE A – TÍTULO DO APÊNDICE.....................................................................57 OBSERVAÇÕES: Existem vários tipos de SUMÁRIOS 2.2 ELEMENTOS TEXTUAIS 1. INTRODUÇÃO 2. CAPÍTULOS 3. CONCLUSÃO OU CONSIDERAÇÕESFINAIS 2.3 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS 1. Referências 2. Apêndice (opcional) Apêndices são documentos complementares ao trabalho acadêmico, elaborados pelo autor. De uso opcional, apêndices são nomeados com letras maiúsculas em sequência que respeite a ordem alfabética, seguidas de travessão e o título. 3. Anexos (opcional) Anexos são textos ou documentos complementares ao trabalho acadêmico, não desenvolvido pelo autor. Também opcional. Os anexos são nomeados com letras maiúsculas em sequência que respeite a ordem alfabética, seguidas de travessão e o título. 4. Índice (opcional) Listagem de palavras ou frases organizadas por critérios variados cujo objetivo é localizar elementos dentro do trabalho. O índice não é um item obrigatório na monografia. O texto abaixo fornece uma idéia geral do conteúdo que deve ser tratado em cada seção do corpo de uma monografia. Os elementos textuais acima descritos compostos da introdução, do desenvolvimento em forma de capítulos e da conclusão ou considerações finais. 2.4 INTRODUÇÃO Parte inicial do texto, onde devem constar as delimitações do assunto tratado (objetivos, relevância do estudo, metodologia e breve descrição dos capítulos) e outros elementos necessários para situar o tema do trabalho. Pode ser num texto direto, como, também, topificado. (Objetivos, metodologia) Não é apenas uma descrição dos conteúdos das seções do texto, sobretudo, argumentar sobre a importância do trabalho do ponto de vista de ciência. 2.5 METODOLOGIA Nessa seção, é apresentada a metodologia do trabalho, abordando as técnicas desenvolvidas e a tipologia da pesquisa com suas especificidades. Para o desenvolvimento de uma pesquisa, é necessário a utilização de técnicas adequadas, capazes de coletar dados satisfatórios, de modo que deem conta dos objetivos traçados, quando da sua projeção. Para determinar o tipo de instrumento, é necessário observar o que será estudado, a que irá reportar. Na realização de um estudo científico, depois de definidas as fontes de dados e o tipo de pesquisa, que pode ser bibliográfica, pesquisa de campo, estudo de caso ou de laboratório, pesquisa descritiva exploratória, pós-facto, entre outras, deve-se levantar as técnicas a serem utilizadas para a coleta de dados, destacando-se: questionários, entrevistas, observação, formulários e discussão em grupo. 2.6 CAPÍTULOS (DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO) Parte principal do texto que contém a exposição ordenada e pormenorizada do assunto através da apresentação dos capítulos. É a fundamentação lógica do trabalho de pesquisa, cuja finalidade é expor, discutir e demonstrar. Pode ser dividida em seções e subseções que variam em função da abordagem do tema e das normas da ABNT. Em qualquer assunto devem-se apresentar as ideias centrais dos principais autores da área e/ou campo a ser investigado (citações diretas ou indiretas). Um ponto importante é a forma que esta “revisão da literatura” é instituída, porque seguramente ela é uma das maiores contribuições da monografia. 2.7 CONSIDERAÇÕES FINAIS/ e/ou CONCLUSÃO O autor escreverá um texto científico contendo os resultados obtidos no estudo, principalmente aos dados correspondentes aos objetivos e hipóteses inicialmente apresentados na introdução e que respondem à questão-problema da pesquisa. O texto pode incluir recomendações e sugestões para trabalhos futuros. Evitar fazer citações. 3 ORIENTAÇÕES PARA REDAÇÃO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS Quando se elabora um trabalho de pesquisa científica, deve-se proceder com cautela em relação à sua forma de redação com o objetivo de não se dar margem aos “lapsos” de comunicação. O texto deve e ser redigido com clareza, encadeamento das idéias, consistência teórica e precisão quanto aos resultados, evitando ambigüidades. . 3.1 COMO DEVE SER REDIGIDO O RESUMO Elemento obrigatório. Apresentação concisa dos pontos relevantes do documento, fornecendo uma visão rápida e clara dos objetivos, do conteúdo e das conclusões do trabalho. Elaborado de acordo com a NBR6028/2003, conforme as seguintes orientações: a) o resumo deve ser informativo, apresentando objetivos, metodologia, resultados e conclusões; b) composto de uma sequência de frases concisas, afirmativas e não de enumeração de tópicos; c) deve-se usar parágrafo único e justificado; d) usar o verbo na voz ativa e na 3ª pessoa do singular; e) o resumo expresso em trabalhos acadêmicos (monografias, teses, dissertações e outros) deve conter de 150 a 500 palavras; f) a primeira frase do resumo deve ser significativa e expressar o tema principal do trabalho; g) deve ser evitado o uso de frases negativas, símbolos e fórmulas que não sejam de uso corrente, comentário pessoal, críticas ou julgamento de valor; h) as palavras-chave devem figurar logo abaixo do resumo, espaço duplo, antecedidas da expressão “Palavras-chave: ” separadas e finalizadas por ponto, de acordo com o idioma escolhido. Inicia-se em folha/página distinta com a palavra RESUMO, na margem superior, em letras maiúsculas, em negrito, fonte tamanho 12, sem indicativo numérico e centralizado. O texto do resumo deve ser digitado em espaço 1,5 de entrelinhas, fonte 12 e justificado 3.2 COMO DEVE SER REDIGIDO O ABSTRATC/RESUMEN/ RESUMÉ Elemento obrigatório. É a tradução do RESUMO em língua vernácula para outro idioma de propagação internacional (em inglês ABSTRACT, em espanhol RESUMEN, em francês RESUMÉ ). 3.3 COMO DEVE SER REDIGIDA A INTRODUÇÃO A introdução de um trabalho acadêmico, muito embora seja um dos primeiros itens a figurar no texto de apresentação da pesquisa, é o último a ser redigido uma vez que a introdução tem um formato resumido apresentando os objetivos gerais a que se destina a pesquisa: o tema principal do trabalho, a intenção do pesquisador em desenvolvê-lo, os mecanismos e procedimentos utilizados e os resultados preliminarmente atingidos. Apresenta uma visão geral do trabalho com uma breve descrição dos capítulos no sentido de desencadear o interesse por parte dos leitores sobre o tema da pesquisa. 3.4 COMO DEVE SER REDIGIDA A CONCLUSÃO (APENAS PARA O TRABALHO FINAL: MONOGRAFIA) A conclusão refere-se ao desfecho das questões discutidas no trabalho. Implicando numa observação consciente sobre os pontos capitais da pesquisa (tema, problema, hipóteses (se houver) e metodologia) em relação aos resultados alcançados pelo pesquisador. É o texto que vai evidenciar se os objetivos traçados foram atingidos, se as fontes consultadas corresponderam positivamente às necessidades de fundamentação dos argumentos lançados e se os procedimentos utilizados surtiram o efeito esperado. Através da conclusão, fracassos e progressos são demonstrados, a fim de que se perceba que, para a ciência, os fracassos não são propriamente fracassos: são, apenas, desvios de resultados, os quais contribuirão, e muito, para o progresso contínuo da humanidade. Não devem constar citações. 4 AS FORMAS DE CITAÇÃO Citação: Menção de uma informação extraída de outra fonte. As citações podem aparecer no texto ou em notas de rodapé. Nas citações, as chamadas pelo sobrenome do autor, pela instituição responsável ou título incluído na sentença devem ser em letras maiúsculas e minúsculas e, quando estiverem entre parênteses, em letras maiúsculas. Ex.: A gestão de edificações,conforme a classificação de Fulano de tal (1990). “A gestão de edificações é classificada...”. (FULANO DE TAL, 1990, p. 150). Citação de citação: Citação direta ou indireta de um texto em que não se teve acesso ao original. A indicação é feita pelo nome do autor original, seguido da expressão citado por ou apud e do nome do autor da obra consultada. Ex: O crítico literário Araripe Júnior já assinalava a dificuldade de se estudar a poesia popular, que para ele “é tão difícil na verdadeira interpretação e tão fácil na aparência. ” (ARARIPE JÚNIOR apud MATOS, 1999, p. 18). Citação direta: Transcrição textual da parte da obra do autor consultado. Até três linhas: Deve ser inserida no parágrafo, entre aspas duplas (as aspas simples são utilizadas para indicar citação no interior da citação). Ex1: Segundo Chaves (1992, p.14) “A engenharia xxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxx xxxxxxxx xxxxxx xxxxxxx xxxxxx xx xxxxxx xxxxxxxxxx (Fonte 12) ”. Ex2: “Não se mova, faça de conta que você está morta”. (CLARAC; BONNIN, 1995, p.72). Com mais de três linhas: Deve ser destacada com recuo de quatro cm da margem esquerda, com letra menor que a do texto utilizado e sem aspas. Ex: Xxxxxxx (Fonte 10) xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxx xxxxxxx xxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx. (ALMEIDA, 1995, p.196). Devem ser indicados as supressões, interpolações, comentários, ênfase ou destaques, do seguinte modo: a) Supressões: [...]; b) Interpolações, acréscimos ou comentários: [ ]; c) Ênfase ou destaque: grifo ou negrito ou itálico. Citação indireta: Texto baseado na obra do autor consultado. O autor do texto cita o autor da obra com suas próprias palavras. Não é necessário o uso das aspas e a indicação das páginas é opcional. Ex: Recentemente, cientistas do Departamento de Defesa dos Estados Unidos estão estudando o mecanismo óptico das abelhas para produzir um novo tipo de arma para as Forças Armadas (GODOY, 2000). Notas de referência: Notas que indicam fontes consultadas ou remetem a outras partes da obra onde o assunto foi abordado. Ex: Assim o narrador expresso: No outro dia por causa da machucadura Macunaíma amanheceu com uma grosseira pelo corpo todo. Foram ver e era a erisipela, doença comprida. Os manos trataram dele bem e traziam diariamente para casa todos esses remédios para erisipela que os vizinhos e conhecidos, todos esses brasileiros aconselhavam. O herói passou uma semana de cama.4 Notas de rodapé: Indicações, observações ou aditamentos ao texto feitos pelo autor, tradutor ou editor, podendo também aparecer na margem esquerda ou direita da mancha gráfica. 4 ANDRADE, Mário de. Macunaíma: o herói sem nenhum caráter. Texto revisto por Telê Porto Ancona Lopez. Belo Horizonte/Rio de Janeiro: Livraria Garnier, 2000. p. 113. Ex: Jorge Luís Borges, em um brilhante ensaio intitulado ‘Kafka e seus precursores’, produz uma argumentação interessante sobre esta questão. Examinando uma série de textos de Zenon, Han Yu, Kierkegaard, Leon Bloy e Lord Dunsany, aquele denomina ‘precursores’, chega à seguinte conclusão: “Em cada um destes está a idiossincrasia de Kafka, em grau maior ou menor, mas se Kafka não houvesse escrito, não a perceberíamos, vale dizer, não existiria. ”1 Notas explicativas: Notas usadas para comentários, esclarecimentos ou explanações, que não possam ser incluídos no texto. → A numeração das notas é única em todo o trabalho em algarismos arábicos. → As notas de rodapé devem ser separadas do texto por um traço que se inicia na margem e tem quatro cm. Expressões usadas no caso de citações e em notas de rodapé: a) Idem – mesmo autor – Id.; Ibidem – na mesma obra – Ibid.; b) Opus citatum, opere citado – obra citada – Op. cit.; c) Passim – aqui e ali, em diversas passagens – passim; d) Confira confronte – Cf.; e) Apud – citado por, conforme, segundo. → As expressões id. , ibid. , op. cit. , cf. ; só podem ser usadas na mesma página ou folha da citação a que se referem. 1 BORGES, J. L. Obra completa. Buenos Aires: Emeci, 1974. 5 REFERÊNCIAS A lista de referências é estreitamente relacionada à revisão da Literatura. Deve também incluir os trabalhos de onde foram extraídos dados, figuras, tabelas, textos, etc. Todas as referências citadas no texto devem ser incluídas na lista de referências. Por outro lado, a lista de referências não deve incluir autores não citados no texto. As referências devem ser listadas no texto final e devem incluir todas as obras citadas no trabalho e em ordem alfabética, A seguir segue alguns exemplos de como apresentá-las segundas as normas estabelecidas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas): Com um autor: ÚLTIMO SOBRENOME, Prenomes. Título da obra. Número da edição. Local de publicação: Nome da editora, ano da publicação. Ex: SANTOS, R. Comércio exterior. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1996. Com dois autores: ÚLTIMO SOBRENOME, Prenomes; ÚLTIMO SOBRENOME, Prenomes. Título da obra. Número da edição. Local de publicação: Nome da editora, ano da publicação. Ex: MARTINS, C.; CALDAS, J.F. Administração geral. 4. ed. Rio de Janeiro: Saraiva, 1992. Com mais de três autores – indica-se apenas o primeiro, acrescentando a expressão et al. Ex: URANI, A. et al. Constituição de uma matriz de contabilidade social para o Brasil. Brasília, DF: IPEA, 1994. Parte de obras: ÚLTIMO SOBRENOME, Nome do autor da parte. Título da Parte. In: Sobrenome do autor, Prenomes. Título da obra. Número da edição. Local de publicação: Nome da editora, ano da publicação. Ex: CORDEIRO, J.C. O Conflito nas Organizações. In: Saraiva, José Francisco. Mudança organizacional. 4. ed. Rio de Janeiro: Saraiva, 1992. Indicação explícita de responsabilidade pelo conjunto da obra, em coletânea de vários autores: indicar o nome do responsável, seguido da abreviação, no singular, do tipo de participação (organizador, compilador, editor, coordenador, etc.), entre parênteses. Ex: FERREIRA, Léslie Piccolotto (Org.). O fonoaudiólogo e a escola. São Paulo: Summus, 1991. Autor entidade: Indicar o nome, por extenso, da entidade. Ex: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Catálogo de teses da Universidade de São Paulo, 1922. São Paulo, 1993. Autoria desconhecida: Indicar título na entrada. O termo anônimo não deve ser usado em substituição ao nome do autor desconhecido. Ex: DIAGNÓSTICO do setor editorial brasileiro. São Paulo: Câmara Brasileira do Livro, 1993. Artigos de jornal: - Com o nome do autor: ÚLTIMO SOBRENOME, Prenomes. Título do Artigo, Título do jornal, Local de publicação, dia, mês abreviado, ano, seção, caderno ou parte do jornal e a paginação correspondente. Quando não houver seção, caderno ou parte, a paginação do artigo ou matéria precede a data. Ex: SANTOS, A.F. As empresas virtuais. Jornal Diário, São Paulo, 18 ago 1997. Encarte Técnico, p. 8. Sem o nome do autor: TÍTULO DO JORNAL. Título do artigo. Local de publicação, dia, mês abreviado, ano. Ex: ZERO HORA. As empresas virtuais. Porto Alegre, 15 set 1997. Artigos de periódicos (revistas): ÚLTIMO SOBRENOME, Prenomes. Título do Artigo. Título do periódico, Local depublicação, número de volumes, número do fascículo, página inicial-final do artigo, dia, mês abreviado, ano. EX: CARVALHO, Antônio José. O fim dos empregos. Revista de Administração, São Paulo, 58, n.14, p.170-182, ago-set, 1997. SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 1., 1978, Niterói. Anais... Niterói: UFF, 1979. → Trabalhos apresentados em eventos: indicar autor (es), título do trabalho apresentado, seguido da expressão In: , nome do evento, ano e local de realização, título do documento, local, editora, data da publicação, página inicial e final da parte referenciada. Ex.: BRAYNER, A. R. A; MEDEIROS, C. B. Incorporação do tempo em SGBD orientado a objetos. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE BANCO DE DADOS, 9, 1994, São Paulo. Anais. São Paulo: USP, 1994. p. 16-29. Documento iconográfico (Pintura, gravura, ilustração, fotografia, desenho técnico, etc.). Devem ser centralizadas. Os nomes na parte superior da ilustração (12) e a fonte na parte inferior da figura (10). Exemplo: Foto 1 - Túnel da Serra das Russas - PE Fonte: Panoramio Indicar autor, título (quando não existir, deve-se atribuir uma denominação ou a indicação sem título, entre colchetes), data e especificação do suporte. Exemplos: KOBAYASHI, K. Doença dos xavantes. 1980. 1 fotografia, color, 16 cm x 56 cm. MATTOS, M. D. Paisagem Quatro Barras. 1987. 1 original de arte, óleo sobre tela, 40 cm x 50 cm. TEXTOS COMPLETOS DE PESQUISAS ELETRÔNICAS: ÚLTIMO SOBRENOME, Prenomes. Título. Data. Endereço eletrônico: endereço. Ex: WEBBER, S. Bussiness sources on the internet. 2003. Disponível em:< http://www.dis.strach.ac.uk/ftp/pub/interasac/> Acesso em: 7ago. 2003 Em meio eletrônico: → Livros consultados: indicar as informações sobre o endereço eletrônico, apresentado entre os sinais < >, precedido da expressão Disponível em: e a data de acesso ao documento, precedida da expressão Acesso em: opcionalmente acrescida dos dados referentes a hora, minutos e segundos. Ex: ALVES, Castro. Navio negreiro. [S...]: Virtual Book, 2000. Disponível em: <http://www.terra.com.br/virtualbooks/feebook/port/L. port. 2/navionegreiro.htm>. “Acesso em: 10 jan. 2002, 16h30min’: 30”. Artigo e/ou matéria de revista, boletim, etc. VIEIRA, Cássio Leite; LOPES, Marcelo. A queda do cometa. Neo Interativa, Rio de Janeiro, n. 2, inverno 1994. 1 CD-ROM. WINDOWS 98: o melhor caminho para atualização. PC World, São Paulo. n. 75, set. 1998. Disponível em: <http: //www.idg.com.br/abre.htm>. Acesso em: 10 set. 1998. Artigos de jornal SILVA, Ives Gandra da. Pena de morte para o nascituro. O Estado de São Paulo, São Paulo, 19 set. 1998. Disponível em: http://www.providafamilia.org/pena_morte_nascituro.htm. Acesso em: 19 set. 1998. Documento iconográfico: VASO. TIFF. 1999. Altura: 1083 pixels. Largura: 827 pixels. 300 dpi. 32 BIT CMYK. 3.5 Mb. Formato TIFF bitmap. Compactado. Disponível em: <C: \Carol\VASO.TIFF>. Acesso em: 28 out. 1999. Legislação LOCAL DE JURISDIÇÃO. Órgão competente. Título e número da lei, partes envolvidas (se houver), relator, local, data e dados da publicação. Ex: BRASIL. Decreto-lei n0 2423, 7 de abril de 1988. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Brasília, v.126, n.66, p.6009, 8 abr. 1988. 6 REGRAS GERAIS DE APRESENTAÇÃO As regras de apresentação representam um item fundamental na produção dos trabalhos acadêmicos. É imprescindível destacar algumas considerações quanto à numeração de páginas, aspectos referentes à digitação, maneira de redação, seqüência de figuras, formatação de tópicos e estrutura de apresentação, seguindo normas da ABNT: FORMATO: Papel branco, formato A4 (21cm X 29,7cm); Modelo de fonte Times New Roman ou Arial; Tamanho de letra 12 no desenvolvimento do trabalho e tamanho (10) para citações de mais de três linhas, notas de rodapé, paginação; Título das ilustrações, tabelas, figuras, quadros (12) e Fonte (10) Nome da Universidade, do Curso e do aluno, local e ano (14) Título da capa= 16 e no subtítulo = 14 (quando houver.) No caso das citações com mais de três linhas, deve-se observar o recuo de 4cm da margem esquerda. (Ver em citações) Seções Exemplo 1 INTRODUÇÃO (caixa alta) 2 CIMENTO ARMADO (caixa alta) 2.1 Definição (minúscula em negrito) 2.1.1 Especificidades (seção terciária- minúscula em itálico) 2.1.2. Outros aspectos (seção terciária- minúscula em itálico) 2.1.2.1 Estrutura do cimento MARGENS: Direita e inferior de 2 cm; esquerda e superior de 3 cm; Marca de parágrafo a 1,25 cm da margem. ESPAÇAMENTO: O texto deve ser digitado com espaço 1,5; As citações de mais de três linhas, as notas, as referências, as legendas das ilustrações e tabelas, a ficha catalográfica e a natureza do trabalho (da folha de rosto) devem ser digitadas em espaços simples (1,0). As referências, ao final do trabalho, devem ser separadas entre si por espaço simples; Os títulos das subseções devem ser separados do texto que os precede ou que os sucede por um espaço duplo. PAGINAÇÃO Todas as folhas do trabalho, a partir da folha de rosto devem ser contadas sequencialmente, mas não numeradas. A numeração é colocada a partir da INTRODUÇÃO, em algarismos arábicos, no canto superior direito da folha, a 2 cm da borda superior; Havendo apêndice ou anexo as suas folhas também são contadas e numeradas de forma contínua. REFERÊNCIAS APOLINÁRIO, Fábio. Dicionário de Metodologia Científica: um guia para a produção do conhecimento científico. São Paulo: Atlas, 2004. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: apresentação de citações em documentos. Rio de Janeiro, 2002 a. ______. NBR 12225: títulos de lombada. Rio de janeiro, 2004a. ______. NBR 14724: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro, 2011a. ______. NBR 15287: projeto de pesquisa: apresentação. Rio de Janeiro, 2011b. ______. NBR 6023: referências: elaboração. Rio de Janeiro, 2002b. ______. NBR 6024: numeração progressiva das seções de um documento. Rio de Janeiro, 2012a. ______. NBR 6027: sumário. Rio de Janeiro, 2012b. ______. NBR 6028: resumos. Rio de janeiro, 2003. ______. NBR 6034: índice. Rio de janeiro, 2004b. AZEVEDO, I. B. O prazer da produção científica: diretrizes para a elaboração de trabalhos acadêmicos. 8.ed. São Paulo: Editora Prazer de Ler,2000. CARVALHO, Alex M. et al. Aprendendo metodologia científica: uma orientação para os alunos de graduação. São Paulo: O nome da Rosa, 200. CRUZ, Carla; RIBEIRO, Uirá. Metodologia científica: teoria e prática. Rio de Janeiro: Axcel Books, 2004. LAKATOS, E. M. Metodologia do trabalho científico: procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório publicações e trabalhos científicos. 6.ed. São Paulo: Atlas, 2001. MIRANDA, José Luís Carneiro de; GUSMÃO, Heloisa Rios. Apresentação e elaboração de projetos e monografias. Niterói: EDUFF, 1997. PÁDUA, Elisabete Matallo Marchesini de. Metodologia da pesquisa. 6. ed. rev. e ampl. São Paulo: Papirus, 2000.