RESUMO   SOCIOLOGIA JURIDICA
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RESUMO SOCIOLOGIA JURIDICA


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DEFINIÇÃO
Conjunto de conceitos, de técnicas e de métodos
de investigação produzidos para explicar a vida
social \u2013 no contexto histórico que possibilitou seu
surgimento, formação e desenvolvimento. É, pois,
o resultado de uma tentativa de compreensão de
situações sociais radicalmente nova, criadas pela
sociedade capitalista.
SEGUNDO DURKHEIM é a
ciência das instituições, da sua
gênese e do seu
funcionamento, ou seja, toda
crença, todo o comportamento
instituído pela coletividade.
SURGIMENTO
A sociologia surge mais como um
instrumento para conter o ímpeto
revolucionário.
CONCEITO
são expressões correntes, para designar
um método científico cujo objeto é o
estudo das relações entre direito e a
realidade social, o que igualmente se
designa como o estudo social da
\u201crealidade do direito\u201d, ou num sentido
mais estrito, a \u201cpesquisa acerca dos fatos
jurídicos
DOGMÁTICA JURÍDICA: pode ser
definida como sendo a ciência que trata
da significação conceitual das normas
que compõem determinado sistema
jurídico. Seu papel, portanto, é interpretar
o direito em vigor, a fim de permitir sua
completa aplicação, ao mesmo tempo em
que constrói um sistema conceitual o
mais coerente e completo possível.
PARA KELSEN a dogmática era a
única ciência do direito uma vez
que a sociologia do direito não era
uma ciência autônoma nem tão
pouco independente, pois não
estava em situação de delimitar
seu objeto, isso é, estabelecer o
que é o direito;
ANÁLISE ECONÔMICA DO DIREITO
(Pontos de convergência):
\u2022 O objetivo de ambas é permitir que
se compreenda as razões da existência de
diferentes instituições e de diversos elementos
do sistema jurídico;
\u2022 O estudo da influência e do impacto
das normas jurídicas sobre os
comportamentos de seus destinatários;
\u2022 O exame da metodologia para
tomada de decisões (modo de produção,
quem decide etc);
\u2022 A análise do processo de
implementação das normas jurídicas, técnicas
de interpretação e aplicação das normas
jurídicas.
SOCIOLOGIA DO DIREITO E TEORIA
GERAL DO DIREITO: Esta relação marcada
pela epistemologia que permite representar o
direito e os \u201csistemas jurídicos\u201d em geral como
um campo em elaboração e reelaboração
permanentes, como um processo sempre em
construção.
TESES SOCIOLOGISTAS (Ehrlich,
Olivecrona, Alf Ross e Geiger): A
dogmática seria apenas uma técnica
de interpretação de textos jurídicos.
O direito só teria validade se
considerada uma ciência social.
TESE DE WEBER E KANTOROVICZ: Para
eles o jurista, como dogmático do direito,
estuda o mundo normativo do \u201cdever ser\u201d
formal do direito, seu objetivo é estabelecer o
que é formalmente válido como direito num
contexto socioistórico determinado.
Já o sociólogo do direito estuda o que existe
como direito numa comunidade e, ao mesmo
tempo, considera o fato de que as ações dos
indivíduos que fazem parte dessa comunidade
são determinados pela existência de um conjunto
de normas formalmente válidas. São métodos
interdependentes e complementares.
Escolas Jurídicas
Moralista e Positivista
um grupo de autores que compartilham 
determinada visão sobre a função do 
direito, sobre os critérios de validade e as 
regras de interpretação das normas 
jurídicas e, finalmente, sobre os 
conteúdos que o direito deveria ter.
Oferecem respostas
O que é?
Como funcionam?
E como configuram?
DIREITO
Escola Moralista
Acreditam que o direito 
natural
Pré-determinados 
por \u201cleis\u201d
Valores
Princípios
Regras
Direito 
Natural
RESUMINDO
conjunto de 
princípios ou ideias 
superiores, 
imutáveis, estáveis 
e permanentes, 
sendo que sua 
autoridade provém 
da natureza, de 
Deus ou da Razão 
Humana e não da 
vontade dos 
homens. 
A primeira vertente entende que o direito 
natural é algo dado, inscrito na \u201cnatureza 
das coisas\u201d, e independe do juízo que o 
homem possa ter sobre o mesmo. Por 
exemplo, a lei da gravidade. Podemos 
dizer que se trata de uma regra de direito 
natural que, apesar de não ser um direito 
escrito, influência o direito criado pelos 
homens.
A segunda vertente vê o direito
natural como um direito ideal, ou
seja, como um conjunto de normas
justas e corretas, que devem fazer
parte do direito positivo, do direito
criado pelos homens. Exemplo: o
direito natural entende que todos os
seres humanos nascem iguais e
devem ser tratados de forma igual,
sem discriminações fundamentadas,
por exemplo, na raça ou na origem
étnica (permite criticar o direito que
autoriza a escravidão, por exemplo).
Conceber
Jusnaturalismo Grego
O DIREITO NATURAL era para os
gregos o corpo de normas
invariáveis e de validade geral,
independentemente dos interesses
e das opiniões prevalecentes em
cada sociedade. Muitos filósofos
gregos identificavam o fundamento
do direito natural com a justiça e a
razão. Estes partiam do
entendimento que as \u201cleis\u201d do
direito natural impõem aos homens
uma série de limites, que
condicionam a sua vida.
Não limitavam ao 
direito escrito
Regras do DIREITO 
NATURAL que não estão 
escritas
Base comum
NATUREZA
Teológica/Medieval
Racional
Classificam-se 
em 3 escolas:
NATUREZA
DEUS
RAZÃO 
HUMANA
Escolas Jurídicas
MoralistasJusnaturalismo Grego
Teológica / Medieval
Racional
Direto Natural:
IMUTÁVEL, ESTÁVEL 
e PERMANENTE
Religião
VONTADE DE DEUS
Outorga-lhes código de lei
A diferenciação entre o jusnaturalismo grego
e a cosmologia cristã é que no primeiro há
uma forma de conceber o mundo, onde a
natureza com suas leis e limites impõe-se aos
seres humanos. Já na segunda cosmologia
(mais moderna), o homem é colocado no centro
do mundo, porque é considerado como imortal.
Ou seja, a condição de imortalidade coloca o
homem em posição de superioridade diante dos
demais seres que, como o mundo, é
considerado como matéria perecível (Influência
do pensamento cristão onde o homem é feito à
imagem e semelhança de Deus e sua alma
permanecerá viva após a morte).
Desenvolvimento 
economia capitalista
Característica comum:
Substituição do DOGMA pela RAZÃO
Avanços na ciências 
repercutiram na FILOSOFIA 
e na VISÃO DO DIREITO
Segundo o RACIONALISMO JURÍDICO, o
direito constitui uma ordem preestabelecida,
decorrente da natureza do homem e da
sociedade. Não se pensa em textos ou
tradições \u201csagradas\u201d, mas na razão humana
(capacidade de raciocinar, de ponderar e
refletir do homem) como força motriz, como
fundamentos da ordem jurídica natural.
ILUMINISMO JURÍDICO (CRÍTICAS): À
desigualdade diante da lei, que era mantida pelo
sistema político (sociedade de \u201ccastas\u201d ou
estamental, dividia-se entre reis, nobres, clero,
militares e plebeus. Eram concedidos privilégios
legais, dependendo do status social dê cada
indivíduo); À existência da servidão, isto é, de
pessoas que não gozavam de liberdade; À limitação
do direito de propriedade e da atividade econômica
em geral; Ao autoritarismo dos monarcas e à
exclusão da participação popular nos assuntos
políticos; Ao \u201cabsolutismo\u201d da igreja e à intolerância
(recorde-se a presença da Inquisição); À crueldade
da justiça penal; Às condições de vida desumanas,
vinculadas à organização social do período.
PARA HUGO GROTIUS, a
verdadeira natureza dos homens
é a razão, no sentido da
racionalidade. É o desejo de viver
em sociedade que constitui o
princípio fundamental do direito
natural do qual resultam outros
princípios de direito, como a
necessidade de respeitar os
contratos e de reparar os danos
LEIBNIZ adota também a tese de que a vida em 
sociedade regula-se por princípios de direito natural. 
Este direito seria produto da \u201ceterna razão\u201d divina, a 
única capaz de estabelecer as regras adequadas para o 
convívio em sociedade.
Segundo IMMANUEL KANT somente a razão
permite distinguir o justo do injusto e dizer se o
direito em vigor é um verdadeiro direito. Se o direito
em vigor não estiver de acordo