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1 Introdução As células dos vegetais naturalmente não se encontram em contato com a água pura, e sim com soluções de várias concentrações. Temos soluções hipotônicas que são as menos concentradas, isotônicas, de mesma concentração e hipertônicas sendo as mais concentradas. Quanto maior a concentração de uma solução, menor será o seu potencial. Quando colocamos a célula em contato com o meio hipertônico, vamos ter a saída de água para o seu meio, até que o gradiente de potencial se anule. Isso acontece porque a água sempre tenderá a passar do meio com maior potencial para o de menor potencial. Enquanto a pressão de turgescência cai até zero, o volume da célula diminuirá gradativamente. Assim com a evolução do processo de plasmólise, a membrana se desprende da parede celular. A célula vegetal absorve água tornando-se túrgida quando está em meio hipotônico devido ao diferencial de pressão osmótica entre os meios intra e extra-celulares, e ao contrário de células animais, ela não se rompe devido à parede celular. O suco vacuolar é diluído na medida em que a água entra na célula, e assim sua pressão de turgência se iguala à pressão osmótica, fazendo com que a entrada e saída de água sejam proporcionais. A plasmólise é a retração do volume das células por perda de água. Este fenômeno se dá quando a célula é colocada em meio hipertônico, logo célula perde água por osmose. 2 Objetivo Analisar e mostrar o processo osmótico e a plasmólise no órgão vegetal. Material e métodos ● Tubérculo de batata, espécie Solanum tuberosum; ● Solução salina; ● Água; ● Faca; ● Régua; ● 2 béqueres de 250 ml. Em um béquer preparar solução salina e em outro adicionar água. Cortar a Solanum tuberosum em seis pedaços em aresta e medi-los. Após medidos, coloca-se três dos pedaços no béquer com água e três no béquer com solução salina. Aguardar aproximadamente 60 minutos, retirar os pedaços dos béqueres e conferir suas medidas novamente. Resultados e Discussões Os cortes de Solanum tuberosum que ficaram em repouso na solução salina acabam perdendo água para o meio já que este é hipertônico, se tornando menores tanto no comprimento quanto na largura como pode ser observado na tabela 1. Morfologicamente os cortes ficam flácidos e não conseguem se manter eretos devido à perda de água. Isso se compara ao comportamento da planta no solo, quando este está salinizado. Já os cortes em repouso na água permanecem túrgidos e seu comprimento e largura aumentam. Morfologicamente permanecem rígidos e se mantêm eretos. Tabela 1. comparação antes/depois da Solanum tuberosum mergulhada em solução salina e água C: comprimento; L: largura; R: repetição; Ti: tamanho inicial; Tf: tamanho final. 3 Referências Bibliográficas KERBAUY, G.B. Fisiologia vegetal. Guanabara Koogan S.A. RJ- Rio de Janeiro. TAIZ, L.; ZEIGER, E. Fisiologia Vegetal 4. ed. Artmed SP- São Paulo. 4