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JOGOS E BRINCADEIRAS NA CONSTRUÇÃO DO 
CONHECIMENTO 
 
 
 
Polliane Rocha Silva Almeida 
Prof. Isabel Cristina Alves de Brito 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI 
Curso (PED-0282) – Trabalho de Graduação 
14/11/2013 
 
 
RESUMO 
 
Este trabalho é o resultado de estudos e pesquisas sobre a contribuição e a importância dos jogos e 
brincadeiras para a construção do conhecimento. Abordou suas várias facetas e traz alguns 
aspectos fazendo uma cronologia mostrando a visão que se tinha a respeito do tema referido em 
épocas diferentes, como na Grécia antiga, no Egito, na Europa medieval até os dias atuais. Buscou 
contemplar o olhar de alguns teóricos da educação, trazendo as peculiares e idéias de cada um 
sobre aspectos sócio culturais, psicológicos e educacionais, mostrando suas contribuições 
científicas para a promoção e valorização dos jogos e brincadeiras de um modo geral. Refere-se 
também ao olhar da escola e do professor em relação aos mesmos e como devem cada vez mais 
consolidar o uso desses recursos em sua prax, mesmo sabendo que ainda existe certa distancia 
entro o real e o ideal em relação ao uso de jogos e brincadeiras como ferramentas construtoras do 
conhecimento. 
 
Palavras-chave: Jogos; Brincadeiras; Conhecimento 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
Observando o cotidiano social, e até mesmo convivendo com jovens e crianças, seja nas 
escolas, nas ruas ou em suas residências, é possível notar que as brincadeiras se fazem muito 
presente. O brincar é uma ação rica em significados e por isto, diferentes tratamentos são dados 
quando investigamos este fenômeno. A literatura nos apresenta três principais perspectivas dos 
estudos sobre o brincar: a perspectiva cultural que aponta o jogo e a brincadeira como uma 
expressão histórica e cultural, a perspectiva psicanalítica que, que por sua vez, considera o jogo e a 
brincadeira como formas de expressão de sentimentos e da personalidade e a perspectiva 
educacional, que aponta a contribuição dos jogos e brincadeiras como fator imprescindível para o 
desenvolvimento e a aprendizagem. 
 
 A presente pesquisa buscou verificar como tema central A Importância de Jogos e 
Brincadeiras na Construção do Conhecimento, surge pela ânsia de descrever a inserção destes na 
prática docente e de que maneira a mesma traz benefícios para o processo ensino-aprendizagem dos 
educandos. Baseou-se em estudos feitos sobre o tema, onde ficou evidenciado a significância dessas 
práticas na vida de crianças e jovens proporcionando-lhes o desenvolvimento físico e psicológico, 
servindo também como um recurso motivacional ao aprendizado, além de desenvolver e possibilitar 
a integração dos mesmos e também do professor. 
 
As análises feitas sobre o tema deste trabalho se fazem com a perspectiva de fornecer 
subsídios que oportunizem a produção de conhecimento sobre o tema tratado. Nesse sentido esta 
pesquisa pretende investigar como os jogos e as brincadeiras podem oportunizar o desenvolvimento 
social, cognitivo, afetivo e moral das crianças e de que forma ocorrem. Por isso foram tidos como 
referencial para fundamentá-la alguns teóricos como Piaget, Vigotsky, Kishimoto, Brougère, 
Leontiev, entre outros que relatam como o processo de aprendizagem ocorre nas crianças quando as 
mesmas recebem estímulos através do contato com jogos e brincadeiras e dos benefícios que podem 
lhe ser proporcionados através deles. 
 
E um segundo momento abordou-se a metodologia, onde propôs a identificação dos 
métodos, procedimentos e abordagens da pesquisa e seu alvo. Também foram delimitados quais os 
instrumentos utilizados para a coleta de dados e os procedimentos aplicados para tratá-los, a fim de 
fomentar de como as atividades que envolvem jogos e brincadeiras são ferramentas que o professor 
deve sempre ter em mãos para proporcionar aos educandos uma compreensão maior do mundo em 
que vivem como também proporcionar a eles processos de aprendizagens mais prazerosos. 
 
Por fim o seguinte trabalho buscou relatar e enfatizar a grande relevância das práticas 
citadas anteriormente para que as mesmas sejam mais valorizadas dentro da comunidade escolar em 
geral, para que também haja uma modificação na postura dos professores e de suas práticas para 
que possam proporcionar aos seus alunos uma aprendizagem de forma menos sistematizada e sim 
cada vez mais dinâmica, significativa, alegre, levando-os a se desenvolver integralmente. 
 
 
2 JOGOS E BRINCADEIRAS, SOB UM OLHAR HISTÓRICO 
 
 
Os jogos e as brincadeiras são elementos culturais desde os tempos mais remotos. De acordo 
com a cultura egípcia os jogos serviam como auxilio para que os mais velhos pudessem passar 
ensinamentos e lições de vida para os mais jovens. Na antiga Grécia, Platão reconhecia que a 
educação das crianças deveria ter início aos sete anos e até lá a única delegação dada a elas deveria 
estar ligada apenas aos esporte, jogos e as brincadeiras. Grande estudioso e mestre, Platão utilizava 
alguns recursos metodológicos decorrentes de jogos para passar ensinamentos relacionados a 
cálculo e situações reais da vida de seus pupilos. Com o passar dos tempos o pode e a influência da 
igreja católica cada vez mais expandindo-se na sociedade, os jogos e as brincadeiras 
tendenciosamente de acordo com suas crenças vieram a ser de caráter ilícito, imoral e inútil dentro 
da sociedade européia medieval durante certo tempo, perdendo assim seu significado educativo, 
Áries (ARIÈS, 1981. Pg.276) afirma que “a civilização medieval havia esquecido a paidéia dos 
antigos e ainda ignorava a educação dos modernos. Este é o fato essencial: ela ainda não tinha a 
idéia da educação.” 
 
Nem sempre foi remetida a infância o mesmo significado o qual contemplamos atualmente. 
A visão que nós temos sobre o sentimento de infante data entre os séculos XV ate XVIII. 
Posteriormente não existia uma percepção da infância que as diferencie dos adultos, o que se podia 
observar e que a mesma era tratada como adulto em miniatura e o resultado proveniente de tal 
comportamento era que ambos participavam dos meso jogos e fastas sem restrições com, o intuito 
diretamente ligado a interesses sociais, também não havia a diferença de genro entre os brinquedos. 
Segundo Áries (1981, p.89): 
 
[...] na sociedade antiga os jogos e os divertimentos formavam um dos principais meios que 
dispunha uma sociedade para estreitar seus laços coletivos, para se sentir unida. Isso se 
aplicava a quase todos os jogos, mas esse papel social aparecia melhor nas grandes festas 
sazonais e tradicionais. Essas festas eram marcadas em calendário e envolviam toda 
sociedade. As crianças e jovens participava dela os membros da sociedade. 
 
 
Na época medieval não existia nem um laço entre a educação escolar e as crianças, essas 
eram mantidas sob os cuidado dos adultos até certa idade e depois eram inseridas na sociedade, 
onde apenas alguns adultos, parte da elite social tinha acesso à educação e ao saber escolarizado. De 
acordo com Postman, não existia nem um tipo de relação entre a infância e à educação. “o que 
podemos dizer então com certeza e que no mundo medieval não havia nem uma concepção de pré-
requisitos de aprendizagem seqüencial, nenhuma concepção de escolarização como preparação para 
o mundo do adulto.” (1999 p.20) 
 
A partir de algumas mudanças sociais e o crescente interesse sobre a moralização o 
comedimento e a alfabetização começou a surgir à idéia da escolarização infantil onde a criança 
deixaria de se misturar com os adultos “sendo separada dos adultos e mantida a distancia numa 
espécie de quarentena antes de ser solta no mundo. Essa quarentena foi a escola, o colégio. 
Começou entãoum longo processo de clausuramento da crianças” Áries (1981 p.29).Surgem então 
as primeiras escolas voltadas à educação das crianças, que as recebiam como sujeitos a serem 
moldados para vivem em sociedade, onde não se considerava que elas pudessem ter qualquer tipo 
de conhecimento, onde também os jogos e as brincadeiras não tinham relevância pedagógico, não 
se sabia do valor educacional e da sua influencia no desenvolvimento das habilidades do ser 
humano. 
 
Revoluções sociais como o Renascimento e o Iluminismo deram visão a novos princípios 
educacionais, sendo assim começou-se a repensar sobre a inserção de jogos e brincadeiras como 
ferramentas positivas inerentes a educação. 
 
Figuras como Montaigine (1533 –l592), Comênio (159 -1671) e Rousseu (1712 – 1778) 
destacavam a importância das atividades lúdicas para o desenvolvimento intelectual da criança, 
preconizavam que lições verbalizadas e automáticas não eram ações construtoras do conhecimento 
por si só, reconheciam também que envolvessem a ludicidade, faziam com que o interesse natural 
das crianças aumentasse para assuntos relacionados à educação. 
 
Nessa época também, mais precisamente a partir no século XVIII houve uma crescente 
valorização da educação e do conhecimento científico com a construção de jogos junto à publicação 
da enciclopédia, destinados à educação dos nobres e príncipes. Sendo assim esses jogos acabaram 
sendo popularizados de forma progressiva como instrumento de divulgação científica ou 
doutrinação de desempenho de papeis sociais a população em geral. Posteriormente começou a 
surgir um crescente interesse e proliferação a cerca dos jogos e brincadeiras. 
 
 Com o passar dos anos surge também uma educação com características mais condizentes 
com a natureza infantil, daí observa-se uma maior valorização da criança como sujeito, ela passa a 
brincar e se vestir de acordo com sua idade, esse comportamento social se consolidou com a 
chegada do século XX, onde se estabeleceu e se firmou estudos mais aprofundados sobre o 
comportamento e desenvolvimento das crianças, daí nasceu à psicologia infantil. Freud, Wallon e 
Watson Piaget e Vigotsky, vem a ser considerados como grandes estudiosos deram uma vasta 
contribuição para a compreensão do desenvolvimento humano em linhas gerais. Alguns deles se 
destacam pelos estudos mais diretamente ligados a psicogênese infantil, os mesmos também 
levavam em conta como os jogos e brincadeiras influem no desenvolvimento global da criança. 
Surgem também Decroly e Montessori, ambos se dedicavam à construção de brinquedos e jogos 
como recursos pedagógicos que auxiliavam no trabalho com crianças que tinham algum tipo de 
deficiência mental. Teixeira (2003 p.258) comenta que “Decroly, ao considerar o jogo como uma 
atividade característica e incontrolável da infância, coloca o de forma essencial ao processo de 
aprendizagem escolar” A partir dai o que podemos notar que alguns pesquisadores e estudiosos 
levaram à elaboração de teorias que se preocupavam em sempre valorizar os jogos e brincadeiras 
como um dos ícones principais do desenvolvimento infantil e que esse está intrinsecamente ligado a 
cultura na qual a mesma está inserida. 
 
Outra característica marcante da valorização dos brinquedos e jogos aconteceu a partir da 
sua produção em grandes escalas através da sua industrialização e comercialização decorrente da 
grande atenção dada as datas comemorativas influenciadas pelo consumismo como dia das crianças, 
natal entre outras. Com o estouro da Primeira Guerra Mundial datada de 1914 a 1918 houve uma 
crescente admiração social para com o militarismo, com isso passou a serem produzidos jogos 
militares, consecutivo ao fim da guerra passou-se a produzir jogos voltados à estima pela prática de 
esportes com o fim que se extinguir as marcas da guerra. 
 
A maior demanda da de reconhecimento da importância dos jogos e brincadeiras na 
sociedade ocorreu com a chegada de museus destinados aos brinquedos na década de 60, esse 
 
No Brasil essas tendências se instauraram efetivamente na da década de 80 a partir do 
surgimento das brinquedotecas. Todos esses acontecimentos confluíram para apregoar a 
importância dos jogos e brincadeiras como recursos para o desenvolvimento da criança. 
Mesmo assim ainda na primeira metade século XX a comunidade escolar em geral ainda 
apresentava dificuldades de correlacionar os jogos e as brincadeiras como ponte no processo ensino 
aprendizagem, mas com o aprofundamento das pesquisas, suas comprovações e divulgações, aos 
poucos os jogos e brincadeiras vem ganhando cada vez mais espaço na sociedade, não só no âmbito 
educacional, mas também nas áreas da psicologia, filosofia e sócio cultural. 
 
 
3 ASPECTOS CULTURAIS, PSICANALÍTICOS E EDUCACIONAIS 
 
Sobre as brincadeiras e jogos a perspectiva, compreensão e dimensão cultural do mesmo têm 
de serem considerados em suas investigações, fatores históricos e suas manifestações em um 
determinado grupo social. Brougère; Wajskop (1997, p.98) conceituam o brinquedo como “um 
objeto cultural que, como muitos objetos construídos pelos homens, tem significados e 
representações. Esses significados e representações podem ser diferentes, de acordo com a cultura, 
o contexto e a época em que estão inseridos os objetos” 
Temos que considerar que o homem é produto do seu meio social Vigotsk (1987, p.64) diz 
que “todas as funções no desenvolvimento da criança aparecem duas vezes: primeiro no nível social 
e depois no nível individual. Primeiro entre as pessoas (interpsicológico) e depois no interior da 
criança (intrapsicológico). A partir dessa observação feita por Vygotsk podemos afirmar que a 
abordagem cultural não esta desligada das demais abordagens, psicanalíticas e educacionais, pois 
estas não se dissociam ao conteúdo cultural da formação do indivíduo. 
 
Já a perspectiva psicanalítica atribui a brincadeira ao inconsciente, onde a criança manifesta 
suas expressões e sentimentos, controla suas angustias, regem suas idéias, em fim, no espaço do 
brincar a criança transgride basicamente sentimento, idéias e fantasia interagindo o imaginário com 
o real. Assim Klein, (1932, p.30) afirma que: “A criança expressa suas fantasias, desejos e 
experiências de uma forma simbólica, através de jogos e brinquedos.” Freud (1908, p.128). ainda 
vem explicar que: “A criança diferencia muito bem a realidade do mundo da brincadeira, apesar de 
todo o seu investimento afetivo; e tende a apoiar os objetos e situações imaginárias em coisas 
palpáveis do mundo real [...] 
 
Sob a perspectiva educacional, pra a promoção do desenvolvimento e aprendizagem é 
imprescindível a contribuição dos jogos e brincadeiras. Dentre alguns teóricos que defendem esse 
olhar encontramos Vigotsky e Piaget, ambos nortearam suas pesquisas em busca de desvelar o 
desenvolvimento intelectual da criança. 
 
Para Vigotsky os fatores sociais e culturais influenciam o desenvolvimento e expansão 
intelectual e suas funções superiores. A teoria de Vygotsky apóia-se no conceito de zona de 
desenvolvimento proximal, que se caracteriza pelo caminho ao qual ocorre o amadurecimento de 
funções psicológicas das crianças, ou seja, ações que hoje a criança desempenha com a ajuda de 
alguém, conseguirá amanhã, fazer sozinha. Para ele: 
 
 O brinquedo cria na criança uma zona de desenvolvimento proximal, que é por ele definida 
como a distância entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar através 
da solução independente de problemas, e o nível de desenvolvimento potencial, 
determinado através da solução de problemas sob a orientação de um adulto ou em 
colaboração com companheiros mais capazes. (VYGOTSKY, 1987, p.112).Vigotsky afirma que através dos jogos e brincadeiras a criança entra em contato com um 
mundo de regras no qual as permite criar suas próprias regras de acordo com as normas do seu 
convívio social. 
 
 Piaget (1976) em sua obra, Formação do símbolo na criança, afirma que as brincadeiras e 
jogos não são apenas formas de divertimento, para ele os mesmos geram estruturas mentais 
complexas e indissociáveis segundo sua evolução: o exercício o símbolo e a regra. 
 
O jogo de exercício refere-se ao período de desenvolvimento sensório-motor, constitui-se na 
faixa etária de zero a dois anos e acompanha o indivíduo por toda sua vida. Atribui-se a ele o prazer 
que por sua vez traz um significado a ação, fazendo com que haja uma assimilação e acomodação 
da realidade a sua volta permitindo-lhes utilizar de esquemas já conhecidos intencionalmente para 
reproduzir a ação que lhes deu prazer. 
 
O jogo simbólico aparece entre o período de dois a seis anos quando a criança inicia a faze 
pré-operatória, o momento em que a mesma se apropria de símbolos dando início ao faz de conta, 
ou seja a criança através de alguma coisa ou objeto simboliza ações da sua realidade, permitindo-
lhes assim , expressar seus sentimentos, revelar conflitos, aliviando assim suas frustrações e 
angustias. Piaget (1976) acerca do faz de conta afirma que: 
 
“está intimamente ligada ao símbolo, uma vez que por meio dele, a criança representa 
ações, pessoas ou objetos, pois estes trazem como temática para essa brincadeira o seu 
cotidiano (contexto familiar e escolar) de uma forma diferente de brincar com assuntos 
fictícios, contos de fadas ou personagens de televisão (p.76). 
 
 
 
Entretanto o jogo de regras manifesta-se por volta dos seis anos onde a criança inicia o 
interesse pelas regras, esse tipo de jogo inicia-se no período das operações concretas que é marcado 
pelo prelúdio do raciocínio lógico. Comumente são jogos que viabilizam a interação social e 
medida que se desenvolvem as crianças tomas consciência de que as regras são derivadas de 
acordos entre grupos e servem para nortear a todos. 
 
Podemos observar que os teóricos em questão preconizam que para haver o 
desenvolvimento dos indivíduos em todos os âmbitos, estes tem que interagir com o meio interna 
ou externamente e que os jogos e as brincadeiras estão sempre associados e este desenvolvimento, 
portanto o educador tem que atentar-se ao fato de que acriança não começa seu aprendizado na 
escola e sim apenas da continuidade a ele. 
 
 
3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
 
Ao pensarmos na realidade escolar atual, percebe-se que uma das maiores dificuldades dos 
professores, é a de ensinar àqueles alunos que não querem aprender. Observa-se também um 
número elevado de alunos com grandes dificuldades de aprendizagem e desentusiasmados para os 
estudos, tais problemáticas também podem surgir pelo fato de que as aulas tornam-se meras 
repetições de exercícios educativos, ficando desinteressante, sem atrativos, insípidas e como 
conseqüência vazia. Para mudar tal situação se faz necessário uma prática pedagógica dinâmica, 
provocadora e estimulante no sentido de incitar os alunos a aprender de maneira significativa e 
prazerosa. Daí surge também à responsabilidade do educador para alcançar a aprendizagem dos 
educandos, fazendo a integração dos conteúdos curriculares propostos com jogos, e brincadeiras, 
tornando-os instrumento facilitador no processo de ensino-aprendizagem 
 
Não é difícil imaginar como é uma criança; ela se arrasta, engatinha, corre, pula, joga, faz 
coisas que nós adultos, nem sempre entendemos. De qualquer maneira sua marca característica 
peculiar é a sua intensidade da atividade motora e a fantasia, então não dá pra imaginar o que pode 
representar para uma criança que passou certo tempo de sua vida dedicando-se a brincar, se 
movimentar e fazer outras atividades similares ser “amarrada” para “aprender”, mesmo porque essa 
inércia a que são submetidas quando entram na escola nada mais é do que a falta de visão do 
sistema escolar. 
 
E de suma importância frisar que jogos e brincadeiras são atividades primordiais no 
processo de formação das crianças, possibilitando-as a apropriar-se de conhecimentos e habilidades 
no âmbito da cognição, da linguagem da sociabilidade e seus valores. Para Piaget “As brincadeiras 
e jogos infantis exercem um papel muito além da simples diversão, possibilitam aprendizagem de 
diversas habilidades e são meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual da 
criança” (Piaget, 1976). 
 
Outro autor que vem confirmar esses fatos é Almeida (2004) em sua fala afirma que: 
 
A educação lúdica, além de contribuir e influenciar na formação da criança e do 
adolescente, possibilitando um crescimento sadio, um enriquecimento permanente, integra-
se ao mais alto espírito de uma prática democrática enquanto investe em uma produção 
séria do conhecimento.Sua prática exige a participação franca, criativa, livre, critica, 
promovendo a interação social e tendo em vista o forte compromisso de transformação e 
modificação do meio.(ALMEIDA, 2004, p. 57) 
 Sabemos que pelo menos até o 5º ano, a escola conta com um público cuja maior 
especialidade é brincar. Especialidade essa que muitas vezes é associada ao desinteresse ou descaso 
dos alunos, fazendo assim uma analogia errônea desta prática, muitas vezes os professores querem 
separar o brincar do aprender, dizendo que escola não lugar de brincadeira. Segundo Toledo (2008, 
p. 12): 
Ao considerar as brincadeiras das crianças como algo que atrapalha a aprendizagem, a 
escola começa a separar os momentos que são para “aprender” dos que são para “brincar”. 
Porque esses momentos precisam ser separados? Porque as crianças precisam deixar de 
brincar para serem transformados no adulto? Porque o adulto não pode brincar? 
 
 
O brincar deveria ser aproveitado pelos professores e a comunidade escolar em geral, como 
conteúdo escolar, pois o mesmo favorece também o ato de jogar, e os dois confluem para o mesmo 
objetivo. 
 
 A cerca do jogo sebe-se que é um excelente recursos pedagógico, pois, quando 
disponibilizados corretamente, oportunizam novas descobertas, incentivam a criatividade pessoal, 
desencadeia uma série de atividades espontâneas do aluno assim como também a tomada de 
consciência para a construção de novas estratégias, exige planejamento de ações como previsão e 
antecipação, favorece o trabalho em grupo e a interação, levando o aluno a refletir sobre seu 
próprio trabalho e o trabalho dos colegas, instigando-o a argumentar e tecer conjecturas, rumo à 
construção do conhecimento e dos processos psicológicos superiores. Para Vygotsky (1987, p.32) 
esses processos são constituídos: [...] pelos de domínio dos meios externos do desenvolvimento 
cultural e do pensamento: o idioma, a escrita, o cálculo, o desenho [...]Mesmo se mostrando tão 
significativo o uso de jogos nas escola ainda é pequeno, contrariando estudos que os apresentam 
como uma ação, que do ponto de vista das crianças, é séria e pode trazer ainda todos os benefícios 
citados anteriormente para o seu desenvolvimento integral. 
 
Os jogos também são recursos que podem ser empregados pelos professores em sala a fim 
de dinamizar suas aulas, já que no jogo consiste à ânsia e o intenso entusiasmo que leva ao 
divertimento, ao mesmo instante que se joga, é possível sentir alegria e prazer. Segundo (SILVA, 
2005, p. 26). 
 
 
Ensinar por meio de jogos é um caminho para o educador desenvolver aulas mais 
interessantes, descontraídas e dinâmicas, podendo competir em igualdade de condições com 
os inúmeros recursos a que o aluno tem acesso fora da escola, despertandoou estimulando 
sua vontade de freqüentar com assiduidade a sala de aula e incentivando seu envolvimento 
nas atividades, sendo agente no processo de ensino e aprendizagem, já que aprende e se 
diverte, simultaneamente. 
 
 
 Com base nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) do Ministério da Educação e do 
Desporto, "a educação brasileira, nos níveis infantil, fundamental e médio, deve proporcionar ao 
educando formação necessária ao desenvolvimento das suas potencialidades como elemento de 
auto-realização, preparação para o trabalho e para o exercício consciente da cidadania” (Brasil, 
1998, p. 13) 
 
 Neste sentido o uso de brincadeiras e jogos vem a ser um recurso que auxilia o professor a 
desenvolver as potencialidades e as habilidades das crianças, uma vez que o objetivo da escola não 
é apenas a transmissão de conteúdos, mas também a formação e o desenvolvimento de cidadãos, 
reflexivos, participativos, autônomos, críticos, dinâmicos e capazes de enfrentar desafios. 
 
 O brincar revela a estrutura do mundo da criança, como se organiza o seu pensamento, às 
questões que ela se coloca como vê o mundo à sua volta Na brincadeira, a criança explora 
as formas de interação humana, aprende a lidar com a espera, a antecipar ações, a tomar 
decisões, a participar de uma ação coletiva (BRASIL, 2007, p. 9). 
 
 
A brincadeira não é uma atividade ou conjunto das manifestações psicomotoras que a 
criança já nasce sabendo com presteza ou prontidão para se executar, ela é uma aprendizagem 
social, fruto das relações entre os sujeitos de um grupo social, pois segundo Broaugére (2002) “o 
brincar não é uma dinâmica interna do indivíduo, mas sim uma atividade repleta de significados 
sociais e que precisa de aprendizagem” Leontiev (1994) afirma que “na atividade lúdica a criança 
descobre as relações existentes entre os homens. Além disso, as crianças também conseguem, 
através da brincadeira, avaliar suas habilidades e compará-las com as das outras crianças”. Nesse 
sentido, o acompanhamento do professor é fundamental, pois será ele quem vai intervir mediando 
tais relações, para que essas favoreçam as trocas e parcerias, promovendo a integração, planejando e 
organizando ambientes instigantes para que o brincar possa se desenvolver. 
 
 A forma como o professor virá a intervir durante a brincadeira irá definir o curso da mesma, 
e é fundamental também que o mesmo compreenda que o ato de brincar é um espaço em que ele 
próprio possa participar e interagir. 
 
Muito freqüentemente a melhor contribuição do professor para a promoção da aprendizagem 
dos alunos é afastar-se, não muito, mas o suficiente para que os alunos possam agir de uma forma 
mais espontânea e independente, essa atitude, porém não pode ser confundida com o abandono, que 
por sinal um comportamento muito freqüente nas práticas pedagógicas nas quais o uso de 
brincadeiras e os jogos estão presentes. Nessa perspectiva Fortuna (2003/2004, p. 8) sobre o papel 
do professor afirma que: 
 
Seu papel no brincar foge à habitual centralização onipotente, e os professores não sabem o 
que fazem enquanto seus alunos brincam, refugiando-se na realização de outras atividades, 
ditas produtivas. Na melhor das hipóteses, tentam racionalizar, definindo o brincar como 
atividade espontânea que cumpre seu papel por si mesma. Na pior das hipóteses sentem-se 
incomodados pela alusão à própria infância que o contato com o brincar dos seus alunos 
propicia, ou confusos quanto ao que fazer, enquanto as crianças brincam, muitas vezes não 
só se intrometendo na brincadeira, como tentando ser a própria criança que brinca. 
 
 
O reconhecimento do valor educativo do brincar através do professor é imprescindível para 
a aprendizagem da criança, pois como disse Carlos Drummond de Andrade (apud FORTUNA, 
2000, p. 1): "brincar com as crianças não é perder tempo, é ganhá-lo. Se é triste ver meninos sem 
escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem 
valor para a formação do homem". Diante disso, os professores devem empregar a brincadeira no 
universo escolar, constituindo-a como uma via para se aproximar da criança, com o objetivo de 
ensinar brincando. Todavia não se deve também crer piamente que apenas através jogos e 
brincadeiras encontraremos as soluções para os problemas pedagógicos; mas diante das 
características anteriormente citadas, não há por que não valorizar tais práticas, desde que esteja 
dentro de um contexto significativo para a criança, sabendo que os jogos, brincadeiras ou quaisquer 
outros recursos pedagógicos, têm influências importantes em seu desenvolvimento não como parte, 
mas como todo. 
 
Sabe-se que existe um vasto e rico mundo de cultura infantil repleto de movimentos, de 
jogos, de fantasia diante deste fato é fundamental ressaltar que os jogos e as brincadeiras no espaço 
escolar são tão importantes quanto os livros. A escola enquanto instituição social não pode 
continuar estática, delimitando-se ao papel de somente alfabetizar, presa apenas ao ato de ler, 
escrever e contar, assim se condenaria a ser eternamente pobre como instituição de ensino. Crianças 
não são para serem adestradas e sim educadas, e de educação de nada vale saber fazer sem 
compreender, na verdade o que a escola deve empenhar-se em buscar, não é apenas que a criança 
aprenda esta ou aquela habilidade, mas que através dela venha a se desenvolver plenamente. 
 
 
4 MATERIAL E MÉTODOS 
 
 A investigação deste trabalho tem enfoque qualitativo conforme a idéia de Bogdan e 
Bikem (1982), citados por André e Ludke (1986) possui como características principais a utilização 
do ambiente natural como fonte direta dos dados, o pesquisador como principal instrumento da 
pesquisa alvo, a obtenção de dados predominantemente descritivos a partir do contato do 
pesquisador com situação estudada e também a preocupação de trazer e abordar a perspectiva dos 
participantes observados. 
 
Pode-se então afirmar que a pesquisa qualitativa é de caráter exploratório, uma vez que é 
tida por aquilo que não se pode mensurar e estimula o entrevistado a refletir e explicitar-se 
livremente sobre o assunto exposto. Assim sendo é fundamental que se leve em conta o sujeito em 
si e suas peculiaridades considerando a sua relação dinâmica como mundo, tais pormenores 
inviabilizam uma quantificação da pesquisa, ou seja, os dados coletados não podem ser traduzidos 
em números quantificáveis. 
 
 No que diz respeito ao nível de investigação se caracteriza como descritivo que segundo 
(Costa, 2006, p.65), ”está interessada em descobrir e observar os fenômenos, procurando descrevê-
los, classificá-los e interpretá-los”. 
 
Neste projeto de pesquisa foi utilizado o questionário como instrumento de coleta dos dados. 
A coleta de dados através desse tipo de instrumento exige um Chizzotti (1991, p.44) define o 
questionário como: 
 
Um conjunto de questões sobre o problema, previamente elaboradas, para serem 
respondidas por um interlocutor, por escrito ou oralmente. Neste último caso, o pesquisador 
se encarrega de preencher as questões respondidas [...] A elaboração de um questionário 
pressupõe a apropriação de algumas técnicas para chegar aos problemas centrais da 
pesquisa. 
 
A cerca deste o autor ainda esclarece que um questionário estrutura-se em: 
 
Um conjunto de questões pré-elaboradas, sistemáticas e seqüencialmente dispostas em itens 
que constituem o tema da pesquisa com o objetivo de suscitar dos informantes respostas por 
escrito ou verbalmente sobre o assunto que os informantes saibam opinar e informar. É uma 
interlocução planejada. (CHIZZOTTI, 1991, p.55). 
 
Na busca de respostaspara minhas indagações conversei com duas professoras sendo que, 
uma atua na área da educação infantil e a outra no ensino fundamental de uma instituição privada de 
ensino, situada na cidade de Feira de Santana. Ambas possuem graduação em pedagogia e uma 
delas pós graduada em psicopedagogia. 
 
 O objetivo da presente pesquisa é tomar conhecimento da opinião dos professores a respeito 
do tema desse Trabalho de Graduação, que é a importância de jogos e brincadeira na construção do 
conhecimento, buscando analisá-los a luz do referencial teórico e das compreensões enunciadas 
anteriormente. 
 
 
 
5 RESULTADOS E DISCUSSÃO 
 
 . A partir das questões propostas foram obtidas as seguintes respostas e organizou-se 
as análises que seguem. 
1. Se você tivesse que conceituar jogo e brincadeira, como o faria? 
 
P1. “A meu ver o jogo e a brincadeira andam atrelados sendo que o jogo é uma brincadeira 
com regras” 
 
P2. “A brincadeira é uma atividade mais livre que o jogo, mas não creio que haja muita 
diferença.” 
 
Como podemos observar muitos professores ainda acabam confundindo a brincadeira do 
jogo, este último está estritamente relacionado a tomadas de atitudes, ações mais elevadas, serve de 
auxiliar na aprendizagem de determinados conteúdos e necessita de uma preparação maior, de quem 
joga, para saber lidar com as situações proporcionadas por ele. Já a brincadeira é organizada pela 
própria criança de forma espontânea e autônoma, e que se bem direciona pode ensinar bons valores 
para quem brinca. 
 Diferente do jogo a brincadeira não tem um fim estabelecido, o papel do professor é criar 
condições para que as crianças brinquem incentivar e propor o que será feito para que a brincadeira 
tenha início, mas se o professor sentir que as crianças se desviaram da atividade proposta, isto não 
constitui problema algum: a liberdade de mudar de rumo durante a brincadeira é uma grande marca 
característica da mesma, é importante também atentar-se ao fato de que nela não existe ganhador e 
perdedor 
 
Fazendo uma abordagem mais ampla e direta ”Silva e Gonçalves, 2010 define jogo e 
brincadeira como: 
 
“Atividade que possui regra, com ganhador e perdedor, que o individuo pode escolher 
participar, exige habilidades de seus participantes e podem trazer benefícios aos 
participantes, isso é JOGO. Atividade que não possui regras específicas, onde o ato de se 
divertir é o que mais vale. Podem trazer diversos benefícios, principalmente, para a criança 
e trás em sua essência a magia e a alegria de estar em harmonia com você e com que brinca 
com você, isso é BRINCADEIRA.” 
 
 
 
2. Em sua opinião enquanto educadora qual a importância dos jogos e brincadeiras 
para o desenvolvimento escolar da criança? 
 
P1. “Entendo os jogos e brincadeiras como um recurso que auxilia no processo de 
aprendizagem e também para preparar a criança para o convívio social” 
 
P2. “A meu ver quando envolvemos atividades lúdicas, com jogos e brincadeiras nas 
atividades escolares, percebo que as crianças têm maior possibilidade de interagir ativamente com o 
ambiente escolar se interessando naturalmente por assuntos propostos, sendo assim de grande valia 
para a construção do conhecimento de um modo geral” 
 
 
Podemos observar que as duas professoras têm um olhar positivo em relação os jogos e 
brincadeiras, pois tais atividades são tão importantes quanto os livros didáticos, pois sabemos que 
através deles as crianças remetem seu pensar de maneira equilibrada, aprende a interagir vencendo 
suas dificuldades, tomando decisões em situações conflituosas desenvolvendo suas potencialidades 
e favorecendo a aprendizagem ao decorrer do seu desenvolvimento enquanto sujeito de forma mais 
significativa. 
 
 
Sendo assim de acordo com Vigotsky (1987, p.35): 
 
O brincar é uma atividade humana criadora, na qual imaginação, fantasia e realidade 
interagem na produção de novas possibilidades de interpretação, de expressão e de ação 
pelas crianças, assim como de novas formas de construir relações sociais com outros 
sujeitos, crianças e adultos 
 
 
3. Em sua opinião qual a relação do jogo para o desenvolvimento cognitivo da 
criança? 
 
P1. “Creio que há uma relação estrita entre ambos, pois ao longo de minha jornada como 
docente pude observar que eles favorecem o raciocínio lógico, a percepção visual, auditiva, tátil, 
atenção, concentração, permite a compreensão dos conteúdos ensinados fazendo com que seja 
superada as dificuldades de entender entre outros. Em fim, promove de uma forma integral e 
conjugada o desenvolvimento em todas as fazes da vida do indivíduo.” 
 
É pertinente esclarecer que o termo cognição está associado a um conjunto de habilidades 
cerebrais e mentais, necessária para que o indivíduo desenvolva o conhecimento sobre o mundo. 
Essas habilidades envolvem linguagem, abstração, capacidade de resoluções de problemas, 
memória atenção, entre outras funções. Os processos cognitivos são desenvolvidos durante toda a 
vida do indivíduo. 
Podemos ver que a professora em questão compreende bem como o jogo age sobre o 
desenvolvimento cognitivo da criança. Em termos mais técnicos Piaget (1976) conceitua: “o jogo 
como uma atividade que desenvolve o intelecto da criança” (p.139). Ele ainda analisa o jogo sob 
uma ótica cognitivista, sobre o mesmo autor afirmar que: "o jogo não pode ser visto apenas como 
divertimento ou brincadeira para desgastar energia, pois ele favorece o desenvolvimento físico, 
cognitivo, afetivo e moral".: (1976, p.25) 
 
É pertinente ressaltar que um dos maiores percussores relacionado a esse assunto foi o 
psicólogo suíço Jean Piaget, ele descreve quatro períodos, ou estágios, teóricos do desenvolvimento 
de uma criança: sensório-motor, pré-operacional, operacional concreto e operacional formal. 
 
 
 
4. Você considera a brincadeira como atividade social? Justifique. 
 
P1. “Sim porque e nela e através dela que as crianças têm contato com muitas coisas que a 
cerca, portanto tem a oportunidade de interagir com o outro proporcionando-lhe trocas de 
experiências.” 
 
O homem é um ser social, portanto seus hábitos não podem ser desassociados deste fato, 
através deste prisma podemos ainda fomentar o fato de que as brincadeiras e jogos são formas da 
criança interagir socialmente, e a escola é um ambiente propicio para que isso aconteça. Portanto os 
jogos e as brincadeiras podem ser vistos como uma porta de entrada da criança para a participação 
na sociedade, que tem características próprias, das quais as crianças se apropriam. 
 
Para Brougère (2000) ” a brincadeira é um meio de inserção cultural, apropriação e criação 
da cultura lúdica infantil. “ 
 
 
5. Em seu planejamento o que pesa na hora de escolhes os jogos e brincadeiras a 
serem realizadas? 
 
P1.“Às vezes se dá conforme a atividade que esta sendo desenvolvida, outras são os próprios 
alunos que escolhem o que querem brincar” 
P2. “Procuro usar jogos e brincadeiras condizentes com sua idade” 
 
A partir da resposta podemos observar alguns equívocos no modo como alguns professores 
concebem e se apropriam da brincadeira e do jogo em sua prática pedagógica. È sabido que o 
professor deve organizar suas atividades de aula, Prezando por contemplar os conteúdos 
curriculares como matemática, linguagem oral, natureza e sociedade, leitura e escrita, a partir dai 
deve selecionar alguns jogos e brincadeiras mais significativas para a realidade de seus alunos. Em 
seguida deve criar condições para que estas atividades sejam realizadas. É preciso que os 
professores se coloquem de forma a acompanhar todo o processo da atividade, mediandoos 
conhecimentos através da brincadeira e do jogo, afim de que estes possam ser reelaborados de 
forma rica e prazerosa. 
 
Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil - RCNEI, “cabe ao 
professor o papel de estruturar o campo das brincadeiras na vida das crianças, disponibilizando 
objetos, fantasias, brinquedos ou jogos e possibilitando espaço e tempo para brincar” (BRASIL, 
1998). 
 
 
6. Em que situações são utilizados jogos e brincadeiras em sua prática e com que 
freqüência? 
 
P1. “Por trabalhar com educação infantil tenho usado jogos e brincadeiras com bastante 
freqüência em minhas aulas, geralmente uso para a fixação de alguns conceitos já 
trabalhados e em momentos livre de recreação.” 
 
P2. “ Na maioria das vezes utilizo como recreação às sextas- feira” 
 O que podemos observar é que uma grande distancia do uso de jogos e 
brincadeiras entre a educação infantil e o ensino fundamental, sendo que no ensino 
fundamental a brincadeira aparenta perder seu significado pedagógico quando usada 
apenas no momento de recreação livre. 
 
O professor do ensino fundamental tem de atentar-se que muitas vezes o fracasso 
de alguns alunos em certas situações acontece, pois ele traça objetivos através de 
conteúdos levando em conta apenas os padrões de assimilação esquecendo que a criança 
tem uma forma diferente de pensar do adulto. Portanto é da responsabilidade do 
professor favorecer aos alunos situações onde o aprendizado ocorra de maneira 
desafiadora e agradável e não aprender por obrigação como a muito se vê no ensino 
formal. Lisboa (2009, p.1) corrobora esta afirmação e alega que “[...] é dever do 
professor mudar os padrões de conduta em relação aos alunos, deixando de lado os 
métodos e técnicas tradicionais acreditando que o lúdico é eficaz como estratégia do 
desenvolvimento na sala de aula. 
 
 
 
7. Ao longo da sua experiência como docente, quais dificuldades que você já 
encontrou para poder usar os jogos e as brincadeiras como recurso em sua suas 
aulas? 
 
P2. “Vejo os jogos e as brincadeiras de uma forma muito positiva, o problema ou a 
dificuldade surge quando nos vemos com uma turma indisciplinada; usar esses recursos tornam-se 
difíceis e complicadas. Como resultado muitas vezes eu o meus colegas, pensamos duas vezes para 
sair com as crianças por não saber como lhe dar com esse tipo de situação. Também tem a questão 
de no ensino fundamental existir uma grade curricular mais extensa para ser cumprida, e o uso de 
jogos e brincadeiras requer um maior cuidado no planejamento e muitas vezes o professor não 
encontra tempo suficiente para fazê-lo. ” 
 
 
 
Assim fica evidenciado a cerca de o quando os jogos e brincadeiras são desprezados pelos 
professores muitas vezes pelos simples fato de não estarem dispostos de saírem de sua zona de 
conforto. Carvalho, Alves e Gomes (2005) identificaram uma dicotomia, em relação ao brincar, 
entre a prática e a visão dos professores. Ou seja, o professor reconhece a importância da 
brincadeira, mas tem dificuldades em utilizá-la. . Essas atividades trazem muitos benefícios, mas os 
professores se apegam ao fato de que trabalhar com jogos e brincadeiras, exige que o mesmo se 
prepare com mais tempo e procure mais recursos para aliar o brinquedo ao conteúdo que está sendo 
trabalhado no momento. 
 
Percebe-se com isso que a falta de um planejamento mais elaborado dificulta a dinamização 
de jogos e brincadeiras no cotidiano da escola. Por sua vez os professores, por motivos intrínsecos 
os seus contextos de vida, formação e trabalho, em geral, planejam suas aulas tendo como eixo 
principal o ensino tradicional com atividades repetitivas como a leitura de livros Entretanto o 
professor deve renunciar modificar algumas posturas e atitudes já incorporadas, o que se torna mais 
difícil, pois lidar com a mudança, com o diferente é desafiador e nem todos estão abertos para isto. 
 
Segundo e Kishimoto (1998, p. 14): 
 
[...] o uso de brinquedos e jogos destinados a criar situações de brincadeiras em sala de aula 
nem sempre foi aceito. Conforme a visão que o adulto tem da criança e da instituição 
infantil, o jogo torna-se marginalizado. Se a criança é vista como um ser que deve ser 
apenas disciplinado para aquisição de conhecimentos em instituições de ensino acadêmico, 
não se aceita o jogo. Entende-se que, se a escola tem objetivos a atingir e o aluno a tarefa de 
adquirir conhecimentos e habilidades, qualquer atividades por ele realizada na escola visa 
sempre a um resultado, é uma ação dirigida e orientada para busca de finalidades 
pedagógicas. O emprego de um jogo em sala de aula necessariamente se transforma em um 
meio para a realização daqueles objetivos [...] 
 
 
8. Qual a sua posição enquanto mediador de brincadeiras na sala de aula? 
 
P1. “Brincar é uma das atividades que eu proponho freqüentemente, dia a dia, procuro 
desenvolvendo as brincadeiras com as crianças. Sejam elas livres e às vezes até dirigidas. Muitas 
vezes, eu acabo, primeiramente, entrando na brincadeira com eles e depois saio disfarçadamente. 
Ponho-me no papel de observar, vendo como eles vão dar continuidade para brincadeira.” 
 
P2. “Apenas organizo as situações e me ponho ao papel de observadora” 
 
Podemos ver que ambas as professoras reconhecem valor educativo do brincar, a brincadeira 
é uma atividade primordial para as crianças, e é preciso pensar também, no brincar no contexto 
escolar, na magnitude da mediação para que a criança brinque com qualidade e para que a 
brincadeira na escola seja interessante para as crianças, o professor precisa tomar discernir de que 
brincando as crianças recriam e estabilizam aquilo que sabem sobre as mais diversas esferas do 
conhecimento, em uma atividade interativa e imaginativa. Freud (apud FORTUNA, 2000, p. 8) 
sugere ao educador reconciliar-se com a criança que existe dentro de si, “não para ser novamente 
criança, mas para compreendê-la e, a partir disso, interagir, em uma perspectiva criativa e 
produtiva, com seus alunos. [...] Não é necessário ‘ser criança’ para usufruir o brincar, pois sua 
herança – a criatividade – subsiste na vida adulta”. 
 
 Portanto devemos entender que a mediação por parte do professor não acontece apenas 
quando ele interfere diretamente numa atividade, mas a sua presença, a organização do espaço, dos 
objetos e dos horários que são também exemplos de mediação 
 
 
De acordo com Fortuna (2003/ 2004, p.8) 
 
É necessário que o educador insira o brincar em um projeto educativo, que supõe 
intencionalidade, ou seja, ter objetivos e consciência da importância de sua ação 
em relação ao desenvolvimento e à aprendizagem infantis. Contanto esse projeto 
não passa do ponto de partida para sua prática pedagógica, jamais um ponto de 
chegada rigidamente definido de antemão. 
 
 
 
É sabido que na maior parte do tempo a criança dedica-se a brincar e nele se insere 
importantes funções auxiliadoras no processo desenvolvimento e aprendizagem, ao brincar a 
criança vai se apropriando de suas potencialidades, aprende a agir, tem a oportunidade de construir 
seu próprio mundo, estimula sua curiosidade, adquire confiança e iniciativa por isso as brincadeiras 
e jogos são considerados uns doa meios mais propícios para a construção do conhecimento. 
 
 Por meio dos dados coletados foram analisados brincadeira e jogos tendo como objetivo 
evidenciar que os mesmos não estão relacionadas só com o ato de brincar por brincar e sim com o 
desenvolvimento físico, afetivo, cognitivo, moral e social. Sobre isto Kishimoto (2003) apud Queiroz 
(2009, p.26) afirma que “[...] é importante compreender o jogo, o brinquedoe a brincadeira como 
atividade que promove mudanças significativas no desenvolvimento infantil e não apenas como um 
elemento presente no cotidiano das crianças.” 
Apesar de as pesquisas realizadas, evidenciou-se que a utilização da brincadeira ainda são 
discretas no ambiente escolar, pode-se concluir que o reconhecimento da necessidade da introdução 
do brincar nas escolas já existe por ser tão importante para o desenvolvimento das crianças. 
Portanto este tende a ser um é um assunto de interesse para os profissionais da educação, a cerca 
disso o - RCNEI (BRASIL, 1998, p.210) afirma que: O jogo tornou-se objeto de interesse de 
psicólogos, educadores e pesquisadores como decorrência da sua importância para a criança e da 
idéia de que é uma prática que auxilia o desenvolvimento infantil, a construção ou potencialização 
de conhecimentos. 
 
 A partir dos relatos e suas análises é notório que os educadores entrevistados “detém” 
conhecimento sobre o tema, e que desmistificam o papel do “brincar”, que não é apenas um 
passatempo, mas sim um objeto de grande valia na aprendizagem e no desenvolvimento das 
crianças. Podemos perceber também que os professores, em geral, encontram algumas dificuldades 
ao aplicarem atividades com jogos e brincadeiras com seus alunos. Isto porque o sistema exige 
muitos conteúdos e eles não possuem horas-atividade suficientes para planejar aulas mais voltadas 
ao lúdico e com a utilização de brincadeiras, principalmente quando se trata do ensino fundamental. 
Mas, contudo, o professor deve transpor essas barreiras e levar em consideração o fato de que 
através das atividades que englobam jogos e brincadeiras podem fornecer a eles várias informações 
a respeito dos seus alunos como: suas emoções, seu desempenho físico e motor, a forma como 
interage com seus colegas, seu nível lingüístico, seu estágio de desenvolvimento cognitivo, sua 
formação moral, sua reação quando expostos a ambientes de pressão entre outras coisas, e a partir 
do momento que o professor toma um conhecimento maior sobre seu aluno conseqüentemente ele 
terá maiores chances de alcançar seus objetivos enquanto educadores. 
 
No entanto, observa-se que é preciso entendimento maior sobre o direcionamento de tais 
atividades. É o professor quem deve conduzir o aluno e as atividades a serem realizadas, Segundo o 
Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998, p. 29) 
 
“Cabe ao professor organizar situações para que as brincadeiras ocorram de maneira 
diversificada para propiciar às crianças a possibilidade de escolherem os temas, os papéis, 
objetos e companheiros com quem brincar ou jogos de regras e de construção, e assim 
elaborarem de forma pessoal e independente suas emoções, sentimentos, conhecimentos e 
regras sociais” 
 
 
Durante o curso de pedagogia é possível compreender que aluno precisa ser estimulado 
constantemente para se envolver no processo ensino- aprendizagem, levando-se em consideração 
de acordo com Piaget suas fases de desenvolvimento, e de acordo com Vygotsky seu contexto 
sócio- cultural. Atentando-se para o fato de que a brincadeira é inerente à criança, as escolas 
deveriam utilizá estratégia no desenvolvimento físico e intelectual e social do aluno. Por isso é que 
considero necessário que cada vez mais se exija a qualificação de profissionais para que o professor 
cumpra efetivamente sua função social, sendo realmente comprometidos com uma educação de 
qualidade e transformadora. Isto significa redimensionar as práticas pedagógicas, onde o uso de 
jogos e brincadeiras lúdico representa a plena libertação do homem, para que as crianças de hoje se 
tornem cidadãos críticos de amanhã. 
 
6 CONCLUSÃO 
 
No decorrer deste trabalho foram expostos analisados resultados de estudos e pesquisas que 
deixaram mais do que evidenciados os aspectos notórios da importância dos jogos e brincadeiras 
como ferramentas que auxiliam no desenvolvimento infantil. Ao concluir mais essa etapa podemos 
constatar quão grande o valor dessas investigações e quantos subsídios elas oferecem para o 
desenrolar do trabalho não só apenas do professor mas também de todos os profissionais que em seu 
dia a dia lidam com crianças. Dando-lhes a oportunidade de revisar e se necessário reestruturar o 
encaminhamento de seu trabalho com o fim de torná-los mais sedutor, eficaz, proveitoso no 
exercício de seu ofício com as crianças. Trabalho este que acima de tudo deve cada vez mais 
promover o bem está infantil e conduzir de forma mais favorável todos os aspectos do 
desenvolvimento da criança. 
 
Em relação ao desenvolvimento infantil podemos concluir que o brincar pode ser utilizado 
como suporte para estimular a criança a superar déficits e dificuldades encontradas nas dimensões 
cognitivas e sociais. No entanto os profissionais que lidam com crianças não devem apenas apegar-
se a esse ou aquele aspecto isolado, mas sim no desenvolvimento integral da criança, uma vez que 
estão inteiramente ligados e exercem influencias uns nos outros. 
 
Nessa pesquisa ficou mais do que claro o quanto o professor tem que está cada vez mais 
preparado e suas ações precisão ser meticulosamente planejadas para que o uso de jogos e 
brincadeiras em sua prática não seja vazio e sem objetivo mais sim se torne fonte de interesse e 
aprendizagem, estimulando o desenvolvimento do aluno. 
 
No quisito aprendizagem ficou mais que atestado o quanto utilizar jogos e brincadeiras 
como recurso na prática pedagógica é aproveitar a motivação natural e intrínseca da criança e tornar 
a aprendizagem e as experiências vividas sejam mais significativas, fazendo com que os conteúdos 
escolares se tornem mais atraentes. 
 
Entretanto muitas ainda são as barreiras a se transpor, para que os jogos e brincadeiras se 
tornem uma realidade efetiva dentro dos ambientes escolares. Podemos citar como tais a falta de 
preparação e conhecimento do docente, a falta de espaço nas instituições escolares, a falta de 
qualificação profissional e até mesmo o comodismo de alguns professores que não estão dispostos a 
sair de sua zona de conforto. 
 
Portanto tomando com base em todas as informações colhidas através não só dessa pesquisa 
más também através dos meus estágios pude constatar o quanto ainda a escola tem que se preparar 
para receber seu aluno que brinca, pois a mesma não está conseguindo utilizar todo o potencial que 
os jogos e brincadeiras dispõem como agentes construtores do conhecimento e facilitadores da 
aprendizagem. Mesmo que as pesquisas e estudos e observações realizados no ambiente escolar 
mostrem o quão às escolas ainda são discretas em utilizar os jogos e brincadeiras como ferramentas 
valorosas no aprendizado da criança, em contra partida também mostra que já existe, mesmo que 
modesto, o reconhecimento do seu valor. Porém além do reconhecimento tem que haver a 
implementação real de tais valores nas práticas dos educadores, proporcionando assim ao aluno um 
leque de possibilidades no âmbito educacional e social fazendo com que o professor e alcance o real 
objetivo do seu ofício, o de formar integralmente indivíduos críticos e prontos para exercer sua 
cidadania. 
 
 
 
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