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Procedimentos Operacionais Padrão Associação de Ensino Superior do Piauí - AESPI Disciplina: Controle de Qualidade Físico-Químico Profa Maria Mendes Para garantir a qualidade do produto devemos seguir os Procedimentos Operacionais da empresa POP´s São necessários para a validação de todos os processos; Compõem o manual de qualidade de uma empresa; Deve-se descrever com detalhes como executar corretamente um determinado processo, para que sempre seja repetido com segurança e qualidade; Todos são estruturados, distribuídos, disponibilizados e arquivados. • Procedimento escrito e autorizado que fornece instruções detalhadas para a realização de operações específicas. Procedimentos Operacionais Padrão • O POP é a descrição de atividades, passo a passo de uma tarefa ou procedimento, definindo a ação, listando os materiais e as condições necessárias para a execução daquela tarefa, local para aplicação e ou utilização do POP, devendo constar também o local para o registro desta tarefa, identificando ainda os responsáveis pela execução do referido procedimento, listar as referências bibliográficas, resultado esperado, ações corretivas, data da elaboração, revisão anual, revisores, uso de EPI e a quantidade de cada material utilizado, garantindo assim a padronização e permitindo a avaliação de cada procedimento. Procedimentos Operacionais Padrão • Consiste em um documento controlado com data para atualização, área responsável pela elaboração, revisão e profissionais que irão utilizá-los. O mesmo é consensado e avaliado antes de sua formatação final com a assessoria técnica, para validação das informações contidas no POP. • Após, o documento é encaminhado para todos nos quais o POP será aplicado. • Após é realizado treinamento com toda equipe funcional para capacitação e aplicabilidade do mesmo. Procedimentos Operacionais Padrão Como controlar os procedimentos? O laboratório deverá definir, documentar e manter um programa para controlar os seus procedimentos e documentos pertinentes (livros, especificações, tabelas, gráficos, desenhos, pôsteres, regulamentos, Normas, etc), seja de fonte interna ou externa, que fazem parte da documentação da Qualidade. A versão implementada deverá ser a atual, nunca deixe um procedimento obsoleto (versão anterior) circular pelo laboratório. A substituição é imediata e sua circulação sempre controlada. Tais procedimentos deverão ser sempre revisados (pelo menos anualmente, mesmo que aparentemente isto não se faça necessário). Qual a finalidade do POP? Um procedimento tem o objetivo de se padronizar e minimizar a ocorrência de desvios na execução de tarefas fundamentais para a qualidade do exame/produção de medicamento, independente de quem as faça. O POP também tem uma finalidade interna de ser um instrumento para a Gerência da Qualidade para praticar auditorias internas. Ou seja, funcionários de um setor auditam outro setor e de posse de um POP do setor auditado o auditor encontra subsídios técnicos para indagações e verificação de eficácia da metodologia, assim como sua familiarização entre os auditados. Como e quem deve elaborar um POP? Nunca copie procedimentos de livros ou de outras organizações, existem particularidades que só o nosso estabelecimento tem e isso é de fácil percepção por parte do responsável do estabelecimento ou ainda por ação de auditores. A pessoa que executa a tarefa é quem deve colaborar com o desenvolvimento do procedimento, ele é o dono do processo. O funcionário deve ser treinado, habilitado e qualificado para a execução de sua tarefa. Sendo assim, escreva o que você faz e faça o que está escrito. Como e quem deve elaborar um POP? Faça constantes análises críticas sobre a aplicabilidade de seus procedimentos e se os mesmos ainda estão sendo seguidos. A linguagem utilizada no POP deverá estar em consonância com o grau de instrução das pessoas envolvidas nas tarefas, dê preferência para uma linguagem simples e objetiva. Os principais passos para elaborar um POP: 1. Nome do POP (Desinfecção e Esterilização de materiais, Rotina para limpeza e desinfecção de superfícies). 2. Objetivo do POP (A quê ele se destina, qual a razão da sua existência e importância). 3.Documentos de referência (Quais documentos poderão ser usados ou consultados quando alguém for usar ou seguir o POP ? Podem ser Manuais, outros Pops, Códigos, etc.) 4.Local de aplicação (Aonde se aplica aquele POP ? Por exemplo, sala de material de lavagem, se for um POP de Rotina para Limpeza, desinfecção e esterilização de materiais) Os principais passos para elaborar um POP: 5.Siglas (Caso siglas sejam usadas no POP, dar a explicação de todas: DML = Depósito de Material de Limpeza). 6.Descrição das etapas da tarefa com os executantes e responsáveis. 7.Se existir algum fluxograma relativo a essa tarefa, como um todo, ele pode ser agregado nessa etapa. 8.Informar o local de guarda do documento, e o responsável pela guarda e atualização. Os principais passos para elaborar um POP: 9.Informar freqüência de atualização (Digamos, de 12 em 12 meses) 10.Informar em quais meios ele será guardado (Eletrônico ou computador ou em papel) 11.Gestor do POP (Quem o elaborou) 12.Responsável por ele. Outros itens: Nome do Laboratório; Número da versão atual; Paginação; Cálculos (quando aplicável: Conversão de unidades ou aplicação de fatores); Interferentes e reações cruzadas; Valores de referência (referentes à população atendida); Interpretação dos resultados; Referências bibliográficas (fontes dos dados obtidos no procedimento). brito.mrm@hotmail.com 22 23 As disposições deste Regulamento Técnico se aplicam a todas as Farmácias que realizam qualquer das atividades nele previstas, excluídas as farmácias que manipulam Soluções para Nutrição Parenteral e Enteral e Concentrado Polieletrolítico para Hemodiálise (CPHD). 24 ANEXO I Boas Práticas de Manipulação em Farmácias ANEXO II Boas Práticas de Manipulação de Substâncias de Baixo Índice Terapêutico ANEXO III Boas Práticas de Manipulação de Antibióticos, Hormônios, Citostáticos e Substâncias Sujeitas a Controle Especial ANEXO IV Boas Práticas de Manipulação de Produtos Estéreis ANEXO V Boas Práticas de Manipulação de Preparações Homeopáticas ANEXO VI Boas Práticas para Preparação de Dose Unitária e Unitarização de Doses de Medicamento em Serviços de Saúde ANEXO VII Roteiro de Inspeção para Farmácia ANEXO VIII Padrão Mínimo para Informações ao Paciente, Usuários de Fármacos de Baixo Índice Terapêutico 25 ANEXO I Boas Práticas de Manipulação em Farmácias ANEXO II Boas Práticas de Manipulação de Substâncias de Baixo Índice Terapêutico ANEXO III Boas Práticas de Manipulação de Antibióticos, Hormônios, Citostáticos e Substâncias Sujeitas a Controle Especial ANEXO IV Boas Práticas de Manipulação de Produtos Estéreis ANEXO V Boas Práticas de Manipulação de Preparações Homeopáticas ANEXO VI Boas Práticas para Preparação de Dose Unitária e Unitarização de Doses de Medicamento em Serviços de Saúde ANEXO VII Roteirode Inspeção para Farmácia ANEXO VIII Padrão Mínimo para Informações ao Paciente, Usuários de Fármacos de Baixo Índice Terapêutico 26 Água potável: análise trimestral Água purificada: análise mensal A farmácia deve estabelecer, registrar e avaliar a efetividade das medidas adotadas, por meio de uma nova análise, em caso de resultado de análise insatisfatório da água purificada. A água purificada deve ser armazenada por um período inferior a 24 horas e em condições que garantam a manutenção da qualidade da mesma, incluindo a sanitização dos recipientes a cada troca de água. 27 As matérias-primas devem ser analisadas, no seu recebimento, efetuando-se no mínimo, os testes abaixo, respeitando-se as suas características físicas e mantendo os resultados por escrito: a) caracteres organolépticos; b) solubilidade; c) pH; d) peso; e) volume; f) ponto de fusão; g) densidade; h) avaliação do laudo de análise do fabricante/fornecedor. 28 Devem ser realizados, no mínimo, os seguintes ensaios, de acordo com a Farmacopéia Brasileira ou outro Compendio Oficial reconhecido pela ANVISA, em todas as preparações magistrais e oficinais: 29 30 Os resultados dos ensaios devem ser registrados na ordem de manipulação, junto com as demais informações da preparação manipulada. O farmacêutico deve avaliar os resultados, aprovando ou não a preparação para dispensação. Quando realizado o ensaio de peso médio, devem ser calculados também, o desvio padrão e coeficiente de variação em relação ao peso médio. 31 O estabelecimento que manipular formas farmacêuticas sólidas deve monitorar o processo de manipulação. Devem ser realizadas análises de teor de pelo menos um diluído preparado, trimestralmente. As amostras para análise de teor devem ser coletadas em pelo menos três pontos do diluído e analisadas separadamente, para fins de avaliação da sua homogeneidade. 32 No caso das bases galênicas, a avaliação da pureza microbiológica (letra “j” do item 11.2) poderá ser realizada por meio de monitoramento. Este monitoramento consiste na realização de análise mensal de pelo menos uma base, devendo ser adotado sistema de rodízio considerando o tipo de base e manipulador, sendo que todos os tipos de base devem ser analisados anualmente.