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DIREITO DO CONSUMIDOR AULA 1 O Código de Defesa do Consumidor é aplicável em toda a estrutura jurídica em que existem duas figuras apolares: CONSUMIDOR X FORNECEDOR toda pessoa física ou jurídica que adquire ou é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada utiliza produto ou serviço como destinatário final nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividades de produção,montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços.” **ATIVIDADE** 1-Na hipótese de conflito entre norma prevista no CDC e outra lei ordinária, anterior ou posterior, prevalecerá quallei? R.: CDC, devido sua o principio da especialidade além de sua característica supra hierárquica 2-São fundamentos da ordem econômica na Constituição Federal: defesa do consumidor e propriedade privada AULA 2 PRINCIPIOS GERAIS PRINCIPIO DA VULNERABILIDADE ART 4, CDC aquele em que o consumidor está em desvantagem jurídica, Independentemente de sua situação social, pelo simples fato de ser consumidor, já o faz ser classificado como vulnerável. Também não se pode esquecer que todo consumidor é vulnerável, mas nem todo consumidor é hipossuficiente. PRINCIPIO DA HARMONIZAÇÃO DAS RELAÇÕES DE CONSUMO ART 4, III,CDC visa a compatibilizar os interesses e direitos dos consumidores com o desenvolvimento econômico e tecnológico dos fornecedores PRINCIPIO DA REPREENSÃO EFICIENTE DE TODOS OS ABUSOS ART4, VI, CDC visa coibir e reprimir de forma eficiente, todo e qualquer “abuso” que venha a ser praticado dentro do mercado de consumo, inclusive quando se trata de concorrência desleal e utilização indevida de inventos. Principios complementares BOA-FÉ Art. 4. (...) III - harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico, de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem econômica (art. 170, da Constituição Federal), sempre com base na boa-fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores [...] É o regramento de conduta social de agir com lealdade e honestidade. Fazer o que é certo e na medida do prometido.de Defesa do Consumidor é aplicável em toda a estrutura jurídica em que existem ATENÇÃO: A Boa-fé Objetiva - A Teoria do Risco do Empreendimento (ou do negócio). Significa atuação refletida, uma atuação observando, pensando no outro, no parceiro contratual, respeitando-o, respeitando seus interesses legítimos, suas expectativas razoáveis, seus direitos, agindo com lealdade, sem abuso, sem obstrução, sem causar lesão ou desvantagem excessiva. Cooperando para atingir o bom fim das obrigações: o cumprimento do objetivo contratual e a realização dos interesses das partes.figuras ap 5.TRANSPARÊNCIA ART 4/CDC Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípioolar Não basta que o fornecedor informe ao consumidor sobre seu produto ou serviço, é necessário que tal informação seja prestada de maneira clara, possibilitando ao consumidor que adquira o bem de consumo de forma consciente.es: 6. SEGURANÇA ART 4, V, CDC V - incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e segurança de produtos e serviços, assim como de mecanismos alternativos de solução de conflitos de consumo; Código não estabelece um sistema de segurança absoluta para produtos e serviços. O que se quer é uma segurança dentro dos padrões da expectativa legítima dos consumidores. 7. HARMONIA ART 4. CAPUT O princípio da harmonia (ou equidade) é um princípio de técnica de hermenêutica que deve estar presente na aplicação da lei. É a justiça diante do caso concreto. *ATIVIDADES* Assim, além dos princípios constitucionais, outros foram adotados pela legislação consumerista. Indique e discorra brevemente sobre os princípios que regem o microssistema de defesa do consumidor. RESPOSTA: Princípio da dignidade da pessoa humana. A defesa dos consumidores e a tutela de seus interesses é uma das formas de defesa da dignidade da pessoa humana. Princípio da proteção. Conforme o preceito Constitucional (art. 5º, XXXII), cabe ao Estado o dever de proteger o consumidor, considerada a condição de desigualdade existente nas relações de consumo, razão pela qual as normas do consumidor devem ser aplicadas para equilibrar tais relações. Princípio da transparência. Constitui um dos pilares da boa-fé objetiva, que impõe o dever do fornecedor informar de modo adequado o consumidor, suprindo todas as informações tidas como necessárias para o melhor aperfeiçoamento da relação de consumo, garantindo inclusive a livre escolha do consumidor de contratar o fornecedor. Princípio da vulnerabilidade. Trata-se do reconhecimento da fragilidade do consumidor na relação com o fornecedor, podendo a vulnerabilidade ser técnica, jurídica, fática, socioeconômica e informacional. Princípio da boa-fé objetiva e do equilíbrio. Regra de conduta, constituindo dever permanente entre as partes em suas relações, pautado pela lealdade, honestidade e cooperação. Princípio da informação. O consumidor tem o dever de receber informação adequada, clara, eficiente e precisa sobre o produto ou serviço, bem como de suas especificações de forma correta (características, composição, qualidade e preço) e dos riscos que podem apresentar. Princípio da facilitação da Defesa. Garante ao consumidor a facilitação dos meios de defesa de seus direitos, ante a sua presumida dificuldade para exercitá-los, seja por deficiência técnica, material, processual, fática ou mesmo intelectual. Princípio da revisão das cláusulas contratuais. Possibilita ao consumidor o direito de manter a proporcionalidade do ônus econômico que implica ambas as partes, consumidor e fornecedor, na relação jurídico-material. Assim, toda vez que um contrato de consumo acarretar prestações desproporcionais, o consumidor tem o direito à modificação das cláusulas contratuais para estabelecer ou restabelecer a proporcionalidade. Princípio da conservação dos contratos. O objetivo do CDC é de conservar os contratos e havendo desproporcionalidade ou onerosidade excessiva, devem ser feitas modificações ou revisões com o intuito de sua manutenção, somente ocorrendo a sua extinção em ultima hipótese. 2.Com referencia aos princípios gerais do CDC e suas características: As normas do CDC são imperativas e de interesse social, devendo prevalecer sobre a vontade das partes. AULA 3 RELAÇÃO DE CONSUMO E SEUS ELEMENTOS O CONSUMIDOR CONSUMIDOR PADRÃO Standard ART 2/CDC É aquele que adquire para satisfazer uma necessidade. Se de forma subjetiva ou profissional é discutível. Mas sempre ocorrerá a transferência de propriedade do produto ou da fruição do serviço. Seja por contrato de compra e venda e por contratação de serviço. CONSUMIDOR POR EQUIPARAÇÃO by stardarder art 2,§único; 17;29 É o consumidor que não adquire, mas utiliza o produtos ou serviços. o consumidor é o que, ao utilizar um bem de consumo, sofre danos oriundos do mesmo. Principalmente, se considerarmos que nenhum produto ou serviço, desde que corretamente utilizado, pode causar danos ao consumidor. Logo, em plena conformidade entre justificativa e fundamentação, temos que “nenhum bem de consumo pode causar danos aos consumidores”. Seja o que tenha adquirido o bem (consumidor padrão) seja o que o utiliza (consumidor por equiparação). TEORIAS MAXIMALISTA: Ñ utilizada Para se enquadrar como consumidor, bastava adquirir o bem de consumo no mercado fornecedor para caracterizar tal relação. Independentemente da motivação,objetivo e interesse. “Comprou é consumidor!”Basta a singela retirada do mercado de consumo para se enquadrar como consumidor. EX. uma grande empresa de metalurgia, quando adquire minério para beneficiamento e posterior fabricação de metal seria considerada consumidor.Porém, essa empresa não pode se enquadrar em simples consumidora. FINALISTA usada no Brasil Além de adquirir o bem de consumo, é necessário saber qual a destinação fática, efetiva, econômica, subjetiva do bem em questão. ão prestará para fins de enriquecer seu proprietário com a sua venda direta ou empregado como insumo principal na atividade profissional de seu proprietário.Caso isso ocorra, o adquirente não se enquadra na principiologia da vulnerabilidade. Ex.: intuitos diferentes, relações diferentes. I. Será regido pelo CC: Alguém comprou o veículo “van” com fins de transporte profissional. Não há relação de consumo em detrimento do seu objetivo profissional; II. Regido pelo CDC: Alguém comprou o veículo “van” com fins de transportar sua numerosa família em uma viagem pelo continente sul-americano. Há relação de consumo em detrimento do seu objetivo meramente pessoal O CDC adotou, na teoria finalista, em que o consumidor, além de destinatário fático, deve ser também o destinatário econômico dos bens e serviços TEORIA FINALISTA ATENUADA (OU MISTA OU MITIGADA) A aquisição para uso, ainda que profissional, caracterizará a relação de consumo desde que o adquirente não tenha condições de negociação com o fornecedor. **ATIVIDADE** A empresa “Verdant Ltda.”, que atua no ramo de paisagismo, adquiriu um televisor de 60” (polegadas) para ser instalado em seu refeitório, objetivando proporcionar lazer e comodidade para seus funcionários durante o horário de almoço e descanso. Quinze dias após a aquisição e instalação do referido produto, o mesmo apresentou um grave problema técnico que fez com que a tela explodisse causando danos físicos à Oliver, funcionário da empresa Verdant, que almoçava enquanto o evento danoso ocorreu. Diante da narrativa acima, julgue as afirmativas abaixo e assinale a opção correta: Oliver poderá pleitear indenização em face do fornecedor do produto, pelos danos sofridos, com base no CDC, uma vez que será considerado como consumidor por equiparação; (TJPR – 2014 – Juiz Substituto - ADAPTADO) João adquiriu um televisor fabricado pela empresa XX, na loja YY. Ao efetuar a ligação do televisor, de forma correta e nos termos indicados pelo fabricante, o aparelho teve uma explosão, decorrente de defeito de fabricação, causando lesões em João e em seus dois amigos que estavam juntos. Diante desta proposição, é CORRETO afirmar que: II. A Fabricante XX responde pelos danos causados aos consumidores, independentemente da existência de culpa III. Para os efeitos e aplicação do CDC, no caso descrito no enunciado acima, são considerados consumidores, além do adquirente do veículo, todas as vítimas do evento (consumidores por equiparação). Assinale a incorreta A) De acordo com o entendimento jurisprudencial do STJ, o Código de Defesa do Consumidor não se aplica no caso em que o produto ou serviço é contratado para implementação de atividade econômica; B) O STJ defende que, em alguns casos, verificada a hipossuficiência técnica, jurídica ou econômica do consumidor, pode-se adotar a teoria finalista em sua forma mitigada; C) Com base em entendimento jurisprudencial do STJ, pode-se aplicar a Teoria Finalista, de forma mitigada, mesmo quando a parte contratante de serviço público é pessoa jurídica de direito público e demonstra sua vulnerabilidade no caso concreto; D) A jurisprudência predominante do STJ defende que, excepcionalmente, o Código de Defesa do Consumidor se aplica no caso em que o produto ou serviço é contratado para implementação de atividade econômica, adotando, portanto, a teoria maximalista; E) O CPDC, em princípio, não adota a teoria finalista mitigada, e sim, sua forma pura. AULA 4 O FORNECEDOR Art. 3º Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. § 1º Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial. § 2º Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. **ATIVIDADES*** 1.uma pessoa física poderá ser considerada como fornecedor em uma relação jurídica consumerista? Justifique. Sim, desde que exerça uma atividade que ao menos se equipare a caracterização do fornecedor. Tal variação vai desde o formal (com o devido registro nos órgãos competentes) ao informal (o que exerce sem o registro citado, mas preenchendo as características da habitualidade remuneração entre outros). 2. TRF-5ª região – 2011 – Juiz) À luz do CDC, assinale a opção correta: Para os efeitos do CDC, não se considera fornecedor a pessoa jurídica pública que desenvolva atividade de produção e comercialização de produtos ou prestação de serviços. Entes despersonalizados, ainda que desenvolvam atividades de produção, montagem, criação ou comercialização de produtos, não podem ser considerados fornecedores. Qualquer pessoa prejudicada por publicidade enganosa pode, em princípio, buscar indenização, mesmo não tendo contratado nenhum serviço. Pessoa jurídica que compre bens para revendê-los é considerada consumidora. Pessoa física que alugue imóvel particular, por meio de contrato, é considerada fornecedora, para efeitos legais. 3. Diana dirigiu-se a empresa Wayne’s almejando adquirir uma cama de casal para sua residência, pois irá se casar em breve. Chegando ao local, descobriu que tal empresa é uma pessoa jurídica estrangeira. A empresa Wayne’s também oferecia a prestação de um serviço que também foi contrato por Diana. Diante da situação hipotética apresentada, julgue os itens a seguir e assinale a opção correta: I – A citada empresa poderá ser considerada como fornecedora, ainda que seja pessoa jurídica estrangeira. AULA 5 e 6 DIREITOS BÁSICOS São regra de direito: material (incisos I, II, II, IV, V e VI), processual (VIII) e administrativo (VII e X). Tudo a fim de garantir aos consumidores a proteção, prevenção e reparação de danos. Não é um roll taxativo. Art. 6º São direitos básicos do consumidor: I - a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no ; fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos; EX.: produtos domiciliantes (limpeza, inseticidas, sabão, álcool etc.), o fornecedor deve apresentar ao consumidor através de rótulo (encarte, folder, folheto explicativo, manual de instrução ou correlacionado) informações sobre seu uso, toxidade, composição, os possíveis prejuízos à saúde. Deve destacar seus riscos inerentes e potenciais. Produtos nocivos, cigarro, bebida alcoólica. Perigoso, fogos de artificio. Sv perigoso, demolição de prédio. Sv nociso, dedetização, tratamento de piso. *Atentar para ART 8,9,10/CDC: produtos e serviços nocivos Riscos Inerentes: São riscos que, normalmente, são esperados pelo consumidor. Geralmente, são produtos cotidianos como facas, tesouras, álcool, fósforo, inclusive algumas prestações de serviço como o de hotelaria, desde que sejam oferecidas informações a respeito. II - a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações; consiste em expor ao consumidor que seu uso pode causar algum tipo de dependência (física ou psicológica). O mesmo não é proibido para o consumo, mas deve sê-lo de forma “consciente”. EX.: é o de bebidas alcoólicas. Afinal: “se beber não dirija e se dirigir não beba”.o consumidor possa adquirir a qualidade e quantidade que deseja. Evitando, assim, entre outros, a chamada “venda casada” a forma de pagamento correlacionada ao preço informado garante ao consumidor a inexistência de qualquer acréscimo. EX.: vendas à vista em dinheiro, com valores diferentes caso a mesma compra seja feita através de cartão de crédito. III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem; Direito a informação é o que se chama de consentimento informado (ou esclarecido). Essa informação integrará o contrato, convergindo em um verdadeiro “pré-contrato”. Ver art 30,31,35/cdc III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem; (Redação dada pela Lei nº 12.741, de 2012) Vigência + art 37 enganosidade como ardil, falsidade, intuito de desviar da informação verdadeira, mas, com uma conotação que se limita à “informação”. exemplo, a publicidade de um produto ou serviço com determinado preço. No entanto, na aquisição efetiva pelo consumidor, revela adicionais excluídos da prévia comunicação. A consequência da informação publicada e não cumprida é o cumprimento forçado do que foi publicitado, nos termos do já apresentado art. 35 do CDC. Já a publicidade abusiva é mais grave que a enganosa, pois induz o consumidor a ter, entre outros, um comportamento que pode gerar dano físico/psíquico. EX.: como o uso desmesurado de medicamentos que prometem emagrecimento rápido e sem esforço. Outra conotação são anúncios publicitários que incitam a violência. IV - a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços; +art39,IV EX.: a venda de um remédio “milagroso” a um enfermo, sem nenhuma expectativa real de sobrevivência, à neoplasia maligna (câncer). É óbvio que o próprio fará qualquer coisa pela sua cura. V - a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas; EX.: limitação temporal de internação em leito hospitalar Clausulas abusivas: pode ser modificadas pq são concomitantes a formação do contrato Revisão contratual: em razão de fato superveniente pq o contrato nasceu desequilibrado. VI - a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos; +art81 permite que determinadas situações sejam judicializadas em uma única demanda e resolvida da mesma forma. Gerando economia processual e realizando o ideal Constitucional da “duração do processo”. **ANALISE DO ART 81** Direitos ou interesses difusos I - interesses ou direitos difusos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, de natureza indivisível, de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato; - Diversos lesados – indetermináveis. - Pessoas ligadas por um fato – não há aquisição. - V.g. comercial abusivo / enganoso. II.Direitos ou interesses coletivos II - interesses ou direitos coletivos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, de natureza indivisível de que seja titular grupo, categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base; - Diversos lesados – determináveis. - Pessoas ligadas por uma relação jurídica base. - V.g. aumento abusivo de plano de saúde em detrimento de idade Direitos ou interesses individuais homogêneos III - interesses ou direitos individuais homogêneos, assim entendidos os decorrentes de origem comum. - Diversos lesados – determináveis. - Pessoas ligadas por origem comum. - V.g. acidente em aviação comercial. VII - o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteção Jurídica, administrativa e técnica aos necessitados; Devido processo legal VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências; IX - (Vetado) ; X - a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral. Parágrafo único. A informação de que trata o inciso III do caput deste artigo deve ser acessível à pessoa com deficiência, observado o disposto em regulamento. (Incluído pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) ÔNUS DA PROVA (Momento: Saneamento Súmula TJRJ nº 91 - “A inversão do ônus da prova, prevista na legislação consumerista, não pode ser determinada na sentença”. A inversão do ônus da prova, em favor do consumidor, não é legal, mas judicial, pelo que o fornecedor seria surpreendido, se considerasse a sentença como momento processual da inversão , em afronta ao princípio do contraditório” ***ATIVIDADE**** 1. Um consumidor com mais de 70 anos, aposentado pelo INSS recebeu uma proposta de “empréstimo” com desconto em seu contracheque da instituição federal. O qual ignora. Ocorre que, no mês seguinte, em seu contracheque consta um desconto. Busca sua origem e descobre que é fruto de um empréstimo que não foi contratado. Considerando o tema, como advogado(a) deste idoso, quais seriam os fundamentos aplicáveis ao tema, devidamente justificados, em um processo? R: Artigos: 4, I; 6, IV; 39, IV. Justifica o emprego destes fundamentos a vulnerabilidade ínsita a qualquer consumidor. Destacando seu direito básico à proteção contra práticas abusivas e que este senhor tem mais de 70 anos, o que o qualifica como hipervulnerável. São direitos do consumidor Educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços. A educação e a divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços configuram um desses direitos, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações. AULA 7 e 8 RESPONSABILIDADE CIVIL NAS RELAÇÕES DE CONSUMO ARTS 12,14,18,19,20 VÍCIOS ART 18 E 19: VÍCIO DO PRODUTO POR QTD E QUALIDADE (mesmas considerações ao art19) Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com a indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas. Quantidade: que ocorrerá quando houve disparidade entre a informação discriminada no invólucro/recipiente/embalagem e a informação localizada no mesmo. Ex. se temos o rótulo informando sobre seu peso 1kg, nada mais resta a pensar que o produto tem seu peso líquido de um quilo. Qualidade: ao material ao qual o mesmo é fabricado, construído e correlacionado. Deve ser aquela esperada pelo consumidor. PRAZO § 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha: I - a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso; II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos; III - o abatimento proporcional do preço o fornecedor terá um prazo para proceder uma avaliação/perícia quanto ao produto. Uma vez constatado, tecnicamente, tal “vício”, o fornecedor se desonera de deveres junto ao consumidor. § 2° Poderão as partes convencionara redução ou ampliação do prazo previsto no parágrafo anterior, não podendo ser inferior a sete nem superior a cento e oitenta dias. Nos contratos de adesão, a cláusula de prazo deverá ser convencionada em separado, por meio de manifestação expressa do consumidor. DA IMPROPRIEDADE E INADEQUAÇÃO § 6° São impróprios ao uso e consumo: I - os produtos cujos prazos de validade estejam vencidos; II - os produtos deteriorados, alterados, adulterados, avariados, falsificados, corrompidos, fraudados, nocivos à vida ou à saúde, perigosos ou, ainda, aqueles em desacordo com as normas regulamentares de fabricação, distribuição ou apresentação; III - os produtos que, por qualquer motivo, se revelem inadequados ao fim a que se destinam. ***ATIVIDADES*** 1.Carlos Augusto adquiriu R$ 13.000,00 em piso de madeira (laminados) para instalação em sua casa. A empresa contratada (Durafloor) faz a instalação. Dois meses após a instalação o piso estufou. Feita a reclamação administrativa junto à empresa, esta afirma que nada tem a fazer. O fabricante é acionado (Duratex) e, após perícia, constata que o piso foi instalado incorretamente, pois não foi deixado espaço no acabamento e entre as tábuas com fins de permitir a dilatação e contração dos perfis. Mesmo após a apresentação de tal laudo, a Durafloor afirma que nada irá fazer. Como advogado de Carlos Augusto, quais os argumentos de fato e de direito que alegaria em uma petição inicial? Vício do serviço. Art. 20, caput e seu parágrafo 2º do CDC. Obrigação de instalação correta do produto. 2.A responsabilidade do fornecedor por vício do produto é: Exclusiva do comerciante que, entregando quantidade inferior, faz a medição do produto por instrumento não aferido segundo padrões oficiais 3.Tratando-se da responsabilidade de vícios do produto e do serviço, é correto afirmar: A reexecução dos serviços poderá ser confiada a terceiros devidamente capacitados, por conta e risco do fornecedor. 4. aos vícios de quantidade do produto: O fornecedor imediato será responsável objetivamente quando fizer a pesagem ou a medição e o instrumento utilizado não estiver aferido segundo os padrões oficiais. FATO DO PRODUTO Art. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da existência de culpa( responsabilidade objetiva), pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos. A ausência ou erro na informação essencial ao produto para a sua correta utilização é o suficiente para gerar o dano. Art 12. § 1° O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais: I - sua apresentação; Informação inadequada, falha, insuficiente. Ex: Remédio que informa sua limitação de uso para lactantes; II - o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam; Se o produto é utilizado dentro da normalidade não pode causar danos. Ex: Uma bebida não pode conter nada que seja diferente do informado. Ácido, pedaços de animais etc. III - a época em que foi colocado em circulação. Diz respeito ao risco do desenvolvimento. Produto que foi colocado no mercado sem que fosse esgotado os testes de nocividade/periculosidade ao consumidor. Ex: remédio que promete a cura de uma determinada doença, cura a mesma, mas produz efeitos diversos, causando um mal maior do que a própria cura. PRODUTO OBSOLETO X PRODUTO INÚTIL Art. 12 (...) § 2° O produto não é considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade ter sido colocado no mercado. O produto tecnologicamente obsoleto não tido como inservível. Ex: Para um escritório de advocacia, uma máquina de escrever é obsoleta diante da fartura de tecnologia de escrituração e impressão. Mas basta uma interrupção prolongada, por dias, no fornecimento de energia elétrica para gerar a sua necessidade FATO DO SERVIÇO Art. 14. O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos. § 1° O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o consumidor dele pode esperar, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais: I - o modo de seu fornecimento; II - o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam; III - a época em que foi fornecido. § 2º O serviço não é considerado defeituoso pela adoção de novas técnicas. (serviço obsoleto x inservível) § 3° O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar: I - que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste; II - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. § 4° A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais será apurada mediante a verificação de culpa. É a única exceção ao regramento da responsabilidade consumerista na modalidade objetiva. O profissional liberal terá a seu “favor” que o autor da ação (consumidor) deva provar a responsabilidade do fornecedor (nos termos do art. 186 da Lei 10.406 de 2002) pois será analisada a sua ação/omissão/imprudência/negligência. Ex: dentistas, médicos, contadores etc. o advogado como profissional liberal terá a sua responsabilidade apurada, exclusivamente, pelo Tribunal de Ética e Disciplina da OAB – TED. LEMBRETE: ART 2,§ 2° Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. INVERSÃO DE RESPONSABILIDADE (OPE LEGIS) art 12 x art 14 §3 ART 12, § 3° O fabricante, o construtor, o produtor ou importador só não será responsabilizado quando provar: I - que não colocou o produto no mercado; Ex. Produto falsificado,oriundo de furto ou descaminho II - que, embora haja colocado o produto no mercado, o defeito inexiste; O fornecedor prova a inexistência do defeito Ex. pericia III - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. Ex. usou medicação de forma diferente como recomenda a bula ART 14 § 3° O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar: I - que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste; O sv foi prestado como contratado II - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. Ex: Produto estragado dentro do prazo de vencimento. O fabricante integra, inicialmente, a lide. Mas após perícia fica constatado que o produto estragou por mal acondicionamento. Pois o lojista desliga o sistema de refrigeração à noite para economizar energia elétrica. Gatos na energia elétrica AULA 9 PRESCRIÇÃO E DECADENCIA ART 26 E 27 Prescrição: é a maneira pela qual se dá a aquisição de um direito ou a liberação de uma obrigação, pela inação do titular do direito ou credor da obrigação, durante um lapso temporal previsto legalmente. Art. 27. Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço prevista na Seção II deste Capítulo, iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria. Aplicação: responsabilidade civil nas relações de consumo, conforme art 12 e 14 por fato do produto e serviço e por força do principio da especialidade. Logo, responsabilidade civil em espécie de consumo é quinquenal. DECADÊNCIA é a extinção de um direito por não ter sido exercido no prazo legal, ou seja, quando o sujeito não respeita o prazo fixado por lei para o exercício de seu direito, perde o direito de exercê-lo. Desta forma, nada mais é que a perda do própriodireito pela inércia de seu titular. Art. 26. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em: I - trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis; II - noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis.. Decadência - Obstaculização Lei 8.078 de 1990: Art. 26. (...) § 2° Obstam a decadência: I - a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa correspondente, que deve ser transmitida de forma inequívoca; § 3° Tratando-se de vício oculto, o prazo decadencial inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito. Não for possível identificar pela simples visualização ou Não provocar a impropriedade ou inadequação do bem de consumo (produto/serviço). O início da contagem do prazo do vicio oculto se inicia a partir do momento que fica evidente e fácil sua constatação . Sendo remetido, para os prazos de 30 ou 90 dias,(art 26) Ao obstar o prazo, o consumidor terá a seu favor a interrupção do mesmo quando ocorrer algum dano posterior. Para tanto, deverá utilizar o art. 18° § 1ª e 2º°do CDC, verbis: Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com as indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas. § 1º Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha: I - a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso; II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos; III - o abatimento proporcional do preço. § 2° Poderão as partes convencionar a redução ou ampliação do prazo previsto no parágrafo anterior, não podendo ser inferior a sete nem superior a cento e oitenta dias. Nos contratos de adesão, a cláusula de prazo deverá ser convencionada em separado, por meio de manifestação expressa do consumidor. Exemplo: Um consumidor adquire uma estação móvel (celular) em determinada data. Considerando que o mesmo é um produto durável, seu prazo para vícios aparentes ou de fácil constatação é de 90 dias. Da data da compra até o surgimento de um problema qualquer passaram-se 80 dias. O produto foi encaminhado por estar dentro da garantia legal de 90 dias. Durante este prazo em que ficou sob a guarda do fornecedor, tal prazo foi obstado (suspenso). Este foi devolvido com 20 dias sem problemas. Com a sua devolução, o prazo de garantia teve sua contagem reiniciada. Em relação ao produto, restam mais 10 dias. Já em relação ao serviço (criando novo direito), o prazo é de 90 dias. **atividade** Ailton de Farias propôs ação de responsabilidade civil em face do Banco Itaú, objetivando o ressarcimento de descontos de cobranças abusivas de tarifas, descontos indevidos, encargos e transferências não autorizados pelo correntista que, somados, ultrapassam mais de R$ 230.000,00. Ocorre que a ação em comento foi proposta em 06/09/2015 e a ciência inequívoca do dano ocorreu em 31/03/2014, conforme laudo contábil. O banco alega que os danos a serem eventualmente ressarcidos são de cinco anos para trás, a contar de 06/09/2015 e não de 31/03/2014. Como advogado de Ailton, quais seriam seus argumentos em sede de réplica. RESPOSTA: "O curso do prazo prescricional do direito de reclamar inicia-se somente quando o titular do direito subjetivo violado passa a conhecer o fato e a extensão de suas conseqüências, conforme o princípio da actio nata. o conhecimento do dano e de sua extensão somente foram possíveis com a elaboração do laudo atestando a ocorrência dos atos ilícitos e seu valores, não havendo falar, portanto, em prescrição Aula 10 - Aspectos Processuais, Penais e Administrativos Art. 83. Para a defesa dos direitos e interesses protegidos por este código são admissíveis todas as espécies de ações capazes de propiciar sua adequada e efetiva tutela. ( Aplicação do Princ, da instrumentalidade, podendo ser usado o CPC, lei de ação civil publica...) As tutelas provisórias estão entre o art 294 e 311 CDC Competência para propor ação de responsabilidade civil nas relações de consumo: domicilio do autor (art101,I) Infrações penais do CDC não excluem o CP ART 61,CDC e seguintes *ler* **ATIVIDADES** Devildo da Silva, um consumidor, recebe uma comunicação de dívida com possibilidade de negativação de seu CPF/MF. Após essa comunicação vem recebendo constantes telefonemas direcionados ao próprio. Inclusive no seu local de trabalho, com informações a terceiros (colegas de trabalho). Considerando os fatos como provados, como advogado de Devildo, quais seriam seus argumentos em uma ação de responsabilidade civil? Resp.: O consumidor não pode ter sua vida laborativa com intervenções de cobrança com ciência de terceiros. Tal conduta é tipificada como crime, nos termos do art. 71 do CDC, No sistema protetivo do consumidor: As cláusulas de eleição de foro beneficiando apenas o fornecedor são tidas por inexistentes. A respeito das infrações penais, O fornecedor que deixa de organizar dados fáticos, técnicos e científicos que dão base à publicidade pratica crime contra as relações de consumo. No tocante às infrações penais e administrativas elencadas no CDC, é correto afirmar que: Entre as circunstâncias agravantes aos crimes tipificados no Código, temos aquela cometida por pessoa cuja condição econômico-social seja manifestamente superior à da vítima. Acerca do objeto de estudo da criminologia, NÃO podemos afirmar que esta: Se dedica ao estudo do criminoso, tentando compreender as suas motivações; Está direcionada para a análise de fatos típicos, tais como tráfico de drogas, sequestros etc.; Tenta compreender qual o papel da vítima no processo de desenvolvimento do fato criminoso; Está completamente dissociada dos processos de criminalização, que tentam entender os motivos dos delinquentes. 2a Questão (Ref.:201803184836) Acerto: 1,0 / 1,0 "Mulher nigeriana condenada à morte por lapidação (apedrejamento). Acusada de adultério a nigeriana Safya Husseini só ainda não foi executada por estar grávida, o que vem movimentando várias entidades de direitos humanos em sua defesa". Analisando a punição que se pretendia aplicar à acusada, é correto afirmar que: a prática narrada na reportagem foi defendida por Beccaria durante o iluminismo, como forma de inibir futuros delitos A última vez que se teve notícias de tal prática foi ainda nas sociedades primitivas quando ainda vigorava a vingança pública A pena de lapidação jamais fora usada na Idade Média em razão das ideias iluministas que pregavam a humanização das penas nos séculos XVII e XVIII tornou-se comum o uso do corpo do condenado para demonstrar o poder do soberano num espetáculo de suplício em praça pública, sendo o caso narrado uma permanência destas práticas Durante a Idade Média é criado o Santo Ofício e a inquisição, tendo como finalidade a aplicação de penas mais brandas 3a Questão (Ref.:201803217957) Acerto: 1,0 / 1,0 Um jovem é preso ao ser pego pixando muros numa rua residencial, vindo a sofrer as duras penas da lei em atendimento ao modelo de Lei e Ordem, que visa reprimir crimes mais graves, o qual se assemelha à teoria dos substitutivos penais, criada por um dos adeptos da escola positivista. Com isto, é possível afirmar que para tais teorias: Já que o delito é sintoma de periculosidade, deve-se punir apenas as condutas mais graves e não asmais leves trat-se de ecemplos de penas alternativas A homossexualidade e o jogo eram permitidos, pois não ofereciam riscos deve-se buscar a prevenção do delito punindo condutas menos graves, porém, perigosas, como a mendicância o delito deve ser prevenido com educação, sendo usada a polícia em último caso Gabarito Coment. 4a Questão (Ref.:201803217974) Acerto: 1,0 / 1,0 Marcos, por ter praticado um furto é preso e condenado, tendo sua pena base aumentada em razão de uma valoração negativa sobre sua personalidade e conduta social, na forma do art. 59 do CP, por ser uma pessoa agressiva e de péssimo trato com os vizinhos. Segundo os estudos sobre o positivismo e suas permanências, marque a opção correta sobre este critério de aplicação de pena e sua atual análise segundo a criminologia É um resquício de um direito penal do autor, pois não está se julgando o fato, mas "quem é" o delinquente É um elemento do direito penal do fato, por isso influencia como o sujeito irá responder Em razão de sua personalidade, deveria se aplicar uma medida de segurança, por ser o agente considerado inimputável Tal medida está em sintonia com a Constituição, pois demonstra a maior periculosidade do agente Ainda que houvesse maus antecedentes, como inquéritos policiais em curso, tal medida seria válida e eficaz 5a Questão (Ref.:201803286589) Acerto: 1,0 / 1,0 Acerca da Escola de Chicago, podemos afirmar que esta: É uma teoria que traduz a ideia de que os espaços de exclusão não existem nas cidades brasileiras. Não dialoga com a ideia de ¿melhora¿ do ambiente das periferias; Operacionaliza a ideia de que o crime está em todas as áreas das cidades; Abre espaço para uma ideia preconceituosa sobre os ¿guetos¿ das cidades; 6a Questão (Ref.:201803217922) Acerto: 1,0 / 1,0 Pedro Paulo animado com o final de semana se dirige a "MICARETA dos NÃO-CARETAS" onde a cerveja é liberada, após percorrer os cinco primeiros quilômetros do percurso é surpreendido com a ausência de banheiro químico e uma súbita vontade de urinar, para tanto se esconde atrás de uma árvore e quando está prestes a se ¿aliviar¿ é abordado por um policial que o conduz à Delegacia de Polícia mais próxima. Após a análise do caso acima, assinale a alternativa correta: A criminologia não serve de referência teórica para a implementação de estratégias de políticas criminais, que são métodos utilizados pelo poder público no controle da criminalidade dissociados de estudos criminológicos A criminologia serve de referência teórica para a implementação de estratégias de políticas criminais, que são métodos utilizados pelo poder público no controle da criminalidade, assim a maior disponibilização de banheiros químicos poderia evitar o cometimento da conduta contrária ao direito Como a criminologia estuda apenas a situação da vítima, não há interesse, pois o sujeito passivo deste delito é a coletividade No caso em tela a criminologia não poderia ser utilizada, pois a conduta de Pedro Paulo já foi valorada pelo Direito Penal A questão diz respeito à caracterização do crime de Ato Obsceno preceituado no artigo 233 do Código Penal, sendo exclusivamente analisada no âmbito jurídico penal e embasada no princípio da Legalidade 7a Questão (Ref.:201803218582) Acerto: 1,0 / 1,0 Essa teoria desmistifica o conceito de que, por vivermos numa democracia, as leis produzidas e as decisões tomadas por nossos governantes são a princípio legítimas, por representarem a vontade e os interesses do povo. Acreditar em tal premissa seria no mínimo ingenuidade. Isso se dá principalmente pelo fato de que quem se encontra no poder, lá deseja permanecer e porque camadas marginais sempre foram um incômodo. Assim, verifica-se uma relação de conflito permanente, onde a lei e a pena seria tão-somente um novo grau deste mesmo conflito de poder, onde as autoridades agem mediante a criação, interpretação e aplicação coativa das normas. Tal assertiva se aplica a que teoria? Teoria do Conflito Teoria Ecológica Positivismo Teoria do Processo Social Teoria do Etiquetamento 8a Questão (Ref.:201803620148) Acerto: 1,0 / 1,0 Segundo esta teoria a ordem social é formada por um mosaico de grupos e subgrupos, os quais possuem seus próprios códigos de valores, que nem sempre coincidem com os demais, sendo o crime não o produto de desorganização ou falta de valores, mas reflexo de valores distintos Teoria do Consenso Teoria Subjetiva Teoria Social Teoria Subcultural Teoria Positivista 9a Questão (Ref.:201803620233) Acerto: 1,0 / 1,0 O crime é um hábito adquirido, uma resposta a situações reais que o sujeito aprende com o contato com valores, atitudes e pautas de condutas criminais no curso de processos de interação com seus semelhantes, dependendo do grau de intimidade dos contatos e sua frequência. Esse conceito se refere à: Teoria da Anomia. Teoria da aprendizagem social ou associação diferencial. Teoria Subcultural Teoria do Conflito. Teoria Positivista. 10a Questão (Ref.:201803185174) Acerto: 1,0 / 1,0 Segundo as aulas ministradas sobre a teoria do etiquetamento, marque a opção que demonstre uma das consequências causadas pelo direiito penal quando aplicado segundo esta teoria. A manutenção da ordem A rotulação e exclusão social do condenado manutenção da vigência da norma penal A ressocialização do indivíduo lesão à dignidade da pessoa humana, em qualquer caso