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VINNÍCIUS MACHADO – AKA PINTO Fisiologia do sistema circulatório A circulação é dividida em duas, sistêmica (que leva sangue rico em oxigênio para o corpo) e pulmonar (que leva sangue rico em CO2 para o pulmão). Essas circulações ocorrem simultaneamente, de modo que o sangue rico em CO2 chega no Átrio direito, é bombeado para o Ventrículo direito e daí vai para o pulmão onde ocorre a troca gasosa. Saí do pulmão pelas veias pulmonares, já oxigenado e chega no Átrio esquerdo é bombeado para o Ventrículo esquerdo e vai par a aorta de onde é distribuído para o resto do corpo. É importante falar que a pressão sanguínea é maior na circulação sistêmica já que há a resistência dos capilares que necessita ser vencida para que o sangue possa chegar nas partes mais distais do corpo. Já na circulação pulmonar não há necessidade de tanta força logo ela pé menor. 3 princípios que governam todas as funções do sistema: 1. O fluxo sanguíneo para cada tecido do corpo é quase sempre controlado com precisão diante das necessidades do tecido; 2. O débito cardíaco (= volume de sangue ejetado pelos ventrículos a cada minuto x frequência cardíaca) é controlado sobre tudo pela soma de todos os fluxos locais dos tecidos. 3. Em geral, a pressão sanguínea é controlada independentemente do controle do fluxo sanguíneo local ou do controle do débito cardíaco. O fluxo de sangue por um vaso cardíaco é inteiramente determinado por dois fatores: VINNÍCIUS MACHADO – AKA PINTO 1. A diferença da pressão entre as duas extremidades do vaso, que é a força que empurra o sangue por ele; 2. O impedimento ao fluxo sanguíneo ao longo do mesmo, que é chamado de resistência vascular. Logo pode se calcular o fluxo sanguíneo pela lei de Ohm que diz: o fluxo sanguíneo é diretamente proporcional à diferença da pressão, mas inversamente proporcional à resistência. 𝐹 = 𝛥𝑃 𝑅 𝑜𝑢 𝛥𝑃 = 𝐹𝑥𝑅 𝑜𝑢 𝑅 = 𝛥𝑃 𝐹 Logo podemos ter a quantidade de sangue que passa em um dado ponto na circulação num dado período de tempo. Pressão sanguínea é a força exercida pelo sangue sobre qualquer unidade de área da parede do vaso. A Lei de Poiseuille descobriu que o fluxo é proporcional a quarta potência do diâmetro pela seguinte formula: 𝐹 = 𝜋𝛥𝑃𝑟4 8𝜂𝑙 F = fluxo ΔP = variante de pressão r = raio η = viscosidade do fluido l = comprimento do tubo Quanto maior a viscosidade do sangue menor o fluxo desde que os outros valores se mantenham, já que são as hemácias que fazem com que a viscosidade do sangue seja 3 vezes maior que a da água. Complacência ou capacitância vascular é a quantidade total de sangue que pode ser armazenada numa dada porção da circulação para cada mmHg de elevação da pressão. 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑙𝑎𝑐𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑣𝑎𝑠𝑐𝑢𝑙𝑎𝑟 = 𝑎𝑢𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑜 𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 𝑎𝑢𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑎 𝑝𝑟𝑒𝑠𝑠ã𝑜 VINNÍCIUS MACHADO – AKA PINTO A complacência de uma veia é cerca de 24 vezes a de sua artéria correspondente já que elas recebem sangue em alta pressão do ventrículo e assim o sistema pode continuar funcionando. A capacidade das grandes artérias de acomodar o sangue do volume sistólico, o volume ejetado e, depois, voltar para o volume inicial, é fundamental para manter o relaxamento do ventrículo. A complacência arterial é um mecanismo muito importante para a manutenção deste estado. Arteriosclerose é o processo degenerativo de endurecimento das paredes arteriais que resulta em um endurecimento e espessamento. Veias tem a capacidade de armazenar sangue e torná-lo disponível quando necessários. A pressão venosa central (pressão do átrio direto) é regulada pela capacidade de o coração bombear sangue para fora do átrio direito e a tendência do sangue fluir dos vasos periféricas de volta para o átrio direto. Para trazer o sangue de volta dos membros foi necessário se desenvolver um sistema de válvulas que são abas nas paredes internas das veias. Elas impedem que o sangue venoso retorne para os tecidos ao invés de irem para o coração. O fluxo de sangue que ocorre da metarteríola pelos capilares e para a vênula pós- capilar é chamado de microcirculação. Quando o sangue chega nos capilares ele se depara com muitos mais poros do que nas veias maiores, logo é natural que o plasma sanguíneo se infiltre em direção ao tecido intersticial, formando assim o líquido intersticial, e a maioria não retorna por reabsorção, logo se necessita de uma estrutura que faça isso. Esse é o sistema linfático, ele drena esse liquido do corpo inteiro e o leva para as veias subclávia e jugular interna VINNÍCIUS MACHADO – AKA PINTO onde esse liquido com algumas poucas proteínas retornam a corrente sanguínea. Há também válvulas no sistema linfático para manter a linfa em movimento. As quatro forças que determinam o movimento do líquido através da membrana capilar são chamadas de forças de Starling De acordo com a equação de Starling, o movimento do fluido depende de seis variáveis: 1. Pressão hidrostática capilar (Pc) 2. Pressão hidrostática intersticial (Pi) 3. Coeficiente de reflexão, (R), um valor que é índice da eficácia da parede capilar para impedir a passagem de proteínas e que, em condições normais, se admite que é igual a 1, o que significa que é totalmente impermeável às mesmas e em situações patológicas inferior a 1, até alcançar o valor 0 quando pode ser atravessado por elas sem dificuldade. 4. Pressão oncótica capilar (πc) 5. Pressão oncótica intersticial (πi) 6. Coeficiente de filtração (Kf), expressa a permeabilidade da parede capilar para os líquidos VINNÍCIUS MACHADO – AKA PINTO Os musculos são formados por celulas especiais chamadas de miocitos que possuem uma mebrana que com um adicionalde material polissacaridico e com dinas fibras de colageno. A célula muscular estriada apresenta, no seu citoplasma, pacotes de finíssimas fibras contráteis, as miofibrilas, dispostas longitudinalmente. Cada miofibrila corresponde a um conjunto de dois tipos principais de proteínas: as miosina, espessas, e as actinas, finas. Esses proteínas estão organizados de tal modo que originam bandas transversais, claras e escuras, características das células musculares estriadas, tanto as esqueléticas como as cardíacas. Essas miofibrilas estão suspensas em uma matriz chamada sarcoplasma com diverso ions e enzimas, alem de inumeras mitocondrias. Na contração das fibras musculares esqueléticas, ocorre o encurtamento dos sarcômeros: os filamentos de actina “deslizam” sobre os de miosina, graças a certos pontos de união que se formam entre esses dois filamentos, levando á formação da actomiosina. Para esse deslizamento acontecer, há a participação de grande quantidade de dois elementos importantes : íons Ca ++ e ATP. Nesse caso cabe à molécula de miosina o papel de “quebrar” (hidrolisar) o ATP, liberando a energia necessária para a ocorrência de contração. As miofibrilas são envoltas por reticulos sarcoplasmatico que armazenam liquidos e ions para a contração muscular. Nas estremidades dilatadas exitem as chamadas cisternas terminais que fazem contato com os tubulos t (invaginações do sarcolema) um tubulo T + as duas cistenas a sua volta são chamados de triade. VINNÍCIUS MACHADO – AKA PINTO As microfibrilas se dividem em sarcomeros que são aglumerados de filamentos frossos e finos. Os filamentos se sobrepõe um sobre o outro na proporção de 2 finos: 1 grosso nas regiões de sobreposição. Os sarcomeros são separados por linhas Z proteicas.Contração: VINNÍCIUS MACHADO – AKA PINTO Quanto maior for o número de pontes cruzadas tracionando os filamentos de actina,maior será a força da contração. A fibra muscular esquelética é tão grossa que os potenciais de ação que se propagam ao longo de sua membrana superficial não chegam a causar qualquer fluxo de corrente na profundidade dessa fibra. As fibras musculares cardíacas são organizadas como uma treliça, as fibras se dividindo, se recombinando e, então separando-se novamente. As fibras musculares cardíacas são formadas por muitas células individuais conectadas em série entre si. Existem gap junctions entre as células. Com isso, os íons se movem com facilidade ao longo do eixo longitudinal das fibras musculares cardíacas, e os potenciais de ação transportam-se de uma célula cardíaca para outra, passando pelos discos intercalares com dificuldade mínima. Portanto, o músculo cardíaco é um sincício de muitas células musculares cardíacas. Exitem dois sincicios um atrial e um ventricular. Os átrios estão separados dos ventrículos pelo tecido fibroso que circunda os orifícios valvulares entre os átrios e os ventrículos. Normalmente, os potenciais de ação podem ser conduzidos do sincício atrial para o sincício ventricular somente por meio de um sistema de condução especializado, o feixe atrioventricular (AV). Essa divisão em dois sincícios funcionais faz com que os átrios se contraiam um pouco antes da contração ventricular. O potencial de repouso da membrana do músculo cardíaco normal é de, aproximadamente, -85 a -95 mV e -90 a -100 mV nas fibras condutoras especializadas, as fibras de Purkinje. Potencial de ação em uma fibra: 1. Depolarização: quando uma fibra do coração chega no limiar do seu potencial os canais rápidos de sódio controlados por voltagem se abrem, com isso o sódio entra, pois, o citosol das fibras é mais negativo que o liquido intersticial, fora a concentração que também é maio no liquido. Com isso há uma grande entrada de sódio e causa uma despolarização rápida, e rapidamente os canais se inativam e o influxo para. 2. Platô: é um período de despolarização contínua. Pois há a abertura de canais lentos de cálcio controlados por voltagem no sarcolema. Ele faz o mesmo caminho do sódio e pelos mesmos motivos e ele provoca a contração. O influxo de cálcio entra VINNÍCIUS MACHADO – AKA PINTO em equilíbrio com fluxo de potássio que sai da fibra contrátil, e isso amntem a despolarização. 3. Repolarização: depois de um tempo relativamente longo os canais potássio controlados por voltagem se abrem e o efluxo de potássio reestabelece o potencial de membrana junto com o fechamento dos canais de cálcio. Tudo é igual ao músculo esquelético, exceto: 1. Além dos íons cálcio liberados no sarcoplasma, a partir das cisternas do retículo sarcoplasmático (RS), grandes quantidades adicionais de cálcio também se difundem para o sarcoplasma a partir dos túbulos T, durante o potencial de ação. 2. O RS do músculo cardíaco é menos desenvolvido que o do músculo esquelético e não armazena quantidades suficientes de cálcio para uma total contração muscular, esse é o fato que leva a entrada de cálcio pelos túbulos T. 3. O RS do músculo cardíaco é menos desenvolvido que o do músculo esquelético e não armazena quantidades suficientes de cálcio para uma total contração muscular, esse é o fato que leva a entrada de cálcio pelos túbulos T. 4. O diâmetro dos túbulos T no músculo cardíaco é cinco vezes maior que a do músculo esquelético, conferindo assim um volume cerca de 25 vezes maior. Despolarização Repolarização Período refratário Contração VINNÍCIUS MACHADO – AKA PINTO 5. Além disso, a membrana do túbulo T é revertida por mucopolissacarídeos carregados negativamente mantendo desta forma os íons cálcios sempre disponíveis para difusão para o sarcoplasma. Função dos átrios como bombas de reforço: O sangue normalmente flui continuamente das grandes veias para os átrios. Aproximadamente 75% do sangue fluem diretamente dos átrios para os ventrículos antes mesmo que os átrios se contraiam. A contração atrial normalmente faz com que ocorra um enchimento adicional dos ventrículos de cerca de 25%. Desta forma, os átrios funcionam basicamente como bombas de reforço. Quando os átrios deixam de funcionar, a diferença pode não ser percebida, a menos que a pessoa esteja se exercitando. Durante a diástole, o enchimento ventricular aumenta o volume de cada ventrículo até 110 a 120 ml. Esse volume é conhecido como volume diastólico final. À medida que os ventrículos se esvaziam durante a sístole, esse volume decresce cerca de 70 ml, o que é denominado débito sistólico. A fração do volume diastólico final que é ejetada denomina-se fração VINNÍCIUS MACHADO – AKA PINTO de ejeção, em geral em torno de 60%. O volume remanescente em cada ventrículo, cerca de 40 a 50 ml, é denominado volume sistólico final. • Função das Válvulas As válvulas atrioventriculares A-V (válvulas tricúspide e mitral) impedem o retorno do sangue dos ventrículos para os átrios durante a sístole, e as válvulas semilunares (aórtica e pulmonar) impedem o retorno do sangue das artérias aorta e pulmonares para os ventrículos durante a diástole. Todas essas válvulas, fecham e abrem passivamente. Regulação intrínseca da bomba cardíaca –O mecanismo de Frank-Starling O mecanismo de Frank-Starling significa que quanto maior for o estiramento do músculo cardíaco durante o enchimento, maior será a força de contração e a quantidade de sangue bombeada para a aorta. Ou seja, dentro de limites fisiológicos, o coração bombeará todo o sangue que a ele aportar sem permitir que ocorra excesso de sangue nas veias. Excitação do coração: VINNÍCIUS MACHADO – AKA PINTO