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PROJETO PEDAGÓGICO DIA DO ÍNDIO – 19 DE ABRIL Alunos atendidos: Maternal, Pré I, Pré II. Período: Abril Duração: 5 dias Todo dia é dia de índio? Sim, pois não adianta somente lembrar dos índios apenas um dia. Eles fazem parte de nossa história e têm muito a nos ensinar. Mas, justamente por serem importantes, foi reservada uma data no calendário anual para comemorar o Dia do Índio, que é 19 de abril. Quer saber porque esse dia? Bem, é que nessa data, no ano de 1940, foi realizado o I Congresso Indígena da América Latina, no México, com objetivo de divulgar a cultura indígena em toda a América e também para que os governos criassem normas em relação à qualidade de vida dos povos indígenas, que ainda sofriam com a discriminação do homem branco. (smartkids.com.br) Justificativa: Segundo os PCN's, é preciso que o aluno conheça e valorize a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais. O Dia do Índio é um resgate a nossa história e das nossas raízes. O tema oportuniza o aluno perceber-se outros Grupos sociais, auxiliando-o na Construção da sua identidade, na atuação como o outro grupo na vida social, na Preservação do Meio Ambiente em que vive e na construção de valores. Objetivos: Conhecer a cultura, o vestuário, a alimentação, a habitação e os utensílios indígenas; Despertar na criança o respeito a cultura indígena; Refletir e valorizar a pluralidade cultural que existe no Brasil; Estimular a comemoração do dia do índio; Estimular a criatividade. Desenvolvimento: Contação de História sobre os índios; Exposição das comidas típicas dos índios; Pesquisa sobre as brincadeiras criadas pelos índios; Audição das músicas que representam os índios; Confecção de um mural pela turminha; Cartaz com imagens de crianças indígenas; Desenhos livres sobre os índios; Montagem da Oca na sala de aula; Pintura no rosto das crianças; Confecção de Máscaras para dramatizações; Atividades diversificadas sobre o tema com: recortes, colagens e montagens com objetos; Confecção dos adereços dos índios (cocar, chocalho, arco e flecha); Confecção de lembrancinhas para a turma; Atividades: Hora da conversa: Como vive o índio da floresta? Como é a casa desse índio? O que eles comem na floresta? Qual o meio de transporte mais utilizado? Eles usam roupas? É claro que o índio que vemos pelas ruas nos dias de hoje usam roupas, alguns compram sua comida. (OBS: Nesse ponto deixar claro a existência e diferenciação do índio que vive na área urbana, do índio que ainda vive na floresta em respeito a sua cultura enraizada.) Mas como vivem os índios da floresta brasileira? Do que se alimentam? Onde vivem? Onde dormem? Como é a moradia do índio da floresta? E a sua dedicação a preservação do meio ambiente. Sugestões de recursos textuais, musicais e audiovisuais: Estória infantil: O indiozinho e o jacaré; Músicas: Índio da floresta; 1,2,3 indiozinhos; Brincar de índio, Índio do senhor; Dia do índio; Textos: Índio; Vida de índio; Vídeos: Disney Desenhos - O Pequeno Hiawatha; Indiozinhos - Bob Zoom; Midinho - A Porta Estreita; Curta metragem de animação: Ilya e o fogo, de Caetano Curi; Curta metragem de animação: Brincando na Aldeia, da Animazul (2006); Áudio musical com imagens de índios brasileiros em seu habitat natural Amazonas – Índios do Brasil, postado no canal do YouTube Mundiverso. Confecções artesanais: Moradia, alimentação, brinquedos, pinturas corporais, vestimentas e utensílios indígenas. Identidade: E se eu fosse um índio.... Pintar o rosto na foto, colocar o cocar, tudo do seu jeitinho! Vamos cantar e dançar - Confeccionar instrumento musical - chocalho com material reciclado - Siga o passo a passo: Índio com dobradura e canoa com palito de picolé: O índio que vive na floresta não tem farmácia... como cuidam dos doentes? Vamos aprender o que são Ervas Medicinais. Do que se alimentam? - Fazer um piquenique com a turma de alimentos saudáveis - frutas! Fazer junto com as crianças uma oca de papelão: Sugestões para culminância: Exposição da cultura indígena: Alimentos, vestes, utensílios para caça e pesca, moradia (apresentados e/ou produzidos em sala.); Pintura corporal; Brincadeiras indígenas; Apresentação de dança com canções indígenas; Convidar um índio à escola para apresentar-se aos alunos e falar sobre sua cultura; Lembrancinhas. Avaliação: A avaliação será analisada através da participação das crianças, bem como suas produções artísticas e desenvoltura em sala de aula. Quando a última árvore tiver caído, Quando o último rio tiver secado, Quando o último peixe for pescado, Vocês vão entender que dinheiro não se come. PROVÉRBIO INDÍGENA. ANEXOS: Estória infantil: O INDIOZINHO E O JACARÉ LÍVIA ALENCAR Era uma vez um indiozinho muito brincalhão e corajoso que se chamava Cauê. Como todos os curumins, Cauê adorava brincar com pião, peteca, e também de pique-esconde, pega-pega, e muitas outras brincadeiras… era super divertido se reunir com seus amigos e passar quase o dia todo brincando e explorando a mata! Aliás, Cauê adorava andar pela mata e ver tantos bichos diferentes: anta, sapo, jabuti, tucano, arara, mico-leão-dourado, onça, cobra… Cauê dizia que não tinha medo de nada e que podia até mesmo enfrentar uma sucuri se um dia desse de frente com uma. Mas todo mundo tem medo de alguma coisa, não é? Só que às vezes a gente não quer admitir, e com Cauê também era assim… ele não dizia pra ninguém, mas cada vez que ouvia um índio contando que havia enfrentado um jacaré, ele tremia todo por dentro. Cauê não podia nem se imaginar dando de cara com um jacaré… aquela boca gigantesca cheia de dentes enormes e pontudos… ai, que arrepio! Certo dia, os amigos de Cauê o chamaram para dar uma volta de canoa no rio e pescar, e era justo um rio onde ele sabia que tinha muito jacaré… – Vamos lá, maninho, vai ser chibata! – Sabe, é que eu tenho que ir logo pra casa… a mamãe pediu minha ajuda pra fazer farinha… – O que foi, mano? Tá com medo? Cauê não podia deixar seus amigos achando que ele tinha medo de jacaré, pois ele era considerado um dos curumins mais corajosos entre eles, então ele foi. Subiram todos na canoa – eram dez indiozinhos ao todo. O sol estava forte e o rio estava calmo, sem banzeiro. Foram remando rio abaixo e todos estavam muito animados – menos Cauê, que olhava apreensivo para um lado e para o outro, atento a qualquer sinal de jacaré. Então eles pararam no meio do rio para pescar e cada um lançou sua linhada na água. Tudo estava indo bem até que, DE REPENTE… Cauê foi o primeiro a ver aqueles olhos horripilantes aparecendo por cima da água e se aproximando da canoa! – Jacaréeeeeeeeeee!!! Foi o maior alvoroço! Os indiozinhos começaram a remar desesperados em direção à beirada. O desespero foi tão grande que a canoa quase – QUASE – virou! O jacaré, que estava faminto e doido para almoçar um indiozinho, abriu o seu bocão e nadou rapidamente atrás deles. “Hum, hoje eu vou encher a minha pança com uns três indiozinhos!”, pensava o jacaré. E quando ele estava quase alcançando a canoa… apareceu Ubiratã, o índio mais maceta e temido de toda a tribo, que já havia lutado com muitos jacarés, e que era muito famoso e conhecido entre os jacarés. Esse jacaré já havia ouvido falar muito de Ubiratã e, quando viu que ele se aproximava para enfrentá-lo, achou que não valia a pena lutar com ele e que era melhor matar sua fome com uns peixes… então ele se virou e foi embora. Quando viram o jacaré indo embora, os indiozinhos suspiraram aliviados e fizeram a maior festa! – Ubiratã, ainda bem que você apareceu! Você nos salvou do jacaré! Cauê era quem estava mais aliviado, claro, e decidiu, daquele dia em diante, tomar muito cuidadoe não ir nadar ou pescar onde ele sabia que era perigoso, só porque seus amigos estavam chamando. Afinal, certos medos são bons e servem para proteger a gente, não é mesmo? PIM PIM RI RI PIM PIM, ESSA HISTÓRIA CHEGOU AO FIM! Dicas: Depois de contar essa história, aproveite para trabalhar com as crianças os seguintes elementos: brincadeiras tradicionais, animais típicos, comidas da Amazônia, costumes e expressões utilizados por lá. Você ainda pode adaptar a história, mudar o final dela ou mesmo pedir para as crianças inventarem um final diferente. Fique à vontade para usar sua imaginação e inovar. Termos utilizados na história: CURUMIM = Criança. MANO / MANINHO / MANA / MANINHA = Expressões de tratamento comuns entre as pessoas no Amazonas. CHIBATA = Bom demais. BANZEIRO = Pequena onda no rio. LINHADA = Linha de pesca. MACETA = Forte. Textos: Músicas: O Índio do Senhor Cristina Mel O índio está fazendo festa lá no meio da floresta Acendeu uma fogueira e guardou o arco e flecha Na oca, que era tão escura, Podemos ver brilhar a luz O coração que era sem dono Tem um dono, agora é Jesus! E batendo seu tambor, batendo seu tambor O índio na tribo adora ao salvador E batendo seu tambor, batendo seu tambor O índio canta: “Jesus é o senhor!” Ooh, oh, oh, oh, oh, oh. O índio adora ao senhor! Ooh, oh, oh, oh, oh, oh. O índio adora ao salvador! O índio quer pintar o rosto E no cabelo fazer trança Agora ele está feliz Pois no coração tem esperança Acendeu uma fogueira E guardou o arco e flecha O índio está fazendo a festa Lá no meio da floresta Uh, uh, uh, uh, uh, uh, uh... Brincadeiras indígenas: 1. A CORRIDA DO SACI Trace uma linha na terra ou na areia para definir o local de largada e outra, a uns 100 metros de distância, para definir a meta a ser atingida. O participante deverá correr em um só pé, sem poder trocar durante a corrida. Quem conseguir ultrapassar a linha da meta ou chegar mais longe é o vencedor. 2. O GAVIÃO E OS PASSARINHOS O participante que propôs a brincadeira ganha o papel de gavião. O gavião desenha na areia uma grande árvore, cheia de galhos. As demais crianças são os passarinhos. Cada uma delas escolhe um galho e senta-se lá. Depois de todos acomodados em seus galhos, o gavião sai à caça dos passarinhos, que deverão sair de seus ninhos batendo os pés no chão e cantando para provocar o bicho, que vai avançando lentamente. Já bem perto do grupo, o predador dá um pulo em direção aos pássaros, que deverão fazer várias manobras para distraí-lo. Quando um dos passarinhos for capturado, ele deverá ficar em um refúgio escolhido pelo gavião. Ganha a brincadeira o último participante capturado. 3. PEIXE PACU Um participante é escolhido para ser o pescador, enquanto os demais deverão formar uma fila que deverá se mexer feito uma serpente. O pescador corre ao longo da fila para tentar tocar o último jogador com uma vara ou um pedaço de pau, que representa a vara de pescar, evitando ser impedindo pelos outros jogadores. 4. MANGÁ, TOBDAÉ (Peteca indígena) Essa brincadeira é feita com peteca, mas o modo de brincar dos indígenas tem certa semelhança com a nossa “queimada”, sendo jogada com quatro ou seis petecas ao mesmo tempo e com dois jogadores por vez. Ao sinal do coordenador, os dois jogadores arremessam as petecas na direção do outro com a intenção de atingi-lo e, ao mesmo tempo, evitar ser atingido por ele. Quem foi atingido pelas petecas, sai do jogo, cedendo o lugar para outro participante. Ganha quem ficar mais tempo na brincadeira sem ser atingido. 5. ÍNDIO VIVO/ÍNDIO MORTO Quando o professor der a ordem VIVO, as crianças devem estar de pé, MORTO, as crianças devem abaixar-se. Ao decorrer da brincadeira vai-se aumentando a intensidade, ficando cada vez mais rápido. 6. DANÇA DA CHUVA Faz-se uma roda onde as crianças devem pular e dançar em círculos, fazendo o barulho com a boca, uh uh uh .... 7. PASSEIO NA FLORESTA O professor leva ás crianças a um passeio em volta da escola usando a criatividade para criar situações para que as crianças imitem o índio na floresta. 8. PESCARIA Utilizando uma bacia com água ou uma caixa forrada com TNT azul, simbolizando a água, peixes e uma vara improvisada (feito de materiais resistentes á agua) , organize uma pescaria com os alunos.