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SCHUMPETER
A Teoria do 
Desenvolvimento 
Econômico
"O mercado monetário é o coração do 
organismo capitalista, o processo de 
inovação empresarial, seu cérebro.”
Joseph Alois Schumpeter 1883 - 1950
Nascido no extinto Império Austro-húngaro na 
primeira metade do séc. XIX, coincidentemente 
no mesmo ano da morte de Karl Marx e do 
nascimento de Jonh M. Keynes, é considerado 
um dos economistas mais importantes da 
história, sobretudo por suas contribuições na 
teoria do crescimento econômico, democracia, 
estratégias empresariais e história econômica.
O Fluxo Circular da Vida Econômica
● A teoria do capítulo I descreve a vida econômica do ponto de vista do fluxo 
circular, correndo essencialmente pelos mesmos canais, ano após ano - 
semelhantemente à circulação do Sangue num organismo animal. p.45
O Desenvolvimento Econômico
● A posição do estado ideal de equilíbrio do sistema econômico, nunca 
atingido, pelo qual continuamente se “luta”, muda porque os dados 
mudam.” p.46
● Essa ocorrência de mudança “revolucionária” é justamente o nosso 
problema, o problema do desenvolvimento econômico num sentido muito 
estreito e formal. p.46
O Desenvolvimento Econômico
● Entenderemos por “desenvolvimento”, portanto, apenas as mudanças da 
vida econômica que não lhe forem imposta de fora, mas que surjam de 
dentro, por sua própria iniciativa. p.47
● Nem será designado aqui como um processo de desenvolvimento o mero 
crescimento da economia, demonstrado pelo crescimento da população e da 
riqueza. Pois isso não suscita nenhum fenômeno qualitativamente novo, mas 
apenas processos de adaptação da mesma espécie que as mudanças nos 
dados naturais. p.47
O Desenvolvimento Econômico
● O desenvolvimento, no sentido em que o tomamos, é um fenômeno distinto, 
inteiramente estranho ao que pode ser observado no fluxo circular ou na 
tendência para o equilíbrio. É uma mudança espontânea e descontínua nos 
canais do fluxo, perturbação do equilíbrio, que altera e desloca para sempre 
o estado de equilíbrio previamente existente. Nossa teoria do 
desenvolvimento não é nada mais que um modo de tratar esse fenômeno e 
os processos a ele inerentes. p.47
O Desenvolvimento Econômico
● Certamente devemos sempre começar da satisfação das necessidades, uma 
vez que são o fim de toda produção, e a situação econômica dada em 
qualquer momento deve ser entendida a partir desse aspecto. p.48
● No entanto as inovações no sistema econômico não aparecem, via de regra, 
de tal maneira que primeiramente as novas necessidades surgem 
espontaneamente nos consumidores e então o aparato produtivo se modifica 
sob sua pressão. p.48
O Desenvolvimento Econômico
Entretanto, é o produtor que, via de 
regra, inicia a mudança econômica, e 
os consumidores são educados por 
ele, se necessário; são, por assim 
dizer, ensinados a querer coisas 
novas, ou coisas que diferem em um 
aspecto ou outro daquelas que 
tinham o hábito de usar. p. 48
Inovação
O conceito Schumpeteriano.
Inovação
● Produzir outras coisas, ou as mesmas coisas com método diferente, significa 
combinar diferentemente esses materiais e forças. p. 48
● O desenvolvimento, no sentido que lhe damos, é definido então pela 
realização de novas combinações. p. 48
Inovação
Esse conceito engloba os cinco casos seguintes:
1. Introdução de um novo bem;
2. Introdução de um novo método de produção;
3. Abertura de um novo mercado;
4. Conquista de uma nova fonte de oferta de matérias-primas ou de bens 
semimanufaturados; 
5. Estabelecimento de uma nova organização de qualquer indústria. p.48
O Empresário 
Empreendedor.
O Empresário Empreendedor.
● Mas, qualquer que seja o tipo, alguém só é um empresário quando 
efetivamente “levar a cabo novas combinações”, e perde esse caráter assim 
que tiver montado o seu negócio, quando dedicar-se a dirigi-lo, como outras 
pessoas dirigem seus negócios. p.56
● Portanto, a realização de combinações novas é ainda uma função especial, e 
o privilégio de um tipo de pessoa que é muito menos numeroso do que todos 
os que têm a possibilidade “objetiva” de fazê-lo. p.58
O Empresário Empreendedor.
● Enquanto não forem levadas à prática, as invenções são economicamente 
irrelevantes. p. 62
● E levar a efeito qualquer melhoramento é uma tarefa inteiramente diferente 
da sua invenção, e uma tarefa, ademais, que requer tipos de aptidão 
inteiramente diferentes. p.62
O Empresário Empreendedor.
Inovações estão associadas sempre com o surgimento de lideranças de novos 
homens. Portanto, o esquema é: 
inovação = novas fimas = novos homens.
Inovação e crédito
Inovação e crédito
● O ponto culminante do pensamento de Schumpeter vem agora: a conexão 
entre inovação e o papel do crédito e dos bancos.
● A teoria bancária de Schumpeter pode ser posta numa frase: o que os 
bancos, na essência, financiam são inovações.
Inovação e crédito
● O crédito serve ao desenvolvimento industrial. p. 71
● (o empresário) só pode tornar-se empresário ao tornar-se previamente um 
devedor. p.72
Inovação e crédito
● Não faz parte da natureza econômica de nenhum indivíduo que deva 
contrair empréstimos para o consumo nem da natureza de nenhum 
processo produtivo que os participantes devam incorrer em dívidas para o 
propósito de seu consumo. p. 72
● Apenas o empresário então, em princípio, precisa de crédito; este só cumpre 
um papel fundamental para o desenvolvimento industrial, ou seja, um papel 
cujo exame é essencial para compreensão de todo o processo. p.73
O Ciclo Econômico
O Ciclo Econômico
O Ciclo Econômico
● O boom termina e a depressão começa após a passagem do tempo que deve 
transcorrer antes que os produtos dos novos empreendimentos possam 
aparecer no mercado. E um novo boom se sucede à depressão, quando o 
processo de reabsorção das inovações estiver terminado. p. 142
● O efeito do aparecimento de novos empreendimentos en masse sobre as 
empresas antigas e sobre a situação econômica estabelecida, tendo em 
consideração o fato estabelecido no capítulo II de que, em regra, o novo não 
nasce do velho, mas aparece ao lado deste e o elimina na concorrência, é o 
de mudar de tal modo todas as condições que se torna necessário um 
processo especial de adaptação. p. 143
O Ciclo Econômico
● É fato comprovado que o sistema econômico não anda sempre para a frente 
de modo contínuo e sem tropeços. p. 144
● Os movimentos contrários não apenas entravam o desenvolvimento, mas 
põem-lhe um fim. p. 144
● Os empresários não podem saltar a fase dos contratempos e deixar os seus 
planos intactos para a próxima fase de desenvolvimento, e tampouco a 
explicação científica pode fazê-lo sem perder completamente o contato com 
a realidade. p.144
O Ciclo Econômico
● A descoberta decisiva, que resolveu a nossa questão e ao mesmo tempo pôs o 
nosso problema em bases um tanto diferentes, consistiu em estabelecer o 
fato de que há, de qualquer modo, alguns tipos de crises, que são elementos 
ou, pelo menos, componentes regulares, se não necessários, de um 
movimento em forma de onda que alterna períodos de prosperidade e 
depressão, que têm permeado a vida econômica desde o início da era 
capitalista. p. 148
O Ciclo Econômico
● Aquela pergunta pode agora ser formulada da seguinte maneira: por que é 
que o desenvolvimento econômico, como o definimos, não avança 
uniformemente como cresce uma árvore, mas, por assim dizer,
● A resposta não pode ser mais curta e precisa: exclusivamente porque as 
combinações novas não são, como se poderia esperar segundo os princípios 
gerais de probabilidade, distribuídas uniformemente através do tempo — de 
tal modo que intervalos de tempo iguais pudessem ser escolhidos, a cada um 
dos quais caberia a realização de uma combinaçãonova — mas aparecem, se 
é que o fazem, descontinuamente, em grupos ou bandos. p. 148
O Ciclo Econômico
● O boom cria por si mesmo uma situação objetiva que, mesmo deixando de 
lado todos os elementos acessórios e fortuitos, dá fim ao boom, facilmente 
conduz a uma crise, necessariamente a uma depressão e assim a uma 
posição temporária de relativa fixidez e ausência de desenvolvimento. p. 156
O Ciclo Econômico
● A depressão conduz, como já foi colocado, a uma nova posição de equilíbrio. 
p.159
● As firmas antigas — ou seja, teoricamente, todas as existentes, com exceção 
das formadas no boom, e também com exceção, na prática, das afastadas do 
perigo por uma posição de monopólio, pela posse de vantagens peculiares 
ou de técnica especial duradoura — se defrontam com três possibilidades:
O Ciclo Econômico
● Decair, se forem inadaptáveis por razões objetivas ou pessoais;
● Recolher as velas e tentar sobreviver numa posição mais modesta;
● Finalmente, com seus próprios recursos ou com a ajuda externa, mudar 
para outra indústria ou adotar outros métodos técnicos ou comerciais que 
significam aumentar a produção a um custo menor por unidade. p. 160
O Ciclo Econômico
● Retornamos então à nossa conclusão de que a natureza econômica da 
depressão reside na difusão das conquistas do boom por todo o sistema 
econômico, por meio do mecanismo da luta pelo equilíbrio. p. 165
O Ciclo Econômico
● Vimos — em contraste com a doutrina que vê o ciclo econômico 
essencialmente como um fenômeno monetário ou como um fenômeno que 
tem sua raiz no crédito bancário e que hoje está especialmente associada aos 
nomes de Keynes, Fisher e Hawtrey e à política do Federal Reserve Board — 
que nem os lucros de um boom, nem os prejuízos de uma depressão são 
desprovidos de sentido ou de função. Pelo contrário, onde o empresário 
privado em concorrência com os seus iguais ainda desempenha um papel, 
eles são elementos essenciais do mecanismo do desenvolvimento 
econômico e não podem ser eliminados sem mutilar este último. p. 166
●
Referências
● A análise teórica schumpeteriana do ciclo econômico, disponível em: 
http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/rbe/article/viewFile/325/6901 
acesso em 25 de setembro de 2018.
● SCHUMPETER, Joseph Alois. A Teoria do Desenvolvimento Econômico: Uma 
Investigação Sobre Lucros , Capital , Crédito , Juro e o Ciclo Econômico. 2. 
ed. São Paulo: Nova Cultural, 1985. 168 p. (Os Economistas). Tradução de 
Maria Sílvia Possas.

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