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Fármacos utilizados nas dislipidemias Aspectos Gerais Lipoproteínas: estrutura e função • Responsáveis pelo transporte dos lipídeos no Plasma • Estrutura básica: núcleo apolar: triglicerídes + ésteres de colesterol Fosfolipídio Colesterol não esterificado Apoproteína superfície polar Dislipidemias Classificação Laboratorial Hipercolesterolemia isolada Elevação isolada do CT, geralmente aumento do LDL- C Hipertrigliceridemia isolada Elevação isolada dos TG, por aumento do VLDL e/ou QM Hiperlipidemia Mista Valores aumentados de CT e TG HDL-C Baixo c/ ou s/ aumento de LDL ou TG Classificação Etiológica Dislipidemias primárias Causas genéticas Dislipidemias Secundárias Apresenta causa secundária Dislipidemias Secundárias • Três grupos: • Dislipidemia secundária a doença • Dislipidemia secundária a medicamentos • Dislipidemia secundária a hábitos de vida inadequados • Mudança no Estilo de Vida • Medicamentos Terapêutica Mudança do Estilo de Vida (MEV) A. Terapia Nutricional A. Dieta para Hipercolesterolemia B. Dieta para Hipertrigliceridemia B. Exercício Físico C. Tabagismo Tratamento Farmacológico • Estatinas • Medicamentos de escolha para se reduzir o LDL-C em adultos. Deve-se usar a dose necessária ao alcance da meta terapêutica, respeitando-se a ocorrência de efeitos indesejáveis. Tratamento Farmacológico Lovastatina (Lovaclol, Liposcler) e Sinvastatina (Zocor, Sinvastacor) são pró-fármacos lactônicos inativos sendo hidrolisados no trato gastrintestinal aos derivados beta-hidroxila ativos Pravastatina (Apotex, Mavitina) possui um anel de lactona aberto e ativo. Fluvastatina (Fluvastin), Atorvastatina (Lípitor) e Rosuvastatina (Crestor) são congêneres que contém flúor e são ativos quando administrados Tratamento Farmacológico Tratamento Farmacológico Vastatinas – Mecanismo de Ação Adaptações dos hepatócitos 3 destinos: compor as VLDL (utilizados nos tecidos, transportados para as HDL ou retornar ao fígado nas LDL, via receptor); origem à ácidos biliares; ou ser excretado pela bile (podendo ser reabsorvido). 3 processos em equilíbrio= [colesterol] constante em hepa. Origem do colesterol: dieta e produção pelo fígado. Essas duas fontes se equilibram de acordo com a dieta, ou seja, se a ingesta for alta, a produção diminui, e vice-versa > expressão de receptores < expressão de receptores Bloquear a HMG-CoA redutase. Se a dieta é controlada, [colesterol]↓ -> aumenta receptores -> aumenta captação = Redução de colesterolemia. Princípio de atuação das estatinas Farmacocinética • Pitavastatina: ↑potência; ↓efeitos colaterais e interações. Menos metabolizada pelas isoformas CYP Metabolizadas pelas enzimas CYP em > e < grau, faz com que muitos fármacos sofram interferência ou interfiram na ação dos fármacos Fenitoína Barbitúricos Rifampicina Dexametasona Ciclofosfamida Carbamazepina Omeprazol Antifúngicos azóis Claritromicina Antidepressivos tricíclicos Fluoxetina Sertralina Mibefradil Diltiazem Verapamil Midazolan Inibidores de proteases Corticosteroides Tamoxifeno Amiodarona Efeitos adversos • Cefaleia, fadiga e ↑ dose-depende e reversível das enzimas hepáticas • Miopatia (dose-dependente e agravada com associação de fármacos) → Rabdomiólise – Para evitar: monitorar creatinoquinase (CK) – CK >10x ou mais – suspensão da estatina RELAÇÃO RISCO/BENEFÍCIO AINDA É FAVORÁVEL • Ezetimiba – Age no intestino, na proteína responsável pelo transporte através da borda em escova dos enterócitos. – Diminui absorção de colesterol (tb daquele excretado pela bile): ↓ [LDL] Tratamento Farmacológico • Ezetimiba – Pró-fármaco – ativação por glicuronidação no intestino – T1/2: 28-30h – Sem metabolismo hepático – Excreção: 80% nas fezes – Bem tolerado, com raros e brandos efeitos adversos Tratamento Farmacológico Tratamento Farmacológico Melhora do perfil lipídico pode ser atingida com diminuição da dose de estatina (↓ efeitos colaterais) Tratamento Farmacológico • Compostos catiônicos, administração VO • Sequestrar os sais biliares no lúmen intestinal e levá-los à excreção pelas fezes • Diminuição do retorno de sais biliares e colesterol ao fígado e hepatócitos aumentam produção • Efeitos adversos relacionados com acúmulo de lipídeos no intestino: flatulência, constipação e náusea. Tratamento Farmacológico ↓25% do LDL. Afeta biodisponibilidade de outros fármacos: digoxina, varfarina, diuréticos tiazídicos Tratamento Farmacológico •Fibratos • Indicados no tratamento da hipertrigliceridemia Tratamento Farmacológico • Liga-se ao PPAR-α, fator de transcrição expresso no fígado, tecido adiposo, rins, coração e ME, e ↑ atividade da LPL e ↓ da lipase hormônio-sensível • Miopatias quando associadas à estatinas (genfribrosila) • Monitorar CK a cd 3meses PPAR-α: receptor ativado pelo proliferador peroxissômico Tratamento Farmacológico • Reduz a ação da lipase tecidual nos adipócitos, levando à menor liberação de ácidos graxos livres para a corrente sanguínea. •Como consequência, ↓ síntese de TG pelos hepatócitos. •↓LDL-c em 5 a 25%; ↑HDL-c em 15 a 35%; e ↓TG em 20 a 50%. • Dose: 2 a 6 g/dia conforme o efeito ou tolerância; Tratamento Farmacológico • Efeitos adversos: Rubor facial e do tronco superior, associado a prurido e sensação de calor (temporário). Outros efeitos como alterações GI, hiperglicemia e hiperuricemia são mais raros. •Toxicidade hepática (podendo ser necessário suspensão do fármaco). Contraindicada a pcts com insuficiência hepática. Uso: pode, excepcionalmente, ser utilizado em pacientes com HDL-C ↓ isolado, mesmo sem hipertrigliceridemia associada; Como alternativa aos fibratos e estatinas ou em associação com esses fármacos em portadores de hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia ou dislipidemia mista Dislipidemias em grupos especiais • Idosos (>70 anos) – Atenção especial às dislipidemias secundárias – Estatinas mostram alta eficácia nessa faixa etária